quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

"Aeroprivataria" do PT: Infraero paga até 49% do investimento, mas não vai mandar nada nos aeroportos privatizados.


     Dirceu Ayres


A não ser que haja uma reviravolta nas próximas horas ou que um dos ministros peça vistas do processo, arcando com o custo político disso, o Tribunal de Contas da União (TCU) dará, hoje à tarde, sinal verde para o leilão dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília. Dessa forma, fica superado o último obstáculo para a disputa, marcada para dia 6. Ontem, em mais um passo que abriu caminho para a concessão dos aeroportos, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) considerou improcedentes cinco pedidos de impugnação de itens do edital. A análise do TCU não obrigará o governo a fazer mudanças no edital que exijam a reabertura dos prazos legais, conforme o Valor apurou. Na questão considerada mais polêmica - a participação acionária de 49% que a Infraero terá nas futuras concessionárias -, o tribunal abrandou sua cobrança. Em dezembro, os ministros do TCU aprovaram os estudos econômicos para a concessão dos aeroportos, mas recomendaram reduzir ou mesmo retirar totalmente a fatia da Infraero nas empresas criadas para gerir os terminais. Agora, o tribunal suavizará a recomendação, sugerindo apenas que o governo avalie a "real necessidade" de participação da estatal em futuras concessões. Há pelo menos seis determinações, relacionadas principalmente a procedimentos de fiscalização e à forma de apresentação dos estudos econômicos, no relatório que será apreciado pelos ministros na sessão plenária de hoje. Nenhuma determinação ou recomendação, no entanto, diz respeito ao limite de 2% imposto pelo governo à participação de companhias aéreas nos consórcios. Um temor no governo era o de possíveis exigências de mudança nesse limite, o que poderia gerar a necessidade de contagem de novo prazo de 45 dias entre a republicação do edital e o leilão. Apesar de rumores nas últimas semanas, o TCU não cogitou suspender o leilão e enviou mensagens tranquilizadoras à Secretaria de Aviação Civil. O ministro-relator do processo das concessões no tribunal, Aroldo Cedraz, fez várias reuniões com integrantes do primeiro escalão do governo. Agora, o Palácio do Planalto precisará monitorar a situação de ações judiciais que estão sendo abertas. O Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina) decidiu ontem pedir liminares contra o leilão. "É muito provável que, entre amanhã (hoje) e sexta-feira, a gente distribua algumas ações na Justiça Federal de São Paulo e de Brasília. Verificamos várias ilegalidades no processo de concessão. No mínimo, vamos pedir que o edital seja levado novamente para audiência pública", afirmou o presidente do sindicato, Francisco Lemos. Em Campinas, uma ação popular foi protocolada na 8º Vara Federal, alegando que a concessão está "eivada de vícios" e "contraria os interesses nacionais". A ação foi movida por aeroportuários que trabalham em Viracopos, mas na condição de pessoas físicas, sem vinculação formal com sindicatos. Em termos administrativos, o caminho estará desimpedido com o aval do TCU e da Anac, e as propostas e documentação dos interessados deverão ser apresentadas amanhã. Cinco pedidos de impugnação foram recebidos pela agência reguladora. ARG , ATP Engenharia, Global Participações em Energia, Instituto de Transporte Aéreo do Brasil e MPE - Montagens e Processos Especiais encaminharam pedidos de impugnação. A MPE, por exemplo, fez críticas à indefinição de responsabilidades da Infraero na sociedade formada com empresas privadas para gerir os aeroportos. "O edital não traz, nem em suas condições gerais e tampouco em seus anexos, a definição e delimitação dos riscos da empresa privada e da Infraero", diz o pedido enviado à Anac. A MPE protestou contra os poderes dados à estatal e afirmou que isso interfere na capacidade de financiamento das futuras concessionárias. "Aliás, o que o edital deixa a todo tempo transparecer é que a Infraero fica blindada de todos os riscos durante a concessão." Outras contestações envolvem a exigência de operadora estrangeira nos consórcios e o prazo exíguo para a busca de parcerias.(Valor Econômico)

RITA LEE E LAERTE COUTINHO: A ARTE DE LEVANTAR BANDEIRAS DESNECESSÁRIAS.


   Dirceu Ayres


Rita Lee e Laerte: escravas do pensamento politicamente correto. Este texto do site da revista Veja sobre as recentes bandeiras levantadas por cantora Rita Lee e pelo jornalista e cartunista Laerte Coutinho, da Folha de S. Paulo, está na medida certa, porque reflete verdades evidentes e que costumam ser obscurecidas pelo maldito pensamento politicamente correto. Transcrevo e recomendo a leitura: Era para ser uma apresentação histórica, com solos memoráveis e a esperada confraternização entre público e artista. Afinal, estava anunciado, seria o último show da ex-mutante Rita Lee. Acabou na delegacia, depois de a cantora lançar impropérios sobre policiais que faziam a segurança junto ao palco, em Aracaju, Sergipe. Também teve um final diferente do esperado a última noite do cartunista Laerte em uma pizzaria que ele costumava frequentar na zona oeste de São Paulo. O que deveria ser um jantar tranquilo se tornou tanto uma questão de poder público, depois de o desenhista acionar a Secretaria de Justiça do estado para ter o direito de usar o banheiro feminino – sim, feminino – do endereço. Laerte e Rita Lee fazem parte do grupo considerado nobre da cultura brasileira – são artistas que há décadas se mantêm em destaque em suas áreas de trabalho. Igualmente nobres são os motivos alegados por eles para agir. Ela afirmou ter falado em nome dos fãs, que, disse, viu serem agredidos por policiais. Laerte milita pela não-discriminação e a livre circulação de transgêneros como ele, que há dois anos se veste publicamente com roupas femininas. Mas, como em tantas outras causas encampadas por artistas e celebridades (basta lembrar do vídeo recente de atores da Globo reclamando com argumentos furados da construção da usina de Belo Monte), o pretexto e o modo de conduzir o pleito foram dos mais infelizes, nos dois casos. Rita Lee primeiro recomendou à força policial que trabalhava em seu show que fumasse “um baseadinho”. Sugerir uma prática criminosa a policiais já seria um desacato, mas, como se não quisesse deixar dúvidas, a cantora em seguida os chamou de “cachorros” e de “cafajestes”. “Cadê o responsável? Eu quero falar, eu tenho direito, esse show é meu, não é de vocês. Esse show é a minha despedida do palco”, disse a cantora, que parou a apresentação para se dirigir à polícia e pareceu ignorar que o evento, ainda que fosse encabeçado por ela, corria em lugar público e portanto demandava policiamento. “Seus cachorros – coitados dos cachorros. Cafajestes! As pessoas estão me esperando cantar, não é a gracinha de vocês”, prosseguiu ela, insultando e provocando. Quanto a Laerte, o combate ao preconceito sexual é correto e necessário. Já a celeuma em torno do uso de um banheiro, espaço que embora público é obviamente íntimo, por pessoas do sexo oposto, é descabido. Nem seus colegas perdoaram: charges pipocam na internet apontando o absurdo da demanda. E indicando, pela via do exemplo, o caminho que o artista deveria trilhar: o da sua arte, muito mais rica que a disputa por um vaso sanitário. Bom momento para soar a descarga. Do site da revista Veja.

Corrupção e incompetência

                        

    Dirceu Ayres


O tempo está sendo implacável com a imagem que arduamente a presidente Dilma Rousseff tenta construir para si - como fez durante a campanha eleitoral de 2010, com a inestimável colaboração de seu patrono político, o ex-presidente Lula -, de administradora capaz, tecnicamente competente e defensora da lisura e da moralidade dos atos públicos. É cada vez mais claro que tudo não passa da construção de uma personagem de feitio exclusivamente eleitoral. As trocas de ministros no primeiro ano de mandato por suspeitas de irregularidades são a face mais visível dos malefícios de um governo baseado não na competência de seus integrantes - como seria de esperar da equipe de uma gestora eficiente dos recursos públicos -, mas em acordos de conveniência político-partidárias que levaram ao loteamento dos principais postos da administração federal. O resultado não poderia ser diferente do que revelam os fatos que vão chegando ao conhecimento do público. A amostra mais recente dos prejuízos que essa forma de montar equipes e administrar a coisa pública pode causar ao erário é o contrato assinado em 2010 pelo Ministério do Esporte com a Fundação Instituto de Administração (FIA) para a criação de uma estatal natimorta. O caso, relatado pelos repórteres do Estado Fábio Fabrini e Iuri Dantas (30/1), espanta pelo valor gasto para que rigorosamente nada fosse feito de prático e porque o contrato não tinha nenhuma utilidade. A FIA foi contratada para ajudar na constituição da Empresa Brasileira de Legado Esportivo Brasil 2016, legalmente constituída em agosto de 2010 para executar projetos ligados à Olimpíada de 2016. De acordo com o contrato, a FIA deveria "apoiar a modelagem de gestão da fase inicial de atividade da estatal". A empresa não chegou a ser constituída formalmente - não foi inscrita no CNPJ nem teve sede, diretoria ou empregados -, pois, em agosto do ano passado, foi incluída no Programa Nacional de Desestatização, para ser liquidada. E por que, apenas um ano depois de a constituir, o governo decidiu extingui-la? Porque ela não tinha nenhuma função. Mesmo assim, a fundação contratada recebeu quase R$ 5 milhões - uma parte, aliás, paga depois de o governo ter decidido extinguir a empresa, cuja criação fora objeto do contrato com a FIA. Em sua defesa, o Ministério do Esporte afirma que a contratação se baseou na legislação. É risível, no entanto, a alegação de que "os estudos subsidiaram decisões, sugeriram alternativas para contribuir com os debates que ocorreram nos governos federal, estadual e municipal e deram apoio aos gestores dos três entes para a tomada de decisões mais adequadas". Mas tem mais. Pela leitura da mesma edição do Estado em que saiu a história acima, o público fica sabendo que, de 10 contratos na área de habitação popular firmados pela União com Estados e municípios, 7 não saíram do papel. Pode-se alegar, como fez a responsável pela área de habitação do Ministério das Cidades, que alguns Estados e prefeituras não estavam tecnicamente capacitados para executar as obras ou realizar as licitações previstas nos contratos de repasse de verbas federais. Isso significa que o governo federal se comprometeu, por contrato, a transferir recursos a quem não estava em condições de utilizá-los adequadamente, o que mostra no mínimo falta de critério. Além disso, o programa que assegurou boa parte dos votos da candidata do PT em 2010, o Minha Casa, Minha Vida, sobre o qual Dilma falou maravilhas, na Bahia, antes de partir para Cuba, praticamente não saiu do papel no ano passado, e continuará parado em 2012, se não for mudado em alguns aspectos essenciais, alertam empresários do setor de construção civil. E muitos outros programas considerados prioritários pelo governo Dilma se arrastam. Os investimentos efetivos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), outra grande fonte de votos para Dilma em 2010, são bem inferiores aos programados, e boa parte se refere a contratos assinados em exercícios passados. O problema não é novo. A má qualidade da gestão é marca da administração do PT. E Dilma tem tudo a ver com isso, pois desempenha papel central nessa administração desde 2003. *http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,corrupcao-e-incompetencia BLOG DO MARIO FORTES

Uma farsa no Pinheirinho para justificar o apoio à ditadura assassina de Cuba.

                       
     Dirceu Ayres


"Se vamos falar de direitos humanos, nós começaremos a falar de direitos humanos no Brasil, nos Estados Unidos, a respeito de uma base aqui chamada Guantánamo. Vamos falar de direitos humanos em todos os lugares" - Dilma Rousseff, em Cuba, momentos antes de ir beijar a mão criminosa de Fidel Castro. No dia em que Dilma apertou as mãos cheias de sangue de Fidel Castro, o maior assassino vivo da face da terra, um câncer moral que justiçou dezenas de milhares de cubanos inocentes, saiu uma nota oficial da Secretaria de Direitos Humanos afirmando que houve violação de direitos humanos na desocupação do Pinheirinho. Assim, em Cuba, Dilma pode ficar à vontade para enterrar mais U$ 400 milhões na ilha-prisão, para dar fôlego a uma ditadura cruel, além de falar mal dos direitos humanos nos Estados Unidos e, pasmem, no Brasil. Claro que estava falando do Pinheirinho, claro que estava atacando a oposição. Claro que estava criando um discurso de defesa contra qualquer crítica. Nem carecia. A oposição não existe no Brasil. É burra, inepta, tola. Não tem repercussão alguma na sociedade. Não tem ressonância. Não tem importância para mais de 90% da população, segundo as pesquisas que os tolos insistem em contestar. O PT não montou apenas e tão somente uma imensa máquina de corrupção no estado brasileiro. Apoiou o seu projeto de poder em uma enorme máquina de marketing, com agências de comunicação funcionando dentro do Palácio do Planalto como se fossem da equipe do governo. Dezenas de jornalistas e marqueteiros. Um rede paga de blogueiros sujos. Nem precisava tanto. Do lado de cá, restaram apenas alguns blogs, poucos colunistas e meia dúzia de parlamentares. Para que tanto aparato?Algum oposicionista teve alguma manifestação sobre a viagem da presidente à ilha-prisão? Por que senadores e deputados da oposição não pegaram um avião para Cuba e foram lá ouvir os dissidentes cubanos, demonstrando que parte do Brasil abomina a ditadura castrista? No Pinheirinho, mais de 100 petistas fizeram um levantamento das "violações" dos direitos humanos, dando sustentação a uma nota oficial. O que a oposição fez pela Cuba torturada, aprisionada, assassinada? Nem mesmo uma nota do Sérgio Guerra, o faísca atrasada, o bobão que preside o maior partido de oposição do Brasil. "Agora, já que a presidente falou em barbárie, ou seja, no estágio anterior ao convívio civilizado dos humanos, convém alertá-la de que bárbaros são os militantes que tentaram impedir a saída do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), da Sé, na festa do aniversário da cidade, e do secretário estadual da Cultura, Andrea Matarazzo, da nova sede do Museu de Arte Contemporânea (MAC), a pretexto de protestarem contra a desocupação da comunidade. Kassab administra um município a 100 quilômetros de distância do território conflagrado. Foi agredido gratuitamente, portanto, à saída da catedral, e numa praça onde se realizaram grandes encontros cívicos pela conquista da liberdade de pensar, agir e empreender. Matarazzo é titular de uma pasta responsável por teatros, museus, oficinas e salas de espetáculos e tem tanto que ver com o episódio de São José dos Campos quanto o bei de Túnis ou o califa de Bagdá. O desforço físico é a tentativa, essa, sim, bárbara de compensar a influência que a população nega nas urnas aos grupelhos de esquerda que plantam barracos em áreas proibidas para colherem sangue e cadáveres em ano de eleições. O saber do mestre e a imensa popularidade da presidente não conseguirão atenuar a barbárie de quem, não tendo votos, recorre a paus, pedras e ovos para tentar impor seus argumentos".

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

NOTÍCIAS DE NOSSA FESTA

PATRICIA E EDUARDO

     Dirceu Ayres

 patcayres@gmail.com Queridos amigos e parceiros, não sei como agradecer a toda a energia e bons fluidos que nos enviaram para a concretização desta festa. Sentia que todos torciam para que tudo saisse ótimo e seria uma noite muito feliz. Facilmente alguns amigos se desprenderam de tantos compromissos complicados do dia-a-dia e nos atenderam vindo estar juntinho conosco nesta ousadia. Sabemos o quanto é difícil reunir muita gente para fazer qualquer coisa, ainda mais quando implica, para muitos, se deslocar para longe dos compromissos, mas acho que quem veio não se arrependeu. Foram dias de muita alegria, antes e no "the day after". Um churrascão nos esperava na Barra e fomos direto para lá quando deixamos o frevo que nos envolveu até às seis horas da manhã do domingo. Curti muito esse encontro. Obrigada a todos que se esforçaram para estar de corpo e alma aquí conosco, aos que estiveram de longe torcendo por nossa felicidade, aos que se solidarizaram com a causa do frei José, aos que me mandaram cotas de viagem que serviram para trazer alguns queridos amigos que estavam longe e ainda vão sinalizar para novos encontros nossos com vcs! Obrigada aos que nos trouxeram lembranças lindas! Obrigada a meus parentes e aos de Edu que compareceram em massa, isto foi maravilhoso! Nunca esqueceremos. Tenham certeza que fiquei mais feliz em vê-los todos juntos e alegres na festa do que ficarei no dia de minha despedida da terra quando não vou mais poder pular um frevinho abaçada com vcs. Obrigada a meus queridos alunos que compareceram em nome de todos os outros que eu gostaria que estivessem lá conosco (infelizmente a casa não comportava). Obrigada a competência dos profissionais que estiveram envolvidos na organização da festa, só recebemos elogios em todos os requisitos (A equipe da Ideale Eventos, ao Studio de dança Jayson França, a Eva Amaral, a Isabel Pinheiro, a equipe de Jean Charles, a Eliana Tropicalina com seus rocamboles, a Banda Social Dance, ao Nando Quintela com seus equipamentos, ao Rafael Ayres pelo vídeo, ao pessoal de apoio da Unique casa de eventos, a Banda de frevo da Associação de músicos de Marechal Deodoro, a Bagatelle pelos móveis, enfim, a todos que trabalharam para o êxito do evento). VALEU GENTE! VALEU POR TODOS OS ANOS EM QUE EU NÃO TIVE UMA FESTA DE ANIVERSÁRIO PARA ME COMEMORAR! VALEU PELA MAESTRIA DOS PROFISSIONAIS QUE SOUBERAM DAR O MELHOR DE SÍ PARA ELABORAR UM ENCONTRO MUITO AGRADÁVEL PARA TODOS QUE ESTIVESSEM AÍ. VALEU PELA ÓTIMA ENERGIA QUE VCS EMANARAM NAQUELE LUGAR A NOITE TODA! COMO ESTIVE FELIZ! COMO FOI BOM! OBRIGADA POR ESSA! Fiquem com o endereço do blog da festa com o clip de nossa dança!Quem tirou fotos ou filmou, vá nos mandando para adicionarmos ao blog. Também podem curtir as fotos maravilhosas do Jean Charles http://eduepatbodasdeperolas.blogspot.com/ ATENÇÃO: Essas escrevinhações foram surrupiadas do blog da autora. patcayres@gmail.com

Dilma dá mais dinheiro para Cuba importar vodca e chocolate do Brasil. Ajuda já passa de U$ 1,3 bilhão para ilha-prisão.


                     
     Dirceu Ayres


Ontem, este Blog informou que o dinheiro que o Brasil dá para Cuba comprar do Brasil serviu para importar vodca e chocolate em 2011. Foram mais de U$ 1,3 bilhão para um grupelho de comunistas assassinos lambuzarem os beiços e tomarem pileques por conta do contribuinte brasileiro. Mas não pára aí. Dilma está levando mais um caminhão de dinheiro para os inimigos do "império". Veja matéria abaixo do Estadão. A presidente Dilma Rousseff chegaria ontem à noite em Havana para sua primeira visita oficial a Cuba. A julgar pelos sinais enviados por Brasília, o governo cubano tem mais razões para ser otimista do que a dissidência. Dilma leva à ilha mais uma linha de crédito, dessa vez de US$ 523 milhões. Com isso, o financiamento brasileiro à ilha chega a US$ 1,37 bilhão. Com a visita da presidente brasileira, o regime cubano - que investe em algumas mudanças econômicas para tentar tirar a ilha da inércia financeira - espera do Brasil mais investimentos pesados em obras de infraestrutura. Por seu lado, os dissidentes, apesar de todos os sinais contrários vindos de Brasília, ainda acreditavam ontem que o governo brasileiro não manteria a tradicional indiferença às violações dos direitos humanos no país. O Itamaraty não esconde que o propósito da visita de Dilma é econômico e comercial. O Ministério das Relações Exteriores tem reiterado que o Brasil não tem intenção de tratar publicamente de temas espinhosos, como a repressão cubana. A avaliação do Brasil, de acordo com o chanceler Antonio Patriota, é a de que "a situação dos direitos humanos em Cuba não é emergencial". Incluir na agenda presidencial encontros com opositores do regime, mesmo que para tratar de direitos humanos - na teoria, um tema caro à presidente - não cairia muito bem. O que interessa ao governo brasileiro é incentivar o regime cubano a seguir adiante com as mudanças econômicas. A avaliação da diplomacia brasileira é a de que ajudar Cuba a avançar economicamente é a melhor colaboração que se pode dar ao país. Por isso, o País vai financiar do término do Porto de Mariel, uma obra de US$ 683 milhões, até a compra de alimentos e máquinas. O comércio entre os dois países cresceu 31% de 2010 para 2011, chegando a US$ 642 milhões. No entanto, essa é quase uma via de mão única: apenas US$ 92 milhões são de exportações cubanas, especialmente medicamentos. Há pouco para Cuba vender e muito para comprar. Chegam do Brasil equipamentos agrícolas, sapatos, produtos de beleza, café, em alguns momentos, até açúcar. Hoje extremamente dependente da Venezuela, que garante praticamente todo o petróleo usado na ilha a preço de custo, os cubanos repetem uma situação que já viveram nos anos 70 e 80 com a União Soviética, antes de Moscou falir e abandonar Cuba à própria sorte. "A Venezuela é nossa nova URSS. O equilíbrio cubano hoje se chama Hugo Chávez", avalia o economista Oscar Espinosa Chepe. "Há muito potencial, especialmente na agricultura, mas é preciso investimento. É preciso buscar investimentos estrangeiros reais, buscar um país mais sério." Pelo menos três diferentes grupos de dissidentes pediram audiência a Dilma ou a alguém de sua comitiva, mas não receberam resposta. "O que podemos esperar é que a presidente fale das pessoas, do povo cubano. Ela pode falar muito perto de Raúl e Fidel Castro, nós não podemos. Gostaria que essa visita marcasse o antes e o depois", disse a blogueira e colunista do Estado Yoani Sánchez. Outros têm expectativa mais modesta: imaginam que pelo menos a presidente não dará declarações como a do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que comparou o dissidente Orlando Zapata, morto durante sua visita ao país, em 2010, a presos comuns "de São Paulo ou do Rio". "Sabemos que Dilma não fará o mesmo, mas também não temos esperança de que falará por nós", afirmou José Daniel Ferrer García, da União Patriótica Cubana, grupo ao qual pertencia Wilman Villar Mendoza, dissidente que morreu dia 19, depois de uma greve de fome de 48 dias em uma prisão cubana. A viúva de Villar, Maritza, chegou ontem a Havana, vinda de Santiago, para denunciar a morte do marido.

O começo do capitalismo


      Dirceu Ayres


Reunidos no Fórum Econômico Mundial, financistas, políticos e intelectuais exalam pessimismo. Discutem o suposto fracasso das economias liberais e suas economias de mercado. A nova ordem global seria na verdade uma desordem. A celebração anual da era dos excessos em Davos tornou-se agora um Muro das Lamentações. Pela indigência das análises apresentadas, os ocidentais se limitam a concluir, aturdidos, evocando a Lei de Murphy original: "Se uma coisa (o 'capitalismo') tem chance de dar errado, vai dar errado." Ora, as democracias e o capitalismo são instituições extraordinariamente flexíveis, que foram bombardeadas por choques colossais nas últimas duas décadas. O mergulho de 3,5 bilhões de eurasianos, deserdados pelo colapso do socialismo, nos mercados de trabalho globais. Uma revolução tecnológica agudizou as pressões da competição global. E os governos ocidentais recorreram a velhos truques para manter artificialmente o crescimento ante os novos desafios. Os financistas anglo-saxões sabem de seus abusos, estimulados por bancos centrais que promoveram excessos com dinheiro barato e regulamentação frouxa. A obsoleta social-democracia europeia sabe também de seus excessos, sob o pretexto de promover o bem-estar social. Quando celebravam seu sucesso em Davos, exibiam suas pretensas virtudes e sabedoria. Mas, agora expostas a farra do crédito e a irresponsabilidade fiscal, financistas e políticos dissimulam hipocritamente sua contribuição à crise contemporânea. A culpa é do "capitalismo". E o que dizer dos bem pagos intelectuais, que sempre enfeitaram com seu brilho as celebrações dessa época de excessos — designada pelos pobres economistas, para sua eterna vergonha, como "Era da Grande Moderação"? Ora, dizem todos agora que é o fim do "capitalismo". Por ressentimento com os privilégios dos financistas? Em busca de atenção e influência? Ou pelo simples cacoete ideológico de renovação das profecias do fim do "capitalismo"? Não é só Bill Gates que diz, com uma perspectiva histórica, que o "mundo está muito melhor hoje", em entrevista a Deborah Berlinck publicada ontem no GLOBO. Os bilhões de eurasianos que saem da miséria pelo mergulho nos mercados globais em busca de inclusão social também acham isso. Pergunte particularmente aos chineses o que acham de sua inserção na ordem "capitalista". Afinal, para eles, é apenas o começo do "capitalismo". (Paulo Guedes, em O GLOBO) BLOG DO MARIO FORTES