domingo, 4 de novembro de 2012

DEZ ANOS APÓS SUA MORTE, O FANTASMA DE CELSO DANIEL RESSURGE, NO DIA DE FINADOS, PARA ASSOMBRAR LULA E GILBERTO CARVALHO.

                    
                    

     Dirceu Ayres

SEXTA-FEIRA, 2 DE NOVEMBRO DE 2012   Marcos Valério, um dos condenados do Mensalão, contou à Procuradoria Geral da República que o ex-presidente e Carvalho eram extorquidos por pessoas que sabiam detalhes sobre a morte de Celso Daniel, em 2002. Os reais responsáveis pela morte do ex-prefeito talvez ainda permaneçam na sombra. Altos dirigentes do PT chamam o publicitário Marcos Valério de desqualificado, depois que informou à PGR, por depoimento, detalhes sobre coisas que ele diz conhecer muito bem e que envolvem Lula, Gilberto Carvalho (atualmente na Casa Civil de Dilma Rousseff), o ex-ministro Antonio Palocci e sobre remessas ilegais de grandes quantias ao exterior. Certamente Valério deve saber mais do que já disse sobre o que sabe. No caso do Mensalão ele disse, na primeira denúncia que fez, que os valores desviados seriam superiores e 350 milhões. O escândalo do Mensalão gira em torno de 55 milhões. Valério foi condenado pelo STF a pouco mais de 40 anos de prisão, regime fechado. O fato dele ter sido condenado pelo STF faz dele um condenado por corrupção e formação de quadrilha, junto com altos então dirigentes do PT como José Dirceu, José Genoíno e Delúbio Soares. Se os atuais dirigentes do PT chamam Valério de desclassificado ou desqualificado por conta da condenação, então está em boa companhia; Dirceu, Genoíno e Delúbio também foram condenados pelos mesmos crimes. E uma coisa óbvia: o fato de alguém ter sido condenado não apaga a sua memória e não diminui o valor de informações que tenha consigo e que não tenham sido informadas às autoridades. Certamente Dirceu, Genoíno e Soares têm seus segredos. Grandes segredos. O assassinato do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel, chocou o Brasil em 2002. Daniel era o tesoureiro da campanha presidencial de Lula. Numa noite, ao sair de um restaurante seu carro teria, supostamente, enguiçado e ele acabou sequestrado e depois morto. Essa é uma história bem conhecida. Ao longo do tempo, surgiram detalhes importantes sobre o caso, mas a resolução do mesmo foi envolta em brumas. Uma forte névoa que se desenvolveu em torno das investigações poderia sugerir dois caminhos possíveis: Celso Daniel foi sequestrado e morto por bandidos comuns: Celso Daniel foi sequestrado sob encomenda, torturado e morto brutalmente, por razões políticas. A polícia parece ter concluído por crime comum. A promotoria pela outra alternativa. O fato é que os irmãos de Celso Daniel andaram questionando para chegar à verdade, e foram ameaçados de morte. Um deles mudou-se para a França. Celso Daniel, segundo as matérias da época, sabia que havia um esquema para desviar ou arrecadar recursos ilegais para o PT. Quando um amigo seu muito próximo teria sido descoberto desviando dinheiro que seria destinado ao partido. Isso teria deixado Daniel muito contrariado. E isso poderia tê-lo levado à morte. Mas a polícia acreditou que não, que foi morto por bandidos sem ligação com o partido. Essa é a misteriosa e perturbadora sombra que paira sobre o caso Celso Daniel. A revista Veja publica matéria de capa sobre o que Valério disse à PGR. Marcos Valério denuncia que o PT queria que ele arranjasse dinheiro para pagar chantagem feita por envolvidos contra Lula e Gilberto Carvalho. Segundo a matéria, Marcos Valério Fernandes de Souza revelou em depoimento ao Ministério Público Federal ter detalhes envolvendo o PT no assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel, em janeiro de 2002. Valério, apontado como o operador do mensalão, foi condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a mais de 40 anos de prisão por crimes cometidos no mensalão. Segundo a reportagem, Valério disse que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, estavam sendo extorquidos por figuras ligadas ao crime, de Santo André. Ronan Maria Pinto, que é apontado pelo Ministério Público como integrante de um esquema de cobrança de propina na prefeitura, seria um dos suspeitos de chantagear Lula e Carvalho. A revista diz que Valério foi procurado por petistas para pagar o dinheiro da chantagem, mas que ele teria se recusado. Segundo ele, quem teria ficado com a missão seria um amigo pessoal de Lula, que utilizou um banco não citado no Mensalão. DELAÇÃO PREMIADA O depoimento de Valério à PGR foi dado na tentativa de conseguir uma delação premiada, mecanismo jurídico no qual alguém que é investigado pode se beneficiar colaborando com a Justiça. Esse depoimento, segundo o jornal "O Estado de S. Paulo", foi dado no fim de setembro. Nele, Valério teria citado Lula e o ex-ministro Antonio Palocci.  Segundo o jornal, o empresário mencionou outras remessas de recursos para o exterior, além das que foram feitas para o publicitário Duda Mendonça, que trabalhou na campanha de Lula em 2002 e foi absolvido pelo Supremo no processo do mensalão. A cúpula do PT procurou ontem desqualificar o novo depoimento que o empresário Marcos Valério teria prestado à Procuradoria-Geral da República sobre o esquema. Saindo em defesa de Lula, os petistas disseram que Valério está tentando se livrar da pena imposta pelo STF e por isso não merece credibilidade. O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, disse duvidar que Valério tenha algo a acrescentar ao que já foi dito no julgamento do mensalão e ironizou o novo depoimento: "Se eu fosse condenado a 40 anos de prisão também estaria me mexendo". Um fato estranho, contudo, é que desde a morte de Celso Daniel sete testemunhas envolvidas com o caso morreram de modo misterioso. Isso faz o caso ficar parecido com as histórias policiais de Conan Doyle ou Agatha Christie, mas enquanto este dois escreviam ficção, no caso Celso Daniel a morte foi real, a versão policial pode não ser a correta, e os mandantes do crime podem estar solto por aí, usufruindo da liberdade, do dinheiro e do silencia dos que morreram. Se eu fosse um dos tais mandantes, sendo isso verdade, eu teria ido na data de hoje fazer uma visita ao túmulo do ex-prefeito, para rezar e agradecer. LILICARABINA.

Pânico do PT com a delação premiada de Marcos Valério é confissão de culpa.


                     
         Dirceu Ayres

Se o PT não tem nada a temer, se não cometeu nenhum crime a mais do que as dezenas já comprovadas, por que esta preocupação oficial e institucional com uma possível e desejável delação premiada de Marcos Valério? O que mais o PT pode ter feito no Mensalão que o faz reagir de forma tão assustada e tão esbaforida em relação a um novo depoimento do seu braço financeiro no Mensalão? Existirão mais assinaturas? Mais esquemas subterrâneos que ainda não vieram à tona? A matéria abaixo é da Folha de São Paulo. A cúpula do PT procurou ontem desqualificar o novo depoimento que o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, condenado pelo Supremo Tribunal Federal por sua atuação como operador do mensalão, teria prestado à Procuradoria-Geral da República sobre o esquema. Saindo em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, alvo principal de um novo pedido de investigação de partidos de oposição, os petistas disseram que Valério está tentando se livrar da pena imposta pelo STF e por isso não merece credibilidade. Ontem, o jornal "O Estado de S. Paulo" informou que Valério prestou novo depoimento ao Ministério Público em setembro. Os detalhes são mantidos em sigilo, mas, segundo o jornal, o empresário citou Lula e o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci. O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, disse duvidar que Valério tenha algo a acrescentar ao que já foi dito no julgamento do mensalão e ironizou o novo depoimento: "Se eu fosse condenado a 40 anos de prisão também estaria me mexendo". O presidente nacional do PT, Rui Falcão, foi na mesma linha. "Não temos nada a temer", afirmou, num intervalo da reunião que a Executiva Nacional do partido fez ontem. "Tudo o que ele poderia ter falado falou no processo." Apontado como o operador do mensalão, Valério foi condenado pelo STF por corrupção ativa, peculato, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Suas penas somam mais de 40 anos de prisão, mas ainda poderão ser revistas pelo STF. Segundo "O Estado de S. Paulo", o empresário mencionou no depoimento outras remessas de recursos do mensalão ao exterior além das que foram feitas para o publicitário Duda Mendonça, que trabalhou na campanha de Lula em 2002 e foi absolvido. De acordo com a reportagem, Valério também disse no depoimento que foi ameaçado de morte e mencionou o assassinato do prefeito petista de Santo André, Celso Daniel, morto em 2002. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou por meio de sua assessoria de imprensa que não se pronunciará sobre o assunto. O advogado de Marcos Valério, Marcelo Leonardo, disse não ter "nada a declarar". Valério enviou em setembro um fax ao Supremo dizendo-se disposto a depor novamente e pedindo proteção das autoridades, alegando que corre risco de vida. Ministros do STF disseram à Folha que Valério quer entrar no programa federal de proteção a testemunhas para garantir tratamento especial na cadeia ou ser enviado a um lugar não identificado, evitando assim a prisão. Ontem, o DEM e o PSDB recuaram da decisão de pedir ao Ministério Público Federal a abertura de inquérito para apurar se Lula participou do esquema do mensalão após serem informados do novo depoimento de Marcos Valério. O PPS afirma que vai entrar com o pedido, mesmo sem o apoio do DEM e PSDB. "Isso é problema deles, nós vamos protocolar a ação na terça-feira", disse o presidente do PPS, Roberto Freire (SP). O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), considerou "lamentável" a tentativa de vincular Lula ao mensalão: "Depois do julgamento, depois de todas as análises feitas, de todas as investigações feitas, eu diria que não cabe mais nenhum tipo de ilação sobre esse tema". O líder do PT na Câmara, deputado Jilmar Tatto (SP), disse que Valério "é uma pessoa desqualificada". O PT decidiu adiar a publicação de um manifesto com críticas aos ministros do STF para depois que forem definidas as penas dos 25 condenados. O julgamento será retomado na quarta-feira. (coturno noturno)

ALÉM DE DO ENVOLVIMENTO DE LULA NO MENSALÃO, VALÉRIO AFIRMA AO MPF QUE É CAPAZ DE DESVENDAR OUTROS MISTÉRIOS: DOSSIÊ DOS ALOPRADOS, CASO CELSO DANIEL E PALOCCI.


             
      Dirceu Ayres

Em setembro, VEJA trouxe à tona alguns dos segredos guardados por Marcos Valério, operador financeiro do mensalão. Entre eles, a informação de que o ex-presidente Lula teve papel de protagonista no esquema. Pouco depois, o empresário informou o STF, por meio de um fax, que estava disposto a contar o que sabe. Ele também foi ouvido pelo Ministério Público. Reportagem da revista que chega às bancas nesta sexta-feira revela o que Valério disse ao MP, na tentativa de obter um acordo de delação premiada – um instrumento pelo qual o envolvido em um crime presta informações sobre ele, em troca de benefícios. Á procuradoria o empresário informou, pela primeira vez, ter detalhes sobre outro caso escabroso envolvendo o PT: o assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel, em janeiro de 2002. O relato do publicitário é de que Lula e seu braço-direito, Gilberto Carvalho (atual Secretário Geral da Presidência) estavam sendo extorquidos por figuras ligadas ao crime de Santo André – em especial, o empresário Ronan Maria Pinto, apontado pelo Ministério Público como integrante de um esquema de cobrança de propina na prefeitura. Procurado pelos petistas para dar aos achacadores o dinheiro que eles buscavam, Valério recusou: "Nisso aí, eu não me meto", disse ele em um encontro com Sílvio Pereira, então secretário-geral do PT, e Ronan. Quem relata é o próprio publicitário. O operador do mensalão afirma que não aceitou entrar no jogo, mas sabe quem acertou as contas com Ronan: um amigo pessoal de Lula, utilizando-se de um banco não citado no esquema do mensalão. Mais "bombas" – As declarações são apenas parte do arsenal de Valério. Como VEJA havia mostrado já em setembro, o publicitário, que diz temer por sua vida, cogita trazer à luz detalhes sobre o envolvimento de Lula no esquema do mensalão. Mais do que isso: diz ser capaz de desvendar o mistério sobre a origem do 1,7 milhão de reais apreendidos pela Polícia Federal no escândalo do dossiê dos aloprados, em 2006. E de dar detalhes comprometedores sobre a participação do ex-ministro Antonio Palocci na arrecadação de recursos para o caixa do PT. Valério foi condenado a 40 anos de prisão. É provável que sua delação tardia não tenha grandes efeitos sobre a pena que terá de cumprir. Mas pode ajudar o país a resolver questões que ficaram sem resposta nos últimos anos. Do site da revista Veja (Aluizio Amorim)

Assassinato de Celso Daniel. Marcos Valério denuncia que PT queria que ele arranjasse dinheiro para pagar chantagem feita por envolvidos contra Lula e Gilberto Carvalho.


                    
     Dirceu Ayres

Reportagem da revista "Veja" desta semana informa que o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza revelou em depoimento ao Ministério Público Federal ter detalhes envolvendo o PT no assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel, em janeiro de 2002. Valério, apontado como o operador do mensalão, foi condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a mais de 40 anos de prisão por crimes cometidos no mensalão. Segundo a reportagem, Valério disse que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, estavam sendo extorquidos por figuras ligadas ao crime de Santo André. Ronan Maria Pinto, que é apontado pelo Ministério Público como integrante de um esquema de cobrança de propina na prefeitura, seria um dos suspeitos de chantagear Lula e Carvalho. A revista diz que Valério foi procurado por petistas para pagar o dinheiro da chantagem, mas que ele teria se recusado. Segundo ele, quem teria ficado com a missão seria um amigo pessoal de Lula, que utilizou um banco não citado no mensalão. O depoimento de Valério à Procuradoria foi dado na tentativa de conseguir uma delação premiada, mecanismo jurídico no qual alguém que é investigado pode se beneficiar colaborando com a Justiça.Esse depoimento, segundo o jornal "O Estado de S. Paulo", foi dado no fim de setembro. Nele, Valério teria citado Lula e o ex-ministro Antonio Palocci. Segundo o jornal, o empresário mencionou outras remessas de recursos para o exterior, além das que foram feitas para o publicitário Duda Mendonça, que trabalhou na campanha de Lula em 2002 e foi absolvido pelo Supremo no processo do mensalão. A cúpula do PT procurou ontem desqualificar o novo depoimento que o empresário Marcos Valério teria prestado à Procuradoria-Geral da República sobre o esquema. Saindo em defesa de Lula, os petistas disseram que Valério está tentando se livrar da pena imposta pelo STF e por isso não merece credibilidade. O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, disse duvidar que Valério tenha algo a acrescentar ao que já foi dito no julgamento do mensalão e ironizou o novo depoimento: "Se eu fosse condenado a 40 anos de prisão também estaria me mexendo". (coronel do blog)

terça-feira, 30 de outubro de 2012

PENSAMENTOS SOLITÁRIOS.



     Dirceu Ayres

Por vezes me encontro com pensamentos flutuantes e muitos dispersos. Uma dessas vezes eu me perguntava por que não consigo entender coisas que acho tão fáceis, coisas bobas ou triviais. Pensando com meus botões á me perguntar: Porque um sujeito mata uma mocinha de 14 ou 15 anos em plena flor da mocidade, logo que vai preso levam para a autoridade competente que o escuta, pergunta por que a estuprou, maltratou muito e como se isso não bastasse a matou e deixou seus restos mortais nos matos. Ao que ele respondeu... Deu vontade! Depois de lida sua ficha e saber de seus 16 anos de idade a autoridade mandou que o soltasse. Sabemos de um caso bastante interessante. O homem matou a esposa e desapareceu algum tempo depois no dia da Eleição ele apareceu vestido a moda e com barba de Raul Seixas foi ao cartório votou e sumiu outra vez. Poderíamos perguntar por que ele não ficou preso. A resposta... Existe uma famigerada lei que determina que antes e depois dos dias de Eleição não podemos prender ninguém, o homem continua zombando das leis ou da justiça. Confesso que há uns meses passados fiquei seriamente aborrecido com um acontecimento que já está corriqueiro para nos. Um jovem delinqüente (com cerca de 14 anos) invadiu uma casa de residência em um bairro de S. Paulo. Comeu bastante, bebeu e roubou tudo que estava no seu alcance e de seus companheiros. Por falta de sorte três dias depois do roubo foi preso e a autoridade policial ao interrogá-lo constatou que se tratava de um famigerado “de menor” em seguida foi liberado e voltou para a rua. Sem surpresa nenhuma constatamos que no mesmo dia ele assaltou uma senhora em um veículo e sem o menor constrangimento atirou e matou aquela senhora mãe de duas filhas gêmeas, Advogada com marido e família que a esperavam em casa. Ao ser preso novamente e na entrada da Delegacia viu o companheiro e gritou, “cara atirei na nina e acertei” Sabemos que logo esse famigerado estará solto e eles sabem também. È de se perguntar, porque é assim? Parece-nos que as leis e assustadoramente a resposta é que foram feitas muito frágil e em se tratando de menores ((delinqüentes) eles é que são os beneficiados, aparentemente essas leis só protegem os delinqüentes. São as tais leis que deveriam proteger os menores abandonados, menores que vivem abaixo da linha da pobreza. Crianças verdadeiramente pobres, pedintes e sem ajuda preciosa dos órgãos do Governo isso lembra que órgãos do governo (câmara dos deputados) criaram leis, proclamaram e falaram muito, mas, ainda falta regulamentar seu uso. Podemos lembrar aqui que poucos dias atrás três meliantes de 18 a 19 anos atiraram e mataram uma menina de quinze anos a caminho de sua casa acompanhada de seu namorado. Foram presos e ao depor junto à delegada do plantão disseram: Atirei e matei, quem manda resistir. Ora a mocinha não resistiu, só não queria entregar a bolsinha que tinha seus desenhos infantis. Que porca miséria, não tem lei e ninguém tem interesse de modificar esse tipo de desgraça. Os bandidos, adolescentes e com várias internações na fundação Casa, foram presos pouco depois. Na delegacia, os ladrões ainda debocharam da vítima, que teria reagido. A estudante Caroline Silva Lee, de 15 anos, foi assassinada com dois tiros na nuca ao tentar impedir que os três meliantes adolescentes roubassem sua bolsa. Que desgraça temos no Brasil e os políticos o que fazem???

RESPOSTA PARA A CARTINHA ABERTA DA FILHA DE GENOÍNO




     Dirceu Ayres

Carta aberta aos brasileiros da filha de José Genoino. A coragem é o que dá sentido à liberdade. Com essa frase, meu pai, José Genoino Neto, cearense, brasileiro, casado, pai de três filhos, avô de dois netos, explicou-me como estava se sentindo em relação à condenação que hoje, dia 9 de outubro, foi confirmada. Uma frase saída do livro que está lendo atualmente e que me levou por um caminho enorme de recordações e de perguntas que realmente não têm resposta. Lembro-me que quando comecei a ser consciente daquilo que meus pais tinham feito e especialmente sofrido, ao enfrentar a ditadura militar, vinha-me uma pergunta à minha mente: será que se eu vivesse algo assim teria essa mesma coragem de colocar a luta política acima do conforto e do bem estar individual? Teria coragem de enfrentar dor e injustiça em nome da democracia? Eu não tenho essa resposta, mas relembrar essas perguntas me fez pensar em muitas outras que talvez, em meio a toda essa balbúrdia, merecem ser consideradas... Você seria perseverante o suficiente para andar todos os dias 14 km pelo sertão do Ceará para poder frequentar uma escola? Teria a coragem suficiente de escrever aos seus pais uma carta de despedida e partir para a selva amazônica buscando construir uma forma de resistência a um regime militar? Conseguiria aguentar torturas frequentes e constantes, como pau de arara, queimaduras, choques e afogamentos sem perder a cabeça e partir para a delação? Encontraria forças para presenciar sua futura companheira de vida e de amor ser torturada na sua frente? E seria perseverante o suficiente ao esperar 5 anos dentro de uma prisão até que o regime político de seu país lhe desse a liberdade? E sigo... Você seria corajoso o suficiente para enfrentar eleições nacionais sem nenhuma condição financeira? E não se envergonharia de sacrificar as escassas economias familiares para poder adquirir um terno e assim ser possível exercer seu mandato de deputado federal? E teria coragem de ao longo de 20 anos na câmara dos deputados defender os homossexuais, o aborto e os menos favorecidos? E quando todos estivessem desejando estar ao seu lado, e sua posição fosse de destaque, teria a decência e a honra de nunca aceitar nada que não fosse o respeito e o diálogo aberto? Meu pai teve coragem de fazer tudo isso e muito mais. São mais de 40 anos dedicados à luta política. Nunca, jamais para benefício pessoal. Hoje e sempre, empenhado em defender aquilo que acredita e que eu ouvi de sua boca pela primeira vez aos 8 anos de idade quando reclamava de sua ausência: a única coisa que quero, Mimi, é melhorar a vida das pessoas... Este seu desejo, que tanto me fez e me faz sentir um enorme orgulho de ser filha de quem sou, não foi o suficiente para que meu pai pudesse ter sua trajetória defendida. Não foi o suficiente para que ganhasse o respeito dos meios de comunicação de nosso Brasil, meios esses que deveriam ser olhados através de outras tantas perguntas... Você teria coragem de assumir como profissão a manipulação de informações e a especulação? Se sentiria feliz, praticamente em êxtase, em poder noticiar a tragédia de um político honrado? Acharia uma excelente ideia congregar 200 pessoas na porta de uma casa familiar em nome de causar um pânico na televisão? Teria coragem de mandar um fotógrafo às portas de um hospital no dia de um político realizar um procedimento cardíaco? Dedicaria suas energias a colocar-se em dia de eleição a falar, com a boca colada na orelha de uma pessoa, sobre o medo a uma prisão que essa mesma pessoa já vivenciou nos piores anos do Brasil? Pois os meios de comunicação desse nosso país sim tiveram coragem de fazer isso tudo e muito mais. Hoje, nesse dia tão triste, pode parecer que ganharam, que seus objetivos foram alcançados. Mas ao encontrar-me com meu pai e sua disposição para lutar e se defender, vejo que apenas deram forças para que esse genuíno homem possa continuar sua história de garra, HONESTIDADE e defesa daquilo que sempre acreditou. Nossa família entra agora em um período de incertezas. Não sabemos o que virá e para que seja possível aguentar o que vem pela frente pedimos encarecidamente o seu apoio. Seja divulgando esse e/ou outros textos que existem em apoio ao meu pai, seja ajudando no cuidado a duas crianças de 4 e 5 anos que idolatram o avô e que talvez tenham que ficar sem sua presença, seja simplesmente mandando uma palavra de carinho. Nesse momento qualquer atitude, qualquer pequeno gesto nos ajuda, nos fortalece e nos alimenta para ajudar meu pai. Ele lutará até o fim pela defesa de sua inocência. Não ficará de braços cruzados aceitando aquilo que a mídia e alguns setores da política brasileira querem que todos acreditem e, marca de sua trajetória, está muito bem e muito firme neste propósito, o de defesa de sua INOCÊNCIA e de sua HONESTIDADE. Vocês que aqui nos lêem sabem de nossa vida, de nossos princípios e de nossos valores. E sabem que, agora, em um dos momentos mais difíceis de nossa vida, reconhecemos aqui humildemente a ajuda que precisamos de todos, para que possamos seguir em frente. Com toda minha gratidão, amor e carinho, Miruna Genoino.

RESPOSTA PARA A CARTINHA ABERTA DA FILHA DE GENOÍNO. Bom, como a carta aberta da filha de Genoíno é endereçada À TODOS OS BRASILEIROS, e eu, como carioca da gema, filho agradecido de nordestino cabra da peste e de uma mineirinha de 1.57cm, enfezada feito uma capeta mestruada, tenho, por óbvio, o direito de responder. Querida Miruna, me solidarizo, sinceramente, com sua dor. Um filho ou filha, agradecidos ao pai que lhes trouxe ao mundo, funciona como um advogado, quando da defesa de um réu. Lamentávelmente o fato de ser avô, ter dois filhos e 3 netos, por si só, não garante que um cidadão que se enquadre nesta condição seja elevado à condição acima de quaisquer suspeitas. Fernandinho Beira Mar é pai. Tem 4 filhos (reconhecidos) e também é avô de dois netos e isso, convenhamos, não serve de passaporte para a impunidade. Infelizmente Você teve a CONSCIÊNCIA do que seu pai fez durante o REGIME MILITAR. Eu, ao contrário de você, vivi todos os piores momentos daquela época. Não estranhe o fato: MAS MUITOS BRASILEIROS COLOCARAM SUAS VIDAS EM RISCO, ACIMA DO CONFORTO E DO BEM ESTAR INDIVIDUAL, para resgatar nossa democracia. Eu estava nesse meio, como outros milhares de brasileiros. E comecei a fazer isso, com apenas 16 anos de idade. Seu pai, ao contrário do que afirmas, causou mais dor do que tenha sentido. Basta que você leia sobre a guerrilha do Araguaia, motivo de orgulho de seu pai, para saber o que realmente ali se passou. Os justiçamentos, os seqüestros, os assaltos, tudo registrado nos arquivos com ambas as visões: a fantasiosa e a verdadeira. A de bandidos que queriam se transformar em heróis e heróis que foram transformados em bandidos pelo fisólofos à soldo do petralhismo, por jornalistas engajados e historiadores que fraudaram a história. Você, com acerto, diz não ter as respostas para as perguntas que se faz, ao contrário dos que vivenciaram cada frame negro daquele filme. Hoje, quem viveu aquele momento, sabe as respostas de todas as perguntas, e sabem que faltam perguntas para tantas respostas. Por exemplo: Que?Forma de resistência? é essa que falas? Os justiçamentos ocorridos no Araguaia pela SIMPLES DESCONFIANÇA DE QUE UM COMPANHEIRO ESTAVA TRAINDO O GRUPO? O assassinato a marteladas de um jovem tenente que acreditou nas promessas dos guerrilheiros e resolveu se entregar? Uma bomba deixada no aeroporto de Guararapes que deixou 17 vítimas e dois inocentes mortos? Ou a que matou um jovem soldado de apenas 19 anos de idade? São mais de 40 anos de vida política, diz você. Excetuando-se todas as falsas glorificações dos heróis bandidos, o que sobra de vida de seu pai, se é que cometeu algo de louvável, restou findo no dia de hoje e de forma DEMOCRÁTICA, LEGAL, SEGUNDO O ORDENAMENTO JURÍDICO DE NOSSA NAÇÃO e ONDE LHE FOI DADO TODO O DIREITO À AMPLA DEFESA que, diga-se, centrou na mais cínica mentira que seu próprio texto, nas entrelinhas, conclui. E aí, Miruna, chegou a hora de você apresentar respostas para as perguntas sobre as respostas que temos: 1) Sendo seu pai tudo o que você descreve com esse belo amor de filha, como pode eLLe não saber de nada do que era feito bem debaixo de seu nariz? 2) Sendo esse HOMEM PRESUMIDAMENTE, POR VOCÊ, CORAJOSO COMO SEMPRE FOI, segundo diz você, POR QUE ELLE NÃO DISSE NÃO AO QUE OUTROS FAZIAM E AINDA COLOCANDO SUA ASSINATURA PESSOAL EM EMPRÉSTIMOS FRAUDULENTOS? 3) SENDO ESSE HOMEM TÃO COMBATIVO QUE SEU AMOR FRATERNO DESCREVE, POR QUE ELLE NÃO IMPEDIU QUE SE COMETESSE UM CRIME NOJENTO, BEM DEBAIXO DO SEU NARIZ, QUE PODERIA CHEGAR AO QUE CHEGAMOS HOJE? 4) SE ELLE LHE DISSE, AOS 8 ANOS: ?MIMI, QUERO MELHORAR A VIDA DAS PESSOAS?, então por que permitiu que uma quadrilha roubasse a grana de milhões de brasileiros que trabalham diuturnamente para pagar impostos escorchantes que foram roubados em nome de uma causa? 5) Suponhamos, Mimi, que seu pai soubesse de tudo o que aconteceu nesse episódio tenebroso que atentou contra a nossa democracia, pergunto: Então, por que não saiu do partido? Por que comemorou várias vezes com muitos integrantes do bando as ?vitórias? do governo, compradas com dinheiro sujo? 6) E a pergunta final Mimi: POR QUE, TENDO TODAS AS CHANCES DE SE DEFENDER, NÃO O FEZ DE FORMA CABAL, ONDE NÃO RESTASSEM DÚVIDAS SOBRE SUA ATUAÇÃO? POR QUE MENTIU TANTO? POR QUE, CORAJOSO, NÃO OPTOU PELA VERDADE? Ah, Mimi, não recrimine ?os meios de comunicação? desta nossa nação. Muitos jornalistas se esmeram em produzir e divulgar as farsas aprontadas por LuLLa e sua quadrilha. Mas ela, Mimi, ainda é livre. Na Argentina, cujo governo da doida que seu pai defende, a imprensa está sendo cassada. Em Cuba ela só existe para falar bem do governo assassino que seu pai defende. Na Venezuela, as versões que prevalecem, são as oficiais. As poucas que falam a verdade, ou foram ?estatizadas? ou ?foram eliminadas?. Todos estes exemplos de democracia, são defendidos pelo seu querido pai. Seu pai terá, como preza nossa democracia, o pleno direito de espernear o quanto quiser. Faz parte. Da mesma forma, temos o direito de torcer para que a pena que lhe seja imposta seja suficientemente grande, para que não retorne como falso herói novamente. Se pai Miruna, com toda a razão e compreensão que nos cabe ter neste momento difícil que vives, pode ser o HERÓI que sua visão enxerga. É o seu papel de filha e lhe admiro por isso. Mas para nós brasileiros, que cansamos de impunidade, que cansamos das mentiras contadas por LuLLa e amplamente defendidas por seu pai, que cansamos do cinismo com que fomos tratados, que quase desistimos de lutar por esta nação, ao constatarmos todos os dias que os bandidos de sempre impunham à milhões de brasileiros uma pauta sobre a qual não nos cabia o direito de defesa, seu pai não passa de um bandido covarde que ajudou a roubar o dinheiro que poderia construir escolas, creches, hospitais, comprar medicamentos para quem não tem como pagar, dar casas para quem não tem onde morar e realmente, como eLLe lhe disse aos 8 anos: ?que a única coisa que queria, era melhorar a vida das pessoas?. Sinto muito Miruna pela sua dor e pelo momento difícil que estás passando. Mas não nos tire o direito de sentir uma alegria esfuziante por ver resgatada a justiça que parecia nos ter abandonado. Não nos tire a alegria de poder constatar que um Brasil mais justo e mais honesto, mais verdadeiro e menos cheio de farsantes e mentirosos esteja, finalmente, renascendo. Lamento te dizer Miruna, Mas a sua dor é do tamanho exato da alegria das pessoas decentes. Do simples carteiro que encontra uma mala de dinheiro e devolve, ao invés de escondê-la nas cuecas, como fez seu tio, das pessoas que trabalham incansavelmente para dar um futuro melhor para seus filhos, sem praticar qualquer tipo de crime. Do policial que prende quem tenta lhe subornar. Do juiz que julga de forma imparcial um réu, seja ele quem for. Do político que honra os votos que recebeu. A sua tristeza, Miruna, é a compreensível tristeza de filha. A minha alegria, ao ver seu pai preso, pagando pelos crimes que cometeu, é a de um brasileiro que quer deixar para os netos, um país LIMPO? JUSTO? HONESTO e COM PLENO EXERCÍCIO DA MAIS LIVRE E RESPONSÁVEL DEMOCRACIA. Por fim Miruna, não "É A CORAGEM QUE DÁ SENTIDO À LIBERDADE", como você disse nas primeiras linhas de sua cartinha, mas o medo de perdê-la. A CORAGEM, querida e competente filha, só são necessárias para se defender a verdade como norte, quando todos defendem a mentira como método. http://gentedecente.com.br/notic/editoriais/9543-resposta-para-a-cartinha-aberta-da-filha-de-genoino.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+ComunidadeGenteDecente+%28Benvindos+%C3%A0+Comunidade+Gente+Decente%29(Recebido por e-mail)

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

PENAS IMPOSTAS A VALÉRIO SOMAM 40 ANOS DE PRISÃO


          
     Dirceu Ayres

OPERADOR DO MENSALÃO, ELE FOI O PRIMEIRO RÉU DO PROCESSO DO MENSALÃO A TER A PUNIÇÃO DEFINIDA. A PENA DELE DEVE SER A MAIS ALTA ENTRE OS 25 CONDENADOS O Supremo Tribunal Federal concluiu nesta quarta-feira a definição das penas para o publicitário Marcos Valério de Souza, o operador do mensalão: ele foi sentenciado a 40 anos, um mês e seis dias de prisão. Foi o primeiro dos 25 condenados a conhecer sua punição. Deve ser também a pena mais elevada entre todos os réus.Valério havia sido condenado três vezes por corrupção ativa, duas por peculato, uma por lavagem de dinheiro, uma por evasão de divisas e uma por formação de quadrilha. A sentença também prevê que ele terá de pagar uma multa superior a 2,5 milhões de reais. A pena, entretanto, pode ser reduzida porque os ministros ainda vão avaliar se houve crime continuado entre alguns dos delitos praticados por Valério. Por exemplo: o pagamento de 336 mil reais a Henrique Pizzolato, ex-diretor do Banco do Brasil, pode ser vista como um ato criminoso indissolúvel de outros, como o pagamento de propina a deputados federais. Por esta hipótese, as penas não devem ser somadas, bastando que se aumente a punição mais grave em até dois terços. No entanto, a alteração da pena é considerada pouco provável. Ao tratar do envolvimento do publicitário na compra de apoio político de parlamentares durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, citou José Dirceu: "Em atuação direta junto a José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares, ocupou-se diretamente da distribuição de valores para todos os parlamentares corrompidos e da disponibilização de milhões de reais em espécie nas datas e locais combinados", afirmou. Por sua participação na compra de apoio político de deputados federais, Valério foi condenado a sete anos e oito meses de prisão - um prenúncio do que será aplicado ao ex-ministro José Dirceu. Dentre os agravantes considerados para elevar as penas aplicadas ao publicitário, está o fato de Valério ocupar uma posição de liderança em seu núcleo criminoso. A postura da corte no caso de Valério é reveladora da punição a ser aplicada a José Dirceu. O petista foi condenado por corrupção ativa e formação de quadrilha em coautoria com o publicitário. Se o critério da corte for exatamente o mesmo, Dirceu seria condenado a 10 anos e sete meses de prisão -- mais do que suficiente para o cumprimento de regime fechado na cadeia. Debate e atraso - Durante a sessão, a complexidade da definição das penas ficou evidente: a sessão chegou a ser interrompida para que Joaquim Barbosa revisasse a pena sugerida por ele a Valério por causa da compra de apoio político no Congresso. O relator acabou adequando sua proposta à lei atual (elaborada em novembro de 2003) e elevou a sentença sugerida de 7 anos para 7 anos e 8 meses. Os ministros da corte acreditavam ser possível concluir ainda nesta semana o julgamento, com o fim da dosimetria. Mas se enganaram: Valério foi o primeiro réu a ter as penas definidas pela corte. Restam outros 24. Se não acelerar o ritmo de discussão, o STF avançará por novembro sem encerrar a análise do processo. Na semana que vem, o julgamento será interrompido porque o ministro Joaquim Barbosa estará na Alemanha em tratamento médico. A corte volta a se reunir nesta quinta-feira. Depois disso, as sessões serão retomadas apenas em 5 de novembro. Tensão - Nesta quarta-feira, o plenário do tribunal foi palco de novas discussões entre Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski. Eles se desentenderam quando analisavam a pena para um dos crimes cometidos por Valério. A decisão foi de aplicar 3 anos e 1 mês de detenção. Barbosa, cuja proposta foi derrotada pela de Lewandowski, se queixou: “Tenho certeza, ele não cumprirá mais do que seis meses dessa pena" Lewandowski disse que, para o cálculo da progressão da pena, seria preciso considerar as demais condenações de Valério. O revisor afirmou que o colega estava "sofismando" e defendeu as penas menores a Valério. Barbosa explodiu: "Vossa excelência advoga para ele?", indagou. Lewandowski devolveu: “Vossa excelência faz parte da promotoria?". Antes do fim do embate, Joaqum fez uma última provocação: "Fiz apenas um comentário sobre um artigo e lá vem a defesa. Após um longo intervalo de mais de uma hora, Barbosa pediu desculpas ao colega: Lewandowski aceitou: "As nossas divergências não desbordam do plano estritamente técnico-jurídico", disse Lewandowski. Gabriel Castro e Laryssa Borges