quarta-feira, 14 de março de 2012

Onde está à ministra Maria do Rosário, aquela que odeia os militares?

                
     Dirceu Ayres


Dezessete dias depois do incêndio que destruiu a base brasileira na Antártica, as famílias do sargento da Marinha Roberto Lopes dos Santos, de 45 anos, e do suboficial Carlos Alberto Vieira Figueiredo, de 47 anos, mortos tentando combater o fogo na Estação Comandante Ferraz, ainda sofrem para enterrá-los. Os corpos chegaram em 28 de fevereiro à Base Aérea do Galeão, vindos de Punta Arenas, no Chile, e só foram liberados pelo Instituto Médico-Legal (IML) do Rio na última sexta-feira, depois de feitos os exames de DNA. Os corpos, no entanto, continuam no IML. Revoltados com a demora, os parentes reclamam que as informações sobre o caso são desencontradas. Até a noite de ontem, eles não tinham qualquer previsão oficial sobre quando serão realizados os sepultamentos. Na Bahia, familiares ainda aguardavam o translado do corpo de Carlos Alberto para Salvador. - É mais fácil os corpos serem trazidos da Antártica para o Brasil do que sair do Rio de Janeiro e ir para Salvador? Esta é a pergunta que eu faço às autoridades. Onde está a sensibilidade? Os corpos já foram liberados - desabafou Evanira Santos da Costa, de 40 anos, cunhada de Carlos Alberto, cuja família mora em Vitória da Conquista, na Bahia. - A Marinha fez uma cerimônia dizendo que eles eram heróis para dar uma resposta rápida para quem? As informações são desencontradas. Ninguém fala nada para a gente. Que entrave burocrático é esse? Faço um apelo à presidente Dilma, ao Ministério da Defesa e ao governo do Estado do Rio: estou sem trabalhar há 15 dias por causa deste sofrimento O drama de Evanira é compartilhado com o da família de Roberto. A mulher do sargento, Sueli Colares dos Santos, de 42 anos, não sabe mais o que fazer. Ela conta que ontem deu uma procuração a um advogado da Marinha, que passará a cuidar dos trâmites legais para evitar mais transtornos. Moradora de Nilópolis, na Baixada Fluminense, Sueli passa a maior parte do tempo na casa dos pais, em Anchieta, na Zona Norte do Rio, e não sabe quando vai poder enterrar o marido, com quem tem dois filhos, Alan, de 14 anos, e Aline, de 18. - É estresse demais. A gente fica angustiada. Os amigos ligam para saber sobre o enterro e não sabemos o que dizer. Todo esse processo está lento. Já era para terem resolvido tudo. Eu não tenho mais vida. Só Deus mesmo para fazer com que eu e meus filhos superemos essa dor - disse Sueli, com uma foto de Roberto nas mãos. Irineu Lopes dos Santos, de 46 anos, irmão do sargento morto, presta serviços à Marinha como técnico de controle de qualidade. Ontem, ele estava desolado com a situação. Sem saber o que fazer para agilizar o sepultamento, lamentou: - É atípico todo esse episódio. A família, claro, fica ansiosa, desgastada. Estamos preocupados. Hoje (ontem) não sabemos quando vamos enterrar o meu irmão. Os amigos da própria Marinha, os pesquisadores e os alunos de Roberto no judô nos procuram todos os dias. Meu irmão era muito querido. Dependemos agora desta burocracia. A identificação dos corpos foi realizada pelo Instituto de Pesquisa e Perícia em Genética Forense da Polícia Civil do Rio. Na cerimônia realizada na Base Aérea do Galeão, os militares receberam homenagens e foram promovidos a segundos-tenentes. O vice-presidente Michel Temer, e o ministro da Defesa, Celso Amorim, além dos comandantes das três Forças Armadas, participaram da solenidade. No mesmo dia, a presidente Dilma Rousseff afirmou que o Brasil é um país formado por "heróis anônimos" e anunciou também que a base do país na Antártica seria reconstruída. À época, Dilma reconheceu que a estação, antes do incêndio, já estava precisando de obras. Procurada pelo GLOBO ontem, a assessoria da Polícia Civil informou que os corpos já estavam liberados para os enterros e que não sabia os motivos pelos quais os sepultamentos não ocorreram até ontem. A diretora do IML do Rio, Naura Aded, também foi procurada, mas não quis falar sobre a demora nos exames. A Marinha não retornou as ligações e não respondeu aos questionamentos do GLOBO para explicar a demora nos enterros.

Petistas que ajeitaram a "Sua Casa, Sua Vida" com dinheiro dos trabalhadores vão pagar pelo roubo.


        Dirceu Ayres


Cotados para assumirem a coordenação-geral e a tesouraria na campanha de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo, dois quadros importantes do PT, Ricardo Berzoini e João Vaccari Neto, respectivamente, poderão ter de pagar do próprio bolso dívidas da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo, o conhecido caso Bancoop. Por unanimidade, a 10.ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado decretou nesta terça-feira, 13, a desconsideração da personalidade jurídica da Bancoop, o que, na prática, impõe a seus dirigentes e ex-mandatários a obrigação de ressarcir cooperados que reclamam judicialmente valores relativos a danos que teriam sofrido. A decisão do TJ não cita nominalmente o deputado federal Berzoini, ex-presidente nacional do PT e fundador da Bancoop nos anos 90; Vaccari, ex-presidente da Bancoop; ou nenhum outro integrante da direção da cooperativa. Mas abre caminho para que os dois petistas tenham de assumir o desembolso se a Bancoop não honrar os pagamentos. “São dívidas antigas, a partir de um determinando momento a Bancoop parou de lançar empreendimentos”, anota o procurador de Justiça Rossini Lopes Jota. “Desse modo, devem responder todos aqueles que tinham poder decisório na Bancoop ou que de alguma forma tenham concorrido para gerar prejuízo aos cooperados.” Votaram pela desconsideração da personalidade jurídica da Bancoop os desembargadores Elcio Trujillo, relator; Mendes Coelho, revisor; e Roberto Maia. Eles julgaram apelação do Ministério Público contra decisão judicial de 1.º grau na qual o juiz homologou parcialmente acordo entre a promotoria e a Bancoop. “O Ministério Público recorreu (ao TJ) exclusivamente para o fim de ter o reconhecimento da aplicação do Código de Defesa do Consumidor com relação aos cooperados e a Bancoop e, conseqüentemente, para ver decretada a desconsideração da cooperativa para ressarcimento dos prejuízos suportados pelos cooperados”, observa Rossini Jota. “É importante o reconhecimento da relação de consumo porque justamente nesse caso o artigo 28, parágrafo 5.º do Código, impõe que essas pessoas (os ex-dirigentes da Bancoop) não precisam estar nesse instante na relação processual. O procurador esclarece que a eventual participação dos ex-dirigentes será apurada na fase de execução. “Vai se apurar quem participou, quem tinha poder de mando. Pode ser individualmente ou coletivamente. No processo civil, não foram indicados os nomes (de Vaccari e Berzoini). Não posso antecipar quem a execução vai atingir, mas existe uma denúncia criminal e, a princípio, aqueles nomes (denunciados) devem figurar no polo passivo da execução.” A denúncia criminal, recebida pela 5.ª Vara da Capital, indica prejuízo de R$ 100 milhões a cooperados e imputa a Vaccari os crimes de formação de quadrilha, estelionato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. (Estadão)

Troca de líderes no Congresso incendeia PMDB e deixa alas da base descontentes

                        
     Dirceu Ayres


Para peemedebistas, Chinaglia ameaça sucessão na Câmara e Braga exclui cúpula do partido BRASÍLIA - Ao promover trocas nas lideranças do governo no Senado e na Câmara, a presidente Dilma Rousseff incendiou parte da cúpula peemedebista, deixou descontentes setores do PR e do PT e não conseguiu, por ora, atingir seu objetivo: o fim da crise com a base aliada. Senadores Eunício Oliveira, Renan Calheiros e o deputado Henrique Alves confabulam em sessão solene O PMDB entendeu as substituições como uma operação contra o partido. No Senado, ao trocar Romero Jucá (PMDB-RR) pelo correligionário Eduardo Braga (AM), a presidente criou uma interlocução paralela com o chamado grupo dos descontentes - conhecido por G8 -, sem passar pelo crivo do presidente da Casa, José Sarney (AP), e do líder da sigla, Renan Calheiros (AL).Na Câmara, Dilma escalou um concorrente do líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), na corrida pela presidência da Casa. O novo líder do governo nomeado nesta terça-feira, 13, Arlindo Chinaglia (PT-SP), que substituiu Cândido Vaccarezza (PT-SP), nunca escondeu sua pretensão de voltar ao comando que já exerceu. Embora tenha dito que respeitará o acordo de rodízio com o PMDB, não convenceu os partidários de Henrique Alves. Dilma avisou a Chinaglia que sua ida para a liderança excluía a volta do PT para a presidência da Câmara em 2013. “No ano que vem, a presidência da Câmara é do PMDB”, afirmou ela. “O Chinaglia sempre desejou voltar à presidência da Câmara. Se for essa a sinalização do governo, é uma declaração de guerra ao PMDB”, disse o deputado Danilo Forte (PMDB-CE). No Senado, Eduardo Braga, o escolhido de Dilma, tentou, sem êxito, tomar a liderança de Renan Calheiros, que também almeja a presidência da Casa em 2013. Especula-se que a escolha de Dilma possa ser uma estratégia política para descartar os dois e insuflar uma candidatura do ministro Edison Lobão (Minas e Energia) à presidência do Senado, um nome contra o qual nem Sarney nem Renan podem se insurgir. Na tentativa de manter a união do PMDB, o vice-presidente da República, Michel Temer, chamou Eduardo Braga para catequizá-lo. “Agora você não é representante de um grupo. Você representa o governo e, nessa condição, terá de conversar com Renan e Sarney”, disse-lhe. Em seguida, Temer convocou Jucá, aconselhando-o a se recompor com o substituto. Renan e Sarney ofereceram a Jucá o cargo de relator do Orçamento de 2013, um dos mais disputados no Congresso. O novo papel de Jucá, na posição chave do Orçamento, preocupa o ex-presidente Lula, que alertara Dilma: “Cuidado com o Jucá!”, disse o petista, preocupado com uma revanche, conforme um ministro revelou ao Estado. Desafeto. Além de desagradar ao PMDB, a escolha de Braga como líder no Senado também causou uma crise com o PR. Ele é desafeto do presidente da legenda, senador Alfredo Nascimento (AM), com o qual a presidente tenta fazer as pazes desde que o demitiu da pasta dos Transportes, em julho. Na vassourada, saíram ainda outros 26 apadrinhados do PR no setor. A operação de troca de líderes foi interpretada ainda como “estranha” e “desastrada” por líderes da base aliada. Estranha porque foi feita de supetão, como um castigo para a derrota de quarta-feira, quando Bernardo Figueiredo foi recusado pelos senadores para dirigir a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT); desastrada porque os demitidos ficaram sabendo que sairiam não pela boca da presidente, mas por outras vozes. A maior mágoa de Vaccarezza foi ter tomado conhecimento da demissão pela mídia. Ele atribuiu a substituição a uma decisão política. Anteviu que pode haver algum “estremecimento” na base a curto prazo, por conta da “boa relação” que mantém com todos os aliados. Ele entende que estão em risco projetos importantes como a Lei da Copa, Código Florestal e royalties do petróleo. / CHRISTIANE SAMARCO, EUGÊNIA LOPES, JOÃO DOMINGOS e VERA ROSA. O Estado de S. Paulo

terça-feira, 13 de março de 2012

Dilma derruba Jucá.

               
     Dirceu Ayres

O senador Romero Jucá (PMDB-RR) não será mais o líder do governo no Senado Federal A informação foi confirmada pela assessoria do líder do PMDB na Casa, senador Renan Calheiros (PMDB-AL)... No lugar de Jucá, o senador Eduardo Braga (PMDB-AM) irá coordenar a base aliada da presidenta Dilma Rousseff no Senado. A decisão da presidenta foi comunicada a Renan Calheiros em reunião que durou cerca de uma hora e quarenta minutos no começo da tarde. A ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, também participou do encontro. Depois da reunião com Dilma, Calheiros comunicou a Jucá e Braga a troca na liderança do governo. Ainda de acordo com a assessoria do líder do PMDB, a principal função de Eduardo Braga na liderança do governo será unir o seu partido - a maior bancada do Senado – em favor das votações que interessam ao Planalto. A presidenta também pretende promover maior rotatividade nas lideranças no Congresso Nacional, mas ainda não foi especificado qual será a periodicidade em que ela fará mudanças. Questionado sobre o convite, Eduardo Braga não quis confirmar que assumirá a liderança. Em respeito a Romero Jucá, o senador disse que preferia não comentar o assunto. “Acho que o líder Romero Jucá é um grande líder, um grande companheiro que ficou na liderança durante muito tempo. Ele merece todo o meu respeito e toda a minha consideração”, disse Braga após a reunião com Calheiros. Apesar disso, o senador amazonense confirmou que está disposto a liderar a base aliada no Senado. “Se a presidenta da República entender que eu posso prestar um serviço ao Brasil e ao governo, aqui [no Senado], eu terei o maior prazer em servir ao Brasil e ao governo fazendo um bom serviço para o povo brasileiro. Mas eu não posso falar sobre o assunto porque não é hora de falar sobre o assunto”, disse. O governo sofreu na última semana a sua maior derrota no Senado desde a posse da presidenta Dilma Rousseff no ano passado. A base governista insatisfeita com as relações que vem tendo com o Planalto rejeitou a indicação presidencial para a recondução de Bernardo Figueiredo para a Diretoria-Geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). As justificativas para os votos contrários à indicação foram, principalmente, as reclamações constantes do PMDB por causa da falta de espaço do partido no governo. Outros partidos da base também estão em crise com o governo em razão das mudanças ministeriais promovidas pela presidenta. Nem Renan Calheiros, nem o ex-líder Romero Jucá quiseram falar com a imprensa. A expectativa é que a decisão da presidenta Dilma Rousseff seja anunciada pelos dois nos próximos dias.*Mariana Jungmann no JB.com.br BLOG DO MARIO FORTES

BISPO BERGONZINI VOLTA À CARGA CONTRA ONDA ABORTISTA DEFLAGRADA PELO PT. TEMA JÁ É PAUTA DAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS DESTE ANO!

                   
      Dirceu Ayres


A luta contra a onda abortista deflagrada pelo governo do PT, começa a ser ampliada na internet, principalmente através das redes sociais, blogs e sites religiosos. É o caso do blog do bispo Dom Luiz Bergonzini, do qual transcrevo artigo condenando a campanha em favor do aborto. Nota-se que religiosos de vários credos colocam o tema na ordem do dia da campanha eleitoral deste ano. Leiam: As recentes discussões em torno da legalização do aborto, ao menos em alguns casos, no Brasil, causaram perplexidade na população e colocaram, mais uma vez, os políticos abortistas – especialmente do PT, partido que mais tem membros com projetos pró-aborto – na berlinda quanto às eleições deste ano, segundo órgãos de imprensa. Com efeito, o Brasil é um país no qual – não obstante toda a onda de secularismo – predomina um forte senso religioso. Foi esse aspecto da opinião pública nacional que levou Dilma ao segundo turno e, depois, quase à derrota nas eleições de 2010. Dados do site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), publicados em 05/11/10, demonstraram que ela obteve 55.752.529 votos o que equivale a 56,05% dos votos válidos. Venceu. É a presidente. No entanto, o número total de eleitores era, na época, de 135.803.094. Portanto, 80.050.565 brasileiros aptos a votar não votaram na petista. A computar os votos brancos, nulos e as abstenções, ela venceu com 41,1% dos votos válidos contra 58,9% do total de eleitores do país. Ora, é de se lembrar que um grande embaraço para Dilma foi a declaração dela a favor do aborto no ano de 2007 quando dizia claramente: “Acho que tem de haver a descriminalização do aborto. Acho um absurdo que não haja”. Todavia, sabendo que a imensa maioria dos brasileiros (82% segundo pesquisa Vox Populi publicada em dezembro de 2010) considera o aborto um crime (e é!), a então candidata mudou o discurso e afirmou: “Eu pessoalmente sou contra. Não acredito que haja uma mulher que não considere o aborto uma violência” (cf. Veja, 13 de outubro de 2010, online). Como se vê a segunda declaração é mais humana. O mínimo de bom senso mostra que o aborto é o crime mais perverso e estúpido que o mundo já conheceu, conforme se pode ver no filme O Grito Silencioso, disponível no Youtub. Ele assassina, no ventre da mãe, de maneira covarde e cruel, aquele(a) cuja vida deveria ser defendida plenamente. No entanto, todos os abortistas da história insistem em dizer que o aborto é uma questão de “saúde pública” ou um “direito feminino”. Perguntamos: Que saúde é essa que não cura, mas mata? Há direito de matar o inocente? Nessa linha de raciocínio, poderia ser abolido do nosso Código Penal o artigo 121 que penaliza o homicídio? Afinal, que diferença faz matar o ser humano grande ou o pequeno? Aliás, o aborto tem sido considerado não só um direito feminino, mas, paradoxalmente, um direito da mulher grande de assassinar a mulher pequena, uma vez que na China comunista a imensa maioria das criancinhas abortadas são meninas (O. Cesca. Aborto: a guerra aos inocentes. Porto Alegre: Myrian, 1996, p. 28). Portanto, se os grandes propagadores do comunismo ateu viam no aborto a libertação feminina, enganaram-se. Só conseguiram para a mulher grande, cuja mãe não era assassina, o direito de trucidar a mulher pequena, ainda no ventre materno. Nada mudou. Opressoras assassinas e oprimidas assassinadas continuam a existir para a vergonha da humanidade. Os políticos abortistas ou aqueles que os apoiam, no entanto, sabem que, pela luz natural da razão (e mais ainda pela graça de Deus), o povo tem consciência disso. Sabem que a grandiosa parcela da população entende que o assassinato, seja da criança, seja do adulto, é algo a ser rejeitado convictamente. Daí o medo – conforme mostra a imprensa – de irem contra a opinião pública religiosa e sensata e perderem muitos votos nas próximas eleições municipais. E têm razão em temer esse autêntico brasileiro cordial e religioso, pois o verdadeiro cristão não pode, sem trair a sua fé, pactuar com os defensores da morte. Quem ama a Deus, segue o quinto mandamento da sua lei que preceitua: “Não matarás”. Dito isso, vem ainda a questão realmente decisiva: na urna, é melhor digitar o seu voto apoiando o Deus da vida (cf. João 10,10) ou ajudando a implantar, no Brasil, o projeto de Herodes, matador das criancinhas indefesas (cf. Mateus 2, 16-18)? Gazeta Amparense: Vanderlei de Lima é filósofo e escritor (Do blog do Bispo D. Luiz Bergonzini)

Blogueiro, de "linha governista" ganha muita grana de patrocínio do governo

                 

     Dirceu Ayres

Foto/arte do blog abobado. files.wordpressO lucro do governismo de PHA: R$ 832 mil só da CEF O chefe da claque governista na internet, o blogueiro autoproclamado progressista Paulo Henrique Amorim, recebeu da Caixa Econômica Federal R$ 833,28 mil reais em patrocínios para sua página eletrônica. O valor foi informado ao Blog do Pannunzio pela Assessoria de Imprensa da CEF e se refere a 20 meses de veiculação de banners em 2011 e 2012. O valor mensal dos patrocínios arrecadados é equivalente ao que o Conversa Afiada recebeu dos Correios — R$ 40 mil mensais pela veiculação de uma campanha do Sedex entre outubro de 2011 e fevereiro deste ano. O contrato com os Correios foi suspenso, segundo a estatal em função do fim da campanha. Outras empresas e autarquias também cedem patrocínio ao blog de Paulo Henrique Amorim. Consultado pelo Blog do Pannunzio, o Banco do Brasil prometeu, por intermédio de sua assessoria de imprensa, respoder ainda nesta segunda-feira o valor empenhado pela instituição na página eletrônica. Até o monento da publicação deste post, no entanto, anda não havia resposta. Somente com os valores pagos pela CEF e Correios, seria possível ao governo retirar da miséria 8300 famílias, com o pagamento do benefício médio de R$ 115,00. O editor do Conversa Afiada foi processado várias vezes por injúria, inclusive racial. PHA foi condenado pela justiça paulista por ter chamado Paulo Preto de “Paulo Afro-Descendente”. Também foi obrigado a se retratar — obrigação ainda não integralmente cumprida – diante do jornalista Heraldo Pereira, da Globo, e a pagar R$ 30 mil de indenização, dinheiro destinado pelo comentarista do Jornal da Globo para uma instituição de caridade, por ter utilizado a expressão “negro de alma branca” para tentar desqualificá-lo. Responde, ainda, a um processo criminal movido pelo Ministério Público do Distrito Federal para apurar e punir as mesmas injúrias. Abaixo, reproduzo a responsta da Assessoria de Comunicação da CEF a um questionário elaborado pelo Blog do Pannunzio na semana passada. Blog do Pannunzio: A CEF tem patrocinado o Conversa Afiada. Preciso saber quanto ele recebeu de patrocínio no ano passado, quanto está recebendo atualmente e qual a duração do contrato. CEF – Investimento no Site Conversa Afiada em 2011: R$ 416.640,00. Período de veiculação 2011: Março a Dezembro de 2011. Investimento no Site Conversa Afiada em 2012: R$ 416.640,00. Período de veiculação em 2012: Março a Dezembro de 2012. Blog do Pannunzio: Como a CEF distribui esses patrocínios ? Qual é a verba destinada à internet, qual a participação dos blogues nessa verba, e qual a participação, em termos proporcionais, do Conversa Afiada nessa verba ? CEF: Não entendemos que o site Conversa Afiada seja um blog, razão pela qual o valor destinado ao site não está incluído nas informações relativas a blogs. Investimento em internet 2011: 14.602.428,43 Investimento em Blogs em 2011: foi de R$ 145.531,31, sendo que três blogs citados abaixo não são valorados e não estão incluídos nesse valor. Participação em Blogs em relação ao total de internet em 2011: 1% Participação do site Conversa Afiada em relação ao total de internet em 2011: 3% Blog do Pannunzio: Há outros blogues veiculando banners da CEF ? Quais são eles? CEF: Blog A Casa da Minha infância –Não valorado – pacote Casa.com; Blog Empreendedores–Não valorado – pacote Ed. Globo; Blog Luiz Nassif Blog do Pannunzio: Quais são os critérios da CEF para a escolha de quem receberá patrocínio do banco ? CEF: Os meios e veículos são avaliados pelas agências de publicidade contratadas pela Caixa, que levam em conta as necessidades estratégicas da empresa na divulgação de sua marca, produtos e serviços. Blog do Pannunzio: Como é feita a aferição dos resultados ? A CEF paga por clique, por pageview ou a verba destinada aos blogues não tem relação com o número de exibições dos anúncios veiculados? CEF: Blog A Casa da Minha infância: Mensuração: relatório de pageviews do blog; Blog Empreendedores (pacote Ed. Globo). Mensuração: relatório de impressões e cliques nos sites propostos (PEGN, Época e Época Negócios.); Blog Luiz Nassif. Mensuração: relatório de impressões. O Blog Luiz Nassif é o único com entrega valorada e tem negociação por CPM, conforme tabela de preços que tem custo específico para o blog, e total calculado de acordo com quantidade de impressões propostas para cada formato no período. Blog do Pannunzio: O banco tem algum tipo de reserva em relação ao conteúdo dos blogues patrocinados? Não, assim como não tem reserva quanto aos conteúdos das televisões, revistas, jornais, rádios e demais veículos que patrocina ou veicula publicidade e propaganda. *Fonte: http://www.pannunzio.com.br/archives/9597 BLOG DO MARIO FORTES

Governo troca Jucá por Braga no comando no Congresso

                     
      Dirceu Ayres


JOÃO DOMINGOS E ROSA COSTA - Agência Estado Menos de uma semana depois de ter sido derrotada pelos senadores na recondução de Bernardo Figueiredo para a direção-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a presidente Dilma Rousseff decidiu trocar os articuladores do governo no Congresso. Mas manteve o cargo com o PMDB, sinal de que respeita o gigantismo do partido do vice-presidente Michel Temer. Para o lugar do líder no Senado, Romero Jucá (RR), ela chamou o senador amazonense Eduardo Braga (AM). Ao fazer a troca de líderes, Dilma disse que pretende pôr em prática um rodízio no Senado e na Câmara. Significa que o líder Cândido Vaccarezza (PT-SP) também será trocado. As mudanças feitas pela presidente visam a tentar debelar a crise existente hoje entre o Congresso e o Palácio do Planalto, uma junção de descontentamento com falta de liberação de emendas parlamentares ao Orçamento e demora na nomeação de indicados para cargos em estatais. "Eu pretendo fazer um rodízio de líderes a partir de agora, tanto no Senado quanto na Câmara", disse a presidente ao líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL). Ela o convidou para conversar hoje à tarde, quando comunicou que havia convidado Eduardo Braga para o cargo de líder e que este tinha aceitado substituir Romero Jucá. Sem comentários. O senador Eduardo Braga disse hoje que não tem nada a comentar sobre o assunto. "Eu não tenho nada a declarar sobre isso, não", afirmou. Perguntado se negava o recebimento do convite, Braga titubeou: "Não, eu não estou dizendo isso. Eu estou dizendo que não tenho nada para falar sobre isso. Eu não posso falar, não vou falar sobre esse tema hoje. Eu sou senador e eu não posso falar sobre o assunto", desconversou. "Se a presidenta da República entender que eu posso prestar um serviço ao Brasil e ao governo aqui, eu teria o maior prazer em poder contribuir", respondeu. Vaccarezza deixa a liderança do governo na CâmaraUm dia depois do senador Romero Jucá (PMDB-RR) deixar a liderança do governo no Senado, Dilma Rousseff troca também a liderança do governo na Câmara dos Deputados, até então sob a responsabilidade de Cândido Vaccarezza (PT-SP). A comunicação foi feita na manhã desta terça-feira, 13. A intenção de Dilma é fazer um rodízio de líderes tanto na Câmara como no Senado. Um dos mais cotados para substituir Vaccarezza é o deputado Paulo Teixeira (PT-SP). As mudanças dos articuladores acontecem menos de uma semana depois de ter sido derrotada pelos senadores na recondução de Bernardo Figueiredo para a direção-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).No entanto, a presidente manteve o cargo de Jucá com o PMDB dando sinais de que respeita o gigantismo do partido do vice-presidente Michel Temer. Para o lugar do líder no Senado, Romero Jucá (RR), ela chamou o senador amazonense Eduardo Braga (AM). As trocas feitas pela presidente visam a tentar debelar a crise existente hoje entre o Congresso e o Palácio do Planalto, uma junção de descontentamento com falta de liberação de emendas parlamentares ao Orçamento e demora na nomeação de indicados para cargos em estatais. “Eu pretendo fazer um rodízio de líderes a partir de agora, tanto no Senado quanto na Câmara”, disse a presidente ao líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL). Estadão.com.br