segunda-feira, 12 de março de 2012

Substituição no time brasileiro, sai Ricardo Teixeira, entra José Maria Marin...SOCORRRROOOO!!!!!

                       
   Dirceu Ayres


Finalmente o todo poderoso "coroné" da CBF, Ricardo Teixeira resolveu entregar a rapadura e largar a mamata. O eterno dirigente do futebol Tupiniquim entregou sua carta de demissão após algumas semanas de vai-não-vai, ele acabou "fondo". Mesmo após os "insistentes" e apavorados pedidos do EX presidente o enfermo Defuntus Sebentus para que o "coroné" ficasse à frente da confederação. É, quem tem tem medo... Sabemos que o Teixeira está sendo investigado pelo MP por conta de sua conduta "sempre correta e honesta" diante da entidade máxima da pátria de chuteiras. Volto a insistir, ele já havia sinalizado que quando pedisse demissão da CBF iria morar fora da Pocilga. Mais precisamente em terras de Tio Sam. Um local onde certamente os tentáculos de nossa eficiente justiça não o alcançarão. É muito preocupante quando um dirigente de futebol que passou mais de 20 anos a frente da CBF, logo agora que vem uma Copa do Mundo na Pocilga queira deixar o cargo. Justo agora que seria a coroação de sua megalomania? o MP tem que investigar a fundo essa demissão e só por desencargo de consciência reter o passaporte do Teixeirão, afinal depois que ele embarcar para Uzistaduzunidus vai ficar difícil colocar as mãos na sua carcaça. E quanto mais bloquear seus bens. Bem, a CBF e o futebol Tupiniquim encerram uma fase com a saída do Teixeira e entram na mesma merda com a posse do Marin. Para quem não sabe José Maria Marin é o novo presidente da CBF. Advogado, político, e dirigente de futebol em SP, foi vice governador de São Paulo quando Malóf era o dono da cadeira, acabou assumindo nos últimos anos da ditadura militar quando o titular desencompatibilizou-se para disputar uma cadeira na câmara fedemal. Marin foi noticia novamente quando em Janeiro ultimo durante a cerimônia de premiação do campeão paulista de juniores, ele sem a menor cerimônia embolsou uma das medalhas que seria entregue ao jogador Mateus do Corinthians. Foi flagrado pelas câmeras de TV e fotografado afanando pelos jornalistas. A imagem dele embolsando a medalha caiu na rede e rodou o mundo. Agora imaginem, o cara tem a capacidade de embolsar uma merda de uma medalha e vai ter nas mãos as chaves dos cofres da CBF e do COL (Comitê Organizador da Copa de 2014) Agora é que a coisa vai de vez para o brejo. Nem a pontapés as obras irão andar sem alguns "adendos" emergenciais nos contratos. E o estádio do Timão irá custar quase 300 milhões por jogo da Copa. Serão os quatro jogos mais caros do mundo? Bem, o que sei é que a Pátria de chuteiras do futebol penta campeão mundial tá phudida nas mãos dessas velhas raposas. E ainda tem otário que acredita em futebol... Tadinho. E aos desdentados torcedores ufanos patriotas verde amarelo de ocasião. os meus mais sinceros....PHODAM-SE!!!! (O MASCATE)

Crescem nossas exportações... de jegues!


      Dirceu Ayres


Confesso que quando me mandaram a notícia pela primeira vez, eu descartei como sendo uma pegadinha, na melhor das hipóteses; na pior, uma piada infame. Mas, depois de ver a mesma matéria estampada no blog de um conhecido jornalista, sério como sabem ser jornalistas respeitados, acabei acreditando que talvez seja verdade. Enfim, não é 1ro. de Abril, não haveria motivo, em princípio, para jornalista sério brincar com coisas sérias. O Brasil está exportando jumentos para a China, minha gente. Que coisa mais transcedental! E para isso, imaginem só, tem um programa inteiro, do governo (de quem mais poderia ser), chamado de Projegue, que se destina justamente a exportar os simpáticos animais para a China e onde mais houver mercado (acho que deve ter até na Groenlândia e na Islândia, pois o jegue é um animal teimoso, forte (como todo nordestino), sem esses traços neurastênicos dos cablocos do litoral (ou dos burocratas de Brasília), e que pode se adaptar a qualquer ambiente de trabalho. Mas, coitadinhos, parece que vão ser sacrificados, o que é injusto com o valoroso animal, simbolo de muita cavalgadura que anda por aí (e nem desconfia que tem um primo-irmão num programa tão importante como esse criado pelos companheiros para promover nosso valoroso animal-símbolo). Pois, mesmo arriscando-me a repetir uma piada que já pode ter sido feita por algum outro jornalista sério, aqui vai a minha. Já que vão exportar jegues para a China, por que não exportar outro tipo de jumentos também? Eu sei de muitos companheiros que simpatizam enormemente com a China, acham que ela é nossa aliada, parceira estratégica, essas coisas importantes, que sempre aparecem nos comunicados dos Brics e coisa e tal. Por que não aproveitar a próxima partida de uns tantos milhares de jegues de exportação para também acomodar alguns jumentos especiais de exportação (não são, mas acho que eles viveriam melhor lá do que aqui...). Enfim, só sugestão, não estou querendo deportar ninguém (como aliás já fizeram com dois companheiros esportistas, que nem jumentos eram...). *Paulo Roberto de Almeida, por e-mail, via Resistência Democrática. BLOG DO MARIO FORTES.

Peraê!!!! Se o cara tem relevantes serviços porque perdeu a pasta?

                     
     Dirceu Ayres

Prestem atenção, ele é o da direita na foto ao lado.  E lá vai mais um Sinistro do des-governo das Ratazanas Vermelhas. Desta vez o defenestrado a pontapés na bunda foi o Sinistro do Desenvolvimento Agrário Afonso Florence. Prestem atenção, ele é o da direita na foto ao lado. Durante a cerimônia de "des"posse a presidANTA Dilmarionete agradeceu ao Sinistro "pelos grandes e relevantes serviços prestados pela sua pasta na inclusão social no campo". Mas se o Sinistro estava fazendo um bom trabalho diante da pasta segundo a "gerentona" porque é que ela demitiu o PTralha com a alegação de que ele tinha um desempenho insatisfatório no ministério? Ou o cara fazia um relevante serviço, ou ele era mais uma anta PTralha que estava empilhado em um dos inúmeros, caros, e incomPTentes ministérios que entopem a esplanada em Brasília. Na verdade nem a presidANTA sabe o porque, mas uma coisa sabemos; em matéria de reforma agraria o DESgoverno das Ratazanas Vermelhas está deixando os bocós do MST de enxadas nas mãos. O número de assentamentos nestes últimos 9 anos é ridículo para um partido que pregou a reforma agrária como justiça social e usa o MST como braço armado no campo. Na verdade, nem o DESgoverno ou o MST querem reforma agrária de verdade, eles querem é manter essa massa de ignorantes nas mãos para poderem usar como manobra em caso de uma eventual perda de poder pela PTralhada. A reforma agrária no Brasil é uma mentira político ideológica com o único objetivo de manter parte da população na merda social e nas mãos dos bandidos da estrela vermelha. E com a queda desse sinistro o número de "caídos" por conta da herança maldita do Sebento vai a se não me engano a DEZ em menos de um ano e meio de "governo". O penúltimo foi o da pesca que deixou o cargo para colocarem o sobrinho do Pedir Maiscedo, da IURD. Um tal bispo Crivella, sua nomeação é estritamente política para as eleições de 2012 em SP. Crivella sai em em busca do apoio dos otários comandados que compram terrenos no céu EM NOME DE JESUS!!! E no mais, ainda cairão outros ministros neste DESgoverno até o final do ano. Principalmente se as Ratazanas Vermelhas não levarem a prefeitura de SP. E cá entre nós, esse ministro do desenvolvimento agrário que caiu era mais um ilustre desconhecido pela grande mídia. Eu raramente vi o nome dele nos grandes jornais. E pelo visto o troca troca nas pastas é uma ação entre amigos que faz com que o que está no cargo enriqueça em alguns meses, e quando a burra já está cheia, colocam outro para meter as mãos...Se não for isso, ao menos é o que parece. E PHODA-SE!!!! (MASCATE)

O tsunami de Dilma

                            

        Dirceu Ayres

Durante uma cerimônia, a presidente Dilma criticou o “tsunami monetário” provocado pela liberação de recursos promovida pelo Banco Central Europeu que, em sua busca por solucionar a crise financeira da Europa, despejou no mercado mundial praticamente US$ 5 trilhões, com a consequente desvalorização da moeda norte-americana, o que estaria prejudicando outros países, principalmente aqueles em crescimento, os emergentes, como o Brasil. A presidente Dilma tem razão, isso realmente prejudica as exportações brasileiras e, consequentemente, nossa balança comercial, mas essa foi solução que os europeus encontraram para resolver o problema deles, como todos deveriam fazer. Antes de criticar a sujeira da casa vizinha que atrai insetos e mau cheiro, precisamos cuidar da limpeza da nossa. Dilma não disse que seu partido, o PT, há dez anos governando o país, para conseguir maior apoio político e acomodar em empregos públicos os companheiros petistas, inflou a estrutura administrativa do país de tal forma que hoje gasta mais com a manutenção da máquina pública do que dispõe para investimentos necessários no país, o que destrói qualquer possibilidade de crescimento. Com essa política irresponsável os governos do PT, além de nada investirem em infraestrutura, literalmente permitiram a deterioração de tudo o que já tínhamos construído, principalmente nos anos de governos militares, como as hidrelétricas, rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e redes de distribuição de energia que hoje estão em péssimas condições ou já praticamente destruídas. Sem recursos, seu governo reduz as verbas orçamentárias aprovadas para a segurança, saúde e educação, mas buscando agradar os companheiros ideológicos empresta dinheiro para Cuba, dos irmãos Castro, aceita rever um contrato vigente com o Paraguai, triplicando o valor pago pela energia produzida por Itaipu, que o Brasil construiu sozinho e aceita passivamente o aumento do custo e do volume obrigatório de consumo do gás Boliviano, extraído naquele país por poços que foram por eles expropriados da Petrobrás. Sem a infraestrutura necessária para fabricar e escoar sua produção, muitas indústrias, como as automotivas, não se instalam aqui, mas em outros países, lá gerando empregos e riquezas. Para “incentivar” sua instalação no Brasil e proteger as já instaladas em nosso território, seu governo optou por um aumento na taxa para a importação de veículos. Com isso, certamente não estamos protegendo as nossas indústrias, mas impedindo que se tornem cada vez mais competitivas e fazendo com que, em pouco tempo estejamos novamente como dizia Collor, “fabricando carroças”, ou nem isso, e utilizando somente veículos produzidos há décadas como ocorre em Cuba. Nos governos do PT os bancos lucram bilhões em um único trimestre, especulando com as elevadas taxas de juros vigentes no país e pagas pelo próprio governo na rolagem de suas dívidas, enquanto o setor produtivo, que gera empregos e riquezas, não recebe estímulos e financiamentos suficientes para investir no aumento e em novas tecnologias de produção. O PT está, com suas políticas ideológicas radicais e ultrapassadas, como a de não privatizações, impedindo um progresso maior do país e atrasando, em décadas, nosso desenvolvimento. As atitudes adotadas por outros países para defender sua economia são direitos soberanos seus, e não deveriam ser criticadas por quem não faz a própria lição de casa. Para criticar seria necessário dar o exemplo de como se faz, profissional, ética e moralmente, mas os governos do PT estão longe de serem exemplos em qualquer dessas áreas. * Joao Bosco Leal BLOG DO MARIO FORTES

Polícia do Rio investiga pastor-celebridade por denúncias de estupro, tortura e ameaça de morte

                    

       Dirceu Ayres

Com bom trânsito entre políticos e artistas, pastor Marcos é investigado por estupro, tortura e ameaça de morte, como mostra reportagem de VEJA. Na última década, o pastor carioca Marcos Pereira, 55 anos, conquistou respeito em rodas que mesclam políticos, desembargadores, artistas e uma vasta turma egressa de ONGs. Entre os que já o viram em cima de um púlpito gesticulando com um de seus Rolex em punho e desejando “rajadas de glória” à plateia, estão o senador Alvaro Dias (PSDB-PR), a produtora Marlene Mattos e o ex-pagodeiro Waguinho, que, mesmo sem se eleger, alcançou 1,3 milhão de votos na última disputa para o Senado tendo o pastor Marcos como cabo eleitoral. Alçado à condição de religioso-celebridade, Marcos extrapolou, e muito, as fronteiras de sua igreja, a pentecostal Assembleia de Deus dos Últimos Dias, com sede no Rio e filiais no Paraná e no Maranhão. Desde 2004 — depois de pôr fim a uma sangrenta rebelião em um presídio do Rio, a pedido do então secretário de Segurança, Anthony Garotinho —, ele passou a ser visto como o mais habilidoso apaziguador de conflitos liderados pela bandidagem, com um currículo que, segundo o próprio, inclui o resgate de centenas do tráfico. Tem feito esse trabalho no Brasil inteiro e já foi várias vezes aos Estados Unidos, onde quer erguer um templo, para falar da experiência. Pois por trás dessa fachada, ao que tudo indica, se esconde um enredo de atrocidades que não deixa pedra sobre pedra da imagem de bom religioso do pastor. Em um recém-instaurado inquérito, cujo número é 902-00048/2012 e que está em poder da Delegacia de Combate às Drogas do Rio, ele é acusado de encenações de cura pela fé, estupro, tortura de crianças e relações criminosas com os marginais aos quais esbravejava promessas de “salvação do demônio”. VEJA teve acesso a trechos da investigação, um conjunto de relatos de gente que diz ter sido vítima ou testemunha da perversidade do pastor. Um de seus homens de confiança durante mais de seis anos, longe da igreja há dois, traz à luz uma história escabrosa, que dá a dimensão de como o pastor se enfronhou no mundo do crime. Essa testemunha sustenta, por exemplo, que Marcos ficou claramente do lado dos bandidos que engendraram a mais sangrenta onda de terror no Rio, em 2006. Depois dos ataques, reuniu seu séquito mais íntimo em uma churrascaria. “Ele queria que os bandidos tivessem até explodido a Ponte Rio-Niterói. O objetivo era aparecer depois como o intermediário salvador”, conta o ex-fiel. A trama piora na voz de outra testemunha, que situa o pastor como braço operacional da selvageria. “Marcos foi ao presídio de bangu 1 e saiu de lá com um recado dos chefões do tráfico para que suas quadrilhas dessem sequência à carnificina”, rememora. Como sabe disso? “O pastor me encarregou de repassar a ordem nas favelas. E foi o que eu fiz.” A polícia já colheu uma dezena de depoimentos, e muitas das histórias se repetem nos mínimos detalhes. A investigação começou há duas semanas, depois que o coordenador da ONG Afro- Reggae, José Junior, 43 anos, veio a público denunciar que o pastor tinha um plano para matá-lo. A informação vinha de integrantes da própria igreja. “Trata-se de um psicopata”, dispara Junior, que hoje tem a seu lado na ONG um antigo braço direito de Marcos, o pastor Rogério Ribeiro de Menezes, 39 anos. Afastado do templo de Marcos desde 2008, ele fala pela primeira vez sobre os dezessete anos que viveu sob suas asas. Tomou a decisão depois de ter sido ameaçado de morte três vezes — na última, os traficantes de uma favela esfregaram um fuzil contra seu rosto e pronunciaram o nome Marcos. Seu depoimento ajuda a elucidar o que tanto unia o pastor aos traficantes que ele dizia “curar”, e certamente não era a fé. Não raro, Marcos lhe pedia que escondesse mochilas cheias de dinheiro em sua casa. Contou duas vezes a coleção de notas. “Numa delas, havia 200 000 reais. Na outra, 400 000 reais”, lembra Rogério. Detalhe: traziam resquícios de cocaína e crack. Segundo Rogério, o pastor cobrava até 20 000 reais para pregar nas favelas, o que os traficantes pagavam de bom grado, já que assim mantinham sua base assistencialista. Três deles chegaram a ser presos em propriedades da igreja do pastor, no Rio e no Paraná, mas a polícia nunca comprovou que estavam ali com a conivência do religioso. Todos pagaram uma taxa equivalente a 10% de tudo o que haviam acumulado no crime. Em seu templo, o fundador é tão reverenciado quanto temido. Até hoje, manteve todos em silêncio à base de benesses e ameaças. Duas mulheres contam como a igreja se tornou um show de horrores no qual lhes cabia o papel de vítimas do pastor. Ambas dizem que foram violentadas sexualmente por ele diversas vezes. À polícia, uma das moças afirma ainda que Marcos obrigava as fiéis de sua preferência a manter relações sexuais com outros homens, em orgias das quais também participava. “Depois, mandava a gente confessar tudo com outro pastor, sem revelar nomes, é claro”, ela conta. Constam ainda do inquérito denúncias de crueldades contra crianças que o pastor mantinha sob sua guarda, em geral abandonadas pelos pais. Uma delas, de 7 anos, teria pago caro por testemunhar, casualmente, as peripécias sexuais do religioso. Ao se dar conta, o pastor agarrou-a pelos cabelos e lançou-lhe a cabeça no vaso sanitário, segundo um dos relatos à polícia. Ex-garçom, o pastor Marcos é casado e tem dois filhos que já seguem seus passos no mundo da fé. Convertido em 1989, fundou sua igreja dois anos depois e constituiu ali um reinado de trevas. Proíbe refrigerante, rádio, televisão (apesar de ter um telão em seu gabinete) e remédios, já que a igreja se encarrega da cura (aos que pagarem uma taxa extra via boleto bancário, distribuído durante a pregação). Os cultos, que juntam até 15 000 pessoas, são barulhentos e teatrais — literalmente, segundo narra um ex-assessor do pastor, que ajudava a armar o show: “Ele dava dinheiro a viciados para comprarem droga, filmava a turma em degradação e depois levava para a igreja, como se os estivesse salvando”. Na última segunda- feira, um rapaz adentrou a Assembleia de Deus dos Últimos Dias de muletas, que usava desde um acidente que lhe machucara o fêmur. Depois das orações do pastor Marcos, caminhou em frente aos fiéis dizendo-se curado. Findo o culto, subiu na mesma moto que havia conduzido na viagem de ida à igreja e foi embora. BLOG DO MARIO FORTES

sábado, 10 de março de 2012

Comissão do novo Código Penal amplia regras para aborto legal e eutanásia

                          

    Dirceu Ayres

Gestante poderá interromper gravidez até a 12ª semana, caso médico ou psicólogo avalie A comissão de juristas nomeada pelo Senado que elabora o anteprojeto de lei de um novo Código Penal aprovou nesta sexta-feira um texto que propõe o aumento das possibilidades para que uma mulher possa realizar abortos sem que a prática seja considerada crime. O anteprojeto também contempla modificações que atingem outros crimes contra a vida e a honra, como eutanásia, estupro presumido e infrações graves de trânsito. Protesto contra a descriminalização do aborto em 2007 A principal inovação na legislação sobre aborto é que uma gestante poderá interromper a gravidez até 12 semanas de gestação, caso um médico ou psicólogo avalie que ela não tem condições "para arcar com a maternidade". A intenção é a de que, para autorizar o aborto, seja necessário um laudo médico ou uma avaliação psicológica dentro de normas que serão regulamentadas pelo Conselho Federal de Medicina. "A ideia não é permitir que o aborto seja feito por qualquer razão arbitrária ou egoística", afirmou Juliana Belloque, defensora pública do Estado de São Paulo e integrante da comissão. No entanto, abre tantas possibilidades que deve virar uma batalha política no Congresso. A comissão está preocupada em dar guarida a mulheres em situações extremas, como adolescentes e mulheres pobres com vários filhos. "A ideia não é vulgarizar a prática, é disseminá-la de maneira não criteriosa", disse Juliana, para quem o aborto é uma questão de saúde pública - 1 milhão mulheres realizam a prática clandestinamente por ano no País. O anteprojeto também garante às mulheres que possam interromper uma gestação até os dois meses de um anencéfalo ou de um feto que tenha graves e incuráveis anomalias para viver. A aprovação da matéria foi até tranquila, uma vez que apenas um pequeno grupo de entidades religiosas estava presente à sessão. O grupo, com cartazes contrários ao aborto, chamaram os juristas de "assassinos" tão logo foram aprovadas as mudanças. Mas em seguida se retiraram da comissão. Revisão. O texto final deverá ser entregue ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), em maio, após uma revisão dos tipos penais já alterados e também a inclusão de novas condutas criminalizadas, como o terrorismo. "Não é um texto criminalizador", afirmou o procurador regional da República Luiz Carlos Gonçalves, relator da matéria. Caberá a Sarney decidir o que fazer com as sugestões dos juristas. Ele poderá enviar um projeto único para ser discutido nas comissões do Senado. "Estamos diante de uma cultura que quer legalizar o aborto a qualquer custo", afirma Dóris Hipólito, da Associação Nacional Mulheres para a Vida. Ela afirma que aprovar o aborto quando há recomendação médica ou psicológica equivale a aprová-lo em qualquer situação. "É fácil encontrar profissionais que recomendam o aborto mesmo sem qualquer justificativa." Dóris recorda a história de uma gestante que tinha sopro no coração e recebeu recomendação para interromper a gestação. "As avaliações sobre a condição psicológica são ainda mais subjetivas", afirma Dóris. "Atendemos dezenas de gestantes em situação vulnerável. Falo por experiência: abortar não soluciona nenhum problema. Só torna o drama ainda pior. Vi jovens que, ao receberem o apoio adequado, reconstruíram suas vidas quando se tornaram mães. O Estado deveria oferecer esse apoio." O obstetra Thomaz Gollop considera as propostas um grande avanço. Ele participou, como médico, da audiência pública para discutir as alterações nos artigos. "O abortamento inseguro é a quarta causa de morte materna no País", afirma Gollop. Perdão. O anteprojeto traz outras importantes modificações para os crimes contra a vida e a honra. Entre elas, a eutanásia - prática que atualmente é enquadrada como homicídio comum, com penas que poderiam chegar a 20 anos de prisão - ganharia um tipo penal próprio. Teria como pena máxima 4 anos de detenção. Sua realização, entretanto, poderia ser perdoada caso fique comprovado por dois médicos que o paciente, acometido de doença grave e com quadro irreversível, esteja sendo mantido vivo artificialmente. Os juristas também sugeriram alterações para reduzir a idade mínima do crime de estupro presumido. A idade cairá de 14 anos para 12 anos, atendendo ao previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A comissão ainda decidiu que não será mais crime ser dono de casa de prostituição. Para dar conta dos crimes de trânsito, os integrantes da comissão sugeriram criar a figura da culpa gravíssima no Código Penal. Por ela, quem for pego dirigindo embriagado ou participando de racha em via pública poderá ser preso por até 8 anos. Nesse ponto, a comissão estuda avançar ainda mais. Estudam, por exemplo, dar fé pública para um guarda de trânsito para atestar a embriaguez de um condutor. Caberia nesse caso ao motorista atestar que está sóbrio fazendo o teste do bafômetro. Outra mudança sugerida pelo anteprojeto foi aumentar as penas para crimes como calúnia, injúria e difamação. "Hoje, em termos de comissão, talvez nós tenhamos aprovado as matérias penais mais polêmicas para a sociedade", afirmou o presidente da comissão, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Gilson Dipp. Ricardo Brito - O Estado de S.Paulo

Mais importante deserção de generais sírios antecede visita de Annan a Assad


                                           

      Dirceu Ayres

Quatro militares de alto escalão cruzaram a fronteira da Síria com a Turquia, somando-se a outros três ANTAKYA, TURQUIA - Enquanto a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Liga Árabe se preparavam para enviar neste sábado, 10, a Damasco o ex-secretário das Nações Unidas Kofi Annan - em mais uma tentativa de uma saída política para o conflito -, quatro generais do Exército sírio cruzaram a fronteira entre a Síria e a Turquia na madrugada de ontem, elevando para sete o número de generais desertores. Casa Branca acredita que fuga de militares significa que o fim do regime está próximo Eles entraram pelo campo de refugiados de Bohsin e depois foram encaminhados para o acampamento do Exército Livre da Síria (ELS), em Apaydin, a poucos quilômetros dali. A deserção dos oficiais - a de três deles foi anunciada ainda na quinta-feira - foi a mais importante desde o início do conflito na Síria, há um ano. Um ativista da oposição que serviu por quatro anos no Exército sírio disse que viu os generais em Bohsin, às 2h30 da madrugada, acrescentando que eles chegaram à paisana, mas depois vestiram suas fardas, confirmando sua patente. Seus nomes não foram revelados, para proteger suas famílias na Síria. De acordo com os rebeldes, as autoridades sírias prenderam parentes do general Faez Amro depois que ele desertou, no mês passado. Há informações de execuções de parentes de militares desertores. Agora há seis generais no campo de Apaydin, que abriga mais de mil militares desertores. O sétimo general rebelde, identificado como Adnan Farzat, está em Homs, no centro-oeste da Síria, comandando batalhões no combate contra as forças leais ao presidente Bashar Assad, segundo fontes da oposição. Os quatro generais pertencem a um grupo de dez oficiais de alta patente que desertaram nos últimos dias, provenientes de várias cidades da Síria, incluindo Damasco, Homs e Latakia, informou a agência estatal turca de notícias Anatólia. Ativistas da oposição com base no campo de Bohsin, principal ponto de chegada dos que cruzam a fronteira, disseram ao Estado que 60 oficiais desertores sírios chegaram à Turquia na semana passada. Isso, apesar da forte presença das forças leais ao regime no flanco norte, na tentativa de evitar o trânsito na fronteira. Em Washington, Josh Earnest, porta-voz da Casa Branca, definiu as deserções como "um passo importante", que confirma a percepção do governo americano de que o presidente Bashar Assad cairá. Os generais vieram acompanhados de 14 civis, pertencentes a 3 famílias, aparentemente não vinculadas a eles. As famílias foram acomodadas provisoriamente no campo de Bohsin, que já abriga 2 mil pessoas e não pode receber mais refugiados. No total, há mais de 11 mil refugiados sírios na Turquia, distribuídos por 6 campos. Ao menos 54 pessoas foram mortas ontem na repressão contra os oposicionistas e nos confrontos entre Exército e rebeldes em várias cidades do país, segundo grupos de ativistas locais que monitoram as baixas. Desses, 24 morreram em ataques do Exército na Província de Idlib, na fronteira noroeste com a Turquia. Outros 17 foram mortos em Homs, no centro-oeste do país. Tanques e morteiros dispararam contra redutos rebeldes em Homs, segundo os ativistas ouvidos pelas agências internacionais. Oposição irritada: A missão liderada por Annan tentará explorar possibilidades de uma saída política para o conflito e assegurar o acesso das agências humanitárias aos feridos e aos moradores que sofrem com a falta de alimentos, medicamentos e eletricidade. Declarações dadas por Annan na quinta-feira em favor de negociações com Assad enfureceram os oposicionistas, que não veem mais essa possibilidade. Vídeos publicados no YouTube mostraram manifestantes no bairro de Assali, em Damasco, queimando cartazes com a foto de Hafez Assad, pai do atual presidente, morto em 2000, e gritando: "Deus amaldiçoe sua alma, Hafez". Milhares de curdos saíram às ruas ontem em cidades do nordeste da Síria para lembrar o aniversário dos distúrbios ocorridos em 2004, que deixaram 30 mortos. Gravações também no YouTube mostraram manifestantes carregando cartazes que diziam "Salvem o povo sírio". Os distúrbios eclodiram no dia 12 de março de 2004 em um estádio de futebol na cidade de Qamishli, de maioria curda, no nordeste da Síria, durante uma partida entre um time da casa e uma equipe árabe da cidade de Deir al-Zor. Os curdos acusaram a polícia de abrir fogo contra sua torcida, dando início aos protestos, que duraram vários dias e foram violentamente reprimidos. Lourival Sant’Anna, enviado especial. Estadão.