quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Joaquim Barbosa impõe a lógica e faz Justiça.


  

   Dirceu Ayres

Método de Barbosa incomoda réus porque dá lógica ao mensalão e realça tese da quadrilha A confirmação de que o julgamento do mensalão seguirá o modelo preconizado pelo ministro Joaquim Barbosa deixou em polvorosa os advogados dos réus. Não é difícil entender as razões. Submetido à fórmula do relator, o processo ganha lógica, realça a tese de formação de quadrilha e tonifica a hipótese de condenações em série. Com pequenos ajustes, Barbosa refaz agora o desenho que esboçara em agosto de 2007, quando o Supremo converteu a denúncia do menalão em ação penal. Naquela ocasião, o relator subverteu a ordem da peça acusatória da Procuradoria Geral da República. Abriu o seu voto pelo capítulo 5. Por quê? Era nesse trecho que a denúncia do então procurador-geral Antonio Fernando de Souza tratava da fonte do dinheiro que abastecera o caixa clandestino do PT. Na sequência, Barbosa recuou para o capítulo 3, no qual esmiuçavam-se os casos de desvio de verbas públicas. Engenhoso, o ministro deixou por último os capítulos mais controversos. Acomodou no final da fila o pedaço da denúncia que tratava do chamado “núcleo político” da brigada do mensalão, aquele em que José Dirceu e a cúpula do ex-PT foram acusados de formação de quadrilha. Do modo como fatiou a denúncia, Barbosa favoreceu a compreensão do escândalo. A apresentação do capítulo anterior como que iluminava os meandros do capítulo subsequente. O relator obteve um êxito fulgurante. Seu voto tinha 430 páginas. Em ponteiros corridos, o julgamento consumiu 36 horas. Em dias, foram cinco. Cada ministro votou 112 vezes. A posição de Barbosa prevaleceu em todas as votações –em 96 delas por unanimidade. Concluída a análise da denúncia, foram ao banco dos réus todos os 40 acusados. Três saltaram para fora dos autos –um por morte, outro por acordo e um terceiro, na semana passada, pelo reconhecimento de um erro processual do STF. Sobraram 37. Agora, o voto de Barbosa ocupa cerca de 1.200 folhas. Iniciado em 2 de agosto, o julgamento deve invadir o mês de setembro. Ao inaugurar a leitura do novo voto, na quinta-feira (16), Barbosa promoveu um ajuste sibilino. Dessa vez, escolheu para a abertura o capítulo 3, aquele que trata do desvio de verbas públicas. Na fila de 2007, era o segundo item. Na sequência, virá o trecho que cuida da fonte de recursos do mensalão, que era o primeiro na votação anterior. Inclui os contratos do fundo Visanet, que o Banco do Brasil confiou às agências de Marcos Valério. A inversão não altera a lógica do voto relator. Novamente, Barbosa dá prioridade às verbas. Esmiuçada a origem, virá a seguir a lavagem de dinheiro atribuída a Marcos Valério e seus ex-sócios e aos ex-dirigentes do Banco Rural. Depois, a imputação de gestão fraudulenta de instituições financeiras, trecho em que estão incluídos os supostos empréstimos contraídos pelo PT no Rural e no BMG. Em seguida, serão julgados os crimes de corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro de que são acusados os políticos dos quatro partidos que receberam dinheiro do esquema. No item seguinte, a lavagem de dinheiro que a Procuradoria acomoda sobre os ombros de parlamentares do PT e de um ex-ministro de Lula: Anderson Adauto (Transportes). No penúltimo naco do voto de Barbosa aparecem Duda Mendonça e a sócia dele, Zilmar Fernandes, que respondem por lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Só então sobrevirá o grand finale: o julgamento dos três petistas acusados pela Procuradoria de formar a quadrilha: José Dirceu, descrito como “chefe da organização criminosa”, e seus dois “comparsas”: José Genoino e Delúbio Soares. No encadeamento de Barbosa, a plateia vai recompondo aos pouquinhos o papel de cada personagem na cena do escândalo. De um modo que, ao final, torna-se difícil digerir o lero-lero segundo o qual o mensalão é uma farsa e a quadrilha é uma lenda. Difícil também engolir a versão de que a mula não teve cabeça. “Os encontros entre Dirceu e a cúpula do Banco Rural reforçam a tese de que o denunciado tudo sabia”, disse o Joaquim Barbosa de 2007. É improvável que o relator de 2012 tenha mudado de opinião. Sobre o esquema como um todo, o relator expressou-se assim há cinco anos: “Os fatos são claríssimos. Membros de uma gremiação [PT] resolvem distribuir recursos a membros de outras agremiações. Tratativas acontecem e esses recursos são firmados sem registro. Se isso não caracteriza formação de quadrilha, teremos muita dificuldade daqui para a frente.” O linguajar do relator destoa do juridiquês usualmente empregado no Supremo. Barbosa é minucioso na descrição e direto na qualificação dos crimes. A votação fatiada assusta os réus porque os outros ministros terão de se pronunciar sobre cada capítulo sob a atmosfera aziaga propiciada pelo estilo do relator.  Na sessão de quinta-feira, quando Barbosa pegou em lanças pela manutenção do modelo fatiado, José Carlos Dias, advogado de Kátia Rabello, a ex-presidente do Banco Rural, foi à tribuna para transmitir a “perplexidade” dos defensores dos réus com “o risco de ver rompido o caráter unitário desse julgamento.” Revisor do processo, o ministro Ricardo Lewandowski, recorreu ao regimento interno do Supremo para expressar a mesma preocupação. Citou o artigo 135: “Concluído o debate oral, o presidente tomará os votos do relator, do revisor e dos outros ministros, na ordem de antiguidade…” Lewandowski arrematou: “Nao há no regimento nenhuma menção a fatiamento.” No afã de se contrapor ao relator, o revisor não se deu conta de que incorreu numa bobagem. O fatiamento não avilta a ordem. Apenas altera a forma. O pronunciamento dos ministros se dará exatamente como prescreve o regimento: primeiro o relator, depois o revisor, os outros na sequência –dos mais novos para os mais antigos. A única diferença é que, em homenagem ao bom senso, em vez de ocupar o microfone uma única vez, cada ministro votará várias vezes. Percebendo-se em minoria, Lewandowski teve de refluir. Na sessão de segunda-feira, será convidado a dizer o que pensa sobre o primeiro capítulo desfiado por Barbosa. Nesse trecho, Barbosa condenou quatro réus. Entre eles o deputado petista João Paulo Cunha (corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato) e Marcos Valério (corrupção ativa e peculato). O revisor pode ter recolhido dos autos conclusões diversas. Melhor e mais prático que as exponha logo –na lata, como se diz. Falta agora definir o momento em que os réus eventualmente condenados conhecerão o tamanho das respectivas penas. Se Barbosa for seguido também nesse tópico, os castigos serão fixados apenas no final do julgamento.* Texto por Josias de Souza BLOG DO MARIO FORTES

Novo advogado de Cachoeira causa tremor a PT e PMDB.



         Dirceu Ayres



Cachoeira tem novo advogado e tese da delação premiada preocupa o Palácio do Planalto Cuidado redobrado. O escândalo envolvendo Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso desde o último dia 29 de fevereiro na esteira da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, pode sofrer uma reviravolta. Até recentemente defendido pelo criminalista Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça no governo Lula, Cachoeira deve entregar sua defesa ao advogado Ricardo Sayeg. E é exatamente nessa mudança que está o perigo. Diferentemente de Thomas Bastos, que assumiu o caso para manter Cachoeira calado o máximo de tempo possível, o que fez a alegria de petistas ilustres, Sayeg é adepto da delação premiada como forma de minimizar a pena a ser cumprida pelo cliente. Márcio Thomaz Bastos deixou a defesa de Carlinhos Cachoeira depois que a mulher do contraventor foi acusada de chantagear o juiz federal responsável pelo caso, o que não foi comprovado, pois o magistrado não tem provas do crime e perdeu a chance de dar voz de prisão a Andressa Mendonça no momento da consumação do fato. O criminalista alegou que a relação com os familiares de Cachoeira estava desgastada, mas a realidade é que nada do que foi prometido aconteceu. Segundo consta, Thomaz Bastos teria cobrado R$ 15 milhões de honorários, valor considerado alto mesmo com cláusula de sucesso, mas o contraventor continua preso. A estratégia de Ricardo Sayeg trouxe preocupação a Palácio do Planalto e à cúpula do PT, pois há muito mais companheiros envolvidos com o contraventor do que se pode imaginar. Tão abusado quanto precavido, Cachoeira tinha o hábito de gravar seus encontros, algo que o PT palaciano soube a partir do escândalo envolvendo Waldomiro Diniz, ainda nos primórdios do governo Lula. Se Carlinhos Cachoeira seguir as orientações do seu novo advogado, a República deve desmoronar por completo, pois muitos escândalos virão à tona. Antes que Cachoeira conte o que sabe, alguém há de silenciá-lo. Não custa lembrar o caso de Carlos Delmonte Printes, legista do caso Celso Daniel, misteriosamente morto em seu escritório, na Zona Sul da capital paulista. * Ucho. info  BLOG DO MARIO FORTES

Julgamento do mensalão. Será que agora vai?


             
     DIRCEU AYRES

Bem amigos, começa hoje a parte mais interessante do julgamento do mensalão. Terão inicio as leituras dos votos dos Sinistros onde a sorte de cada um dos réus está lançada. Certo que o Sinistro Lewandouisque mais o outro PTralhinha o tal Toffolli farão o papel de "bate-paus" do PT, alisarão e tentarão de todas as formas melar a votação, e se tudo der certo, "aliviar" algumas condenações dos quadrilheiros. Mas vou ser absolutamente sincero, a grana que foi desviada jamais voltará para os cofres públicos, e os bens dos quadrilheiros certamente não serão penhorados em nome da moralidade pública. Tomar os bens da cambada e deixa-los na merda seria uma punição exemplar, mas... Agora, se o esbirro de Fidel Castro, o tal ZÉ Dirceu, a eminência parda do PT, for condenado e perder os direitos políticos já está de bom tamanho, e se ele for preso então, aí não tem preço. Se Zé Dirceu levar uma lição, qualquer que seja, desde que o impeça de disputar novamente cargos eletivos ou nomeações políticas na pocilga, eu já me daria por satisfeito, e o que vier depois em matéria de condenação do restante do bando, é lucro. Hoje a sorte do Brasil que pode dar certo será lançada. Agora veremos o quanto a nossa justiça trabalha em favor da constituição e do povo. E no mais... PHOD@-SE!!!

O socialismo bolivariano é o mal do século.


      Dirceu Ayres

"Presidentes que não saem do ar: Hugo Chávez, da Venezuela, Cristina Kirchner, da Argentina, e Rafael Correa, do Equador, usam redes nacionais de rádio e TV para impor sua visão", informa O GLOBO de ontem em matéria que revela como arma política o "microfone estatal a serviço do poder". Estive em Cuba com minha família há apenas alguns anos. Fidel Castro era ainda presidente. Quando liguei a televisão no hotel e percorri os canais, o comandante estava em todos eles. Era ainda pior do que esse clássico sintoma de tiranetes em ascensão que se comunicam com frequência em cadeias nacionais de televisão. Filmado em diferentes ocasiões, em longuíssimos discursos, fazia preleções para crianças em escolas, presidia reuniões políticas, exortava jovens em cerimônias de formatura universitária, recebia delegações políticas estrangeiras, em onipresente tentativa de lavagem cerebral. Entusiasmante nos primeiros minutos, tolerável por meia hora e insuportável a partir de então. Chávez, a cuja visita pude assistir naquela ocasião, teve mesmo em Fidel um grande mestre. Hoje sabemos todos que Lula não era Chávez. Mas nem todos sabíamos que o Brasil não é a Venezuela. O antigo procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza sabia. O atual procurador-geral, Roberto Gurgel, e o ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa também. Quem não sabia era a turma do mensalão. Há quem, ainda hoje, acredite na concentração dos poderes políticos, na centralização administrativa, na estatização da economia e no controle da mídia como receitas adequadas para o Brasil. O equívoco intelectual tem nome: um exacerbado socialismo nacionalista. Essa é uma estrada conhecida, trilhada à "esquerda" e à "direita" por regimes totalitários que infelicitaram milhões de seres humanos. Enveredaram por esse caminho as ditaduras de partido único da Itália de Mussolini, da Alemanha de Hitler, da Rússia de Stalin. O caminho da servidão.
"Mussolini foi antes de tudo um socialista. O ingrediente nacionalista foi também virulento. O fascismo italiano é, como o nazismo alemão, um nacional-socialismo", diagnostica o insuspeito e lúcido Edgar Morin, em "Cultura e barbárie europeias" (2005). O socialismo bolivariano é a doença latina do século XXI. A concentração de poder político, a estatização da economia e o controle da mídia são sintomas clássicos de um exacerbado socialismo nacionalista. (Artigo de Paulo Guedes, publicado hoje em O Globo, com o título "Socialismo tardio")

domingo, 19 de agosto de 2012

FORA DILMA, FORA LULA, VIVA A DEMOCRACIA, PT NUNCA MAIS!…


           
    Dirceu Ayres

Que vergonha! Este governo do PT que está no Poder, porque compra votos, através do Bolsa Esmola, ´compra políticos que são pessoas da pior espécie e, também, é o que há de mais podre na política e a imprensa também, com raras exceções. Compra tudo com o dinheiro público, dinheiro do povo. É conivente com a corrupção e com os corruptores, com os criminosos do Mensalão, o que é triste e chocante, ninguém é preso, ninguém devolve o que roubou, político é cassado, devido à impunidade rola solta neste país. FORA DILMA, FORA LULA, VIVA A DEMOCRACIA, PT NUNCA MAIS!. Com tudo isso colocou na Presidência, uma guerrilheira, assaltante de banco a mão armada, sequestradora, sem condições mínimas de governar uns pais, etc., que hoje, a exemplo do seu antecessor, odeia os aposentados que trabalharam toda uma vida e ajudaram a construir este país e, contribuíram mês a mês, ano a ano para ter uma velhice tranquila. Este governo do PT, sem aviso prévio, tiraram deles o que é mais sagrado, o seu direito de viver dignamente, alegando que não tem dinheiro para reajustar as aposentadorias. No entanto, mandou R$61 bilhões, sem o consentimento do Congresso, para ajudar outros países. Criou milhares de cargos públicos para acomodar seus cupinchas de campanhas e outros apadrinhados. Dá dinheiro para Sindicalistas, para UNE e para ONG’s sem que as mesmas precisem prestar contas. Sem falar nos gastos dos cartões corporativos, gastam à vontade, sem prestar contas.  ESTARRECEDOR: PMDB E PT MASSACRAM APOSENTADOS E VIÚVAS! O QUE ELLES TEEM EM COMUM??? NÃO GOSTAM DE APOSENTADOS E PENSIONISTAS DO INSS, que contribuíram por 30 ou mais anos e se aposentaram com mais de 1 Salário Mínimo. O sarney deu o pontapé inicial; collor ignorou-os solenemente; fhc os chamou de VAGABUNDOS e mudou as regras para a aposentadoria dos brasileiros da iniciativa privada; lulla começou a massacrar os aposentados com mais de 1 Salário Mínimo em seu 1º governo, no 2º foi pior; A BANDILLMA DUCHEFF arrazou-os de vez, tanto no 1º e 2º ano de governo , e agora até 2015... Eis que os velhos aposentados, num esforço sobre-humano porque a revolta, o desespero, a humilhação e o descaso destes petralhas tomaram conta dos mesmos; todos estão sem dinheiro para sobreviver, tendo que fazer bicos para complementar a aposentadoria, muitas vezes doentes, simplesmente por incompetência dos petralhas que não tem coragem de fazer uma auditoria e uma limpeza na Previdência. Não cumprem a Constituição. Os aposentados são obrigados a irem a Brasília para reivindicar e fazer valer os seus direitos adquiridos e chamar à atenção destes governantes corruptos, insensíveis e insanos, mas ao invés de serem recebidos pela Presidente, com todo o direito que têm, pois, os aposentados deviam ser respeitados, porque são pessoas honestas e trabalhadoras, mas não. Pasmem! São recebidos com a tropa de choque, militares do batalhão de choque, cachorros, etc. Estamos constatando uma inversão de valores, porque os políticos corruptos são recebidos com todas as glórias, além de receber os salários mais altos do mundo. O Presidente do Congresso está no exterior, no trem da alegria, para assistir jogo de futebol, enquanto, não há interesse de colocar os Projetos dos aposentandos para serem votados. Infelizmente, temos que lutar com todas as nossas forças, temos que ter esperança, não podemos desistir jamais, sabemos que o tempo é o nosso maior inimigo, mas temos que seguir em frente, porque sabemos que venceremos esta guerra. Esta imprensa baba ovo deste governo e que é comprada pelo mesmo, com o dinheiro do povo, não tem a coragem de noticiar nada. Viva a Revista Veja que é independente e não falta com a verdade dos fatos.
Diva Silveira-divasilveira@bol.com.br acrescentei imagens da Internet-PVeiga Diva Silveira in ASOV-Aposentado! Solte o Verbo...

Problemas nos negócios de Lula vão dar m...?


             

     Dirceu Ayres

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net  Leia também o site Fique Alerta – www.fiquealerta.net  Por Jorge Serrão Com seu dsgoverno no banco dos réus do mensalão, o chefão eterno Luiz Inácio Lula da Silva certamente ficou muito PT da vida com o noticiário deste fim-começo de semana. Meteram o pau no filho dele – o que Lula não perdoa. A indiscrição de uma empresa de auditoria vazou para a mídia os prejuízos na Gamecorp – até outro dia cantada em prosa e verso como a préspera empresa de jogos eletrônicos do famoso filho Lulinha que o papai sempre definiu como um prodígio empresarial, um “ronaldinho dos negócios”. Papai saiu do poder, e o jogo virou? Que malvadeza. A Folha de S. Paulo revela os amargos números tabulados pela Peppe Associados: “Apesar do lucro de R$ 384 mil no ano passado, as perdas acumuladas da Gamecorp chegam a R$ 8,6 milhões. Além disso, há uma diferença de R$ 2,2 milhões entre a soma dos bens e dos valores que a empresa tem a receber e as obrigações que contraiu, o que pode configurar risco de insolvência”. Tem mais, no mesmo jornal que já foi mais piedoso com os petistas: “A dívida de curto prazo, de até 12 meses, subiu de R$ 2,03 milhões, em 2010, para R$ 2,89 milhões no fim do ano passado. A de longo prazo, acima de um ano, saltou de R$ 3 milhões para R$ 3,3 milhões. O total dessas obrigações atinge R$ 6,1 milhões. A avaliação da empresa de Lulinha só foi possível porque hoje, como subsidiária da Oi, a Gamecorp adota critérios internacionais de contabilidade. A Oi não quis comentar os resultados”. Pior que as notícias ruins sobre a Gamecorp é o julgamento do mensalão no STF. Lula foi poupado de sentar no banco dos réus por crimes que as investigações do Ministério Público Federal confirmam ter sido comandados por amigos íntimos e colaboradores próximos da antesala presidencial. Mas o chefão e a petralhada ficaram tensos porque o ministro-inquisidor Joaquim Barbosa escolheu como primeiro alvo o deputado João Paulo Cunha - aquele que comandaria o nevrálgico esquema petista em Osasco, se conseguisse se eleger prefeito. O inferno deve ficar ainda mais quente para os petralhas. O Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, enviou um memorial aos 11 ministros do STF reiterando que os depoimentos colhidos no processo do mensalão confirmam o envolvimento de José Dirceu no esquema. Gurgel pretende rebater os principais pontos levantados pela defesa dos réus no plenário. Do jeito que a coisa anda (ou desanda), deve conseguir... Os negócios de Lula vão de mal a pior. Será que vai sobrar para ele? Eis a dúvida cruel. Não deixe de ler no site Fique Alerta – www.fiquealerta.net – um espetacular artigo de Manoel Pastana - L'Imperatore Capo! Die Nazi-capo! O Rei de Banânia! No texto, Pastana informa que contra Lula existe o inquérito 2.474, que tem pertinência com o esquema do Mensalão e tramita no Supremo desde março de 2007. Será que,algum dia, vai dar m...? Eis outra questão... Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento. © Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 19 de Agosto de 2012.

Documentos do Planalto expõem ações de José Dirceu no comando da Casa Civil


           
   Dirceu Ayres

Governo federal libera ofícios enviados e recebidos por homem forte do início da gestão Lula que explicitam troca de cargos por apoio parlamentar, intervenção para audiência com empresa privada e investigações internas de integrantes da máquina pública Documentos oficiais obtidos pelo Estado - entre correspondências confidenciais, bilhetes manuscritos e ofícios - revelam os bastidores da atuação de José Dirceu no comando da Casa Civil, entre janeiro de 2003 e junho de 2005. Liberados com base na Lei de Acesso à Informação, os papéis enviados e recebidos pelo homem forte do governo Luiz Inácio Lula da Silva explicitam troca de favores entre governo e partidos aliados, intervenções para que empresários fossem recebidos em audiências e controle sobre investigações envolvendo nomes importantes da máquina pública.  Dida Sampaio / AE Ofícios mostram relação do então ministro com partidos aliados e com correligionários do PT Dirceu deixou o governo em meio ao escândalo do mensalão, acusado de comandar uma "quadrilha" disposta a manter o PT no poder via compra de votos no Congresso - ele é um dos 37 réus do julgamento em curso no Supremo Tribunal Federal. Desde a saída do governo, mantém atuação partidária e presta serviços de consultoria a empresas privadas no Brasil e no exterior. Uma centena de ofícios dos primeiros anos do governo Lula agora tornados públicos trata quase exclusivamente da ocupação dos cargos públicos por partidos aliados. Sob a "incumbência" de Dirceu, Marcelo Sereno, seu chefe de gabinete e braço direito, despachava indicações de bancadas, nomeações e currículos para os mais variados cargos federais. A troca de ofícios com o então presidente do PL (hoje PR), deputado Valdemar Costa Neto, não esconde os interesses de cada um. O assunto é a negociação de cargos-chave na Radiobrás. Em ofício arquivado na Presidência com o número 345/Gab-C.Civil/PR, Valdemar indica nomes à estatal federal de comunicação e acrescenta: "Certo de que V.Exa. poderá contar com apoio integral desta Presidência e da Bancada do Partido Liberal no Congresso." Em 27 de fevereiro de 2003, Dirceu ordena que a demanda seja encaminhada ao então presidente da Radiobrás, Eugênio Bucci. Valdemar viria a ser denunciado mais tarde sob a acusação de integrar a "quadrilha" do mensalão por ter recebido dinheiro do valerioduto. Hoje deputado pelo PR, o parlamentar também aguarda a sentença do STF. Os documentos liberados também mostram pedidos de colegas de partido de Dirceu. Em 11 de fevereiro de 2003, por exemplo, a deputada estadual petista Maria Lúcia Prandi envia mensagem onde diz tomar "a liberdade de estabelecer contato no sentido de solicitar audiência para tratar de questões referentes à condução de articulações no sentido de consolidar a relação partidária com as ações governamentais, em especial assuntos relativos à atuação desta parlamentar na Baixada Santista". Outro ofício recebido pelo Planalto mostra o então presidente do Diretório Regional do PT em Sergipe, Severino Oliveira Bispo, pedindo a Dirceu para tratar da seguinte pauta: "1) Apresentação da relação dos nomes dos indicados para os cargos federais no Estado; 2) O que mais ocorrer". A documentação liberada revela uma ordem da Casa Civil a favor de uma empresa. Em 13 de março de 2003, a pedido de Dirceu, Marcelo Sereno intermedeia pedido de audiência de representantes da Ondrepsb Limpeza e Serviços Ltda. no Ministério da Justiça. Naquele ano, a empresa de Santa Catarina recebeu R$ 2,9 milhões do governo federal. Em 2004, ganhou R$ 3,9 milhões. Segundo dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), a média de pagamentos dos três anos posteriores ao ofício foi 100% maior em comparação ao mesmo período que antecedeu a intervenção. Controle Os registros mostram ainda que Dirceu mantinha uma rede de informações que extrapolava os órgãos federais de investigação. O serviço era tocado pela Secretaria de Controle Interno. Vinculado à Casa Civil, comandado à época por José Aparecido Nunes Pires, celebrizado em 2008 por ter sido apontado como um dos autores do dossiê com dados sigilosos sobre os gastos com cartões corporativos no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Os documentos indicam, por exemplo, que Dirceu teve acesso - antes do ministro da Justiça da época, Márcio Thomaz Bastos - às gravações de um encontro entre o assessor da Casa Civil Waldomiro Diniz e o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, no Aeroporto Internacional de Brasília. Fitas e documentos relacionados ao assunto chegaram ao ex-ministro pelo então chefe da Polícia Civil do Distrito Federal, Laerte Bessa. As imagens foram gravadas pela segurança da Infraero atendendo a uma solicitação da polícia de Brasília, em uma investigação sigilosa. Só após passar pelo crivo de Dirceu é que a investigação foi remetida a Thomaz Bastos, hoje advogado de um dos réus do mensalão, o ex-diretor do Banco Rural José Roberto Salgado, e ex-defensor de Cachoeira. Questionada pela reportagem, a Casa Civil confirmou que dois agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) faziam na época parte da estrutura da Casa Civil e estavam subordinados ao então ministro. Em outro caso, conforme os documentos, a atual presidente da Petrobrás, Graça Foster, foi alvo de investigações tocadas pela estrutura de Dirceu. Na época, ela ocupava o cargo de secretária de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia. Adversária do grupo político do então ministro, Graça foi questionada sobre contratos da empresa do marido, Colin Foster, com a Petrobrás. A nota técnica 23/2004, encaminhada para a então ministra da pasta, Dilma Rousseff, levanta detalhes da atuação da empresa, contratos e considera "prudente" que Dilma, hoje no comando do País, tomasse conhecimento das denúncias. O documento com timbre de "urgente" ressalta que Graça Foster participava, inclusive, do Grupo de Trabalho, instituído pela Casa Civil, encarregado de apresentar estudos sobre a viabilidade de utilização do biodiesel como fonte alternativa de energia. 18 de agosto de 2012  16h 28 Alana Rizzo / O Estado de S. Paulo