quarta-feira, 28 de março de 2012

Pressão dos juízes ressuscita auxílio para alimentação: conta é de R$ 82 mi

                   
      Dirceu Ayres

Resolução de junho de 2011 atendeu ao pleito de associações de magistrados e retomou o auxílio-alimentação, que havia sido cortado pela cúpula do Judiciário há sete anos BRASÍLIA - O Tesouro vai gastar R$ 82 milhões de uma só vez com auxílio-alimentação para juízes federais e do Trabalho. O valor é referente a um longo período, desde 2004, quando a toga perdeu o benefício que nunca deixou de ser concedido a procuradores do Ministério Público Federal e à advocacia pública. Como a Anamatra, Gabriel Wedy, da Ajufe, também defende benefício que ‘só os juízes não recebiam' Ainda não há previsão orçamentária para o desembolso, mas os juízes pressionam pelo recebimento do que consideram direito constitucional. Eles repudiam que o "plus" seja privilégio. Estão na fila cerca de 1,8 mil juízes federais e 2,5 mil do trabalho. O auxílio foi cortado há sete anos por decisão da cúpula do próprio Judiciário federal. Mas, em junho de 2011, acolhendo pleito das entidades de classe dos magistrados, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) editou a Resolução 133, por meio da qual devolveu o bônus à classe. Subscrita pelo presidente do CNJ, ministro Cezar Peluso, também presidente do Supremo Tribunal Federal, a resolução anota que "a concessão de vantagens às carreiras assemelhadas induz a patente discriminação, contraria ao preceito constitucional e ocasiona desequilíbrio entre as carreiras de Estado". Peluso, porém, votou contra o benefício no CNJ. Subscreve a resolução por presidir o órgão. Desde a decisão do CNJ, o auxílio-alimentação voltou para o bolso dos juízes. São R$ 710 agregados ao contracheque da toga, mensalmente. A conta final, calculada sobre sete anos acumulados, mais correções do período, chega a R$ 82 milhões, segundo estimativa do Judiciário.O estoque da dívida é alvo de intensa polêmica nos tribunais. A maioria dos magistrados considera justo serem contemplados com o valor total do crédito, retroativo a 2004; outros avaliam sobre a obediência ao prazo prescricional de cinco anos. A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) ingressou com ação judicial requerendo o pagamento inclusive dos atrasados. Decisão de primeiro grau acata o pedido, assegurando à classe verba relativa aos últimos cinco anos. O governo acompanha com cautela, mas estuda contestar a decisão do CNJ, que mandou pagar o auxílio. Ao mesmo tempo, integrantes do governo entendem que a retomada do benefício aplaca a insatisfação da toga ante a ausência de reajustes que perdura há anos. A Resolução 133 invoca decisão sobre pedido de providências junto ao CNJ, que reconheceu a "necessidade de comunicação das vantagens funcionais do Ministério Público Federal à magistratura nacional". Ao promover a devolução da assistência aos juízes, o CNJ considerou "a necessidade de preservar a magistratura como carreira atrativa face à paridade de vencimentos". O CNJ acolheu argumento da simetria constitucional entre a magistratura e o Ministério Público. A resolução foi embasada, ainda, em decisão liminar do STF nos autos do mandado de segurança 28.286/DF. Além do auxílio-alimentação, foram aplicadas à toga outros benefícios como ajuda de custo para serviço fora da sede de exercício, licença remunerada para curso no exterior e indenização de férias não gozadas, "por absoluta necessidade de serviço, após o acúmulo de dois períodos". As verbas para o pagamento das prestações pecuniárias arroladas correm por conta do orçamento do Conselho da Justiça Federal, do Tribunal Superior do Trabalho e outros tribunais. Felipe Recondo, de O Estado de S.Paulo "É direito básico. Os juízes foram injustiçados por não receberem aquilo que todo servidor público recebe", assevera Renato Henry Sant’Anna, presidente da Anamatra. "Temos contingente expressivo de servidores que ganham mais que os juízes. A questão dos atrasados tem que ser resolvida em orçamento. Mas esse valor (R$ 82 mi) está um pouco exagerado, me parece muito elevado."

Secretários e vice-governador entram na campanha de Serra pela Prefeitura

                 

    Dirceu Ayres

Cúpula da equipe terá como articuladores Edson Aparecido, Andrea Matarazzo e Guilherme Afif SÃO PAULO - Integrantes do governo de São Paulo e aliados do prefeito da capital vão embarcar na campanha de José Serra (PSDB) na eleição municipal. Secretários do governo de Geraldo Alckmin devem deixar suas funções a partir das próximas semanas para atuar na cúpula da equipe de Serra e o próprio prefeito Gilberto Kassab (PSD) já admite que vai trabalhar abertamente a favor da candidatura de seu aliado. Os três principais integrantes da coordenação de campanha de Serra virão do Palácio dos Bandeirantes: o vice-governador Guilherme Afif Domingos (PSD), indicado por Kassab; o secretário de Desenvolvimento Metropolitano, Edson Aparecido; e o secretário de Cultura, Andrea Matarazzo. Nomes dos secretariados de Alckmin e Kassab deixarão seus cargos para evitar acusações de uso da máquina pública na campanha. Nos bastidores, PSDB e PT já trabalham com a perspectiva de uma guerra de máquinas na capital paulista: o Estado e a Prefeitura a favor de Serra e o governo federal em prol de Fernando Haddad, ex-ministro. Em seu discurso após a vitória na prévia do PSDB, no domingo, Serra atacou o “uso da máquina pública para servir aos interesses de um partido”, numa referência indireta ao PT e governo federal. Com uma palestra sobre economia agendada para amanhã, na Espanha, Serra vai atrasar as costuras para coligações. As articulações, por ora, ficarão nas mãos do “quarteto de ouro”, liderado por Alckmin e Kassab, e com a participação do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) e do ex-governador Alberto Goldman. Com o PSD de Kassab garantido, a ordem é buscar os parceiros tradicionais como o DEM e o PPS e apressar acordos com o PV e o PP.O principal elo entre a campanha de Serra e o governo do Estado será Edson Aparecido, que é um dos principais articuladores políticos de Alckmin e vai atuar no comando da equipe tucana na eleição. Ele pretende deixar o governo em junho. Grande aliado de Serra e cotado para vice na chapa caso o PSDB opte pelo formato puro-sangue, Matarazzo também deixará a pasta da Cultura no próximo mês. Nos próximos dias, ele deve conversar com Alckmin para definir a data de sua saída e ajudar na indicação de seu substituto. O vice-governador Guilherme Afif Domingos irá para a campanha de Serra, mas não deixará o cargo. Próximo ao ex-governador tucano, Afif vai compor a cota de Kassab na coordenação da equipe. Afif era o nome mais cotado pelo PSD para disputar a Prefeitura caso optasse pela candidatura própria. Ele coordenou na capital a campanha de Alckmin ao governo em 2010. Composição. Aliados de Serra defendem que ele chame o mais rápido possível os derrotados na prévia - José Aníbal e Ricardo Tripoli - para uma composição. Sugerem ainda a criação de um conselho político para dar espaço a todos que queiram colaborar. O secretário Bruno Covas (Meio Ambiente), que desistiu da prévia em favor de Serra, será convidado a integrar o grupo. Afinado com Alckmin, ele deve ser uma das pontes com a juventude do PSDB, com quem Serra chegou a brigar no ano passado. Cotados para trabalhar com a articulação política e a formação de alianças estão também os secretários Silvio Torres (Habitação) e Sidney Beraldo (Casa Civil). Ainda não está definido se eles deixarão suas funções. Na tesouraria, Serra deve ter Marcos Monteiro, seu ex-secretário adjunto de Gestão Pública, e Luís Sobral, que atuou também na campanha presidencial de 2010. Outros dois colaboradores de campanhas de Serra, Ronaldo Cezar Coelho e Márcio Fortes não devem ter função oficial, embora colaborem com a captação de recursos e com a interlocução com financiadores. / COLABORARAM FELIPE FRAZÃO e CHRISTIANE SAMARCO Julia Duailibi, de O Estado de S. Paulo, e Bruno Boghossian, do estadão.com.br

Será que estes juízes, entre os maiores salários do país, não têm R$ 500 para pagar um convite?

               

      Dirceu Ayres

A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil pagarão as despesas de um evento festivo do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (SP e MS) na segunda-feira, no Theatro Municipal de São Paulo. A CEF desembolsará R$ 150 mil e o BB, R$ 75 mil. O tribunal oferecerá recepção e coquetel para comemorar a posse de seus novos dirigentes, os juízes Newton De Lucca (presidente), Salette Nascimento (vice) e Fábio Prieto (corregedor). Eles tomaram posse oficialmente em 17 de fevereiro no TRF, na presença de representantes do Legislativo, do Executivo, do Ministério Público e da OAB. O tribunal alega que a posse se deu na véspera do Carnaval e decidiu fazer a comemoração agora em local mais amplo, "sem dispêndio de recursos públicos". O presidente da Associação dos Juízes Federais de São Paulo e Mato Grosso do Sul, Ricardo Rezende, diz que foi procurado por De Lucca e pelo BB para "auxiliar na organização do evento" no teatro. A associação concordou em intermediar os recursos do BB. A CEF decidiu fazer o pagamento diretamente. Segundo Rezende, os recursos do BB cobrirão as despesas com "valet", decoração e convites. A CEF pagará o coquetel. A Secretaria da Cultura diz que houve dispensa de pagamento pelo espaço e que nele haverá apresentação do Coral da Sinfônica de Heliópolis e Coral da Unifesp, contratados pelo próprio órgão.O TRF-3 é grande cliente da CEF, que administra os depósitos judiciais do tribunal. No TRF-3 tramitam processos em que a CEF é parte em São Paulo e em Mato Grosso do Sul. Em agosto de 2008, a Folha revelou que a Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil) captou dinheiro junto a empresas privadas para custear parte dos gastos de encontro promovido pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (sede no RJ) num luxuoso resort em Búzios (RJ). Em 2009 a Ajufe e outras entidades fizeram recepção para comemorar a posse de Dias Toffoli no STF. Na época, a CEF repassou R$ 40 mil.(Folha de São Paulo)

terça-feira, 27 de março de 2012

Agora é a vez do sinistro Aguinaldo Ribeiro.

                                
      Dirceu Ayres

Que o desgoverno das Ratazanas Vermelhas é um ajuntamento de bandidos, isso ninguém tem mais dúvidas. Os que se opõe ao tal DESgoverno estão cansados de tantas denuncias envolvendo membros de todas as esferas do poder chegando aos ministérios onde uma dezena de Sinistros foram acusados de maracutaias, alguns caíram, outros foram seguros pela mamulenga gerentona faxineira alucinante. Agora mais um sinistro é acusado de "maracutaias" com o dinheiro público. No Fantástico ( o que me causa estranheza é ver que a Globo do nada resolveu bater no desgoverno) de ontem a reportagem mostrou que o sinistro quando ainda secretário de governo da prefeitura de João Pessoa entrou de cabeça em uma supermaracutaia digital de um plano de internet "digrátis" para a população da cidade. Um tal de "Jampa Digital". Entre as irregularidades apontadas estão superfaturamentos, comissões em torno de 10% para os envolvidos na fraude, e a inauguração pública de um serviço que nunca funcionou, e hoje passados mais de dois anos o serviço não existe. A grana vazou dos cofres, o secretário de governo e o prefeito inauguraram o serviço pré eleitoralmente, o secretário virou deputado fedemal e o prefeito, governador do estado. E o povo se quiser internet banda larga que pague, pois de graça na Paraíba só indignação... Isto é... Será que o povo consegue se indignar? Bem, explode mais uma bomba no colo da PresidANTA Dilmarionete Dentuça, aquela que não tolera mal feito....huá huá huá!!! A imprensa vai bater no Sinistro, a Dentuça vai pedir explicações, ele vai negar o envolvimento, e a faxina que antes era uma bandeira de ética nesse DESgoverno de bandoleiros vai ficando esquecida. No ritmo que aparecem denuncias contra políticos que apóiam o DESgoverno, se a presidANTA não fosse uma estelionatária verbal, controlada remotamente pelo Sebento, mais uns três sinistros teriam se juntado ao grupo que foi defenestrado por corrupção e maracutaia. Mas como a sujeira é tamanha na tal Herança Maldita deixada pelo Defuntus Sebentus, o DESgoverno resolveu que vai arcar com as conseqüências de manter os bandoleiros nos cargos para não passar atestado de incomPTencia para a população. E como a população da pocilga não consegue se indignar com nada que não esteja relacionado a futebol. As raposas continuarão tomando conta do galinheiro. E pau no rabo do povão que paga por serviços que não recebe!!!! Pobre povo tolo. * O mascate. (Mario fortes)

Demóstenes Torres, e o decoro paralamentar não foi quebrado?

                
     Dirceu Ayres

Depois de ter sido pego com a boca na botija, o senador Demóstenes Torres, pode até ser expulso de seu partido em nome da moralidade e da ética na política...Faz-me-rir... Se expulsarem o senador da legenda o mínimo que se espera da ética no senado é que cassem seu mandato em nome do decoro parlamentar. Não é possível que o partido tire de suas fileiras um senador que está envolvido em maracutaias com um bicheiro e esse mesmo cidadão continue exercendo seu mandato mesmo sem partido. Sem contar que muitas legendas de aluguel certamente irão abrir suas portas para trazer mais um senador para seus quadros. A bomba explodiu na cara do Demóstenes é a mesma que pode explodir em muitas dentro do senado. Será que é apenas ele quem tenha envolvimentos com maracutaias e ilegalidades em nome do poder? Cadê os outros? É certo que uma boa parte dos senadores e deputados chegam ao congresso alavancados pelo trafico de drogas, e pelo jogo ilegal. Só não vê quem não quer. Agora a cambada vermelha vai aproveitar dessa situação e se fazer de "virgens ilibadas" para pedir a cabeça do Demóstenes. Todos sabemos que a PF é o braço policial do PT e toda e qualquer investigação que beire a algum membro do partido das Ratazanas Vermelhas vai ficando para trás até esfriar e cair no esquecimento. Os caras buscam apenas os rabos da oposição para pisar...E o que não faltam em Brasília são rabos para serem pisados. As operações abafa promovidas pela facilidade PTralha da maioria absoluta no congresso fedemal são imorais. E quando pegam alguém da oposição metido em falcatruas, os PTralhas se tornam os oráculos da legalidade e da moralidade e com o apoio da mídia amestrada saem batendo até conseguirem derrubar ou desmoralizar efetivamente os adversários. Muitos dizem que o Carlinhos Cachoeira se abrir a boca de tudo o que ele sabe derruba até a presidANTA Dilmarionete. Duvido que isso aconteça, pois bem antes de abrir a boca ele vai ser procurado para uma conversa, sua prisão vai ser revogada e ele vai acabar livre leve e solto. E o único a se phoder vai ser o tontão do Demóstenes que entrou numa fria por não saber fazer "bem feito". E de "mal feitos" abafados a PTralhada entende. Esperem que se essa situação continuar se desdobrando não é só no Demóstenes que a merda vai espirrar...Tem muita gente metida em sujeira das grossas no congresso fedemal. O que não se consegue é expor para a sociedade. Tem um certo senador da oposição que está se tornando unanimidade na Blogosfera dos sem noção. Para muitos, ele é o cara, mas na minha opinião ele percebeu que dizer aquilo que a população que se opõe quer ouvir dá Ibope e moral. Mas na verdade ele sabe que vai fazer oba-oba midiático até o fim do mandato em busca de dividendos eleitorais para as próximas eleições e vai conseguir se eleger novamente e a vida vai continuar nesse "moto perpétuo" até o final dos tempos, ou do mandato ou do senador efetivamente. E não esqueçam do Deputado Romário que percebeu que abrir a bocarra e vomitar contra a Copa do Mundo dá um Ibope absurdo. Mas de efetivo mesmo em matéria de atitude parlamentar....  Essa oposição não tem força no congresso, e eles lá fazem de conta que se opõe e alguns aqui fingem que acreditam. Para legitimar uma oposição efetiva e desmoralizar o congresso definitivamente abalando as estruturas da democracia, era só a oposição inteira renunciar aos mandatos em nome da moralidade e da ética. Mas qual desses senhores guardiões da "ética" e "opositores" ferrenhos ao desgoverno da pocilga é macho o suficiente para abrir mão de vencimentos que podem chegar a R$ 150.000,00 mensais fora os "por fora"? Então eles ficam lá jogando para a torcida, o desgoverno deitando e rolando na imoralidade e o povo sem representação efetiva pagando a conta. Volto a dizer, passou da hora do povo ir as ruas pedir pelo fechamento desse imundo Cãogresso Fedemal. E o Demóstenes...oras... ...PHODA-SE!!!!! (O MASCATE)

NEM COM AS BOCAS DE ALUGUEL DA GRANDE IMPRENSA O "INTERVENTOR" DECOLA EM SÃO PAULO

                        
           Dirceu Ayres

Reinaldo Azevedo escreveu um post que diz tudo sobre o que na verdade ocorre na política paulista onde Lula pretendia empurrar goela abaixo dos paulistanos um "interventor". Reinaldo é um dos últimos jornalistas que está na grande imprensa (site da revista Veja), que resiste heroicamente. A maioria dos coleguinhas que atua nos veículos de mídia nacional são todos áulicos do PT, quando não militantes mesmo, com carteirinha e tudo o mais. O texto do Reinaldo é mais que perfeito. Vai ao ponto e transcrevo na íntegra. Seu blog é leitura obrigatória diária para quem quer saber a verdade dos fatos. Leiam: O jornalismo pautado pelo PT deveria se perguntar por que Lula deu um murro na mesa e decidiu que o candidato à Prefeitura de São Paulo seria Fernando Haddad — E SEM PRÉVIAS. O PSDB, fato inegável, realizou as suas na cidade. O resultado foi compatível com um processo que de fato existiu que não se limitou a cumprir uma formalidade. Serra é, assim, o legítimo pré-candidato do PSDB à Prefeitura — candidato oficial tão logo se realize a convenção. Desafio um dos “cientistas políticos” tornados bocas de aluguel do PT a demonstrar que não. E faço a pergunta: “E Haddad? É o candidato legítimo do PT”? Por que o partido não realiza uma prévia entre ele e Marta Suplicy pra gente ver no que dá? Mas quê… A direção do partido abortou o processo porque ele perderia feio. Se existe hoje um candidato imposto, que referenda os piores hábitos da política, é Haddad. As bocas de aluguel silenciam a respeito porque, afinal, são pagas para pensar outra coisa — é o “negócio” como ciência. Para o bem e para o mal, o PSDB não tem um “coroné” como Lula. É para o mal porque a ausência de um líder unificador traz contratempos, é evidente. O partido demora, muitas vezes, a reagir e permite certa canibalização interna. Mas é “para o bem” porque o partido sobreviverá à saída de cena deste ao daquele ao longo da história, como sobreviveu. Sérgio Motta e Mário Covas se foram, e a legenda está aí. Na ausência de Lula, como está demonstrado, o PT se esfarela — e, curiosamente, o governo também. Rezar para que o Apedeuta se recupere plenamente, para os petistas, é mais do que um voto da decência humana, como é o meu. Também é uma questão se sobrevivência política. Vamos, petistas, coragem! Vamos, “analistas”, coragem! Que o PT renuncie à prática velha do dedaço e realize prévias entre Haddad e Marta Suplicy — e sem interferência da máquina federal (assim como Geraldo Alckmin não interferiu na disputa tucana). Que o PT escolha o legítimo representante do partido (ou “legítima”), a exemplo do que fez o PSDB. Fazer digressões desairosas sobre a eleição interna do PSDB — ignorando como se deu a “nomeação” do candidato do PT e chamando isso de “análise isenta” — é coisa de vigarista intelectual. Do Blog do Reinaldo Azevedo.

Comissão da Verdade vira Comissão da Provocação.

              
      Dirceu Ayres

É bom que surja alguém para impedir que gentalha como Sílvio Tendler, que incentiva provocações para tomar imagens e vender mais um dos seus filmes "históricos”, para pacificar os dois lados. A Comissão da Verdade está virando Comissão da Provocação. Radicais começam a fazer julgamento com as próprias mãos, constrangendo cidadãos na frente das suas casas, em condenação prévia. Isto pode acabar pior do que briga de torcidas. É bom que alguém com lucidez faça alguma coisa para impedir conflitos. Um mês depois de lançar um manifesto para cobrar da presidente Dilma Rousseff uma postura contra a Comissão da Verdade, o Clube Militar realizará, na próxima quinta-feira, às 15h, no Rio, evento de comemoração aos 48 anos do golpe militar de 1964. No mesmo dia, uma outra manifestação, esta em defesa da Comissão da Verdade e contra o evento no Clube Militar, vai ocorrer na Cinelândia, em frente ao prédio do clube. O ato é organizado por nomes da sociedade civil, como o cineasta Silvio Tendler, e organizações de defesa dos direitos humanos, como o Grupo Tortura Nunca Mais-RJ. Também está prevista a participação de militares cassados pelo golpe de 64, que patrocinaram um manifesto contrário ao do Clube Militar e em defesa da Comissão da Verdade e de Dilma. O ato no Clube Militar, chamado de "1964 - A Verdade", terá como palestrante o general Luiz Eduardo Rocha Paiva. O militar já deu declarações contra a Comissão da Verdade e sugeriu que Dilma fosse convocada para depor sobre as ações de resistência à ditadura militar. A presidente Dilma proibiu a comemoração oficial do golpe de 31 de março de 1964 por representantes das Forças Armadas. O Clube Militar, no entanto, antecipou a data e distribuiu os convites, exigindo traje esporte fino para quem comparecer. - Lamentamos profundamente que tenhamos uma comemoração desta natureza - disse Elizabeth Silveira, do grupo Tortura Nunca Mais. O presidente do clube, general Renato César Tibau da Costa, não retornou as ligações. (O Globo) Militares da reserva e policiais acusados de atos de tortura e outros abusos cometidos durante a ditadura militar no Brasil (1964-1985) foram alvo de manifestações realizadas ontem em seis cidades do país. Integrantes do Levante Popular da Juventude - movimento que surgiu há seis anos no Rio Grande do Sul e hoje tem representantes em todo país - levaram faixas e fizeram "apitaços" em frente às casas ou endereços de trabalho de pessoas identificadas como torturadores, com o intuito de constrangê-las. As ações ocorreram em Belo Horizonte, São Paulo, Porto Alegre, Fortaleza, Belém e Aracaju (SE), e devem continuar nos próximos meses. O grupo chama os atos de "escracho" e informa ter se inspirado em ações semelhantes que ocorreram em países como Argentina e Chile. Eles levam cartazes com imagens dos militares e de vítimas, com base em informações de processos do Ministério Público Federal, livros da época, grupo Tortura Nunca Mais e relatos de familiares. - Até agora, a única posição que vinha ganhando visibilidade era dos militares que se colocavam contra a Comissão da Verdade e em defesa dos atos do regime. Queremos ter acesso à verdadeira história do Brasil - diz o analista de sistemas Edison Rocha Júnior, de 26 anos, integrante do Levante em São Paulo, onde o ato reuniu cerca de 200 manifestantes em frente à sede da empresa de segurança privada Dacala, que pertence ao delegado aposentado do antigo Departamento de Ordem Política e Social, David dos Santos Araujo. Araujo foi acusado pelo Ministério Público Federal de participar da tortura e do assassinato do ativista Joaquim Alencar de Seixas, em 1971. Depois do ato, a empresa retirou de seu site as logomarcas de seus principais clientes. Ninguém na empresa quis dar entrevista. Em Porto Alegre, um muro do outro lado da rua da casa do coronel Carlos Alberto Ponzi, ex-chefe do Serviço Nacional de Informações da cidade, amanheceu com a frase: "Aqui em frente mora um torturador". Ponzi foi citado em processo que apurou o desaparecimento do militante Lorenzo Ismael Viñas em Uruguaina (RS). O GLOBO deixou recados no telefone da casa do coronel, mas ele não retornou. (O Globo)