sexta-feira, 20 de abril de 2012

MI DO CACHOEIRA. x PIZZA DE MARMELADA

                 
     Dirceu Ayres

Volto a insistir, essa CPI do Cachoeira é tudo jogo de cena. De um lado a oposicinha que viu uma oportunidade de tentar manchar ainda mais a suja e porca imagem do DESgoverno das Ratazanas Vermelhas. E do lado das Ratazanas, viram uma oportunidade de pegar o Demóstenes que foi o maior defensor de punições pelo caso do mensalão. E no meio dessa balburdia uma cangalha de políticos rastaqueras que certamente não aguentariam dez minutos de uma auditoria séria em suas vidas sem acabarem indo em cana. O duro é ver que essa CPI vai virar aquele circo midiático onde um vai querer aparecer mais que o outro. Ainda mais em ano eleitoral. As intenções de todos os lados são as piores possíveis. E o quanto mais midiático e circense melhor. E as Ratazanas Vermelhas sabem que terão trabalho dobrado para segurar a onda de muito "cumpanhêro" que está envolvido com o Cachoeira. Um cidadão que tem tanta influência assim no meio político, movimenta tanto dinheiro como temos visto nas ultimas semanas, certamente tem ligações com as Ratazanas Vermelhas, pois é público e notório que onde tem maracutaia e desvio de dinheiro público tem PTralha envolvido. Eles só não aparecem por conta da imprensa amestrada e pelas operações "abafa" que são comuns no cãogresso fedemal. Já que as denúncias contra o DESgoverno que poderiam acabar em CPI, todas, invariavelmente, foram esvaziadas. Carlos Cachoeira certamente é um arquivo vivo de todo tipo de maracutaia envolvendo o que há de pior na política Tupiniquim. Ou...Todos os políticos. Certamente o pavor que as Ratazanas Vermelhas tem é que ele abra a boca e mostre tudo aquilo que certamente a PF não tem deixado vazar para a imprensa. Pois, alguém tem alguma dúvida que o que está "vazando" não é "filtrado" antes para não atingir certos interesses no Planalto ou no Circo Libanês? Se essa CPI for feita de maneira séria e com rigidez nas investigações muita gente graúda vai perder o sono. Mas com uma cangalha de políticos ficha suja, um impichado, e com uma imensidão de Ratos Vermelhos nessa CPI, tudo vai acabar em pizza, e os culpados serão os que já sabemos de ante mão. E se ela pegar nos corredores do Planalto é só o Defuntus Sebentus vir a público e dizer que o Cachoeira não eczixte e que ele não sabia de nada que tudo acabará como o mensalão que também não eczixtiu. Só que não eczixtiu e eles fazem de tudo para que não seja julgado. Eu queria entender qual é o medo que as Ratazanas tem do julgamento do mensalão, pois, se ele não eczixtiu não há nada a temer. E o burro povão não percebe essa "entrelinha" e continua dizendo que o mensalão é mentira...Só na pocilga mesmo..E este blogueiro pensa em lançar o movimento "FALA CACHOEIRA". E PHODA-SE!!!!

Peluso “manipulou” julgamentos, diz Joaquim Barbosa

                        
     Dirceu Ayres

Vice-presidente do STF acusa presidente anterior de agir de forma “inconstitucional” e “ilegal” O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa atacou duramente o ex-presidente da Corte Cezar Peluso. Joaquim Barbosa chamou Peluso de “ridículo”, “brega”, “caipira”, “corporativo”, “desleal”, “tirano” e “pequeno” em entrevista à jornalista Carolina Brígido, disponível para assinantes do jornal “O Globo”. Mas para além dos ataques mais pessoais, o mais relevante foi uma acusação feita por Joaquim Barbosa: “Peluso inúmeras vezes manipulou ou tentou manipular resultados de julgamentos, criando falsas questões processuais simplesmente para tumultuar e não proclamar o resultado que era contrário ao seu pensamento”. Trata-se de acusação gravíssima. Se o ex-presidente do STF de fato cometeu tal manipulação, é necessário investigar. Abre-se uma crise institucional. O “Globo” explica que Joaquim dá como exemplo do que seria a manipulação de Peluso julgamentos de políticos por causa da Lei da Ficha Limpa. Eis o que diz o ministro Joaquim Barbosa: “Lembre-se do impasse nos primeiros julgamentos da Ficha Limpa, que levou o tribunal a horas de discussões inúteis; [Peluso] não hesitou em votar duas vezes num mesmo caso, o que é absolutamente inconstitucional, ilegal, inaceitável”. Esse caso seria o do julgamento de 14.dez.2011 no qual o STF livrou Jader Barbalho da Lei da Ficha Limpa e assim deu ao político do Pará o direito de voltar ao Senado. Esse julgamento estava empatado em 5 a 5 (o tribunal tem 11 integrantes). À época, o STF divulgou uma nota a respeito: “Diante do impasse, a defesa de Jader ingressou com o requerimento [para que fosse usado o voto de qualidade], que foi apresentado ao Plenário pelo presidente Cezar Peluso. ‘Consulto o plenário se está de acordo com a proposta?’, questionou o presidente. A decisão pela aplicação do dispositivo foi unânime. O relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, não participou da decisão porque está de licença médica”. Joaquim considerou a atitude de Peluso errada: “[Peluso] cometeu a barbaridade e a deslealdade de, numa curta viagem que fiz aos Estados Unidos para consulta médica, ‘invadir’ a minha seara (eu era relator do caso), surrupiar-me o processo para poder ceder facilmente a pressões…”. Joaquim Barbosa dá a entender que se considera vítima de preconceito de cor dentro do STF, ele que é o primeiro ministro negro da Corte. “Alguns brasileiros não negros se acham no direito de tomar certas liberdades com negros”, declarou na entrevista. E mais: “Ao chegar ao STF, eu tinha uma escolaridade jurídica que pouquíssimos na história do tribunal tiveram o privilégio de ter. As pessoas racistas, em geral, fazem questão de esquecer esse detalhezinho do meu currículo. Insistem a todo momento na cor da minha pele. Peluso não seria uma exceção, não é mesmo?”. As declarações de Joaquim Barbosa foram dadas, em parte, como resposta a uma entrevista concedida por Cezar Peluso ao site “Consultor Jurídico” em 18.abr.2012. Peluso nessa entrevista chama Barbosa de “inseguro”. Ao ser indagado o que achava de ter sido chamado de “inseguro”, Barbosa respondeu: “Permita-me relatar um episódio recente, que é bem ilustrativo da pequenez do Peluso: uma universidade francesa me convidou a participar de uma banca de doutorado em que se defenderia uma excelente tese sobre o Supremo Tribunal Federal e o seu papel na democracia brasileira. Peluso vetou que me fossem pagas diárias durante os três dias de afastamento, ao passo que me parecia evidente o interesse da Corte em se projetar internacionalmente, pois, afinal, era a sua obra que estava em discussão. Inseguro, eu?”. Fernando Rodrigues

Voto sobre mensalão sai 'ainda neste semestre', diz revisor do caso no STF

                     
     Dirceu Ayres

Lewandowski refuta hipótese de prescrição de crimes e de que esteja retendo o processo BRASÍLIA - Principal responsável por definir quando o processo do mensalão será julgado, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, afirma que vai liberar seu voto neste semestre, o que permitiria o julgamento a partir de agosto. Ele nega estar segurando o processo ou que pretenda aliviar a situação dos réus. E diz que não haver a “menor possibilidade de ocorrer a prescrição” enquanto o processo estiver em suas mãos. Lewandowski: Não há cobranças pela liberação do processo porque nenhum juiz ‘pode ser pressionado' Quando o sr. vai liberar seu voto no caso do mensalão? Pretendo liberá-lo ainda neste semestre. Agora que saí do Tribunal Superior Eleitoral terei mais tempo para estudar os casos complexos que se encontram em meu gabinete. Por que não libera até maio? Estou trabalhando com afinco nesse processo, que tem cerca de 60 mil páginas, desde quando recebi o relatório e o disquete com cópia integral dos autos do relator, ministro Joaquim Barbosa, momentos antes do recesso de janeiro deste ano. Na prática, estou com o processo digitalizado em mãos há pouco mais de 60 dias, descontado o período de recesso. O sr. está deliberadamente segurando o processo? Jamais retive nenhum processo em 22 anos de magistratura. Meu gabinete é um dos que têm o menor acervo de processos. Ressalto, ainda, que minhas liminares são apreciadas em 24 ou 48 horas no máximo. E mais: ingressei no ano de 2012 sem nenhum voto-vista (voto após pedido de vista) pendente. Dizem que o sr. está entre aqueles que querem absolver... Não há nenhum fundamento nessa afirmação. Somente depois de ler todas as provas é que farei um juízo de culpabilidade sobre os réus. O sr. é revisor. Seu papel não seria secundário no processo? Pelo contrário. O papel do revisor é dos mais importantes, segundo o próprio regimento interno do Supremo Tribunal Federal. Não se restringe apenas a revisar os procedimentos formais adotados pelo relator ou conferir o relatório que ele elaborou. Compete ao revisor preparar um voto completo, em pé de igualdade com o do relator, para trazer outro ponto de vista sobre o processo para os colegas. É importante deixar claro que a função do revisor não consiste em examinar o voto do relator. Aliás, nem sequer conheço o voto que o ministro Joaquim Barbosa está redigindo. Lewandowski refuta hipótese de prescrição de crimes e de que esteja retendo o processo E o risco de prescrição, existe? Não é possível cogitar prescrição antes de conhecer a pena em concreto a ser eventualmente aplicada aos réus. Lembro que, segundo o artigo 109 do Código Penal, as penas de 1 a 2 anos, por exemplo, prescrevem em 4 anos. Acima desse patamar começam a prescrever em oito anos. No caso deste processo, o marco inicial da prescrição é a data do recebimento da denúncia, que ocorreu em agosto de 2007. Não há, portanto, a menor possibilidade de ocorrer a prescrição enquanto o processo estiver sob minha apreciação. Como vê a cobrança de colegas pela liberação do processo? Não existe cobrança de colegas. Isso seria inadmissível, mesmo porque nenhum juiz da Suprema Corte pode ser pressionado por quem quer que seja. Não ignoro, porém, que determinados ministros têm externado publicamente a opinião de que o processo precisa ser julgado ainda este semestre. Trata-se, porém, de uma manifestação de caráter pessoal, que não expressa o consenso da Corte. Felipe Recondo, de O Estado de S. Paulo

Antiga suspeita de doação de Cachoeira a Lula assusta o PT.

          
    Dirceu Ayres

ROGÉRIO BURATTI, AMIGO E EX-ASSESSOR DO EX-MINISTRO ANTONIO PALOCCI, DENUNCIOU NA CPI DOS BINGOS, EM 2004, UMA SUPOSTA DOAÇÃO DE R$ 1 MILHÃO DO BICHEIRO À CAMPANHA DE LULA, ATRAVÉS DE EMPRESAS DE JOGO DO RIO E SÃO PAULO.
247 – Na semana passada, Lula mandou avisar a classe política seu interesse pela CPI do Cachoeira por intermédio de Paulo Okamoto, dirigente do Instituto Lula, "que está com os poucos cabelos que tem em pé, com tudo que há sobre o caso". "Se for verdade o que a imprensa está dizendo, o governador Marconi Perillo entregou o Estado para Cachoeira", teria avaliado Lula, segundo Okamoto. Em 2005, Marconi revelou que alertara Lula para o esquema do mensalão. Lula quer a cabeça do governador de Goiás, mesmo que para isso tenha que entregar Agnelo Queiroz (PT), governador do Distrito Federal, também envolvido no esquema. O PT se deixou levar pelo entusiasmo de Lula, mas agora teme a investigação. Uma revelação na CPI dos Bingos, em 2004, feita por Rogério Buratti, amigo e ex-assessor do ex-ministro Antonio Palocci arrepia o diretório nacional: uma suposta doação de R$ 1 milhão do bicheiro Carlinhos Cachoeira à campanha de Lula, através de empresas de jogo do Rio e São Paulo. A informação é do jornalista Claudio Humberto. Como temia a presidente Dilma, o estrago dessa CPI pode ser muito maior do que Lula imagina. * Blog cavaleiro do templo BLOG DO MARIO FORTES

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Dilma manda CGU investigar Delta. Precisa?

         

            Dirceu Ayres


PLANALTO QUER QUE A CORREGEDORIA GERAL DA UNIÃO, DO MINISTRO JORGE HAGE, APURE SE A DELTA FRAUDOU OBRAS DO PAC; EMPREITEIRA É DE FERNANDO CAVENDISH, AQUELE QUE FALOU QUE, COLOCANDO UNS R$ 30 MILHÕES NAS MÃOS DE POLÍTICO, CONSEGUE “COISA PRA CARAMBA”; EM CASO MENOS GRAVE, OUTRA EMPREITEIRA FOI BANIDA O Palácio do Planalto quer se vacinar antes da CPI sobre as atividades do bicheiro Carlos Cachoeira, que parece ser inevitável. Na principal nota do Painel da Folha de S. Paulo desta segunda-feira, assinada pela jornalista Vera Magalhães, informa-se que o governo federal busca um atestado para se certificar de que a Delta, maior beneficiária do Programa de Aceleração do Crescimento, não fraudou as obras do PAC. Eis o que diz a nota, intitulada “Vacina”: “Às vésperas da instalação da CPI para investigar a ligação do empresário de jogos Carlinhos Cachoeira com políticos, o Palácio do Planalto determinou que técnicos dos ministérios e da Controladoria-Geral da União façam um pente-fino em todos os contratos firmados com a Construtora Delta. A empresa é a principal recebedora de recursos da União, especialmente do Ministério dos Transportes, e teria abastecido o esquema de Cachoeira, segundo a Polícia Federal. A intenção do governo é tentar evitar ser surpreendido com a descoberta, já no curso da CPI, de eventuais irregularidades em obras do PAC.” Ainda no Painel, Vera Magalhães informa que, numa reunião com os ministros Aloizio Mercadante e Gleisi Hoffmann, Dilma teria dito que “CPI não é bom para ninguém.” O 247 é favorável à CPI (leia mais aqui). De qualquer maneira, o fato é que o governo se encontra numa sinuca de bico. Terá que mobilizar vários ministérios para provar que o empreiteiro Fernando Cavendish, o mesmo que disse que consegue “coisa pra caramba” colocando R$ 30 milhões nas mãos de um político (leia aqui), é uma pessoa idônea. Será mesmo necessário passar um pente-fino nos contratos da Delta para chegar a alguma conclusão? Relatórios do Ministério Público já apontaram irregularidades e superfaturamento nas obras de reforma do Maracanã e na ampliação do aeroporto de Guarulhos – nesta última, parte do teto desabou. Saia justa A saia justa é maior ainda para o ministro da CGU, Jorge Hage. Em 2007, quando outra empreiteira, a Gautama, foi alvo de uma operação da PF, bastaram três meses para que ele declarasse a empresa inidônea e a impedisse de participar de futuras concorrências públicas. A decisão foi tomada antes de qualquer julgamento e, em nota, Hage afirmou que a medida visava inibir a corrupção e futuras fraudes no PAC (leia mais aqui). Se Hage quiser ser minimamente coerente, terá que agir da mesma maneira em relação à Delta. O problema é que, para evitar que o PAC seja paralisado, o governo se mobiliza para tentar provar algo que, pela lógica, parece ser impossível.

Dinheiro para a Delta corromper políticos vem do governo federal

                    
         Dirceu Ayres

O primeiro grande negócio fechado pela Delta Construções no governo Dilma Rousseff – incluído no rol das investigações da CPI do Cachoeira – foi fechado na base do "jeitinho", segundo decisão publicada na semana passada pela Justiça Federal e reveladas pelo jornal O Estado de S. Paulo. A construção de terminal remoto no aeroporto de Guarulhos opera atualmente abaixo da capacidade, depois de consumir 85,7 milhões de reais. A contratação da empreiteira foi feita sem licitação, a pretexto de ser uma obra emergencial, para evitar um suposto "caos aéreo" na virada do ano. A obra responde por superfaturamento estimado em 14,4 milhões de reais pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A Justiça Federal e o TCU recusaram os argumentos da Infraero para dispensar licitação no contrato com a Delta. A construtora já acumulava, havia quatro anos, o título de maior beneficiária de repasses de dinheiro da União. Na campanha de 2010, doou 1,15 milhão de reais para a candidatura de Dilma Rousseff ao Planalto. Fonte: Veja De novo os lulo petistas vão atacar a Veja por ter feito a denuncia. Afinal de contas neste pais não se pode roubar em paz. Sempre tem uma "revistinha" que atrapalha e denuncia o esquema. A CPMI deve responder a diversas perguntas neste caso. Quem indicou a Delta para realizar esta obra? Quem determinou que esta seria uma obra emergencial? E a pergunta principal, quanto a Delta pagou para ganhar a obra e a quem o dinheiro foi pago. Lógico que o povo também quer saber com quanto a Delta tem contribuído para as campanhas de cada partido e deste montante quanto vinha do Caixa 2 de obras super faturadas como esta. Segundo a Policia Federal a Delta é a construtora que atualmente mais recebe verbas do governo federal. Como um imenso polvo, a Delta estende seus tentáculos em todas as direções. Abastece os integrantes do governo federal e de seus integrantes como Agnelo Queiroz, ex Ministro dos Esportes e hoje governador do Distrito Federal, filiado ao PT, a Delta tem a maioria das obras sem licitação no Rio de Janeiro, onde Cavendish, dono da Delta é amigo do governador Sérgio Cabral, e como vemos do esquema acima alimenta líderes da oposição. Graças as denuncias da imprensa finalmente vamos ter uma CPMI para investigar mais este esquema de corrupção. Só espero que não termine como as CPMI´s do Mensalão e dos Correios, até agora em nada.
Quem lê os blogs e declarações daqueles que são ligados ao lulo petismo vêm de cara que não há o mínimo de interesse em se combater a corrupção. Seu objetivo primordial é de condenar os que denunciam a corrupção. Estes devem ser castigados exemplarmente para que nunca mais se atrevam a denunciar os mal feitos do PT e de seus aliados. Seu deus Luiz Inácio Lula da Silva por ser, segundo eles, infalível não pode ser criticado, e quem ousar critica-lo deverá sofrer nas mãos dos inquisitores lulo petistas. Se continuarmos acomodados como estamos agora, se não tomarmos as ruas em protesto, se não começarmos a parar este país em protesto, nunca deixaremos aos nossos filhos e netos a herança de um país onde a ética e a honestidade sejam valorizados. Postado por Laguardia às

'Deltaduto' financiava campanhas eleitorais, aponta investigação da PF

                      

         Dirceu Ayres

Empresa de fachada repassou verba a pessoas jurídicas doadoras em 2010; Perillo foi beneficiado BRASÍLIA - O rastreamento do dinheiro injetado pela Delta Construções em empresas de fachada, segundo a Polícia Federal, e ligadas ao esquema do contraventor Carlos Cachoeira, revela que a empreiteira carioca montou um “deltaduto” para irrigar campanhas eleitorais. A CPI do Cachoeira, que será instalada na quinta-feira, 19, no Congresso, vai investigar os negócios do contraventor e seus elos com a construtora e políticos. Empresas que receberam recursos da Alberto e Pantoja Construções Ltda., cuja única fonte de renda identificada pela Polícia Federal era a Delta Construções, abasteceram cofres de campanhas em Goiás, área de influência da organização criminosa de Cachoeira. Segundo as investigações da Operação Monte Carlo da PF, a construtora de fachada (a Alberto e Pantoja) registrou operações atípicas durante o ano eleitoral, período em que movimentou R$ 17,8 milhões. Duas empresas, que embolsaram R$ 210 mil da Pantoja, doaram R$ 800 mil a candidatos. Entre eles, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e o deputado federal Sandes Júnior (PP-GO), ambos citados nas investigações da PF por supostas relações com a quadrilha. Registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que, um mês depois das eleições, Perillo recebeu R$ 450 mil da Rio Vermelho Distribuidora, de Anápolis (GO). A empresa também doou R$ 30 mil para a candidata a deputado federal Mirian Garcia Sampaio Pimenta (PSDB). A Rio Vermelho é citada em laudos da PF que mostram, a partir da quebra de sigilo bancário, transferências feitas pela Alberto e Pantoja em 2010 e 2011. O atacadista recebeu R$ 60 mil da empresa, que tem como procurador Geovani Pereira, homem de confiança de Cachoeira. De acordo com a Rio Vermelho, a doação para Marconi foi legal e está registrada no TSE. Com relação ao repasse da Alberto e Pantoja, a empresa afirma que o valor é referente à venda de um carro para Cachoeira. Marconi Perillo. Este não é o primeiro elo entre o governador de Goiás e as investigações da Monte Carlo. A então chefe de gabinete de Perillo, Eliane Pinheiro, pediu demissão depois que escutas telefônicas mostraram a servidora passando informações sigilosas sobre as operações policiais que tinham como alvo o esquema do contraventor. Perillo, que já confirmou ter se encontrado com Cachoeira, também é citado em conversas de integrantes da quadrilha que mostram a influência do grupo em seu governo, incluindo nomeações para cargos-chave. Doadora de R$ 300 mil para a campanha do deputado federal Sandes Júnior (PP), a Midway International recebeu R$ 150 mil da construtora investigada pela PF. A empresa de suplementos alimentares transferiu o dinheiro em duas parcelas de mesmo valor (R$ 150 mil) em 22 e 28 de setembro de 2010. Sandes Júnior também é citado em grampos da Monte Carlo. A Midway doou ainda R$ 20 mil para o ex-senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO). Wilton Batos Colle, da Midway, informou que pediu um empréstimo para uma empresa de Anápolis para fazer a doação. “Queria doar dinheiro para um grande amigo nosso, o deputado Sandes Júnior, mas estávamos sem dinheiro no caixa naquela época.” Segundo o empresário, a empresa escolhida para a operação foi a Libra Factoring, de um irmão de Cachoeira, também investigada no inquérito da PF. “Foi uma operação legal e declarada. Só não sabíamos que quem estava fazendo o negócio era essa Pantoja”, argumentou. Alana Rizzo, de O Estado de S. Paulo.