terça-feira, 12 de julho de 2011

PAGOT VAI AO SENADO DIZER QUE SÓ CUMPRIU ORDENS.

    Dirceu Ayres

Falar para quê? É muito mais fácil para Luiz Antônio Pagot, o diretor-geral do DNIT, envolver ministros do PT, do PMDB e do próprio PCdoB para chafurdarem junto com o PR no mar de lama. Se ele tinha tanto poder para manusear licitações, deve ter servido a muito mais gente. Então é só chamar a Veja, a Época, o Estadão e entregar informações. E devolver na mesma moeda. O mais grave de tudo é a afirmação de que muitas obras foram superfaturadas para pagar a campanha de Dilma Rousseff à presidência e basta seguir o rastro das doações das empreiteiras. Hoje, Blairo Maggi, o todo-poderoso senador do Mato Grosso, ex-governador e o homem por trás de Pagot, dão uma entrevista ao Globo, enquadrando o governo federal. As suas respostas são didáticas e oferecem, para o bom entendedor, o mapa do esquema para superfaturar uma obra. Além disso, Blairo confirma que todos sabiam de tudo dentro do Palácio do Planalto, especialmente o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, e Miriam Belchior, a sucessora de Dilma no comando do PAC. Ontem, Paulo Bernardo negou as acusações peremptoriamente. Vejam, abaixo: Senador, é verdade que o seu afilhado político, Luiz Antonio Pagot, diretor-geral do Dnit, pretende, no depoimento que fará ao Senado, amanhã, denunciar alguns ministros do governo? BLAIRO MAGGI: Em primeiro lugar, quero esclarecer que não falo pelo Pagot. O que posso dizer sobre isso é que, pela convivência que tenho com ele, ameaças não fazem parte do seu estilo. É uma pessoa muito tranqüila, trabalhadora. Na conversa que teve comigo, não fez ameaças. E duvido que tenha feito. Tudo o que saiu nos jornais, inclusive no seu, não saiu da boca dele, mas de informações de terceiros. Então, o que o Pagot vai dizer no Senado nesta terça-feira? Melhor, por que ele faz tanta questão de depor no Senado, se ele já está demitido? BLAIRO: Não é só ao Senado que ele faz questão de ir. Irá à Câmara também. Ele vai ao Congresso tentar mostrar que essas questões de superfaturamento não são reais. Acontecem de forma totalmente diferente. É isso que ele vai tentar mostrar. E quando ele diz "cumpro ordem" é porque, realmente, ele é um executivo, não um formulador. Ele executa ordens. Como funcionavam?BLAIRO: Mais uma vez repito: não falo pelo Pagot. Mas sei que, em seu depoimento, ele fará uma exposição basicamente técnica, e não política, de como as coisas funcionava. Ele vai mostrar a burocracia, como as coisas eram tecnicamente administradas. E como eram administradas? BLAIRO: Vou te dar um exemplo bem simples. Você vai numa concessionária e compra um carro stand, com base no preço anunciado. Aí, você resolve botar um som, um ar-condicionado, vidro elétrico etc. Quando você vai efetuar o pagamento, claro que o preço já não é mais o mesmo. Assim acontece com todas as obras, inclusive construções de estradas: iniciam de um jeito e terminam de outro jeito. Então, Pagot tinha autonomia para esse upgrade no "carro". E daí não tem sentido argumentar que ele cumpria ordens, não é mesmo? BLAIRO: Não, não! Pelo contrário. Tudo o que era colocado depois nas obras tinha sempre a concordância do grupo que coordenava o PAC, e era necessário o empenho do Ministério do Planejamento. Eles que autorizavam a execução dessas despesas. Então, tudo era feito com a concordância do administrador do PAC e do ministro do Planejamento? BLAIRO: Isso sempre foi assim e é um procedimento administrativo normal. Essa tecnicidade, essa burocracia é que será mostrada, sem a menor intenção de comprometer ou proteger ninguém. Essa é a realidade que Pagot tentará mostrar no seu depoimento. É verdade que o governo o pressionou a mandar Pagot não acusar ninguém no depoimento? BLAIRO: Essa especulação é leviana. Seria uma coisa indigna para o governo e maior ainda para mim, como representante de Mato Grosso no Senado Federal. Pagot não teria sido procurado pelo Palácio do Planalto? BLAIRO: Mais uma vez, sou obrigado a observar que não falo pelo Pagot. Mas tenho certeza de que, se ele tivesse sido procurado, teria me falado. Por que o senhor saiu zangado da reunião com os ministros Gilberto Carvalho e Ideli Salvatti, na qual foi anunciada a demissão de Alfredo Nascimento e o afastamento definitivo do Pagot? BLAIRO: Você se refere à reclamação que fiz a Ideli? Exatamente. BLAIRO: Realmente, o tratamento não foi correto. Eles deveriam ter sido chamados um dia antes para conversar. O resultado seria o mesmo, mas menos traumático. Precisava ter tido mais sensibilidade. É muito difícil ser governo. E a pergunta que deixei na reunião foi esta: o procedimento do governo daqui para frente vai ser este? Os ministros ficam reféns do noticiário de fim de semana. Basta um jornal, uma revista ou uma emissora de televisão botar uma denúncia sem provas para condenar uma pessoa? Ou muda o tratamento ou todo fim de semana tem gente do governo sendo demitido. Primeiro, divulga-se a denúncia, e só aí vão ouvir o acusado. Às vezes, é demitido antes mesmo de apresentar sua defesa. Qual o seu estado de espírito neste momento? O senhor está magoado com a presidente Dilma? BLAIRO: Tenho grande admiração pela presidente Dilma. Eu sempre torci, torço e continuarei torcendo muito para que o governo dela encontre um rumo para fazer o melhor pelo país. Infelizmente, temos percalços na vida. A vida é cheia de percalços. Temos sempre que estar acima desses percalços para poder, inclusive, superá-los. Temos que ser maiores do que eles. Não temos que ficar magoados. POSTADO POR COTURNO NOTURNO

DERRUBOU MALFEITORES DO MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES

    Dirceu Ayres

MUITA GENTE QUER SABER QUAL É A FONTE DA REPORTAGEM DE VEJA QUE DERRUBOU OS MALFEITORES DO MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES. OK, EU REVELO! Eu vou fazer aqui algo inédito — ou, vá lá, quase isso: vou revelar a fonte de VEJA. Já que tantos estão tão curiosos, eu vou contar tudo. Querem saber como a reportagem chegou à verdade, que resultou na queda de toda a cúpula do Ministério dos Transportes? Eu direi. E o farei sem conversar com ninguém ou pedir autorização. Vou correr esse risco. Tanto o pessoal de Brasília como o de São Paulo devem estar dormindo a esta hora da madrugada. Espero que não se zanguem comigo. Antes, no entanto, vocês precisam ler o que Maria Lima informa no Globo. Depois, a revelação. O que é mais uma crise no Ministério dos Transportes para quem já viveu o turbilhão das denúncias de formação de quadrilha no mensalão, que o levou a renunciar ao mandato de deputado federal? Com a certeza de que nada como um dia depois do outro, o deputado Valdemar Costa Neto (SP), secretário-geral, presidente de honra e quem manda, de fato, no PR, procurava tranqüilizar nesta quarta-feira o ex-ministro Alfredo Nascimento, dizendo que a situação vai se normalizar. Valdemar dizia que Nascimento terá de volta força política lastreada nos 42 deputados e seis senadores do partido. Encastelado na sede do PR, em um shopping de Brasília, Valdemar participou dos últimos minutos que antecederam a degola de Nascimento, ao lado do correligionário. E, longe dos holofotes do Congresso, procurava manter sua influência, inclusive na escolha do substituto do ministro. “Quando eu achava que já tinha vivido tudo nesta República, acontece de novo. Mas tudo passa!”, disse Valdemar, mostrando a Nascimento que se vive hoje um turbilhão, mas, em breve, ele voltará ao topo, como o interlocutor principal do PR junto ao Palácio do Planalto. A pedido dos próprios companheiros do PR e a mando da presidente Dilma Rousseff, Valdemar desapareceu nos últimos dias. Não quer dar entrevista, mas tem agido nos bastidores, mostrando sua força dentro do PR. Nessas reuniões, tem deixado claro que está disposto a descobrir de onde partiu a munição contra ele e Nascimento, originando a matéria da revista VEJA, que deflagrou a atual crise. Também procura a origem do vazamento da gravação em que ele, em reunião com Nascimento, negociava a liberação de verba federal em troca da filiação de um deputado federal pedetista ao PR. “Estou sendo alvo de uma trama muito bem construída. Só não sei ainda se partiu de dentro do PR, do Planalto, ou dos dois juntos”, disse Valdemar a seus aliados. Ele continuará mergulhado, longe da imprensa, mas atuando como sempre. E como nunca, para o PR não perder o cargo no primeiro escalão do governo Dilma. Voltei Então Valdemar da Costa Neto, a exemplo de alguns repórteres que gostariam de fazer reportagem sobre como a VEJA faz reportagens, também está curioso. Vamos lá. - A fonte de VEJA é o passado de Valdemar da Costa Neto. - A fonte de VEJA é o presente de Valdemar da Costa Neto. - A fonte de VEJA são os hábitos e costumes da República. - A Fonte de VEJA são as ações do ministro Alfredo Nascimento. - A fonte de VEJA é a forma como a cúpula do PR lida com o dinheiro público. A fonte de VEJA é a penúria das estradas federais. - A fonte de VEJA é o atraso nas obras de infraestrutura do país. - A fonte de VEJA é o descarado superfaturamento das obras. - A fonte de VEJA é a elevação em R$ 10 bilhões das obras do Ministério dos Transportes inscritas no PAC. A fonte da VEJA é a elevação de 38% no orçamento das obras das ferrovias em pouco mais de um ano: de R$11,9 bilhões para R$ 16,4 bilhões. A fonte da VEJA são os métodos de Luiz Antonio Pagot, o amigão de Lula. - A fonte de VEJA é a caixinha de 5% que o PR cobrava das consultorias. A fonte de VEJA é a caixinha de 4% que o PR cobrava das empreiteiras. A fonte de VEJA é a vergonha na cara. Espero que a VEJA não rompa o contrato comigo por eu ter revelado o segredo. Por Reinaldo Azevedo: isso é que é macho!!!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

PAULO BERNARDO PROPÔS OBRA SEM LICITAÇÃO

Dirceu Ayres
Desde que Alfredo Nascimento e Cia. foram desalojados da pasta dos Transportes, o ministro Paulo Bernardo (Comunicações) freqüenta o noticiário em posição incômoda. Nos subterrâneos, Luiz Antonio Pagot, o ex-mandachuva do Dnit, afirma que Bernardo exibia interesse inusual pelas obras rodoviárias, especialmente as do Paraná. Ex-governador paranaense, o senador Roberto Requião (PMDB) afirma que Bernardo interessava-se também por ferrovias. Requião diz ter sido procurado por Bernardo na época em que ele era ministro do Planejamento de Lula. Acusa-o de ter proposto a construção de uma ferrovia sem licitação, com preço acima do razoável e com direcionamento a uma empresa privada. Segundo Requião, nos moldes propostos por Bernardo, o custo da obra saltaria de R$ 220 milhões para R$ 550 milhões. As informações constam de notícia veiculada pela Folha. Ouvido, Bernardo admitiu que se reuniu com Requião à época em que ele governava o Paraná.Atribuiu a iniciativa a uma "determinação do presidente Lula". Negou, porém, que tenha tratado de superfaturamento ou de direcionamento da obra ferroviária. Por razões distintas, Requião e Bernardo acionaram o Ministério Público Federal para investigar o caso. O ministro também protocolou no STF uma petição na qual acusa o agora senador de tê-lo caluniado. Nesta terça (12), Pagot, o ex-mandarim do Dnit, vai prestar "esclarecimentos" no Senado. Se Pagot reafirmar em público metade do que diz de Bernardo entre quatro paredes, é provável que a Justiça receba nova ação por “calúnia”.Escrito por Josias de Souza às 05h22 Bernardo admite consultas a Pagot sobre obras no PR Marcello Casal/Abr Lançado no caldeirão em que negócios da pasta dos Transportes se misturam a propinas, Luiz Antonio Pagot, do Dnit, esforça-se para engrossar o caldo. Pagot diz que, ministra a própria Dilma Rousseff monitorava as obras rodoviárias desde a Casa Civil de Lula. Insinua que grão-petistas o assediavam. Entre os nomes que o mandachuva do Dnit menciona com maior insistência está o do ministro petista Paulo Bernardo, ex-Planejamento, hoje Comunicações. Procurado pela repórter Luíza Damé, Bernardo manifestou-se por e-mail. Admitiu: Quando dirigia a pasta do Planejamento, requisitou de Pagot dados sobre o andamento de obras no seu Estado, o Paraná.O mesmo Estado que mandou ao Senado, no ano passado, a mulher de Bernardo, Gleisi Hoffmann (PT), hoje chefe da Casa Civil de Dilma.Bernardo negou, porém, que tenha dado ordens ao diretor-geral do Dnit: “Pagot não era meu subordinado…” “…E servidor público obedece a ordens formais que ficam registradas no sistema do governo. No serviço público, fazemos apenas o que a lei determina”. O ministro também negou que tenha contatado empreiteiras, como insinua Pagot tem seus diálogos privados. “Pretendo responder respeitosamente às perguntas, mas exijo que me tratem com o mesmo respeito”. Pagot falará no Congresso nesta semana. Na terça, estará no Senado. Na quarta, na Câmara. Resta aguardar, para ver quão respeitoso será com Paulo Bernardo.

INFECÇÃO URINÁRIA NAS MULHERES E NOS HOMENS

  Dirceu Ayres

"A infecção urinária (ITU) é uma infecção que acomete qualquer parte do sistema urinário, desde os rins, a bexiga, até a uretra. É definida como a presença de microorganismos em alguma parte desse sistema. Quando acomete os rins, chamamos de pielonefrite; quando é a bexiga, chamamos de cistite; na uretra é a uretrite; e quando acomete a próstata, denominamos prostatite.” Introdução A ITU pode acometer indivíduos de qualquer idade e sexo, mas é extremamente mais comum entre as mulheres. Essa relação se inverte no primeiro ano de vida, quando é mais comum nos meninos. Mas por que a ITU é mais freqüente em mulheres? Isso se deve provavelmente a fatores anatômicos. Na mulher, a saída da uretra é bem próxima à entrada da vagina, onde sabe-se que a mulher abriga diversos microorganismos que compõem a flora vaginal. Além disso, os hábitos de higiene após o uso do toalete, como a passagem do papel higiênico em direção ânus-vagina, favorece o transporte de microorganismos intestinais até a vulva. Outro fator importante é que a uretra feminina é bem menor que a masculina, o que favorece o caminho das bactérias desde a entrada da uretra até a bexiga. O que causa a ITU? A ITU ocorre principalmente quando os microorganismos, na maioria dos casos bactérias, "sobem" pela uretra e atingem a bexiga, os ureteres e os rins. A bactéria que mais comumente causa ITU é chamada Escherichia coli, e faz parte da flora intestinal normal. Assim, podemos perceber a importância de hábitos de higiene adequados para a prevenção das infecções urinárias. Normalmente, a urina não apresenta nenhum microorganismo. A presença de qualquer microorganismo na urina pode levar ao desenvolvimento de ITU. Algumas pessoas, em especial as mulheres, podem apresentar bactérias na urina e não desenvolverem ITU propriamente dita, sendo completamente assintomáticas. Esses casos são chamados de "bacteriúria assintomática" e adquirem especial importância em grávidas, como comentaremos adiante. Um fator de extrema importância no desenvolvimento da ITU é a estase urinária. Isso acontece quando há uma dificuldade de esvaziamento da bexiga, e a urina fica acumulada por muito tempo. Isso favorece a proliferação de bactérias na urina, levando ao desenvolvimento de infecção. Quais são os fatores que favorecem o desenvolvimento de ITU? Alguns fatores aumentam a chance de desenvolvimento de ITU, por facilitarem a proliferação das bactérias e o acesso das mesmas ao sistema urinário. São eles: Sexo feminino; Gravidez: há uma diminuição das defesas da mulher; além disso, durante a gestação há um aumento da progesterona (um dos hormônios femininos), o que causa um relaxamento maior da bexiga e favorece a estase urinária; Hábitos de higiene inadequados; Diabetes; Climatério: as alterações do organismo da mulher favorecem o desenvolvimento de ITU; Obstrução urinária: qualquer fator que impeça o fluxo constante de urina, como aumento da próstata, defeitos congênitos, cálculos urinários ("pedra nos rins"), tumores; Corpos estranhos: a inserção de corpos estranhos pode carregar as bactérias para o sistema urinário e servir como local de aderência e proliferação, como sondas; Doenças neurológicas: interferem com os mecanismos de esvaziamento da bexiga, favorecendo a estase de urina; Doenças sexualmente transmissíveis; Infecções ginecológicas. Quais são os sintomas? Normalmente, o ato de urinar (micção) é voluntário e não se acompanha de dor. A presença de alguns sintomas associados ao ato de urinar leva o médico a pensar em ITU. São eles: Dor ao urinar; Ardência na uretra durante a micção; Dificuldade para iniciar a micção; Urgência miccional: quando a pessoa sente uma vontade súbita de urinar; Ato de urinar várias vezes ao dia e em pequenas quantidades; Urina com mau cheiro, de coloração alterada; Pode haver eliminação de sangue na urina, que fica avermelhada, acastanhada. O indivíduo pode sentir dor na parte baixa do abdome, associada ou não ao ato de urinar. Quando a infecção acomete o rim, o quadro é bem mais grave e o paciente apresenta febre, calafrios, dor lombar (dor nas costas), náuseas, vômitos. Importante ressaltar que em crianças os sintomas nem sempre são evidentes e, algumas vezes, elas apresentam sintomas em locais não relacionados ao sistema urinário. Nelas, podemos encontrar febre, falta de apetite, parada de crescimento e perda de peso. Como é feito o diagnóstico?A presença de qualquer um desses sintomas deve levar à procura de um médico. Após a entrevista e o exame físico, o principal exame a ser solicitado é o exame de urina. Ele é capaz de mostrar a presença de bactérias na urina e também outros sinais que ajudam a fazer o diagnóstico. Juntamente com o exame de urina rotina costuma-se solicitar uma cultura (urocultura), que pode mostrar proliferação de bactérias e permite identificar qual é a causadora da doença.Em alguns casos, principalmente em crianças e pacientes com história de várias ITU, é importante a realização de exames de imagem, como o ultra-som, o raio X com contraste das vias urinárias (urografia excretora) ou outros. Eles ajudam a diagnosticar defeitos congênitos das vias urinárias que podem favorecer o desenvolvimento de ITU. E o tratamento? O tratamento da ITU é feito com antibióticos, escolhidos de preferência após os resultados da cultura de urina. Entretanto, isso não é necessário na maioria das vezes. Excetuando-se os casos de infecção dos rins, quando os antibióticos são dados por via venosa, os outros casos podem ser tratados com medicamentos por via oral. A duração do tratamento depende do tipo de infecção urinária e do antibiótico escolhido, podendo durar 3, 7 10 ou 14 dias. É importante que se faça o tratamento durante todo o período prescrito pelo médico, para evitar a recorrência do quadro.Em pessoas que apresentam ITU de repetição (3 ou mais episódios em 12 meses), podemos indicar o uso de antibiótico profilático. Isso significa que a pessoa vai tomar antibiótico diariamente, com o objetivo de evitar o desenvolvimento de ITU. A bacteriúria assintomática, isto é, a presença de bactérias na urina na ausência de ITU instalada, geralmente não necessita tratamento. A exceção é a mulher grávida. Em gestantes, todos os casos de bacteriúria assintomática devem ser tratados com antibióticos, porque essas pacientes desenvolvem mais freqüentemente infecções dos rins, que são bastante danosas para a paciente. Durante a investigação das infecções urinárias, podemos encontrar defeitos congênitos ou adquiridos das vias urinárias, os quais podem favorecer ITU de repetição. Alguns desses pacientes podem ser tratados cirurgicamente. Como se faz a prevenção da ITU? Algumas atitudes são de extrema importância na prevenção da ITU, como: Ingerir bastante líquido (média de 2 litros por dia); Evitar reter a urina, urinando sempre que a vontade surgir; Prática de relação sexual protegida; Urinar após relações sexuais; Evitar o uso indiscriminado de antibióticos, sem indicação médica. Para as mulheres: Limpar-se sempre da frente para trás, após usar o toalete; Lavar a região perianal após as evacuações; Evitar o uso de absorventes internos; Evitar a realização de "duchas", "chuveirinhos"; Evitar o uso constante de roupas íntimas de tecido sintético, preferir as de algodão; Usar roupas mais leves para evitar transpiração excessiva na região genital.

O MILIONÁRIO SERGIO CÔRTES

 Dirceu Ayres
Mulher Verônica, no nome de quem colocou sua mansão Sérgio Côrtes – o secretário de Saúde Esse é o campeão de negócios sujos. Grupo Facility, TOESA e as ambulâncias, TCI, Barrier e os remédios. Mansão, cobertura, joalheria. Luxos milionários que não têm como ser explicados. Beltrame, escutas clandestinas fazem com que tenha muita gente graúda na mão José Mariano Beltrame – o secretário de Segurança Responsável pelo contrato de aluguel dos carros da PM, a negociata com a Julio Simões cujo valor pago por viatura dá para comprar duas novas por ano. Acusado por seu ex-subsecretário de fazer escutas ilegais. Numa afronta à Constituição ganha mais que ministro do STF acumulando indevidamente salário da Polícia Federal. É o responsável pela política de acordos com as milícias. Tinha como assessores de confiança um falso tenente-coronel do Exército e o miliciano Chico Bala. Abafou as investigações da corrupção na Polícia Civil descobertas pela Operação Guilhotina e com medo da ameaça de revelações do delegado Allan Turnowski, de acusador virou sua testemunha de defesa. Turnowski sabe as relações de Beltrame com as milícias, que estão por trás da farsa das UPPs As entranhas do governo Cabral: o mais corrupto da história do Rio de Janeiro Vamos começar pelos personagens que cercam Sérgio Cabral, os “generais” que comandam a pilhagem dos recursos públicos, que estão saqueando a população do Rio de Janeiro, através de farsas, negociatas, maracutaias e tramas nos bastidores. É a turma dos negócios promíscuos de Cabral. Vocês vão ver que por muito menos Collor e José Roberto Arruda (Distrito Federal) sofreram o impeachment. Preparem-se! Os negócios em família Adriana Ancelmo, mulher e sócia nos negócios Adriana Ancelmo Cabral – a esposa de Cabral O escritório de advogacia, do qual é sócia majoritária, tem como clientes, empresas concessionárias de serviços públicos estaduais e outras que têm contratos de prestação de serviços com o Estado. O Metrô e a Supervia, apesar dos caóticos serviços prestados, conseguiu por intermédio de Adriana, que o marido, Cabral, renovasse por mais 30 anos os contratos de concessão. A esposa de Cabral também advoga para o Grupo Facility, do “Rei Arthur”, que tem contratos de mais de R$ 1,5 bilhão com o governo Cabral. A mulher de Cabral representa os interesses jurídicos de várias empresas que têm contratos milionários com o Estado e dependem de decisões do governador. Mauricinho Cabral, o irmão de Cabral que se move nas sombras Mauricinho Cabral – o irmão de Cabral Esse é um personagem que se move nas sombras, mas toda a mídia conhece muito bem, e protege por interesse próprio. É publicitário e não tem nenhum cargo no governo. Mas é ele que controla a milionária verba de publicidade e se reúne com o pessoal dos grandes veículos de comunicação. Usa a agência FSB para distribuir as verbas e comprar a blindagem do irmão Cabral. O vice que virou alma gêmea nos negócios O vice-governador e secretário de Obras, Pezão, hoje chamado de Mão Grande Luiz Fernando Pezão – o vice-governador É o homem que cuida das Obras do Estado e negocia os contratos milionários e está sujo dos pés grandes até a cabeça, passando pelas mãos ainda maiores, que lhe rendem o apelido de “Mão Grande”. Usa seu subsecretário, Hudson Braga para fazer a ponte com as empreiteiras, menos a Delta, que é linha direta Cabral– o secretário da Casa Civil É um dos braços-direitos de Cabral desde que ele era deputado na ALERJ. Responsável pelas negociatas de imóveis desapropriados do banqueiro Daniel Dantas, denunciadas pela revista Carta Capital. O banqueiro ganhou milhões graças à generosidade da caneta de Cabral negociada com Régis Fichtner. Acertou e foi o autor da chamada Lei Luciano Huck, que legalizou centenas de imóveis de luxo construídos em área de preservação de Angra dos Reis, beneficiando o apresentador e muita gente graúda. É o interlocutor com a Justiça e o Ministério Público. Wilson Carlos – o secretário de Governo Amigo de Cabral desde os tempos de estudante é o homem que cuida dos negócios com os políticos. É o outro braço-direito. Cuida do toma lá dá cá de Cabral. Foi flagrado em uma investigação da Polícia Federal como possuidor de contas em paraísos fiscais na China, não declaradas. Sergio Côrtes – o secretário de Saúde Esse é o campeão de negócios sujos. Grupo Facility, TOESA e as ambulâncias, TCI, Barrier e os remédios. Mansão, cobertura, joalheria. Luxos milionários que não têm como ser explicados.

UMA DE MINHAS AVENTURAS

                                                                Dirceu Ayres
Quando era jovem não deixava por menos, se a moça queria era traçada. Nunca gostei de mulheres comprometidas casadas ou de companheiro, mesmo que o companheiro fosse só de programas esporádicos. Mas como dizia minha mãe todo sabido tem o seu dia e esse dia aconteceu. Estava trabalhando e além de ter fama e bom moço, tinha também de rico ou endieirado. Apareceu um belo dia uma mulher de olhos de mel, a pele de uma textura Liza e bem tratada e se tinha maquiagem acho que era mais natural que de costume. Alta, bem alta talvez 1,80 ou 1.90 de altura quadris largos, seios grandes e rígidos e naquela época (1956) não tínhamos a facilidade de cirurgias plásticas, usava um decote muito generoso talvez para mostrar o quanto a mãe Natureza havia sido generosa com ela. Procurei um defeito por pequeno que fosse... Triste melancolia, não achei nada que desabonasse aquela criatura caso ela fosse candidata a DEUSA do Universo. Fizemos uma boa amizade e descobri logo que ela era filha de Fujencio Batista o ex presidente de Cuba que foi derrubado pelo Fidel Castro, ela e toda família estavam morando em Miame. Ficamos ótimos amigos ou um pouco mais, procurando nos entender Ela me disse chamar-se Gleide Ana Batista ayayala e explicou porque ela falava espanhol e meus conhecimentos desse idioma naquela época era muito pouco ou nada mesmo. Fomos para Recife e lá para mostrar que eu não era “fominha” nos hospedamos em um grande e luxuoso Hotel só não lembro se tinha alguma estrela. Amamos-nos com muito amor e garra e quando levantei para tomar uma bebida e um banho na intenção de começar tudo outra vez. De repente um grito, não um grito comum, um grito saído do fundo da garganta e terrivelmente horroroso, olhei e minha querida amada estava com o dedinho apontando para o chão e gritava ao mesmo tempo. Procurei acalmá-la para entender o que ela dizia e quando conseguí... Ela dizia La cuca racha, La cuca racha e eu queria entender, mas cuca racha não sabia mesmo o que significava, o rapaz do Hotel ouviu os gritos e veio ver se podia ajudar, quando tudo foi explicado o rapaz apontou para o canto da sala e eu vi uma Barata imensa olhando para mim. De imediato me transformei em um huck improvisado, agarrei uma cadeira forte de madeira maciça e detonei em cima da barata, esbaforido, cansado, molhado de suor juntei os pedaços da enorme cadeira quebrada, nesse ínterim, vi a barata passar olhando para mim pelo canto da parede e entrando no buraco que devia ser a moradia dela. Pensei comigo, deve estar rindo de mim. Mas meu trabalha agora era mostrar que eu tive muito boa vontade, só não consegui matar a famigerada barata, fica prá outra vez.

O DIVORCIO DE CABRAL FOI A JATO

                                                                           Dirceu Ayres
Cabral consegue na Justiça do Rio o divórcio mais rápido da história Em 4 dias já estava homologado. Por Carlos Newton, na Tribuna da imprensa: Foi um divórcio-relâmpago, que levou apenas quatro dias úteis. Apresentados os papéis dia 30 (na quinta-feira da semana passada), na terça-feira seguinte a Justiça do Rio já homologava o divórcio do governador Sérgio Cabral e da advogada Adriana Anselmo. Os dois estavam formalmente casados desde abril de 2004 e têm dois filhos, de 9 e 5 anos. Segundo a Folha de S. Paulo, de acordo com o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Manoel Alberto Rebêlo dos Santos, a homologação do divórcio seguiu os trâmites normais do tribunal: “Quando não há disputas ou divergências, o divórcio é concedido rapidamente”. O juiz que homologou o divórcio-relâmpago, Gerardo Carnevale da Silva, justificou a presteza alegando que, por ser governador, Cabral tem direito a foro privilegiado – no caso, prioridade de julgamento. Mas não é bem assim, porque o foro privilegiado se refere a outros tipos de processo, nada tem a a ver com Direito de Família. Os dois foram representados por um só advogado, Alexandre Ghazi, e o divórcio foi consensual, sem disputa de bens, pagamento de pensão e guarda e visitação dos filhos. Mas os termos do acordo de separação não foram divulgados, porque ações que tramitam nas Varas de Família são protegidas por segredo de Justiça. Mas como em sociedade tudo se sabe, as informações são de que Adriana Anselmo ficou com o luxuoso apartamento do Leblon, que vale mais de 7 milhões, e com uma das duas mansões de Sérgio Cabral no Condomínio Portobello, em Mangaratiba. Os dois estavam formalmente separados desde 16 de junho, véspera do acidente com helicóptero na Bahia, e desde então Adriana só apareceu publicamente ao lado de Cabral uma vez, na cerimônia do velório de Jordana Kfuri Cavendish, mulher do empresário Fernando Cavendish, dono da empreiteiro Delta Construções e amigo íntimo do governador. Adriana não quis aparecer nas outras cerimônias fúnebres, inclusive no velório de Fernanda Kfuri, cunhada de Cavendish. A ocasião em que se realizou o divórcio favoreceu os interesses da Adriana Anselmo. Fragilizado com as múltiplas denúncias de ligações com empreiteiros e outras irregularidades no governo, Cabral nem quis discussão na Justiça sobre os bens milionários que amealhou nos últimos anos, quando ainda não havia “Código de Conduta Ética” no Estado. E como dizia Vinicius de Moraes, o amor é a coisa mais triste quando se desfaz”.Postado por BLOG DO MARIO FORTE