sexta-feira, 29 de março de 2013

UM RENEGADO NA CÂMARA FEDERAL

            

   Dirceu Ayres

Andei lendo no Jornal o “ESTADÃO” sobre a vergonha (ou sem vergonha) de um deputado que foi eleito com ajuda de outro político (Sergio Cabral) E ao assumir foi nomeado presidente de uma comissão passamos a ver mesmo contra nossa vontade uma guerra horrível de pessoas se detratando e uma delas chegou a ser preso, esse famigerado deputado se agarrou como cachorro ao osso ao cargo que lhe ofereceram e diante do reboliço que se formou na câmara dos deputados e a bagunça iniciou e ele que é do chamado “baixo clero” abraçou com mãos e pés. O presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) convocou para a próxima terça-feira (2) uma reunião de líderes com Feliciano. A ideia é fazer um apelo para que ele deixe o posto. Blindado pela cúpula do PSC, o pastor, no entanto disse que sua posição é irredutível. O PPS também deve apresentar uma representação contra Feliciano por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética por suposto uso irregular da cota parlamentar. O partido alega que ele paga, com dinheiro público, escritórios de advocacia para fazer a sua defesa em processos de interesse pessoal. Se a ação for acolhida, ele pode ser punido com uma advertência a até com a cassação do mandato. Feliciano é acusado de homofobia e estelionato no STF (Supremo Tribunal Federal) e sua defesa em um dos processos foi redigida por um servidor de seu gabinete. A informação foi divulgada pelo jornal "O Globo". Jordy informou que ainda avalia se cabe tomar alguma medida contra Feliciano que ontem mandou prender um manifestante durante reunião que o teria acusado de "racista". "A situação é insustentável, a ponto de o pastor mandar prender quem exerce o direito da livre manifestação. Passou do limite do admissível", disse. Para quem observa ele é como um Câncer maligno da incompetência, sofrendo metástase com a tradicional corrupção que existe no congresso nacional, ronda a desorganização de uma casa que merece mais respeito, não é nunca foi e acredito que nunca será um Deputado que vai continuar com essa bagunça. Muito embora seja meio perdido escrever qualquer coisa com respeito principalmente a deputado que não são muito corretos, honesto ou de boa conduta, existirá sempre alguém com vontade de ajudar o Brasil. Este infeliz deputado deve ser um enrustido que usa de lábia desgraçada e enganosa agindo como um infeliz que sabe modificar-se por mimetismo; camuflar-se. Para não deixar transparecer sua capacidade de se transmutar e continuar seu caminho para desgraça.          

UMA ALMA COMPLEXA

            


     Dirceu Ayres

Olho-a e às vezes me pergunto se quando o médico põe o paciente psicótico trancado, não estaria enganado o Médico? Que personalidade estranha. Que complexidade de caráter. Às vezes tento analisar seu estranho comportamento e... Em vão, totalmente de balde meus esforços, começo outra análise. Eu e minha imaginação, resultados surpreendentes surgem em meu cinema mental. Vejo-a esguia, séria, um pouco CASMURRA, meio indiferente e introvertida, nela existe muito de bom e muito de triste, porém nada de mau, falta MALÍCIA. Deve amar profundamente (quando ama, é claro) ou for indiferente a amores. Tem vislumbres de inteligência brilhante, e às vezes me aparece uma alma IGNARA. Mas como eu sei que até o que achamos REAL é RELATIVO, que nosso mundo não é mais do que um mundo de ilusão, sei que o que lhe convém pode não me convir, que o remédio que lhe cura, pode me matar, que polos opostos se atraem e iguais se repelem, ficarei aguardando, talvez um dia possa, prestar-lhe uma ajuda ou pelo menos possamos conversar cara a cara, ou como diria o poeta: “Coração para Coração”, ( então eu lhe direi que nosso mundo é um colégio e devemos aceitar e procurar passar nas provas, pois, caso contrário, repetiremos o ano e talvez sem as condições que temos agora e ainda mais, que devemos suportar as amarguras dessa existência cedendo um pouco em nossas exigências e aceitando as que não podemos mudar. Aí então, se ela aceitar esta filosofia de vida saberei se ela sabe sorrir, por que sorrir sempre foi o melhor remédio e sempre curou Nostalgia, pois, se não me engano esta é sua doença. Suponho que o que precisa é de apoio moral e um ombro onde possa escorar sua cabecinha e ter com quem cantar suas alegrias e chorar suas desventuras. Sendo de um signo considerado como mais perfeito do Zodíaco (Virgem) tendo quem lhe dê algumas coordenadas, seguirá mais feliz e eu terei concluído ou chegado ao fim de mais um ROUND em minha atribulada existência. Vou esperar que sua alma encontre minha alma e possamos trilhar juntos o caminho da luz dourada destinado a nós pelo Grande Arquiteto do Universo até o final dos nossos tempos aqui na terra de homens broncos ou desleais até para seus amigos, parentes e amigos.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Ame, Evite até o Lúpus.

                 


     Dirceu Ayres

Amar sempre, este raciocínio foi abolido junto com as fitas de VHS, o Saputí, O abacate e algumas coisas que sabemos... Não existe mais. Assim como algumas dessas espécies entra em extinção, como a tecnologia é suplantada, como a medicina avança rápido demais para quem não estuda o comportamento humano também se altera com o passar das décadas. O homem inventou o Teatro para seu lazer, Inventou a TV e colocou o Teatro em segundo plano O “Love it or leave it” acabou junto com os sonhos de igualdade. Inventou o Computador e já deixou de lado a TV. Agora a Raiva e o ódio é que estão ativos. Não há opção de ignorar quem você não gosta. Ninguém quer mais saber do “tira por menos” ou o deixa ‘pra lá.’ Em função deste acontecimento, a incapacidade de simplesmente ignorar os desafetos, o mundo passou a praticar o ódio como deveria praticar o amor da era “hippie”. O maior exemplo disso são as muitas comunidades do tipo “eu odeio” em sites de relacionamento. Claro que o ódio não é uma invenção moderna. Amor e ódio são tão antigos quanto o Tempo que estamos na face da terra. O que abala é que odiamos todas as pessoas que se tornam obstáculos em nossas vidas. Odiamos o cara na nossa frente na fila, odiamos a moça do tele marketing que liga no final de semana, ou nos feriados ou quando estamos em uma paquera, quando estamos tomando uma cervejinha no bar da esquina. O jornalista; que trabalha na TV dizendo bobagem, Também odiamos todos os motoristas que estão na nossa frente no trânsito impedindo nosso acesso ao próximo caminho que nos leva para casa. Sempre odiamos as mulheres que nos dão o “fora”, A cerveja que não está bem gelada, o mau cheiro do ambiente em que estamos Diabos quanto ódio, quanta raiva. Não é de se admirar que tanto ódio tenha gerado a maior onde de falta de autoestima do mundo. Só se fala nisso. A autoestima não é nada senão o velho amor-próprio com roupinha nova. E o que é a falta de amor-próprio senão a falta de capacidade de amar? Se não amamos nem a nós mesmos como vamos ser capazes de amar qualquer um a nossa volta?. Talvez o remédio seja mesmo amar e fazer amor adoidado e para não encher a cabeça de minhocas, terem um Deus como quer que vocês o concebam e se drogar. Aceite meu convite... Vamos amar. Mas o mundo não vai se curar de suas mazelas se não começarmos a praticar o amor novamente e o mais depressa possível. O amor ao próximo, a nós mesmos, amor à vida, amor ao mundo. Nem que pra isso tenhamos que criar academias de amor ou até Bolsa Amor (na moda) onde todos possam desenvolver este músculo-bomba tão simbólico e representativo da vida chamados coração. Lá, sim, vai ser um bom lugar pra malhar. Esse é meu convite, amar, amar e amar. Vamos bombear mais sangue para o cérebro, mais sangue para o corpo todo, mais adrenalina, ter disritmia amorosa, sentir o coração pulsando com mais força e mais pressa, aí talvez descubra que está amando. Se praticarem esse exercício nunca sofrerá do mal de Alzheimer nem desenvolverão um mal horroroso chamado de Lúpus, uma espécie de “ALERGIA DE SI MESMO” doença desgraçada e sem cura, talvez porque nunca amou, ou ao contrário... Odiou.    


A PERIFERIA DAS CIDADES.

           

    Dirceu Ayres

Para começar, gostaria de dizer que se uma autoridade lesse meus escritos eu ficaria em maus lençóis. Pense, se eu for chamado para falar a respeito de periferia e ele dissesse: - Defina “Periferia”. Bom, ele mandou, mas, vou consultar o Aurélio. Lá diz que periferia é: Urb. Bras. “Numa cidade, a região mais afastada do centro urbano.” Logo, é um vocábulo geográfico e não econômico social. Então, a Barra e o Francês com seus mega condomínios e Vilas luxuosas com suas mansões são considerados periferia. Conclui-se que “periferia” é antes de tudo um termo incorreto que algum bastardo bolou para se referir às localidades pobres. O culto é à pobreza e não à periferia. Isso esclarecido, o jogo é assim. Essa apologia estabelecida pelo estado e pela mídia encerra um aspecto cruel e perverso. A lógica é simples. Já que o país não cresce e as pessoas não melhoram de vida, eles tratam de convencê-las de que isso não é tão ruim. Já que não se pode tirá-los da meleca vamos convencê-los de que é digno estar na meleca. E o pior: dotá-los de orgulho de estarem na miséria. É isso aí: ser pobre é legal, diria qualquer Político Municipal, estadual e ou federal. Quem sabe assim ficam quietinhos, já que o Estado não pode cumprir com sua obrigação de fazer o País evoluir. Até aí nada de novo. Lavagem cerebral é uma coisa usual neste país. O problema é que esta tática comporta efeitos colaterais indesejáveis. O primeiro é o aumento da autoestima, uma coisa até positiva se não ocorresse um efeito paradoxal. O que está acontecendo, na prática, não é só o contentamento resignado com o “status quo” de não melhorar de vida. Com o orgulho da pobreza, o moral dos “Manos” está inflado de tal forma que, ao invés de proporcionar dignidade, provoca, por ignorância e maldade, uma libertinagem que não respeita o próximo e que, num ponto extremo, culmina com os crimes que vêm acontecendo. O motivo é que esta tática abarca o discurso de vitimização abençoado pela esquerda e carreia a ideia de que existe um salvo Conduto para a postura agressiva e Zagaliana (postura de Zagalo) do: “Vocês vão ter que me engolir. Afinal, são vítimas da sociedade”. Todo o processo, claro, turbinado pela impunidade, essa instituição nacional. Como diria meu filho... “Tá ligado”?. Outra característica do culto à pobreza é a exaltação de Projetos de inclusão sociais geralmente ligados à arte e ao esporte. Não sei se escrevo que é enganoso ou enganador, mas com certeza posso usar que é Politicamente correto ser contra essa vitimização das classes mais pobres. Como se não bastasse explorá-los no Ano de eleição, enganá-los, usá-los e se aproveitar de sua ingenuidade honesta. Agora entenda morar na periferia não é morar nos bairros luxuosos, quando eles falam periferia, quer dizer Pobreza mesmo. Quando se refere à gente pobre sem nada mesmo, na pior. É da PERIFERIA. Essa de torcer a verdade, modificar para dificultar a compreensão dos menos letrados é digno da maestria deles, Políticos e interesseiros que trabalham com muito afinco, mas... Para ajudar de mesmo, seus parentes, amigos e correligionários.         



sábado, 23 de março de 2013

A CONSULTA DIFERENTE


          
     Dirceu Ayres

A mulher entra no consultório do Médico para ser atendida e o Médico muito educado fala.
– Então, senta aqui senhora e me diz o que está sentindo.
- Aí é que tá Doutor: eu não consigo sentar direito. Tenho uma dor impossível aqui na base da coluna. Fisga, puxa, dói, rasga, parece que está me enfiando um parafuso no osso. Bem um parafuso no osso mesmo, não entender diferente.
- Sei. Mostra-me exatamente onde é que dói?.
- Aqui, ou. Bem. Eu acho. Sei lá, vai ver me fizeram alguma macumba, um vodu.
- Eu sou médico, eu não acredito em macumba ou nessa estória de vodu.
- Então é câncer, Doutor. Em câncer o senhor acredita né? Tomo esses remédios todos e espero que o senhor passe mais algum comprimido para essa dor.
- Na sua idade, não é provável o câncer. Mas também nunca tinha visto ninguém tão nova, nervosa e hipocondríaca. É, vai ver é câncer mesmo. (Já se irritando)
- Doutor!!!! O Médico, clínico famoso, já escabreado com a paciente de comportamento tão neurótico, afirmou... É pode ser Câncer mesmo. -O Médico nunca tinha sido tão provocado como o que essa paciente estava fazendo e ele já estava se sentindo impaciente.
-Ela volta à carga: Como o senhor sabe que é câncer mesmo Doutor?
-Ora, você mesma quem insinuou que em não sendo vodu\macumba, seria câncer.
-Más a palavra do médico é que é a palavra final e de responsabilidade, disse ela.
-Bem, eu lhe disse que não era e na sua idade seria pouco provável.
-Más, deve ser uma doença perigosa ou infecto contagiosa né?
-Acho que você está no médico com a especialidade errada, seu caso é para um Psiquiatra pois é a especialidade que vai resolver o seu problema, Os Psiquiatras são calmos, competentes nesses casos e são uma especialidade Médica que conforta e cura qualquer desequilíbrio nervoso e esses tipo de dor.
-Más já me disseram que Psiquiatras são Médicos de doido! Exclamou a paciente, o senhor acha que eu estou doida?
-Não minha senhora, é que eu estou como o Papai Noel e temo pelo meu saco.
-Mas eu não entendo nada do que o senhor está falando, isso é cultura demais? Deus, todo que Médico diz ou escreve ninguém entende, puxa vida, e agora Doutor?
- O Doutor já a beira do desespero, senhora aqui está o dinheiro que pagou pela consulta, estou devolvendo para que a senhora vá embora, terminou, acabou a sua consulta, por favor, vá embora!!!.
-Vigi Doutor, acho que o senhor está aborrecido viu!!!
-O Médico já no desespero diz... Não, não estou não, estou só cansado mas vá embora.
-O senhor está mesmo decidido a me mandar embora né? Não quer me atender né?
-Meu Deus tenha piedade de mim, faça com que essa criatura vá logo embora.
-A mulher diz ôchénte seu Doutor, se é por mim eu já vou embora viu? Cháu, e nunca mais. O Médico cancelou as outras consultas para aquela tarde, pegou seu carro e se mandou pela estrada, aí notou que estava na Cidade de Coqueiro Seco e nem sabia o porquê nem como tinha chegado lá. Deu meia volta e foi prá casa. Certas consultas parecem perguntar: “É só isso?”. Uma consulta ao médico não é uma consulta ao médico até que um estetoscópio tenha sondado os ritmos internos do coração, ou até que mãos profissionais tenham apalpado a barriga. Pesquisas mostraram que os pacientes sempre esperam um exame físico. Mas existe alguma pesquisa mostrando que um exame físico – numa pessoa saudável – traz qualquer benefício? Apesar de uma longa e célebre tradição, o exame físico é mais um hábito do que um método clinicamente comprovado de encontrar doenças em pessoas assintomáticas. Existem poucas evidências para sugerir que ouvir rotineiramente os pulmões de todas as pessoas saudáveis, ou pressionar seus fígados, encontrará uma doença que não houvesse sido sugerida pelo histórico do paciente. Para uma pessoa saudável, uma “descoberta anormal” num exame físico tem mais chances de ser um falso positivo do que um sinal real de doença. Mas o exame físico serve a qualquer outra proposta? O relacionamento médico-paciente é fundamentalmente diferente. Apesar da invasão da medicina baseada em evidências, imagens de ressonância magnética, angiografias e exames outros, há claramente algo de especial, talvez até mesmo de cura, no toque. Existe um calor de conexão que substitui qualquer fator intelectual, e essa conexão atinge os dois lados do relacionamento médico-paciente. É como se o Paciente estivesse a dizer “Vamos ao exame seu Doutor”. A natureza polida e profissional de nossa conversa inicial se derreteu. Não importa como chegamos a esta sala, a estas posturas, a esta conexão, agora somos mais íntimas. Mesmo se nossa conversa inicial tivesse sido marcada por frustração ou raiva, o timbre de nossa interação teria se suavizado. É quase impossível ficar irritado ou seco quando pele está tocando pele. Talvez esse seja o centro da questão. O toque é inerentemente humanizado e, para que uma relação médico-paciente tenha qualquer significado além de uma interação comercial, é preciso haver confiança – das duas partes. Como já foi provado em maternidades e intuído pela maioria dos médicos, enfermeiras e pacientes, uma das maneiras mais básicas para estabelecer confiança é através do toque. É por isso que a consulta ao médico nunca parece completa sem um exame físico. Ele é parte essencial da relação médico-paciente, que não pode ser subestimada.
         

A SÊDE


         
    Dirceu Ayres

O viajante prosseguia sua caminhada em busca da cidadezinha onde efetuaria seus trabalhos com as encomendas que iria mandar da Fábrica quando ele entregasse os pedidos. Estava o viajante morrendo de sede, perdido no meio da estrada, com um sol escaldante queimando sua cabeça, seu carro havia quebrado e ele havia abandonado, quando de repente viu uma casinha de taipa. Imediatamente chamou a porta da casa, bateu palmas e logo apareceu um garotinho mulato, barrigudo e de olhos remelentos.
- Você poderia me arranjar um copo com água?, Preciso beber água ou algum líquido urgente, pois minha garganta está queimando. Falou - o viajante.
- Poderia sim, senhor! Respondeu o garoto muito solícito.
Então, o menino desaparece para dentro da casa e logo volta com uma cuia preta com água que entrega ao viajante. O viajante olha meio enojado para a cuia preta, fecha os olhos e o nariz, bebe tudo num gole lento, sorvendo o líquido que naquele momento era um milagre.
- O senhor achou muito ruim? – perguntou o menino. - não, por quê? Perguntou o homem que já estava ficando desconfiado do jeito do menino.
- É que tinha um rato morto dentro do pote! E eu não pude tirar. - Seu filho de uma égua! - esbravejou o viajante muito furioso. - Na hora que eu te pegar, quebro essa desgraçada cuia na sua cabeça!
- Faz isso não, moço, que essa cuia é da minha mãe mijar dentro! E se o senhor não gostou da água, tudo bem, mas não quebre a cuia não, porque pode ser que o meu Pai não goste e vá atrás do senhor e corte o seu “peru” Pois é o que ele sempre faz quando está com raiva. O viajante procurava se controlar, respirava devagarzinho e procurava um lugar com um pouco de sombra para arrumar os pensamentos. De repente uma mão magra foi posta em seu ombro, - senhor está se sentindo bem? O viajante se virou e viu uma velha senhora bem magra tão magra que era possível ver seus ossos através de seu transparente vestido de chita. Tinha um seio para baixo o outro para cima, grandes e moles, completamente desdentada, cabelos desgrenhados cheirando a bebida barata e ruim, um pedaço de cigarro com palha de milho jazia no canto da boca e para completar o quadro, duas pernas finas e brancas com muita poeira cobrindo os ossos. Da boca, saia uma baba gosmenta e constante junto com a fumaça do cigarro. O viajante como se fora mordido por um cachorro doido, disparou a correr pela estrada e não parou até chegar à cidade que prá sua sorte era a mesma cidade que ele vinha procurando.
       



A MAQUIÁGEM.




    Dirceu Ayres

Há muito tempo, muito antes dos nossos avôs e bisavós, já havia a polêmica: Se a mulher deveria recorrer ou não aos recursos artificiais para embelezar-se, livrarem-se dos “pés de galinha”, as famigeradas pregas do rosto e travar a luta de foice contra o “tempo e o envelhecer”, como já dizia Shakespeare!. É deveras uma das mais enrugadas e engelhadas questões da humanidade, principalmente das mulheres que agora alcançam o seu momento máximo, que chega a seu clímax com o já famoso... Botox. Em meados do século XIX, o poeta Charles Baudelaire, já fazia um chamado para que as mulheres superassem as “imposições” do tempo, as marcas da Natureza e chegada da velhice. Charles Baudelaire dizia: “A mulher tem todo o direito, aliás, ela está até mesmo cumprindo uma espécie de dever, quando se dedica a aparecer mais bela, cheia de curvas quase sobrenatural”, pregava no seu breve ensaio “Elogio à maquiagem”. Segundo o francês, um dos inventores do que chamamos hoje de modernidade, não importava qual fosse o truque feminino, o que valia era o seu efeito irresistível. Vocês se lembram da moça linda que aparecia no Filme “La Violeteira” cantando a música –Au-di-lá, que glória, belíssima morena. E vocês, meus amigos, que acham? Opiniões serão bem-vindas. E fica ai minha opinião e conselho para senhoras e senhoritas. Maquiem-se, usem Botox se preciso for, fique bela para agradar seu homem ou a quem lhe interessar. Use sua beleza como uma ferramenta para tudo que você tiver que fazer. Faça como dizia Dorival Cayme com aqueles versos maravilhosos que dizia mais ou menos assim: “Pinte esse rosto que eu gosto e que é só seu”. Ou “Você é bonita com o que Deus lhe deu”. Com todos aqueles lápis que lhe fazem uma criança brincando de colorir o desejo tenha ou não tenha um belo cavalheiro no seu horizonte, no seu lado criança de ser. O importante de verdade é que você deve cuidar mesmo com todo vigor da Juventude que lhe resta, cuidar de ter uma boa aparência, cuidar de sua jovialidade e fazer parecer que está tudo bem ou que está de bem com a vida. Se você não se gostar... Quem vai gostar de você?. Ame-se, devote mais um pouco de amor a si mesma, pois se amando nem sequer adoecerá viverá mais e com melhor qualidade de vida. Quando digo... Maquiar-se, é de verdade se embelezar e não proceder com falsetes, tipo “maquiar” a sua postura, sua conduta e lidar com as pessoas sem ”mascaras”, isso é não falsear ou maquiar seu proceder. E quando preciso for, faça a cirurgia plástica, seja onde for a qualquer parte de seu corpo ou nas extremidades, mas... Faça. E tenha o cuidado de procurar um profissional conhecido, bem capaz e acima de tudo competente. Não tema, o “Bicho” é sempre do tamanho que nós fazemos o medo só atrapalha. Confie no seu Deus, confie no Médico que você conhece ou escolheu seu Anjo da guarda e seu Deus estará sempre e durante todo tempo junto a você, eles não te abandonarão, pois você é uma filha da Divindade... Não tema, também é irmã das estrelas, dos Planetas e movida pela energia de vida do Universo, parte de um Deus, o criador e mantenedor de todas as coisas e elas não usam maquiagem para conosco, são corretas e cuidam de nossas vidas, vá, sem medo estará protegida.