domingo, 5 de agosto de 2012

MENSALÃO QUE ROLAVA DENTRO DO PALÁCIO




     Dirceu Ayres

Mensalão rolava dentro do Palácio do Planalto, afirma Gurgel. Pede condenação e prisão imediata da quadrilha. Em sua última oportunidade de acusar os réus do mensalão, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse ontem que o esquema funcionava "entre quatro paredes" do palácio presidencial e pediu a prisão imediata de eventuais condenados. "Quando falo de quatro paredes, falo das paredes da Casa Civil, de algo que transcorria dentro do palácio da Presidência da República", disse o procurador no segundo dia do julgamento. O chefe do Ministério Público Federal disse ter sofrido intimidações e "ataques grosseiros" após entregar suas alegações finais, em referência às críticas por suposta omissão no caso Cachoeira. "Houve tentativa de constrangimento e intimidação do Procurador-Geral da República, o que jamais havia ocorrido, o que mostra que nós temos uma quadrilha extremamente arrogante." Em sua fala aos ministros do STF, Gurgel pediu que a corte estabeleça um "paradigma histórico". "[Peço] desde já a expedição dos mandatos de prisão cabíveis imediatamente após a realização do julgamento". Gurgel considerou "risível" o discurso de que o mensalão não passou de um "delírio". "Jamais um delírio foi tão solidamente [...] documentado e provado". E repetiu que trata-se do mais "atrevido" e "escandaloso" esquema de corrupção do Brasil. Em sua fala, ele apontou o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu como o mentor da quadrilha. Dedicou 25 minutos das quase 5 horas de discurso a Dirceu, e disse que "a prova é contundente contra o ex-ministro. Também procurou justificar a ausência alegada pela defesa de provas documentais da ação de Dirceu. "O autor intelectual, quase sempre, não fala ao telefone, não envia mensagens eletrônicas, não assina documentos, não movimenta dinheiro por suas contas, agindo por intermédio de `laranjas'. “A prova da autoria do crime não é extraída de documentos ou de perícias, mas essencialmente da prova testemunhal”, disse. Apesar de dedicar menos tempo aos outros acusados, Gurgel citou vários outros documentos para tentar descrever como funcionariam os três núcleos: político, operacional e financeiro. Ao longo de sua narrativa, Dirceu era constantemente citado, principalmente em depoimentos do empresário Marcos Valério, apontado como o operador do mensalão. Ao falar sobre o núcleo financeiro, o procurador disse: "Ele [Dirceu] está rigorosamente em todas". Gurgel enfatizou repasses de dinheiro a deputados em épocas de votações importantes no Congresso, como as reformas tributária e previdenciária, ocorridas entre setembro e dezembro de 2003. Dos 38 réus, Gurgel pediu a absolvição por falta de provas do ex-ministro Luiz Gushiken e do assessor partidário Antônio Lamas. (Folha de São Paulo)


Sra. Charles Waterfall. Ô....diliça!!!



    Dirceu Ayres

Como dizia meu sábio e saudoso avô. "Mulher muito gostosa e melancia grande, é impossível de comer sozinho" Essa maravilha da foto é a Sra. Charles Watherfall, ou, a musa da CPIzza que atende por Andressa Mendonça. Na verdade, ela causa frisson entre os babões inegrantes da CPIzza e é o alvo preferido da imprensa amestrada, sem contar o assédio das revistas especializadas em publicar aquilo que muitos pobres mortais jamais terão a oportunidade de ver ao vivo..tocar então... A moça além de dar "asas a imaginção" nos marmanjos praticantes do sexo na base da "maria palma"....se é que vocês me entendem... Ela ainda é causadora da desmedida inveja na barangada de plantão. Principalmente as que frequentam as sessões da CPIzza com uma estrela vermelha na lapela de seus recorrentes e desbotados terninhos cheirando a naftalina. Dª Andressa além dos atributos que a natureza, e muita grana lhe deram, pois não existe mulher feia, existe é mulher sem dinheiro, ela ainda é detentora de uma fortuna na casa das 20 milhetas, coisa que chamamos no sub mundo dos pobres mortais de "laranja" das brabas. Certo que quando ela resolveu trocar o maridão pelo bicheiro a intenção era de se dar bem na foto, e parece que até alguns dias atrás ela estava se saindo bem nesse aspecto. Bonita, jovem, e milionária. O que é que ela continuava fazendo na pocilga? Com essa grana toda era só dar no pé para algum país que não tenha tratado de extradição e tocar a vida na boa. E deixar o Cachoeira se phoder. Mas ela preferiu ficar junto de seu amor gerenciando seus negócios e também recebendo juras de amor e pedidos de casamento diante de juízes em uma clara demosntração de que tanto ela, quanto seu amante, estão literalmente cagando e andando para a justiça Tupiniquim. E a ultima aventura da moça é essa acusação que um juíz federal fez contra ela alegando a tentativa de chantagea-lo e alguns de seus amigos com um dossiê que ela faria sair publicado na VEJA.Parece que o juíz não se intimidou com as ameaças e sentou a caneta na bonitona, resultado, ela foi detida e teve que pagar 100 paus de fiança. 100 paus de fiança? Olha que só a bolsa de marca da moça deve valer mais que a indignação do juíz. Mas parece que a musa da CPIzza está proibida de visitar seu amor e agora virou motivo de desconfiança e de atenção da justiça sobre seu comportamento. Eu bem que gostaria de saber a quantidade de cantadas que essa moça já levou durante esse tempo de CPIzza, prisões, acusações e assédios em todas as esferas do "poder' na pocilga. Não deve ser fácil para uma mulher bonita ter que conviver com o que há de pior na sociedade do país, começando pelo seu companheiro e sócios, acabando nos corredores do congresso, onde circulam os piores seres vivos que habitam o imaginário eleitoral. Pobre Andressa, bonita, rica e burra pra caraleo, foi cair de paraquedas bem no meio de uma disputa eleitoreira ideologico partidária que é essa CPIzza. Além de tudo, ainda é a mulher do maior boi de piranha nuncaantesvistonahistóriadestepaís, um contraventor que está preso para servir de exemplo para nada, em um país onde quem dirige embriagado e mata ao volante nem preso é. Charles Waterfall tem muito a contar, ele hoje é o único preso político da pocilga. E se a mulher dele não se segurar e der um tempo, ela pode ser a próxima.Enquanto isso a CPIzza não chega a lugar algum, e o julgamento do mensalão vai tomando conta das manchetes dos jornais. Quando acabar o julgamento do mensalão, pode ser que voltem a lembrar do Cachoeira, mas até lá ele deverá estar tão velho que nem vai lembrar para que serve o pinto. Mas olhando para a foto da moça, me faz lembrar de outro genial filósofo, "Seo" Epaminondas Palhares: Que um dia pego pela esposa no ato de fazer "nigucim" com uma deliciosa, maravilhosa, rodada e renomada puta, disse ao ser questionado pela mulher sobre o flagrante e o "curriculo da moça". "É muito melhor comer filé mignon em dez, do que merda sozinho" Que o diga Charles Warterfal.Vamo que vamo .... E PHOD@-SE

MENSALÃO, UM JULGAMENTO QUE PODE REDEFINIR O FUTURO DO BRASIL.


      Dirceu Ayres


O Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, demonstrou largo conhecimento jurídico na formulação da denúncia contra os acusados no processo do mensalão durante sua longa explanação no plenário do Supremo Tribunal de Justiça. E mais, juntou provas assombrosas sobre o maior escândalo da história da República. E não seria demais acrescentar que o Procurador Geral pronunciou a denúncia de forma calma e elegante detendo-se exclusivamente aos fatos que ensejaram a acusação. Limitou-se exclusivamente à letra fria da lei e nada além disto. Gurgel foi incisivo ao pedir a prisão imediata dos réus alertando que, no caso de condenação a lei não dispõe sobre a oportunidade dos eventuais condenados recorrerem em liberdade. Trata-se de decisão de última instância. Isto posto, verifica-se que o curso do julgamento do rumoroso caso ganha contornos sérios e, oxalá, esta minha modesta impressão corresponda à verdade, ou seja, que os Ministros do STF limitem-se a um julgamento eminentemente técnico. Se assim for não resta a menor dúvida de que haverá punição dos comprovadamente culpados. O tempo decorrido desde que o escândalo veio a público - 7 anos - procrastinou, é verdade, a pronta resposta do Judiciário. Mas por outro lado, permitiu à Procuradoria Geral da República realizar um trabalho de ourives, com calma, sem atropelos e por isso mesmo com substancioso embasamento da denúncia. A partir da sessão desta sexta-feira o julgamento ganha contornos mais objetivos e, por isso mesmo, não deixa de ter eventual efeito sobre o comportamento dos denunciados. Em sua reportagem da semana que passou, a revista Veja afirma que ex-ministro e ex-deputado José Dirceu cogitou, inclusive, fugir do país. Isto leva a pensar que essa possibilidade de fuga dos réus poderia tornar-se um fato. Todavia, não poderão solicitar asilo político porque sobre eles não pesa nenhum tipo de perseguição política e/ou ideológica. Enquadram-se dentro do espectro dos crimes comuns, no caso a corrupção e a pilhagem de dinheiro público. Supõem-se, neste aspecto, que apenas os países integrantes do Foro de São Paulo, a organização comunista que opera na América Latina e que foi fundada por Lula da Silva, acolheriam eventuais fugitivos, como por exemplo Cuba, Venezuela, Equador, Bolívia, Uruguai e Argentina. Seja como for, o fato desse caso chegar à Suprema Corte do Brasil sinaliza para a Nação que as instituições democráticas permanecem de pé. E indica também para o PT e seus sequazes que a própria Nação rejeita qualquer tipo de ameaça à democracia, à liberdade e, sobretudo, à liberdade de imprensa. Se parte da Nação cala e consente verberando a nefasta máxima "rouba mas faz", outra parte repudia abertamente tal interpretação dos fatos e dentro dos direitos da cidadania cumpre o dever de exigir a punição dos culpados. Costumo afirmar que, de modo geral parece que a lógica da iniquidade se sobrepõe a do bem. Contudo, nunca se deve esquecer que é o altruísmo que mantém o funcionamento e a integração da sociedade humana. A grande conquista da humanidade está na construção do direito racional, isto é, o direito expresso num conjunto de normas que estabelece as regras e oferece os mecanismos da segurança jurídica. Sem isso seria ocioso penar-se que a humanidade poderia ter atingido o atual patamar de desenvolvimento. Se o processo do mensalão for julgado de acordo com o que preconiza a lei, sem dúvida o Brasil dará o seu maior passo no caminho do desenvolvimento em seus mais de 500 anos de história. Nenhum litigante num confronto jurídico que perca seu pretendido direito ficará satisfeito. Mas num Estado sob o império da lei seus cidadãos submetem-se aos ditames legais e aos pronunciamentos do Poder Judiciário porque estão imbuídos de um propósito maior que é a própria sobrevivência. Algo impensável numa sociedade em que prevalecesse o Estado de natureza onde todos podem tudo. Cumpre notar também que uma sociedade sobrevive e progride nas esferas econômica e social quando a maioria de seus cidadãos aprendeu a obedecer à lei. É nesse aspecto que se pode afirmar que as sentenças dos tribunais são pedagógicas. Por tudo isso é que o julgamento do mensalão adquire toda essa importância, porque o futuro do Brasil pode estar sendo redefinido no que tange aos aspectos atinentes não só ao plano jurídico, mas sobretudo naquilo que é respeitante aos princípios éticos e morais que orientam as ações e relações sociais. Conclui-se deste modo que o Supremo Tribunal Federal não poderá fraquejar e jamais render-se a injuções políticas, mormente aquelas que insinuam que o julgamento do mensalão resume-se apenas a uma vindita vulgar.

Porque Fátima Bernardes saiu do Jornal Nacional.



    Dirceu Ayres


Para quem engoliu o "não sabia de nada" do Lula, o pequeno engano da Dilma é fichinha” Gramna - para quem não sabe - é um jornaleco controlado pela ditadura do Partido Comunista Cubano. Só fala bem do governo, mentindo descaradamente. Ultimamente, tenho visto que a Globo cessou qualquer ataque ao governo e ao PT, e começou a virar uma especie de Gramna brasileiro,inclusive se sujeitando àquelas constrangedoras matérias onde o Brasil é uma nova e ascendente potência mundial, em meio a crise econômica mundial, todos estão felizes e tem emprego sobrando para todo mundo. Resolvi fazer uma pequena pesquisa e não foi difícil descobrir o motivo. Os próprios blogs esquerdistas se entregam... O todo poderoso do jornalismo da Globo, até pouco tempo atrás, era o Ali Kamel - que tinha seus defeitos, mas não gostava de cotas, populismo, bolsa esmola e, principalmente, de ladrão, logo não gostava do PT.. A Dilma "Estela-Luiza-Patricia-Wanda" Rousseff, no melhor estilo Hugo Chaves, chamou a Globo e lembrou que está chegando a época de renovação de concessão e que o Ali Kamel estava incomodando, pois se continuassem a cair ministros corruptos, logo não teria mais ninguém em Brasília e mandou colocar um "cumpanheiro" no lugar dele, um esquerdista. O nome era Amauri Soares, um grande entusiasta dos petralhas. Isso foi feito, Amauri Soares como todo bom esquerdista, já entrou colocando mamata para a família, no caso a mulher dele, a Patricia Poeta, que entrou via peixada no Jornal Nacional. Veja que foto meiga, no meio o possível futuro novo âncora do JN. http://www.thaisagalvao.com.br/wp/wp content/uploads/2011/12/patricia-e-amauri.jpg Isso explica a atual cara de bunda do William Bonner, que viu sua mulher ser obrigada a ter uma crise de "cansaço" e "pedir" para sair e buscar outros ares na tenebrosa manhã da Globo, junto com programas do naipe de Ana Maria Braga. Não podemos nos espantar se, daqui a pouco, o Bonner sair e entrar algum companheiro do partido ou algum outro parente do Amauri Soares. Já que o PT não conseguiu enfiar goela abaixo o controle da mídia, tentado varias vezes por Lula, resolveu enquadrar a maior emissora e formadora de opinião do país na cartilha do partidão. E assim vai caminhando nossa pseudo-democracia. Os petralhas já compraram a UNE, os sindicatos, a OAB, bancaram a maravilhosa e imparcial "Carta Capital" e, agora, a Globo caiu de quatro. Estamos caminhando a passos largos para virarmos uma Venezuela. PS. O povão é tão débil mental que, ao invés de se revoltar com os escândalos dos ministros, que só caíram apenas e tão somente devido a denúncias das poucas trincheira anti-PT, como a Veja e a Folha, acreditam que isso se deve ao espirito disciplinador e justiceiro da digníssima presidenta, que é tão honesta que falsificou o próprio currículo lattes, inventando "apenas" um mestrado e um doutorado e, depois que a casa caiu, disse que foi um "pequeno erro". Ou seja, não  existe mais falsidade ideológica, é tudo apenas um pequeno engano.. Na próxima reforma do CPB é capaz de cair o artigo 299.http://www.estadao.com.br/noticias/geral,dilma-rousseff-admite-erro-em-curriculo,399151,0.htm Para quem engoliu o "não sabia de nada" do Lula, o pequeno engano da Dilma é fichinha... Para pensar: "A essência da propaganda é ganhar as pessoas para uma ideia de forma tão sincera, com tal vitalidade, que, no final, elas sucumbam a essa ideia completamente, de modo a nunca mais escaparem dela" "Apropaganda quer impregnar as pessoas com suas ideias. É claro que a propaganda tem um propósito. Contudo, este deve ser tão inteligente e virtuosamente escondido que aqueles que venham a ser influenciados por tal propósito NEM O PERCEBAM." (Joseph Goebbels) "De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, arir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto." (Rui Barbosa)*ANGELA FRANÇA, por e-mail, via Grupo Resistência Democrática. BLOG DO MARIO FORTES

terça-feira, 31 de julho de 2012

A MUSA ABUSOU


     Dirceu Ayres

Como se viu pela chamada aos costumes dada pela Polícia Federal em Andressa Mendonça, a mulher de Carlos Augusto Ramos não é só a bonitinha apaixonada e choramingas a quem o marido faz declarações públicas de amor no lugar de prestar esclarecimentos à Justiça sobre as ilegalidades de seus negócios. Na posse plena de credenciais para fazer jus à anexação da alcunha Cachoeira ao nome de batismo, Andressa Mendonça revela-se integrante da quadrilha alvo de processo na Justiça de Goiás e de investigação em comissão parlamentar de inquérito no Congresso Nacional da qual vinha sendo apontada como "musa". Perdeu a prerrogativa conferida pela idiotia construtora de simbologias simplistas, ao tentar chantagear o juiz federal Alderico da Rocha Santos ameaçando-o com a divulgação de um dossiê caso não tomasse decisões favoráveis ao principal acusado no processo em curso na 11.ª Vara da Justiça em Goiás e sob a responsabilidade do magistrado. De inocente, a moça que tanto lamentou o envolvimento do marido com os políticos que o teriam tirado da zona de conforto de figura proeminente na sociedade de Goiás para a cadeia não tem nada. A não ser presumivelmente a ilusão de que poderia levar o juiz na conversa mal ajambrada sobre a existência de um dossiê a ser publicado com acusações contra ele, sugerindo um conluio entre a revista Veja e as organizações Cachoeira de armações ilimitadas. Um blefe tão óbvio quanto a impossibilidade de um veículo de comunicação que vive de credibilidade jogar esse ativo no lixo para servir deliberadamente como instrumento de chantagem e, conseqüentemente, de repasto à mesa dos detratores de plantão sempre ávidos de uma oportunidade. A malfadada manobra da senhora Cachoeira, entre outros fatores, altera a situação dela em relação à CPI para qual foi convocada a dar depoimento no próximo dia 7. Chamada inicialmente pela expectativa de que pudesse servir como mensageira de "recados" de Carlos Cachoeira, Andressa agora necessariamente será vista sob um prisma menos ingênuo. Tratada até então como uma espécie de adorno a serviço da face "light" do escândalo, ela passa agora a figurar como agente ativa do esquema objeto da CPI e, nessa condição, precisará ser questionada com rigor aplicado a qualquer dos outros investigados. Isso se não arrumar um pretexto para não ir ou até mesmo se a comissão resolver reavaliar a utilidade de uma convocação de depoente que pela faceta agora revelada provavelmente recorrerá ao direito de calar tornando-se, na prática, uma presença inútil. Gênese. A tese do advogado de José Dirceu de que Roberto Jefferson "inventou" o mensalão não se sustenta nos fatos. A primeira referência a um sistema de cooptação de parlamentares e partidos para a base de sustentação do primeiro governo Lula foi feita pela revista Veja em setembro de 2004, ainda sem o apelido pelo qual seria conhecido. Na segunda vez que o assunto apareceu na imprensa, dias depois em reportagem do Jornal do Brasil, já foi usado o termo "mensalão" para definir pagamentos relatados por deputados ao então líder do governo na Câmara, Miro Teixeira. Miro os incentivou a transformar o disse-me-disse de corredores em denúncia formal ao presidente da República, mas ressalvou à época que não subscrevia as acusações. Os mensageiros não se animaram a ir a Lula nem ao Ministério Público e o caso morreu. Até junho do ano seguinte quando Jefferson, irritado com o que identificou como um plano do PT para fazer do PTB o bode expiatório da corrupção na base governista, em entrevista à Folha de S. Paulo deu autoria, publicidade e compreensão à narrativa que viria a assumir a dimensão de 50 mil páginas em processo de 38 réus. O nome, ação penal 470 ou mensalão, não faz a menor diferença, pois é do substancioso conteúdo que o Supremo Tribunal Federal cuidará a partir desta quinta-feira. Dora Kramer - O Estado de S.Paulo

Amorim e Lula foram os autores da maior mancada diplomática da História do Brasil

         
    Dirceu Ayres

Celso Amorim e Lula são responsáveis pela mancada brasileira na ONU, aceitando a independência dos povos indígenas. O eminente professsor de Economia Jorge Brennand enviou mensagem ao Blog da Tribuna, lembrando que a representação do Brasil, nas Nações Unidas, durante longos anos sempre foi contra a aprovação da “Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas”. “Por qual razão terá mudado açodada e repentinamente essa posição, tendo em vista que colocava o espaço territorial brasileiro em risco? Quem era o presidente da República que ordenou essa mudança nociva aos interesses do Brasil, por muitos considerada um verdadeiro ato de traição? Quem era o ministro de Relações Exteriores que cumpriu essa ordem contrária aos interesses do Brasil?”, indaga Brennand. No seu entender, seria de grande interesse histórico que todas essas perguntas fossem respondidas claramente, denunciando os responsáveis… “Os nomes dos bois patriotas são necessários, tendo em vista que, no continente americano, os Estados Unidos, o Canadá ea Colômbia se recusaram a aprovar a mencionada “Declaração” por ser prejudicial aos interesses de seus países”, assinala ele. É claro que Jorge Brennand, um dos mais notáveis professores de Economia do país, está sabendo que os responsáveis pela mancada brasileira na ONU foram o então presidente Lula e o chanceler Celso Amorim. O que Brennand reclama é que o Blog da Tribuna até agora não contou a história inteira, e ele tem toda razão.
DE QUEM É A CULPA A culpa maior é de Amorim, pois Lula não está intelectualmente capacitado para ler e entender um extenso tratado internacional, com mais de 60 dispositivos, redigidos em estilo jurídico e diplomático, de difícil percepção. Amorim era contra o tratado e foi convencido a mudar de ideia por representantes de países europeus, como França e Grá-Bretanha, que não têm mais populações nativas. Nosso chanceler caiu na conversa deles e foi convencido quando lhe mostraram o item 1 do artigo 46, que dispõe o seguinte:
1. Nada do disposto na presente Declaração será interpretado no sentido de conferir a um Estado, povo, grupo ou pessoa qualquer direito de participar de uma atividade ou de realizar um ato contrário à Carta das Nações Unidas ou será entendido no sentido de autorizar ou de fomentar qualquer ação direcionada a desmembrar ou a reduzir, total ou parcialmente, a integridade territorial ou a unidade política de Estados soberanos e independentes. Na sua ingenuidade (?) ou ignorância (?), Amorim achou (?) que esse dispositivo seria suficiente para impedir que as 206 reservas indígenas pudessem se declarar independentes. E mandou a delegação brasileira aprovar o tratado. Se o chanceler tivesse se dado ao trabalho de ler com atenção as outras dezenas de normas da Declaração da ONU, com facilidade perceberia que o texto do acordo foi redigido de forma propositadamente ardilosa. E o objetivo era bem outro.Entre os demais dispositivos, muitos deles são até repetitivos, ao atribuirem às nações indígenas autonomia total sobre o território, com fronteiras fechadas, onde nem mesmo as forças armadas dos países hospedeiros podem ingressar sem autorização. A autonomia é irrestrita, abrangendo os aspectos políticos, econômicos, tecnológicos, culturais e até espirituais. E um povo que tem território fechado, com autonomia política, econômica, social, cultural e religiosa, sem dúvida alguma é um povo independente. Em qualquer dicionário, se verá que esta é a definição de independência nacional. O tratado foi aprovado com 143 países, havendo 11 abstenções e quatro votos contra – Canadá, Estados Unidos, Nova Zelândia e Austrália. Colômbia foi o único país ibero-americano que não votou a favor, se abstendo, assim como outros dez países – Rússia, Azerbaijão, Bangladesh, Butão, Burundi, Georgia, Quênia, Nigéria, Samoa e Ucrânia.GOVERNO SE ARREPENDEU Quando o governo brasileiro se arrependeu, já era tarde demais. Incentivadas pelas ONGs estrangeiras, muitas tribos tinham começado a campanha pela independência. E algumas delas já até recorreram à Organização dos Estados Americanos (OEA). A solução encontrada pelo governo foi vergonhosa – simplesmente fingiu esquecer de enviar o acordo internacional para ser referendado pelo Congresso, condição indispensável para que possa entrar em vigor. Assim, já se passaram cinco anos desde que o Brasil assinou a Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas, e até agora a mensagem não foi enviada ao Congresso. Que assim seja. * Carlos Newton, na tribuna deimprensa BLOG DO MARIO FORTES

Cachoeira e Thomaz Bastos, um mau negócio para os dois.


   Dirceu Ayres

É evidente que Cachoeira, ao contratar Thomaz Bastos - um renomado e vencedor advogado criminalista - tinha a convicção de que não ficaria muito tempo na prisão. Ledo engano.Tendo que desenbolsar cerca de 15 milhões de reais para ter Thomaz Bastos como seu defensor, Cachoeira viu o causídico fracassar em todas as suas tentativas de livrá-lo do cárcere. A cada tentativa, uma frustração.Um dos advogados mais caros do país, um ex-ministro da Justiça com trânsito livre em todos os Tribunais superiores , parece que em nada ajudou a Cachoeira apesar de sua reconhecida técnica e seus conhecimentos jurídicos. Em condições normais uma pessoa em idêntica situação de Cachoeira já estaria respondendo em liberdade, afinal, tem todos os pré-requisitos para isso, além do decurso de tempo. Mas, ao que parece, os Juizes não tendem a entender que nas leis e na jurisprudência, haja respaldo para decidirem por libertar Cachoeira. O Governo Federal, também parece demonstrar interesse em manter Cachoeira na Cadeia. Agora, um Juiz, aparece denunciando a mulher de Cachoeira de tentativa de extorsão. Esta deverá ser a próxima a ser "confinada" ou obrigada a sair de cena. Deveria dizer logo o que sabe, não ameaçar ninguém, se é que assim procedeu. Fica parecendo que Cachoeira, apesar de não ser diferente ou menos digno que muitos parlamentares brasileiros, precisa sair de cena. E sua família também. Daqui a pouco podem até querer "esquartejar" o chamado "contraventor" cujo maior pecado foi ganhar muito dinheiro com muitas atividades, até ilegais, se meter com politicos que fazem ou fizeram oposição a petralhada nacional. Dançou cara-pálida Cachoeira! Você pode não morrer como Celso Daniel, mas sabe demais para ficar livre e abrir o jogo. Pelo menos por algum tempo. A não ser que sejas covarde e frouxo como Demóstenes, o falso arauto da dignidde parlamentar, que saiu com o "rabo entre as pernas", sob risos e babas de ex-colegas tão parecidos com ele. BLOG DO MARIO FORTES