terça-feira, 31 de janeiro de 2012

NOTÍCIAS DE NOSSA FESTA

PATRICIA E EDUARDO

     Dirceu Ayres

 patcayres@gmail.com Queridos amigos e parceiros, não sei como agradecer a toda a energia e bons fluidos que nos enviaram para a concretização desta festa. Sentia que todos torciam para que tudo saisse ótimo e seria uma noite muito feliz. Facilmente alguns amigos se desprenderam de tantos compromissos complicados do dia-a-dia e nos atenderam vindo estar juntinho conosco nesta ousadia. Sabemos o quanto é difícil reunir muita gente para fazer qualquer coisa, ainda mais quando implica, para muitos, se deslocar para longe dos compromissos, mas acho que quem veio não se arrependeu. Foram dias de muita alegria, antes e no "the day after". Um churrascão nos esperava na Barra e fomos direto para lá quando deixamos o frevo que nos envolveu até às seis horas da manhã do domingo. Curti muito esse encontro. Obrigada a todos que se esforçaram para estar de corpo e alma aquí conosco, aos que estiveram de longe torcendo por nossa felicidade, aos que se solidarizaram com a causa do frei José, aos que me mandaram cotas de viagem que serviram para trazer alguns queridos amigos que estavam longe e ainda vão sinalizar para novos encontros nossos com vcs! Obrigada aos que nos trouxeram lembranças lindas! Obrigada a meus parentes e aos de Edu que compareceram em massa, isto foi maravilhoso! Nunca esqueceremos. Tenham certeza que fiquei mais feliz em vê-los todos juntos e alegres na festa do que ficarei no dia de minha despedida da terra quando não vou mais poder pular um frevinho abaçada com vcs. Obrigada a meus queridos alunos que compareceram em nome de todos os outros que eu gostaria que estivessem lá conosco (infelizmente a casa não comportava). Obrigada a competência dos profissionais que estiveram envolvidos na organização da festa, só recebemos elogios em todos os requisitos (A equipe da Ideale Eventos, ao Studio de dança Jayson França, a Eva Amaral, a Isabel Pinheiro, a equipe de Jean Charles, a Eliana Tropicalina com seus rocamboles, a Banda Social Dance, ao Nando Quintela com seus equipamentos, ao Rafael Ayres pelo vídeo, ao pessoal de apoio da Unique casa de eventos, a Banda de frevo da Associação de músicos de Marechal Deodoro, a Bagatelle pelos móveis, enfim, a todos que trabalharam para o êxito do evento). VALEU GENTE! VALEU POR TODOS OS ANOS EM QUE EU NÃO TIVE UMA FESTA DE ANIVERSÁRIO PARA ME COMEMORAR! VALEU PELA MAESTRIA DOS PROFISSIONAIS QUE SOUBERAM DAR O MELHOR DE SÍ PARA ELABORAR UM ENCONTRO MUITO AGRADÁVEL PARA TODOS QUE ESTIVESSEM AÍ. VALEU PELA ÓTIMA ENERGIA QUE VCS EMANARAM NAQUELE LUGAR A NOITE TODA! COMO ESTIVE FELIZ! COMO FOI BOM! OBRIGADA POR ESSA! Fiquem com o endereço do blog da festa com o clip de nossa dança!Quem tirou fotos ou filmou, vá nos mandando para adicionarmos ao blog. Também podem curtir as fotos maravilhosas do Jean Charles http://eduepatbodasdeperolas.blogspot.com/ ATENÇÃO: Essas escrevinhações foram surrupiadas do blog da autora. patcayres@gmail.com

Dilma dá mais dinheiro para Cuba importar vodca e chocolate do Brasil. Ajuda já passa de U$ 1,3 bilhão para ilha-prisão.


                     
     Dirceu Ayres


Ontem, este Blog informou que o dinheiro que o Brasil dá para Cuba comprar do Brasil serviu para importar vodca e chocolate em 2011. Foram mais de U$ 1,3 bilhão para um grupelho de comunistas assassinos lambuzarem os beiços e tomarem pileques por conta do contribuinte brasileiro. Mas não pára aí. Dilma está levando mais um caminhão de dinheiro para os inimigos do "império". Veja matéria abaixo do Estadão. A presidente Dilma Rousseff chegaria ontem à noite em Havana para sua primeira visita oficial a Cuba. A julgar pelos sinais enviados por Brasília, o governo cubano tem mais razões para ser otimista do que a dissidência. Dilma leva à ilha mais uma linha de crédito, dessa vez de US$ 523 milhões. Com isso, o financiamento brasileiro à ilha chega a US$ 1,37 bilhão. Com a visita da presidente brasileira, o regime cubano - que investe em algumas mudanças econômicas para tentar tirar a ilha da inércia financeira - espera do Brasil mais investimentos pesados em obras de infraestrutura. Por seu lado, os dissidentes, apesar de todos os sinais contrários vindos de Brasília, ainda acreditavam ontem que o governo brasileiro não manteria a tradicional indiferença às violações dos direitos humanos no país. O Itamaraty não esconde que o propósito da visita de Dilma é econômico e comercial. O Ministério das Relações Exteriores tem reiterado que o Brasil não tem intenção de tratar publicamente de temas espinhosos, como a repressão cubana. A avaliação do Brasil, de acordo com o chanceler Antonio Patriota, é a de que "a situação dos direitos humanos em Cuba não é emergencial". Incluir na agenda presidencial encontros com opositores do regime, mesmo que para tratar de direitos humanos - na teoria, um tema caro à presidente - não cairia muito bem. O que interessa ao governo brasileiro é incentivar o regime cubano a seguir adiante com as mudanças econômicas. A avaliação da diplomacia brasileira é a de que ajudar Cuba a avançar economicamente é a melhor colaboração que se pode dar ao país. Por isso, o País vai financiar do término do Porto de Mariel, uma obra de US$ 683 milhões, até a compra de alimentos e máquinas. O comércio entre os dois países cresceu 31% de 2010 para 2011, chegando a US$ 642 milhões. No entanto, essa é quase uma via de mão única: apenas US$ 92 milhões são de exportações cubanas, especialmente medicamentos. Há pouco para Cuba vender e muito para comprar. Chegam do Brasil equipamentos agrícolas, sapatos, produtos de beleza, café, em alguns momentos, até açúcar. Hoje extremamente dependente da Venezuela, que garante praticamente todo o petróleo usado na ilha a preço de custo, os cubanos repetem uma situação que já viveram nos anos 70 e 80 com a União Soviética, antes de Moscou falir e abandonar Cuba à própria sorte. "A Venezuela é nossa nova URSS. O equilíbrio cubano hoje se chama Hugo Chávez", avalia o economista Oscar Espinosa Chepe. "Há muito potencial, especialmente na agricultura, mas é preciso investimento. É preciso buscar investimentos estrangeiros reais, buscar um país mais sério." Pelo menos três diferentes grupos de dissidentes pediram audiência a Dilma ou a alguém de sua comitiva, mas não receberam resposta. "O que podemos esperar é que a presidente fale das pessoas, do povo cubano. Ela pode falar muito perto de Raúl e Fidel Castro, nós não podemos. Gostaria que essa visita marcasse o antes e o depois", disse a blogueira e colunista do Estado Yoani Sánchez. Outros têm expectativa mais modesta: imaginam que pelo menos a presidente não dará declarações como a do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que comparou o dissidente Orlando Zapata, morto durante sua visita ao país, em 2010, a presos comuns "de São Paulo ou do Rio". "Sabemos que Dilma não fará o mesmo, mas também não temos esperança de que falará por nós", afirmou José Daniel Ferrer García, da União Patriótica Cubana, grupo ao qual pertencia Wilman Villar Mendoza, dissidente que morreu dia 19, depois de uma greve de fome de 48 dias em uma prisão cubana. A viúva de Villar, Maritza, chegou ontem a Havana, vinda de Santiago, para denunciar a morte do marido.

O começo do capitalismo


      Dirceu Ayres


Reunidos no Fórum Econômico Mundial, financistas, políticos e intelectuais exalam pessimismo. Discutem o suposto fracasso das economias liberais e suas economias de mercado. A nova ordem global seria na verdade uma desordem. A celebração anual da era dos excessos em Davos tornou-se agora um Muro das Lamentações. Pela indigência das análises apresentadas, os ocidentais se limitam a concluir, aturdidos, evocando a Lei de Murphy original: "Se uma coisa (o 'capitalismo') tem chance de dar errado, vai dar errado." Ora, as democracias e o capitalismo são instituições extraordinariamente flexíveis, que foram bombardeadas por choques colossais nas últimas duas décadas. O mergulho de 3,5 bilhões de eurasianos, deserdados pelo colapso do socialismo, nos mercados de trabalho globais. Uma revolução tecnológica agudizou as pressões da competição global. E os governos ocidentais recorreram a velhos truques para manter artificialmente o crescimento ante os novos desafios. Os financistas anglo-saxões sabem de seus abusos, estimulados por bancos centrais que promoveram excessos com dinheiro barato e regulamentação frouxa. A obsoleta social-democracia europeia sabe também de seus excessos, sob o pretexto de promover o bem-estar social. Quando celebravam seu sucesso em Davos, exibiam suas pretensas virtudes e sabedoria. Mas, agora expostas a farra do crédito e a irresponsabilidade fiscal, financistas e políticos dissimulam hipocritamente sua contribuição à crise contemporânea. A culpa é do "capitalismo". E o que dizer dos bem pagos intelectuais, que sempre enfeitaram com seu brilho as celebrações dessa época de excessos — designada pelos pobres economistas, para sua eterna vergonha, como "Era da Grande Moderação"? Ora, dizem todos agora que é o fim do "capitalismo". Por ressentimento com os privilégios dos financistas? Em busca de atenção e influência? Ou pelo simples cacoete ideológico de renovação das profecias do fim do "capitalismo"? Não é só Bill Gates que diz, com uma perspectiva histórica, que o "mundo está muito melhor hoje", em entrevista a Deborah Berlinck publicada ontem no GLOBO. Os bilhões de eurasianos que saem da miséria pelo mergulho nos mercados globais em busca de inclusão social também acham isso. Pergunte particularmente aos chineses o que acham de sua inserção na ordem "capitalista". Afinal, para eles, é apenas o começo do "capitalismo". (Paulo Guedes, em O GLOBO) BLOG DO MARIO FORTES

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

O PT, que dá a oposição como liquidada, estuda agora um futuro confronto com os evangélicos

 
     Dirceu Ayres


O fato mais importante da semana passada se deu na sexta-feira, em Porto Alegre. Seu protagonista é Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência e olhos, ouvidos e mão — pesada! — de Luiz Inácio Lula da Silva no governo. Carvalho é o homem que guarda os arcanos petistas, os seus segredos, os seus porões. Depois do Babalorixá de Banânia, é quem mais conhece o partido. Transita em todas as esferas, especialmente no mundo sindical — e o sindicalismo nunca foi para pessoas de estômago fraco. O de Carvalho é de avestruz. Não por acaso, ele foi o principal articulador do PT nos eventos pós-morte de Celso Daniel. Foi quem organizou a reação do partido e determinou o papel que cada um deveria desempenhar. Tinha sido braço-direito do prefeito. Segundo irmãos de Celso, confessou-lhes que levava malas de dinheiro do esquema de corrupção de Santo André para o PT — no caso, para José Dirceu. Ambos negam, é evidente. Mas volto. O evento mais importante foi a palestra de Carvalho a militantes de esquerda no Fórum Social de Porto Alegre. É aquele evento que contou, na sua fase palaciana, com a presença do terrorista e assassino Cesare Battisti, a quem os petistas deram guarida. Para Carvalho, no entanto, “terrorista” é a polícia de São Paulo… Esse foi o trecho politicamente mais delinqüente de sua fala, mas não foi o principal. Depois de confessar que o governo quer criar uma mídia estatal para a chamada “classe C” — que, segundo Carvalho, não poderia ficar à mercê da mídia conservadora —, ele avançou: é preciso fazer uma disputa ideológica com os líderes evangélicos pelos setores emergentes! Uau! Não pensem que isso é feito assim, na louca, sem teoria — nem que seja uma teoria aprendida, não exatamente lida. Esse pensamento de Carvalho tem história. Os petistas, embora não o digam em público, consideram que a oposição está liquidada. Conversei dia desses com um intelectual petista que se mostrava, até ele, escandalizado com a incapacidade da oposição de articular o discurso conservador para se opor ao suposto “progressismo” do PT. Ele também estranhava o que vivo estranhando aqui: será o Brasil a única democracia do mundo com medo dos eleitores que estão mais à direita no espectro político? Pelo visto, sim! Lá na suas tertúlias, os petistas chegam a zombar dessa covardia. Notem, a propósito, que os únicos momentos em que demonstram realmente alguma aflição e põem as suas hordas na rua é quando temem que a população adira ao discurso da ordem: então mobilizam seus bate-paus para confrontos com a polícia. Assim, podem sair gritando: “Fascistas!” Se e quando a oposição souber falar essa linguagem de modo eficiente e moderno, o PT pode ter problemas. Mas a aposta dos companheiros é que isso não vai acontecer. Tucanos, por exemplo, são reféns de sua “ilustração”. A outra força A força que o partido teme é justamente a religiosa. E, no caso, não é a Igreja Católica que os preocupa. Embora tenha cooptado o PRB — o partido da Igreja Universal do Reino de Deus, do auto-intitulado “bispo” Edir Macedo, dono da Record —, o PT sabe tratar-se de uma vistosa, mas pequena parte dos evangélicos. Seguindo os passos da teoria gramsciana, o “partido” tem de se consolidar como um “imperativo categórico”, de modo que toda ação concorra para fortalecê-lo. Mesmo os movimentos de crítica e reação hão de estar subordinados a este ente. Haver organismos, entidades, grupos ou religiões que cultivem valores fora do abrigo do partido é inaceitável. Os “pensadores” do PT querem começar a criar as condições para limitar ou anular a influência das igrejas evangélicas especialmente nas questões relativas a costumes. O projeto petista se consolida é com a completa laicização da sociedade, sem espaço para a moral privada ou de grupo. Teses como descriminação do aborto, legalização das drogas, união civil de homossexuais, proselitismo sexual nas escolas (nego-me a chamar de “educação” o tal kit gay, por exemplo) tendem a encontrar resistência. E as vozes que lideram essa resistência costumam ser justamente as dos evangélicos. Setores da Igreja Católica também reagem, sim, mas sabemos que a Santa Madre está infestada de esquerdistas de batina (ou melhor: sem batina!). Ora, conjuguemos as duas propostas de Carvalho, feitas no Fórum Social: ele quer o estado produzindo “informação” para a classe C justamente para disputar almas com os evangélicos. O PT chegou à fase em que acredita que pode também ser “igreja” — e seu “deus”, como se sabe, é o Apedeuta… Os petistas ainda não engoliram o recuo que tiveram de fazer em 2010, no debate sobre o aborto, por causa da pressão dos cristãos. Os cristãos evangélicos entraram no alvo de médio prazo do PT. Cuidem-se ou serão também engolidos. Por Reinaldo Azevedo

REPASSANDO

                  DIRCEU AYRES
Amigas e amigos, Estamos diante de um dos mais significativos momentos da história da Democracia deste país e parece que poucos estão percebendo isto, explico: Trava-se uma verdadeira batalha no Judiciário, pois pela primeira, repito, pela PRIMEIRA VEZ neste país varonil, alguém ousa investigar toda a SUJEIRA que há por debaixo deste tapete chamado Judiciário. Este poder que sempre foi, dos 3 que temos, o intocável. O CNJ, através de uma corajosa Corregedora, Ministra, Dra. Eliana Calmon, vem descobrindo as históricas sujeiras deste poder, em todas as suas esferas, inclusive dos mais altos magistrados da mais alta corte do país, e a reação vem então de forma avassaladora. Quando o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) começa a tornar público o resultado de suas investigações das diversas instancia do Judiciário, a mais alta corte, o Supremo, e as associações de juízes, reagem e querem CALAR a boca desta, que representa até então, a mais inteligente iniciativa para extirpar este Câncer de nossa sociedade, a corrupção, os abusos de poder, a impunidade, e a morosidade do Judiciário deste país. Eu não tenho dúvidas que, ao lado da EDUCAÇÃO, a JUSTIÇA, ambas com os piores predicados que poderíamos ter, são a FONTE PRIMEIRA e todos os demais males neste país. Um povo, uma sociedade que tem sua EDUCAÇÃO deficitária e sua JUSTIÇA lenta e corrupta, JAMAIS, repete, jamais, alcançará a Democracia plena e seu Desenvolvimento Social e economico pleno. Não adianta Copa do mundo, Olimpíadas, Pré Sal, balança comercial forte, nada disto, pois pelo contrário, ao ficar mais rico, ficaremos mais DESIGUALITÁRIOS, claro, pois esta riqueza adicional será acumulada por poucos. Simples assim: Sem EDUCAÇÃO e JUSTIÇA plenas, não há desenvovimento social sustentável. Será que ainda temos dúvidas sobre isto? E mais, não adianta ir às ruas, como vimos fazendo, para combater a corrupção, combater o excesso de carga tributária, combater a falta de segurança, porque estes problemas são sintomas, são conseqüências, são efeitos do mal maior, dos "cânceres" a EDUCAÇÃO e JUSTIÇA deficitárias. Logo, proponho uma verdadeira enxurrada de mensagens e posts para APOIAR a CORAGEM do CNJ através da Ministra Dra. ELIANA CALMON e sua Equipe, pois ela representa a nossa voz para iniciarmos a eliminação deste câncer, JUDICIÁRIO LENTO e CORRUPTO. Façamos a nossa parte pois do contrário, assim como a juiza Patricia Acioli foi ASSASSINADA no Rio por policiais que estavam sendo investigados por ela, mais uma mulher de CORAGEM será "assassinada" neste país, só que de uma maneira muito mais letal, será assassinada, calada, pelos Juízes. Quem os julgará? Façamos barulho. Façamos nossa parte em apoio ao CNJ e a Dra. ELIANA CALMON.Se você concorda com isto, replique este texto e envie aos seus Amigos. Estou tentando fazer a minha parte, faça a sua!!!

O PT perdeu a parada.

                   

    Dirceu Ayres


O PT perdeu esta parada! 82% dos paulistanos apóiam ação da PM na cracolândia. Povo gosta de lei e ordem; quem acha a bagunça uma fatalidade da democracia é intelectual pé-de-chinelo. A Folha publica hoje uma pesquisa Datafolha que evidencia que nada menos de 82% dos paulistanos concordam com a ação da Polícia Militar na Cracolândia. É mesmo, é? Algum leitor deste blog está surpreso? Quando classifico de “extrema minoria” esses burguesotes radicalizados — muitos deles usuários declarados de drogas — que vão queimar carne e neurônios da antiga cracolândia, há quem reclame: “Que preconceito!” Preconceito??? Se 82% estão de um lado, chamo de minoria os que estão do outro. Podem se manifestar? Ora, podem, sim, desde que não agridam direitos constitucionais, como o de ir e vir — que era desrespeitado justamente pelos antigos usurpadores daquela região da cidade. Ao contrário do que disseram alguns promotores, alguns defensores públicos, alguns militantes de ONGs que são proxenetas morais dos viciados e certos “intelectuais dos narcóticos”, a Polícia Militar levou o estado democrático e de direito à antiga cracolândia. É fácil demonstrar: hoje, na região há mais ou há menos artigos da Constituição e do Código Penal sendo respeitados? Para respondê-lo, atenção!, é preciso pensar também nos moradores do Centro que não eram e não são consumidores de drogas. São apenas a esmagadora maioria!!! O PT perdeu! Os proxenetas morais perderam! A esquerda incrustada no Ministério Público e na Defensoria perdeu. Achei um tanto curioso o lead da Folha porque, ou as palavras têm um sentido que não coincide com o do dicionário, ou há ali uma não-correspondência entre o texto e a realidade. Está escrito: “O bate-boca entre pré-candidatos do PT e do PSDB à Prefeitura de São Paulo sobre a operação da Polícia Militar na cracolândia não encontra eco entre os eleitores. Ouvidos pelo Datafolha na quinta e na sexta, 82% dos paulistanos concordam com a ação da PM para tentar desbaratar o tráfico e o consumo de crack na região central de São Paulo.” Como não??? Calma lá! O que não encontra “eco entre os eleitores” é a posição adotada pelo PT e por seu pré-candidato, Fernando Haddad, ora essa! Partido e agora ex-ministro atacaram a operação da cracolândia. Os tucanos a apoiaram de maneira clara e aberta, muito especialmente Andrea Matarazzo, em que pretendo votar, que aceitou fazer o debate. E com razão também particular para tanto: é um antigo defensor de uma intervenção firme na área e sempre enfrentou as falanges comuno-fascistóides da desqualificação. Que história é essa de “não encontra eco”??? O texto dá a entender que, nesse particular, estão todos em desconexão com a população e com o eleitor. E, obviamente, não é verdade. Aliás, no que diz respeito à Cracolândia, Haddad resolveu confrontar até os que têm o PT como partido de preferência: 83% apóiam a ação da PM; entre os tucanos, 90% — nos dois casos, acima da média da cidade. Outro que atacou a ação da polícia foi o neopeemedebista e ex-um-monte-de-coisas Gabriel Chalita. Sabem, né?, sempre é preciso chamar os “especialistas” para iluminar o debate. O sociólogo Renato Sérgio de Lima, secretário-geral do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, opina: “O paulistano gosta desse tipo de polícia que impõe mais rigor. Mas é necessário que ela seja controlada e transparente, para evitar abusos”.Huuummm… Não entendi… Nas outras cidades, a população prefere uma polícia menos rigorosa? Sim, claro, “controlada e transparente”! E não há “mas” nenhum, Lima! As polícias pouco rigorosas é que costumam ser opacas e descontroladas… Aí vem o “cientista político Fernando Abrucio: “O uso político da ação na cracolândia vai exigir muito cuidado. A classe média vai aplaudir porque considera que o problema está sendo enfrentado. Mas quanto tempo dura esse efeito midiático, de uma cracolândia limpa? Além disso, é preciso ver se os viciados não vão se espalhar, o que provocaria um efeito negativo”. O uso de um cortador de unhas exige cuidado, ou se fica sem a ponta do dedo. Embora a fala de Abrucio tenha muitas interrogações e afirmações oblíquas, entende-se que ele considera que a classe média apóia a operação mais do que os pobres — o que é mentira — e que a aprovação decorre da “operação midiática”, o que também é mentira: boa parte da imprensa paulistana atacou a decisão do governo e da Prefeitura. “Operação midiática” foi a que setores da imprensa, petistas e vagabundos da Internet promoveram CONTRA a PM. Quanto ao resto, dizer o quê? Os “viciados” já se espalharam, e é bom que tenham se espalhado. A intervenção naquela região não tinha o objetivo de acabar com o vício! Era necessário interromper o fluxo contínuo de drogas, oferecendo, como está sendo feito, chance de tratamento a quem quer se tratar. O objetivo era devolver a região à Constituição! E como a polícia de São Paulo é aquela “do rigor”, não uma espalha-bandido, traficantes foram presos. Não é trouxa A pesquisa evidenciou que a população é menos trouxa do que supõem alguns quase intelectuais. Dizem que os viciados — que a imprensa chama “usuários” — vão buscar drogas em outro lugar 82% dos entrevistados; 57% acham que não é possível acabar com o tráfico e o uso e crack. Viram? As pessoas não se iludem, não! Elas sabem que não é a PM que faz alguém deixar de ser viciado ou que o tráfico sempre vai existir. MESMO ASSIM, APÓIAM A PM NA CRACOLÂNDIA PORQUE NÃO QUERM SER MOLESTADAS NEM POR TRAFICANTES NEM POR VICIADOS. Os únicos que acham que viciados têm o direito de importunar a vida dos não-viciados, juntando-se em hordas, são intelectuais pés-de-chinelo, que estão longe das cracolândias, moram em bairros seguros e não hesitam, como é o certo, em discar o 190 quando ameaçados. Achar uma nova causa Os petistas tentam desesperadamente fazer do Pinheirinho uma causa porque não estão conseguindo ganhar a opinião pública. Tentaram com os desordeiros da USP. Não deu! Tentaram com a cracolândia. Não deu! Agora têm a nova causa. Desta vez, vêem até com o peso-pesado (eticamente, peso-leve) Gilberto Carvalho, que decidiu partir para o terrorismo político. Sim, trata-se de uma tramóia eleitoral. Que cada partido e cada líder seja devidamente ligado à sua obra! *Por Reinaldo Azevedo BLOG DO MARIO FORTES

82% apóiam ação da Cracolândia. Está explicado porque o terrorismo da esquerda mudou para o Pinheirinho?

                           DIRCEU AYRES
O bate-boca entre pré-candidatos do PT e do PSDB à Prefeitura de São Paulo sobre a operação da Polícia Militar na cracolândia não encontra eco entre os eleitores. Ouvidos pelo Datafolha na quinta e na sexta, 82% dos paulistanos concordam com a ação da PM para tentar desbaratar o tráfico e o consumo de crack na região central de São Paulo. Quando questionados que nota atribuem à operação, 72% dão seis ou mais. A nota dez foi citada por 28%. Entre as pessoas que têm o PT como partido de preferência, 83% concordam com a operação policial. A nota média foi 7,4. Os tucanos são ainda mais entusiastas: 90% concordam com a forma como a PM agiu e dão uma nota média de 7,9. Segundo estudiosos, isso reflete a demanda da população por uma polícia mais forte e atuante. "O paulistano gosta desse tipo de polícia que impõe mais rigor. Mas é necessário que ela seja controlada e transparente, para evitar abusos", afirma o sociólogo Renato Sérgio de Lima, secretário-geral do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. A ação na cracolândia paulistana, conduzida pelos governos municipal (PSD) e estadual (PSDB), começou no dia 3, menos de um mês depois de o governo federal (PT) lançar seu plano nacional de combate ao crack. Houve denúncias de que tanto a PM colocada nas ruas de forma apressada quanto o plano federal tinham motivação eleitoral -PT e PSDB, principalmente, gostariam de usar na campanha a bandeira de combate à droga. Imediatamente, o tema mobilizou os pré-candidatos.Entre os tucanos, Andrea Matarazzo, secretário estadual de Cultura, afirmou que "o governo do PT consolidou o crack na região central [da cidade]", numa alusão à gestão municipal de Marta Suplicy (2001-2004). Já Fernando Haddad, pré-candidato petista, disse que a ação da PM foi "desarticulada", "desastrada" e "marcada pela repressão". Ao menos por enquanto, a cracolândia parece não ter afetado a intenção de votos na cidade. A questão é saber se o tema continuará na agenda eleitoral. "O uso político da ação na cracolândia vai exigir muito cuidado", afirma o cientista político Fernando Abrucio. Segundo ele, é claro que num primeiro momento ela favorece o governo estadual. "A classe média vai aplaudir, porque considera que o problema está sendo enfrentado. Mas quanto tempo dura esse efeito midiático, de uma cracolândia limpa? Além disso, é preciso ver se os viciados não vão se espalhar, o que provocaria um efeito negativo", diz Abrucio. Os paulistanos estão certos de que irão se espalhar. Para 82% dos ouvidos, os usuários buscarão a droga em outra região da cidade. Os entrevistados são também céticos com relação a uma solução definitiva para o problema -57% afirmam que não é possível acabar com o tráfico e o uso de crack na cidade de São Paulo.Nesse ponto, os tucanos são mais pessimistas: 68% são descrentes. Mas a maioria, independentemente do partido de preferência, isenta os poderes públicos pelo problema. Para 24%, os culpados são os próprios usuários. Os traficantes vêm em segundo lugar (22%). Depois aparecem o governo estadual (16%), o federal (14%) e a prefeitura (6%).(Da Folha de São Paulo)