terça-feira, 6 de novembro de 2012

OS ASSASSINATOS EM SÃO PAULO.


   Dirceu Ayres

Se uma morte é o final, isso é igual a cem por cento. Número de mortes dobra em São Paulo. Matérias que tratam resultados usando apenas percentuais são perigosas, podem ser ilusórias, quando não mentirosas. O que pode ter conseqüências políticas. As notícias são dadas num tom impressionista, emocional. E, claro, as pessoas têm medo de morrer. Então a culpa é... Do governo. Pode não ser bem essa a verdade. Se na democracia pessoas que fazem política utilizarem métodos criminosos violentos para chegar aos seus objetivos, isso terá que ser chamado de subversão. As coisas têm nome e subverter a ordem com atos ilegais e disfarçados de outras coisas, isso é subversão. É isso que se chama terrorismo. Qual o sentido de, apenas por prazer, alguém colocar fogo em um ônibus? Poderíamos dizer: é um louco, apenas. Um sádico. O que dizer de muitos e muitos ônibus? Um incendiário? Um Nero suburbano? Acho isso tudo muito esquisito. É tão esquisito como o rebelde sem causa. Um maluco querendo transformar uma cidade em um espetáculo pirotécnico? Obter resultados políticos indiretos da morte de policiais, por meio da cobertura espalhafatosa, imprecisa, e claramente parcial da imprensa, é terrorismo. Se bandidos são utilizados para fazer aquilo que era feito antes por terroristas isso, além de terrorismo ao quadrado, ainda é imensa covardia e pusilanimidade. Na luta armada grupos terroristas queriam derrubar a ditadura para implantar outra modalidade de ditadura. Mas muitos terroristas, ao menos, enfrentavam as balas da Lei e a morte. Nem todos, pois alguns tinham que ficar planejando, não é mesmo? Sem planos parece que nada funciona direito. Bandidos comuns não podem estar querendo iniciar uma luta armada para ocupar o poder. Não teria o menor sentido: República Federativa Cocainística do Brasil. Mas faz sentido que bandidos sejam usados como os braços armados de políticos desarmados. Um tipo de extensão. Uma prótese do terror. Fico aturdido, estupefato mesmo, só com a possibilidade de haver imaginado que alguém pudesse ter interesse em derrubar um governo ou um partido político, ou ocupar um palácio recorrendo a tais métodos. Creio que uso demais a minha imaginação e não acredito que, em 2012, em pleno Século XXI, alguém ou algum partido, ou pessoas, ou autoridades públicas exercendo suas funções numa democracia, em pleno estado de direito, possam sequer pensar em fazer algo assim. X. Lendo o blog do Mascate encontrei algo que se enquadra perfeitamente no ato atual. São Paulo refém do crime ou da inércia dos políticos? 90 Policiais mortos, centenas de civis, e o estado mais rico da nação que se gabava de ter as menores taxas de homicídios do país, virou uma velada guerra civil. Nos bairros periféricos da cidade, toques de recolher são dados não se sabe de onde, mas a população assustada e acuada obedece. Em 2006 durante a campanha eleitoral São Paulo ficou a mercê dos bandoleiros do PCC 564 pessoas morreram, entre policiais e "vagabundos" no meio alguns inocentes. Muito se disse que o governo do estado fez um acordo com o PCC para acabar com a violência. E do nada, assim como começou, tudo parou. O estado continuou baixando os índices de criminalidade e a vida voltava ao normal, Se é que no Brasil de hoje alguém que tenha um mínimo de consciência consiga levar a vida na normalidade sem os sobressaltos da violência e do medo que já faz parte do DNA da população. Esta nova onda de crimes começou pouco antes das eleições municipais, coincidentemente como as de 2006. O mundo sabe que o PCC e o PT são irmãos siameses, o DESgoverno federal e o estadual que pertencem a partidos "antagônicos" em vez de saírem em defesa da população, preferem ficar em uma guerra de informações, e o diz-que-me-diz da política partidária suja e imoral que coloca no meio dos objetivos de poder, a população. Como já vimos em 2006, os Tucanos que estão no poder que deveriam arrebentar com as quadrilhas dentro dos presídios, fazem aquela pose de bons meninos em busca de um título de Lord inglês. Como nas campanhas políticas contra o PT, e no combate ao crime que está assustando os paulistas, jogar pelas regras é certeza de perder a batalha. O governo do estado precisa sair das regras e tocar o terror pra cima da vagabundagem, mas com o "apoio" da imprensa amestrada se o governo cair para a porrada em cima dos vagabundos, certamente o governador será execrado publicamente e condenado pelo tribunal de exceção convenientemente instalado nas redações do jornais vendidos à ideologia mambembe dos que estão no governo central. Ou os tucanos tiram as cabeças dos buracos como avestruzes assustados, e saem em defesa da população, e acima de tudo, em defesa dos policiais militares que viraram reféns de uma política suja e burra onde a batalha ideológica mata sem piedade em nome de uma eleição. Ou corremos o risco de ver essa situação sair definitivamente do controle e uma guerra civil se instalar pelas ruas de São Paulo. A desfaçatez e a certeza de impunidade por parte dos bandidos é tamanha que eles avisam que para cada companheiro morto pela polícia, dois policiais devem ser mortos. Isso sem contar que nessa conta ainda estão os 222 possíveis policiais que deverão morrer para "comemorar" os 111 que foram mortos no presídio do Carandiru em 1992. Uma contra ofensiva informal por parte da polícia está em curso. Policiais se unem por conta própria e saem em busca de criminosos e os executam como retaliação. E no meio dessa insanidade a população e o estado, reféns. Os primeiros da própria inércia e burrice, e o segundo do medo eleitoral que sentem se uma reação for prejudicial nas próximas eleições. Se a população não sair às ruas em busca de segurança e políticas públicas que valorizem os diretos humanos dos humanos direitos, veremos a cada dia essa situação definitivamente saindo do controle. A política policial em SP tem que ser revista, a unificação das policias é imprescindível para a melhoria do serviço e o fim de parte da bandalheira que corrói principalmente a polícia civil, ruim, cara e corrupta. Enquanto isso, o sinistério da justiça, através de seu vermelhinho mór, Eduardo Cardoso, fica de tro-ló-ló jogando a culpa da violência sobre o governo do estado, quando o DESgoverno fedemal é quem deveria coibir o contrabando de armas e drogas que são a mola propulsora da violência contra a população. E com a população desarmada e ajoelhada diante da inércia, da covardia, e da insensatez dos governantes, para os bandidos, o crime virou mamão com açúcar. Até quando iremos assistir a essa barbaridade fazendo de conta que esse problema não é com a gente? Ou a população se une e sai em busca de justiça e paz, ou então não reclamem quando virarem reféns trancados dentro das próprias casas. E mesmo assim, intranquilos por não saberem quando a violência os atingirá até dentro da "segurança" de seus lares. Noventa policiais mortos, ainda faltam 132 para que se atinja o número das ameaças do PCC. Será que no Brasil dos sem noção, os políticos de plantão irão mesmo esperar a morte de mais pais de família em nome da política partidária imunda que assola a nação? E PHOD@-SE!!! OMascate)

E AGORA? ...



     Dirceu Ayres

"Não sou nem negro, nem índio, nem viado, nem assaltante, nem guerrilheiro, nem invasor de terras.
Como faço para viver no Brasil nos dias atuais?
Na verdade eu sou branco, honesto, professor, advogado, contribuinte, eleitor, hétero...
E tudo isso para quê?
Meu Nome é: Ives Gandra da Silva Martins"
"Hoje, tenho eu a impressão de que no Brasil o "cidadão comum e branco" é agressivamente discriminado pelas autoridades governamentais constituídas e pela legislação infraconstitucional, a favor de outros cidadãos, desde que eles sejam índios, afro descendentes, sem terra, homossexuais ou se autodeclarem pertencentes a minorias submetidas a possíveis preconceitos.
Assim é que, se um branco, um índio e um afro descendente tiverem a mesma nota em um vestibular, ou seja, um pouco acima da linha de corte para ingresso nas Universidades e as vagas forem limitadas, o branco será excluído, de imediato, a favor de um deles! Em igualdade de condições, o branco hoje é um cidadão inferior e deve ser discriminado, apesar da Lei Maior (Carta Magna).
Os índios, que, pela Constituição (art. 231), só deveriam ter direito às terras que eles ocupassem em 05 de outubro de 1988, por lei infraconstitucional passaram a ter direito a terras que ocuparam no passado, e ponham passado nisso. Assim, menos de 450 mil índios brasileiros - não contando os argentinos, bolivianos, paraguaios, uruguaios que pretendem ser beneficiados também por tabela - passaram a ser donos de mais de 15% de todo o território nacional, enquanto os outros 195 milhões de habitantes dispõem apenas de 85% do restante dele. Nessa exegese equivocada da Lei Suprema, todos os brasileiros não-índios foram discriminados.
Aos 'quilombolas', que deveriam ser apenas aqueles descendentes dos participantes de quilombos, e não todos os afro descendentes, em geral, que vivem em torno daquelas antigas comunidades, tem sido destinada, também, parcela de território consideravelmente maior do que a Constituição Federal permite (art. 68 ADCT), em clara discriminação ao cidadão que não se enquadra nesse conceito.
Os homossexuais obtiveram do Presidente Lula e da Ministra Dilma Roussef o direito de ter um Congresso e Seminários financiado por dinheiro público, para realçar as suas tendências - algo que um cidadão comum jamais conseguiria do governo!
Os invasores de terras, que matam, destroem e violentam, diariamente, a Constituição, vão passar a ter aposentadoria, num reconhecimento explícito de que este governo considera, mais que legítima, digamos justa e meritória a conduta consistente em agredir o direito. Trata-se de clara discriminação em relação ao cidadão comum, desempregado, que não tem esse 'privilégio', simplesmente porque esse cumpre a lei.
Desertores, terroristas, assaltantes de bancos e assassinos, que, no passado, participaram da guerrilha, garantem a seus descendentes polpudas indenizações, pagas pelos contribuintes brasileiros. Está, hoje, em torno de R$ 4 bilhões de reais o que é retirado dos pagadores de tributos para 'ressarcir' aqueles que resolveram pegar em armas contra o governo militar ou se disseram perseguidos.
E são tantas as discriminações, que chegou a hora de se perguntar: de que vale o inciso IV, do art. 3º, da Lei Suprema?
Como modesto professor, advogado, cidadão comum e além disso branco, sinto-me discriminado e cada vez com menos espaço nesta sociedade,
em terra de castas e privilégios, deste governo."
(*Ives Gandra da Silva Martins, é um renomado professor emérito das Universidades Mackenzie e UNIFMU e da Escola de Comando e Estado Maior do Exército Brasileiro e Presidente do Conselho de Estudos Jurídicos da Federação do Comércio do Estado de São Paulo ).
Para os que desconhecem o Inciso IV, do art. 3°, da Constituição Federal a que se refere o Dr. Ives Granda, eis sua íntegra:  "Promover o bem de todos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade, e quaisquer outras formas de discriminação" BLOG DO MARIO FORTES.

domingo, 4 de novembro de 2012

DEZ ANOS APÓS SUA MORTE, O FANTASMA DE CELSO DANIEL RESSURGE, NO DIA DE FINADOS, PARA ASSOMBRAR LULA E GILBERTO CARVALHO.

                    
                    

     Dirceu Ayres

SEXTA-FEIRA, 2 DE NOVEMBRO DE 2012   Marcos Valério, um dos condenados do Mensalão, contou à Procuradoria Geral da República que o ex-presidente e Carvalho eram extorquidos por pessoas que sabiam detalhes sobre a morte de Celso Daniel, em 2002. Os reais responsáveis pela morte do ex-prefeito talvez ainda permaneçam na sombra. Altos dirigentes do PT chamam o publicitário Marcos Valério de desqualificado, depois que informou à PGR, por depoimento, detalhes sobre coisas que ele diz conhecer muito bem e que envolvem Lula, Gilberto Carvalho (atualmente na Casa Civil de Dilma Rousseff), o ex-ministro Antonio Palocci e sobre remessas ilegais de grandes quantias ao exterior. Certamente Valério deve saber mais do que já disse sobre o que sabe. No caso do Mensalão ele disse, na primeira denúncia que fez, que os valores desviados seriam superiores e 350 milhões. O escândalo do Mensalão gira em torno de 55 milhões. Valério foi condenado pelo STF a pouco mais de 40 anos de prisão, regime fechado. O fato dele ter sido condenado pelo STF faz dele um condenado por corrupção e formação de quadrilha, junto com altos então dirigentes do PT como José Dirceu, José Genoíno e Delúbio Soares. Se os atuais dirigentes do PT chamam Valério de desclassificado ou desqualificado por conta da condenação, então está em boa companhia; Dirceu, Genoíno e Delúbio também foram condenados pelos mesmos crimes. E uma coisa óbvia: o fato de alguém ter sido condenado não apaga a sua memória e não diminui o valor de informações que tenha consigo e que não tenham sido informadas às autoridades. Certamente Dirceu, Genoíno e Soares têm seus segredos. Grandes segredos. O assassinato do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel, chocou o Brasil em 2002. Daniel era o tesoureiro da campanha presidencial de Lula. Numa noite, ao sair de um restaurante seu carro teria, supostamente, enguiçado e ele acabou sequestrado e depois morto. Essa é uma história bem conhecida. Ao longo do tempo, surgiram detalhes importantes sobre o caso, mas a resolução do mesmo foi envolta em brumas. Uma forte névoa que se desenvolveu em torno das investigações poderia sugerir dois caminhos possíveis: Celso Daniel foi sequestrado e morto por bandidos comuns: Celso Daniel foi sequestrado sob encomenda, torturado e morto brutalmente, por razões políticas. A polícia parece ter concluído por crime comum. A promotoria pela outra alternativa. O fato é que os irmãos de Celso Daniel andaram questionando para chegar à verdade, e foram ameaçados de morte. Um deles mudou-se para a França. Celso Daniel, segundo as matérias da época, sabia que havia um esquema para desviar ou arrecadar recursos ilegais para o PT. Quando um amigo seu muito próximo teria sido descoberto desviando dinheiro que seria destinado ao partido. Isso teria deixado Daniel muito contrariado. E isso poderia tê-lo levado à morte. Mas a polícia acreditou que não, que foi morto por bandidos sem ligação com o partido. Essa é a misteriosa e perturbadora sombra que paira sobre o caso Celso Daniel. A revista Veja publica matéria de capa sobre o que Valério disse à PGR. Marcos Valério denuncia que o PT queria que ele arranjasse dinheiro para pagar chantagem feita por envolvidos contra Lula e Gilberto Carvalho. Segundo a matéria, Marcos Valério Fernandes de Souza revelou em depoimento ao Ministério Público Federal ter detalhes envolvendo o PT no assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel, em janeiro de 2002. Valério, apontado como o operador do mensalão, foi condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a mais de 40 anos de prisão por crimes cometidos no mensalão. Segundo a reportagem, Valério disse que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, estavam sendo extorquidos por figuras ligadas ao crime, de Santo André. Ronan Maria Pinto, que é apontado pelo Ministério Público como integrante de um esquema de cobrança de propina na prefeitura, seria um dos suspeitos de chantagear Lula e Carvalho. A revista diz que Valério foi procurado por petistas para pagar o dinheiro da chantagem, mas que ele teria se recusado. Segundo ele, quem teria ficado com a missão seria um amigo pessoal de Lula, que utilizou um banco não citado no Mensalão. DELAÇÃO PREMIADA O depoimento de Valério à PGR foi dado na tentativa de conseguir uma delação premiada, mecanismo jurídico no qual alguém que é investigado pode se beneficiar colaborando com a Justiça. Esse depoimento, segundo o jornal "O Estado de S. Paulo", foi dado no fim de setembro. Nele, Valério teria citado Lula e o ex-ministro Antonio Palocci.  Segundo o jornal, o empresário mencionou outras remessas de recursos para o exterior, além das que foram feitas para o publicitário Duda Mendonça, que trabalhou na campanha de Lula em 2002 e foi absolvido pelo Supremo no processo do mensalão. A cúpula do PT procurou ontem desqualificar o novo depoimento que o empresário Marcos Valério teria prestado à Procuradoria-Geral da República sobre o esquema. Saindo em defesa de Lula, os petistas disseram que Valério está tentando se livrar da pena imposta pelo STF e por isso não merece credibilidade. O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, disse duvidar que Valério tenha algo a acrescentar ao que já foi dito no julgamento do mensalão e ironizou o novo depoimento: "Se eu fosse condenado a 40 anos de prisão também estaria me mexendo". Um fato estranho, contudo, é que desde a morte de Celso Daniel sete testemunhas envolvidas com o caso morreram de modo misterioso. Isso faz o caso ficar parecido com as histórias policiais de Conan Doyle ou Agatha Christie, mas enquanto este dois escreviam ficção, no caso Celso Daniel a morte foi real, a versão policial pode não ser a correta, e os mandantes do crime podem estar solto por aí, usufruindo da liberdade, do dinheiro e do silencia dos que morreram. Se eu fosse um dos tais mandantes, sendo isso verdade, eu teria ido na data de hoje fazer uma visita ao túmulo do ex-prefeito, para rezar e agradecer. LILICARABINA.

Pânico do PT com a delação premiada de Marcos Valério é confissão de culpa.


                     
         Dirceu Ayres

Se o PT não tem nada a temer, se não cometeu nenhum crime a mais do que as dezenas já comprovadas, por que esta preocupação oficial e institucional com uma possível e desejável delação premiada de Marcos Valério? O que mais o PT pode ter feito no Mensalão que o faz reagir de forma tão assustada e tão esbaforida em relação a um novo depoimento do seu braço financeiro no Mensalão? Existirão mais assinaturas? Mais esquemas subterrâneos que ainda não vieram à tona? A matéria abaixo é da Folha de São Paulo. A cúpula do PT procurou ontem desqualificar o novo depoimento que o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, condenado pelo Supremo Tribunal Federal por sua atuação como operador do mensalão, teria prestado à Procuradoria-Geral da República sobre o esquema. Saindo em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, alvo principal de um novo pedido de investigação de partidos de oposição, os petistas disseram que Valério está tentando se livrar da pena imposta pelo STF e por isso não merece credibilidade. Ontem, o jornal "O Estado de S. Paulo" informou que Valério prestou novo depoimento ao Ministério Público em setembro. Os detalhes são mantidos em sigilo, mas, segundo o jornal, o empresário citou Lula e o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci. O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, disse duvidar que Valério tenha algo a acrescentar ao que já foi dito no julgamento do mensalão e ironizou o novo depoimento: "Se eu fosse condenado a 40 anos de prisão também estaria me mexendo". O presidente nacional do PT, Rui Falcão, foi na mesma linha. "Não temos nada a temer", afirmou, num intervalo da reunião que a Executiva Nacional do partido fez ontem. "Tudo o que ele poderia ter falado falou no processo." Apontado como o operador do mensalão, Valério foi condenado pelo STF por corrupção ativa, peculato, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Suas penas somam mais de 40 anos de prisão, mas ainda poderão ser revistas pelo STF. Segundo "O Estado de S. Paulo", o empresário mencionou no depoimento outras remessas de recursos do mensalão ao exterior além das que foram feitas para o publicitário Duda Mendonça, que trabalhou na campanha de Lula em 2002 e foi absolvido. De acordo com a reportagem, Valério também disse no depoimento que foi ameaçado de morte e mencionou o assassinato do prefeito petista de Santo André, Celso Daniel, morto em 2002. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou por meio de sua assessoria de imprensa que não se pronunciará sobre o assunto. O advogado de Marcos Valério, Marcelo Leonardo, disse não ter "nada a declarar". Valério enviou em setembro um fax ao Supremo dizendo-se disposto a depor novamente e pedindo proteção das autoridades, alegando que corre risco de vida. Ministros do STF disseram à Folha que Valério quer entrar no programa federal de proteção a testemunhas para garantir tratamento especial na cadeia ou ser enviado a um lugar não identificado, evitando assim a prisão. Ontem, o DEM e o PSDB recuaram da decisão de pedir ao Ministério Público Federal a abertura de inquérito para apurar se Lula participou do esquema do mensalão após serem informados do novo depoimento de Marcos Valério. O PPS afirma que vai entrar com o pedido, mesmo sem o apoio do DEM e PSDB. "Isso é problema deles, nós vamos protocolar a ação na terça-feira", disse o presidente do PPS, Roberto Freire (SP). O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), considerou "lamentável" a tentativa de vincular Lula ao mensalão: "Depois do julgamento, depois de todas as análises feitas, de todas as investigações feitas, eu diria que não cabe mais nenhum tipo de ilação sobre esse tema". O líder do PT na Câmara, deputado Jilmar Tatto (SP), disse que Valério "é uma pessoa desqualificada". O PT decidiu adiar a publicação de um manifesto com críticas aos ministros do STF para depois que forem definidas as penas dos 25 condenados. O julgamento será retomado na quarta-feira. (coturno noturno)

ALÉM DE DO ENVOLVIMENTO DE LULA NO MENSALÃO, VALÉRIO AFIRMA AO MPF QUE É CAPAZ DE DESVENDAR OUTROS MISTÉRIOS: DOSSIÊ DOS ALOPRADOS, CASO CELSO DANIEL E PALOCCI.


             
      Dirceu Ayres

Em setembro, VEJA trouxe à tona alguns dos segredos guardados por Marcos Valério, operador financeiro do mensalão. Entre eles, a informação de que o ex-presidente Lula teve papel de protagonista no esquema. Pouco depois, o empresário informou o STF, por meio de um fax, que estava disposto a contar o que sabe. Ele também foi ouvido pelo Ministério Público. Reportagem da revista que chega às bancas nesta sexta-feira revela o que Valério disse ao MP, na tentativa de obter um acordo de delação premiada – um instrumento pelo qual o envolvido em um crime presta informações sobre ele, em troca de benefícios. Á procuradoria o empresário informou, pela primeira vez, ter detalhes sobre outro caso escabroso envolvendo o PT: o assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel, em janeiro de 2002. O relato do publicitário é de que Lula e seu braço-direito, Gilberto Carvalho (atual Secretário Geral da Presidência) estavam sendo extorquidos por figuras ligadas ao crime de Santo André – em especial, o empresário Ronan Maria Pinto, apontado pelo Ministério Público como integrante de um esquema de cobrança de propina na prefeitura. Procurado pelos petistas para dar aos achacadores o dinheiro que eles buscavam, Valério recusou: "Nisso aí, eu não me meto", disse ele em um encontro com Sílvio Pereira, então secretário-geral do PT, e Ronan. Quem relata é o próprio publicitário. O operador do mensalão afirma que não aceitou entrar no jogo, mas sabe quem acertou as contas com Ronan: um amigo pessoal de Lula, utilizando-se de um banco não citado no esquema do mensalão. Mais "bombas" – As declarações são apenas parte do arsenal de Valério. Como VEJA havia mostrado já em setembro, o publicitário, que diz temer por sua vida, cogita trazer à luz detalhes sobre o envolvimento de Lula no esquema do mensalão. Mais do que isso: diz ser capaz de desvendar o mistério sobre a origem do 1,7 milhão de reais apreendidos pela Polícia Federal no escândalo do dossiê dos aloprados, em 2006. E de dar detalhes comprometedores sobre a participação do ex-ministro Antonio Palocci na arrecadação de recursos para o caixa do PT. Valério foi condenado a 40 anos de prisão. É provável que sua delação tardia não tenha grandes efeitos sobre a pena que terá de cumprir. Mas pode ajudar o país a resolver questões que ficaram sem resposta nos últimos anos. Do site da revista Veja (Aluizio Amorim)

Assassinato de Celso Daniel. Marcos Valério denuncia que PT queria que ele arranjasse dinheiro para pagar chantagem feita por envolvidos contra Lula e Gilberto Carvalho.


                    
     Dirceu Ayres

Reportagem da revista "Veja" desta semana informa que o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza revelou em depoimento ao Ministério Público Federal ter detalhes envolvendo o PT no assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel, em janeiro de 2002. Valério, apontado como o operador do mensalão, foi condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a mais de 40 anos de prisão por crimes cometidos no mensalão. Segundo a reportagem, Valério disse que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, estavam sendo extorquidos por figuras ligadas ao crime de Santo André. Ronan Maria Pinto, que é apontado pelo Ministério Público como integrante de um esquema de cobrança de propina na prefeitura, seria um dos suspeitos de chantagear Lula e Carvalho. A revista diz que Valério foi procurado por petistas para pagar o dinheiro da chantagem, mas que ele teria se recusado. Segundo ele, quem teria ficado com a missão seria um amigo pessoal de Lula, que utilizou um banco não citado no mensalão. O depoimento de Valério à Procuradoria foi dado na tentativa de conseguir uma delação premiada, mecanismo jurídico no qual alguém que é investigado pode se beneficiar colaborando com a Justiça.Esse depoimento, segundo o jornal "O Estado de S. Paulo", foi dado no fim de setembro. Nele, Valério teria citado Lula e o ex-ministro Antonio Palocci. Segundo o jornal, o empresário mencionou outras remessas de recursos para o exterior, além das que foram feitas para o publicitário Duda Mendonça, que trabalhou na campanha de Lula em 2002 e foi absolvido pelo Supremo no processo do mensalão. A cúpula do PT procurou ontem desqualificar o novo depoimento que o empresário Marcos Valério teria prestado à Procuradoria-Geral da República sobre o esquema. Saindo em defesa de Lula, os petistas disseram que Valério está tentando se livrar da pena imposta pelo STF e por isso não merece credibilidade. O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, disse duvidar que Valério tenha algo a acrescentar ao que já foi dito no julgamento do mensalão e ironizou o novo depoimento: "Se eu fosse condenado a 40 anos de prisão também estaria me mexendo". (coronel do blog)

terça-feira, 30 de outubro de 2012

PENSAMENTOS SOLITÁRIOS.



     Dirceu Ayres

Por vezes me encontro com pensamentos flutuantes e muitos dispersos. Uma dessas vezes eu me perguntava por que não consigo entender coisas que acho tão fáceis, coisas bobas ou triviais. Pensando com meus botões á me perguntar: Porque um sujeito mata uma mocinha de 14 ou 15 anos em plena flor da mocidade, logo que vai preso levam para a autoridade competente que o escuta, pergunta por que a estuprou, maltratou muito e como se isso não bastasse a matou e deixou seus restos mortais nos matos. Ao que ele respondeu... Deu vontade! Depois de lida sua ficha e saber de seus 16 anos de idade a autoridade mandou que o soltasse. Sabemos de um caso bastante interessante. O homem matou a esposa e desapareceu algum tempo depois no dia da Eleição ele apareceu vestido a moda e com barba de Raul Seixas foi ao cartório votou e sumiu outra vez. Poderíamos perguntar por que ele não ficou preso. A resposta... Existe uma famigerada lei que determina que antes e depois dos dias de Eleição não podemos prender ninguém, o homem continua zombando das leis ou da justiça. Confesso que há uns meses passados fiquei seriamente aborrecido com um acontecimento que já está corriqueiro para nos. Um jovem delinqüente (com cerca de 14 anos) invadiu uma casa de residência em um bairro de S. Paulo. Comeu bastante, bebeu e roubou tudo que estava no seu alcance e de seus companheiros. Por falta de sorte três dias depois do roubo foi preso e a autoridade policial ao interrogá-lo constatou que se tratava de um famigerado “de menor” em seguida foi liberado e voltou para a rua. Sem surpresa nenhuma constatamos que no mesmo dia ele assaltou uma senhora em um veículo e sem o menor constrangimento atirou e matou aquela senhora mãe de duas filhas gêmeas, Advogada com marido e família que a esperavam em casa. Ao ser preso novamente e na entrada da Delegacia viu o companheiro e gritou, “cara atirei na nina e acertei” Sabemos que logo esse famigerado estará solto e eles sabem também. È de se perguntar, porque é assim? Parece-nos que as leis e assustadoramente a resposta é que foram feitas muito frágil e em se tratando de menores ((delinqüentes) eles é que são os beneficiados, aparentemente essas leis só protegem os delinqüentes. São as tais leis que deveriam proteger os menores abandonados, menores que vivem abaixo da linha da pobreza. Crianças verdadeiramente pobres, pedintes e sem ajuda preciosa dos órgãos do Governo isso lembra que órgãos do governo (câmara dos deputados) criaram leis, proclamaram e falaram muito, mas, ainda falta regulamentar seu uso. Podemos lembrar aqui que poucos dias atrás três meliantes de 18 a 19 anos atiraram e mataram uma menina de quinze anos a caminho de sua casa acompanhada de seu namorado. Foram presos e ao depor junto à delegada do plantão disseram: Atirei e matei, quem manda resistir. Ora a mocinha não resistiu, só não queria entregar a bolsinha que tinha seus desenhos infantis. Que porca miséria, não tem lei e ninguém tem interesse de modificar esse tipo de desgraça. Os bandidos, adolescentes e com várias internações na fundação Casa, foram presos pouco depois. Na delegacia, os ladrões ainda debocharam da vítima, que teria reagido. A estudante Caroline Silva Lee, de 15 anos, foi assassinada com dois tiros na nuca ao tentar impedir que os três meliantes adolescentes roubassem sua bolsa. Que desgraça temos no Brasil e os políticos o que fazem???