domingo, 19 de agosto de 2012

FORA DILMA, FORA LULA, VIVA A DEMOCRACIA, PT NUNCA MAIS!…


           
    Dirceu Ayres

Que vergonha! Este governo do PT que está no Poder, porque compra votos, através do Bolsa Esmola, ´compra políticos que são pessoas da pior espécie e, também, é o que há de mais podre na política e a imprensa também, com raras exceções. Compra tudo com o dinheiro público, dinheiro do povo. É conivente com a corrupção e com os corruptores, com os criminosos do Mensalão, o que é triste e chocante, ninguém é preso, ninguém devolve o que roubou, político é cassado, devido à impunidade rola solta neste país. FORA DILMA, FORA LULA, VIVA A DEMOCRACIA, PT NUNCA MAIS!. Com tudo isso colocou na Presidência, uma guerrilheira, assaltante de banco a mão armada, sequestradora, sem condições mínimas de governar uns pais, etc., que hoje, a exemplo do seu antecessor, odeia os aposentados que trabalharam toda uma vida e ajudaram a construir este país e, contribuíram mês a mês, ano a ano para ter uma velhice tranquila. Este governo do PT, sem aviso prévio, tiraram deles o que é mais sagrado, o seu direito de viver dignamente, alegando que não tem dinheiro para reajustar as aposentadorias. No entanto, mandou R$61 bilhões, sem o consentimento do Congresso, para ajudar outros países. Criou milhares de cargos públicos para acomodar seus cupinchas de campanhas e outros apadrinhados. Dá dinheiro para Sindicalistas, para UNE e para ONG’s sem que as mesmas precisem prestar contas. Sem falar nos gastos dos cartões corporativos, gastam à vontade, sem prestar contas.  ESTARRECEDOR: PMDB E PT MASSACRAM APOSENTADOS E VIÚVAS! O QUE ELLES TEEM EM COMUM??? NÃO GOSTAM DE APOSENTADOS E PENSIONISTAS DO INSS, que contribuíram por 30 ou mais anos e se aposentaram com mais de 1 Salário Mínimo. O sarney deu o pontapé inicial; collor ignorou-os solenemente; fhc os chamou de VAGABUNDOS e mudou as regras para a aposentadoria dos brasileiros da iniciativa privada; lulla começou a massacrar os aposentados com mais de 1 Salário Mínimo em seu 1º governo, no 2º foi pior; A BANDILLMA DUCHEFF arrazou-os de vez, tanto no 1º e 2º ano de governo , e agora até 2015... Eis que os velhos aposentados, num esforço sobre-humano porque a revolta, o desespero, a humilhação e o descaso destes petralhas tomaram conta dos mesmos; todos estão sem dinheiro para sobreviver, tendo que fazer bicos para complementar a aposentadoria, muitas vezes doentes, simplesmente por incompetência dos petralhas que não tem coragem de fazer uma auditoria e uma limpeza na Previdência. Não cumprem a Constituição. Os aposentados são obrigados a irem a Brasília para reivindicar e fazer valer os seus direitos adquiridos e chamar à atenção destes governantes corruptos, insensíveis e insanos, mas ao invés de serem recebidos pela Presidente, com todo o direito que têm, pois, os aposentados deviam ser respeitados, porque são pessoas honestas e trabalhadoras, mas não. Pasmem! São recebidos com a tropa de choque, militares do batalhão de choque, cachorros, etc. Estamos constatando uma inversão de valores, porque os políticos corruptos são recebidos com todas as glórias, além de receber os salários mais altos do mundo. O Presidente do Congresso está no exterior, no trem da alegria, para assistir jogo de futebol, enquanto, não há interesse de colocar os Projetos dos aposentandos para serem votados. Infelizmente, temos que lutar com todas as nossas forças, temos que ter esperança, não podemos desistir jamais, sabemos que o tempo é o nosso maior inimigo, mas temos que seguir em frente, porque sabemos que venceremos esta guerra. Esta imprensa baba ovo deste governo e que é comprada pelo mesmo, com o dinheiro do povo, não tem a coragem de noticiar nada. Viva a Revista Veja que é independente e não falta com a verdade dos fatos.
Diva Silveira-divasilveira@bol.com.br acrescentei imagens da Internet-PVeiga Diva Silveira in ASOV-Aposentado! Solte o Verbo...

Problemas nos negócios de Lula vão dar m...?


             

     Dirceu Ayres

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net  Leia também o site Fique Alerta – www.fiquealerta.net  Por Jorge Serrão Com seu dsgoverno no banco dos réus do mensalão, o chefão eterno Luiz Inácio Lula da Silva certamente ficou muito PT da vida com o noticiário deste fim-começo de semana. Meteram o pau no filho dele – o que Lula não perdoa. A indiscrição de uma empresa de auditoria vazou para a mídia os prejuízos na Gamecorp – até outro dia cantada em prosa e verso como a préspera empresa de jogos eletrônicos do famoso filho Lulinha que o papai sempre definiu como um prodígio empresarial, um “ronaldinho dos negócios”. Papai saiu do poder, e o jogo virou? Que malvadeza. A Folha de S. Paulo revela os amargos números tabulados pela Peppe Associados: “Apesar do lucro de R$ 384 mil no ano passado, as perdas acumuladas da Gamecorp chegam a R$ 8,6 milhões. Além disso, há uma diferença de R$ 2,2 milhões entre a soma dos bens e dos valores que a empresa tem a receber e as obrigações que contraiu, o que pode configurar risco de insolvência”. Tem mais, no mesmo jornal que já foi mais piedoso com os petistas: “A dívida de curto prazo, de até 12 meses, subiu de R$ 2,03 milhões, em 2010, para R$ 2,89 milhões no fim do ano passado. A de longo prazo, acima de um ano, saltou de R$ 3 milhões para R$ 3,3 milhões. O total dessas obrigações atinge R$ 6,1 milhões. A avaliação da empresa de Lulinha só foi possível porque hoje, como subsidiária da Oi, a Gamecorp adota critérios internacionais de contabilidade. A Oi não quis comentar os resultados”. Pior que as notícias ruins sobre a Gamecorp é o julgamento do mensalão no STF. Lula foi poupado de sentar no banco dos réus por crimes que as investigações do Ministério Público Federal confirmam ter sido comandados por amigos íntimos e colaboradores próximos da antesala presidencial. Mas o chefão e a petralhada ficaram tensos porque o ministro-inquisidor Joaquim Barbosa escolheu como primeiro alvo o deputado João Paulo Cunha - aquele que comandaria o nevrálgico esquema petista em Osasco, se conseguisse se eleger prefeito. O inferno deve ficar ainda mais quente para os petralhas. O Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, enviou um memorial aos 11 ministros do STF reiterando que os depoimentos colhidos no processo do mensalão confirmam o envolvimento de José Dirceu no esquema. Gurgel pretende rebater os principais pontos levantados pela defesa dos réus no plenário. Do jeito que a coisa anda (ou desanda), deve conseguir... Os negócios de Lula vão de mal a pior. Será que vai sobrar para ele? Eis a dúvida cruel. Não deixe de ler no site Fique Alerta – www.fiquealerta.net – um espetacular artigo de Manoel Pastana - L'Imperatore Capo! Die Nazi-capo! O Rei de Banânia! No texto, Pastana informa que contra Lula existe o inquérito 2.474, que tem pertinência com o esquema do Mensalão e tramita no Supremo desde março de 2007. Será que,algum dia, vai dar m...? Eis outra questão... Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento. © Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 19 de Agosto de 2012.

Documentos do Planalto expõem ações de José Dirceu no comando da Casa Civil


           
   Dirceu Ayres

Governo federal libera ofícios enviados e recebidos por homem forte do início da gestão Lula que explicitam troca de cargos por apoio parlamentar, intervenção para audiência com empresa privada e investigações internas de integrantes da máquina pública Documentos oficiais obtidos pelo Estado - entre correspondências confidenciais, bilhetes manuscritos e ofícios - revelam os bastidores da atuação de José Dirceu no comando da Casa Civil, entre janeiro de 2003 e junho de 2005. Liberados com base na Lei de Acesso à Informação, os papéis enviados e recebidos pelo homem forte do governo Luiz Inácio Lula da Silva explicitam troca de favores entre governo e partidos aliados, intervenções para que empresários fossem recebidos em audiências e controle sobre investigações envolvendo nomes importantes da máquina pública.  Dida Sampaio / AE Ofícios mostram relação do então ministro com partidos aliados e com correligionários do PT Dirceu deixou o governo em meio ao escândalo do mensalão, acusado de comandar uma "quadrilha" disposta a manter o PT no poder via compra de votos no Congresso - ele é um dos 37 réus do julgamento em curso no Supremo Tribunal Federal. Desde a saída do governo, mantém atuação partidária e presta serviços de consultoria a empresas privadas no Brasil e no exterior. Uma centena de ofícios dos primeiros anos do governo Lula agora tornados públicos trata quase exclusivamente da ocupação dos cargos públicos por partidos aliados. Sob a "incumbência" de Dirceu, Marcelo Sereno, seu chefe de gabinete e braço direito, despachava indicações de bancadas, nomeações e currículos para os mais variados cargos federais. A troca de ofícios com o então presidente do PL (hoje PR), deputado Valdemar Costa Neto, não esconde os interesses de cada um. O assunto é a negociação de cargos-chave na Radiobrás. Em ofício arquivado na Presidência com o número 345/Gab-C.Civil/PR, Valdemar indica nomes à estatal federal de comunicação e acrescenta: "Certo de que V.Exa. poderá contar com apoio integral desta Presidência e da Bancada do Partido Liberal no Congresso." Em 27 de fevereiro de 2003, Dirceu ordena que a demanda seja encaminhada ao então presidente da Radiobrás, Eugênio Bucci. Valdemar viria a ser denunciado mais tarde sob a acusação de integrar a "quadrilha" do mensalão por ter recebido dinheiro do valerioduto. Hoje deputado pelo PR, o parlamentar também aguarda a sentença do STF. Os documentos liberados também mostram pedidos de colegas de partido de Dirceu. Em 11 de fevereiro de 2003, por exemplo, a deputada estadual petista Maria Lúcia Prandi envia mensagem onde diz tomar "a liberdade de estabelecer contato no sentido de solicitar audiência para tratar de questões referentes à condução de articulações no sentido de consolidar a relação partidária com as ações governamentais, em especial assuntos relativos à atuação desta parlamentar na Baixada Santista". Outro ofício recebido pelo Planalto mostra o então presidente do Diretório Regional do PT em Sergipe, Severino Oliveira Bispo, pedindo a Dirceu para tratar da seguinte pauta: "1) Apresentação da relação dos nomes dos indicados para os cargos federais no Estado; 2) O que mais ocorrer". A documentação liberada revela uma ordem da Casa Civil a favor de uma empresa. Em 13 de março de 2003, a pedido de Dirceu, Marcelo Sereno intermedeia pedido de audiência de representantes da Ondrepsb Limpeza e Serviços Ltda. no Ministério da Justiça. Naquele ano, a empresa de Santa Catarina recebeu R$ 2,9 milhões do governo federal. Em 2004, ganhou R$ 3,9 milhões. Segundo dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), a média de pagamentos dos três anos posteriores ao ofício foi 100% maior em comparação ao mesmo período que antecedeu a intervenção. Controle Os registros mostram ainda que Dirceu mantinha uma rede de informações que extrapolava os órgãos federais de investigação. O serviço era tocado pela Secretaria de Controle Interno. Vinculado à Casa Civil, comandado à época por José Aparecido Nunes Pires, celebrizado em 2008 por ter sido apontado como um dos autores do dossiê com dados sigilosos sobre os gastos com cartões corporativos no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Os documentos indicam, por exemplo, que Dirceu teve acesso - antes do ministro da Justiça da época, Márcio Thomaz Bastos - às gravações de um encontro entre o assessor da Casa Civil Waldomiro Diniz e o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, no Aeroporto Internacional de Brasília. Fitas e documentos relacionados ao assunto chegaram ao ex-ministro pelo então chefe da Polícia Civil do Distrito Federal, Laerte Bessa. As imagens foram gravadas pela segurança da Infraero atendendo a uma solicitação da polícia de Brasília, em uma investigação sigilosa. Só após passar pelo crivo de Dirceu é que a investigação foi remetida a Thomaz Bastos, hoje advogado de um dos réus do mensalão, o ex-diretor do Banco Rural José Roberto Salgado, e ex-defensor de Cachoeira. Questionada pela reportagem, a Casa Civil confirmou que dois agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) faziam na época parte da estrutura da Casa Civil e estavam subordinados ao então ministro. Em outro caso, conforme os documentos, a atual presidente da Petrobrás, Graça Foster, foi alvo de investigações tocadas pela estrutura de Dirceu. Na época, ela ocupava o cargo de secretária de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia. Adversária do grupo político do então ministro, Graça foi questionada sobre contratos da empresa do marido, Colin Foster, com a Petrobrás. A nota técnica 23/2004, encaminhada para a então ministra da pasta, Dilma Rousseff, levanta detalhes da atuação da empresa, contratos e considera "prudente" que Dilma, hoje no comando do País, tomasse conhecimento das denúncias. O documento com timbre de "urgente" ressalta que Graça Foster participava, inclusive, do Grupo de Trabalho, instituído pela Casa Civil, encarregado de apresentar estudos sobre a viabilidade de utilização do biodiesel como fonte alternativa de energia. 18 de agosto de 2012  16h 28 Alana Rizzo / O Estado de S. Paulo

sábado, 18 de agosto de 2012

Desde 2008, obras empacadas


      

    Dirceu Ayres

As rodovias privatizadas em 2008 no governo Lula continuam sem avanço. Cinco de oito lotes não tiveram obras começadas. Na BR-101, projeto ainda está em estudo. Na Régis Bittencourt, só um trecho de seis quilômetros, dos 30km prometidos, foi entregue Rodovias só no papel Concessionárias de estradas da era Lula só investiram 15% dos R$ 590 milhões previstos Ronaldo D"Ercole Lino Rodrigues reduzindo o custo Brasil SÃO PAULO Festejadas pelos governo por terem obtido as tarifas de pedágio mais baixas do país, as concessões à iniciativa privada dos oito lotes de rodovias leiloados em 2008, no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pouco ou nada receberam dos investimentos (em obras de ampliação e modernização) previstos nos contratos. Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), dos cerca de R$ 590 milhões que deveriam ter sido aplicados nas obras dos sete trechos concedidos, até fevereiro deste ano, apenas R$ 92 milhões, ou 15,6%, foram desembolsados. Cinco dos projetos sequer foram iniciados, como o Contorno de Campos, na BR-101, ainda em fase de estudo do traçado; e a ampliação da Avenida do Contorno, na região de Niterói, cuja obra está sendo revista e aguarda licenciamento ambiental. A duplicação do trecho da Serra do Cafezal, na rodovia Régis Bittencourt, que liga São Paulo a Curitiba, foi a obra que mais recebeu recursos: R$ 80,9 milhões. Mas só um trecho de seis quilômetros, de um total de 30, foi entregue ao tráfego. Em todas as oito rodovias concedidas na era Lula, praças de pedágio foram instaladas já a partir de 2008. - Esses contratos são um desastre desde o começo, as empresas prometeram um pedágio muito baixo para ganhar as concessões - diz Manoel Reis, coordenador do Centro de Estudos Logísticos da Fundação Getúlio Vargas, de São Paulo. - O governo Lula errou ao não cobrar a outorga, que é um valor pela exploração de patrimônio público. A maneira como foram feitas as concessões foi inadequada e populista. MA OHL Brasil, vencedora dos cinco principais lotes de concessão (arrematou Regis Bittencourt, Fernão Dias e trechos da BR 101 no Rio de Janeiro e em Santa Catarina), reconhece que há atrasos em relação ao cronograma previsto nos contratos. Estes se devem à necessidade de licenças ambientais, desapropriações e da emissão de decretos de utilidade pública, diz a OHL. "O andamento destes processos nos órgãos correspondentes interfere diretamente no nosso prazo de obras. Todas as obras que têm licença já começaram", afirma a nota da empresa.  licença ambiental atrasa obras No caso da BR 101, que liga o Rio ao Espírito Santo, a OHL informa que trabalha no momento na duplicação de 59,6 quilômetros entre Macaé e Campos. A obra foi iniciada após a obtenção da licença ambiental do Ibama, em 2011. A empresa não informou quando o trecho será concluído, apenas que custará R$ 200 milhões. Desde fevereiro de 2008, quando obteve a concessão, a OHL diz ter investido R$ 3 bilhões. Isto inclui, além das obras, gastos com operação e conservação. De janeiro a junho, a empresa investiu R$ 517 milhões, de R$ 1,2 bilhão previsto para o ano. No mesmo período, obteve R$ 440 milhões em receita de pedágio. A OHL Brasil - que administra estradas em São Paulo, Rio, Minas Gerais, Santa Catarina e Paraná - é subsidiária do grupo espanhol OHL, e está sendo incorporada pela Abertis, também espanhol. O GLOBO - 17/08/2012

"Joaquim cospe no prato de nhonhô..."



   Dirceu Ayres

Agora eles transformam Joaquim Barbosa num incapaz e destemperado, que só chegou ao STF porque é negro. E, claro!, consideram-no um ingrato, que cospe no prato do nhonhô. É bom pensar com princípios, né?, em vez de ter de fazer juízos ad hoc, a depender da necessidade do partido. Sim, eu era de esquerda, mas havia em mim, digamos assim, um espírito que não era escravo de ninguém — logo, não poderia mesmo ser um deles. Na primeira vez em que recebi do comando “uma ordem” que contrariava a minha consciência, caí fora. Que bom! Por que essa introdução? Nunca fui, não sou e dificilmente serei fã do estilo do ministro Joaquim Barbosa. E discordo de maneira absoluta de algumas teses que já o vi defender no Supremo. Mas nunca, é evidente, associei a cor de sua pele à sua atuação ou pensamento. Ao contrário: quando ele próprio se referiu ao assunto em meio a um embate qualquer, eu o censurei por isso. Repudio ainda o que chamo de “racismo de segundo grau”, de que foi vítima, por exemplo, o jornalista Heraldo Pereira. Paulo Henrique Amorim — aquele, vocês sabem… — o chamou de “negro de alma branca”, associando a sua brilhante trajetória profissional a uma suposta concessão que a Globo teria feito. Mais: o tal considera que Heraldo não é um defensor de sua “raça”. Amorim ousou ensinar a Heraldo como ser negro. Não bastava a este profissional estar entre os melhores da sua categoria. Ele teria se comportar “como um negro” — seja lá o que isso signifique. Infelizmente, alguns movimentos racialistas também aderem a esse juízo estúpido e… racista! “Mas Barbosa não votou a favor das cotas porque é negro, Reinaldo?” Não! A meu juízo, votou porque estava errado, a exemplo, atenção!, de todo o STF. Se Joaquim votou porque é negro, os outros teriam votado porque são brancos? Quem sabe os ministros comecem a se dar conta do mal que fizeram ao país ao, entendo, ignorar o fundamento da igualdade perante a lei. Mas não me alongarei nesse aspecto agora. Volto a Barbosa. Sim, eu o critiquei muitas vezes. A última foi nessa quarta passada, quando propôs que o STF acionasse a OAB contra três advogados. Não porque é negro, mas porque está errado. Barbosa já foi o herói dos petralhas, especialmente nos embates nada elegantes que travou no passado com o ministro Gilmar Mendes. Ali estaria, enfim, um homem de coragem, sem papas na língua, que dizia tudo o que pensava… Eis que as coisas se inverteram. O antes destemido ministro seria agora um negro que chegou ao Supremo em razão de uma espécie de política de cotas de Lula. Não passaria de um homem despreparado, destemperado, sem condições de presidir o Supremo. É o que está sugerindo, por exemplo, Marco Aurélio de Carvalho, porta-voz dos “advogados do PT” (ver post nesta página).A fúria contra Barbosa é gigantesca e tem, sim, características racistas. Infere-se que ele deveria é ser grato a Lula — como, aliás, recomendou a todos o advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o notório Kakay. Então o petista teve a generosidade de nomear um negro para o STF, e este, em vez de beijar a mão do nhonhô, pede a condenação de mensaleiros? Só pode mesmo ser um despreparado!!! Vejam que notável! Enquanto os petralhas concordavam com as teses de Barbosa, não evocavam a cor de sua pele ou atribuíam à política pessoal de cotas de Lula a sua indicação para o Supremo. Bastou que ele contrariasse algumas vontades, o “negro arrogante e pouco grato” tomou o lugar do antigo herói. *Por Reinaldo Azevedo BLOG DO MARIO FORTES

Cumprindo seu papel.



    Dirceu Ayres

Com decência e respaldado na lei, exatamente na lei, demonstrando não só seu conhecimento jurídico mas, acima de tudo, seu senso de Justiça, o Ministro Joaquim Barbosa iniciou seu voto no processo do "mensalão". Vejamos a matéria da "Folha Poder": Relator do processo do mensalão, o ministro Joaquim Barbosa disse nesta quinta-feira (16) que "estão caracterizados" os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro do deputado João Paulo Cunha (PT-SP) e de corrupção ativa do publicitário Marcos Valério e de seus ex-sócios Cristiano Paz e Ramon Hollerbarch. Barbosa começou seu voto discorrendo sobre as acusações de desvios de dinheiro da Câmara dos Deputados, pela SMP&B, agencia de Valério. "Ao meu ver, estão caracterizados os crimes de corrupção ativa a Valério, Paz e Hollerbach e corrupção passiva atribuída a João Paulo Cunha", disse Barbosa, que ainda não concluiu seu voto. Cunha é denunciado por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. Valério, Hollerbach e Paz respondem por formação de quadrilha, corrupção ativa, peculato, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Na avaliação de Barbosa, Cunha atuou para favorecer Valério na época em que era presidente da Câmara e abrindo uma licitação desnecessária para a contratação de uma empresa de publicidade. O relator questionou as versões apresentadas por Cunha para ter recebido R$ 50 mil do valerioduto. Ele lembrou que, inicialmente, o deputado disse ao Conselho de Ética da Câmara que sua mulher e sua secretária foram ao Banco Rural para resolver pendências de uma cobrança de TV por assinatura e só depois apresentou a versão de que o recurso teria sido do PT para pesquisa de marketing. "Não havia dúvidas que o dinheiro não era do PT nem de Delúbio Soares, mas que vinham das agências de Valério. As provas conduzem ao entendimento que o réu sabia da origem dos R$ 50 mil e aceitou a vantagem indevida", disse o relator. BLOG DO MARIO FORTES

ASSOCIAÇÃO DOS DELEGADOS DA PF REAGE À AMEAÇA DE PROCESSO DISCIPLINAR CONTRA DELEGADO QUE INVESTIGOU MENSALÃO



     Dirceu Ayres

Delegado Luís Flávio Zampronha  A corregedoria da Polícia Federal abriu ontem uma investigação para apurar se o delegado da Polícia Federal Luís Flávio Zampronha descumpriu regras da corporação ao conceder entrevista sobre o caso do mensalão à Folha e depois ao jornal "O Estado de S. Paulo". A ADPF (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal) protestou contra o início da apuração e afirmou que vai adotar medidas judiciais caso a investigação leve à abertura de processo disciplinar. Em nota, o diretor-geral da PF, Leandro Coimbra, nega que o procedimento configure "ato de censura". De acordo com o órgão, na Polícia Federal "ao dirigente maior cabe a decisão de quem será o porta-voz para concessão de entrevistas ou comunicados oficiais". "A impossibilidade de os integrantes da instituição se manifestarem individualmente sobre assuntos afetos à PF busca evitar que a ação da PF em prol da sociedade seja confundida com a opinião de seus integrantes", de acordo com o órgão. Para o presidente da ADPF, Marcos Leôncio Sousa Ribeiro, Zampronha não falou em nome da PF. "O caso é uma investigação concluída, sem segredo de Justiça, com julgamento amplamente divulgado. O delegado falou sobre um tema que a sociedade inteira está debatendo", disse. Segundo Ribeiro, os delegados têm direito de se manifestar, "desde que as as declarações não causem prejuízos à instituição ou investigações em andamento". Zampronha disse que não iria falar sobre a apuração. Na entrevista à Folha, o delegado responsável pela investigação do mensalão quebrou um silêncio de vários anos e afirmou que "o mensalão é maior do que o caso em julgamento no STF". Zampronha disse que os réus José Dirceu e Delúbio Soares poderiam ter sido denunciados também por lavagem de dinheiro, medida que não foi adotada pelo Ministério Público Federal. O delegado apontou que funcionários dos principais réus "não sabiam o que estava acontecendo" e a denúncia contra eles contém "injustiças", citando as rés Anita Leocádia (assessora parlamentar) e Geiza Dias (gerente da agência de Valério). Da Folha de S. Paulo deste sábado