sábado, 30 de março de 2013

A VIOLÊNCIA DE UM PAÍS SEM ENCANTO



      Dirceu Ayres

Alguns Políticos deveriam tomar mais cuidados com os discursos que fazem ou com o que dizem. Certos discursos estimulam muito mais a violência no Brasil aqui tem um bom exemplo que podemos citar. Em seu discurso a um grupo de educadores , o ex. Presidente mais uma vez vinculou a questão da violência e da criminalidade à precariedade do ensino e destacou a importância da educação de qualidade como elemento de combate ao crime: de certa forma tem razão, mas não no todo. Assim falou o ex. Presidente: "Nós temos um estoque de 3 milhões de jovens, de 15 a 24 anos, que pararam de estudar e estão à mercê do crime organizado, de cometer barbaridades que vemos na televisão", disse o ex. Presidente. "Ao invés de ficarmos discutindo apenas as exceções que devem ser punidas, precisamos cuidar dos que representam a regra: jovens pobres que precisam estudar". Ora, o que é verdade é que quem não estuda na maioria das vezes é porque não quer. O brasileiro é um tipo indolente, preguiçoso e que não quer estudar de jeito nenhum. Estudar dá muito trabalho e até aborrecimento. A julgar pelas palavras do ex Presidente, ele próprio, que não estudou e que vive falando que cresceu na miséria, com a Mãe analfabeta, se o dito do discurso fosse verdade teria sido mais um criminoso para dar trabalho a Polícia. Ainda que não afeito aos livros fosse fazer um curso técnico no SENAI, que, aliás, é uma escola que está no Brasil inteiro oferecendo cursos profissionalizantes, sendo a maioria de graça. Há ainda o SENAC que também oferece cursos profissionalizantes. Repito. A questão da violência está desligada dessa ladainha de que o crime decorre da falta de educação e da fome. Isso não é verdade. Há escolas e ninguém passa fome no Brasil, pois não temos somente o Oceano, mais temos Rios, lagoas e outras fontes de alimento. Enquanto o ex. presidente da República fica falando esse monte de sandices que ouviu de algum desses intelectuais de boteco, a violência continua comendo solta. O Estado tem o dever de zelar pela segurança da sociedade e de promover a exemplar punição de todos os delinqüentes. Seja maior ou menor, não importa, cometeu um delito, de todo jeito, vai para a cadeia. Lá é que é o lugar de quem é criminoso ou ladrão. Todos sabem o tipo que não tem ou não quer recuperação; não é necessário ser um perito ou Psiquiatra para saber que quem comete delito grave e faz tumulto nas cadeias não está a fim de recuperação nenhuma. Estamos sempre a ouvir... Tumulto na Penitenciária tal, revolta na outra Penitenciária qual, e assim, temos sempre pelo menos, senão a fuga, a tentativa. Motins com reféns incendeiam as camas, os colchões, quebram as telhas e até a Penitenciária quase toda. Como se isso fosse pouco, ainda fazem curso de seqüestro, maltrato, terrorismo e até como torturar tanto a vítima como seus familiares. Nós ficamos sempre a pagar nossos impostos e sustentar os garotinhos que estão na cadeia. Brasil é muito bom para vagabundos e assassinos! Em pauta crime passional! Coisa de lei latina, arcaica e que ajuda "advogados espertos" e seus clientes inocentes a reduzirem as penas! Vê se aprendem algo com os países DESENVOLVIDOS e suas leis mais Justas e menos idiotas para que parentes de vitimas tenham algum alento alem da já terrível perda! Parem com essa palhaçada de matou por amor, ou matou para roubar, ficar protegendo gente de "miolo mole". Isso lembra a novela que faz de um povo burro e já imbecilizado ficar muito pior. Atualmente temos nessa novela, os advogados não têm a menor ética. Discutem os casos com todos e principalmente o Adv. Stenio, que fica questionando a Delegada Helô e tudo que descobre com a ajuda da empregada fofoqueira da Helô, corre e vai contar tudo pra Lívia Marin. A profissão (os Advogados reais) ou mesmo a OAB deve estar envergonhada de ser retratada dessa maneira.      



A ENERGIA PODEROSA DO SER

  

    Dirceu Ayres

Devemos tomar consciência de nossas energias. Positivas e ou Negativas, segundo cuidemos dela ou as abandonemos. Pensar sempre que todo templo “iniciático” é uma representação de nosso corpo físico, (humano) que assim, como a grande Pirâmide do Egito, o Tabernáculo Judaico, a Comunhão e o próprio Batismo dos Cristãos têm como finalidade o culto ao Templo carnal que é nosso Corpo. Saber que, não existe equilíbrio, quando a esse corpo físico, não se dá a atenção que ele merece. Pensem nos três Alquimistas, Magos-Astrólogos, que foram ver nosso Messias nascido em Belém. Levou ouro, Símbolo do valor Espiritual, Incenso, que representa a fumaça de nosso psiquismo. A Mirra, atributo do corpo, a ponto de existir um termo popular que diz ser uma pessoa - Mirrada-, quando não tem muita consistência física. Podemos criar o OURO do Espírito, através de exercícios. Através de Alimentos da pureza do coração, do fígado, da água, ou através de estados alterados de consciência com RELAXE, receberá também o ÁR para nosso Cérebro e o transformaremos em inteligência. Com isso faremos fecundar na terra e germinar em nosso corpo físico, a vida ativa e fecundadora, com isso teremos o equilíbrio de nossos três corpos (Pai, Filho e Espírito Santo), assim começarmos a entender como nasce a nossa alma. Sabemos que o elemento de nosso Cérebro é o AR, que leva e trás nossa inspiração, nossa inteligência, nossa Sabedoria e nossa bondade, isto se está no aspecto POSITIVO; e o VENDAVAL, o Ciclone que a tudo devasta tudo extermina, tudo quebra e arrasa, quando se converte em ciúme, inveja e ódio. Isto nos leva a pensar nas pessoas que tem tudo para serem felizes torna-se uns desgraçados com alguma neurose de angustia. Dizem os estudiosos que ser um lutador da Felicidade é como um círculo não vicioso, uma espiral. (Rosca sem fim). O Homem que luta para ser feliz, nunca deverá selo de todo, pois não lutaria mais e acabaria com esta Ilusão do maravilhoso que é ser FELIZ. Este é o mesmo conceito da VIDA e da MORTE, se conseguíssemos a imortalidade Física, cairíamos no maior desespero. Lembramos que: A Vida só é boa porque existe a Morte; o Riso quando se conhece as lágrimas; o dia porque existe a Noite; o macho quando tem a Fêmea. Essa é a lei dos opostos, dos contrários é a lei do equilíbrio. Na verdade, as pessoas deveriam aprender a evitar a raiva, a arrogância e não ficar nervoso com facilidade, a arte seria: Submisso na hora de selo, Altivo ou altaneiro na hora de assim se manifestar, Rústico no Campo, senhor em sociedade. Místico no Templo, Intelectual no trabalho e Criança nos Divertimentos. Com esse conceito universal é possível reconhecer o Amor e libertar-se das neuroses de angustia, posto que seja egoísta todo conceito de limitação representado quando fechamos os braços para não deixar escapar o que temos sem nos darmos conta que é esta à forma de guardarmos as “ferramentas” para receber, sem as quais não podermos recebermos nada. Aqui podemos acrescentar que a forma de Amor universal, é, satisfazer-se quando outros enriquecem, a nossa riqueza estará cada vez mais perto. Sentir prazer em que nasçam as flores, sem nos preocuparmos com quem é o dono do Jardim; é ter amor pelas obras de arte, embora não sejam de nossa coleção; considerar tudo de todo, porque a admiração da beleza é livre e é abstrata. O amor universal deve ser dado a todos. Nem por isso vamos nos esquecer da mais vil das criaturas, O INIMIGO. Diz um provérbio Chinês: “Mal é aquele que tem mil inimigos. Más, ainda PIOR o que não tem NENHUM”. Devemos fazer com que o inimigo crie em nós um suporte transcendental tornando-nos invulneráveis e fortes para nos defendermos dessa desgraça humana. A Raça de homens perfeitos é uma Utopia. Os que praticaram amor sem medida de limite, como JESUS, BUDA, GHANDI dentre tantos outros, foram mortos ou foram difamados pelos seus inimigos, embora seja verdade que nunca foram vencidos; e, podemos acrescentar que o inimigo foi o seu suporte transcendental, o que nos leva a crer que não haveria Jesus se não houvesse Judas. Sabemos que o inimigo é sempre o que receberemos gratuitamente, formado por nossos erros, fracassos ou êxito, nossa bondade ou rebeldia, nossa feiura ou beleza; pois o inimigo como a praga do campo, somente nasce quando a terra é fértil, pois não há praga no Deserto e nem há vermes, pois a terra é estéril; o inimigo que é sempre gratuito é e será sempre injusto. Más o inimigo haverá de criar em nós a sabedoria de sabermos nos defender e entender que o inimigo não é uma criação do ódio, senão da inveja, do ciúme, do complexo de inferioridade; pois o ódio ou o rancor que é negatividades, criam o verdadeiro Rival, criam à competição e a luta aberta. Quem diz não tenho inimigo, ou se menospreza, ou se desconhece; o inimigo é oculto, se arrasta no anonimato, e muitas vezes, nem nos conhece, nem é nosso conhecido; ataca exclusivamente por inveja ou autodefesa, sua única reação. Somente se vence o inimigo com o extraordinário poder do inconsciente, não se lembrando dele, e com a frieza do Espírito ante as reações que devemos ter para castigá-lo. Nosso ódio pelo inimigo deverá ser sempre como o clarão do magnésio, brilhante e poderoso ante a nossa indignação; má deverá desaparecer do nosso inconsciente, só voltando se formos atacados e desaparecendo de imediato ao sabermos que o inimigo recebeu o justo castigo. Pois temos a obrigação de esquecer. Aí deverão esquecer todos os seus inimigos para recordar cada dia mais de seus amigos, que deve existir em todas as camadas sociais, e dentro de todas as formas de vida. Ame o trabalho e aprendam sair da rotina. Existe musico terapia/ A Aromancia/ A Cromoterapia. O Teatro e o Cinema. Usem a Música para se acalmar, lembre-se que a flauta é símbolo de Magia enquanto o Tambor é símbolo da guerra. Façam música com suas palavras, porque este é o sentido da poesia. Sejam agradáveis em suas palavras, evitando as que sejam negativas e estéreis. E por último RIAM, porque rir ainda é o melhor remédio, a terapia do riso é superior a todas as formas de Catarse. Faça culto ao Perfume, tanto ao natural como o de essências. Venerem as flores e o aroma do Campo. Pensem que a alma dá aos homens um perfume que os diferencia dos animais. Usem a cor e as tonalidades harmoniosas, no vestir. Sintam-se bem. Aprendam a compreender a pintura nas cores naturais de uma paisagem, de um nascer do dia ou o por do sol. Desta forma estará procurando saúde física, psíquica e principalmente saúde espiritual. Variem a paisagem e os alimentos, e assim enriquecerão seus estímulos. E pensem, que tudo isto é um patrimônio da alma. Estudem nos livros, nos homens e na vida, pois os três são fontes de conhecimentos. Não confundam organização e ordem com rotina; e seja contra o provérbio que afirma: “O homem é um animal de costumes”. Se saírem do ritmo da evolução da vida, nem mesmo depois de mortos poderão acompanhar o ritmo da harmonia universal. Sejam como a Ave Fênix, sabendo renascer das próprias cinzas, aprendam com a Natureza, onde a árvore morre e apodrece para criar o próprio adubo que a fortaleça; aprendam com os animais, que comem os próprios vermes, os próprios micróbios de seus abscessos, para com isso fazer sua auto-vacina; uma das formas de felicidade, é quando se triunfa, lembrando-se dos fracassos anteriores ao triunfo, pois essa dor é como o ferro no fogo; forja-o e lhe dá maior resistência. A luta será sempre um conceito de nobreza e equilíbrio. Devemos saber que é sábio, saber mudar de opinião, não podemos nos aferrar a uma idéia fixa que nos impeça de mudar de ideias, religiões, procedimentos ou conceito. Assim fazendo poderemos viver muito melhor.            


sexta-feira, 29 de março de 2013

UM RENEGADO NA CÂMARA FEDERAL

            

   Dirceu Ayres

Andei lendo no Jornal o “ESTADÃO” sobre a vergonha (ou sem vergonha) de um deputado que foi eleito com ajuda de outro político (Sergio Cabral) E ao assumir foi nomeado presidente de uma comissão passamos a ver mesmo contra nossa vontade uma guerra horrível de pessoas se detratando e uma delas chegou a ser preso, esse famigerado deputado se agarrou como cachorro ao osso ao cargo que lhe ofereceram e diante do reboliço que se formou na câmara dos deputados e a bagunça iniciou e ele que é do chamado “baixo clero” abraçou com mãos e pés. O presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) convocou para a próxima terça-feira (2) uma reunião de líderes com Feliciano. A ideia é fazer um apelo para que ele deixe o posto. Blindado pela cúpula do PSC, o pastor, no entanto disse que sua posição é irredutível. O PPS também deve apresentar uma representação contra Feliciano por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética por suposto uso irregular da cota parlamentar. O partido alega que ele paga, com dinheiro público, escritórios de advocacia para fazer a sua defesa em processos de interesse pessoal. Se a ação for acolhida, ele pode ser punido com uma advertência a até com a cassação do mandato. Feliciano é acusado de homofobia e estelionato no STF (Supremo Tribunal Federal) e sua defesa em um dos processos foi redigida por um servidor de seu gabinete. A informação foi divulgada pelo jornal "O Globo". Jordy informou que ainda avalia se cabe tomar alguma medida contra Feliciano que ontem mandou prender um manifestante durante reunião que o teria acusado de "racista". "A situação é insustentável, a ponto de o pastor mandar prender quem exerce o direito da livre manifestação. Passou do limite do admissível", disse. Para quem observa ele é como um Câncer maligno da incompetência, sofrendo metástase com a tradicional corrupção que existe no congresso nacional, ronda a desorganização de uma casa que merece mais respeito, não é nunca foi e acredito que nunca será um Deputado que vai continuar com essa bagunça. Muito embora seja meio perdido escrever qualquer coisa com respeito principalmente a deputado que não são muito corretos, honesto ou de boa conduta, existirá sempre alguém com vontade de ajudar o Brasil. Este infeliz deputado deve ser um enrustido que usa de lábia desgraçada e enganosa agindo como um infeliz que sabe modificar-se por mimetismo; camuflar-se. Para não deixar transparecer sua capacidade de se transmutar e continuar seu caminho para desgraça.          

UMA ALMA COMPLEXA

            


     Dirceu Ayres

Olho-a e às vezes me pergunto se quando o médico põe o paciente psicótico trancado, não estaria enganado o Médico? Que personalidade estranha. Que complexidade de caráter. Às vezes tento analisar seu estranho comportamento e... Em vão, totalmente de balde meus esforços, começo outra análise. Eu e minha imaginação, resultados surpreendentes surgem em meu cinema mental. Vejo-a esguia, séria, um pouco CASMURRA, meio indiferente e introvertida, nela existe muito de bom e muito de triste, porém nada de mau, falta MALÍCIA. Deve amar profundamente (quando ama, é claro) ou for indiferente a amores. Tem vislumbres de inteligência brilhante, e às vezes me aparece uma alma IGNARA. Mas como eu sei que até o que achamos REAL é RELATIVO, que nosso mundo não é mais do que um mundo de ilusão, sei que o que lhe convém pode não me convir, que o remédio que lhe cura, pode me matar, que polos opostos se atraem e iguais se repelem, ficarei aguardando, talvez um dia possa, prestar-lhe uma ajuda ou pelo menos possamos conversar cara a cara, ou como diria o poeta: “Coração para Coração”, ( então eu lhe direi que nosso mundo é um colégio e devemos aceitar e procurar passar nas provas, pois, caso contrário, repetiremos o ano e talvez sem as condições que temos agora e ainda mais, que devemos suportar as amarguras dessa existência cedendo um pouco em nossas exigências e aceitando as que não podemos mudar. Aí então, se ela aceitar esta filosofia de vida saberei se ela sabe sorrir, por que sorrir sempre foi o melhor remédio e sempre curou Nostalgia, pois, se não me engano esta é sua doença. Suponho que o que precisa é de apoio moral e um ombro onde possa escorar sua cabecinha e ter com quem cantar suas alegrias e chorar suas desventuras. Sendo de um signo considerado como mais perfeito do Zodíaco (Virgem) tendo quem lhe dê algumas coordenadas, seguirá mais feliz e eu terei concluído ou chegado ao fim de mais um ROUND em minha atribulada existência. Vou esperar que sua alma encontre minha alma e possamos trilhar juntos o caminho da luz dourada destinado a nós pelo Grande Arquiteto do Universo até o final dos nossos tempos aqui na terra de homens broncos ou desleais até para seus amigos, parentes e amigos.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Ame, Evite até o Lúpus.

                 


     Dirceu Ayres

Amar sempre, este raciocínio foi abolido junto com as fitas de VHS, o Saputí, O abacate e algumas coisas que sabemos... Não existe mais. Assim como algumas dessas espécies entra em extinção, como a tecnologia é suplantada, como a medicina avança rápido demais para quem não estuda o comportamento humano também se altera com o passar das décadas. O homem inventou o Teatro para seu lazer, Inventou a TV e colocou o Teatro em segundo plano O “Love it or leave it” acabou junto com os sonhos de igualdade. Inventou o Computador e já deixou de lado a TV. Agora a Raiva e o ódio é que estão ativos. Não há opção de ignorar quem você não gosta. Ninguém quer mais saber do “tira por menos” ou o deixa ‘pra lá.’ Em função deste acontecimento, a incapacidade de simplesmente ignorar os desafetos, o mundo passou a praticar o ódio como deveria praticar o amor da era “hippie”. O maior exemplo disso são as muitas comunidades do tipo “eu odeio” em sites de relacionamento. Claro que o ódio não é uma invenção moderna. Amor e ódio são tão antigos quanto o Tempo que estamos na face da terra. O que abala é que odiamos todas as pessoas que se tornam obstáculos em nossas vidas. Odiamos o cara na nossa frente na fila, odiamos a moça do tele marketing que liga no final de semana, ou nos feriados ou quando estamos em uma paquera, quando estamos tomando uma cervejinha no bar da esquina. O jornalista; que trabalha na TV dizendo bobagem, Também odiamos todos os motoristas que estão na nossa frente no trânsito impedindo nosso acesso ao próximo caminho que nos leva para casa. Sempre odiamos as mulheres que nos dão o “fora”, A cerveja que não está bem gelada, o mau cheiro do ambiente em que estamos Diabos quanto ódio, quanta raiva. Não é de se admirar que tanto ódio tenha gerado a maior onde de falta de autoestima do mundo. Só se fala nisso. A autoestima não é nada senão o velho amor-próprio com roupinha nova. E o que é a falta de amor-próprio senão a falta de capacidade de amar? Se não amamos nem a nós mesmos como vamos ser capazes de amar qualquer um a nossa volta?. Talvez o remédio seja mesmo amar e fazer amor adoidado e para não encher a cabeça de minhocas, terem um Deus como quer que vocês o concebam e se drogar. Aceite meu convite... Vamos amar. Mas o mundo não vai se curar de suas mazelas se não começarmos a praticar o amor novamente e o mais depressa possível. O amor ao próximo, a nós mesmos, amor à vida, amor ao mundo. Nem que pra isso tenhamos que criar academias de amor ou até Bolsa Amor (na moda) onde todos possam desenvolver este músculo-bomba tão simbólico e representativo da vida chamados coração. Lá, sim, vai ser um bom lugar pra malhar. Esse é meu convite, amar, amar e amar. Vamos bombear mais sangue para o cérebro, mais sangue para o corpo todo, mais adrenalina, ter disritmia amorosa, sentir o coração pulsando com mais força e mais pressa, aí talvez descubra que está amando. Se praticarem esse exercício nunca sofrerá do mal de Alzheimer nem desenvolverão um mal horroroso chamado de Lúpus, uma espécie de “ALERGIA DE SI MESMO” doença desgraçada e sem cura, talvez porque nunca amou, ou ao contrário... Odiou.    


A PERIFERIA DAS CIDADES.

           

    Dirceu Ayres

Para começar, gostaria de dizer que se uma autoridade lesse meus escritos eu ficaria em maus lençóis. Pense, se eu for chamado para falar a respeito de periferia e ele dissesse: - Defina “Periferia”. Bom, ele mandou, mas, vou consultar o Aurélio. Lá diz que periferia é: Urb. Bras. “Numa cidade, a região mais afastada do centro urbano.” Logo, é um vocábulo geográfico e não econômico social. Então, a Barra e o Francês com seus mega condomínios e Vilas luxuosas com suas mansões são considerados periferia. Conclui-se que “periferia” é antes de tudo um termo incorreto que algum bastardo bolou para se referir às localidades pobres. O culto é à pobreza e não à periferia. Isso esclarecido, o jogo é assim. Essa apologia estabelecida pelo estado e pela mídia encerra um aspecto cruel e perverso. A lógica é simples. Já que o país não cresce e as pessoas não melhoram de vida, eles tratam de convencê-las de que isso não é tão ruim. Já que não se pode tirá-los da meleca vamos convencê-los de que é digno estar na meleca. E o pior: dotá-los de orgulho de estarem na miséria. É isso aí: ser pobre é legal, diria qualquer Político Municipal, estadual e ou federal. Quem sabe assim ficam quietinhos, já que o Estado não pode cumprir com sua obrigação de fazer o País evoluir. Até aí nada de novo. Lavagem cerebral é uma coisa usual neste país. O problema é que esta tática comporta efeitos colaterais indesejáveis. O primeiro é o aumento da autoestima, uma coisa até positiva se não ocorresse um efeito paradoxal. O que está acontecendo, na prática, não é só o contentamento resignado com o “status quo” de não melhorar de vida. Com o orgulho da pobreza, o moral dos “Manos” está inflado de tal forma que, ao invés de proporcionar dignidade, provoca, por ignorância e maldade, uma libertinagem que não respeita o próximo e que, num ponto extremo, culmina com os crimes que vêm acontecendo. O motivo é que esta tática abarca o discurso de vitimização abençoado pela esquerda e carreia a ideia de que existe um salvo Conduto para a postura agressiva e Zagaliana (postura de Zagalo) do: “Vocês vão ter que me engolir. Afinal, são vítimas da sociedade”. Todo o processo, claro, turbinado pela impunidade, essa instituição nacional. Como diria meu filho... “Tá ligado”?. Outra característica do culto à pobreza é a exaltação de Projetos de inclusão sociais geralmente ligados à arte e ao esporte. Não sei se escrevo que é enganoso ou enganador, mas com certeza posso usar que é Politicamente correto ser contra essa vitimização das classes mais pobres. Como se não bastasse explorá-los no Ano de eleição, enganá-los, usá-los e se aproveitar de sua ingenuidade honesta. Agora entenda morar na periferia não é morar nos bairros luxuosos, quando eles falam periferia, quer dizer Pobreza mesmo. Quando se refere à gente pobre sem nada mesmo, na pior. É da PERIFERIA. Essa de torcer a verdade, modificar para dificultar a compreensão dos menos letrados é digno da maestria deles, Políticos e interesseiros que trabalham com muito afinco, mas... Para ajudar de mesmo, seus parentes, amigos e correligionários.         



sábado, 23 de março de 2013

A CONSULTA DIFERENTE


          
     Dirceu Ayres

A mulher entra no consultório do Médico para ser atendida e o Médico muito educado fala.
– Então, senta aqui senhora e me diz o que está sentindo.
- Aí é que tá Doutor: eu não consigo sentar direito. Tenho uma dor impossível aqui na base da coluna. Fisga, puxa, dói, rasga, parece que está me enfiando um parafuso no osso. Bem um parafuso no osso mesmo, não entender diferente.
- Sei. Mostra-me exatamente onde é que dói?.
- Aqui, ou. Bem. Eu acho. Sei lá, vai ver me fizeram alguma macumba, um vodu.
- Eu sou médico, eu não acredito em macumba ou nessa estória de vodu.
- Então é câncer, Doutor. Em câncer o senhor acredita né? Tomo esses remédios todos e espero que o senhor passe mais algum comprimido para essa dor.
- Na sua idade, não é provável o câncer. Mas também nunca tinha visto ninguém tão nova, nervosa e hipocondríaca. É, vai ver é câncer mesmo. (Já se irritando)
- Doutor!!!! O Médico, clínico famoso, já escabreado com a paciente de comportamento tão neurótico, afirmou... É pode ser Câncer mesmo. -O Médico nunca tinha sido tão provocado como o que essa paciente estava fazendo e ele já estava se sentindo impaciente.
-Ela volta à carga: Como o senhor sabe que é câncer mesmo Doutor?
-Ora, você mesma quem insinuou que em não sendo vodu\macumba, seria câncer.
-Más a palavra do médico é que é a palavra final e de responsabilidade, disse ela.
-Bem, eu lhe disse que não era e na sua idade seria pouco provável.
-Más, deve ser uma doença perigosa ou infecto contagiosa né?
-Acho que você está no médico com a especialidade errada, seu caso é para um Psiquiatra pois é a especialidade que vai resolver o seu problema, Os Psiquiatras são calmos, competentes nesses casos e são uma especialidade Médica que conforta e cura qualquer desequilíbrio nervoso e esses tipo de dor.
-Más já me disseram que Psiquiatras são Médicos de doido! Exclamou a paciente, o senhor acha que eu estou doida?
-Não minha senhora, é que eu estou como o Papai Noel e temo pelo meu saco.
-Mas eu não entendo nada do que o senhor está falando, isso é cultura demais? Deus, todo que Médico diz ou escreve ninguém entende, puxa vida, e agora Doutor?
- O Doutor já a beira do desespero, senhora aqui está o dinheiro que pagou pela consulta, estou devolvendo para que a senhora vá embora, terminou, acabou a sua consulta, por favor, vá embora!!!.
-Vigi Doutor, acho que o senhor está aborrecido viu!!!
-O Médico já no desespero diz... Não, não estou não, estou só cansado mas vá embora.
-O senhor está mesmo decidido a me mandar embora né? Não quer me atender né?
-Meu Deus tenha piedade de mim, faça com que essa criatura vá logo embora.
-A mulher diz ôchénte seu Doutor, se é por mim eu já vou embora viu? Cháu, e nunca mais. O Médico cancelou as outras consultas para aquela tarde, pegou seu carro e se mandou pela estrada, aí notou que estava na Cidade de Coqueiro Seco e nem sabia o porquê nem como tinha chegado lá. Deu meia volta e foi prá casa. Certas consultas parecem perguntar: “É só isso?”. Uma consulta ao médico não é uma consulta ao médico até que um estetoscópio tenha sondado os ritmos internos do coração, ou até que mãos profissionais tenham apalpado a barriga. Pesquisas mostraram que os pacientes sempre esperam um exame físico. Mas existe alguma pesquisa mostrando que um exame físico – numa pessoa saudável – traz qualquer benefício? Apesar de uma longa e célebre tradição, o exame físico é mais um hábito do que um método clinicamente comprovado de encontrar doenças em pessoas assintomáticas. Existem poucas evidências para sugerir que ouvir rotineiramente os pulmões de todas as pessoas saudáveis, ou pressionar seus fígados, encontrará uma doença que não houvesse sido sugerida pelo histórico do paciente. Para uma pessoa saudável, uma “descoberta anormal” num exame físico tem mais chances de ser um falso positivo do que um sinal real de doença. Mas o exame físico serve a qualquer outra proposta? O relacionamento médico-paciente é fundamentalmente diferente. Apesar da invasão da medicina baseada em evidências, imagens de ressonância magnética, angiografias e exames outros, há claramente algo de especial, talvez até mesmo de cura, no toque. Existe um calor de conexão que substitui qualquer fator intelectual, e essa conexão atinge os dois lados do relacionamento médico-paciente. É como se o Paciente estivesse a dizer “Vamos ao exame seu Doutor”. A natureza polida e profissional de nossa conversa inicial se derreteu. Não importa como chegamos a esta sala, a estas posturas, a esta conexão, agora somos mais íntimas. Mesmo se nossa conversa inicial tivesse sido marcada por frustração ou raiva, o timbre de nossa interação teria se suavizado. É quase impossível ficar irritado ou seco quando pele está tocando pele. Talvez esse seja o centro da questão. O toque é inerentemente humanizado e, para que uma relação médico-paciente tenha qualquer significado além de uma interação comercial, é preciso haver confiança – das duas partes. Como já foi provado em maternidades e intuído pela maioria dos médicos, enfermeiras e pacientes, uma das maneiras mais básicas para estabelecer confiança é através do toque. É por isso que a consulta ao médico nunca parece completa sem um exame físico. Ele é parte essencial da relação médico-paciente, que não pode ser subestimada.
         

A SÊDE


         
    Dirceu Ayres

O viajante prosseguia sua caminhada em busca da cidadezinha onde efetuaria seus trabalhos com as encomendas que iria mandar da Fábrica quando ele entregasse os pedidos. Estava o viajante morrendo de sede, perdido no meio da estrada, com um sol escaldante queimando sua cabeça, seu carro havia quebrado e ele havia abandonado, quando de repente viu uma casinha de taipa. Imediatamente chamou a porta da casa, bateu palmas e logo apareceu um garotinho mulato, barrigudo e de olhos remelentos.
- Você poderia me arranjar um copo com água?, Preciso beber água ou algum líquido urgente, pois minha garganta está queimando. Falou - o viajante.
- Poderia sim, senhor! Respondeu o garoto muito solícito.
Então, o menino desaparece para dentro da casa e logo volta com uma cuia preta com água que entrega ao viajante. O viajante olha meio enojado para a cuia preta, fecha os olhos e o nariz, bebe tudo num gole lento, sorvendo o líquido que naquele momento era um milagre.
- O senhor achou muito ruim? – perguntou o menino. - não, por quê? Perguntou o homem que já estava ficando desconfiado do jeito do menino.
- É que tinha um rato morto dentro do pote! E eu não pude tirar. - Seu filho de uma égua! - esbravejou o viajante muito furioso. - Na hora que eu te pegar, quebro essa desgraçada cuia na sua cabeça!
- Faz isso não, moço, que essa cuia é da minha mãe mijar dentro! E se o senhor não gostou da água, tudo bem, mas não quebre a cuia não, porque pode ser que o meu Pai não goste e vá atrás do senhor e corte o seu “peru” Pois é o que ele sempre faz quando está com raiva. O viajante procurava se controlar, respirava devagarzinho e procurava um lugar com um pouco de sombra para arrumar os pensamentos. De repente uma mão magra foi posta em seu ombro, - senhor está se sentindo bem? O viajante se virou e viu uma velha senhora bem magra tão magra que era possível ver seus ossos através de seu transparente vestido de chita. Tinha um seio para baixo o outro para cima, grandes e moles, completamente desdentada, cabelos desgrenhados cheirando a bebida barata e ruim, um pedaço de cigarro com palha de milho jazia no canto da boca e para completar o quadro, duas pernas finas e brancas com muita poeira cobrindo os ossos. Da boca, saia uma baba gosmenta e constante junto com a fumaça do cigarro. O viajante como se fora mordido por um cachorro doido, disparou a correr pela estrada e não parou até chegar à cidade que prá sua sorte era a mesma cidade que ele vinha procurando.
       



A MAQUIÁGEM.




    Dirceu Ayres

Há muito tempo, muito antes dos nossos avôs e bisavós, já havia a polêmica: Se a mulher deveria recorrer ou não aos recursos artificiais para embelezar-se, livrarem-se dos “pés de galinha”, as famigeradas pregas do rosto e travar a luta de foice contra o “tempo e o envelhecer”, como já dizia Shakespeare!. É deveras uma das mais enrugadas e engelhadas questões da humanidade, principalmente das mulheres que agora alcançam o seu momento máximo, que chega a seu clímax com o já famoso... Botox. Em meados do século XIX, o poeta Charles Baudelaire, já fazia um chamado para que as mulheres superassem as “imposições” do tempo, as marcas da Natureza e chegada da velhice. Charles Baudelaire dizia: “A mulher tem todo o direito, aliás, ela está até mesmo cumprindo uma espécie de dever, quando se dedica a aparecer mais bela, cheia de curvas quase sobrenatural”, pregava no seu breve ensaio “Elogio à maquiagem”. Segundo o francês, um dos inventores do que chamamos hoje de modernidade, não importava qual fosse o truque feminino, o que valia era o seu efeito irresistível. Vocês se lembram da moça linda que aparecia no Filme “La Violeteira” cantando a música –Au-di-lá, que glória, belíssima morena. E vocês, meus amigos, que acham? Opiniões serão bem-vindas. E fica ai minha opinião e conselho para senhoras e senhoritas. Maquiem-se, usem Botox se preciso for, fique bela para agradar seu homem ou a quem lhe interessar. Use sua beleza como uma ferramenta para tudo que você tiver que fazer. Faça como dizia Dorival Cayme com aqueles versos maravilhosos que dizia mais ou menos assim: “Pinte esse rosto que eu gosto e que é só seu”. Ou “Você é bonita com o que Deus lhe deu”. Com todos aqueles lápis que lhe fazem uma criança brincando de colorir o desejo tenha ou não tenha um belo cavalheiro no seu horizonte, no seu lado criança de ser. O importante de verdade é que você deve cuidar mesmo com todo vigor da Juventude que lhe resta, cuidar de ter uma boa aparência, cuidar de sua jovialidade e fazer parecer que está tudo bem ou que está de bem com a vida. Se você não se gostar... Quem vai gostar de você?. Ame-se, devote mais um pouco de amor a si mesma, pois se amando nem sequer adoecerá viverá mais e com melhor qualidade de vida. Quando digo... Maquiar-se, é de verdade se embelezar e não proceder com falsetes, tipo “maquiar” a sua postura, sua conduta e lidar com as pessoas sem ”mascaras”, isso é não falsear ou maquiar seu proceder. E quando preciso for, faça a cirurgia plástica, seja onde for a qualquer parte de seu corpo ou nas extremidades, mas... Faça. E tenha o cuidado de procurar um profissional conhecido, bem capaz e acima de tudo competente. Não tema, o “Bicho” é sempre do tamanho que nós fazemos o medo só atrapalha. Confie no seu Deus, confie no Médico que você conhece ou escolheu seu Anjo da guarda e seu Deus estará sempre e durante todo tempo junto a você, eles não te abandonarão, pois você é uma filha da Divindade... Não tema, também é irmã das estrelas, dos Planetas e movida pela energia de vida do Universo, parte de um Deus, o criador e mantenedor de todas as coisas e elas não usam maquiagem para conosco, são corretas e cuidam de nossas vidas, vá, sem medo estará protegida.
         

quinta-feira, 21 de março de 2013

O REGIME



    Dirceu Ayres

A partir dos próximos dias, vou outra vez tentar um regime, começo outra vez a engordar demais. Frutas, legumes e verduras será a base. Sim, a partir de amanhã começo mais um período de guerra contra os quilos extras. Nada de bacon, queijos amarelos, vinho, massas e risotos vão aproveitar para comer o que mais adoro... Feijão com arroz, sem falar na carne crua, peixadas e frutas vermelhas que não vou poder abusar. No cardápio atual: salada crua, legumes cozidos no vapor e filé de frango, galinha assada ou na chapa com show. Claro, não podem faltar as sopas de baixa caloria, muito chá, cereal com leite desnatado e pelo menos uma fruta por dia. Em duas semanas quero me livrar de dois ou três quilos... Tenho dito! E como ninguém é de ferro, aproveitei que fui a uma ótima loja de produtos naturais comprei guaraná em pó e também sabonete de própolis em barra, castanha da Índia, chá de sete ervas e mais umas vitaminas. Apesar da correria, meu dia foi ótimo! Bons contatos, tarefas resolvidas outras agendadas algumas cumpridas e uma vontade enorme de aproveitar esse dia diferente pra passar o resto da noite depois que sair do computador, lendo. Isso mesmo, lendo que é a coisa que eu mais gosto de fazer para não deixar a cabeça desocupada, isso seria perigoso. Cabeça desocupada é oficina do Diabo. Vou continuar fazendo muita força para conseguir manter um regime bem salutar, espero honestamente que isso venha resolver a falta de ar que eu estou sentindo, ando muito cansado, sem fôlego, pareço um velho asmático. Bem, para que serviria um regime se não tivesse algum objetivo sério e sadio?. Agora não sei se devo fazer regime de mulher também, aí não saberia como viver, pois tenho alergia a homem. Além do medo, me coço todinho e fico todo vermelho. Diabos precisam da orientação de algum amigo Médico Psiquiatra de preferência que seja sério e entenda muito do assunto não seja somente curioso ou porque quer me ajudar. Ficarei eternamente agradecido a esse amigo que quiser dignar-se a me ajudar com essas ideias. Sei que muitos amigos gostam de um jeito até “diferente de homens” e eu não quero cair nessa, mesmo para alguns sendo tentação. Sou mais assustado, não tenho a coragem deles, talvez isso não dependa somente de coragem, tenha mais alguns ingredientes, uáu, é assustador de mesmo. To fora. Vou mesmo é cuidar do meu regime para ver se emagreço um pouco mais, aí sim, terei saúde e vou dar umas pernadas pelas outras regiões onde só tem Amazona cavalgando solitária. Agora no Brasil tá mais perigoso, o Supremo tribunal Federal atestou que pode casar homem com homem e mulher com mulher e tudo será normal. Tá doido, sou do tempo antigo e nunca tinha visto a coisa desse jeito, sempre soube que existia homem que gosta de outro e mulher que gosta da fruta também come até o caroço, como vou me meter em um imprensado desse? Nossa to fora, minha praia é outra. Poe uma gata linda em minha frente com todas as manhas e vou tentar dar conta do recado. Inicio sempre tirando a calcinha de preferência branca com os meus dentes, depois volto a minha infância e começo a mamar, me transformo em gato e vou lambendo o corpo dela todinho dá para fazer um rasante por cima da gruta do amor, deixo-a mais exitada, quando já tiver escorrendo o mel do amor, o cheiro ardido de sexo, suor se misturando com sêmen, coração com taquicardia, vermelhão no corpo todo... Iniciamos o que podemos chamar de ato de amor, amor verdadeiro e que leve ao clímax do orgasmo.
  



O CIRCO NOSSO DE CADA DIA




     Dirceu Ayres

E Todo mundo sabe, é verdade mesmo, que os governos fazem de um tudo com o dinheiro do Povo para satisfazer seus próprios interesses. Tira o dinheiro da Saúde para jogar na esbórnia. Tira das rodovias para colocar como aumento de Deputados Federais. Tira da Segurança e Poe na reforma do Palácio e ajuda alguns amigos mais próximos. Corta o dinheiro que deveria ir para o Rio de Janeiro aquela cidade maravilhosa e pacífica, cantada em prosa e verso (e sangue, muito sangue e morte). Nas próximas olimpíadas certamente teremos novas modalidades "esportivas": maratona de arrastamento de crianças até a morte “tiro a esmo" (antigamente conhecido como "tiro ao alvo") Sequestro tanto demorado como o conhecido “sequestro relâmpago” praticado por menores. Etc. Lá as crianças já brincam desse tipo de "sequestro relâmpago" desde menino (antigamente conhecido como "esconde-esconde"), e assim por diante. Mas é claro que também temos monstros, como o pedreiro que estuprou e estrangulou uma criança de apenas alguns meses dentro de um templo. (isso em SC). Os detentos, porém, darão conta dele já, já, até detentos chamam a isso de monstruosidade. Para alguns crimes, não há impunidade atrás das grades. Será que eu estaria raivoso demais?. E se ELE FOR CONDENADO E FOR PARA a Prisão, lógico que encontrará logo um Boy com muita vontade de fazer amor e poderá satisfazer as vontades dele. O Brasil ou os Políticos fazem o Circo?. Ora o Circo já está feito e bem montado, o que parece que não tem jeito é modificar a chamada vontade Política, isso sim é um Circo. Alguns estão no picadeiro brincando com os palhaços ou fazendo dos outros também palhaços, Uns estão nas Câmaras, plenário etc., enquanto outros estão no Globo da Morte cuidando do equilíbrio para não serem presos, outros estão alimentando os colegas animais para estar de bem com todos e ainda temos os que ainda estão na plateia ou só assistindo o que se passa no Palco, ou esperando a sua vez. Estamos ou não estamos em um Circo?, Às vezes somos plateia e às vezes somos figurantes. Más, que estamos em um Circo e fazemos parte dele, está claro que estamos sim em um Circo bem movimentado, bem frequentado e com cerca de cinquenta milhões (50.000.000.00) de passa fome, aqueles que estão abaixo da linha da pobreza, isso segundo a Fundação Getúlio Vargas e nós, teríamos jeito para consertar?, Acho que não. Acredito que políticos de honra, decentes e honestos, estão esperando uma boa hora para junto com alguns Empresários poderosos colocarem o Brasil nos trilhos, não somente da esperança como nos trilhos do desenvolvimento. Melhorando a qualidade de vida dos Brasileiros e desmanchando esse Circo de maracutáia e é, mas não é. Um dia um político é convidado para um cargo, no outro dia quem assume já é outro, um determinado político conta com o apoio da autoridade maior para exercer um cargo, quem assume de verdade é outro. Sejamos sinceros... É ou não é um Circo?. Está ou não está em movimento desencontrado sempre?. Temos um único caminho, esperar para ver no que vai dar ou eleger os que já estão aí. Não sabemos com quem contar nem a quem pedir ajuda, então é ficar calado e esperando. Talvez um dia as coisas venham a melhorar ou o Circo vai pegar fogo.
     


Dilma Roussef e os ministérios da burrice.



    Dirceu Ayres

A governabilidade tal como é entendida por aqui é um nome que, apesar de não ter nada de santo, é permanentemente invocado em vão. Tal como fez a presidente Dilma Rousseff no dia seguinte ao presidente da Câmara de Políticas de Gestão da Presidência, o empresário Jorge Gerdau - um colaborador voluntário, diga-se -, criticar duramente o modelo agigantado e ineficiente da montagem do Ministério. Dilma não quis passar recibo: disse que sabe conviver com a crítica. Mas, se é verdade que Gerdau já falou a ela em particular sobre a "burrice", "loucura" e "irresponsabilidade" de se distribuir cargos de primeiro escalão a torto e a direito ao molde de uma bolsa-ministério para os partidos aliados, em público a presidente fez que não ouviu. Na manhã de sábado mesmo, na cerimônia de posse dos novos ministros da Agricultura, Aviação Civil e do Trabalho, Dilma invocou a "governabilidade" para justificar e defender os meios e modos da coalizão. É de se supor que os defenda, pois falou como se fossem absolutamente necessários. E imutáveis.Mas, afinal de contas, o que significa mesmo essa tal governabilidade? Desde quando o Brasil ficaria ingovernável caso o compartilhamento de poder com os partidos que apoiam o chefe do País obedecesse a critérios menos toscos que os do mais deslavado fisiologismo? Certamente não haveria grandes prejuízos à administração do País se a aliança se sustentasse em comprometimento administrativo, doutrinário e até mesmo ético. Talvez a adesão fosse menor em quantidade, mas seria melhor em qualidade. Itamar Franco tinha 27 ministérios, Fernando Henrique Cardoso, 24, por que Lula precisou de 37 e Dilma de 39 em vias de criar mais um e atingir o número 40, cuja simbologia não é das melhores? Para acomodar as correntes do PT e os partidos que, não fosse isso, estariam na oposição trabalhando com afinco para tornar o Brasil ingovernável. E já que estamos na base das perguntas, façamos outra: estariam mesmo? Que força esses partidos teriam sem as armas de governo? Mais uma: uma vez eleito um presidente que determinasse uma regra do jogo mais decente - sem, claro, destratar o Congresso como fez a turma de Fernando Collor - quantos minutos levariam para virar aliados? Se é para adotar a lógica da barganha, lembremos que uma administração federal não se faz só de ministérios. E um enxame deles tampouco faz uma administração ser bem-sucedida. Então, para quê? Para dar visibilidade e poder aos partidos e seus políticos nos respectivos eleitorados e, com isso, ajudarem a si, aos colegas de bancada de outros Estados e ter uma justificativa para viverem grudados nas barras das saias ou das calças dos governantes. É bom para quem recebe, é ótimo para quem dá esperando receber o troco em votos, tempo de televisão, tropa de defesa no caso de escândalos e base parlamentar mastodôntica para exibir. Mas, para quem vota, para quem precisa dos serviços do Estado de verdade, não representa nada, além de uma grande falácia a respeito do "presidencialismo de coalizão", cuja denominação, criada pelo cientista político Sérgio Abranches, está completamente deturpada. Não há benefício coletivo na aludida governabilidade tal como é entendida, e praticada, por aqui. Na realidade, nela reside um grande malefício. Pesquisa. O aumento da aprovação da presidente da República projeta favoritismo eleitoral. Embora não garanta nada nesta altura porque não há concorrentes a serem analisados pelo público. Fosse parâmetro, Dilma sozinha poderia ter 100% e não 85%. A proximidade dos anúncios da redução dos preços de energia e desoneração da cesta básica comprova o peso das ferramentas oficiais. Título original: "Nome em vão" Dora Kramer.

segunda-feira, 18 de março de 2013

DIREITOS DOS HUMANOS EXISTEM?


           
     Dirceu Ayres

Temos um sujeito que é acusado de racista e homofóbico. Aí, eu pergunto: alguém que pede a senha do cartão de crédito de alguém (o famoso 171) merece algum respeito? Eu o qualifico, eufemisticamente, como desonesto. Para mim, este homem não tem qualquer valor. Parece ser um personagem indicado mesmo para fazer política no Congresso Nacional. Falam do Sen. Renan Calheiros, Zé Dirceu, Genoíno e companhia, (farinha do mesmo saco), o povão não faz tanto escândalo. Agora, um infeliz que não sabe ficar com a boca fechada é alvo da fúria Concordo plenamente com os cartazes alguns até bizarros. Deus ama todos, agora quero dizer, o cargo na comissão dos direitos humanos (desumanos) no Brasil, está em geral com péssima fama, parece que no Brasil só bandido tem direito, calma que eu explico; o preso tem auxilio detenção, a família da vitima não tem nem bananola, quando um bandido é morto, logo tem 4 ou 5 ou mais elementos dos tais direitos DESUMANOS lá para ver com seu familiares o que pode ser feito por eles, agora se o bandido mata uma pessoa de bem a família não chega a ver algum elemento dos tais direitos humanos, acredito que não então só entre nos, para defender bandido elegeram a pessoa certa, pois desde meu tempo de criança já se dizia, bandido defende bandido. Tentar virar alguma página de nossa vida e tentar aceitar essa situação, ledo engano, não conseguiremos. Essas pessoas são políticos e alguns até religiosos que usam uma perigosa lábia para ignorar o que é mal feito e se é político exerce cargo com alguma autoridade... Violam essa essas leis e até garantem que pode violar. É uma espécie de clérigos que garantem ser a única ligação entre vocês (nós) e DEUS, é assim que torna as pessoas convencidas a ajuda-los e até convertidas. Assim convence o suplicante a ser “laranja” jurar falsamente, se prestar a ser o grude de desgraça que ajuda o miserável. Políticos, sua mente os engana conforme seus pensamentos e/ou suas atitudes, você com esses procedimentos ambiciosos não está credenciado a ter caráter, não é e nunca será um homem de bem, pois suas sujeitas são incomensuráveis, por isso nunca será respeitado como uma boa pessoa. Direitos humanos como o que conhecemos deve ser mesmo indicado para gente com seu procedimento desvirtuado. O povão pode começar seu grito, juntem seus amigos, conhecidos dos conhecidos, não importa suas opções de vida só não larguem a luta, pelo menos por enquanto não larguem a sua luta pois se quiserem mudar o que já está feito só com alguma explicação nunca receberá ou nunca vai mudar seus reclamos eles irão procrastinar seus interesses.
                



O CHOVE E NÃO MOLHA


           

         Dirceu Ayres

É namoro ou amizade? Relação amorosa ou rola alguma coisa diferente? Rolo, cacho, ensaio de amor, alisado, lambida, romance ou pura clandestinidade? “Qualé, rapá?!”, indaga a nobre gazela. E o homem do tempo nem chove nem molha. Só no mormaço, só na lazeira olhando os espaços das nuvens esparsas formando caracol no céu. No tempo de amor mais remoto ao abocanhar a gata, não a deixava nem miar, era pau na papada com vontade ou sem vontade o importante era mesmo amar, quero dizer... Transar. Porque todos nós sabíamos sobre a fragilidade dos encontros amorosos, é difícil saber quando é namoro ou apenas um lero-lero, vida noves fora zero ou zero noves fora... Etc., e tal. Cada vez mais raro o pedido formal de enlace, aquele velho clássico: “Você me aceita em namoro”? Isso já era, já foi, tá longe, nunca mais!!! Agora é Barracubacu-baco-baco, escreveu não leu, uháu, o pau comeu. Acabou aquela de ficar pedindo com a maior gentileza, sendo educado, fino, elegante e outros bichos mais. O chove não molha já acabou, é “dente ou queixo”, faz ou não faz, não existe mais essa de “tire porque está doendo” é pá-pim burucutú, dentro. Não se tem mais tempo disponível para namorar. Quando eu era menino, saia para falar com a Namoradinha todo arrumado, com óleo e Brilhantina Glostora, o perfume era Desejo, o cabelo com um enorme topete todo penteado para trás e ares de Dom Juan. Entrava em sena o chove e não molha de sempre, a namoradinha fazendo seu “tipo” e dificultando tudo, mas quando travava o dente, só Deus para largar, dava tudo certo e ela saia ofegante, meio cansada, exaurida porém muito satisfeita embora fingida. Que época, não tinha mesmo o tal de chove e não molha. Acredito que as meninas gostavam dos rapazes mais atirados e desinibidos, pois a experiência nos mostrava que os rapazes que ficavam na base do chove e não molha, terminavam sem namoradas, sozinhos. Outra coisa que era com naquela época, só nos preocupávamos com as doenças venéreas, principalmente a famigerada Blenorragia que era o assombro dos meninos, qualquer sinal... Penicilina urgente e o restante era evitar as meninas que não tinha aprendido ainda como ser higiênica, ou ensinávamos ou reclamávamos ou então nunca mais saíamos com aquela garota. Certa vez em uma Cidade do Interior do estado a serviço da Petrobrás, à noite sem nada para fazer fui à casa de uma “comadre” Lá encontrei uma mocinha belíssima e novinha, depois dos, entretanto, chegamos aos finalmente e fomos para a cama. Ela era conhecida como “churrasquinho” (tinha sofrido acidente com café quente e queimou a barriga), ela foi logo dizendo! Só faço com a luz apagada! E eu que não ia fazer nada com a luz, disse apague. Começamos a ralar e rolar e de repente ao encostar a cabeça ao lado da dela, senti um mau cheiro horrível, que diabos é isso? Perguntei, ela ficou calada, eu saltei da cama acendi a lâmpada e logo achei, era a calcinha dela que ao tirar ela havia colocado para cima e ficou bem atrás de sua cabeça e quando estava por cima e fui colocar o rosto ao lado do dela encostei-me à desgraçada calcinha que ela não havia lavado pelo menos durante o último mês. Aí não precisava de chove e não molha nenhum. Com a luz acesa fui logo dizendo que quando ela se lavasse e ficasse mais higiênica eu voltaria, dei um dinheiro para comprar algum sabão ou sabonete e fazer a limpeza com bastante cuidado, sem chove e não molha e depois do banho uma lavagem de samba caitá e uma interna de baba timão. Linda como ela é será a querida dos meninos.

No país em que a presidente fala "estrupo" em discurso, qualquer erro é "rasoável".



     Dirceu Ayres

Recentemente, em cerimônia para mulheres no Planalto, Dilma lascou um "estrupo". Ninguém registrou ninguém criticou, mas está no youtube. Agora leiam o que acontece no ENEM. “Razoável”, “enchergar”, “trousse”. Esses são alguns dos erros de grafia encontrados em redações que receberam nota 1.000 no Exame Nacional de Ensino Médio 2012 (Enem). Durante um mês, O GLOBO recebeu mais de 30 textos enviados por candidatos que atingiram a pontuação máxima, com a comprovação das notas pelo Ministério da Educação (MEC) e a confirmação pelas universidades federais em que os estudantes foram aprovados. Além desses absurdos na língua portuguesa, várias redações continham graves problemas de concordância verbal, acentuação e pontuação. Apesar de seguirem a proposta do tema “A imigração para o Brasil no século XXI”, os textos não respeitavam a primeira das cinco competências avaliadas pelos corretores: “demonstrar domínio da norma padrão da língua escrita”. Cada competência tem a pontuação máxima de 200 pontos. Segundo o “Guia do participante: a redação no Enem 2012”, produzido pelo MEC, os 200 pontos na competência 1 são atingidos apenas se “o participante demonstra excelente domínio da norma padrão, não apresentando ou apresentando pouquíssimos desvios gramaticais leves e de convenções da escrita. (...) Desvios mais graves, como a ausência de concordância verbal, excluem a redação da pontuação mais alta”. O manual aponta, entre os desvios mais graves, erros de grafia, acentuação e pontuação. Na mesma redação em que figura a grafia “rasoavel”, palavras como “indivíduos”, “saúde”, “geográfica” e “necessário” aparecem sem acento. E ao menos dois períodos terminam sem o ponto final. Em outro texto recebido pelo GLOBO, aparecem problemas de concordância verbal, como nos trechos “Essas providências, no entanto, não deve (sic) ser expulsão” e “os movimentos imigratórios para o Brasil no século XXI é (sic)”. O mesmo candidato, equivocadamente, conjuga no plural o verbo haver no sentido de existir em duas ocasiões: “É fundamental que haja (sic) debates” e “de modo que não haja (sic) diferenças”. Uma terceira redação nota 1.000 apresenta a grafia “enxergar”, além de problema de concordância nominal no trecho “o movimento migratório para o Brasil advém de necessidades básicas de alguns cidadãos, e, portanto, deve ser compreendida (sic)”. Em outro texto, além da palavra “trousse”, há ausência de acento circunflexo em “recebê-los” e uso impróprio da forma “porque” na pergunta “Porém, porque (sic) essa população escolheu o Brasil?”. Pós-doutor em Linguística Aplicada e professor da UFRJ e da Uerj, Jerônimo Rodrigues de Moraes Neto diz que essas redações não deveriam receber a pontuação máxima. — A atribuição injusta do conceito máximo a quem não teve o mérito estimula a popularização do uso da língua portuguesa, impedindo nossos alunos de falar, ler e escrever reconhecendo suas variedades linguísticas. Além disso, provoca a formação de profissionais incapazes de se comunicar, em níveis profissional e pessoal, e de decodificar o próprio sistema da língua portuguesa — aponta Moraes Neto. Claudio Cezar Henriques, professor titular de Língua Portuguesa do Instituto de Letras da Uerj, reitera que, ao ingressar na universidade, esses alunos terão de se ajustar às normas da língua de prestígio acadêmico se quiserem se tornar profissionais capacitados. Ele observa que a banca corretora não usa o termo “erro”, mas “desvio”, algo que, segundo ele, é “eufemismo da moda”. — A demagogia política anda de braço dado com a demagogia linguística. É preciso lembrar que as avaliações oficiais julgam os alunos, mas também julgam o sistema de ensino. Na vida real, redações como essas jamais tirariam nota máxima, pois contêm erros que a sociedade não aceita. Afinal, pareceres, relatórios, artigos científicos, livros e matérias de jornal que contiverem esses desvios/erros colocarão em risco o emprego de revisores, pesquisadores e jornalistas, não é? — ele indaga. Logo que o MEC liberou a consulta ao espelho da redação, em fevereiro, o site do GLOBO publicou uma reportagem pedindo que estudantes enviassem redações com nota 1.000, junto com seus comprovantes. O objetivo era expor os bons exemplos no site. Porém, ao ler as redações, a equipe percebeu erros gritantes em várias dissertações. Foram enviadas ao MEC, então, quatro delas. Para não expor os alunos, os textos foram digitados, e as informações pessoais (nome, CPF e número de inscrição), omitidas. O GLOBO perguntou se os desvios não desrespeitavam os critérios estabelecidos pelo manual do MEC, e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anysio Teixeira (Inep) alegou que não comenta redações: “por respeito aos participantes, a vista pedagógica é dada especificamente a quem prestou o exame”. Segundo o Inep, “uma redação nota 1.000 deve ser sempre um excelente texto, mesmo que apresente alguns desvios em cada competência avaliada. A tolerância deve-se à consideração, e isto é relevante do ponto de vista pedagógico, de ser o participante do Enem, por definição, um egresso do ensino médio, ainda em processo de letramento na transição para o nível superior”. Sobre os critérios usados na correção da redação do Enem 2012, estabelecidos pela coordenação pedagógica do exame, a cargo de professores doutores em Linguística da Universidade de Brasília (UnB), o Inep informa que a análise do texto é feita como um todo. Segundo a nota, “um texto pode apresentar eventuais erros de grafia, mas pode ser rico em sua organização sintática, revelando um excelente domínio das estruturas da língua portuguesa”. ( O Globo)

Papa diz que Igreja não é "uma ONG beneficente". Um soco no queixo de CIMI, Pastoral da Terra e outros grupos que aparelharam a instituição.


               

    Dirceu Ayres

Papa Francisco decreta o fim da política na Igreja. Lugar de padre não é incitando violência, invasões, luta de classes. Lugar de padre é evangelizando. Igreja não é governo. No primeiro dia em que acordou como papa, Francisco mandou ontem diversas mensagens de que adotará um novo estilo de comando na Igreja Católica. Com gestos simbólicos, ele sinalizou novos tempos de austeridade e de humildade diante dos fiéis. E na primeira mensagem pastoral, defendeu que a igreja volte aos Evangelhos para não se reduzir a uma ONG beneficente. O novo papa rezou uma missa aos cardeais que o elegeram na Capela Sistina, com transmissão ao vivo pela TV. No cenário do conclave, defendeu que o catolicismo "caminhe" e seja "edificado" sobre bases sólidas. "A nossa vida é um caminho. Quando paramos, alguma coisa está errada", disse Francisco, escolhido para liderar um rebanho de 1,2 bilhão de fiéis num momento de crise na igreja. O argentino fez um chamado pela colaboração dos cardeais e estabeleceu uma espécie de lema para a Santa Sé em seu pontificado: caminhar, construir e difundir a palavra de Jesus. "Nós podemos caminhar o quanto quisermos, podemos construir muitas coisas, mas se não confessarmos [professarmos] Jesus Cristo, a coisa não anda. Nos tornaremos uma ONG beneficente, mas não a igreja", afirmou. Ao reforçar o apelo à religiosidade, o novo papa citou uma frase dura do escritor francês Léon Bloy (1846-1917): "Quem não reza ao Senhor reza ao diabo". "Quando não se confessa Jesus Cristo, se confessa o mundanismo do diabo, do demônio", disse Francisco. Em seguida, ele afirmou que não adianta ocupar altos cargos na hierarquia da igreja caso se vire as costas à cruz. A mensagem foi recebida como um aviso de que os religiosos devem zelar pela coerência entre o que pregam e o que fazem na vida diária. "Quando caminhamos sem a cruz, construímos sem a cruz e confessamos um Cristo sem a cruz, não somos discípulos do Senhor. Somos mundanos, somos bispos, padres, cardeais, papas, mas não discípulos do Senhor", disse, após instar os cardeais a "viver com a irrepreensibilidade que Deus pediu a Abraão". A mudança de estilo começou a ser notada pouco depois da eleição secreta, dentro do Vaticano. Assim que o conclave terminou, ele surpreendeu os cardeais ao permanecer de pé para receber os cumprimentos, em vez de se sentar no trono de pontífice. Na saída, recusou a limusine e voltou no ônibus que havia levado os eleitores à Capela Sistina. Mais tarde, na janela da Basílica de São Pedro, Francisco apareceu para o povo com uma veste branca simples e sem a capa vermelha e a estola dos papas. Também trocou o crucifixo de ouro, símbolo da opulência da igreja, pela cruz de prata que já usava nos tempos de bispo. Ao saudar os fiéis como bispo de Roma, pediu que rezassem por ele antes de conceder a bênção apostólica. De volta à roda dos cardeais, Francisco foi homenageado com um jantar e brincou com os colegas, após o brinde: "Deus os perdoe pelo que vocês fizeram", disse, em tom bem-humorado. Ontem, o papa chamou a atenção por quebrar o protocolo. De manhã, foi à Basílica de Santa Maria Maior sem carro oficial e fez uma visita surpresa ao hotel religioso onde ficou hospedado antes do conclave. Buscou suas malas, saudou os funcionários e fez questão de pagar a conta. (Folha Coturno Noturno)

quinta-feira, 14 de março de 2013

A SOLIDÃO


            
     Dirceu Ayres

Às vezes penso qual o pior tipo de solidão: Existirá por acaso a solidão um, a dois, e a três ou por acaso tantas que não dá para contar? Eu não gosto de solidão. Nem a um, nem a dois, nem a três nem nenhuma que venha aparecer. Acho que todas elas são igualmente horríveis e essa de ficar sozinho, solitário ou abandonado, to fora!. Solidão dá uma sensação de fragilidade, de impotência, de desamor. E acho até que existe uma enorme diferença entre "solidão" e "querer ficar sozinho". "Solidão" parece que é um sentimento pesado e "querer ficar sozinho" dá a sensação de que é muito leve. Ouvir uma música, ver um filme, ler um bom livro, pensar na vida, refletir sobre tudo que fez ou já aconteceu. Estas são coisas que faço quando quero ficar sozinho, mas que não consigo encontrar prazer em não fazer nada quando sinto a solidão está a caminho, modifico tudo. Bem, como fui eu que comecei a falar em solidão ou, me propus a escrever esse famigerado tema, não posso deixar de opinar. Claro que ninguém gosta de solidão, é horrível, deprime. Mas, para mim, ficar sozinho não me deprime tanto quanto ficar sozinho a dois. Eu sou uma boa companhia para mim mesmo. Gosto de mim, às vezes até prefiro ficar sozinho, pois não me sinto tão solitário. Solidão eu sinto quando estou com alguém que não é meu (ou minha) cúmplice, que me passa a insegurança de não estar do mesmo lado que eu, seja no amor, ou na amizade. Aí bate uma "Biloura" e eu me fecho dentro da minha concha. Fica tudo escuro. O mesmo sentimento que deve sentir a pessoa que estivesse sozinha e desamparada, única sobrevivente na face da terra. Aí aprendemos que a cumplicidade é a palavra-chave contra a solidão. Solidão, uma palavra que tem a força capaz de acabar com a vida de uma pessoa, não é uma boa se sentir só em nenhum momento, pois, essa famigerada solidão... Ela destrói todas as suas forças, suas esperanças, suas felicidades, portanto se perceber que está em "solidão" procure um amigo, ou seu amor, (se tem algum) ou até mesmo sua família para que eles possam te ajudar, pois a solidão pode te machucar muito inclusive o seu espírito. Não tolero que falem de mim, conheço pessoas que dizem que é bom que falem porque estamos em evidência, isso não pode ser verdade. Posso falar de cadeira cativa sobre o assunto. Estive em solidão em quase toda minha vida. Embora rodeado de colegas e amigos no Colégio, sentia-me só. Aprendi a lidar com ela, a minha Solidão. Hoje em dia só fico só porque não tem outro jeito. Se pensar como meu Pai, fico louco. Ele dizia: “Antes só do que mal acompanhado”, pronto, a ferramenta da loucura estava armada. Certa hora eu chego a pensar que a inversão do provérbio seria mais apropriada para minha situação. “Antes mal acompanhada do que só”. Vejo na alteração do velho conceito popular, uma mudança completa de enfoque na preocupação das pessoas quanto ao sentimento de SOLIDÃO, em todas as suas variações. O ser humano, que é gregário em sua essência, não se adapta facilmente à Solidão, mas, pode parecer contraditório, necessita de “Momentos de Solidão” para conseguir alcançar um pouco de equilíbrio em suas relações pessoais. Estes momentos solitários permitem meditações e avaliações interiores que possibilitam entender o que ocorre conosco e com nossos sentimentos, assim ficaremos mais calmos.
          


AINDA A MÉDICA ASSASSINA


           


     Dirceu Ayres

Homicídio agora mudou de nome? Agora se chama abreviar vida? Só essa é que faltava... Vou mudar meus pensamentos para longe! O goleiro Bruno deve ser inocente, o Mizael e o Pistorius também. Acredito em Papai Noel e na bondade de Virgínia Soares de Souza. Parte superior do formulário Pergunto a todos: será que mesmo depois de tantos testemunhos de pacientes e familiares à justiça ainda vai acreditar somente na palavra dela? Difícil todas essas pessoas estarem mentindo sobre o assunto!!! Que sociedade hipócrita que vivemos!!! Acho que ela jamais usaria essa tipologia de doentes que ela diz ter ajudado e jamais imputaria a se mesma o modelo de declarações que saem na imprensa quase todos os dias. Alguns dias passados souberam de um personagem que atropelou um rapazinho de 21 anos em uma bicicleta, não o matou, mas levou-lhe o braço e ao ver o braço ensanguentado no para-brisa de seu Automóvel, parou, pegou o que restava do braço que poderia ser reimplantado e o jogou no riacho, o braço sumiu e o rapaz está internado em um hospital. Morre mais pessoas atropeladas no estado de SP em um dia, do que em todo os EUA em um ano. Nos EUA rodam uns 100.000.000 de carros enquanto no Estado de SP rodam uns 10.000.000. Por que isso acontece? O Brasil e uma piada de mau gosto Estão cada vez mais próximos da era do Grande Irmão como diz George Orwell em seu livro 1984. Todos estão virando “coisas” e não humanos. Tudo em nome da ordem e do amor ao Partido, se é que vocês me entendem. Essa é a sociedade que os comunistas tanto desejam, claro com toda tecnologia que o capitalismo pode oferecer. que os comunistas tanto desejam, claro com toda tecnologia que o capitalismo pode oferecer.

APRENDIZ DE PICARETA


                  
       Dirceu Ayres

Vai longe o tempo em que não precisava ter malícia. Hoje basta conhecer uma pessoa para ficar com os cabelos em pé. Mas a experiência adquirida ao longo da existência ajuda muito para que possamos fazer um juízo de valor. Gosto de observar pessoas que às vezes parecem querer demonstrar uma dureza incomum. Na verdade: dureza doentia – pessoas que tentam mostrar a maneira durona de ser. Tentam serem duronas resistentes às surpresas e os imprevistos da vida. Eu diria que querem parecer fortes e resistentes, más, a única coisa que conseguem demonstrar é uma falsidade enorme até com as pessoas que com eles trabalham imaginem aquelas que com eles convivem! Precisam de um mínimo de alimento para o corpo. Para a alma, nada. Calor humano, dedicação, amor, delicadeza, ou seja, lá o que o ser que vive nos padrões normais diz precisar... Ele não precisa. Parece viver em uma espécie de espera permanente, talvez dando uma forma cilíndrica e escorregadia a sua estrutura para ninguém se apoiar e não oferecer ao mundo externo e as pessoas que o cercam a menor superfície e o menor apoio possível para que alguém que queira se segurar, não consiga. Com a pele lisa e dura, nada deixa fluir de si mesmo e também fica impossibilitado de receber. Parece ser ou estar cego, surdo e mudo para as pessoas e para o mundo. Esqueceu que o ato de recolher os braços para não dar, fica sem “ferramentas” para receber, pois os mesmos braços usados para doar são os mesmos que usamos para receber. Por fim cheguei a uma conclusão: são aprendizes de picaretas que temendo ser descoberto, ou que possamos saber suas intenções, conseguem viver dessa maneira. Falsos, mentirosos, sem vida, sem conteúdo interior e ainda levam a desvantagem de serem covardes. Arrasta-se na lama de certa parte da humanidade. Só produzem o negativo, e, todos os dias santificados de Cosme e Damião, como para tirar de si um pouco da desgraça que carrega, levam como oferenda aos santos meninos, muitos confeitos, muitos bombons e uma grande quantidade de doces. Espero que antes de alguma atitude das autoridades, eles consigam que Deus os mande para o ORIENTE ETERNO. Assim a humanidade ficará livre de animais tão desgraçados e seres de comportamento falso, mentiroso e sem poder ter confiança em alguém que age como eles.
        




Você é só um humano? Pois trate também de ser um militante gay, negro, feminista, um cicloativista, sei lá eu. Quem é apenas um humano não é porcaria nenhuma!


        

Você é apenas um humano? Então chegou a hora de acrescentar a essa condição vulgar algo que vá distingui-lo.

Quem é você, leitor?

Ou melhor: o que é você?

Você é alguma coisa?

Você tem algum grupo?

Você pertence a alguma categoria acima dos humanos?

Você é gay?

Você é cicloativista?

Você é negro (militante?)

Você é mulher (militante)?

Trate de ser alguma coisa “enquanto coisa”. E isso, que é uma parte de você, é que lhe conferirá identidade e lhe permitirá dizer, diante do “outro” e dos outros: “Me respeite!”. Estamos na era em que é preciso pertencer a um grupo para ter direitos — se for o caso, até mesmo para cassar direitos alheios: o direito que o “outro” tem de ter uma opinião, por exemplo. Nem pensar! Se eu, “enquanto membro de um grupo”, me sentir ofendido, que se dane! Quero que se cale! A estupidez desses tempos vai ganhando contornos assustadores até mesmo diante do horror — ou especialmente em face dele. Vejam o caso do rapaz que transitava numa bicicleta na Avenida Paulista e teve um braço arrancado por outro, que conduzia um automóvel. O motorista não prestou socorro ao ciclista, correu alguns alguns quilômetros com o membro do outro pendurado no veículo e depois o jogou no rio. Na imprensa, o que teve o braço decepado virou “o ciclista” — e não apenas porque transitava numa bicicleta. É que o “ser ciclista” é a mais recente “categoria” que define o “ser humano”. Só no primeiro semestre do ano passado, MORRERAM ATROPELADAS SÓ EM SÃO PAULO 268 pessoas. E, segundo a CET, isso havia representado uma queda de 17% em comparação com igual período do ano anterior. E, no entanto, essas mortes não são notícia porque aqueles que morreram não “eram alguma coisa”; eram apenas expressões daquele humano que já quisemos um dia, em tempos talvez menos obscuros, o “ser universal”. É claro que é um absurdo o que aconteceu na Paulista. Não estou tentando minimizar nada, não! Ao contrário. Estou apenas fazendo um esforço para explicar que o “ser ciclista” não confere gravidade especial ao ocorrido. Já é grave o bastante. Um braço humano foi arrancado e jogado no esgoto. Duzentas e sessenta e oito vidas foram cassadas no primeiro semestre do ano passado! Em que reside o absurdo, por exemplo, do tal PLC 122, a que diz “criminalizar” homofobia? Agredir ou matar um gay passa a ser considerado, na prática, um crime mais grave do que se a mesma agressão fosse praticada contra um não gay. Qual é a justificativa moral de fundo para isso? “Ah, precisamos desestimular as ocorrências contra esse grupo em particular…” E então se recorre ao agravamento da pena. Mas esperem: nós precisamos desestimular a violência de maneira geral; há 50 mil homicídios dolosos por ano no país. O curioso é que os mesmos que defendem a PLC — às vezes, para não ter de enfrentar o protesto dos grupos militantes — tendem a afirmar que penas mais pesadas não coíbem crimes. O ser simplesmente “humano” vai perdendo prestígio. À era das expressões das identidades corresponde um evidente rebaixamento do que, no fim das contas, define o homem, aquele animal singular que um dia mereceu distinção por ser dotado de pensamento, de consciência de si, de individualidade — mesmo em situações potenciais. É preciso que ele deixe de ser o simplesmente humano, com a sua gigantesca variedade, para ser reduzido a uma categoria influente se pretende ser respeitado. Aqui e ali me perguntam: “Mas como você consegue ser católico?”. Não acho que os elementos de fé devam se prestar a proselitismo, e entendo que a gente não captura a crença; costuma acontecer o contrário. Os meus amigos sabem que não torro a paciência de ninguém com isso. Mas respondo: ainda que eu não fosse católico, ainda que não cresse, eu o seria, eu daria um jeito de crer. A Igreja Católica é hoje a única instituição de alcance universal — as igrejas protestantes, como se sabe, são bastante fragmentadas, embora a maioria comungue dos mesmos valores a que me refiro — que faz a defesa incondicional da VIDA HUMANA em qualquer um de seus estágios, em qualquer condição. Não fossem os elementos de fé, E ELES BASTARIAM, a me levar a defender o cristianismo (no meu caso, o católico), haveria as minhas convicções humanistas a determinar a escolha. E não! Não acho que é preciso “ser cristão” para que se possa fazer essa defesa incondicional da vida. Conheço muitos agnósticos que pensam a mesma coisa. Essa era do “identitarismo”, do “só sou porque sou alguma coisa” reduz a dimensão do humano e torna, de fato, o mundo muito mais intolerante. Prefiro a causa humana. Não me choca que um motorista arranque o braço de um ciclista. Não vivo num mundo de corporações disso ou daquilo. É uma forma primitiva de existência. O que me espanta é que pessoas possam fazer isso com pessoas. Por Reinaldo Azevedo