segunda-feira, 12 de março de 2012

Peraê!!!! Se o cara tem relevantes serviços porque perdeu a pasta?

                     
     Dirceu Ayres

Prestem atenção, ele é o da direita na foto ao lado.  E lá vai mais um Sinistro do des-governo das Ratazanas Vermelhas. Desta vez o defenestrado a pontapés na bunda foi o Sinistro do Desenvolvimento Agrário Afonso Florence. Prestem atenção, ele é o da direita na foto ao lado. Durante a cerimônia de "des"posse a presidANTA Dilmarionete agradeceu ao Sinistro "pelos grandes e relevantes serviços prestados pela sua pasta na inclusão social no campo". Mas se o Sinistro estava fazendo um bom trabalho diante da pasta segundo a "gerentona" porque é que ela demitiu o PTralha com a alegação de que ele tinha um desempenho insatisfatório no ministério? Ou o cara fazia um relevante serviço, ou ele era mais uma anta PTralha que estava empilhado em um dos inúmeros, caros, e incomPTentes ministérios que entopem a esplanada em Brasília. Na verdade nem a presidANTA sabe o porque, mas uma coisa sabemos; em matéria de reforma agraria o DESgoverno das Ratazanas Vermelhas está deixando os bocós do MST de enxadas nas mãos. O número de assentamentos nestes últimos 9 anos é ridículo para um partido que pregou a reforma agrária como justiça social e usa o MST como braço armado no campo. Na verdade, nem o DESgoverno ou o MST querem reforma agrária de verdade, eles querem é manter essa massa de ignorantes nas mãos para poderem usar como manobra em caso de uma eventual perda de poder pela PTralhada. A reforma agrária no Brasil é uma mentira político ideológica com o único objetivo de manter parte da população na merda social e nas mãos dos bandidos da estrela vermelha. E com a queda desse sinistro o número de "caídos" por conta da herança maldita do Sebento vai a se não me engano a DEZ em menos de um ano e meio de "governo". O penúltimo foi o da pesca que deixou o cargo para colocarem o sobrinho do Pedir Maiscedo, da IURD. Um tal bispo Crivella, sua nomeação é estritamente política para as eleições de 2012 em SP. Crivella sai em em busca do apoio dos otários comandados que compram terrenos no céu EM NOME DE JESUS!!! E no mais, ainda cairão outros ministros neste DESgoverno até o final do ano. Principalmente se as Ratazanas Vermelhas não levarem a prefeitura de SP. E cá entre nós, esse ministro do desenvolvimento agrário que caiu era mais um ilustre desconhecido pela grande mídia. Eu raramente vi o nome dele nos grandes jornais. E pelo visto o troca troca nas pastas é uma ação entre amigos que faz com que o que está no cargo enriqueça em alguns meses, e quando a burra já está cheia, colocam outro para meter as mãos...Se não for isso, ao menos é o que parece. E PHODA-SE!!!! (MASCATE)

O tsunami de Dilma

                            

        Dirceu Ayres

Durante uma cerimônia, a presidente Dilma criticou o “tsunami monetário” provocado pela liberação de recursos promovida pelo Banco Central Europeu que, em sua busca por solucionar a crise financeira da Europa, despejou no mercado mundial praticamente US$ 5 trilhões, com a consequente desvalorização da moeda norte-americana, o que estaria prejudicando outros países, principalmente aqueles em crescimento, os emergentes, como o Brasil. A presidente Dilma tem razão, isso realmente prejudica as exportações brasileiras e, consequentemente, nossa balança comercial, mas essa foi solução que os europeus encontraram para resolver o problema deles, como todos deveriam fazer. Antes de criticar a sujeira da casa vizinha que atrai insetos e mau cheiro, precisamos cuidar da limpeza da nossa. Dilma não disse que seu partido, o PT, há dez anos governando o país, para conseguir maior apoio político e acomodar em empregos públicos os companheiros petistas, inflou a estrutura administrativa do país de tal forma que hoje gasta mais com a manutenção da máquina pública do que dispõe para investimentos necessários no país, o que destrói qualquer possibilidade de crescimento. Com essa política irresponsável os governos do PT, além de nada investirem em infraestrutura, literalmente permitiram a deterioração de tudo o que já tínhamos construído, principalmente nos anos de governos militares, como as hidrelétricas, rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e redes de distribuição de energia que hoje estão em péssimas condições ou já praticamente destruídas. Sem recursos, seu governo reduz as verbas orçamentárias aprovadas para a segurança, saúde e educação, mas buscando agradar os companheiros ideológicos empresta dinheiro para Cuba, dos irmãos Castro, aceita rever um contrato vigente com o Paraguai, triplicando o valor pago pela energia produzida por Itaipu, que o Brasil construiu sozinho e aceita passivamente o aumento do custo e do volume obrigatório de consumo do gás Boliviano, extraído naquele país por poços que foram por eles expropriados da Petrobrás. Sem a infraestrutura necessária para fabricar e escoar sua produção, muitas indústrias, como as automotivas, não se instalam aqui, mas em outros países, lá gerando empregos e riquezas. Para “incentivar” sua instalação no Brasil e proteger as já instaladas em nosso território, seu governo optou por um aumento na taxa para a importação de veículos. Com isso, certamente não estamos protegendo as nossas indústrias, mas impedindo que se tornem cada vez mais competitivas e fazendo com que, em pouco tempo estejamos novamente como dizia Collor, “fabricando carroças”, ou nem isso, e utilizando somente veículos produzidos há décadas como ocorre em Cuba. Nos governos do PT os bancos lucram bilhões em um único trimestre, especulando com as elevadas taxas de juros vigentes no país e pagas pelo próprio governo na rolagem de suas dívidas, enquanto o setor produtivo, que gera empregos e riquezas, não recebe estímulos e financiamentos suficientes para investir no aumento e em novas tecnologias de produção. O PT está, com suas políticas ideológicas radicais e ultrapassadas, como a de não privatizações, impedindo um progresso maior do país e atrasando, em décadas, nosso desenvolvimento. As atitudes adotadas por outros países para defender sua economia são direitos soberanos seus, e não deveriam ser criticadas por quem não faz a própria lição de casa. Para criticar seria necessário dar o exemplo de como se faz, profissional, ética e moralmente, mas os governos do PT estão longe de serem exemplos em qualquer dessas áreas. * Joao Bosco Leal BLOG DO MARIO FORTES

Polícia do Rio investiga pastor-celebridade por denúncias de estupro, tortura e ameaça de morte

                    

       Dirceu Ayres

Com bom trânsito entre políticos e artistas, pastor Marcos é investigado por estupro, tortura e ameaça de morte, como mostra reportagem de VEJA. Na última década, o pastor carioca Marcos Pereira, 55 anos, conquistou respeito em rodas que mesclam políticos, desembargadores, artistas e uma vasta turma egressa de ONGs. Entre os que já o viram em cima de um púlpito gesticulando com um de seus Rolex em punho e desejando “rajadas de glória” à plateia, estão o senador Alvaro Dias (PSDB-PR), a produtora Marlene Mattos e o ex-pagodeiro Waguinho, que, mesmo sem se eleger, alcançou 1,3 milhão de votos na última disputa para o Senado tendo o pastor Marcos como cabo eleitoral. Alçado à condição de religioso-celebridade, Marcos extrapolou, e muito, as fronteiras de sua igreja, a pentecostal Assembleia de Deus dos Últimos Dias, com sede no Rio e filiais no Paraná e no Maranhão. Desde 2004 — depois de pôr fim a uma sangrenta rebelião em um presídio do Rio, a pedido do então secretário de Segurança, Anthony Garotinho —, ele passou a ser visto como o mais habilidoso apaziguador de conflitos liderados pela bandidagem, com um currículo que, segundo o próprio, inclui o resgate de centenas do tráfico. Tem feito esse trabalho no Brasil inteiro e já foi várias vezes aos Estados Unidos, onde quer erguer um templo, para falar da experiência. Pois por trás dessa fachada, ao que tudo indica, se esconde um enredo de atrocidades que não deixa pedra sobre pedra da imagem de bom religioso do pastor. Em um recém-instaurado inquérito, cujo número é 902-00048/2012 e que está em poder da Delegacia de Combate às Drogas do Rio, ele é acusado de encenações de cura pela fé, estupro, tortura de crianças e relações criminosas com os marginais aos quais esbravejava promessas de “salvação do demônio”. VEJA teve acesso a trechos da investigação, um conjunto de relatos de gente que diz ter sido vítima ou testemunha da perversidade do pastor. Um de seus homens de confiança durante mais de seis anos, longe da igreja há dois, traz à luz uma história escabrosa, que dá a dimensão de como o pastor se enfronhou no mundo do crime. Essa testemunha sustenta, por exemplo, que Marcos ficou claramente do lado dos bandidos que engendraram a mais sangrenta onda de terror no Rio, em 2006. Depois dos ataques, reuniu seu séquito mais íntimo em uma churrascaria. “Ele queria que os bandidos tivessem até explodido a Ponte Rio-Niterói. O objetivo era aparecer depois como o intermediário salvador”, conta o ex-fiel. A trama piora na voz de outra testemunha, que situa o pastor como braço operacional da selvageria. “Marcos foi ao presídio de bangu 1 e saiu de lá com um recado dos chefões do tráfico para que suas quadrilhas dessem sequência à carnificina”, rememora. Como sabe disso? “O pastor me encarregou de repassar a ordem nas favelas. E foi o que eu fiz.” A polícia já colheu uma dezena de depoimentos, e muitas das histórias se repetem nos mínimos detalhes. A investigação começou há duas semanas, depois que o coordenador da ONG Afro- Reggae, José Junior, 43 anos, veio a público denunciar que o pastor tinha um plano para matá-lo. A informação vinha de integrantes da própria igreja. “Trata-se de um psicopata”, dispara Junior, que hoje tem a seu lado na ONG um antigo braço direito de Marcos, o pastor Rogério Ribeiro de Menezes, 39 anos. Afastado do templo de Marcos desde 2008, ele fala pela primeira vez sobre os dezessete anos que viveu sob suas asas. Tomou a decisão depois de ter sido ameaçado de morte três vezes — na última, os traficantes de uma favela esfregaram um fuzil contra seu rosto e pronunciaram o nome Marcos. Seu depoimento ajuda a elucidar o que tanto unia o pastor aos traficantes que ele dizia “curar”, e certamente não era a fé. Não raro, Marcos lhe pedia que escondesse mochilas cheias de dinheiro em sua casa. Contou duas vezes a coleção de notas. “Numa delas, havia 200 000 reais. Na outra, 400 000 reais”, lembra Rogério. Detalhe: traziam resquícios de cocaína e crack. Segundo Rogério, o pastor cobrava até 20 000 reais para pregar nas favelas, o que os traficantes pagavam de bom grado, já que assim mantinham sua base assistencialista. Três deles chegaram a ser presos em propriedades da igreja do pastor, no Rio e no Paraná, mas a polícia nunca comprovou que estavam ali com a conivência do religioso. Todos pagaram uma taxa equivalente a 10% de tudo o que haviam acumulado no crime. Em seu templo, o fundador é tão reverenciado quanto temido. Até hoje, manteve todos em silêncio à base de benesses e ameaças. Duas mulheres contam como a igreja se tornou um show de horrores no qual lhes cabia o papel de vítimas do pastor. Ambas dizem que foram violentadas sexualmente por ele diversas vezes. À polícia, uma das moças afirma ainda que Marcos obrigava as fiéis de sua preferência a manter relações sexuais com outros homens, em orgias das quais também participava. “Depois, mandava a gente confessar tudo com outro pastor, sem revelar nomes, é claro”, ela conta. Constam ainda do inquérito denúncias de crueldades contra crianças que o pastor mantinha sob sua guarda, em geral abandonadas pelos pais. Uma delas, de 7 anos, teria pago caro por testemunhar, casualmente, as peripécias sexuais do religioso. Ao se dar conta, o pastor agarrou-a pelos cabelos e lançou-lhe a cabeça no vaso sanitário, segundo um dos relatos à polícia. Ex-garçom, o pastor Marcos é casado e tem dois filhos que já seguem seus passos no mundo da fé. Convertido em 1989, fundou sua igreja dois anos depois e constituiu ali um reinado de trevas. Proíbe refrigerante, rádio, televisão (apesar de ter um telão em seu gabinete) e remédios, já que a igreja se encarrega da cura (aos que pagarem uma taxa extra via boleto bancário, distribuído durante a pregação). Os cultos, que juntam até 15 000 pessoas, são barulhentos e teatrais — literalmente, segundo narra um ex-assessor do pastor, que ajudava a armar o show: “Ele dava dinheiro a viciados para comprarem droga, filmava a turma em degradação e depois levava para a igreja, como se os estivesse salvando”. Na última segunda- feira, um rapaz adentrou a Assembleia de Deus dos Últimos Dias de muletas, que usava desde um acidente que lhe machucara o fêmur. Depois das orações do pastor Marcos, caminhou em frente aos fiéis dizendo-se curado. Findo o culto, subiu na mesma moto que havia conduzido na viagem de ida à igreja e foi embora. BLOG DO MARIO FORTES

sábado, 10 de março de 2012

Comissão do novo Código Penal amplia regras para aborto legal e eutanásia

                          

    Dirceu Ayres

Gestante poderá interromper gravidez até a 12ª semana, caso médico ou psicólogo avalie A comissão de juristas nomeada pelo Senado que elabora o anteprojeto de lei de um novo Código Penal aprovou nesta sexta-feira um texto que propõe o aumento das possibilidades para que uma mulher possa realizar abortos sem que a prática seja considerada crime. O anteprojeto também contempla modificações que atingem outros crimes contra a vida e a honra, como eutanásia, estupro presumido e infrações graves de trânsito. Protesto contra a descriminalização do aborto em 2007 A principal inovação na legislação sobre aborto é que uma gestante poderá interromper a gravidez até 12 semanas de gestação, caso um médico ou psicólogo avalie que ela não tem condições "para arcar com a maternidade". A intenção é a de que, para autorizar o aborto, seja necessário um laudo médico ou uma avaliação psicológica dentro de normas que serão regulamentadas pelo Conselho Federal de Medicina. "A ideia não é permitir que o aborto seja feito por qualquer razão arbitrária ou egoística", afirmou Juliana Belloque, defensora pública do Estado de São Paulo e integrante da comissão. No entanto, abre tantas possibilidades que deve virar uma batalha política no Congresso. A comissão está preocupada em dar guarida a mulheres em situações extremas, como adolescentes e mulheres pobres com vários filhos. "A ideia não é vulgarizar a prática, é disseminá-la de maneira não criteriosa", disse Juliana, para quem o aborto é uma questão de saúde pública - 1 milhão mulheres realizam a prática clandestinamente por ano no País. O anteprojeto também garante às mulheres que possam interromper uma gestação até os dois meses de um anencéfalo ou de um feto que tenha graves e incuráveis anomalias para viver. A aprovação da matéria foi até tranquila, uma vez que apenas um pequeno grupo de entidades religiosas estava presente à sessão. O grupo, com cartazes contrários ao aborto, chamaram os juristas de "assassinos" tão logo foram aprovadas as mudanças. Mas em seguida se retiraram da comissão. Revisão. O texto final deverá ser entregue ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), em maio, após uma revisão dos tipos penais já alterados e também a inclusão de novas condutas criminalizadas, como o terrorismo. "Não é um texto criminalizador", afirmou o procurador regional da República Luiz Carlos Gonçalves, relator da matéria. Caberá a Sarney decidir o que fazer com as sugestões dos juristas. Ele poderá enviar um projeto único para ser discutido nas comissões do Senado. "Estamos diante de uma cultura que quer legalizar o aborto a qualquer custo", afirma Dóris Hipólito, da Associação Nacional Mulheres para a Vida. Ela afirma que aprovar o aborto quando há recomendação médica ou psicológica equivale a aprová-lo em qualquer situação. "É fácil encontrar profissionais que recomendam o aborto mesmo sem qualquer justificativa." Dóris recorda a história de uma gestante que tinha sopro no coração e recebeu recomendação para interromper a gestação. "As avaliações sobre a condição psicológica são ainda mais subjetivas", afirma Dóris. "Atendemos dezenas de gestantes em situação vulnerável. Falo por experiência: abortar não soluciona nenhum problema. Só torna o drama ainda pior. Vi jovens que, ao receberem o apoio adequado, reconstruíram suas vidas quando se tornaram mães. O Estado deveria oferecer esse apoio." O obstetra Thomaz Gollop considera as propostas um grande avanço. Ele participou, como médico, da audiência pública para discutir as alterações nos artigos. "O abortamento inseguro é a quarta causa de morte materna no País", afirma Gollop. Perdão. O anteprojeto traz outras importantes modificações para os crimes contra a vida e a honra. Entre elas, a eutanásia - prática que atualmente é enquadrada como homicídio comum, com penas que poderiam chegar a 20 anos de prisão - ganharia um tipo penal próprio. Teria como pena máxima 4 anos de detenção. Sua realização, entretanto, poderia ser perdoada caso fique comprovado por dois médicos que o paciente, acometido de doença grave e com quadro irreversível, esteja sendo mantido vivo artificialmente. Os juristas também sugeriram alterações para reduzir a idade mínima do crime de estupro presumido. A idade cairá de 14 anos para 12 anos, atendendo ao previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A comissão ainda decidiu que não será mais crime ser dono de casa de prostituição. Para dar conta dos crimes de trânsito, os integrantes da comissão sugeriram criar a figura da culpa gravíssima no Código Penal. Por ela, quem for pego dirigindo embriagado ou participando de racha em via pública poderá ser preso por até 8 anos. Nesse ponto, a comissão estuda avançar ainda mais. Estudam, por exemplo, dar fé pública para um guarda de trânsito para atestar a embriaguez de um condutor. Caberia nesse caso ao motorista atestar que está sóbrio fazendo o teste do bafômetro. Outra mudança sugerida pelo anteprojeto foi aumentar as penas para crimes como calúnia, injúria e difamação. "Hoje, em termos de comissão, talvez nós tenhamos aprovado as matérias penais mais polêmicas para a sociedade", afirmou o presidente da comissão, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Gilson Dipp. Ricardo Brito - O Estado de S.Paulo

Mais importante deserção de generais sírios antecede visita de Annan a Assad


                                           

      Dirceu Ayres

Quatro militares de alto escalão cruzaram a fronteira da Síria com a Turquia, somando-se a outros três ANTAKYA, TURQUIA - Enquanto a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Liga Árabe se preparavam para enviar neste sábado, 10, a Damasco o ex-secretário das Nações Unidas Kofi Annan - em mais uma tentativa de uma saída política para o conflito -, quatro generais do Exército sírio cruzaram a fronteira entre a Síria e a Turquia na madrugada de ontem, elevando para sete o número de generais desertores. Casa Branca acredita que fuga de militares significa que o fim do regime está próximo Eles entraram pelo campo de refugiados de Bohsin e depois foram encaminhados para o acampamento do Exército Livre da Síria (ELS), em Apaydin, a poucos quilômetros dali. A deserção dos oficiais - a de três deles foi anunciada ainda na quinta-feira - foi a mais importante desde o início do conflito na Síria, há um ano. Um ativista da oposição que serviu por quatro anos no Exército sírio disse que viu os generais em Bohsin, às 2h30 da madrugada, acrescentando que eles chegaram à paisana, mas depois vestiram suas fardas, confirmando sua patente. Seus nomes não foram revelados, para proteger suas famílias na Síria. De acordo com os rebeldes, as autoridades sírias prenderam parentes do general Faez Amro depois que ele desertou, no mês passado. Há informações de execuções de parentes de militares desertores. Agora há seis generais no campo de Apaydin, que abriga mais de mil militares desertores. O sétimo general rebelde, identificado como Adnan Farzat, está em Homs, no centro-oeste da Síria, comandando batalhões no combate contra as forças leais ao presidente Bashar Assad, segundo fontes da oposição. Os quatro generais pertencem a um grupo de dez oficiais de alta patente que desertaram nos últimos dias, provenientes de várias cidades da Síria, incluindo Damasco, Homs e Latakia, informou a agência estatal turca de notícias Anatólia. Ativistas da oposição com base no campo de Bohsin, principal ponto de chegada dos que cruzam a fronteira, disseram ao Estado que 60 oficiais desertores sírios chegaram à Turquia na semana passada. Isso, apesar da forte presença das forças leais ao regime no flanco norte, na tentativa de evitar o trânsito na fronteira. Em Washington, Josh Earnest, porta-voz da Casa Branca, definiu as deserções como "um passo importante", que confirma a percepção do governo americano de que o presidente Bashar Assad cairá. Os generais vieram acompanhados de 14 civis, pertencentes a 3 famílias, aparentemente não vinculadas a eles. As famílias foram acomodadas provisoriamente no campo de Bohsin, que já abriga 2 mil pessoas e não pode receber mais refugiados. No total, há mais de 11 mil refugiados sírios na Turquia, distribuídos por 6 campos. Ao menos 54 pessoas foram mortas ontem na repressão contra os oposicionistas e nos confrontos entre Exército e rebeldes em várias cidades do país, segundo grupos de ativistas locais que monitoram as baixas. Desses, 24 morreram em ataques do Exército na Província de Idlib, na fronteira noroeste com a Turquia. Outros 17 foram mortos em Homs, no centro-oeste do país. Tanques e morteiros dispararam contra redutos rebeldes em Homs, segundo os ativistas ouvidos pelas agências internacionais. Oposição irritada: A missão liderada por Annan tentará explorar possibilidades de uma saída política para o conflito e assegurar o acesso das agências humanitárias aos feridos e aos moradores que sofrem com a falta de alimentos, medicamentos e eletricidade. Declarações dadas por Annan na quinta-feira em favor de negociações com Assad enfureceram os oposicionistas, que não veem mais essa possibilidade. Vídeos publicados no YouTube mostraram manifestantes no bairro de Assali, em Damasco, queimando cartazes com a foto de Hafez Assad, pai do atual presidente, morto em 2000, e gritando: "Deus amaldiçoe sua alma, Hafez". Milhares de curdos saíram às ruas ontem em cidades do nordeste da Síria para lembrar o aniversário dos distúrbios ocorridos em 2004, que deixaram 30 mortos. Gravações também no YouTube mostraram manifestantes carregando cartazes que diziam "Salvem o povo sírio". Os distúrbios eclodiram no dia 12 de março de 2004 em um estádio de futebol na cidade de Qamishli, de maioria curda, no nordeste da Síria, durante uma partida entre um time da casa e uma equipe árabe da cidade de Deir al-Zor. Os curdos acusaram a polícia de abrir fogo contra sua torcida, dando início aos protestos, que duraram vários dias e foram violentamente reprimidos. Lourival Sant’Anna, enviado especial. Estadão.

Resultado do Desmonte Criminoso das Forças Armadas Brasiiras

              

          Dirceu Ayres

O país com o qual sonhamos precisará cada vez mais de Forças Armadas equipadas e qualificadas para o cumprimento de suas atribuições. Um país que pretende ter dimensão internacional tem que ter nas Forças Armadas um exemplo da sua capacidade e da sua competência. (Dilma Rousseff) Na madrugada do dia 22 de fevereiro, ocorreu um incêndio no porta-aviões São Paulo da Marinha do Brasil, que estava ancorado na Ilha das Cobras, Baía Guanabara, matando um militar e deixando outro gravemente ferido. Três dias depois, foi a vez da Estação Antártica Comandante Ferraz, onde outro incêndio vitimou dois militares e destruiu mais de 70% das instalações. Estes “acidentes” eram mais do que previstos em decorrência do sucateamento criminoso que as Forças Armadas (FFAA) vêm sofrendo nas últimas décadas. Nossos Chefes militares tem alertado sistematicamente, sobre a necessidade de investimentos que nos permitam, definitivamente, assumir posição de destaque no cenário internacional e evitar tristes eventos como os que recentemente presenciamos. O Almirante Antonio Sepúlveda, em fevereiro de 2006, já relatava a situação de penúria a que estava entregue o nosso Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR), mas, como sempre, nada foi feito. Somente agora após as trágicas mortes de dois militares é que o governo acorda de sua letárgica posição e acena com investimentos. - Tudo pela Pátria Fonte: Antonio Sepulveda (*), site Alerta Total, 17.02.2006 Parcela consciente da opinião pública aguarda, apreensiva, o desenrolar da melancólica situação do nosso Programa Antártico. O PROANTAR começa a fazer água, por conta do descaso e da irresponsabilidade da cúpula federal que parece ignorar que o primeiro passo para o delineamento de uma grande estratégia está na aquisição de conhecimento sensível, única fonte verdadeira de poder em qualquer cenário geopolítico. O Brasil aderiu ao Tratado da Antártida, em 1975, assim firmando os propósitos de ocupar aquele território com fins pacíficos e de cooperar com a comunidade internacional para o desenvolvimento de pesquisas no extremo sul do planeta. Uma das exigências para a participação de qualquer país como parte consultiva do tratado é a realização de substanciais atividades científicas. Para esse fim, o PROANTAR é elaborado e implementado pela Comissão Interministerial para os Recursos do Mar, em consonância com os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil. A sustentação logística dos projetos decorrentes é, com o apoio precioso da Força Aérea, provida pela Marinha que, com a costumeira abnegação do seu eterno lema, Tudo pela Pátria, vê-se obrigada a lançar mão das migalhas que recebe de um orçamento malversado pelos politiqueiros de Brasília. Pois é; poderia até ser coisa de país sério, de governo preocupado com a inserção do Brasil no cenário político-estratégico internacional no papel de ator, em vez da triste figura de coadjuvante que vem desempenhando através dos séculos. Infelizmente, a realidade atual do PROANTAR é outra. O orçamento vem decaindo sensivelmente desde 1990. Sem recursos – para isso, o governo não tem verbas – o Ary Rongel carece de reparos estruturais  indispensáveis, em termos de salvaguarda da vida humana; e que fique este alerta aqui registrado, dedo apontado para o Planalto, caso – Deus não permita - sejamos alcançados por uma tragédia no traiçoeiro Mar de Weddell ou na própria Estação. A Estação está degradada por falta de uma manutenção aceitável. Recentemente, durante uma faina de reabastecimento de combustível, três tanques desabaram de suas bases apodrecidas, o que poderia ter ocasionado um acidente ecológico grave decorrente do derramamento de óleo. Alguns sistemas vitais se encontram comprometidos: aguada, rede de esgoto, proteção contra incêndios e transferência de energia elétrica. Os módulos estão comidos pela ferrugem; equipamentos inoperantes ou funcionando naquela velha e brasileira base do jeitinho; escadas perigosamente corroídas; anteparas em péssimo estado de conservação; os forros caindo aos pedaços. Os laboratórios precisam ser reformulados, porquanto não atendem às necessidades atuais. A cozinha tem a idade da Estação e precisa ser modernizada. O auditório e a sala de refeições não comportam mais todos os integrantes da Estação no período de inverno. A frigorífica não tem capacidade para receber todos os gêneros que o navio leva, ocasionando perdas de alimentos. O incinerador tornou-se ineficaz. Os paióis não atendem ao volume de sobressalentes e de alimentos. As infiltrações são generalizadas. Equipamentos de pesquisa, como motos de neve, botes, lancha oceanográfica e quadriciclos não operam em condições seguras. Tratores e escavadeiras estão avariados. Os riscos se agravam, porque as comunicações em alta frequência, que permitem monitorar os pesquisadores que trabalham mais afastados, não são confiáveis. É preciso recuperar a Estação para o Ano Polar Internacional (2007/2008), o evento de maior relevância para a pesquisa mundial dos últimos 40 anos. O Brasil, a persistir esta inércia, poderá até mesmo perder sua posição de membro consultivo do Tratado da Antártida, privilégio de apenas 28 países, os quais decidirão sobre o futuro daquele continente. Pelo jeito, vamos, mais uma vez, perder o bonde da História. (*) Antonio Sepulveda é Almirante na Reserva. O seu alerta foi originalmente publicado no Jornal do Commercio, em 17 de fevereiro de 2006. BLOG DO MARIO FORTES

Um ano de Primavera Árabe, a primavera inacabada

                
     Dirceu Ayres


ESPECIAL: Onda de protestos se espalhou pelo Oriente Médio e norte da África, derrubou quatro ditadores em um ano e matou milhares Em dezembro de 2010 um jovem tunisiano, desempregado, ateou fogo ao próprio corpo como manifestação contra as condições de vida no país. Ele não sabia, mas o ato desesperado, que terminou com a própria morte, seria o pontapé inicial do que viria a ser chamado mais tarde de Primavera Árabe. Protestos se espalharam pela Tunísia, levando o presidente Zine el-Abdine Ben Ali a fugir para a Arábia Saudita apenas dez dias depois. Ben Ali estava no poder desde novembro de 1987. Inspirados no "sucesso" dos protestos na Tunísia, os egípcios foram às ruas. A saída do presidente Hosni Mubarak, que estava no poder havia 30 anos, demoraria um pouco mais. Enfraquecido, ele renunciou dezoito dias depois do início das manifestações populares, concentradas na praça Tahrir (ou praça da Libertação, em árabe), no Cairo, a capital do Egito. Mais tarde, Mubarak seria internado e, mesmo em uma cama hospitalar, seria levado a julgamento. A Tunísia e o Egito foram às urnas já no primeiro ano da Primavera Árabe. Nos dois países, partidos islâmicos saíram na frente. A Tunísia elegeu, em eleições muito disputadas, o Ennahda. No Egito, a Irmandade Muçulmana despontou como favorito nas apurações iniciais do pleito parlamentar. A Líbia demorou bem mais até derrubar o coronel Muamar Kadafi, o ditador que estava havia mais tempo no poder na região: 42 anos, desde 1969. O país se envolveu em uma violenta guerra civil, com rebeldes avançando lentamente sobre as cidades ainda dominadas pelo regime de Kadafi. Trípoli, a capital, caiu em agosto. Dois meses depois, o caricato ditador seria capturado e morto em um buraco de esgoto em Sirte, sua cidade natal. O último ditador a cair foi Ali Abdullah Saleh, presidente do Iêmen. Meses depois de ficar gravemente ferido em um atentado contra a mesquita do palácio presidencial em Sanaa, Saleh assinou um acordo para deixar o poder. O vice-presidente, Abd Rabbuh Mansur al-Radi, anunciou então um governo de reconciliação nacional. A saída negociada de Saleh foi também fruto de pressão popular. Na foto: uma manifestante mostra a mão com os dizeres "nós venceremos" em árabe e as bandeiras da Líbia pré-Kadafi, da Síria, do Iêmen, da Tunísia e do Egito, durante um protesto em Sanaa, capital iemenita, contra o presidente Saleh, em outubro de 2011