sábado, 15 de janeiro de 2011

RANKING DE BOQUETE

                                       Dirceu Ayres
A Mente humana é doentia. Pentelha, megalomaníaca e obsessiva. Daí sua paixão pelos números. Além de contar azulejos, no interior em tempos mais remotos antes de dormir muita gente gostava e tinha mesmo o costume de contar os caibros no teto do quarto, somar placas de carros, fazer contas para garantir que saberá o dia em sua mãe irá morrer, a mente é louca por qualquer medição. Sabe por quê? Porque medir é comparar. A mente adora comparar. Sabe pra quê? Pra ganhar. A mente humana quer ser melhor, chegar primeiro, ficar numa posição mais alta no ranking. Sempre. Não é preciso ir para a universidade para saber disso. Basta ter coragem de observar o comportamento ardiloso da própria mente. Ela quer melhorar o tempo, pra chegar primeiro e ser melhor que as outras. E os números, precisos, mensuráveis, comparáveis, são perfeitos para esta obsessão. A mente humana fica presa como sardinha na rede quando vê um reloginho. Tem gente que se mede dezenas de vezes por dia. Mede tudo. Saldo no banco. Peso na balança. Passos no pedômetro. Centímetros na fita métrica. Cronômetro no relógio. Calorias na esteira. Velocidade na bicicleta. Batimento do coração no monitor cardíaco. Fita métrica para medir todo dia a circunferência da própia barriga e por vezes mede (se a barriga deixar) o próprio falo. É como se fosse um RANKING barato com a própia vida, com o seu dia a dia, com seu próprio viver, mede, mede tudo e nem se manca, não olha o ridículo de se medir o tempo todo. Que Ranking desgraçado, imagine um desgraçado desse medindo o tamanho de sua própia tara, quando é ou será o dia que a tara estará mais aguçada, é um doente. Tenho visto e conversado com amigos que treinam criar, formatar e colocar em um local previamente escolhido, um pensamento, sim isso mesmo, um pensamento assim como congelado para na hora que precisar dele...Descongelar, lhe dar vida e colocá-lo para funcionar. Bem, isso segundo meus estudos, vai depender de muito estudo, paciência e meditação. Mas se o cara é bom, ele consegue, dizem que alguns Monges não só consegue isso como conseguem até levitar a pessoa ou o objeto, imagine se um dedicado e abnegado cidadão, imagina que um pensamento pode ser congelado para usá-lo na hora que precisar; é fato, já ouvi falar e já estudei muito a esse respeito, a Parapsicologia se propõe a esclarecer como isso acontece, mas não deixa de ser um Ranking de competição mental. Ora existe competição em tudo, o arrisco e o famigerado Ranking também. Sei de um Diplomata Russo que recebeu outro Diplomata vindo da África em sua Cidade e disse!, Aqui temos uma grande satisfação quando recebemos um colega e ele se dispõe a fazer uma brincadeira que prezamos muito, a Roleta Russa. Explicou e colocou uma só bala no tambor do revolver. Tempos depois o Diplomata Russo foi visitar o colega na África e o Diplomata muito solicito lhe trouxe de presente cinco mulheres africanas e disse-lhe: Aqui a nossa brincadeira é ver a menina fazer um boquete no convidado, é só escolher uma. Ele muito alegre perguntou, o que teria de errado ou perigoso em aceitar um gostoso boquete com uma dessas meninas?, O amigo lhe respondeu. Uma delas é canibal. Essa sim é a roleta Russo-Africana, o arrisco ou o Ranking que cada um tem de enfrentar na vida.

LESÃO CEREBRAL

                                   Dirceu Ayres
Recentemente chegamos ao fundo do poço. A ausência total de valores, estímulo à mentira e a corrupção. O mínimo de moralidade pública e privada foi corroído no país onde todos são “heróis”. E heróis quase miseráveis que só ganham a insignificância de oito mil reais ou doze mil por mês, que miséria!!!. Mas, já tomaram providências e passarãopara C$ 27.000.00. Será que o povo brasileiro sofre de lesão cerebral? Não creio, pois isto nos eximiria de qualquer responsabilidade. Prefiro dizer que levamos ao paroxismo a cultura da sem-vergonhice, consentida e consciente, aquela que as mais altas autoridades esbanjam como patrimônio nacional. Na pátria de Macunaíma quem rouba, faz. Quem mata tem seus direito humanos preservados. Afinal, somos como diria aquela autoridade: “éticos” e “não existe pecado do lado de baixo da linha do Equador”. Não há do que se queixar. Atualmente algumas pessoas que se envergonham de serem brasileiras, perguntam: “Será que nosso povo perdeu a vergonha, pois acha natural tudo o que esse governo faz e ainda o reelege” Bem, isto faz parte de uma longa história, a nossa história, e seria necessário escrever um “Tratado de Sociologia da Sem-vergonhice” para formular resposta adequada. Em todo caso, tentarei dá-la, ainda que de modo bastante resumido. Começo lembrando uma interpretação biológica baseada em leitura da Folha de S.Paulo, de /03/07. 06. Segundo o jornal, neurocientistas pesquisaram e levantaram a hipótese de que existe uma parte específica do cérebro, (córtex prefrontal ventromedial) onde se alojam emoções, e que parece ser crítica para certos aspectos da moralidade. As pesquisas feitas com grupos de pacientes que apresentavam lesão nessa região cerebral mostraram que eles exibiam menos empatia, compaixão, culpa, vergonha e arrependimento. Se analisarmos o governo que aí está (assim como o que saiu) notaremos “que nunca dantes nesse país”, autoridades, que deveriam dar bom exemplo, tiveram tão pouca empatia ou compaixão com relação ao povo. Vimos idosos de noventa anos ou mais em filas para provar que estavam vivos. A Saúde é um descalabro e nos atendimentos do SUS se observa a crueldade dos funcionários dispensada aos doentes. Rebaixaram os rendimentos da poupança para premiar os grandes investidores, prejudicando os menores. O FGTS poderá ser afetado do mesmo modo e o trabalhador, que sempre votou no Partido dos Trabalhadores, vai perder renda se perder da inflação. O apagão aéreo parece divertir o governo que nega a crise, enquanto o presidente da República finge que está tomando providências. A lista de maldades é vasta, sendo impossível enumerá-las todas em curto artigo. Quanto aos sentimentos de culpa, vergonha e arrependimento inexistem. É como se dissessem: Se o Executivo mandar, faremos todos se não mandar, esquece. Quanto à maioria dos brasileiros, se fosse estudada pelos neurocientistas provavelmente seria apontada como portadora da tal lesão cerebral. Mas, como penso que as teorias sobre o cérebro ainda engatinham nos caminhos da ciência, prefiro a opinião de Michael Koenigs que afirmou: “a reação da maquinaria emocional com respeito a questões morais é sem dúvida moldada por forças culturais”. Hoje em dia continuamos a viver atrás de facilidades preferivelmente alcançadas por esperteza ou doação de alguma autoridade paternal. Não temos de modo geral o sentido de conquista no tocante ao esforço pessoal, não nos faltando, porém, a capacidade predatória. Não sabemos exercer o poder, mas tão-somente nos beneficiar do poder. Simulamos democracia, mas somos autoritários. Preferimos sempre culpar alguém ou algo para nos eximirmos de nossas responsabilidades. Somos ufanistas com relação à nossa cultura da malandragem e da sem-vergonhice. Acredito que aqui cabe esse dito encontrado na internet:
“ESTÁ NA HORA DE VOTARMOS NAS PUTAS”...
...”porque nos filhos delas não tem dado certo”!
Não quero com isso lembrar as Sanguessugas, Mensaleiros ou até os da “Moda” Cartões de Crédito ou Corporativos, é somente lembrar que no Brasil usando a lei de Gerson, tudo sai melhor, não precisamos dos Neurocientístas para isso.

TUDO MUITO SINGULAR

                                                                Dirceu Ayres
Imensa é nossa capacidade de distorcer as coisas transformando a vítima em culpado. Tenho aqui uns exemplos. Um deles, não tem nada a ver conosco diretamente, serve para ver como funciona a lógica aplicada pelas pessoas que tem de emitir opinião.
Um cidadão está andando por uma rua da cidade quando é abordado por um assaltante. O meliante, não satisfeito em roubá-lo, ainda lhe dá um tiro na cara. A troco de nada. Em qualquer país do mundo, agressor é agressor e tem que ter uma punição. Pra nós, não. A culpa é da vítima, que não tinha nada que estar no local errado, à hora errada, ali onde estava. Além disso, era um sujeito de certas posses, de classe média, e vai ver que mereceu mesmo o fim que levou. O agressor é que é a vítima. A vítima de verdade mesmo, além de culpada é questionada por seus hábitos e por estar onde estava. O agressor é uma espécie de “fruto da sociedade” que lhe tirou as condições de estudar, ser honesto, trabalhar para se manter e cuidar da família e de si próprio. Bem assim, é o poder do “chefe” que pratica o terrível “poder maior”, o poder prepotente e chantagista de ser Patrão. O ser de magnânima grandeza e a incrível Majestade inigualável em cima dos fracos, oprimidos e injustiçados funcionários que precisam do emprego que ele Patrão pode tirar ou melhorar, depende do funcionário (a) aceitar ou não as suas propostas impregnadas de lirismo. Hoje alguns são denunciados e esperamos a punição. Será....
Nos Estados Unidos. Depois dos atentados, (11 de setembro), o governo americano tomou uma série de medidas altamente impopulares para tentar evitar agressões. Prisões são feitas, proibições de se entrar nos aviões com certos objetos. Qualquer cidadão com um nariz um pouco mais arrebitado poderia ser impedido de entrar num avião ou no país. Essas medidas até que serviu também nas cidades Americanas como segurança. E no restante do mundo –Crimes em Nova York estão sob tolerância “O”. Más, aqui no nosso rincão com antiamericanos babões - que não tem a menor vergonha de encarar aquilo tudo como “paranóia”, destruindo os Prédios que seriam o símbolo maior dos Americanos e do capitalismo. Até agora me pergunto o que faríamos se tivéssemos levado dois aviões na cabeça?. A se julgar pelo que vimos no qüiproquó com a Bolívia, ofereceríamos subsídios para que os terroristas comprassem aviões mais potentes, grandes quadrimotores, capazes de duplicar o estrago… Também neste caso, a Al Qaeda apareceu como vítima, como anjo vingador antiimperialista. Os americanos então foram os grandes culpados. Que diabos de Política, Religião ou dogma se pratica hoje em dia para se pensar assim?. Que jeito sem jeito!!! Esse é nosso mundo novo, com esse mundo mesmo é que teremos de viver e conviver. Surgem novos chefes de Estado, novos Caudilhos, os Grandes, manda-chuvas que estão surgindo por todas as Américas, Latina, Sul e central. Pense num Governo tomando ou nacionalizando tudo que você construiu em toda sua vida e até Grandes Empresas Estrangeiras. Chego a pensar que é a derrocada inconseqüente da humanidade. Como tudo é cíclico, poderá aparecer um Adolf Hitler, Stalin, Fidel Castro, (mais novo) Mao tsé-tung, Pinochet, Stroessner e tantos outros que possivelmente poderão vir navegar em nossas águas. É, realmente tudo é MUITO SINGULAR. HUGO CHAVES está muito perto de nós.

AS CONSIDERAÇÕES

   ( Abraços p/ Beto Blog)                 DIRCEU AYRES
Agora eu tenho três considerações para fazer, pois vou falar em todas as três, mesmo porque uma é contra as minhas concepções mesmo sobre a interpretação das coisas.
Primeiro, eu queria pedir aumento salarial para o INPS, meu chefe ou Patrão, cujo nome explica o pão-durismo. Veja bem, um aumentinho não traria nenhum prejuízo para a Nação, já que zero multiplicado por 50% é zero mesmo. Segundo, eu queria saber por que as pombas conseguem soltar seus mísseis mesmo voando e agradecer a Deus, nosso senhor, por não deixar as vacas voarem. Terceiro é que eu sei que não há hora certa para acontecer conosco, mas estudos indicam que os horários mais comuns são no início da manhã, no final da tarde, ou no meio do dia. Após uma série de alertas flatulares, você sente uma leve pressão em sua cavidade anal, automaticamente rebatida por reflexos ninjas de seu sfincter, impedindo a saída inapropriada dos dejetos. Más sendo Pego de surpresa, você murmura um singelo "Opa...". A esta altura, ou já está todo borrado ou o cérebro já foi ativado, e tenta analisar a gravidade da situação calculando o IPF (obtido através de uma fórmula simples que deveria fazer parte do currículo básico de qualquer escola primária):
(CI + DC) + K = IPF
CI = Contrações Intestinais (por minuto)
DC = Distância de Casa (em metros)
K = Constante de Travamento. (é a capacidade do indivíduo de impedir a saída das fezes através do travamento, varia de acordo com a idade, a conservação do anel de couro e a opção sexual de cada pessoa).
IPF = Índice de Potencialidade Fecal.
Agora se lembre que um encontro com a ex. namorada ou um grande susto de repente poderá parar todo processo em andamento. Chega a ser engraçado como o cérebro tem noção do que acontece lá fora (ou lá dentro) e tem um formidável mancômetro. Deve ser assim também que funciona a parte sexual:
Afinal, tudo depende mesmo do Cérebro. A arma mais poderosa que o homem tem e às vezes nem sabe como usar. Com essa pequena explicação, já podemos aprender muita coisa que acontece com os seres humanos e quem sabe um dia poderemos tirar algum proveito dessa maravilhosa aula.
Lembrem-se: siga a risca o conselho de quem ensina, só terá vantagem.
Obs: Pedir a DEUS que nenhuma autoridade de Brasilia Que voa ou pode voar; Passe no nosso Nordeste em uma rua onde você esteja passando e deixe cair algum míssil, mesmo misturado com dinheiro. Péssima lambuzeira.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

DEMÔNIO OU NINFA NA PAJUÇARA

                                         DIRCEU AYRES
O sol ardente queimava mais ainda seu corpo já enegrecido pelos banhos de mar. As ondas tão brancas, quanto as nuvens que pairavam no céu azul de brigadeiro, a brisa quebrava-se com violência de encontro a seu corpinho curvilíneo. Sugando o ar, beijando a água, acreditando numa carícia envolvente e, com as mãos molhadas, espalhava a espuma branca com certa volúpia sobre seu corpo. A própria mentalização de uma ninfa, de repente, um carrão. Vermelho como o carro do profeta Isaías, seus olhos caíram na silhueta de quem havia parado para apreciar aquela magnânima beleza e, como impelida pelo desejo de demonstrar o quanto à mãe natureza tinha sido bondosa consigo, fixou o corpinho frente aos olhos experientes do velho “Guerreiro” com o vento a sacudir seus lindos cabelos negros, e num gesto ousado, se atirou em direção ao velho Gálaxie parado. “Poderia me oferecer um cigarro, Senhor, acesso se possível?” Como negar, até o carrão se pedisse? Encostou-se no pára-lama cereja metálico, tragou, deu profundo suspiro “Obrigado”. Por alguns minutos ficou como a trocar comprimentos no olhar. As exuberantes e exíguas peças negras de seu mini vestuário marcavam com precisão absoluta e milimétricas as curvas que faziam os contornos de seu corpinho bronzeado e como se isto não bastasse, movimentava-se em ritmos estudados e cadenciados, maltratando a mente cansada do piloto “Guerreiro”. A ninfa com cerca de 16 ou 18 anos, sorriu com ar ingênuo e soltou um “lindo” baixinho, mas, bem pronunciado, e depois como num sopro: lindo, lindo, lindo por três vezes e o velho “Guerreiro” nada ouvia, estava como petrificado. Levantou-se saiu do velho Ford companheiro de tantas aventuras, e desventuras, acostumado a ver e participar de tantas peripécias olha-o e este continuava indiferente a tudo e a todos. Olhou o sol, meio dia, puxa vida, calor externo violento, interno ainda mais, dose para elefante quem seria aquela frágil criatura que consciente ou inconscientemente sabia ser tão cruel? Pensava consigo próprio e como para se consolar, disse de si para si “Não! Não pode ser normal, deve ser neurótica de personalidade psicótica com algum trauma de infância ou algum sentimento profundo e doentio”. E lá se foi a Ninfa, rindo fazendo caretas próprio de sua idade. Mas, seria mesmo uma Ninfa, ou o Demônio provocando para matar mais um? Que arrisco..., O carrão correu, passou junto, breve aceno. Quem sabe? Talvez um dia (se não for o Demônio), o velho Guerreiro hoje no estaleiro, possa ir a forra.

APALPADELAS MÉDICAS

                                                  DIRCEU AYRES
Como se não bastasse viver assustado com enfarto, morte súbita, Aneurismas e outras doenças que surgem na velhice e com o peso da idade. Principalmente com a idade avançada; muitos homens vivem com uma terrível preocupação como o de uma consulta com o Urologista Pois seria de se perguntar: você se sente bem após uma consulta médica hoje em dia? Estou falando de uma consulta normal com um médico normal. E destas normalidades!!!Tiro fora, preventivamente, o urologista e o toque prostático, que contraria tudo que de moderno existe hoje na Medicina. Porque às vezes penso... Um urologista não pode ser normal. Deve ter alguma inclinação de sadismo. Sentir como você é por dentro, ainda que numa pequena glândula próxima ao seu orifício retal, exige uma dedicação no mínimo esquisita. Não é normal viver de enfiar o dedo nos anus de homens, numa época em que tudo é diagnosticado através de exames sofisticados, de raios de todas as espécies, ondas curtas e longas, médias, intermediárias e tropicais, ressonâncias magnéticas, ecografias fotos internas do corpo, exame de sangue e os cambaus. Para examinar suas coronárias, bem mais estreitas e lá no alto de seu tórax, enfiam um cateter pela virilha que chega ao coração e, se preciso, imediatamente colocam um stent para corrigir alguma eventual obstrução. Para examinar sua próstata metem prosaicamente ou prazerosamente o dedo naquilo que é torto, mas chama de reto.
Há alguns anos, era diferente. Você relatava os sintomas, o médico fazia as perguntas clássicas para tentar identificá-los no quadro de doenças, auscultava seu coração, seus pulmões, depois o deitava numa maca e apalpava seu abdômen numa exploração minuciosa de algum órgão dolorido, sentia o calor e a cor de sua pele e dava algumas pancadinhas com os dedos juntos para sentir o som ou o eco do seu corpo. Fazia o que hoje se chama de Anamnese. Conheci um Médico que espalmava a mão sobre seu estômago e fígado e tamborilava sobre seu corpo com o dedo médio procurando algum som estranho ou indicativo de doença. Mesmo que você tivesse ido lá apenas para tratar de uma unha encravada. Hoje não. Você vai ao gastroenterologista com uma persistente dor na “boca do estômago”, espera uma apalpadela, uma apalpadela para ele sentir e identificar o local exato, até fazer uso de sua ciência, mas não adianta. O consultório não tem nem maca, mas fica escrevendo durante mais de hora sobre sua vida, seus antepassado, as doenças que seus parentes no passado tinham ou tiveram semelhante ou similar. Na última consulta, perguntei se deveria deitar na escrivaninha, apesar de ocupada com papéis, canetas e o micro computador. Ele disse que não precisava e me chamou de gozador. E eu estava falando sério... Saí de lá com uma requisição para endoscopia e outra para uma ecografia abdominal alta... Senti-me desprezado, diminuído, reduzido a uma coisa sem especificação humana. Para surpresa minha e do Médico, deu tudo normal. O médico é a única pessoa que pode apalpar você sem receio de qualquer comprometimento emocional e isto vale para ambas as partes, pelo menos em situação normal. Senão a consulta parece incompleta e você sai do consultório mais inseguro do que quando entrou. Exceto, como ressalvei no início, os urologistas. E falo de cadeira porque já estou na casa dos setenta 70. Digo, dos 70 anos, Ops. Não dos 70 exames. Se fosse de 70 exames já estaria desconfiado de mim mesmo. Agora ando desconfiado que alguns Pacientes que costumam mandar seus advogados entrarem com processos contra Médicos dessa especialidade, penso que pode ser que estejam sentindo falta de algumas apalpadelas, ou mesmo do famigerado exame. Como setentão, sou um otimista cético que tem por lema "nada é tão ruim que não possa piorar, acreditem!". Imaginem quando as coisas para alguns são consideradas boas. Às vezes penso que eu deveria subir uma montanha alta e lá ficar uivando como um lobo. Outra hora eu estaria pensando que não sou uma árvore e não tenho raízes fincadas ao chão, posso me movimentar, mas não tenho tomado nenhuma atitude e nada faço nem estou fazendo para mudar situação nenhuma. Que Diabos. Nasci com uma terrível alergia a homens, só de pensar que vou estar perto... Dá-me coceira, sai perebas pelo corpo todo, me sinto mal, imagine que até meu lado feminino nasceu e continua sendo “LÉSBICO”, imagino que na vida intra-uterina eu já lambia meus próprios dedos assim como lambi os dedos da Parteira, parece que já vivia numa faze de degustação oral intra-uterina. Pensando assim acredito que não iria arrumar a cama com a casa pegando fogo. A pergunta agora seria, como vou mudar meu eu depois de ser um chato setentão?.
Há poucos dias estava lendo sobre PALEONTOLOGIA, dei de cara com a notícia abaixo:
Sexta 30 de novembro de 2007, às 10h40.
“Hominídeo pré-histórico tinha “harém”, diz estudo”.
“Um parente pré-histórico do homem moderno, o Paranthropus robustus, que viveu há cerca de dois milhões de anos, mantinha "haréns", em que um macho dominante controlava um grupo de fêmeas, segundo um estudo publicado nesta semana pela revista Science. Segundo os autores do estudo, a diferença de tamanho entre machos e fêmeas dá as pistas sobre o comportamento sexual da espécie - essa diferença, conhecida como dimorfismo sexual, é associada no reino animal a uma estrutura em que um macho dominante rege um grupo de fêmeas, enquanto os machos menores, ainda não totalmente desenvolvidos, têm menos chances de se reproduzir.”
Ora, basta ler ou observar com certo cuidado e ficará sabendo que era algum antepassado ou parente meu, pois deste jeito é que fui criado e continuo sendo o mesmo e agindo da mesma maneira com meus setenta anos. Agora pense... Levar uma dedada para fazer um desgraçado exame que começa a aparecer em um exame de sangue (p.s.a.) e já deve existir Máquina com condição de efetuar esse tipo de exame, To FORA.

A Lei de Talião para o Brasil.

                                         Dirceu Ayres
Olho por olho, dente por dente. Esta é a famosa Lei de Talião. Em nossos momentos de revolta pensamos imediatamente em vingança e, ousamos em nossa ira, declamar que “bandido bom é bandido morto”. Ladrão bom é ladrão morto. Poderíamos aqui acrescentar que certos políticos aqui no Brasil se enquadrariam no provérbio.
Consideramos a frase acima como um aforismo de desabafo, pois é muito triste acreditar em sã consciência que queiramos ser senhores da vida alheia por mais desprezível que esta nos possa parecer. Os sociopatas, criminosos irrecuperáveis, autores de crimes hediondos, devem ser afastados de forma definitiva do convívio com a sociedade, assim como certos políticos que nunca fazem nada, nada pela sociedade, enriquecendo as nossas custas. Mas seria a pena de morte uma solução ou apenas um paliativo para aplacar a dor das vítimas? Poderíamos também arranjar um jeito para aqui nos defendermos dessa famigerada Lei de Murfy “Se há duas ou mais formas de fazer alguma coisa e uma das formas resultarem em catástrofe, então alguém a fará”. Deve ser isso que está nos acontecendo votando em Políticos que não somente dizem, mas garantem que lutarão pelos nossos interesses e quando chega lá esquece de tudo , só lembra de arranjar, arrecadar e juntar tudo que for vantágem para seu cofre, sua família e seus amigos e correligionários. Diábos, isso deve ser a lei de Gerson. Comenta-se que: A pessoa que "gosta de levar vantagem em tudo", no sentido negativo de se aproveitar de todas as situações em benefício próprio, sem se importar com a ética, isso é a lei de Gerson. A expressão originou-se em uma propaganda, de 1976, para os cigarros Vila Rica, na qual o meia armador Gérson da Seleção Brasileira de Futebol era o protagonista. Embora tenha sido um dos maiores craques da história do futebol mundial, Gérson sempre foi um jogador polêmico e praticava essa mentira.
A propaganda dizia que esta marca de cigarro era vantajosa por ser melhor e mais barata que as outras, e Gérson dizia que era boa e verdadeira embora o cigarro não prestasse. Este ideal subjacente à "lei de Gerson" é, indiscutivelmente, um dos valores mais arraigados à cultura brasileira. Embora nem sempre verbalizado, a valorização e a mitificação desta "lei", do conceito de malandragem, do uso de "pistolões"(Br.) ou de "cunhas" (Pt.) são aqueles dos comportamentos socialmente condicionados que em grande parte levam o Brasil a manter-se tão imaturo cultural, política e socialmente. A forma como se dá a política brasileira, tão mal falada, antes de ser a causa dos problemas brasileiros, é, senão exclusivamente, ao menos simultaneamente conseqüência de valores tão maléficos. Agora imaginem se aplicasse-mos a Lei de talião (t-minúsculo) aos nossos polítcos que não sejam ou não consigam ser tão honestos quanto preciso e os fizessemos pagar devolvendo tudo que eles tirara desonestamente da Nação e depois os expurgasse, beleza, com certeza o Brasil iria melhorar muito.
A enxurrada de corrupção que está sendo conhecida pelos brasileiros vindos à tona dos subterrâneos enlameados deste país, em denúncias que surgem por vários cantos, mostrados pela imprensa, tem muito a ver com essa ou aquela "Lei de Gerson". Se o leitor examinar a fundo as motivações que levaram as pessoas, envolvidas nessas corrupções, a desejarem cada vez mais dinheiro extra, era à vontade, cheia de ganância, de "levarem vantagem" da função pública que exerciam, ou do cargo político para o qual foram eleitas. "Levar vantagem", desviando recursos públicos ou explorando outros que pagavam as propinas para também eles, "levarem vantagem" em alguma coisa. Chegou-se ao ponto, tempos atrás, de até um suplente de deputado mandar matar a titular para assumir o seu lugar, levando vantagem... Felizmente foi cassado. Parecia que ia se safar impune como tantos outros, como por exemplo, aquele "Anão do Orçamento" que chegou a ridicularizar a inteligência brasileira, dizendo que a grande fortuna que amealhou era fruto de mais de 200 prêmios ganhos na loteria e aquele tal juiz que teve a coragem de afirmar que a sua fortuna veio de um tio que era alfaiate e não era produto de desvio das verbas da construção de certo prédio do Tribunal em SP... E a sociedade brasileira (ou seja, cada um de nós, você, eu...) assiste estarrecida à escalada gritante de corrupção em muitos lugares, em escalões diversos das administrações do país, em muitas esferas de poder. E o que é mais estarrecedor: quando um corrupto é pego, nega e mente descaradamente... Essa escalada de corrupção parece indicar a disseminação social de um comportamento sem ética que está afetando o relacionamento entre as pessoas, condicionando-as a, também elas, quererem "tirar uma casquinha" de alguma oportunidade levando vantagem, também elas... Isso tudo tem ocorrido porque a sociedade atual incentiva às pessoas a uma busca frenética de "ter" cada vez mais, em detrimento do "ser", com valores de vida distorcidos, valorizando somente o "ter cada vez mais vantagens" sobre os outros (bens financeiros, em especial, bens materiais, etc.) não importando se para isso, elas precisem agir de modo desonesto, utilizando meios escusos e pouco éticos ou lícitos. Em outras palavras, parece ser a disseminação de que "ser desonesto, conseguindo vantagens, é ter mais valor, é ser mais esperto do que os outros". Assim, com esses valores de vida distorcidos, as pessoas começam a olhar para as outras como se elas fossem "lobos que podem devorá-las". Esse estado de coisas leva a refletir se a sociedade humana ainda tem condições de ter seres humanos mais equilibrados e saudáveis e que ajam com caráter, honradez e eqüidade, sem terem a necessidade de "passarem por cima" de Leis, da ética, para levarem vantagem. Uma sociedade onde ser honesto, ter caráter e agir com responsabilidade seja a regra geral para as pessoas e não a exceção. Há muitos anos atrás Rui Barbosa (1849-1923), estadista, jurista, Ministro da Fazenda e embaixador, já alertava em carta aos senadores da época: "A falta de justiça, Srs. Senadores, são o grande mal da nossa terra, o mal dos males, a origem de todas as nossas infelicidades, a fonte de todo nosso descrédito, é a miséria suprema desta pobre nação. A sua grande vergonha diante do estrangeiro, é aquilo que nos afasta os homens, os auxílios, os capitais. A injustiça, Senhores, desanima o trabalho, a honestidade, o bem; cresta em flor os espíritos dos moços, semeia no coração das gerações que vêm nascendo a semente da podridão, habitua os homens a não acreditar senão na estrela, na fortuna, no acaso, na loteria da sorte, promove a desonestidade, promove a venalidade, promove a relaxação, insufla a cortesania, a baixeza, sob todas as suas formas. “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”.