sábado, 9 de abril de 2011

DESARMAMENTO É A BOLA DA VEZ

 Dirceu Ayres
Logo após ao ocorrido na escola em Realengo no Hell de Janeiro, já começaram a aparecer os babacas de sempre pedindo o desarmamento da população.Mas a população já não está desarmada? O Estatuto do Desarmamento proíbe o porte de armas, apesar da população ter votado CONTRA isso no Plebiscito de 2005. Ou seja, 64% da população vota contra um referendo criado por um governo composto de bandidos e terroristas e mesmo assim eles criam artifícios legais para que a população continue a mercê dos bandidos sem direito a defesa.Fizeram aquele movimento em que o cidadão entregava suas armas para a PF e recebia uns caraminguás por isso. R$ 100,00 por revólveres e R$ 200,00 por pistolas. E o que a PF percebeu é que a maioria das armas que foram entregues era prá lá de velhas e muitas nem funcionavam. Coisas de herança, ou achadas em algum baú no porão de casa. As armas boas e semi novas, com condições de uso não vieram no volume que o DESgoverno esperava. É certo que a grande maioria dos brasileiros conscientes não entregaram suas armas. Sem contar que depósitos da PF foram convenientemente roubados e as melhores armas desapareceram. Muito se fala em desarmar a população. Essa não é a saída para diminuir a violência no Brasil, por ano 50 MIL pessoas são mortas por armas de fogo, algumas delas são legais e estão nas mãos da polícia. Agora, a grande maioria dessas mortes foi produzida pelos bandidos que não usam armas LEGAIS e nem tem porte de arma. No caso da escola em Realengo, uma das armas que aquele desqualificado usou para matar as crianças é um revólver calibre 38 com a numeração raspada e isso não permite que seja descoberta a procedência da arma. A outra, um 32, foram roubados há 18 anos..DEZOITO ANOS!!!! Quantos crimes foram cometidos nos últimos 18 anos com essa arma sem que a polícia tivesse colocado as mãos nela? Ou se colocou, como é que ela voltou para as ruas? TODOS sabem que muito policial apreende uma arma aqui e a revende mais adiante sem ao menos passar pela delegacia. E não venham os hipócritas de plantão dizer que isso não existe porque existe SIM!!! Agora, a grande pergunta que fica. Comprar munição é impossível para um cidadão comum, o estatuto do desarmamento tornou a aquisição de munição uma manobra impraticável por quem quer que seja. Como é que o vagabundo de Realengo tinha um cinturão repleto de munição encaixadas em speedloaders que tornam o recarregamento de um tambor de seis tiros uma função de apenas 5 segundos? Se comprar munição é um ato impossível pelas leis do Brasil, comprar em grande quantidade e ainda mais com vários speedloaders é coisa impensável. Certamente essa munição entrou no país por contrabando, e isso é que o DESgoverno deveria coibir, o contrabando de armas que abastece o crime organizado e a guerrilha urbana que virou a segurança no Brasil. Morremos feito moscas nas mãos dos bandidos com armas ilegais e contrabandeadas e o DESgoverno não nos dá condições de defesa, assim como as crianças foram mortas sem poderem se defender, é como morrem milhares de brasileiros todos os dias e isso não causa comoção da população e nem preocupação do governantes. Defesa da própria vida é um direito do cidadão, e quando o desgoverno tira essa direito ficamos entregues à própria sorte. O vagabundo quando chega para assaltar alguém ele sabe que aquela pessoa está desarmada, por isso eles "tocam" tanto terror nas pessoas e dão "esculachos" absurdos nos cidadãos. Se o vagabundo chega na incerteza da reação as coisas mudam de figura e a violência poderá ser medida em condições iguais. Já que o desgoverno não coíbe o uso de armas e nem o contrabando delas pelos meliantes, que libere o cidadão para que possa se defender, pois, da maneira que está, estamos perdendo esse jogo para a vagabundagem por goleada. Aí dirão alguns que muitas armas são roubadas das mãos dos cidadãos e entram no crime. Oras, é só fazer a estatística e verificar a quantidade de armas que são roubadas de vigilantes e policiais e comparar com as que foram roubadas dos cidadãos e ver que o abastecimento do crime por arma roubada também pode ser "oficial". E por conta disso vamos desarmar a polícia? Essa conversa de desarmar a população não passa de manobra política para que um DESgoverno alinhado com tudo que é ditador do planeta quer para manter o povo submisso e controlado dentro do socialismo do modelo CÚbano, onde a população não tem armas e não pode se rebelar contra os "poderosos". Nos Estados Unidos que tem uma população muito maior que a do Brasil e o porte de arma é liberado na grande maioria dos estados. As mortes por armas de fogo no ano passado foram de 15 mil contra os 50 mil do Brasil onde o porte é proibido. Um fazendeiro não pode armar seus funcionários contra os invasores do MST, mas esses mesmos bandidos travestidos de movimento social podem usar facão, pá e enxada contra os fazendeiros alegando que são instrumentos de trabalho. Quando não, armas de fogo que a polícia NUNCA vai buscar. O que mata realmente no Brasil é a hipocrisia e a safadeza dos governantes e a inércia e burrice do povo. Os vagabundos continuarão matando o trabalhador e cidadão honesto, malucos continuarão praticando crimes absurdos como o da escola do Hell de Janeiro e o povo "politicamente correto" de joelhos esperando a morte chegar. Se os Judeus na segunda guerra fossem um povo armado a Alemanha de Hitler não teria feito o que fez e a história seria bem outra. No Brasil dos hipócritas e safados morrer pode, andar armado não pode. By "O Mascate" às Sábado, Abril 09, 201   ( Surrupiado do Mascate)

sexta-feira, 8 de abril de 2011

INUSITADO ACONTECMENTO NO RIO DE JANEIRO

                                           Dirceu Ayres
O que há de essencialmente estúpido na tese de que casos como o da escola do Rio ou da violência epidêmica que há no Brasil se combatem com a proibição da venda de armas? O óbvio, ora essa: as armas utilizadas nesses crimes não foram legalmente compradas. É tão simples! É tão evidente! É tão escancaradamente factual que as “pessoas boas” preferem ignorar o óbvio. Nada tenho contra os Professores, Educadores ou Psicólogos, mas me pergunto por que não convidam uma junta médica de cinco ou sete médicos Psiquiatras e fazem as perguntas que estão a fazer as pessoas que dizem que a vida continua e se puxar não tem conteúdo nenhum, é de se perguntar, Cadê a entrevista com um psiquiatra competente? Afinal de contas, psicóloga pode dar conta de casos mais brandos, dos que se resolve no setting de um consultório. Não é por acaso, aliás, que aos psicólogos não é permitido receitar. Quem receita é médico psiquiatra. Quem encara e decide casos de internação indispensável em manicômios são os psiquiatras. Então, por que não entrevistar alguém que verdadeiramente entende desse macabro metiê? Qual é o sentido de a reportagem afirmar que o agente da tragédia não "declinou os motivos" de ter agido como agiu? Como diria o Faustão, ôrra, meu! Um cara que comete uma chacina estaria em condições de fazer um arrazoado dos motivos que o levaram a agir da maneira insana como agiu? Parece muito difícil para os jornalistas entenderem que os que sofrem de transtornos mentais jamais seriam capazes de dar qualquer explicação dos motivos que os levaram a agir como agiram. Eles são movidos por impulsos irracionais! A "lógica do inconsciente", por paradoxal que pareça, só é acessível aos que dominam a lógica da consciência, o que não é, definitivamente, o caso do assassino que atuou hoje no Realengo. Fátima Bernardes entrevistou o "consultor de segurança" da Rede Globo. Segundo a opinião do tal consultor (um ex-policial que participou da realização do filme "Tropa de Elite"), a única solução é o desarmamento! Ah, é? Será que os psicopatas só sabem fazer chacinas com armas de fogo? Não poderiam usar, por exemplo, venenos, facas ou quaisquer outros métodos para matar? Não adianta. Enquanto loucos perigosos não forem tratados como loucos perigosos, enquanto a sociedade tentar entender os atos dementes de um psicopata à luz da lógica e da sensatez dos normais estaremos todos em perigo. A burrice, aliás, é tão perigosa quanto à esquizofrenia. As crianças morreram por conta da inércia de um governo corrupto que desarma o cidadão de bem e trabalhador, mas não coíbe o contrabando de armas que vem das fronteiras dos nossos "irmãos menores" da Amérdica Latrina que abastece o crime organizado e o tráfico de drogas. 50 mil brasileiros e brasileirinhos (Pre. Dilma) morrem por ano no país por conta da violência desenfreada, impunidade e contrabando de armas e drogas. E os curiosos sem noção de sempre se amontoando diante da escola e dando entrevistas patéticas e sem interesse jornalístico algum para a sociedade. Gentinha idiota que inventa história para aparecer na TV e jornalistas cretinos que enchem o saco geral mostrando em vez de apenas noticiar o fato. Já não é mais suficiente mostrar essa brutalidade em horário nobre da TV, tem que ir atrás dos familiares e expor a dor e a revolta dos parentes das vítimas. Imagens sem fim de choro e desespero, tudo em nome da notícia e na busca pela audiência, e as famílias que tem seus momentos de dor violados pela liberdade da informação... O que importa é a audiência.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

DE BORBOLETA A LAGARTA

Dirceu Ayres
A transformação de uma lagarta em uma borboleta é de uma beleza poética e estética impressionante. A lagarta é feia, a borboleta é linda. A lagarta se arrasta sobre o próprio ventre e a borboleta voa suave e tranqüila suspensa nos ares para nossa admiração, enquanto a lagarta se esconde, a borboleta domina o cenário com sua irrequieta presença. Mas a lagarta e a borboleta não têm escolha: Uma não pode viver sem a outra. Uma não pode deixar de evoluir e a outra não pode regredir. Já o homem e a mulher nascem como obras-primas do Criador, mas tem a faculdade de eleger para si mesmo o destino das lagartas ou das Borboletas. Agora acredito que jamais, para inteiro descrédito e tristeza da borboleta, as pessoas exaltaram tanto a lagarta que existe profundamente arraigada em nós! A droga é uma das muitas faces dessa metamorfose ás avessas. Podemos ter traficantes em todos os lugares desse nosso Brasil; temos os: “chapados” na zona sul Carioca que segundo dizem ajudam a eleger e reeleger deputados. Os traficantes de São Paulo e de todas as cidades do Brasil. Bandas de roque levam multidões de jovens ao delírio com sua histeria, berrando letras que são um réquiem á caretice das borboletas. Há alguns anos chegamos ao absurdo de uns fabricantes de roupas mandarem espalhar outdoors informando que seus jeans custavam menos do que três gramas de cocaína e “agitavam” muito mais. Alguém nas Polícias pode ser, ou já é um adepto da corrupção, Alguns Políticos não fazem sequer o dever de casa apresentando projeto que venha melhorar a nossa vida. Acredito que não poderemos ser mais borboletas, ficaremos sempre Lagartas e ficaremos com o ventre para baixo nos arrastando no chão frio e lamacento da coletividade humana. Já não temos para quem apelar. Vamos nos contentar com nossa insignificância e vamos continuar nos arrastando sem reclamações. Também não podemos viver no Estado intermediário por que passam os lepidópteros, ser Ninfa de borboleta ou envoltório para se transformarem de lagarta em borboleta quando chegado a hora. O procedimento da humanidade está precisamente igual ao da lagarta, mas temos de tomarmos uma providência ou iremos nos arrastar até o dia que aparecer um “EL CID” ou algum cavaleiro errante que de boa fé nos tire da lama em que estamos nos arrastando. Poderíamos usar nosso orgulho e dizer que somos as borboletas, mas na verdade não passamos de lagartas e como se isso fosse pouco, ainda poderemos servir de alimento para algum animal carnívoro, incluindo o famigerado ser humano. O pior de tudo, é que por mais que queiramos sair deste estado de Lagarta e o pior é que é um estado de Lagarta Letárgico, semimorto, paralisado e sem ação. Lagarta morta será sempre lagarta. Acho que não fará diferença, pois morto-vivo nós já somos. Uma população que em sua total maioria quase absoluta vive de um salário mínimo, o chamado salário-miséria, pois atualmente o salário mínimo gira em torno de quinhentos e quarenta reais. A pergunta é: O que podemos comprar ou fazer com esse tanto de dinheiro?. Continuamos Lagarta sem direito a metamoforse. Que desgraça!!!. Homenagem aos Blogueiros que lutam por um Brasil melhor.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

APAGÃO AÉREO??

 Dirceu Ayres
O apagão aéreo voltou. Durante toda a história da aviação brasileira nunca aconteceu o que está ocorrendo nos últimos meses. Não há qualquer informação sobre as razões pelas quais computadores entraram em pane com tanta freqüência. Tudo muito misterioso. E o mistério cresce mais depois que a turma desses políticos que estão no poder decidiu desmilitarizar o setor. Não sei se existe Sindicato ou A CUT articulando os controladores civis. Há uma movimentação no sentido de retirar o controle dos vôos das mãos da Aeronáutica, como aconteceu agora na Argentina com a entrada em vigor do decreto de desmilitarização daquele setor por lá. Neste domingo o jornal Clarin divulgou pesquisa mostrando que os argentinos agora estão com medo de viajar de avião. Também lá, como aqui existe uma incrível coincidência, não? Estão ocorrendo os apagões aéreos na Argentina também. Embora eu não entenda muito do assunto a razão me leva a crer que no Brasil, pelo menos, não existe nenhuma outra organização, que não a Aeronáutica, com competência e capacidade de gerir com segurança este setor do transporte aéreo. Por trás da desmilitarização devem girar inúmeros interesses e, com toda a certeza, vêm por aí fraudes, picaretagens, licitações fraudulentas, terceirização de cursos de controladores de vôos com empresas dos amigos do governo. Enfim, toda a desgraça possível é imaginável em decorrência do turbilhão de escândalos que tem marcado o governo atual. Faltava apenas submeter o transporte aéreo a um vôo cego por conta de interesses que só podem ser escusos, difícil de entender.O governo, que na campanha eleitoral bradava contra as privatizações, passa a implantá-las justamente num setor que, por enquanto necessita, sim, da competência e da especialidade da Aeronáutica. Este episódio dos controladores de vôo é emblemático na dramática situação em que chafurda o país e que esgarça o tecido social já brutalizado pela violência impune, acobertada pelos arautos dos direitos humanos invocados indevidamente em favor dos criminosos.
Ninguém fala nada. Ninguém dá um pio, nem mesmo a própria Aeronáutica. Além disso, a grande mídia não aprofunda as reportagens sobre esta funesta ocorrência do apagão aéreo. Há, ao que parece, por trás de tudo isso, a movimentação sorrateira de um lobby poderoso e avassalador. Estamos assistindo passivamente a desestruturação de todas as instituições do Estado brasileiro, dentre elas as Forças Armadas, as quais, por suas características e destinação, são o derradeiro bastão da ordem e da disciplina. A infra-estrutura aérea é totalmente vira-lata. A vontade do governo de resolver o problema é do tamanho do um pinscher. As companhias aéreas tratam os passageiros como cachorros. E agora, a culpa é toda do cão que invadiu a pista do aeroporto de Congonhas. Vão dizer mesmo que a culpa foi de um Apacão aéreo.
Acabei de ouvir No noticiário que o cachorro que entrou na pista passou por um buraco na cerca. Bom, não resolvemos o problema da aviação mas pelo menos já sabemos aonde está o buraco.

QUE DESGRAÇA DE PAIS

                                                                Dirceu Ayres
Analisar a política brasileira não é tarefa fácil. Nada parece ser o que realmente é. O cenário sempre é confuso. Verdade e mentira se misturam facilmente. O diz que diz supera a discussão programática. Há um gosto especial pela fofoca, pela pequena política. As polêmicas têm a profundidade de um pires. Somente nos dois últimos anos de seu governo, o ex-presidente Lula distribuiu mais de R$ 61 bilhões do contribuinte brasileiro para 27 países, a maioria na América Latina, sendo oito na África, para além de algumas das mais tenebrosas ditaduras, como Líbia, Síria e Irã. Parte expressiva dos recursos saiu do Brasil por meio de financiamento do BNDES, para obras tocadas por empreiteiras favoritas do governo. A lista dos 27 países aos qual Lula deu dinheiro (Dinheiro do povo, do erário publico sem consultar a população como de o dinheiro fosse dele) causou perplexidade nos senadores, até nos governistas, da Comissão de Assuntos Econômicos CURIOSIDADES DE UM PAÍS DE LOUCOS Um motorista do Senado ganha mais para dirigir um automóvel do que um oficial da Marinha para pilotar uma fragata. Um ascensorista da Câmara Federal ganha mais para servir os elevadores da casa do que um oficial da Força Aérea que pilota um Mirage. Um diretor que é responsável pela garagem do Senado ganha mais que um oficial-general do Exército que comanda uma Região Militar ou uma grande fração do Exército. Um diretor sem diretoria do Senado, cujo título é só para justificar o salário, ganha o dobro do que ganha um professor universitário federal concursado, com mestrado, doutorado e prestígio internacional. Um assessor de 3º nível de um deputado, que também tem esse título para justificar seus ganhos, mas que não passa de um "aspone" ou um mero estafeta de correspondências, ganha mais que um cientista-pesquisador da Fundação Instituto Oswaldo Cruz, com muitos anos de formado, que dedica o seu tempo buscando curas e vacinas para salvar vidas. O SUS paga a um médico, por uma cirurgia cardíaca com abertura de peito, a importância de R$ 70,00, equivalente ao que uma diarista cobra para fazer a faxina num apartamento de dois quartos. Aí eu penso que as críticas do BETO ou a revolta do MASCATE tem tanta razão que não cabe tudo no trecho que eles escrevem, parece até revolta o que escreve, GRAÇA NO PAIS DAS MARAVILHAS. Como entender uma desgraça de um Pais que parece que tudo ou todos São LADRÕES?

MAIORIDADE

 Dirceu Ayres
A polêmica continua sobre aquele discurso que aconteceu na Câmara de Vereadores em São Paulo: Você acha que uma garota de 16 anos com corpo de mulher e tenha vida sexual ativa deve ser considerada mulher?. Sim ou não? Lembre-se que a pergunta parece simples, mas pode ser perigosa, em vários sentidos. Primeiro, sua resposta depende muito de como você vê essa garota, se vê como sua filha, irmã ou uma parente próxima. A segunda; é pensar que ela é uma garota com quem você pode ir para a cama (por exemplo, nesse caso me referindo aos homens). Foi como o que aconteceu com aquele discurso do vereador Agnaldo Timótio. Há quem tenha pensado na vítima, outras pensando nos parentes, e outras que deram a resposta pensando no próprio prazer. Ou seja, escolha como quer ver a situação resolvida e pense. Se você disser que sim, estará concordando com o vereador Agnaldo Timóteo, se votar que não está concordando com a Claudete Alves. O que eu quero, com essa pergunta, é saber as respostas com opiniões em vários sentidos, incluindo alguns contraditórios: Se com 16 anos uma pessoa pode até votar que é algo que envolve grande responsabilidade (afinal através do voto decidimos o futuro de um país inteiro) ela não pode então ser dona do seu próprio corpo? Ou seja, se acham que ela está capacitada, e por isso lhe dão o poder de decidir a vida de milhões e milhões de pessoas, não pode ser capacitada para decidir sobre sua vida e seu próprio corpo?. Por ter, por exemplo, 16 anos e ter uma vida sexual ativa, significa que essa garota, apesar das suas capacidades físicas, tenha outras capacidades psicológicas, por exemplo, para ter total autoridade pelo seu corpo, como para “dar” para quem quiser e até se prostituir? Nessa idade ela não deveria apenas estar estudando, namorando, ou seja, criando uma estrutura para a sua vida adulta? O que acontece é que, quando um estrangeiro vem ao Brasil, se ele vai para a cama com uma garota que é menor de idade, vai preso. Aliás, qualquer um, pois será acusado de pedofilia, ou ninfofilia, dependendo da idade da vítima. Estou falando do estrangeiro em função do artigo em questão que li sobre o discurso do Vereador Agnaldo Timótio ser sobre o turismo sexual. Se ela já tem corpo e uma vida sexual de uma mulher de mais idade, ela deve ou não ser considerada maior? E o cliente, se ele vai com uma menor de idade para a cama, é ou não considerado conivente com a situação? Como é uma situação complicada estou deixando o sistema de comentários dessa crônica escrevinhada às pressas e mais ou menos enrolada, para que as pessoas possam meditar sobre o assunto, senão vejamos: Existe em todo Brasil e quando digo em todo é porque estou incluindo as pequenas cidades do interior e os grandes centros urbanos, meninas muito jovens ainda com cerca de 10 a 14 anos se prostituindo até nos Postos de Gasolina, as margens das rodovias de todos estados Brasileiros, a polícia às vezes prende e depois tem de soltar por ser uma espécie de arrimo de família que com o dinheirinho que elas recebem as margens das rodovias é o único que elas têm para comprar alimentação. Se um sistema de Governo desse as condições de trabalharem e elas mesmas se respeitarem, com certeza as coisas se modificariam. Precisamos acordar para o problema.

O ERRADO QUE ESTÁ DANDO CERTO

Dirceu Ayres
Não consigo me acostumar com as deformações que existem no Brasil. Basta observar o que está acontecendo aqui na atual chamada lei seca e das ações praticadas contra os cidadãos de bem. As pessoas são paradas na via pública pela polícia, apenas e tão somente porque acabou de sair de um restaurante. Pergunto: qual o elemento objetivo e legal que permite esse tipo de abordagem? Nenhum. Não há suspeita, não há comportamento perigoso, não há desvio de conduta nem manobra capaz de causar dano a outrem. Há, apenas, o fato de estar dirigindo um veículo após ter saído de um estabelecimento comercial ou nem isso: apenas porque está passando naquele local naquele momento. (Local errado e hora errada) Isto é, trata-se de uma circunstância corriqueira de exercício da cidadania. Nessas condições a abordagem é ilegal. É de todo errado, para dizer o mínimo. É de se perguntar: De onde o Estado extrai o direito de evitar a locomoção de um cidadão de família que sai para jantar com sua esposa ou filhos? Ou mesmo com amigos, depois de um árduo dia de trabalho? O trágico nessa história é que, enquanto cidadãos de bem são abordados por policiais armados em alguns pontos das cidades, em outros pontos cidadãos de bem estão sendo assaltados por bandidos armados. Em comum a violência e o abandono. Afora o fato de que esse tipo de blitz acaba deixando um rastro. Quando elas cessarem, porque cessarão, deixará no ar a possibilidade da ilegal abordagem de quem quer que seja e, nesse momento, os policiais menos escrupulosos aproveitarão para "engordar o caixa". Deve-se ter sempre em conta que os fins não justificam os meios, especialmente quando os fins não são razoáveis e proporcionais. A legislação não pode deixar a um policial a discricionariedade de executá-la. A exigência do bafômetro fere o direito fundamental de primeira dimensão, o mais antigo, portanto, o da liberdade, o da preservação da integridade física e moral do indivíduo, o de que nada o obriga a se auto-incriminar. A coação da multa substitutiva é ilícita. Não há dúvida de que essa legislação, desde a expressão - tolerância zero - não atende ao princípio da proporcionalidade, sendo desarrazoada e inadequada, expondo a cidadania ao risco da prisão. Assim, se é certo que o consumo de bebidas alcoólicas não combina com a condução de veículo automotor, é certo igualmente que um cidadão não pode ficar exposto, por um pequeno consumo, num almoço de família, numa confraternização ou algo parecido, a uma situação extremamente vexatória de ser tratado como criminoso. Mesmo assim está dando tudo certo, por mais errado que esteja à lei, diminuíram-se os desastres e as mortes. Os acidentes estão pela metade em todo Brasil. Mas não devemos deixar por menos, isso é muito sério, ou cria-se no Brasil um sistema correto de abordagem que esteja dentro da lei, ou dentro de pouco tempo teremos essa lei exterminada por alguma atitude séria da parte de um Jurista ou do próprio Congresso Nacional. Guardados os limites ou as proporções de cada caso de abordagem, pode se ter outro crime: o de abuso de autoridade. A lei 4.898 define os crimes de abuso de autoridade (ironicamente é uma Lei do período autoritário: 09 de dezembro de 1965). Dentre eles, destaco o atentado à liberdade de locomoção e o atentado à incolumidade física do indivíduo (art. 3º, "a" e "i"). O cuidado nunca será demais.