segunda-feira, 30 de julho de 2012

TMENSALÃO FOI "O MAIS ATREVIDO E ESCANDALOSO ESQUEMA DE DESVIO DE DINHEIRO PÚBLICO", AFIRMA PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA.

         

      Dirceu Ayres

Procurador-Geral Roberto Gurgel  Em sua última manifestação formal antes do início do julgamento do mensalão, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, enviou aos ministros do Supremo Tribunal Federal um documento no qual afirma que o caso foi "o mais atrevido e escandaloso esquema de corrupção e de desvio de dinheiro público flagrado no Brasil". A expressão faz parte de um vasto memorial que foi entregue na última semana aos 11 integrantes do Supremo e obtido pela Folha. O julgamento começa na quinta. Ao enviar o material, Gurgel visa facilitar o trabalho dos ministros, caso advogados contestem provas citadas pela acusação, ou afirmem que não existem indícios sobre um ou outro ponto. O que Gurgel fez foi pinçar das mais de 50 mil páginas do processo o que chamou de "principais provas" contra os acusados. Esses documentos (como perícias, depoimentos e interrogatórios) foram separados pelo nome de cada réu, em dois volumes. Nos últimos dias, advogados de defesa também entregaram os seus memoriais. No texto em que Gurgel chama o mensalão de o mais "escandaloso esquema", o procurador retoma uma frase que usou nas alegações finais, enviadas ao Supremo no ano passado, quando havia dito que a atuação do STF deveria servir de exemplo contra atos de corrupção.  Agora, diz que "a atuação do Supremo Tribunal Federal servirá de exemplo, verdadeiro paradigm  histórico, para todo o Poder Judiciário brasileiro e, principalmente, para toda a sociedade, a fim de que os atos de corrupção, mazela desgraçada e insistentemente epidêmica no Brasil, sejam tratados com rigor necessário". Em outro ponto, ele afirma que o mensalão representou "um sistema de enorme movimentação financeira à margem da legalidade, com o objetivo espúrio de comprar os votos de parlamentares tidos como especialmente relevantes pelos líderes criminosos." Em sua manifestação final, Gurgel tentou relembrar alguns detalhes fundamentais, como o papel do núcleo financeiro do esquema.  "Impressiona constatar que as ações dos dirigentes do Banco Rural perpassaram todas as etapas do esquema ilícito, desde sua origem (financiamento), passando pela sua operacionalização (distribuição) e, ao final, garantindo a sua impunidade pela omissão na comunicação das operações suspeitas aos órgãos de controle", afirma. Ao resumir o que a ação contém, o procurador concluiu: "Colheu-se um substancioso conjunto de provas que não deixa dúvidas à procedência de acusação". Da Folha de S. Paulo deste sábado

REPORTAGEM-BOMBA DA REVISTA VEJA DEVASSO O MENSALÃO QUE COMEÇA A SER JULGADO NA PRÓXIMA SEMANA!!


      Dirceu Ayres


Houve uma verdadeira corrida às bancas neste sábado em todo o Brasil! A reportagem-bomba da revista Veja desta semana já começa na própria chamada de capa: a foto é de José Dirceu com cara de quem não gostou e a matéria de capa é, evidentemente, o julgamento do mesalão. E tem mais: outra reportagem de teor explosivo revela que a polícia abriu novo inquério para investigar a ex-ministra Erenice Guerra, amiga íntima da Dilma e que há algum tempo mandava um bocado dentro do Palácio do Planalto. Portanto, a edição de Veja desta semana, por isdso mesmo, é de leitura obrigatória, para quem quiser ficar por dentro do julgamento do mensalão e conhecer as saídas do complicado labirinto lulístico. Transcrevo excertos da reportagem-bomba que está postada no blog do Reinaldo Azevedo, onde há muito mais coisas quentes para serem lidas e que não constumam frequentar as páginas dos jornalões e seus sites invariavelmente puxa-sacos do Lula, da Dilma, do PT e seus sequazes. Leiam este aperitivo e corram à banca mais próxima para comprar a revista Veja que traz informações exclusivas: A partir das 2 da tarde desta quinta-feira, o ex-ministro da Casa Civil de Lula mais 37 acusados de participar do mensalão, o esquema de desvio de dinheiro público para lavar sobras de caixa de campanha e, de quebra, comprar apoio no Congresso, começarão a ser julgados pelo Supremo Tribunal Federal. Dirceu é o personagem central do processo. Ao seu destino, estão amarrados a sorte dos demais mensaleiros, o futuro do PT e a imagem com que o governo Lula entrará para a história. O veredicto sobre o homem apontado pelo Ministério Público como o “chefe da quadrilha” do mensalão fechará uma triste página da história do Brasil. Dirceu traçou três possíveis cenários alternativos para o futuro. Absolvido, vai entrar no Congresso com um pedido de anistia para retomar a vida política. Quer recuperar o comando do PT e voltar a disputar eleições. Não lhe agrada a possibilidade de se candidatar a deputado, mas ele sabe que sua enorme rejeição o impediria de vencer eleições majoritárias em São Paulo, onde construiu sua carreira política — mas onde, por medo de vaias, só vai a restaurantes “vazios e decadentes”. Tem muito de autocomiseração nisso. Dirceu é sempre visto em restaurantes paulistanos cinco-estrelas. Por exemplo, em um tradicionalíssimo português dos Jardins. Recentemente, ouviu de Lula a sugestão de transferir seu domicílio eleitoral para o Distrito Federal e disputar por lá o cargo de governador ou senador. Gostou muito. Governador do Distrito Federal dá mais relevância do que deputado federal por São Paulo. O plano B leva em conta o que é, para ele, o pior cenário: a condenação com pena alta — e cadeia. Nesse caso, Dirceu já definiu o seu projeto: vai virar mártir. Desmontará sua consultoria e voltará para os braços do PT mais radical. Cogita até mesmo denunciar o estado brasileiro a cortes internacionais de direitos humanos. O pavor da prisão fez com que, há dois meses, ele chegasse a pensar em fugir do Brasil. “Para quem já viveu o que eu vivi, sair daqui clandestino de novo não custa nada”, disse, em um jantar na casa do advogado Ernesto Tzirulnik, em São Paulo, na presença de uma dezena de convidados, entre eles o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. A alternativa que seus auxiliares consideram mais provável, porém, é a condenação a uma pena branda ou que já prescreveu, o que o livraria de ir para um presídio. Nesse caso, entraria em cena o plano C, que consiste em “ganhar muito dinheiro”. “O Zé vai compensar nos negócios a frustração pelo fim da carreira política”, diz um interlocutor. De tudo o que se diz sobre José Dirceu, nada é tão incontestável quanto um traço de seu caráter. Dirceu tem nervos de aço. A decantada frieza do “chefe da quadrilha” é real. Dirceu se fortalece e foca melhor a mente em momentos de crise. Um hesitante não conseguiria suportar a desconfiança dos próprios camaradas exilados em Havana — para onde foram, com escala no México, depois de ser soltos da prisão em troca da vida do sequestrado embaixador americano Charles Elbrick. Na volta ao Brasil, 25 dos 28 integrantes ex-exilados do grupo do Movimento de Libertação Popular (Molipo), organização terrorista a que Dirceu pertencia, foram mortos ou presos. Dirceu escapou. Sua sorte levantou mais suspeitas. Dessa vez, muita gente de esquerda jurava que Dirceu era mesmo agente da ditadura brasileira. Nada disso foi provado. Mas o sangue frio lhe permitiu viver por quatro anos na pele do fictício investidor em gado Carlos Henrique Gouveia, personagem que encarnou, no interior do Paraná, até 1979. Hoje, José Dirceu de Oliveira e Silva é um homem rico. E frustrado. Sabe que, condenado ou absolvido no julgamento do mensalão, está fadado a enterrar o seu grande sonho, o de um dia presidir o Brasil. Postado por Aluizio Amorim

segunda-feira, 23 de julho de 2012

A INVEJA

PRIORIDADES, CADA UM TEM A SUA


     Dirceu Ayres

A inveja é uma burrice. Mas é através dela que a gente pode melhorar como pessoa. Digamos que você está sentindo inveja de alguém. Alguém que recebe mais atenção, mais carinho, mais aprovação do que você. As pessoas simplesmente gostam mais da outra pessoa do que de você e, como resultado, você sente inveja. Se você continuar a partir daí vai acabar se matando, odiando todo mundo, gerando maledicências, etc. E lembre-se, a inveja ou o invejoso é como o inimigo, arrasta-se no barro fétido da coletividade humana, não lhe conhece e nem é seu conhecido, mas tem inveja ou é seu inimigo. O caminho não é nada bonito deste ponto adiante. O melhor a fazer é parar e voltar pelo caminho certo que você trilhou. Olha para a pessoa de quem todos gostam. Veja por que ela é tão querida. Provavelmente porque ela é agradável, sincera, humilde e até honesta. Ou por outro lado você não esteja com essas qualidades tão em evidência, mas, isso não quer dizer que não as tenha. E aí, decida. Se você quer ser uma pessoa agradável aja neste sentido. Pode ser que, com o tempo, as pessoas achem isso de você também. Uma coisa é certa: Ninguém gosta do invejoso. Continuar neste caminho é dirigir-se direto para a solidão. Também podemos comparar a inveja com certas amizades mal escolhidas. Você faz tudo por aquela pessoa e no dia que por algum motivo você precisar de algum préstimo dela... Escafedeu-se, não a encontra e se a encontrar ela não se prestará a lhe ajudar ou não poderá lhe fazer algum benefício muito menos um favor!. Nem por isso você deve se comparar com ninguém, por que!. Se você achar que a pessoa tem mais isso ou aquilo que você, isso o tornará muito magoado. Se for o contrário, você achar que é melhor que a outra pessoa, poderá transformá-lo em um presunçoso ou até prepotente, o que o tornará uma pessoa muito chata e sem amigos. Acho que o melhor ainda é o caminho do meio. Nem tanto ao Padre, nem tanto a missa. Se resolver ser um chato, não terá amigos, pelo menos sincero. Se resolver ser agradável, verão que esse é um dos caminhos de se fazer amigos leais. Não custa nada nem tem esforço. Olhando com certa atenção, verá que as coisas da vida são tão simples que até duvidamos ou temos dificuldades em acreditar. É isso mesmo as dificuldades somos nós que criamos a vida em si mesmo não tem nada de difícil, não senhor, só precisa que tenhamos alguma habilidade para conviver com outras pessoas. Mas a observação nos mostra que habilidade para viver, muitas pessoas aprendem apenas vivendo, praticando como viver bem e sendo correta em seu proceder. Agindo assim, constituirá família, terá bons amigos, nunca precisará ter inveja de ninguém, a vida lhe bastará e assim será muito feliz com sua família e o bom Deus vai lhe abençoar sempre.

LADRÃO NO BRASIL




          Dirceu Ayres

Existem no Brasil algumas coisas sem sentido nenhum. Ladrão famoso em alguns Paises e até mesmo no Brasil foi tema de romantismo ou sinônimo de audácia e coragem. Até boiola ou homossexual como o já famoso Madame Satã tinha o seu lado de lirismo. Mas no caso de termos um Político em foco, não fica nada bonito, mesmo porque o político quando mete a mão com proteção ou não, ele leva tudo e ainda quer mais. Um Deputado muito nosso conhecido, lá das bandas de Belém do Pará, useiro nesse tipo de coisa (já passou onze horas preso) segundo a Revista VEJA dessa semana 18 /07 nas páginas 50 e 51 ele deu um jeito como abrir uma janela de legalidade e consegui em seis meses certidões e tudo que se fazia necessário para transferir uma televisão (CANAL) de sua propriedade para outra firma que não devia nada, estava com o nome limpo na praça. A tal televisão ou a firma dele já devia mais de oitenta e dois milhões de reais (82.000.000.00) ao Governo federal e essa conversão levaria tirando por menos mais de três anos para se conseguir. A pergunta, é: E agora, cobra a quem?, Afirma abandonada e falida não será. Que falta de inteligência e até romantismo. Na França, mais precisamente em Paris no início dos anos novecentos surgiu um ladrão audacioso que sabia roubar. Ladrão de Casaca surgiu em 1907 com o titulo francês de: Arsène Lupin, gentleman-cambrioleur, ou seja Arsène Lupin, ladrão-cavalheiro. Surgiu por encomenda para a revista francesa "Je sais Tout": Pierre Lafitte, o editor daquela revista encomendou a Maurice Leblanc uma novela policial, cujo herói fosse para a França o que são para a Inglaterra, Sherlock Holmes (de Arthur Conan Doyle) e Raflles ao mesmo tempo. Nasceu assim Arsène Lupin, um personagem vivo, audacioso, impertinente, desafiando sem cessar o Inspetor Ganimard, arrastando corações atrás de si, zombando das posições conquistadas e ridicularizando os burgueses, socorrendo os fracos, Arsène Lupin é um Robin Hood da Belle Époque. Aqui no Brasil os ladrões principalmente se ligados a partidos Políticos, não socorrem nem fracos nem amigos, furtam só para si e sua família. Lupin tinha uma característica peculiar, avisava sempre a vitíma antes do roubo, mas independentemente dos esforços da polícia Lupin "adquiria" sempre o que queria. Nas palavras de Pierre Lazareff: "Um Robin Hood bem francês: não se leva muito a sério ; sua arma mais mortífera éra a inteligência e a engenhosidade; nào é um aristocrata que vive como anarquista, mas um anarquista que vive como aristocrata." Acredito que pessoas que roubam escorados em um mandato, em um amigo ou no poder Político, como fazem alguns Brasileiros que se elégem somente para dar o golpe, principalmente quando a Presidência precisa de votos do Congresso e negociam qualquer coisa e de qualquer geito. Um dia vai quebrar a cara, espero que bata com ela no chão e se esbagaçe ou morra.

Mensalão: PT deve R$ 100 milhões para Marcos Valério.



                                         Dirceu Ayres

A dez dias do início do julgamento do mensalão, Marcos Valério e seus ex-sócios devem na Justiça pelo menos R$ 83 milhões que saíram dos bancos Rural e BMG para abastecer o PT e partidos aliados em 2003 e 2004. A Folha teve acesso aos processos no Tribunal de Justiça de Minas em que os bancos cobram o valor, mas, segundo avaliação de envolvidos no episódio, a dívida jamais será paga. O julgamento começa no dia 2 de agosto no STF (Supremo Tribunal Federal).Apontado como operador do mensalão, Valério alega que pegou o dinheiro a pedido do PT e, para pagar aos bancos, cobra R$ 100 milhões do partido na Justiça. "Há uma responsabilidade de natureza civil do PT", diz o advogado de Valério, Marcelo Leonardo. De acordo com a Procuradoria-Geral da República, em 2003 e 2004 o Rural e o BMG fizeram empréstimos de R$ 64 milhões ao PT e às empresas de Valério. O objetivo, sustenta a denúncia dos procuradores, era misturar esse valor ao dinheiro público desviado de contratos das empresas de publicidade de Valério com o Banco do Brasil e a Câmara dos Deputados -e, com isso, camuflar a origem ilegal dos recursos do mensalão. O PT nega e afirma que o dinheiro que repassou a aliados e a integrantes do partido, para atender a despesas eleitorais, vieram exclusivamente dos empréstimos feitos no Rural e no BMG. E diz que pagou a sua parte em 2009, não reconhecendo, por consequência, a dívida cobrada hoje de Valério. Já a Procuradoria descreve o mensalão de outra forma: como um esquema de compra de apoio político no Congresso organizado pelo PT no início do governo Lula. E diz que os bancos liberaram o dinheiro em troca de receber benefícios do governo. Não teriam a intenção de cobrá-lo, o que só fizeram após o estouro do escândalo. O Banco Rural, segundo a Procuradoria, queria o apoio do governo na aquisição de parte do Banco Mercantil de Pernambuco. Já o BMG, diz a denúncia, teria sido beneficiado na operação de empréstimos consignados de servidores públicos. Os documentos mostram que as dívidas de Valério com os dois bancos estão longe de ser quitadas. Um dos empréstimos, de R$ 17,4 milhões, por exemplo, foi parar no arquivo da Justiça mineira no mês passado. Trata-se do empréstimo de do Rural à Graffiti, empresa do grupo de Valério. A dívida foi atualizada para os R$ 17,4 milhões em 2005, quando a cobrança começou, mas hoje pode ser muito maior. O banco alega que o caso será reativado quando localizar bens de Valério para penhorar. Em 2009, Valério assinou uma "confissão parcial de dívida" ao dar uma Pajero e uma Toyota Fielder para abater R$ 120 mil de outra das pendências, de R$ 38,4 milhões, referente a empréstimo do Rural à SMPB, principal empresa do grupo. Além disso, seu ex-sócio Ramon Hollerbach deu imóveis avaliados em R$ 420 mil. Os dados mostram que até agora apenas 1,5% desse empréstimo foi quitado. No processo, Valério e os ex-sócios chegaram a apresentar fazendas apontadas como fantasmas pela Justiça para tentar abater a dívida. Valério não pagou os empréstimos junto ao BMG que, segundo ele, também foram destinados ao PT.(Folha de São Paulo)

Por onde andará Wally Sebento da Silva?



      Dirceu Ayres

Por onde andará o EX presidente Defuntus Sebentus? " O cara" está mais sumido que dente em boca de pobre. Desapareceu da mídia, não tem desafiado as leis e nem cometido crimes eleitorais. Não tem subido em palanques para alavancar a candidatura de seus comparsas. Parece que o PT está até procurando um imitador da voz do Sebento para fazer a locução de textos nos vídeos de campanha eleitoral da quadrilha vermelha, já que o falastrão está com a voz em frangalhos. E tome mais uma fraude na conta dos PTralhas. Irão colocar um outro ignóbil ser para se fazer passar pelo Sebento na visível intenção de iludir eleitor otário. Mas falsidade ideológica para uma Ratazana Vermelha é crime menor. Afinal o mensalão foi caixa dois de campanha...né? Após a polêmica entre o Sebento e o Sinistro Gilmar Mendes do STF, e a aliança com Paóló Malóf para "turbinar" a candidatura do Menino Malufinho, e com o julgamento do mensalão batendo às portas, parece que o falastrão resolveu desaparecer para não polemizar ainda mais a sua situação. Na minha opinião, o câncer que tanto alardeiam a cura não está realmente "zerado" e o Sebentão vai ter que ficar no estaleiro por mais algum tempo na tentativa de fugir da justiça divina. O que sabemos de verdade é que o mensalão, que o Sebento jura que não existiu, vai a julgamento, é certo que com esse STF aparelhado e ajoelhado que temos, as punições dificilmente virão. Mas por via das dúvidas, nada melhor do que dar uma sumidinha básica para fazer a imprensa alugada se preocupar com outros assuntos e aliviar a tensão no julgamento. mOu será que o Sebentão está isolado do mundo tentando digerir o prêmio J L Kluge que o EX presidente FHC recebeu do Congresso Duzestaduzunidus? Prêmio esse que veio acompanhado por um polpudo cheque no valor de UMA MILHETA DE VERDINHAS... mEssa deve ter matado o Sebentão... E no mais... PHOD@-SE!!!

Agora candidatos a favor do aborto e do casamento gay fogem do tema como o diabo da cruz. Eleitor tem memória.



    Dirceu Ayres

Parlamentares que tiveram como uma de suas bandeiras a criminalização da homofobia ou a defesa da união civil de pessoas do mesmo sexo enfrentam agora oposição ferrenha de evangélicos e católicos na campanhas para as eleições municipais. Atrás dessa fatia do eleitorado, alguns deles tentam agora reconstruir o discurso ou fazer acordo com lideranças religiosas, na tentativa de neutralizar os ataques. São vários casos espalhados pelo país, mas essa disputa ganha maior visibilidade nas grandes cidades. Na eleição para a prefeitura de Manaus, por exemplo, esse é o maior viral contra a candidatura da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). A coordenação de sua campanha está procurando líderes de igrejas evangélicas para tentar neutralizar a resistência a seu nome por causa da defesa da causa dos homossexuais que fez no Senado. De acordo com o Censo 2010, os evangélicos representam 35,5% da população da capital. — Os adversários é que tentam atribuir a ela posição sobre o tema. Ela sequer estava presente na votação do projeto (de criminalização da homofobia) na comissão do Senado — afirmou o senador Eduardo Braga (PMDB-AM), padrinho da candidatura de Vanessa. A senadora defendeu que o PLC 122/06 — projeto de lei que torna crime discriminação de gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero — tramitasse em regime de urgência e fosse direto para o plenário. Mas a matéria está parada na Comissão de Direitos Humanos do Senado, em meio à disputa entre as bancadas religiosas e os defensores dos direitos LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros). Relatora do PLC 122/06 na legislatura passada, a ex-senadora Fátima Cleide (PT-RO) não conseguiu se reeleger para o Senado em 2010 e agora tenta a prefeitura de Porto Velho, devendo enfrentar as mesmas dificuldades. Ela acredita que agora esse tema não terá o mesmo peso que em 2010, quando até a eleição presidencial foi contaminada pela polêmica. Aposta que os assuntos municipais serão mais importantes este ano. — O fundamentalismo religioso existe e também o fundamentalismo eleitoreiro, que se aproveita do conservadorismo religioso. Mas acho que, neste ano, essa bandeira não vai vingar — disse a ex-senadora.
Já a deputada Manuela D´Ávila (PCdoB-RS) se aliou a evangélicos na disputa pela prefeitura de Porto Alegre, tentando conquistar essa fatia do eleitorado e também evitar a exploração, de forma negativa, do apoio que deu na Câmara às propostas de união civil de pessoas do mesmo sexo. Mesmo assim, aliados de Manuela afirmam que o prefeito José Fortunati (PDT), que é candidato à reeleição e evangélico, tem explorado o tema em cultos. Ao participar da Marcha para Jesus, no ano passado, Fortunati disse que “o senhor Jesus está no comando desta cidade”. A preocupação do deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), coordenador da Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT, é como esse tema é invocado para difamar os candidatos. — Essa difamação está quase sempre sustentada em calúnias, principalmente pelas redes sociais. Eles (os políticos) distorcem os fatos e criam um pânico moral. Um pastor ou padre dizer que homossexualismo é pecado, o que é um dogma da igreja, é diferente de difamar — disse ele. Outro que pode enfrentar problemas semelhantes na campanha é o ex-ministro da Educação Fernando Haddad (PT), candidato à prefeitura de São Paulo, por causa do chamado “kit gay”, o polêmico material de combate à homofobia nas escolas. O kit seria distribuído pelo MEC mas foi vetado por Dilma depois da pressão dos deputados evangélicos. Essa não será a primeira campanha pautada por debate moral. Nas eleições presidenciais de 2010, o candidato tucano José Serra, ex-ministro da Saúde, explorou a postura pró-aborto de sua adversária, a então candidata Dilma Rousseff. Em resposta, a petista afirmou que era contra a interrupção da gravidez mas que, se fosse eleita, encararia o tema como uma questão de saúde pública e social. Neste ano o Secretário-geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), dom Leonardo Steiner já afirmou ser a favor de debater aborto e casamento gay nas eleições municipais. (O Globo)