quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

De que adianta sermos a sexta maior economia do mundo?

                      
       Dirceu Ayres


O Brasil é o segundo país com maior desigualdade do G-20, de acordo com um estudo realizado nos países que compõem o grupo. De acordo com a pesquisa 'Deixados para trás pelo G-20', realizada pela Oxfam - entidade de combate à pobreza e a injustiça social presente em 92 países -, apenas a África do Sul fica atrás do Brasil em termos de desigualdade. Como base de comparação, a pesquisa também examina a participação na renda nacional dos 10% mais pobres da população de outro subgrupo de 12 países, de acordo com dados do Banco Mundial. Neste quesito, o Brasil apresenta o pior desempenho de todos, com a África do Sul logo acima. A pesquisa afirma que os países mais desiguais do G-20 são economias emergentes. Além de Brasil e África do Sul, México, Rússia, Argentina, China e Turquia têm os piores resultados. Já as nações com maior igualdade, segundo a Oxfam, são economias desenvolvidas com uma renda maior, como França (país com melhor resultado geral), Alemanha, Canadá, Itália e Austrália. A propaganda da esquerda brasileira, principalmente a lulo pedista, vem arrotando que somos a sexta maior economia do mundo, e segundo eles, graças ao PT. O que adianta o Brasil ser a sexta economia do mundo com tanta desigualdade social? De que adianta o Brasil ser a sexta economia do mundo com tanta corrupção e falta de respeito para com o povo que sofre? Nunca na história deste país tivemos um governo tão demagogo. Nunca na história deste país um povo foi abandonado a própria sorte como agora. Ou o Brasil acaba com o PT ou o PT acaba com o Brasil.

SERÁ?

        
     Dirceu Ayres


Será que o Aécio teria a coragem e as pessoas ao seu lado para fazerem o mesmo que o Ventura fêz no 3o. episódio o de derrubar a "impunidade parlamentar"? Seu avô, Tancredo, foi Ministro da Justiça de Getúlio Vargas... Apoiou Jango e foi um dos poucos políticos que foram se despedir de Jango; apesar de ter sido Primeiro Ministro do deposto presidente, não teve seus direitos políticos cassados durante os governos militares devido ao seu prestígio junto a êstes. O avô pelo menos era flor que até poderia ser cheirada... será o neto? Êste últino nada tem mostrado como "lider" da bancada opocionista (oposicionista???)... Tirando o viés do ponto de vista da "Teoria da Conspiração" que alguns fazem questão de alardear das similaridades físicas do ator presidente com o potencial candidato da "oposição", esta mini-série mostra escancaradamente os meandros da doença crônica de qualquer meio político mas e principalmente do meio político brasileiro as tramóias e a corrupção que sempre trotou mas que desde que o "grande adversário das maracutaias" se revelou e instalou-se como o maior maracuteador da história do Brasil. O Brasil está indo de mal a pior com o passar do tempo. A administração pública muito ocasionalmente emana suspiros discretos de que algo está fazendo para o benefício do país, vivem mais ocupados em se perpetuarem em algum dos poderes para se beneficiarem através do desvio deslavado do dinheiro público para seus bolsos, o sistema dito perfeito de saúde se deteriora a cada dia e só quem vive na prática médica ou de assistência a saúde diuturnamente se vê de frente com a injustiça, já que tanto gostam da palavra os atuais detentores dos poderes, social que é o tal sistema. Que tem muito consegue um dos melhores atendimentos médicos no mundo, quem vem abaixo e consegue se manter associado aos chamados "seguros de saúde", vulgo convênios, pagam fortunas mas se enroscam, na maioria das vezes, para serem realmente "assegurados", e assim sucessivamente até atingirmos os que dependem inteiramente das instituições públicas de saúde, salvo raras episódios, esbarram com filas interminavéis parsa atendimento e se necessário "procedimentos mais sofisticados" saem da fila de atendimento e aguardam por meses pelo tal procedimento, alguns até se cansam e morrem, literalmente falando, de esperar... A educação, outra pedra fundamental na estrutura de uma sociedade, é uma "pedra" que se esfacela cada vez mais ràpidamente devido a ingerência daqueles que, teòricamente, deveriam aprimorá-la, reforça-la e preservá-la, mas devido aos seus interesses políticos pessoais e pornográficamente eleitoreiros criam artifícios para satisfazer a maioria da população inculta e até de parcela dos "cultos" com regras de facilitação para aprovação tendo como consequência a chegada ao ápice da educação, Unuiversidades, de uma multidão de seres incultos, deseducados e sem as minimas condições e qualificações de lá estarem. Creio que após os anos 70 o indice de qualidade dos novos formandos, com exceções muito individualizadas, se despejam no chamado "mercado de trabalho" sem as minimas condições para tal, levando o tão necessário preparo científico em qualquer das ciências, seja ela "exata" ou "humana", para a falência cultural e intelectual ao real progresso do país. Infelizmente o tal "Brado Retumbante" provavelmente não é assistido pelos quase, oficialmente ditos, 70% dos que aprovam o desgoverno atual, que na maioria são pessoas completamente deseducados e incultas, e os restantes 30% tem em seu bojo uma maioria que se locupleta com o "status quo" como bem descrito no comentário dos estudantes da UnB em sua comparação entre o naufrágio do navio italiano e o Brasil. Graça no Pais das Maravilhas.

A luta contra o crack e a discussão polêmica sobre método de internação,

                    
     Dirceu Ayres


tratamento e recuperação de químico-dependentes estão diariamente na mídia. É assunto tão antigo quanto complexo e merece reflexão apurada. A realidade é que o consumo do crack começou no final dos anos 1980 e em menos de 20 anos se difundiu por todo o País. É hoje grave problema de saúde pública e sério desafio para o aparato policial que tenta, na raiz do problema, conter o tráfico e a entrada da cocaína - origem do crack - no Brasil. Trata-se de encarar uma epidemia que hoje assola cidades médias, pequenas e até a zona rural, atingindo todas as classes sociais. Assim, a atuação do Ministério da Saúde é bem-vinda. Usaremos todos os recursos oferecidos, como sempre usamos, pois esse problema só pode ser enfrentado somando esforços e verbas dos três níveis de governo. Não é hora de apontar culpados nem de alimentar pendengas eleitoreiras. É hora, sim, de também prover de mais recursos as forças que combatem os traficantes. Mais investimento e maior concatenação de ações certamente trarão resultados ainda melhores. É hora de os protagonistas da área jurídica se debruçarem sobre os limites legais que ainda impedem internações urgentes e necessárias. A mídia contou o drama de grávidas usuárias de crack. Identificamos na região da Luz entre 20 e 30 gestantes e sua internação ou seu tratamento exigem legislação específica... ainda não existente. A mídia foi dura, há alguns meses, quando se iniciou no País uma discussão sobre a internação compulsória de dependentes em surto e situação de risco. Temos de avançar, respeitando os direitos humanos, sim, mas criando soluções que salvem vidas. Vejam bem, não faltam abrigos para acolher e encaminhar pessoas em situação de risco, nem vagas para os tratamentos possíveis. Sobram vagas e refeições, toda noite. E, em especial, o abrigo da Rua Prates, que será inaugurado em breve com suas 1.200 vagas e integrará no mesmo espaço atendimento social e médico especializado, nunca foi óbice para nenhuma ação conjunta de combate ao crack. A ação policial está sendo cumprida com profissionalismo. Exageros, que podem ocorrer em situações tensas como essa, foram prontamente realinhados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado, que segue com a repressão ao tráfico. Isso é vital. Com a ação policial, os dependentes dispersaram-se, continuam a perambular pela região. E nossos agentes continuam a abordá-los, como sempre fizeram. O que mudou foi a reação às abordagens: em dez dias conseguimos 87 internações, quando a média mensal era de 93. O fato de a Prefeitura também estar dificultando o tráfico com demolições e limpeza de redutos, esconderijos e lacração de prédios inseguros leva os dependentes a aceitar ajuda com mais facilidade. Temos 200 agentes comunitários de saúde abordando os dependentes, criando vínculos, e já tornamos viáveis, desde 2009, 2.950 internações, sendo 2.400 relativas à dependência. As ações conjuntas do Estado e da Prefeitura na região da cracolândia (futura Nova Luz) se fortalecem desde então, com a Ação Integrada Centro Legal. Implantamos sete unidades de saúde na região central, duas delas funcionando 24 horas, todas com estrutura para atender moradores em situação de rua, principalmente sob dependência química. Dos 72 Centros de Atenção Psicossocial em funcionamento, 22 são para dependentes. Temos também 290 vagas contratadas em comunidades terapêuticas, uma clínica própria com 80 vagas para internações breves, além de 980 leitos em hospitais psiquiátricos e gerais. Essa rede própria representa um investimento anual superior a R$ 200 milhões, 84% deles custeados exclusivamente pela Prefeitura. Mesmo que não aplicássemos mais nada no setor, até 2014 a Prefeitura destinará na capital R$ 600 milhões. Mas os R$ 514 milhões que o Ministério da Saúde anuncia, no mesmo período, para investir em todo o Estado, certamente ajudarão. Em meio à veiculação de tantas críticas e desinformação, é de justiça que, como prefeito, me permito ressaltar o esforço das nossas Secretarias de Saúde e de Assistência e Desenvolvimento Social. Aplaudimos o ministro Alexandre Padilha, da Saúde, que anuncia os Consultórios de Rua, e é um orgulho sermos precursores nesse serviço, com o nosso programa Saúde nas Ruas. A pedido do ministério, uniformizaremos o nome para Consultórios de Rua. A mudança de nome não altera, ao contrário, fortalece a integração necessária para que o serviço seja expandido e prestado com maior eficiência. Estamos confiantes, também, em que o Ministério da Saúde possa, nessa linha de ação, liderar e acelerar a discussão da política e da legislação e concretizar a construção de um consenso técnico-científico sobre o enfrentamento do crack. A Prefeitura avançou ao incluir e comprovar a importância das comunidades terapêuticas para internações de médio e longo prazos. Continuaremos unidos com a União e o Estado nessa luta e em outras parcerias, pois é dever da autoridade pública tornar viáveis ações conjuntas que beneficiem a população. Não há mais tempo a perder, e o País ganhará ao recuperar o tempo até aqui perdido, perseguindo o objetivo maior, que é o de recuperação de brasileiros que merecem um destino maior. Erguê-los, encaminhá-los para tratamento, reencaminhá-los para a vida - esse é o desafio. Enfim, há muito a fazer pelos químico-dependentes, para protegê-los e reincluí-los socialmente, principalmente jovens e menores abandonados pela sorte, pela família e vítimas de décadas de indefinições e infrutíferas querelas eleitoreiras, que em nada ajudam o Brasil. (Artigo publicado no Estadão, intitulado "Crack- hora de unir responsabilidades")

Pesquisadores desenvolvem protetor solar que combate rugas e flacidez

                          
      Dirceu Ayres


Fórmula alia dois tipos de substâncias fotoprotetoras aos extratos vegetais de Ginkgo biloba e de algas marinhas vermelhas Um filtro solar que, além de proteger contra os efeitos nocivos da radiação ultravioleta, melhora a textura e a elasticidade da pele, estimula a renovação celular, hidrata e diminui as rugas foi desenvolvido por uma equipe de pesquisadores da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto. Vitaminas foram acrescentadas para estimular a renovação celular e melhorar as condições da pele A fórmula alia dois tipos de substâncias fotoprotetoras aos extratos vegetais de Ginkgo biloba e de algas marinhas vermelhas. Também foram adicionadas as vitaminas A, C e E. “Em pesquisas anteriores, havíamos confirmado que alguns extratos vegetais eram capazes de melhorar as condições da pele fotoenvelhecida e de torná-la menos vulnerável aos danos da radiação. Então, tivemos a idéia de associar esses extratos a filtros solares, para potencializar o efeito protetor”, disse Patrícia Maia Campos, coordenadora da pesquisa. As vitaminas foram acrescentadas para estimular a renovação celular e melhorar as condições gerais da pele, elaborando assim um creme multifuncional, explicou a farmacêutica. O projeto, intitulado "Desenvolvimento, estabilidade e eficácia pré-clínica e clínica de formulações fotoprotetoras contendo vitaminas lipossolúveis e extratos de Ginkgo biloba e algas marinhas vermelhas", foi financiado pela FAPESP na modalidade Auxílio à Pesquisa - Regular. O primeiro passo foi desenvolver uma formulação com filtros fotoestáveis, ou seja, capazes de permanecer ativos na presença da luz, com fator de proteção solar (FPS) 20. Para isso foram combinados filtros químicos (orgânicos), compostos por moléculas capazes de absorver os raios ultravioleta e transformá-los em raios de baixa energia inofensivos à pele, e filtros físicos (inorgânicos), que refletem a radiação e impedem sua penetração. “Adicionamos então extratos vegetais e vitaminas. Testamos várias combinações de ingredientes. O desafio foi criar um produto com características sensoriais adequadas, pois, se você fizer um creme muito gorduroso ou que não espalha, ninguém usa”, disse a pesquisadora. Em parceria com o laboratório francês Evic, a compatibilidade dérmica do produto foi avaliada e se atestou sua segurança para uso cosmético. Nesse momento da pesquisa, em 2008, um dos trabalhos do grupo foi apresentado no Congresso da Sociedade Internacional de Químicos Cosméticos, em Barcelona. Os resultados chamaram a atenção de pesquisadores do Centre de Recherches et d'Investigations Épidermiques et Sensorielles da empresa francesa Chanel. “Eles nos convidaram para visitar o centro e firmamos uma parceria. Com a participação de minha aluna de doutorado Mirela Donato Gianeti, investigamos se a formulação também protegia contra grandes variações climáticas e o resultado foi muito positivo”, contou Campos. Graças à presença dos extratos vegetais, a pele das voluntárias ficou livre de danos tanto no alto verão como no inverno e também em condições de mudança brusca de temperatura. Paralelamente, foi avaliada a influência do creme na percepção tátil das voluntárias. Essa sensibilidade, explicou Campos, fica prejudicada na pele envelhecida. “A formulação melhorou a hidratação e a função barreira da pele, ou seja, diminuiu a perda de água na camada mais superficial. Isso resultou em uma melhora da percepção tátil, pois trouxe de volta as condições de uma pele saudável”, disse. Segundo Campos, a fórmula está pronta para ser comercializada, mas ainda não houve contatos com empresas do setor nesse sentido. Parte da pesquisa foi publicada na revista Journal of Investigative Dermatology. Proteção ao DNA Testes feitos com camundongos mostraram que o produto desenvolvido na USP em Ribeirão Preto reduziu a presença das proteínas p53 e caspase-3, marcadores genéticos que indicam dano celular causado pela radiação. “Houve ainda menor produção da enzima metaloproteinase, que destrói o colágeno e deixa a pele flácida”, disse Campos. Em uma segunda etapa feita com voluntárias humanas, avaliou-se a ação do creme em tempo real, por meio de técnicas de biofísica e imagem da pele. Também foi usada uma técnica chamada microscopia confocal de reflectância a laser, que permite ver as alterações celulares sem o uso de biópsias. “Foi possível observar uma hidratação profunda e melhora na aparência da pele com duração aproximada de 8 horas. Também melhorou significativamente a função barreira e a textura da pele”, disse. Os testes com a microscopia confocal ainda não estão concluídos, mas, segundo Campos, já foi possível perceber que o produto aumentou a espessura da camada granulosa da pele. Isso pode estar associado a um maior estímulo à renovação celular. Em todas as etapas, foi testada não apenas a formulação completa, mas também versões que continham apenas os filtros e uma das substâncias ativas em estudo. “Queríamos avaliar o benefício de cada uma e as vantagens de usar a formulação completa”, explicou. A combinação dos filtros com as algas marinhas vermelhas foi a que mais reduziu a presença das proteínas p53 e caspase-3, ou seja, a que mais evitou danos celulares. A combinação com o Ginkgo biloba foi a que mais protegeu a função barreira da pele. Já a fórmula que tinha apenas os filtros e as vitaminas aumentou a perda de água na camada superficial. Segundo a pesquisadora, isso provavelmente está ligado ao aumento da renovação celular estimulado pelas vitaminas A e C. “Por isso é importante acrescentar os extratos vegetais para compensar”, frisou. Quanto maior a perda de água, mais frágil e sensível fica a pele. Isso não apenas facilita a penetração da luz ultravioleta, mas também favorece doenças como a dermatite de contato e o eczema tópico. Segundo a pesquisadora, a formulação completa foi a que mais hidratou e protegeu a função barreira da pele, melhorando também a aparência e diminuindo as rugas e a aspereza. Mas ela alerta que o produto é para ser usado no dia a dia e não quando a exposição ao sol for intensa, como na praia ou piscina. “A radiação solar acelera a proliferação celular. É uma forma de o organismo tentar se defender, deixando a pele mais espessa. Mas isso ocorre de forma tão rápida que, para evitar os danos ao DNA, ocorre a apoptose, ou morte celular programada”, explicou. Para exposição solar intensa, completou, o protetor solar deve ter no máximo substâncias antioxidantes, como o Ginkgo biloba e vitamina.

Serra responde a declarações de FHC sobre 2014


      Dirceu Ayres


Serra:"Não estou de acordo, mas não vou polemizar com um amigo" O ex-governador de São Paulo José Serra comentou nesta terça-feira, 24, a declaração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que apontou o senador mineiro Aécio Neves como “candidato óbvio” do PSDB à Presidência em 2014. “São opiniões dele. Não estou de acordo com algumas delas, mas não vou polemizar com um amigo”, disse. Fernando Henrique manifestou a preferência por Aécio em entrevista concedida para a revista inglesa The Economist. O ex-presidente ainda previu uma “luta interna muito forte” entre o senador mineiro e o ex-governador paulista pela indicação do partido nas eleições nacionais. Na semana passada, Serra anunciou aos aliados que não pretende entrar na disputa pela Prefeitura de São Paulo e disse que pretende focar nas questões nacionais, visando o projeto de disputar, pela terceira vez, a Presidência da República. Em nota divulgada nesta terça, Aécio agradeceu a iniciativa de Fernando Henrique e disse que caberá ao partido escolher “o melhor nome” para 2014. “Agradeço a referência do presidente Fernando Henrique. O partido saberá definir o melhor nome, entre os vários de que dispõe, no momento certo, que, acredito, será após as eleições municipais.” O mineiro acrescentou que o partido deve trabalhar para se fortalecer “para além do alcance do discurso”. “No momento certo, independentemente de quem será o nome, o PSDB estará em condições de apresentar um projeto ao país que faça o contraponto ao modelo de governança representado hoje pelo PT”, concluiu. Sem pressa. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, também comentou a declaração de Fernando Henrique nesta terça-feira. Ele disse que existem “grandes nomes” no PSDB, mas o tema precisa “ser amadurecido e não há razão para essa discussão” a dois anos da eleição presidencial. Alckmin respondeu com bom humor quando foi perguntado se a previsão de Fernando Henrique estava correta sobre o seu distanciamento da corrida presidencial. “A minha modéstia não permite (comentar)”, disse. O governador participou nesta terça-feira de cerimônia de assinatura de decreto que regulamenta o Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social (PPAIS), iniciativa que deve beneficiar cerca de 150 mil famílias de agricultores familiares, estimulando a produção e garantindo a comercialização dos produtos. *Bruno Siffredi, do estadão.com.br, e Gustavo Uribe, da Agência Estado. BLOG DO MARIO FORTES.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

DITADURA CUBANA TORTURA PRESOS POLÍTICOS E OS DEIXA NUS EM SOLITÁRIAS COM RATOS E BARATAS. FOI ISTO QUE LEVOU WILMAN À MORTE!

                               
    Dirceu Ayres


Uma grande fita negra simboliza o luto pela morte sob tortura do preso político cubano Wilman Villar Mendoza. Ao fundo a líder das Damas de Branco, organização que luta contra os ditadores Fidel Castro e de seu irmão Raúl que continuam assassinando presos políticos sob o silêncio cúmplice da maioria dos chefes de Estado. As manifestações dos governos de todo o mundo são pífias, frias, miseráveis. A foto é do site do jornal El Nuevo Herald que dá ampla cobertura a mais esse ataque covarde dos irmãos Castro contra os que lutam pela liberdade e a democracia. O preso político cubano Wilman Villar Mendoza, de 31 anos, morreu em um hospital de Santiago de Cuba na tarde da quinta-feira, sob a custódia do governo da ilha, durante uma greve de fome que fazia para protestar contra sua condenação. Ontem, enquanto o dissidente era velado, ONGs cubanas denunciaram uma nova onda de detenções, que impedia o funeral de se transformar numa manifestação. Integrante da União Patriótica de Cuba (Unpacu), entidade que desde agosto busca reunir a dissidência nas províncias orientais do país, Villar cumpria 4 anos de prisão - condenado por "resistência, desacato e atentado" - na penitenciária de Aguaderos, segundo José Daniel Ferrer, o líder da Unpacu, relatou ao Estado. Ferrer afirmou que Villar começou a greve de fome assim que foi condenado, em 24 de novembro. "Dez dias antes, ele tinha sido preso enquanto distribuía folhetos em Contramaestre. Na delegacia, disseram que se ele deixasse a dissidência, nada mais ocorreria. Mas ele não aceitou a oferta." Na prisão, considerada de "segurança máxima" pelos dissidentes cubanos, o estado de saúde de Villar deteriorou-se. Ferrer afirmou que "carcereiros enganadores" prometeram que ele seria libertado juntamente com outros opositores, caso suspendesse a greve de fome e, "no dia 23 (de dezembro), ele voltou a ingerir alimentos líquidos". Nesse período, a mulher de Villar, Maritza Pelegrino Cabrales - integrante do grupo Damas de Branco -, organizou ao menos dois protestos diante da penitenciária, segundo Ferrer. No dia 29, ao dar-se conta de que não ganharia a liberdade, Villar retomou o jejum, de acordo com o relato. Ferrer disse que os carcereiros de Aguaderos, dessa vez, puniram o protesto do ativista preso com o confinamento solitário. "Os guardas despem os detentos e os colocam nas celas de castigo, com ratos e baratas, para que o frio e a insalubridade os obrigue a parar com os protestos." Segundo Ferrer, a umidade e a baixa temperatura provocaram uma pneumonia em Villar, que evoluiu para uma infecção generalizada, em razão de seu estado de saúde já deteriorado pelo jejum. No dia 13, o dissidente preso foi levado ao hospital onde morreu, de acordo com o relato. O líder da Unpacu afirmou que Villar foi "recrutado em setembro, depois de já ter sido detido por se manifestar contra o regime". "Ele era um jovem que, como tantos, já havia sido vítima de perseguição por criticar o sistema", disse, explicando que uma das funções de sua ONG é identificar possíveis dissidentes e "mostrar a eles a desobediência civil como um caminho para a democracia".Segundo Ferrer, Villar recomendava a jovens que assistissem aos mesmos filmes sobre Mahatma Gandhi e Martin Luther King que o haviam convencido a entrar para a dissidência ativa quando foi preso. Juntamente com Ferrer, o ativista Elizardo Sánchez, denunciou a prisão de "dezenas" de dissidentes em Santiago de Cuba, Guantánamo e Holguín. O objetivo das detenções seria impedir que os ativistas comparecessem ao enterro de Villar, na tarde de ontem, em Contramaestre. No fim da noite, Havana negou que Villar fosse um dissidente e disse que ele não estava em greve de fome, qualificando-o como um "preso comum". Do site do jornal O Estado de S. Paulo MEU COMENTÁRIO: Espera-se um pronunciamento contundente por parte da secretária de direitos humanos do governo da Dilma, a gaúcha Maria do Rosário.E, face a escalada da repressão e da tortura contra os dissidentes cubanos, espera-se também que Dilma suspenda sua visita oficial a Cuba prevista para o final deste mês. Finalmente, espera-se que os nobres deputados e senadores da oposição lavrem um protesto contra os dois criminosos assassinos que dominam Cuba: Fidel Castro e seu irmão Raúl

A nossa Dama de Vermelho não quer ouvir as Damas de Branco.


     Dirceu Ayres

As Damas de Blanco são mães e esposas de centenas de presos políticos cubanos. Todos os domingos elas saem em protesto e apanham da polícia de Castro. São ameaçadas, humilhadas e soltas a quilômetros de distância das suas casas. Dilma, a nossa Dama de Vermelho, não quer falar com elas. Há um ano atrás, Dilma fez questão de receber oficialmente, em visita à Argentina, as Mães da Praça de Maio, que tiveram filhos desaparecidos no regime militar. A sua líder é envolvida em escândalos de corrupção. Quem pegou em armas, matou policiais, seqüestrou e assaltou para implantar o comunismo merece o apoio da Dilma. Quem luta com as mãos vazias contra o comunismo merece desprezo. A morte do dissidente cubano Wilman Villar na semana passada não deve causar constrangimentos à visita da presidente Dilma Rousseff à ilha, no fim do mês. Interlocutores da presidente dizem que Dilma deve se distanciar do episódio, mais um momento delicado em relação aos diretos humanos em Cuba. Uma das características da petista em suas viagens internacionais tem sido evitar tratar de questões internas dos anfitriões. A Folha publicou ontem o pedido de exilados para que Dilma se refira aos direitos humanos em sua viagem a Cuba. "Que ela vá a Cuba, desde que diga o que deve ser dito", disse Elena Larrinaga, presidente do Observatório Cubano de Direitos Humanos. Villar morreu de infecção generalizada e pneumonia após mais de 50 dias sem comer, na quinta-feira. O episódio reaviva o caso de Orlando Zapata Tamayo, dissidente que morreu em fevereiro de 2010, depois de 85 dias de greve de fome. Tamayo era considerado "preso de consciência" pela Anistia Internacional -reconhecimento que Villar estava prestes a obter, segundo a organização não governamental- e protestava contra as condições carcerárias. Ele morreu um dia antes de o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegar a Cuba para visita oficial e apenas "lamentar" o incidente. No sábado, a viúva de Villar qualificou de "manipulação" a versão do governo segundo a qual ele não seria dissidente. Maritza Pelegrino disse que tentam "manchar sua imagem depois de morto".(Da Folha de São Paulo)