domingo, 8 de maio de 2011


EMENDANDO OS BIGODES
 Miguezim de Princesa
Acabou-se aquele tempo
Do namoro na janela,
Do cabra se arrepiar
Só de olhar a canela
E ficar desengonçado
Fazendo um curruchiado
No pescoço da donzela.

Hoje o rapaz se agarra
Com uma morena aprumada,
Chumbrega mais de meia hora
No batente da calçada
E, na hora da partida,
Nem mexe a desmilinguida
E a gente não vê é nada.

Moço na flor da idade
Tem de se analisar:
É um tal de requequé,
Etcétera e coisa e tá.
E, na hora do moído,
Haja tomar comprimido
Para poder suportar.

Casa só para atender
A um temor filial,
Dar uma satisfação
E dizer que é “normal”,
Mas enjoou da peteca,
Vive a pentear boneca
Lá no fundo do quintal.
Quando vê uma menina,
Faz o maior elogio:
Diz que é linda e que é gata
E só pode estar no cio,
Porém, ao ver um malhado,
Fica todo agoniado
Tomado por arrepio.

Ele é adepto do amor
Que nega dizer o nome:
Seja ele ou seja ela,
Esteja farto ou com fome,
Mente pra sociedade,
Que não tolera a verdade
Que a fogueira consome.

Veio agora a decisão
Do Supremo Tribunal:
Se Esther adora Bruna,
José escolheu Cabral,
A rejeição do contrário
Abriu a porta do armário,
É o maior carnaval.

Eu conheço um grande artista,
Que está andando de conga
E gosta de difamar
Quem não admite ponga,
Dias depois de ficar broxa
Passou a usar galocha
E transar com araponga.

O governo é sensível
Com essa mistura fina:
Já mandou para o Congresso
Uma emenda cristalina
De mais de R$ 15 milhões,
Garantindo pros machões
Uma Bolsa-Vaselina.

A guerra sexual
Foi transmitida de I-pod:
Separaram homem e mulher,
Cabra nunca mais viu bode,
Pasta deu tchau pra sacola,
Mulher juntou as calçolas,
Homem emendou os bigodes.
SURRUPÁDO DO BLOG DO CLAUDIO HUMBERTO

AS PLACAS.

                                                         Dirceu Ayres
Sabe aquelas placas em lugares públicos ou agências bancárias, casas lotéricas que constam algo como "atendimento preferencial para idosos, gestantes, lactantes e mães com crianças de colo"? Acho que sei pra que servem. Não estão lá porque algum famigerado legislador resolveu trabalhar e, de repente decidiu que esse pessoal tem preferência para ser atendido e não precisa pegar fila como é o comum da humanidade. A grande realidade é, na verdade, despachar logo essa gente para não ficar puxando conversa e chamando atenção, incomodando o restante das pessoas. Porque tem coisa mais irritante que criança chorando, por isso o melhor mesmo é mandar aquela sirene ambulante para casa. Quem já não teve vontade de amarrar um moleque desses que incomoda pelos tornozelos com cordinhas de sapatos iguais aquelas dos tênis.
O mesmo vale para os velhos. Putz, desculpe, os idosos, a terceira idade, a melhor idade, Os mais experientes, os jovens senhores são tantos os termos que são politicamente corretos que eu me perco. Os vovôs, já são de reclamar por natureza. Plantados numa fila para fazer qualquer coisa então...Lembra-me muitos bêbados que querem alugar o ouvido da garçonete para escutar sua estória. Não há quem agüente quando o idoso quer que ouça todas as suas reclamações. Por isso, proponho para o próximo legislador que olhe também para outras classes que merecem a mesma deferência. Os fedidos, por exemplo. Pessoas mal diagramadas fisicamente e com mau cheiro, (principalmente mulheres) não conseguem pensar em nada mais intolerável. Sugiro que aqueles que não se encaixam em qualquer padrão mínimo de higiene e de asseio, tenham um acesso exclusivo e restrito, isolado, para que não precisem compartilhar sua fealdade e seu mau cheiro. Por motivos óbvios, os Apedeutas, beócios e idiotas de uma forma geral pois dentre eles pode haver algum Fratricida e engrossar o caldo, esses também devem ter o direito a cortar fila. Por mim, podem passar na frente e se mandar o mais rápido possível. Esse tipo de gente é muito perigoso, descontrolado, rabugento e quem sabe até doente e contaminante. Não poderia deixar de incluir na minha pauta de reivindicações os pobres. Porque não tem uma raça no mundo que seja mais digna de todos os privilégios e regalias tantas como são os pobres. Vide a igreja católica, que até hoje os defende inapelavelmente, do alto do seu castelo de ouro, vestida de seda e coroada pelo poder e glória, redentora de Deus. Na bolsa ou dobrados dentro de carteiras dos pobres, carregam seus carnês de pagamentos amarrotados, não cuidam da higiene, más são bons pagadores. Chego a pensar que todos juntos são a própria visão do nono círculo do inferno que nem Dante teve coragem de descrever. Ah, sim, proponho também um guichê exclusivo para chatos, cabuloso que reclama de tudo. Mas, nesse caso, seria advogar em causa própria e a fila seria quase tão grande quanto à fila normal. Passo a vez, portanto, vou em frente. FUI!!!

SOB LULA, BRASIL ABRIU 79 REPRESENTAÇÕES NO EXTERIOR

            Dirceu Ayres
Em 8 anos, criaram-se 57 embaixadas e 22 consulados No governo FHC, o número fora cinco vezes menor: 16 Divulgação/Governo da Micronésia A herança que Lula deixou para Dilma Rousseff incluiu uma tarefa entre prosaica e insólita: incrementar as relações diplomáticas do Brasil com a Micronésia. Você talvez não saiba, mas o país existe. Acredite. É um arquipélago assentado na Oceania. Tem cerca de 700 km2. Trata-se de um paraíso. Banhado pelo pacífico oferece paisagens como a da foto lá do alto, tirada em Pohnpei, um dos quatro Estados Federados da Micronésia. Em 22 de dezembro, dez dias antes de deixar o governo, Lula baixou o decreto 7401, criando a embaixada brasileira em Palikir, capital da Micronésia. Funciona cumulativamente com a de Manila (Filipinas). Pela lógica, dois fatores determinam a instalação de representações no exterior: 1) o interesse econômico; 2) a presença de grande comunidade de brasileiros no país. A novíssima representação da Micronésia, por ilógica, foge aos padrões. Difícil achar brasileiros entre seus cerca de 110 mil habitantes. Dono de um PIB miúdo-pouco mais de US$ 200 milhões— o país tampouco oferece grandes perspectivas de parceria comercial. A força de trabalho da Micronésia soma 20 mil pessoas. Dedicam-se ao atendimento de turistas, à pesca e à agricultura (coco, banana, mandioca, batata doce e castanha). Essa foi a 79ª representação criada por Lula no estrangeiro –57 embaixadas e 22 consulados. Média de 10 por ano. Quase uma por mês. Sob FHC, o Itamaraty fora mais comedido. Nos oito anos da Era tucana, inauguraram-se 16 novas representações –12 embaixadas e quatro consulados. O expansionismo diplomático do Brasil de Lula pautou-se pela flexibilização ideológica e pelo desejo de obter um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. A maleabilidade política resultou em vexame. Abriram-se embaixadas em países. Notáveis pelo desrespeito aos direitos humanos e pelo desapreço aos valores democráticos. Entre eles, por exemplo, Guiné Equatorial, Sudão, Mianmar e, veja você, até a Coréia do Norte do companheiro-ditador Kim Jong-Il. Quanto ao sonho da cadeira permanente no principal conselho da ONU, resultou irrealizado a despeito da proliferação de novos parceiros diplomáticos. Restou o legado das quase oito dezenas de novas representações. Coisa para Dilma Rousseff administrar. A fúria inauguratória de Lula levou o Brasil a países pequenos e de relevância diplomática duvidosa. O grosso das novas embaixadas e consulados foi instalado em nações ex-comunistas, países africanos pobres e ilhas do Pacífico e do Caribe. Além dos neoparceiros já mencionados, a lista inclui: Albânia, Croácia, Azerbaijão, Casaquistão, Zâmbia, Tanzânia, Benin, Togo, Sri Lanka... Guiné, Botsuana, Congo, Dominica, Bahamas, Santa Lúcia, São Cristóvão e Névis, Dominica e um interminável etc.. Antes de despertar para a abrir a Micronésia, Lula editou o decreto 7376. Datado de 1º de dezembro de 2010, criou a embaixada brasileira em Tarawa, capital do Kiribati. Neste caso, funciona cumulativamente com a de Wellington, na Nova Zelândia. Vinte dias antes, em 11 de novembro, o Kiribati havia sido pendurado nas manchetes em posição algo desesperadora. Pequeno arquipélago do Pacífico, o país anunciou ao mundo que pode ter de deslocar toda sua população-cerca de 100 mil pessoas— para outra localidade. Por quê? O aquecimento global faz com que o mar avance sobre o território de Kiribati, encobrindo-o aos poucos. “Para algumas comunidades, já é tarde demais. Não há como protegê-las”, disse o presidente de Kiribati, Andote Tong. Gestor de uma ilha vulcânica condenada ao desaparecimento, Tong guindou ao topo de suas prioridades a obtenção de terras onde possa acomodar seu povo. A representação de Kiribati foi ao bololô da política externa de Lula como uma espécie de cereja. Chama-se Samuel Pinheiro Guimarães o ideólogo da estratégia. Coisa implementada com o apoio do ex-chanceler Celso Amorim e sob aplausos do assessor internacional da Presidência, Marco Aurélio Garcia. Samuel ocupou a secretária-geral do Itamaraty até 2009. Na fase final do governo Lula, chefiou a Secretaria de Assuntos Estratégicos. Os dados que recheiam essa notícia foram recolhidos nos arquivos do Senado. Cabe aos senadores aprovar a criação de novas embaixadas e consulados. Aprovou-se tudo o que Lula propôs.

ALEXANDER GRAHAM BELL

           Dirceu Ayres                           

Alexander nascido Bell em Edimburgo março em 3, 1847, adotou mais tarde o nome médio Graham fora do admiration para Alexander Graham, um amigo da família. Muitos chamaram Bell “o pai do surdo.” Este título pode ser considerado como um tanto ironic devido a sua opinião na prática do eugenics. Quando sua mãe e sua esposa eram surdas, esperou a um dia elimina o deafness hereditary da população. Sua família foi associada com o ensino do elocution: seu avô em Londres, seu tio em Dublin, e seu pai, Alexander Melville Bell, em Edimburgo, eram todos elocutionists professados. O último publicou uma variedade dos trabalhos no assunto, diversos de que são bons - sabido, especialmente seu treatise no discurso visível, que apareceu em Edimburgo em 1868. Neste explica seu método de instruir mutes surdos, por meio de seu eyesight, como articular palavras, e também como ler o que outras pessoas estão dizendo pelos movimentos de seus bordos. Alexander Graham Bell foi educado na High School real de Edimburgo, de que se graduou na idade de 13. Na idade de 16 fixou uma posição como um pupila-professor do elocution e da música no Academy da casa de Weston, em Elgin, Moray, Scotland. O ano seguinte gastou na universidade de Edimburgo. Era graduado da faculdade Londres da universidade. 1867 a 1868, era um instrutor na faculdade de Somersetshire no banho, Somerset, Inglaterra. Quando em Scotland for dito ainda ter girado sua atenção à ciência da acústica, com uma vista para melhorar o deafness de sua mãe. Em 1870, na idade de 23, emigrated com sua família a Canadá onde se estabelecera em Brantford. Antes que saiu de Scotland, Bell girou sua atenção ao telefone, e no Canadá continuou um interesse em máquinas de comunicação. Projetou um piano que poderia transmitir sua música a uma distância por meio da eletricidade. Em 1873, acompanhou seu pai a Montreal, Canadá, onde foi empregado em ensinar o sistema do discurso visível. A Bell mais velha foi convidada a introduzir o sistema em um dia-escola grande para mutes em Boston, mas declinou o borne no favor de seu filho, que se transformou professor do Physiology vocal e Elocution na escola da universidade de Boston do Oratory. Inventor do telefone e autor de vários estudos e inventos relacionados à comunicação, Granham Bell nasceu em Edimburgo, Escócia. Consta que freqüentou por poucos anos escolas formais e assistiu a apenas algumas aulas na universidade. Mas era um autodidata que logo passou a se dedicar à pesquisa em comunicações, mais especificamente ao aperfeiçoamento do telégrafo. Desenvolveu assim o telégrafo múltiplo, que podia enviar mais de uma mensagem por vez na mesma linha. Bell considerou então que seria possível capturar a voz humana usando uma adaptação desse telégrafo múltiplo. Em 1875, ele e seu assistente, Thomas A. Watson, construíram um aparelho para transmitir som por eletricidade. A primeira patente de telefone foi concedida em 7 de março de 1876, quando Graham Bell, então com 29 anos, registrou o método e esse instrumento para transmitir voz e outros sons telegraficamente por meio de ondulações elétricas, similares em forma às vibrações do ar que acompanham a voz falada e outros sons. Alguns dias depois, Bell e Watson, em ambientes diferentes, conseguiram pela primeira vez comunicar uma fala pelo novo tipo de transmissor. E Watson pôde ouvir de Bell as famosas palavras: "Senhor Watson, venha até aqui. Quero vê-lo". A primeira companhia telefônica do mundo, a Bell Telephone Company, foi fundada em 9 de julho de 1877. Depois de inventar o telefone, Bell continuou a desenvolver seus estudos e experimentos sobre comunicação e sobre outras áreas, como a de aviação. Inventou uma forma de transmissão de som por feixe de luz que foi precursora das fibras ópticas e desenvolveu técnicas para ensinar crianças surdas a falar (sua mãe era surda). Bell patenteou 18 inventos em seu nome e 12 compartilhados com colaboradores. Entre eles, modelos de helicóptero, hidroavião e protótipos de ar-condicionado. Em 1888, participou da fundação da National Geographic Society. Morreu em Baddeck, Canadá.

sábado, 7 de maio de 2011

AMARGURA DE CRISTINA

.                                                  Dirceu Ayres
Uma das delícias do jornalismo na internet é a conversão dos leitores em parte integrante da notícia. No instante em que esse texto está sendo escrito, a “cozinha” do blog, área de trabalho do repórter, informa: Já foram enviados a esse recanto da web 1.079.620 comentários de leitores. Desse total, 942.996 foram divulgados.Os outros 136.624 desceram ao purgatório, espaço inacessível aos navegantes, onde repousam as mensagens bloqueadas. Dias atrás, uma leitora irritou-se com artigo veiculado aqui. Enviou uma mensagem de protesto.Indentificou-se como Cristina que odeia o Josias de Souza. Depois de explicitar as razões de seu ódio, Cristina deu um conselho ao repórter: “Você já era. Deveria acessar um blog de aposentadoria. Mas A necessidade de encher a geladeira impede o repórter de atender Cristina integralmente. Mas ela será parcialmente contemplada. Nos próximos dias, o blog vai navegar em www.ferias.com.br.. Uma boa notícia para Cristina e para os outros 21 leitores desse espaço. A má notícia é que o repórter voltará logo. Pena. Mas ainda não invetaram um contracheque imune ao derramamento de suor. Para ventura de Cristina, também não foi inventado o ser humano capaz de acompanhar o ritmo das máquinas. Desde a fase da pedra lascada, todas as ferramentas de produção evoluíram, menos o gênero humano. O repórter vem de um tempo em que a notícia era batida em máquina de escrever e rebatida pelo operador do linotipo. Hoje, volatilizada, a informação voa de um computador ao outro sem ser tocada por mãos humanas. Para alguém que ainda não sabe direito como funciona o interruptor de luz, a adaptação não tem sido fácil. O computador chegou para provar que existe um ser superior que dirige o universo. Só faltou explicar como ele passou no psicotécnico. De tempos em tempos, quando o repórter pensa que já domina a máquina, ela cuida de demonstrar sua superioridade. O computador engole textos que custaram a ser escritos, rosna alarmes de vírus, trava, desliga-se sozinho. Tem vida própria. E é dado a sacanagens. Dono de sistema operacional primitivo, que exige oito horas de sono e alimentação regular, o repórter vê-se compelido a sair em férias de raro em raro. Por sorte, há www.cristina.odeiojosiasdesouza.com.br para lembrar que chegou a hora de descansar. Assim, até logo. Volto antes do final do mês. Já não vejo a hora de açular o ódio de Cristina. Surrpiádo do blog de Josias de Souza.

CRÔNICA DA LOUCURA

             Dirceu Ayres
O melhor da Terapia é ficar observando os meus amigos loucos. Existem dois tipos de loucos. O louco propriamente dito e o que cuida do louco: o analista, o terapeuta, o psicólogo e o psiquiatra. Sim, somente um louco pode se dispor a ouvir a loucura de seis ou sete outros loucos todos os dias, meses, anos. Se não era louco, ficou. Durante quarenta anos, passei longe deles. Confesso, como louco confesso, que estou adorando estar louco todo dia, toda semana, todo mês. Para fazer terapia o melhor mesmo da terapia é chegar antes na sala do Médico, alguns minutos e ficar observando os meus colegas loucos na sala de espera. Portanto, a sala de espera sempre tem três ou quatro ali, ansiosos, pensando na loucura que vão dizer dali a pouco. Ninguém olha para ninguém. O silêncio é uma loucura. E eu, como louco, adoro observar pessoas, imaginar os nomes, a profissão, quantos filhos têm, se são mulheres e estariam usando uma calcinha bem branquinha, Acho que todo louco gosta desse brinquedo, no mínimo, criativo. E a sala de espera de um "consultório médico", como diz a atendente absolutamente normal (apenas uma pessoa normal lê tanto Paulo Coelho como ela ), é um prato cheio para um louco como eu. Senão, vejamos: Na última quarta-feira, estávamos: Eu, Um crioulinho muito bem vestido, Um senhor de uns cinqüenta anos e Uma velha gorda. Comecei, é claro, imediatamente a imaginar qual seria o problema de cada um deles. Não foi difícil, porque eu já partia do princípio que todos eram loucos, como eu. Senão, não estariam ali, tão cabisbaixos e ensimesmados. O pretinho, por exemplo. Claro que a cor, num país racista como o nosso, deve ter contribuído muito para levá-lo até aquela poltrona de vime. Deve gostar de uma branca, e os pais dela não aprovam o namoro e não conseguiu entrar como sócio do "Harmonia do Samba "? Notei que o tênis estava um pouco velho. Problema de ascensão social, com certeza. O olhar dele era triste, cansado. Comecei a ficar com pena dele. Depois notei que ele trazia uma mala. Podia ser o corpo da namorada esquartejada lá dentro. Talvez apenas a cabeça. Devia ser um assassino, ou suicida, no mínimo. Podia ter também uma arma lá dentro. Podia ser perigoso. Afastei-me um pouco dele no sofá. Ele dava olhadas furtivas para dentro da mala assassina. E o senhor de terno preto, gravata, meias e sapatos também pretos? Como ele estava sofrendo, coitado. Ele disfarçava, mas notei que tinha um pequeno tique no olho esquerdo. Corno, na certa. E manso. Corno manso sempre tem tiques. Já notaram? Observo as mãos. Roía as unhas. Insegurança total, medo de viver. Filho drogado? Bem provável. Como era infeliz esse meu personagem. Uma hora tirou o lenço e eu já estava esperando as lágrimas quando ele assuou o nariz violentamente, interrompendo o Paulo Coelho da outra. Faltava um botão na camisa. Claro, abandonado pela esposa. Devia morar num flat, pagar caro, devia ter dívidas astronômicas. Homossexual? Acho que não. Ninguém beijaria um homem com um bigode daqueles. Tingido. Mas a melhor, a mais doida, era a louca gorda e baixinha. Que bunda imensa. Como sofria meu Deus. Bastava olhar no rosto dela. Não devia fazer amor há mais de trinta anos. Será que se masturbaria? Será que era esse o problema dela? Uma velha masturbadora? Não! Tirou um terço da bolsa e começou a rezar. Meu Deus, o caso é mais grave do que eu pensava. Estava no quinto cigarro em dez minutos. Tensa. Coitada. O que deve ser dos filhos dela? Acho que os filhos não comem a macarronada dela há dezenas e dezenas de domingos. Tinha cara também de quem mentia para o analista. Minha mãe rezaria uma Salve-Rainha por ela, se a conhecesse. Acabou o meu tempo. Tenho que ir conversar com o meu psicanalista. Conto para ele a minha "viagem" na sala de espera. Ele ri... Ri muito, o meu psicanalista, e diz: - O Ditinho é o nosso office-boy. - O de terno preto é representante de um laboratório multinacional de remédios lá no Ipiranga e passa aqui uma vez por mês com as novidades. - E a gordinha que está de calcinha branca é a Dona Dirce, a minha mãe. "E você, não vai ter alta tão cedo..." Filho da puta, que cagada!!!

CHANTÁGEM COMO ARMA POLÍTICA

 Dirceu Ayres
O Brasil completamente podre. Transcrevo abaixo, após este prólogo, a parte inicial de matéria da Veja revelando mais uma das sórdidas manobras de Lula e seus sequazes. Veja foi às bancas mais cedo em decorrência do feriadão. A matéria retrata parte de um “dossiê” montado dentro do Palácio do Planalto para chantagear a oposição e que já esvaziou completamente a CPI dos Cartões Corporativos. A turma do PT é assim. Justifica a sua corrupção com a suposta corrupção alheia. Mesmo sendo verdadeiras as graves denúncias desse dossiê, elas jamais poderão servir de expiação às práticas anti-éticas e imorais de Lula e seus sequazes, como não poderão, igualmente, servir de justificativa para qualquer governo, em qualquer instância estatal, que for pilhado metendo a mão no erário. Trata-se de mais um escândalo de proporções inauditas. Num país sério e verdadeiramente democrático a prática da chantagem é intolerável. O governo cai inteirinho. Ocorre que tudo isso que se vê acontecer com o advento da chegada do PT ao poder tem o beneplácito da maioria da população brasileira. Reafirmo o que já disse várias vezes: o povo brasileiro é constituído de uma sub-espécie do gênero humano. A maioria é desonesta, oportunista e mentirosa. Por isso tolera, quando não estimula, as práticas imorais. Trata-se de um povo estúpido, de cérebro simiesco, covarde, pusilânime e, sobretudo, perigoso e, portanto, capaz de cometer as piores iniqüidades, como tirar a vida do próximo numa esquina para na outra brindar o resultado do latrocínio com um lauto churrasco regado à boa cerveja gelada. O que precisamos é de verdadeiros Brasileiros que queiram ajudar na grandesa do Brasil sem essa de roubar o Pais considerar o que dizia Olavo Bilac. "A Pátria não é a raça, não é o meio, não é o conjunto dos aparelhos econômicos e políticos; é o idioma criado ou herdado pelo povo. Um povo só começa a perder a sua independência, a sua dignidade, a sua existência autônoma quando começa a perder o amor ao idioma natal. A morte de uma nação começa sempre pelo apodrecimento de sua língua"(Olavo Bilac) Ainda achamos pouco e elegemos políticos que só faz merda.