sexta-feira, 31 de agosto de 2012

De João a José: STF sinaliza que vai condenar todos os mensaleiros petistas.


          

      Dirceu Ayres

José e João. O último já pegou seis anos... A cúpula do PT e o governo da presidente Dilma Rousseff temem o "efeito dominó" da condenação do deputado João Paulo Cunha (PT-SP) no processo do mensalão. A preocupação é que, se for por terra o argumento do caixa 2 petista para alimentar campanhas políticas de aliados, ministros do Supremo Tribunal Federal passem a condenar todos os homens do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre eles José Dirceu. Braço direito de Lula na Casa Civil, entre 2003 e 2005, Dirceu foi apontado pela Procuradoria-Geral da República como "chefe de organização criminosa" instalada no governo àquela época. Amigo do então presidente, João Paulo comandava a Câmara dos Deputados, José Genoino dirigia o PT e Delúbio Soares cuidava do cofre petista. Em conversas reservadas, ministros de Dilma afirmam que uma eventual punição para o grupo de Lula - e principalmente para Dirceu, considerado "réu símbolo" do processo - representa a condenação moral do governo dele. No Palácio do Planalto, a estratégia consiste em manter a presidente distante do julgamento no Supremo, como se nada se passasse do outro lado da Praça dos Três Poderes com o partido dela. Suplente. Na prática, porém, Dilma tem acompanhado tudo sobre as sessões no STF e mais de uma vez já confessou estar preocupada com Genoino, que é atualmente assessor do Ministério da Defesa. Se João Paulo perder o mandato de deputado, Genoino é o suplente na fila para assumir a cadeira dele na Câmara. Mas, caso seja condenado, pode não chegar lá. A situação aflige Dilma. Influência. Nesse cenário, há quem aposte que, com o grupo de Lula debilitado no PT, a presidente pode ganhar influência no partido depois das eleições municipais. Egressa do PDT, Dilma não tem trânsito entre as correntes petistas. No Rio Grande do Sul, onde iniciou sua trajetória política, ela é próxima da tendência Democracia Socialista (DS), que, no plano nacional, luta contra a hegemonia da corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), de Lula e Dirceu. "Eu não acredito no enfraquecimento da CNB. Eles são como polvo, que às vezes submerge e logo em seguida volta com força total", afirmou o líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP). Integrante da tendência PT de Luta e de Massa, que se alia ao grupo de Dirceu na maioria das questões, Tatto também não crê que Dilma queira se envolver na vida partidária nem promover uma reciclagem no PT. "Não existe o PT do Lula e o PT da Dilma", insistiu. Defensor da anistia para José Dirceu na Câmara, o deputado Devanir Ribeiro (PT-SP) admite que os prejuízos com o julgamento do mensalão, nessa temporada de eleições, podem ser grandes. "Esse processo enfraquece o PT como um todo, é ruim para todos nós. Dilma, que não é de corrente A, B ou C, sabe disso", resumiu Devanir. "Eu só tenho a lamentar a decisão do Supremo", emendou o deputado André Vargas (PR), secretário de Comunicação do PT. (Estadão)

É hoje que o mensaleiro vai pegar cana. STF completa voto que condenará João Paulo Cunha.




   Dirceu Ayres

Se for condenado por todos os crimes descritos na denúncia do mensalão, conforme indica a maioria de quatro votos a dois formada até agora no Supremo Tribunal Federal (STF), o deputado João Paulo Cunha (PT-SP) pode pegar pena de prisão. Ele é acusado de corrupção passiva, dois crimes de peculato e lavagem de dinheiro, condutas que, somadas, geram uma pena mínima de 9 anos de prisão e máxima de 46. O STF caminha esta tarde, ao que tudo sugere, para a condenação do parlamentar - único réu a disputar as eleições de outubro como candidata a prefeito em Osasco. Mas uma eventual pena só será conhecida ao fim do julgamento. A situação de outros réus políticos do mensalão também não está confortável, inclusive a de José Dirceu, ex-ministro chefe da Casa Civil. Ao votar na segunda-feira, os ministros Rosa Weber e Luiz Fux apresentaram premissas que abrem brecha para condená-lo com base em testemunhos e no contexto da acusação. O principal argumento da defesa de Dirceu é que não há nada no processo contra o ex-ministro além de provas testemunhais. Mas Rosa começou seu voto defendendo a importância das testemunhas nos "delitos de poder", nos quais se justificaria uma "elasticidade das provas da acusação". Ela fez um paralelo com o crime de estupro, "cuja consumação sempre se dá longe dos olhos do sistema de vigilância". Nesses casos, disse a ministra, algumas garantias são quebradas para punir com base no depoimento da vítima. "Com delitos de poder, não pode ser diferente. Quanto maior o poder ostentado, maior a facilidade de esconder o ilícito", declarou. Fux seguiu linha semelhante, dizendo que os fatos devem ser analisados segundo o "contexto" e que cabe à defesa "a produção da prova do álibi". Após a sessão de segunda, advogados deixaram o Supremo bastante pessimistas. "Os votos surpreenderam nos precedentes divergentes da orientação consagrada na doutrina do direito penal e da jurisprudência do Supremo", disse o advogado de Marcos Valério, Marcelo Leonardo. Algumas das premissas de Rosa e Fux poderão, no entanto, ser contestadas esta tarde, com os votos de quatro ministros considerados "garantistas", ou seja, protetores das garantias da defesa: Cezar Peluso, Gilmar Mendes, Marco Aurélio e Celso de Mello. Um dos pontos que pode ser contestado é o fato de o réu ter que apresentar provas de que não é culpado. Em direito penal, isso significaria uma inversão do ônus da prova, que sempre é feita pela acusação. O fato de esses ministros seguirem uma linha garantista não significa, porém, que votarão pela absolvição. O último a votar será o presidente da Corte, Carlos Ayres Britto. O veredito mais aguardado para hoje é o de João Paulo. Além do placar atual com quatro votos contrários, comentários feitos por Britto e Mendes durante o julgamento contribuem para a expectativa de condenação. Se a tendência se confirmar, estará formada a maioria de seis votos necessária para condenar. O primeiro comentário foi feito por Britto durante o voto de Ricardo Lewandowski, revisor do mensalão. Lewandowski defendia a absolvição de João Paulo lembrando que em 2007, ao analisar a denúncia, três ministros rejeitaram a acusação de lavagem de dinheiro contra o deputado: Mendes, o próprio Britto e Eros Grau, já aposentado. No que Britto tomou a palavra: "O juízo do recebimento da denúncia é diferente do atual. São sedes de análise diferentes", ressalvou. De forma semelhante, Gilmar Mendes comentou que, à época do recebimento da denúncia, parecia que João Paulo mandava um parente próximo (sua mulher) para receber uma ordem de pagamento (os R$ 50 mil de Marcos Valério). "Mas, hoje, viu-se que foi uma forma de esconder", antecipou. João Paulo é acusado de receber R$ 50 mil de Marcos Valério para favorecer sua agência em contratos com a Câmara. Na primeira etapa de julgamento do mensalão, que analisa o desvio de recursos públicos na Câmara e no Banco do Brasil, já se formou maioria pela condenação do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, e dos publicitários Marcos Valério, Ramon Hollerbach e Cristiano Paz. No cenário atual, todos devem pegar pena de prisão.Pela lei brasileira, penas de mais de oito anos de prisão são cumpridas obrigatoriamente em regime fechado. Penas menores podem ser prestadas em regime semiaberto ou substituídas por serviços comunitários. Antes de estabelecer uma pena, porém, os ministros terão que discutir se aplicarão o mínimo previsto em lei ou algum tipo de agravante. Isso só será feito ao fim do julgamento. Também será preciso considerar a possibilidade de prescrição. Para os crimes de quadrilha, corrupção, peculato e evasão de divisas, a pena mínima já prescreveu. A repercussão do caso e a repetição dos crimes por vários réus, no entanto, podem pesar como agravantes, levando os ministros a aumentar o mínimo da pena. (Valor Econômico)

Julgamento do mensalão. Cinco já foram, mas ainda faltam trinta e um.


       

      Dirceu Ayres

Bem amigos, a primeira fase do mensalão chega ao final no dia de hoje. Para minha surpresa, a tão esperada pizza não veio. Os bandoleiros vagabundos da quadrilha vermelha e assemelhados, foram condenados. Agora resta saber as punições, sinceramente eu não acredito em cana dura para essa cambada. Mas, algo está começando a mudar na pocilga. Todos os brasileiros de verdade estão comemorando, só que ainda é um pouco cedo. Os peixes miúdos dançaram, mas e os tubarões? Minha comemoração será definitiva no dia em que proferirem as sentenças de CULPADOS para a eminência parda das Ratazanas Vermelhas, Zé Dirceu. O terrorista cagão, Zé Genuíno. Sem contar o boi de piranha, o tal Delúbio Soares. Quando o julgamento chegar e estes bandoleiros e a punição acontecer, será o dia de comemorar. Certo que a cambada vermelha na figura de seu maior mentor o Defuntus Sebentus, está em polvorosa, eles sabem que se todos os quadrilheiros da estrela vermelha cairem diante da lei, o PT, como partido, vai sofrer o maior baque da nuncaantesvistonahistóriadestepaís. Certamente o partido vai esvaziar e perder o poder de enganar eleitor burro que mesmo com o julgamento provando que essa cambada de ratos é vagabunda e acabaram entrando pelo cano, ainda votarão neles. Juro que eu gostaria de ver a cara do Sebentão que até a semana passada em entrevista para um jornal DUZESTADUZUNIDOS garantiu que o mensalão não existiu. Bem, é verdade que um grande mentiroso sempre acaba acreditando nas próprias mentiras. E o caso do Sebentão além de psicológico é safadológico. Agora a situação começa a ser definida em favor da democracia brasileira, se os três "cumpanhêros" cairem por formação de quadrilha entre outros crimes, aí sim o Brasil vai ter um novo folêgo e a democracia ficará fortalecida. Então continuemos vigilantes e cobrando. E para os PTralhas e seus eleitores otários, os meus mais sinceros,,, PHOD@ M-SE!!! (O MASCATE)

LULA NÃO APRENDEU A SER HOMEM!




           Dirceu Ayres

A mídia européia sempre teceu elogios ao ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, tendo a ajuda da imprensa chapa branca, que para usufruir das benesses do poder não media esforços, mesmo faltando com a verdade, de noticiar somente o lado positivo. Lula havia sido um “humilde operário” que chegara ao poder. Existiam notícias esparsas sobre o que de ruim acontecia no Palácio do Planalto. (leia Acabou a “Lula-de-mel” fevereiro de 2004). Mas eram imediatamente diluidas. Saindo dessa rotina, no dia 26/8 o New York Times, publicou de Silvio Romero o artigo, “Lula retorna ao front”. Diz o autor: “Reaparece na política brasileira, depois dos médicos terem afirmado que seu câncer regredira, o Sr. da Silva. Começou uma campanha para os candidatos a prefeito, nas maiores cidades do país, mas está momento de agitação polêmica, onde defende publicamente envolvidos num enorme escândalo de corrupção” (…) “São mais de 30 políticos, entre os quais alguns de seus melhore colaboradores, como José Dirceu ex-ministro da Casa Civil, estão implicados em uma compra e veda de votos parlamentares, chamado ‘mensalão”. O jornalista segue enfrente: “Além da compra e venda de votos, as acusações do Procurador Geral da República, mostrou que houve um esforço para transferir dinheiro ao Partido dos Trabalhadores PT, reforçando as ambições de expandir seu poder”. Lula como viciou-se em fazer, também para a imprensa estrangeira nega o escândalo: “Não creio que o ‘mensalão’ tenha existido”, afirmou. Ainda mais, vêm conformar as suspeitas contra o ex-presidente, as declarações do ministro Gilmar Mendes (Supremo Tribunal Federal – STF), que Lula tentara pressioná-lo a retardar o processo do escândalo. Mas Lula simplesmente disse que o dito pelo ministro era falso. No dia seguinte, a informativo Newsweek Magazine, também publica algo parecido sob o título “A reputação de Lula está em jogo”, o autor Mac Margolis encerra assim: A Corte Suprema poderá condenar Dirceu e os outros imputados a ter que enfrentar centenas de anos de prisão. “Mesmo Lula não estar sendo processada, a reputação de um homem muito popular, poderá ter seu efeito Teflon, irremediavelmente escangalhado”. Lula como o cafajeste que mostra ser, de uma feita, jactando-se de sua masculinidade, disse em público, referindo-se a sua mulher Marisa Letícia, que ele chama de Galega: “A Gelega engravidou no primeiro dia de casamento, porque pernambucano não deixa por menos”. Ninguém naquele momento disse a ele que se pode ser homem mesmo sem usar o pênis. O verdadeiro macho luta desesperadamente para continuar a ser homem. Se alguém confia a um dito homem uma responsabilidade pública, um trabalho para o bem comum, e ele rouba, que homem é esse? Texto de Giulio Sanmartini
Blog do ferra mula.

Senado recebe pedido de impeachment de Toffoli.



              


        Dirceu Ayres

Os advogados Ricardo de Aquino Salles e Guilherme de Andrade Campos Abdalla protocolaram nesta quarta-feira no Senado um pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) José Antonio Dias Toffoli. O documento de 17 páginas faz uma "denúncia de crime de responsabilidade". "Por iniciativa própria, estamos encaminhando essa petição ao presidente do Senado (José Sarney). Ele mesmo (Toffoli) deveria ter se declarado impedido de participar do julgamento da ação penal 470. Como alguém que já foi advogado dos réus vai poder agora julgá-los?", questionou Salles. O pedido foi recebido pela presidência da Casa na tarde desta quarta-feira e encaminhado para a secretaria-geral da Mesa. O documento produzido pelos advogados elenca cargos ocupados por Toffoli, antes de se tornar ministro, que tiveram ligação com réus do processo, como Delúbio Soares e o próprio José Dirceu, além da proximidade do ministro com o PT. Entre 95 e 2000, por exemplo, o requerimento ressalta que Toffoli foi assessor jurídico da liderança do PT na Câmara dos Deputados. E, em 1994, o texto diz que trabalhou como assessor do então deputado estadual Arlindo Chinaglia, hoje líder do governo na Câmara. "O denunciado teria atuado, no ano de 2000, como advogado do então deputado federal José Dirceu", diz ainda a denúncia. De acordo com Salles, ao se manter no julgamento, o ministro está ferindo os artigos 254 do Código Penal e 135 do Código Civil. "Ele está cometendo uma infração grave que é passível de impeachment", explicou o advogado de São Paulo. Na opinião dele, como o governo tem maioria no Senado, a chance da petição prosperar é pouco provável. "Mas o próprio documento poderá incitar a discussão a respeito dessa questão e trazer elementos positivos para o julgamento", confiou. (Portal Terra) BLOG DO MARIO FORTES

STF ABRE CAMINHO PARA CONDENAÇÕES EM MASSA E NÃO DEIXA DÚVIDAS: O MENSALÃO EXISTITU SIM!


              
    Dirceu Ayres

O plenário do STF prossegue o julgamento nesta tarde  A condenação do deputado João Paulo Cunha pelo expressivo placar de 9 votos a 2 no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira, abriu caminho para a punição dos outros réus no processo. A corte vai encerrar nesta quinta a análise do primeiro item da denúncia com um saldo de cinco condenados e um inocentado - o ex-ministro Luiz Gushiken, cuja absolvição foi pedida pelo próprio Ministério Público Federal. Falta o voto do presidente, Carlos Ayres Britto. Mas já é possível tirar conclusões sobre o comportamento dos magistrados. A corte vai iniciar nesta quinta-feira a análise das denúncias contra integrantes do chamado núcleo financeiro do esquema, especialmente os ligados ao Banco Rural. Superada essa etapa, será a vez de julgar os beneficiários e comandantes do mensalão. Tão importante quanto as condenações foi o rumo delineado pela primeira etapa de julgamento. Até agora, os pilares da acusação do Ministério Público Federal se mantêm intactos, e por uma folgada maioria. A maior parte dos ministros declarou expressamente que o destino dos recursos recebidos pelos corruptos não interfere na tipificação do crime, o que derruba a tese de que tudo não passou de caixa dois de campanha. “Não interessa se o dinheiro foi aplicado ou não no pagamento de pretensa pesquisa”, afirmou o ministro Cezar Peluso ao condenar João Paulo Cunha. Além disso, os magistrados deixaram claro que, nos casos de corrupção, a comprovação do chamado ato de ofício não é essencial. Para os mensaleiros, isso significa que o simples recebimendo dos recursos do valerioduto deve ser interpretado como ato de corrupção passiva. "Para que haja corrupção ativa, basta que se ofereça (vantagem indevida). Pode haver, inclusive, a recusa", ressaltou Marco Aurélio Mello. Celso de Mello seguiu o mesmo caminho: "A expressão ‘ato de ofício’ não pode ser vista como uma contraprestação efetiva e real. Basta que qualquer solicitação, que a percepção de indevida vantagem se de na perspectiva do ato de oficio". Para os deputados beneficados pelo esquema e os comandantes do mensalão que se apegavam ao argumento de que o voto parlamentar não constitui ato de ofício, a perspectiva não é das melhores. A ministra Rosa Weber, a primeira a votar depois do relator Joaquim Barbosa e do revisor Ricardo Lewandowski, fez uma notável síntese que, depois, ecoou no voto dos demais ministros: "A indicação do ato de ofício não integra o tipo legal da corrupção passiva. Basta que o agente público que recebe a vantagem indevida tenha o poder de cometer ato de ofício para constituir o crime. Também não importa o destino dado ao dinheiro, se foi gasto em despesas pessoais ou dívida de campanhas politicas. A vantagem não deixa de ser vantagem indevida", afirmou. Um terceiro ponto fundamental da acusação, a existência de dinheiro público no esquema do mensalão, também foi plenamente aceito pela corte: ao condenar João Paulo Cunha e Henrique Pizzolato, ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, os ministros confirmaram a acusação de que o valerioduto foi abastecido com recursos pagos irregularmente a empresas de Marcos Valério: cerca de 1 milhão de reais saíram da Câmara. Do Banco do Brasil, outros 77 milhões. Do site da revista Veja onde há mais informações sobre o julgamento do mensalão. (Aluisio Amorim)

PEIXINHOS MIUDOS CONDENADOS!!!.O TUBARÃO LULLA ESCAPA!




      Dirceu Ayres


COMO PREVISTO COM ANTECIPAÇÃO POR ESTE BLOG, OS “PEIXINHOS MIUDOS” DE 50 MIL REAIS ESTÃO SENDO CONDENADOS...FIGURINHAS MENORES COMO O PIZZOLADRO E MARKÚ VALEREAL SERÃO CONDENADOS E SEVERAMENTE PUNIDOS COM CADEIA! JUNTO COM ELES O RESTO DA GANG TAMBEM VÃO SER SACRIFICADOS. SÃO OS “BOIS DE PIRANHA” QUE SERÃO SERVIDOS COMO DISTRAÇÃO AS MALHAS DA LEI E ASSIM NESTE CIRCO MELODRAMATICO A JUSTIÇA VAI JOGANDO AREIA NOS OLHOS DA OPINIÃO PUBLICA CONDENANDO OS “PEIXINHOS MIUDOS” ENQUANTO QUE O TUBARÃO-MOR LULLA ESCAPA MAIS UMA VEZ - O MENSALÃO, ESQUEMA DE COMPRA DE VOTOS DE DEPUTADOS E SENADORES ORQUESTRADO E OPERADO PELO PT A QUEM INTERRESSAVA O CRIME??? ESTA QUESTÃO FUNDAMENTAL NÃO FOI ARGUIDA PELO PROCURADOR GERAL E NEM POR MAIS NENHUMA AUTORIDADE !!! PORQUE???LULLA DEVERIA SER ACUSADO PELO P.G E ESTAR NO BANCO DOS RÉUS! SÓ NÃO O FOI POR QUE É O CAPATAZ DA NOVA ORDEM MUNDIAL E ESTA QUE É A DONA DO BRASIL DETERMINOU QUE SE SACRIFICASSEM OS ALOPRADOS INCOMPETENTES DO ESQUEMA DO “MENSALÃO” PARA DIMINUIR O VAPOR DA PRESSÃO DA OPINIÃO PUBLICA...POREM MANTENDO INCOLUME O SEU MAIS EMPENHADO SERVIÇAL, LULLA DA SILVA QUE DEVE SER PROTEGIDO CUSTE O QUE CUSTAR! POIS ELLE É O CAPATAZ PERFEITO PARA LUDIBRIAR A MASSA DE IGNORANTES QUE EMBEVECIDOS COM SUA FALA DE MOLEQUE ,SUSTENTAM ESSA CORJA E POR TABELA A NOVA ORDEM MUNDIAL QUE OS EXPLORA IMPIEDOSAMENTE!!! A FARSA DO CARTÓRIO DO PT VAI CONTINUAR, A MAIORIA SERÁ “CONDENADA” PARA QUE LULLA SOBREVIVA E CONTINUE A SUA DITADURA CLANDESTINA BENEFICADORA DA NWO . AOS “CONDENADOS”, O OSTRACISMO E A CADEIA... PARA O VELHACO CHEFÃO, A CÍNICA IMPUNIDADE E A CONTINUAÇÃO DO PODER... QUANDO TUDO ACABAR, A ROUBALHEIRA DO PT & GANGS COMPARSAS QUE NUNCA PAROU ESTARÁ A TODO VAPOR ,ROUBANDO DINHEIRO PUBLICO CADA DIA MAIS! O POVÃO FUDIDO E NA MERDA CADA VEZ MAIS ALTA E IMUNDA NÃO IRÁ NEM NOTAR O QUE PASSOU E MANSAMENTE VÃO CONTINUAR DESLUMBRADOS COM A FALA ROUCA DO VELHACO IMUNDO QUE OS GUIARÁ AO TRISTE FIM DOS BOIS DE ABATE... O BRASIL NÃO EXISTE MAIS, O QUE TEMOS É UMA FARSA DE ESTADO ! SOMOS MEROS BOIS DE PASTOS USADOS COMO ANIMAIS DE CARGA E TRABALHO ATÉ O DIA EM QUE OS DONOS DE LULLA E DO BRASIL RESOLVAM NOS ELIMINAR COMO CAUSA DA POLUIÇÃO AMBIENTAL. -VOCES SABIAM QUAL O VERDADEIRO PROPOSITO DO “GOVERNO” DE DETERMINAR A COLOCAÇÃO DE CHIPS DE RASTREAMENTO EM CADA VEICULO AUTOMOTOR NO BRASIL??? LEI JÁ APROVADA PELA DILMA MAMULENGA E QUE JÁ VAI ENTRAR EM VIGOR PARA O ANO. _ FOI DETERMINAÇÃO DA NOVA ORDEM MUNDIAL PARA COBRAR O IMPOSTO DO GAS CARBONO EXPELIDO PELO SEU CARRO! VÃO CONTROLAR SUA KILOMETRAGEM VIA SATELITE E CONFORME SEU “GASTO” VC NO FIM DO MÊS RECEBE UM BOLETE PARA PAGAR SEU IMPOSTO SOBRE O CARBONO EMITIDO EM SEU CARRO.. E NÃO SERÁ BARATO!! COMO DISSE EM TEXTO ANTERIOR , O BRASIL É UMA COBAIA PARA A NOVA ORDEM MUNDIAL, SERÁ O 1º PAÍS DO MUNDO A SER TAXADO DESSA FORMA, VÃO FAZER O “TEST DRIVE” DO CHIP ESPIÃO AQUI! MAIS UM SALGADO E INTRAGAVEL IMPOSTO AGORA COBRADO DESCARADAMENTE PELOS DONOS. A NOVA ORDEM MUNDIAL. PORTANTO A FARSA “BRASIL” AINDA TEM MUITAS AMARGAS SURPRESAS PARA SEUS BOIS... AGUARDEM! (ALARICO TROMBETA)

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Dá-lhe, Joaquim!




     Dirceu Ayres

Ex faxineiro...ele limpava banheiros no TRE do DF. Filho de uma dona-de-casa e de um pedreiro... Dividia o tempo entre os bancos escolares e a faxina no TRE do Distrito Federal. Apaixonado por línguas. Um dia, o mineiro, na certeza da solidão, cantava uma canção em inglês enquanto limpava o banheiro do TRE. Naquele momento, um diretor do tribunal entrou e achou curiosa uma pessoa da faxina ter fluência em outro idioma. A estranheza se transformou em admiração e, na prática, abriu caminho para outras funções. É fluente em francês, inglês, alemão e espanhol. Formou-se em Direito pela UNB, sendo a época o único negro da faculdade. Passou nos concursos de: Oficial da Chancelaria, Advogado do Serviço Federal, Procurador da República, Professor da Universidade do Rio de Janeiro. Ahh, ele toca piano e violino desde os 16 anos de idade. Então, tá! * panoramafr.blogspot.com.br BLOG DO MARIO FORTES

Marta Suplicy, Coerência é tudo na vida.


       

      Dirceu Ayres

 Depois de levar um tremendo "passa moleque" do EX presidente Defuntus Sebentus, e perder a vaga de cãdidata a prefeitura de SP. A Senadora PTralha, Morta Suplicio, entrou em parafuso e saiu prometendo que não iria apoiar o poste cãodidato PTralha MeninoMalufinho à prefeitura de SP. Após fazer ameaças, dar alguns chiliques, beicinhos, poses de ofendida, indignada, e rebelada ocupando espaço na mídia e alegando que jamais subiria no palanque do Fernando MeninoMalufinho Haddad. A senadora Morta Suplício finalmente fez o que era de se esperar de um PTralha. Fechou a boca de vala e abriu as pernas para o EX presidente Defuntus Sebentus Patetus, e resolveu apoiar a cãdidatura do indecolável PTralha à prefeitura. Nem bem enfiou o rabo entre as pernas e engoliu sua verborragia histérica, a decadente senadora já acionou o gatilho de sua língua e começou a atacar o cãodidato Zé Serra. Não sei quais foram as promessas ou ameaças que o Sebentão fez a velha senadora, mas pelo que parece, ela, assim como o Merdaandante, o irrevogável, tem medo do Sebento. É meus caros, agora só falta a decrépita senhoura subir nos palanques ao lado do Paóló Malóf e trocar afagos e demonstrações de carinho e amizade. Uma coisa que eu entendi nesta vida. Em se tratando de um PTralha, coerência é artigo de luxo. ética então, nem pensar. E vergonha na cara não existe em seus DNAs. E a campanha pela prefeitura paulistana vai tomando outras cores com a entrada da indignada e colocada de lado senadora. Pelo que parece, ela vai fazer o mesmo trabalhinho de Pitt Bull a que se propôs no senado. Seu objetivo será atacar aos opositores com unhas, dentes e botox. Taí, coerência é mesmo tudo na vida!!! E PHOD@-SE!!!!!

Pagot destila santidade e petralha sobre Demóstenes.






       Dirceu Ayres

Pagot, que hoje posa como santinho ligado a Lula, diz que Demóstenes pediu a ele obras para Delta O ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) Luiz Antonio Pagot, alvo de inúmeras denúncias, prestou depoimento à CPI do Cachoeira e admitiu haver se encontrado com o então presidente da Delta Fernando Cavendish em jantar patrocinado pelo ex-senador Demóstenes Torres no qual lhe foi pedido que destinasse obras para a construtora Delta. Pagot aproveitou a oportunidade para culpar Demóstenes- hoje considerado "cachorro morto"- alvo secundário de Lula, seus asseclas e prepostos.É bom lembrar que o o alvo principal é o Governador Marconi Perillo, por quem Lula nutre um ódio doentio em razão deste haver levado a público que o ex presidente sabia de tudo sobre o mensalão e já havia conversado com ele sobre o assunto, quando o teria alertado sobre suas consequências. Coitado do Pagot! Inocente, quase um santo, tendo que se justificar em uma CPI! Se pelo menos fosse da oposição! Aí sim. A oposição está sempre errada. Crime de petistas, asseclas e prepostos é "refresco". Ainda posando de "santo e inocente" Pagot admitiu que "trabalhou" (ufa, e como!) para arrecadar doação de campanha para a então candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff, que ao encontrar alguns empresários pediu a doação. "Acreditei que não estava cometendo irregularidades e não associei (a doação) a nenhum ato administrativo do DNIT" (sic). Meu Deus, quanta inocência! Pagot contou que agiu porque fora procurado pelo tesoureiro da campanha de Dilma , o deputado federal José de Filippi (PT-SP), que lhe pediu ajuda. Nossa! Vai ver que Lula também não sabia!!! *Com informações do Estadão BLOG DO MARIO FORTES

STF condena os primeiros corruptos e peculatários do Mensalão.



     
    Dirceu Ayres

A maioria dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) votou ontem pela condenação dos primeiros réus do mensalão, sete anos depois do início do escândalo, revelada pela Folha. A votação também complicou a situação do ex-presidente da Câmara dos Deputados João Paulo Cunha (PT). O julgamento é feito de forma fatiada e a análise do primeiro dos itens ainda não terminou, mas 6 dos 11 ministros votaram pela condenação do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, ligado ao PT, do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza e de dois ex-sócios, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach. Os ministros Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Rosa Weber, Luiz Fux, José Antonio Dias Toffoli e Cármen Lúcia entenderam que os quatro réus cometeram os crimes de corrupção e peculato (desvio de dinheiro por funcionário público). O tamanho das penas será definido no final do julgamento. Restam ainda os votos de cinco ministros. Um ministro pode mudar seu voto, mas é raro isso acontecer. As condenações só serão oficializadas com a publicação do acórdão, sem data para ocorrer. A partir daí, abre-se prazo aos recursos. A maioria também votou pela absolvição do ex-ministro Luiz Gushiken (PT-SP). Pizzolato foi acusado de receber R$ 326 mil de Valério para antecipar, de forma ilegal, recursos de cotas de um fundo financeiro sob controle do Banco do Brasil. Hoje candidato a prefeito de Osasco, João Paulo Cunha está a apenas dois votos da sua condenação por corrupção passiva e peculato. Ele é acusado de receber R$ 50 mil para beneficiar agência de Valério em contrato com a Câmara. Votaram pela condenação Barbosa, Weber (de forma parcial), Fux e Cármen Lúcia. Toffoli seguiu a decisão do revisor, Ricardo Lewandowski, pela absolvição. "Novatos" no Supremo, Weber e Fux indicaram que podem ser duros em relação às demais acusações. Ao comentar a afirmação de João Paulo de que usou os R$ 50 mil para gasto pré-eleitoral, Weber disse que não importa o fim dado ao recurso. "Qualquer hipótese não deixa de ser vantagem indevida." Ela apontou ainda que as três notas fiscais de uma empresa de pesquisas eleitorais apresentadas por João Paulo têm números sequenciais, embora datadas de setembro e dezembro de 2003. Fux defendeu as provas obtidas em CPI -alguns acham válidas apenas as reunidas no decorrer do processo. Weber e Fux também colocaram em xeque a noção de que é necessária comprovação de um ato praticado pelo funcionário público para caracterizar a corrupção. Em seu voto, Cármen Lúcia disse que o Brasil mudou e comentou o fato de a mulher de João Paulo ter ido sacar o dinheiro. "Isso se deve a uma singeleza extremamente melancólica para nós brasileiros, que é uma certa certeza de impunidade. (...) Mande-se lá alguém, um parente, e nada será descoberto". Barbosa e Lewandowski cancelaram um debate que haveria no início da sessão. Barbosa disse a interlocutores que tomou a decisão para acelerar o julgamento. O advogado Alberto Toron, que defende João Paulo, afirmou ter "muita esperança" na absolvição de seu cliente. O advogado de Pizzolato, Marthius Lobato, disse que "o resultado só virá ao fim de todos os votos". Os advogados de Valério não comentaram.(Folha de São Paulo)

EFEITO DETERGENTE


          
   Dirceu Ayres

Semana passada o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, e o presidente do partido em São Paulo, Edinho Silva, saíram de uma reunião com o ex-presidente Lula falando sobre a queda no volume de doações financeiras para a campanha municipal que, segundo eles, ocorre no País todo e atinge todos os partidos. "A arrecadação está devagar, os empresários dizem que estão avaliando", informou o tesoureiro. O presidente da seção paulista atribuiu essa redução à insegurança decorrente do julgamento do mensalão e da CPI do Cachoeira. "Não é um ambiente de tranquilidade na política", disse. De fato. Com uma comissão de inquérito mostrando ligações nebulosas entre máfia de jogatina, agentes públicos e empreiteira especializada em negócios governamentais, o Supremo Tribunal Federal pela primeira vez julgando réus amigos, aliados e correligionários de partido no poder e advogados sendo criticados por conferirem à prática do caixa 2 a condição de argumento de defesa, o ambiente é tudo menos tranquilizador. Digamos que o mar não esteja para peixe. Tranquilidade mesmo só quando as autoridades estão alheias aos ditames da lei e a opinião pública se curva ao lema do imperativo do uso de mãos sujas no exercício da política. Em tempos de vigilância explícita, encolhem-se os potenciais infratores. De onde se pode fazer a seguinte reflexão: se é verdadeira a alegação de que o julgamento do mensalão resulta em queda de arrecadação, algo há de errado na avaliação sobre o efeito moralizador da instituição do financiamento público de campanhas. Não é o aporte de mais verbas públicas - além do fundo partidário e da renúncia fiscal às emissoras pela veiculação da propaganda dita gratuita - o que inibe o crime, mas a sinalização de que os ilícitos não ficam impunes. Simples e óbvio assim. Cada qual. A despeito da disposição de Ricardo Lewandowski de se contrapor às posições de Joaquim Barbosa, há uma definição regimental clara sobre os papéis de cada um. Ao relator cabe lidar com os fatos e as pessoas do processo e ao revisor a confirmação, complementação ou retificação do relatório. Mal comparando, é relação semelhante à existente entre o autor e o revisor de um texto. Não é prerrogativa de quem revisa contestar o escrito. Uma vez iniciado o julgamento do mérito, a única prerrogativa especial do revisor é votar antes dos demais, logo após o relator. Dessa perspectiva é que o colegiado discorda do ponto de vista de Lewandowski. O empate. Da agonia para o caso de empate no julgamento, o Supremo não cuidará por ora, deixando para fazê-lo quando, e se, a questão se colocar na conclusão dos votos.- Não obstante a inexistência do voto de minerva - ou "voto de qualidade" no jargão do STF - em ações penais, o assunto não é pacífico no tribunal. Há posições pró e contra. O regimento interno dá ao presidente o direito ao voto decisivo quando não seja prevista solução diversa, se houver empate decorrente de impedimento ou suspeição, vaga ou licença médica superior a 30 dias em caso de urgência e impossibilidade de convocação do ministro licenciado. Nada diz sobre aposentadoria nem tampouco prevê a acima citada "solução diversa".Nos conformes. A semana começou bem para a Corte, com a manutenção dos embates nos limites da divergência, sem entrar no terreno do atrito pessoal. Já para a defesa, o início da coleta dos votos dos chamados "vogais", o revés se desenhou na consolidação do pressuposto de que nesse processo não se examina ilícito eleitoral, mas oferta e obtenção de vantagens indevidas com punição prevista no código penal. Dora Kramer - O Estado de S.Paulo

REPORTAGEM-BOMBA DA REVISTA VEJA TRAZ À LUZ MAIS UMA PROVA DA AÇÃO DOS MENSALEIROS. É COISA DE ARRASAR!



         

           Dirceu Ayres

A reportagem-bomba da revista Veja desta semana não está na capa da publicação, mas no miolo. O jornalista Reinaldo Azevedo, fez a postagem em seu blog e faço aqui a transcrição. É um depoimento contundente de uma ex-funcionária do Banco do Brasil. Segundo Reinaldo, é a única "punida" até agora no caso do mensalão. Não porque tenha participado da lambança, mas porque se recusou a participar e denunciou a trama que envolvia dinheiro público. Aqui o texto integral:  Danevita: vida arrasada  A publicitária Danevita Magalhães não ajudou a desviar recursos públicos, como fez o PT e seus dirigentes, não fraudou empréstimos bancários, como o empresário Marcos Valério, nem sacou dinheiro sujo na boca do caixa de um banco, como fizeram os políticos. Sua situação, porém, é bem pior que a de muitos deles. Ex-gerente do Núcleo de Mídia do Banco do Brasil, Danevita foi demitida por se recusar a assinar documentos que dariam ares de autenticidade a uma fraude milionária. Depois de prestar um dos mais contundentes depoimentos do processo — desconstruindo a principal tese da defesa, de que não houve dinheiro público no esquema —, Danevita passou a sofrer ameaças de morte e não conseguiu mais arrumar emprego. A mulher que enfrentou os mensaleiros cumpre uma pena pesada desde que contou o que sabia, há sete anos. Rejeitada pelos antigos companheiros petistas, vive da caridade de amigos e familiares, sofre de depressão e pensa em deixar o Brasil. Só não fez isso ainda por falta de dinheiro. O testemunho da publicitária foi invocado várias vezes no corpo da sentença dos dois ministros que votaram na semana passada. Entre 1997 e 2004, Danevita comandou o setor do Banco do Brasil responsável pelo pagamento das agências de publicidade que fazem a propaganda da instituição. Sua carreira foi destruída quando ela se negou a autorizar uma ordem de pagamento de 60 milhões de reais à DNA Propaganda, do empresário Marcos Valério. O motivo era elementar: o serviço não foi e nem seria realizado. Mais que isso: o dinheiro, antes de ser oficialmente liberado, já estava nas contas da DNA, o que contrariava frontalmente o procedimento do banco. Ela, portanto, negou-se a ser cúmplice da falcatrua. Em depoimento à Justiça, Danevita contou ainda que ouviu de um dos diretores da DNA que a cam¬panha contratada jamais seria realiza¬da. “Como não assinei, fui demitida”, lembra. Depois disso, ela não conse¬guiu mais arrumar emprego e perdeu tudo o que tinha. Saiu de um padrão confortável de vida — incluindo um salário de 15000 reais, carro do ano e viagens frequentes — para depender da boa vontade de amigos e morar na casa da filha, que a sustenta. “Estou sofrendo as consequências desse esquema até hoje. O pior é que eu não participei de nada. Você deveria falar com Dirceu, Lula…”, disse. Danevita hoje vive reclusa na casa da filha e evita conversar sobre o mensalão. Ela conta que sofreu três ameaças de morte. Sempre telefonemas anônimos, pressionando-a para mudar suas alegações às autoridades. Seu desespero é tamanho que, em entrevista a VEJA, ela pediu para não ser mais procurada: “Peço que me deixem em paz. Eu não tenho mais nada a perder”, disse. Danevita credita aos envolvidos no esquema — e prejudicados pelo teor do seu testemunho — as dificuldades que tem encontrado no mercado de trabalho. Apesar de um currículo que inclui altos cargos em empresas multinacionais, ela conseguiu apenas pequenos serviços. A publicitária não tem dúvida de que os mensaleiros a prejudicam, mas não cita nomes. “Fico muito magoada com isso. Já perdi meu dinheiro e minha dignidade”, desabafa. Ela não acredita que o Supremo Tribunal Federal vá punir os mensaleiros. Situação parecida vive o advogado Joel Santos Filho. Ele foi o autor da gravação do vídeo no qual o ex-diretor dos Correios Maurício Marinho aparece recebendo propina e contando como funcionava o esquema de arrecadação do PTB. A reportagem, publicada por VEJA em maio de 2005, está na gênese do escândalo. Foi a partir dela que o presidente do PTB, deputado Roberto Jefferson, revelou a existência do mensalão. Joel conta que foi chamado por um amigo empresário, que tinha os interesses comerciais prejudicados nos Correios, para colher provas de que lá funcionava um esquema de extorsão. Pelo trabalho de filmagem, não ganhou nada e ainda perdeu o que tinha. Durante as investigações do mensalão, Joel teve documentos e computadores apreendidos — e nunca devolvidos. Apesar de não ter sido acusado de nada, foi preso por cinco dias e ameaçado na cadeia: “Fui abordado por outro preso, que disse saber onde minha família morava e minhas filhas estudavam. Ele me alertou: ‘Pense no que vai falar, você pode ter problemas lá fora”. Joel sustenta sua família hoje por meio de bicos. “Fiquei marcado de uma forma muito negativa”, lamenta. Do blog do Reinaldo Azevedo.

Toffoli inocenta mensaleiros. Isso sim é fidelidade canina com o PT.




     Dirceu Ayres

Preciso como um relógio Suiço, o Sinistro PTralha Dias Toffoli, fez o que seu mestre mandou. Com uma fidelidade canina, ele inocentou os quadrilheiros do mensalão do jeitinho que o EX presidente Defuntus Patetus determinou. Apesar que para este blogueiro o voto do Sinistro Fux foi uma grata surpresa, o voto do Toffolidido já era esperado. Afinal mediocre "divogado" do PT foi alçado ao STF pelo Sebento apenas com a função de votar pela absolvição de toda a quadrilha. Se a escrita se confirmar, na próxima sessão do STF teremos já as primeiras punições para os quadrilheiros. E com isso o povo de Osasco se livra da cãdidatura do João Paulo Cunha à prefeitura daquele município. E com essa primeira baixa nos quadros das Ratazanas Vermelhas, as próximas eleições serão o primeiro passo para colocar a cambada de vagabundos do PT para correr. É certo que ainda temos muito julgamento pela frente, e o que este blogueiro sonha é ver o Zé Dirceu se phoder. Oremos. Toffolidido e Lewandowuiski, certamente com seus rabos abanando e obedecendo as ordens do EX presidente Defuntus Patetus ainda irão inocentar outros vagabundos vermelhos. O mais triste é ver que dois cidadãos conseguiram um puta dum "QI" e poderiam entrar para a história da política Tupiniquim como dois dos que ajudaram a mudar o país. Mas preferem servir aos caprichos e trambiques dos Ratos Vermelhos que são os donos de seus corações, mentes e cargos. Esses dois sinistros perderão uma grande oportunidade em deixar um legado para seus descendentes. Certamente, no futuro, ficarão conhecidos como: Os vendidos. E o mais trágico em tudo isso é ver que justamente os "cumpanhêros" Sinistros são os que POLITIZARAM e IDEOLOGIZARAM o julgamento. Coisa que as Ratazanas Vermelhas gritaram aos quatro ventos que seria feito pela oposição. E no fim... Estes dois PTralhudos são a vergonha do judiciário da pocilga. E PHOD@-SE!!!( O MASCATE)

sábado, 25 de agosto de 2012

Protesto de servidores não sensibiliza governo



    
     Dirceu Ayres

Em SP, RJ e MG grevistas fizeram manifestações, mas Planalto diz que 15,8% é a proposta final. Uma passeata com cerca de 500 manifestantes bloqueou ruas e avenidas na manhã de sexta-feira, 24, no Rio de Janeiro, provocando lentidão no trânsito na zona norte da cidade. Professores universitários, estudantes, médicos, servidores da saúde e da cultura participaram do ato diante do Maracanã. Eles cobraram diálogo e novas propostas de reajuste salarial.  Em SP, policiais pedem novas propostas. Ao fim da passeata, os servidores deram um abraço simbólico no câmpus da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), ali perto. O objetivo era prestar solidariedade à greve de professores e estudantes estaduais. Antes da manifestação, servidores ligados ao Ministério da Cultura (Minc) também se manifestaram diante do Museu da República, na zona sul. Eles estenderam diante do museu uma réplica de 13 metros do pijama usado por Getúlio Vargas no dia de seu suicídio em um 24 de agosto, há 58 anos. São Paulo. Em São Paulo, os protestos foram mais modestos. Agentes da Polícia Rodoviária Federal se concentraram na frente da Superintendência da corporação, às margens da Via Dutra. Cerca de 80 grevistas usaram carro de som, apitos, balões e rojões, mas não ocuparam a via - o trânsito seguiu normal. Em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, servidores da Polícia Rodoviária em Minas, com funções gratificadas. entregaram os cargos - em forma de protesto - na sede da 4.ª Superintendência Regional da corporação. Segundo a Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF), a corporação cumpre a determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que proibiu a operação-padrão da PRF e da PF. Apenas acidentes e situações relacionadas à segurança são atendidas - não há fiscalizações, boletins de ocorrência, nem escolta de caminhões com grandes cargas. Apesar do anúncio do corte de ponto de 11.495 servidores de várias categorias paralisadas, os grevistas prometem não se intimidar e manter a greve até que o governo reabra as negociações. O Ministério do Planejamento, no entanto, anunciou que a proposta de aumento de 15,8% parcelado em três anos é a final. Segundo o governo, não há tempo hábil para avaliar contrapropostas, já que o Projeto de Lei do Orçamento de 2013 precisa ser enviado ao Congresso Nacional até sexta-feira, dia 31 de agosto. Antonio Pita e Débora Álvares, de O Estado de S. Paulo

Os juizes são imparciais?


     
      Dirceu Ayres

Lewandowski e João Paulo. Caros, tenho assistido a todos, nesse julgamento. Procurador Geral da República, inúmeros Advogados, sendo alguns os mais capacitados do país. Contudo, o que assisti no dia de hoje leva-me a concluir, com certeza absoluta, que o melhor Advogado dos mensaleiros, até o momento, foi esse Ministro-“revisor”. Impressionante como ele vibrou com cada uma das absolvições dos diversos acusados, a começar com a do Deputado João Paulo Cunha, do P.T. e candidato a Prefeito de Osasco. Foi ao ridículo. Ao final, o Ministro-Relator, Joaquim Barbosa, disse que deixava sua manifestação para segunda-feira próxima em razão de alguns integrantes dessa Corte necessitarem estar presentes em Sessão do T.S.E.. Ao que esse “revisor” insugir-se, sustentando que se houver réplica ele exigirá a sua tréplica. De nada adiantou o Ministro-Presidente explicar-lhe que não se trata de réplica, que tudo isso está disciplinado no Regimento Interno do STF. Esse “revisor” não aceitou, afirmando que não permanecerá no Plenário se o Ministro-Relator tiver a palavra, em continuação. Esse “revisor” é de uma parcialidade incomensurável, mais fanático do que torcedor do Flamengo contra o Vasco, e do Corinthians contra o Palmeiras. Essa é a realidade brasileira. O Presidente da República indica alguém para ser Ministro do Supremo Tribunal Federal e o Senado até hoje nunca reprovou algum indicado, a contrário do que acontece nos U.S.A.A maioria hoje, no Supremo, é de Ministros indicados por lulla e dillma. Esta indicará mais dois até o fim do corrente ano, por causa de aposentadorias dos Ministros Peluso e Ayres Brito. Elles já conseguiram dominar quase todas as Instituições que seriam alicerce para uma Democracia que não fosse demagógica, populista e corrupta. Falta somente implantarem a censura à Imprensa. Não demorará muito. Saudações, Aderbal Bacchi Bergo Magistrado aposentado OAB / SP 47093 BLOG DO MARIO FORTES

Desconstruindo um absurdo!



        
      Dirceu Ayres  

Como Lewandowski ignorou escandalosamente os fatos no caso da lavagem de dinheiro O ministro Ricardo Lewandowski sabe ser técnico e rigoroso se quiser. Não lhe falta, pois, competência. O problema é de outra natureza. O voto que deu no caso de Henrique Pizzolato prova que ele é capaz de se harmonizar com os fatos. A distorção da realidade ao julgar o de João Paulo não é, pois, de natureza neuronial. Ou, se é, o é de outra forma: está ligada à maneira como ele usa os neurônios e em benefício de quem. Leiam com atenção esta história e prestem atenção às sutilezas. O voto do ministro na acusação de lavagem de dinheiro, que também pesa contra o réu, vai além do ridículo no mérito e na argumentação. Pior de tudo: tenta jogar em costas alheias a responsabilidade da pizza que busca assar. Para quem não lembra: a mulher do deputado João Paulo sacou R$ 50 mil na boca do caixa, na agência do Banco Rural de Brasília, da conta da agência SMP&B. Antes que continue, guardem esta informação: Em 2007, quando o Ministério Público ofereceu a denúncia também por lavagem de dinheiro, coube a cada ministro, DE MANEIRA FATIADA, dizer se a aceitava ou não. O que disse Lewandowski sobre o crime de lavagem de dinheiro? Isto: “Voltei aos autos e agora convencido de forma mais firme e mais forte (…) que (…) este ato final [o saque feito pela mulher de João Paulo] nada mais é do que o último passo que um sofisticado mecanismo de, aparentemente, numa primeira impressão, branqueamento de dinheiro de capital”. Atenção, senhores leitores! Em 2007, quando se votou a recepção da denúncia, trabalhava-se com a informação — FALSA! — de que a mulher do deputado, Márcia Regina Milanésio Cunha, havia sacado dinheiro em seu próprio nome.  Os ministros Ayres Britto, Gilmar Mendes e Eros Grau entenderam que não estava caracterizada, então, tentativa de “branqueamento”, de lavagem de dinheiro, já que a coisa estaria sendo feita às claras — ao menos nesse particular. E votaram, então, contra a recepção da denuncia nesse particular. Mas o que se sabe hoje?A informação de que o dinheiro foi liberado em nome de Márcia Regina, no entanto, é falsa! Falsa como nota de R$ 3!!! Vamos ao que de fato aconteceu, transcrevendo trecho do voto de Joaquim Barbosa: 1) a SMP&B emitiu cheque oriundo de conta mantida no banco Rural em Belo Horizonte, nominal a ela própria (SMP&B), com o respectivo endosso, sem qualquer identificação de outro beneficiário além da própria SMP&B; 2) a agência do banco Rural em Belo Horizonte, onde o cheque foi emitido, enviou fax à agência do banco Rural onde o saque seria efetuado (no caso, Brasília), confirmando a posse do cheque e autorizando o levantamento dos valores pela pessoa indicada informalmente pela SMP&B, no caso, a esposa do acusado, Sra. Márcia Regina Milanésio Cunha; 3) Conforme detalhado no Item IV, nessas operações de lavagem de dinheiro, o Banco Rural, apesar de saber quem era o verdadeiro sacador, tanto é que enviava um fax com a autorização em nome da pessoa, não registrava o saque em nome do verdadeiro sacador/beneficiário. A própria SMP&B aparecia como sacadora, com a falsa alegação de que os valores se destinavam ao pagamento de fornecedores. Essa informação falsa alimentava a base de dados do Bacen e do Coaf; Voltei Viram só? A mulher de João Paulo não retirou dinheiro em seu próprio nome, não. Oficialmente, era a SMP&B sacando dinheiro da SMP&B! Se Britto, Mendes e Grau tivessem essas informações à época, teriam rejeitado a denúncia nesse particular? Não posso falar por eles, mas duvido. Que grande iluminado este Lewandowski!!! Quando ele não tinha o ato concreto a indicar a lavagem, ele escolheu receber a denúncia; quando tinha, ele escolheu inocentar o réu. O que se terá operado entre 2007 e 2012? Como o ministro faz o seu trabalho, nesse caso, movido pelo espírito da provocação, inocentou João Paulo desse crime evocando os votos passados daqueles três ministros, como a lhes cobrar coerência hoje. Que coisa! Falando em tese, pergunto: se ele próprio votou a favor da denúncia e contra agora, por que os outros dois (Grau já não está no STF) não poderiam fazer o contrário? O próprio Ministério Público não pediu a absolvição de Luiz Gushiken, por exemplo? Ainda preciso falar a respeito… Piora um pouco A parte da lavagem do dinheiro, diga-se, é aquela em que seu voto vai mais baixo no rigor técnico. Por quê? Sem o crime antecedente, não há lavagem. Não se lava um dinheiro que tem origem legal, certo? Se, àquela altura do voto, ele já havia descartado os crimes de corrupção passiva e peculato, é evidente que não aceitaria o de lavagem. Mas não se deu por satisfeito. Falou longamente a respeito e ainda deu um jeito de tentar ancorar a sua escolha escandalosa — quando cotejada com os fatos — em votos alheios, como a dizer que não está sozinho. Lewandowski está disposto a fazer história! *Por Reinaldo Azevedo BLOG DO MARIO FORTES.

Voto do Ministro Lewandowiski. Quando uma imagem vale por mil palavras.


     Dirceu Ayres        

Diante da imagem e do comportamento duvidoso do Sinistro Lewandowiski no julgamento do mensalão... Não precisa ser muito inteligente para perceber os motivos que levam, um Sinistro do Supremo afrontar a sociedade e fazer um voto que contrarie a opinião pública. Nem sempre o que é legal é moral SR. Ministro. E o mensalão foi a maior imoralidade nuncaantesvistanahistóriadestepaís. SR. Ricardo Lewandowiski. Diga-me com que andas que te direi quem és.  Como dizem nas bancas de jogo do bicho. "Deu a escrita!" Ou seja, o que o mundo esperava aconteceu, o Sinistro cumpadre da EX Premêra muda, Ricardo Levandouisque fez o que era esperado. Já na primeira sentença como relator do julgamento alisou e inocentou o primeiro PTralha. O Deturpado e cãodidato a prefeito de Osasco, João Paulo Cunha já levou a primeira lambida no cú, e o placar pela sua absolvição como manda a pizza de marmelada que está no forno desde 2006 está empatado em 1X1. Ainda teremos a sentença do Toffoli que é liquida é certa pela absolvição, obedecendo com fidelidade canina as ordens do EX presidente Defuntus Patetus. Provavelmente o Sinistro Peluso, devido a enrolação que o Levandouisque promoveu na revisão do processo não terá tempo de votar. E assim vai caminhando a maior marmelada anunciada na história do judiciário Brasuca. outros capítulos virão, mas não é preciso ser uma Madame Zorayda para adivinhar o resultado das sentenças do indigitado Sinistro. Para os PTralhas ele vai inocentar a todos. É esperar para ver, afinal, ele foi alçado ao STF com a finalidade, defender os interesses das Ratazanas Vermelhas a qualquer custo. E PHOD@-SE!!!!

SERÁ QUE É SEGREDO DE ESTADO????



          
    Dircceu Ayres

Por Geraldo Almendra (*)Pode um cidadão eleito presidente e pertencente à classe média baixa, se tornar, em dois mandatos presidenciais, em um bilionário apenas com seus rendimentos e benefícios do cargo?A resposta é sim. O ex-presidente Lula é um suposto e exemplar caso desse milagre financeiro, tendo-se como base as denúncias recorrentes já feitas pela mídia.Conforme amplamente noticiado em algumas ocasiões uma conceituada revista - a Forbes – trouxe à tona esse tema, reputando a Lula a posse de uma fortuna pessoal estimada em mais de R$ 2 bilhões de dólares, devendo-se ressaltar que a primeira denúncia ocorreu ao que tudo indica em 2006, o que nos leva a concluir que a “inteligência financeira do ex-presidente” já deve ter mais que dobrado esse valor, na falta de uma contestação formal e legal do ex-presidente contra a revista.Estamos diante de um suposto caso em que o silêncio pode ser a melhor defesa para não mexer na panela apodrecida dos podres Poderes da República, evitando as conseqüências legais pertinentes e o inevitável desgaste perante a opinião pública.Nesta semana a divulgação pelo Wikileaks de suspeitas - também já feitas anteriormente - de subornos envolvendo o ex-presidente nas relações de compras feitas pelo desgoverno brasileiro em relação a processos de licitações passados, ou em andamento, nos conduz, novamente, e necessariamente, a uma pergunta não respondida: como se explica o vertiginoso crescimento do patrimônio pessoal e familiar da família Lula?O que devem estar pensando os milhares de contribuintes que têm suas declarações de renda rejeitadas e são legalmente, todos os anos, obrigados a dar as devidas satisfações à Receita Federal sobre crescimentos patrimoniais tecnicamente inexplicáveis, mas de valor expressivamente menor do que o associado ao patrimônio pessoal e familiar do ex-presidente?A resposta é simples e direta: tudo isso nos parece ser uma grande e redundante sacanagem com todos aqueles que trabalham fora do setor público - durante mais de cinco meses por ano - para ajudar a sustentar aquilo que a sociedade já está se acostumando a chamar de covil de bandidos.A pergunta que fica no ar é sobre que atitudes deveriam e devem tomar o Ministério Público, a Receita Federal, O Tribunal de Contas e a Polícia Federal diante de supostas e escandalosas evidências de enriquecimento ilícito de alguém que ficou durante dois mandatos consecutivos no cargo de Presidente da República?Na falta de atitudes investigativas ou conseqüências legais, como sempre, a mensagem que o poder público passa para a sociedade é de uma grotesca e sistemática impunidade protetora de todos, ou quase todos, que pactuam com a transformação do país em um Paraíso de Patifes.No Brasil, cada vez mais, a corrupção compensa e as eventuais punições já viraram brincadeira que nossa sociedade, no cerne dos seus núcleos de poder públicos e privados aprendeu: a impunidade a leva a se nivelar por baixo aceitando que roubar o contribuinte já se tornou um ato politicamente correto para que a o projeto de poder do PT – um Regime Civil Fascista fundamentado no suborno e em um assistencialismo comprador de votos – siga inexoravelmente avante.A omissão do Poder Público diante da absurda degeneração moral das relações públicas e privadas somente nos deixa uma alternativa de qualificação: estamos diante do Poder Público mais safado e sem vergonha de nossa história.A propósito quem roubou o crucifixo do gabinete presidencial no final do desgoverno Lula? (*) Economista e Professor de Matemática, Petrópolis.

O desmonte do voto de Lewandowski.


                 
     Dirceu Ayres

Joaquim Barbosa usa a prerrogativa de relator e pode desmontar voto de absolvição dado por Lewandowski Pedra no caminho – A farsa em que se transformou o julgamento do Mensalão PT (Ação Penal 470) nesta quinta-feira (23), no Supremo Tribunal Federal, começou a ser desmontada pelo ministro-relator Joaquim Barbosa. Após ouvir o voto de Ricardo Lewandowski, ministro-revisor, Barbosa disse que na sessão da próxima segunda-feira (27) levará ao plenário todas as respostas aos questionamentos feitos pelo colega de tribunal, as quais constam de seu relatório. Com isso, o voto de Lewandowski, dependendo do poder de persuasão de Barbosa, corre o risco de ir pelos ares. Inconformado com a decisão de Joaquim Barbosa, o revisor Lewandowski, que absolveu João Paulo Cunha, Marcos Valério e seus sócios, requisitou o mesmo tempo para a tréplica, mas o regimento do STF determina que o ordenamento do julgamento é prerrogativa do relator. Diante da resposta dada pelo presidente da Corte, Carlos Ayres Britto, o revisor sugeriu que poderá se ausentar do plenário durante a exposição de Barbosa. Que Ricardo Lewandowski, que chegou ao Supremo apadrinhado pela ex-primeira-dama Marisa Letícia, facilitaria a vida dos petistas todos já sabiam, mas é preciso ressaltar que o ministro-revisor usou entendimentos distintos no julgamento de Henrique Pizzolato, ex-diretor do Banco do Brasil, e de João Paulo Cunha. No caso de Pizzolato, o ministro centrou sua decisão no fato de o ex-diretor do BB ter autorizado os contratos do banco com a agência de Marcos Valério. Em relação a João Paulo Cunha, o ministro minimizou o fato de o ex-presidente da Câmara dos Deputados ter autorizado a SMP&B a subcontratar outras agências. Ou seja, o que vale para Pizzolato não vale para João Paulo. Essa dualidade interpretativa pode ter colocado o deputado petista na alça de mira dos outros ministros, que devem seguir o relator e condená-lo por corrupção passiva e peculato, crimes que Lewandowski se esforçou para minimizar. *Waldo Luís Viana, por e-mail,via Grupo Resistência Democrática BLOG DO MARIO FORTES

Folha escandalosamente petista.


                
     Dirceu Ayres

Hoje a Folha de São Paulo busca em 2004 uma consulta de Celso Russomanno para a Advogacia Geral da União, relacionada com o Banco de Santos. Nada de ilegal ou imoral. Aliás, se quisesse fraudar alguma coisa teria procurado algum ministro safado do PT. Nada nem perto do que Lula fez diretamente com o Banco Panamericano de Sílvio Santos, doando R$ 5 bilhões para um banco falido, beneficiando-se imediatamente com a cobertura do SBT no caso da agressão contra Serra. É escandalosamente petista a matéria da Folha. Leiam um pedaço da matéria: O candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, que deu impulso a sua carreira política trabalhando pela defesa dos consumidores, procurou o governo federal em 2004 para defender interesses de uma empresa que deu calote em 110 mil pessoas e quebrou pouco tempo depois. A empresa chama-se Valor Capitalização e era controlada pelo Banco Santos, que foi à lona em 2004. A empresa e o banco estão em processo de liquidação judicial. Russomanno, que na época era deputado federal, levou à Advocacia-Geral da União uma proposta da Valor para que os bingos, fechados em fevereiro de 2004, fossem autorizados a vender títulos de capitalização. E, seguida, um colunista ataca a campanha de Serra, por ter usado o termo "bilhete mensaleiro", com uma análise grotescamente petista. Leiam abaixo. E entupam a ombudsman do jornal com críticas. Os grifos são do blogueiro. O exemplo de Marta Suplicy, que há quatro anos alegou desconhecimento após sua propaganda questionar Gilberto Kassab por não ser casado, José Serra alegou ontem não ter ouvido quando sua propaganda questionou Fernando Haddad pelo "bilhete mensaleiro".Foi um teste de agressão, limitado ao rádio, como de costume no Brasil. Serra e seu marqueteiro, Luiz Gonzalez, queriam responder ao bilhete único mensal lançado por Lula no primeiro programa de rádio de Haddad -e que voltou no segundo, o que indica ter ecoado bem no "tracking". Mas a reação foi excessiva. Entrar tão cedo com ataque tão direto não é bom sinal, para a campanha serrista. Avisa que, a depender do eco em suas pesquisas, ele se dispõe a recorrer ao mensalão, apesar de respingar em aliados seus, como o PR de Valdemar Costa Neto. Talvez não tenha mesmo alternativa. A agenda eleitoral de São Paulo, nestes seus primeiros dias, vem perdendo em atenção para a agenda judicial de Brasília, sufocada pelo apelo teatral dos embates no Supremo. Cedo ou tarde, como aconteceu duas décadas atrás, com o escândalo collorido invadindo a campanha municipal, as narrativas acabam se misturando. De fato, já são misturadas, nesta campanha. Haddad se apresenta como "o novo", foi escolhido por isso, mas não é apenas para se contrapor ao septuagenário Serra. Ele é novo em relação a José Dirceu, João Paulo Cunha etc.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

E no julgamento do mensalão...



    Dirceu Ayres

Como dizem nas bancas de jogo do bicho. "Deu a escrita!" Ou seja, o que o mundo esperava aconteceu, o Sinistro cumpadre da EX Premêra muda, Ricardo Levandouisque fez o que era esperado. Já na primeira sentença como relator do julgamento alisou e inocentou o primeiro PTralha.O Deturpado e cãodidato a prefeito de Osasco, João Paulo Cunha já levou a primeira lambida no cú, e o placar pela sua absolvição como manda a pizza de marmelada que está no forno desde 2006 está empatado em 1X1. Ainda teremos a sentença do Toffoli que é liquida é certa pela absolvição, obedecendo com fidelidade canina as ordens do EX presidente Defuntus Patetus. Provavelmente o Sinistro Peluso, devido a enrolação que o Levandouisque promoveu na revisão do processo não terá tempo de votar. E assim vai caminhando a maior marmelada anunciada na história do judiciário Brasuca. outros capítulos virão, mas não é preciso ser uma Madame Zorayda para adivinhar o resultado das sentenças do indigitado Sinistro. Para os PTralhas ele vai inocentar a todos. É esperar para ver, afinal, ele foi alçado ao STF com a finalidade, defender os interesses das Ratazanas Vermelhas a qualquer custo. E PHOD@-SE!!!! (O MASCATE) "Lulandowski" absolve mensaleiro de corrupção passiva. "Lulandowski" absolve mensaleiro de corrupção passiva. O ministro Ricardo Lewandowski, revisor do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quinta-feira (23) pela absolvição de João Paulo Cunha do crime de corrupção passiva. Para Lewandowski, não há provas de que Cunha tenha usado a condição de presidente da Câmara dos Deputados para beneficiar a agência SMP&B, de Marcos Valério. Cunha presidiu a Câmara entre 2003 e 2005 – o escândalo do mensalão foi revelado em 2005. Atualmente, ele exerce o quinto mandato consecutivo de deputado federal pelo PT. "A verdade processual, que é que surge dos autos, é que João Paulo Cunha recebeu numerário para custear pesquisas eleitorais de interesse de seu partido. Diante dessas provas robustas produzidas, não restou comprovada a prática de nenhum ato de João Paulo Cunha para dar tratamento privilegiado à SPMP&B. [...] Não ficou caracterizada, portanto, a prática do crime de corrupção passiva", disse Lewandowski. João Paulo Cunha (PT-SP) foi acusado pela Procuradoria Geral da República de cometer os crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. O relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, votou pela condenação de Cunha pelos três crimes. Até 15h30, Lewandowski não havia analisado os outros crimes. (coturno noturno)

Defesa comemora e já fala em enviar novo texto ao STF



        

   Dirceu Ayres

Advogados de réus também se animam com absolvição do petista dado por Lewandowski e vêem com esperança próximos votos Ricardo Lewandowski devolveu a esperança, a confiança e o sorriso à defesa dos réus do mensalão. A absolvição do deputado João Paulo Cunha (PT-SP) fez seu advogado, o criminalista Alberto Zacharias Toron, deixar o Supremo Tribunal Federal no início da noite reverenciando "a densidade" do voto do ministro revisor e se declarando "muito feliz, muito feliz mesmo", enquanto era cumprimentado e beijado por colegas de beca. "Toron, você é dez, dez, dez", abraçou-o Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakai, que defende o marqueteiro Duda Mendonça. O voto de Lewandowski empolgou até quem não foi julgado na sessão de quinta-feira, 23. Márcio Thomaz Bastos, o decano dos causídicos, viu na manifestação do revisor a brecha que esperava para retocar sua estratégia em favor do cliente, o executivo Roberto Salgado, do Banco Rural. "Provavelmente, apresentaremos novo memorial à luz das discussões de hoje (quinta-feira). O contraditório (entre Lewandowski e o relator, Joaquim Barbosa) é sempre melhor que o monólogo."A defesa andava carrancuda, apreensiva até, sobretudo ao final da sessão de quarta-feira, quando o revisor se pôs a condenar implacavelmente - Henrique Pizzolato, por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e dois peculatos; Marcos Valério e seus ex-sócios, Cristiano Paz e Ramón Hollerbach, por corrupção ativa e dois peculatos. Mas, ontem, o cenário mudou. "Vamos ter agora dois pontos de apoio, o voto do relator e o voto do revisor, para que os outros ministros façam as suas opções, ou até apareça uma terceira posição, ou seja, ao invés de um julgamento rolo compressor temos um julgamento dialogado, onde as questões vão ser discutidas uma a uma", declarou Thomaz Bastos. Contradições. O fator Lewandowski o faz mirar lá na frente alguma medida que poderá fazer arrastar por muito tempo a solução final do julgamento. "Esse acórdão é difícil de redigir. É um acórdão no qual já se pode divisar até pelo seu caráter confederativo, porque são vários acórdãos reunidos em um só, contradições, omissões, obscuridades que vão dar ensejo no mínimo a embargados de declaração, alguns até com efeitos modificativos talvez. Ou embargos infringentes, se houver quatro votos a favor de alguém que queira fazer o embargo. Ainda está tudo muito confuso, é tudo oral, verbal, isso precisa olhar no papel."Para Toron, o ministro relator, Joaquim Barbosa, "não apenas ignorou as provas dos autos, como as que apresentou foram amplamente distorcidas". Antes mesmo do encerramento da audiência de ontem, ele dizia que o voto do revisor abria perspectivas para outros réus. "Onde ele (João Paulo) é absolvido, os diretores da SMPB também deverão ser absolvidos. Lewandowski deixa claro que havia uma prática de mercado no sentido de terceirização.” Indagado sobre o fato de o revisor ter condenado todos os outros réus desse bloco e absolvido o deputado, Toron ponderou. "As imputações são diferentes, ontem (quarta-feira, 22) o ministro cuidou da questão do Banco do Brasil com a DNA, hoje (quinta-feira, 23) 0 de um assunto completamente diferente que tem a ver com a Câmara. Mas ainda não há nada a ser comemorado, vamos aguardar serenamente a continuação do julgamento."Ao sair do plenário, o advogado deparou com foguetório e buzinaço no entorno da Corte. "É por causa do João Paulo?", perguntou Toron, em tom de brincadeira. Eram grevistas federais protestando contra o governo, contidos por um cordão da tropa de choque. Ligou o celular e viu que o cliente lhe havia mandado um torpedo. "Parabéns, esse voto me dá um grande alento." Fausto Macedo e Felipe Recondo, de O Estado de S. Paulo.


Lewandowski age como advogado de defesa e inocenta petista mensaleiro.


         
     Dirceu Ayres

O ministro Ricardo Lewandowski, revisor do processo do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal), inocentou ontem o deputado João Paulo Cunha (PT-SP), divergindo completamente da opinião do relator do caso, ministro Joaquim Barbosa. João Paulo, que presidia a Câmara dos Deputados quando o mensalão foi descoberto, é acusado de ter recebido propina para contratar uma agência de propaganda que teria desviado dinheiro público para os políticos beneficiados pelo mensalão. Na semana passada, Barbosa votou pela condenação de João Paulo pelos crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. Ontem, Lewandowski rejeitou todas as acusações. Candidato a prefeito de Osasco nas eleições deste ano, João Paulo mandou a mulher buscar R$ 50 mil numa agência bancária em 2003, quando o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza distribuiu milhões de reais a políticos do PT e outros partidos que apoiavam o governo Lula no Congresso. Pouco depois do saque, a Câmara dos Deputados assinou com uma das agências de propaganda de Valério um contrato de R$ 10 milhões. Lewandowski acolheu os principais argumentos da defesa de João Paulo e concluiu que o deputado não teve influência na escolha da empresa de Valério, feita por uma comissão de licitação. Além disso, o ministro disse que o destino dos R$ 50 mil "foi comprovado". João Paulo diz que usou o dinheiro para pagar pesquisas eleitorais contratadas pelo PT e Lewandowski aceitou a explicação. O revisor criticou o Ministério Público Federal, responsável pela acusação, dizendo que ele lançou uma "tese abstrata" e baseada em "falsas premissas" contra o petista. O ministro também votou pela absolvição de Valério e de dois ex-sócios acusados de participar dos mesmos crimes atribuídos a João Paulo. O julgamento será retomado na segunda-feira, quando Barbosa pretende responder aos argumentos usados por Lewandowski. Depois será a vez dos outros nove ministros do Supremo votarem. Advogados que atuam no processo e outros ministros consideram Lewandowski inclinado a inocentar boa parte dos réus do mensalão. Mas na quarta-feira ele deu força a uma das principais teses da acusação ao votar pela condenação de um ex-diretor do Banco do Brasil acusado de desviar dinheiro do banco para o esquema e culpar Valério e seus ex-sócios pelo mesmo crime. Ao final da sessão, houve um atrito entre Lewandowski e o presidente do tribunal, Carlos Ayres Britto. Barbosa disse que na próxima sessão vai rebater "as dúvidas e a divergência" de Lewandowski. O revisor pediu então a garantia de uma tréplica e ameaçou deixar o plenário se não puder falar. Depois que a sessão foi encerrada, Ayres Britto prometeu a Lewandowski que lhe concederá a palavra novamente na segunda-feira. (Folha de São Paulo)



O DNA do Mensalão


          

     Dirceu Ayres

O mensalão, para os juízes, é um processo de 50 mil folhas. Para mim, é matéria de memória. Maio de 2005 é um marco na política brasileira. Mas não um relâmpago em céu azul. É um marco porque ficou evidente, naquele mês, que o PT jamais cumpriria uma de suas maiores promessas de campanha: ética na política. A entrevista do então presidente Lula em Paris, tentando justificar o mensalão, ainda menciona a responsabilidade ética do partido, mas com uma dose de convicção tão pequena que entendi como um adeus à bandeira do passado. Eu já havia deixado o PT e a base do governo em 2003. O escândalo do mensalão foi, no entanto, uma tomada de consciência popular de que a ética na coalizão do governo era só propaganda. O termo mensalão cresceu porque foi bem escolhido. Roberto Jefferson, ao usá-lo pela primeira vez, não ignorava o apelo popular de um aumentativo. Na TV, as feiras de carros são anunciadas como feirão, as lojas de atacado, como Atacadão e até os estádios de futebol, Engenhão, Barradão, Mineirão, seguem o mesmo caminho. Um setor que ainda acreditava nas promessas do PT se sentiu traído, como se o armário do quarto escondesse um amante: Ricardão. Não foi um relâmpago em céu azul. Lula estava cansado de perder eleições. Decidiu disputar em 2002 com as condições profissionais dos adversários. Começou aí a necessidade de captar em grande escala. Programas de TV são dispendiosos. Mulheres grávidas desfilando a esperança, muitas câmeras, luz, gruas, tudo isso custa dinheiro. Uma vez no poder, era preciso controlar os aliados, garantir sua sobrevivência política e, em troca, sua fidelidade. Agora o dinheiro corria mais fácil. A primeira tentativa de combater o estrago do mensalão foi afirmar que jamais existiu com rigor temporal. Não havia pagamentos mensais, dizia a defesa. Mas que importância legal tem isso? O dinheiro era distribuído aos líderes dos partidos amigos. O apartamento do deputado José Janene, do PP, era chamado de pensão pelos deputados que o frequentavam. Talvez lhes pagasse quinzenalmente. Seria apenas um quinzenão. Segundo a ex-mulher de Valdemar Costa Neto, em depoimento na Câmara, ele gastou numa só noite de cassino o equivalente a US$ 300 mil. Pode muito bem ter dado o cano nos deputados naquele mês, ou pago apenas um vale para acalmá-los. Quem jamais saberá? A segunda tentativa de atenuar os estragos do mensalão foi o uso da novilíngua: eram apenas sobras de campanha, mero crime eleitoral. Tão brando que nem poderíamos chamar esse dinheiro de caixa 2, mas de recursos não contabilizados. Era tanto dinheiro em cena que recursos não contabilizados não conseguiam explicá-lo. Surgiram, então, empréstimos do Banco Rural e do BMG. O dinheiro foi emprestado por bancos que não cobram juros nem acossam devedores. Bancos amigos. O relatório da CPI indicou com bastante clareza de onde veio o dinheiro: do Banco do Brasil e da Visanet. Naufragou ali a última atenuante: o dinheiro do mensalão, num total de R$ 100 milhões, é público. Lembro-me como se fosse hoje do depoimento de Duda Mendonça. Ele anunciou a alguns deputados que iria falar. E falou: recebeu dinheiro do PT no exterior, pouco mais de R$ 10 milhões, que nunca mais retornariam ao País.
O episódio do mensalão não evitou que Lula vencesse as eleições em 2006 e, quatro anos mais tarde, elegesse Dilma Rousseff. A força eleitoral do PT manteve-se e as conseqüências políticas pareciam neutralizadas. O dinheiro continuou fluindo em campanhas milionárias e o partido, como os comunistas italianos, poderia até montar uma sólida estrutura econômica alternativa. Mas as conseqüências políticas não morrem tão cedo. O julgamento do caso vai recolocá-lo na agenda política. Não acredito que possa modificar o curso das eleições. Será apenas uma nova dimensão a considerar. Muito se falou que a CPI do Cachoeira iria ofuscar o julgamento do mensalão. Deve ocorrer o contrário: o julgamento vai conferir importância à CPI do Cachoeira. A mensagem é simples: mesmo quando não há conseqüências políticas imediatas, a corrupção ainda tem toda uma batalha legal pela frente. O PT vai se distanciar do mensalão, Dilma também. Dilma distanciou-se da Delta, de Fernando Cavendish, mas seu governo continua a irrigar os cofres da empresa fantástica. É compreensível a distância. No caso do mensalão, ela nos faz crer que todo o mecanismo foi montado pelo cérebro do ex-ministro José Dirceu, que operava num paraíso de inocentes. No da Delta, a distância convida-nos a crer que tudo se passou numa obscura seção goiana da empresa. Nas paredes de cadeia sempre há esta inscrição: aqui o filho chora e a mãe não ouve. A mãe do PAC finge que não ouve os choros da Delta. Grande administradora, não desconfiou que a empresa que mais trabalhava nas obras do PAC era, na verdade, um antro de picaretagem. Assim como Lula não sabia que houve o mensalão. Todo aquele dinheiro rolando a partir da campanha de 2002 era um milagre político. É um senhor que me ajuda, como diria a mulher bonita vivendo súbita prosperidade. É tudo um tecido de mentiras que ainda não se rasgou no Brasil. No mensalão era uma agência de publicidade de Marcos Valério que despejava grandes somas nas contas dos políticos. O nome dela era DNA. Recentemente, foram as empresas fantasmas da Delta que realizaram essa tarefa. Em 2005 ainda havia um mínimo de combatividade parlamentar para buscar a verdade. Hoje nem com isso podemos contar. O mensalão arrasta-se como um vírus mutante pela História moderna do Brasil. Mas a corrupção não é uma fatalidade genética. E o grande equívoco de alguns marxistas vulgares é supor que ela é um componente natural, insuperável, diante do qual a única reação sensata é tirar proveito. Sete anos o Brasil esperou para julgar o mensalão. Sete anos mais vamos esperar pelo júri da Delta. E mais poderíamos esperar, não fora para tão longa sede tão curta a vida. por Fernando Gabeira por José Ricardo Weiss às

Petista é absolvido por Ministro indicado por Lula.



     Dirceu Ayres

Acusado pela Procuradoria Geral da República e condenado pelo ministro Joaquim Barbosa, este homem, segundo Lewandowski, é inocente... O petismo está às gargalhadas. O Deputado petista João Paulo Cunha apenas sorriu algumas vezes, segundo a Rádio CBN, ao ouvir o voto e decisão do ministro Ricardo Lewandowski. É que o ministro, indicado ao STF por Lula ( o grande líder de João Paulo ) votou nesta quinta-feira pela sua absolvição, de Marcos Valério e seus ex-sócios, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach, provocando a primeira divergência do processo. O ministro refutou todas as acusações imputadas a João Paulo Cunha. Acusado pelo Ministério Público, com farta documentação probatória, segundo o Procurador Geral da República, fato este que levou o relator, ministro Joaquim Barbosa, votar pela condenação de Cunha por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro, e Valério, Paz e Hollerbach pelos crimes de corrupção ativa e peculato, João Paulo se vê, agora, diante da possibilidade da impunidade. Faltou a dancinha da Angela Guadagnin, mas isso fica para a festa particular, daqui alguns dias, quando os petistas "inocentes" deverão comemorar a impunidade. Isto não só lhe dá "alegria" como esperanças de ser absolvido pelos demais ministros indicados por Lula e Dilma. Nos bastidores já era dada como certa a absolvição de políticos petistas pelos ministros nomeados na era Lula. Mas ainda é cedo. Alguns deles poderão se ater, mais amiúde, ao processo e chegar a conclusão e decisão sábia e independente de Joaquim Barbosa. Ainda há esperanças de que se faça justiça aos autores do maior escândalo de corrupção na História da República. Postado BLOG DO MARIO FORTES