quarta-feira, 27 de julho de 2011

A SOCIEDADE ESTÁ COMPRADA PELO PT.

   Dirceu Ayres                 

Muita gente me pergunta por que, diante de tantos descalabros oficiais – desde o início da era Lula, e agora no governo Dilma, com a corrupção sugando as entranhas do País – a sociedade como um todo não se manifesta. Não há mobilizações ou protestos e tudo segue como se houvesse um estado de normalidade e não um assalto aos cofres públicos, de forma desavergonhada. As respostas não agradam aos partidários dos governos Lula/Dilma, que se defendem alegando que corrupção sempre houve, mas que agora os fatos vêm à tona, e que o País melhorou etc e tal. Devemos então, por eles, nos conformar com o mal – e não buscar soluções que evitem que isso aconteça. E, verdade seja dita, para quem acompanha a vida nacional há quarenta anos, desde os tempos do regime militar fechado, nunca o abuso e a impunidade foram tão escancarados. A grande verdade é que o PT e seus aliados, acolitados na máquina pública, compraram o silêncio da sociedade, com a distribuição farta e generosa de verbas públicas, de modo a transformar os antigos apoiadores de manifestações oposicionistas, hoje no governo, em silentes consentidores da forma de ação praticada no exercício do poder – até como forma também de perpetuá-lo.Antigos companheiros do PT, em movimentos que repercutiam nas ruas sua oposição ao então governo, hoje estão quietos nos cantos, contando a verba pública recebida, que financia seus projetos pessoais, políticos, grupais, de dominação e manutenção do domínio que exercem sobre a sociedade. A mídia em geral nunca recebeu tanta verba de propaganda oficial. Desapareceu o clamor, pela imprensa, contra o que de errado existe. Alguns veículos tradicionais ou de linha definida, que não dependem da verba pública, resistem – tentando mostrar o tamanho do rombo que se pratica no erário. Mas fica tudo por isso mesmo, pela falta de uma repercussão que mobilize a sociedade. Movimentos estudantis, ONGs, entidades, veículos de comunicação, partidos, a sociedade como um todo, enfim (claro que com exceções), está anestesiada pela verba pública derramada como favores de amigos, sem nenhum constrangimento, enriquecendo companheiros desonrados e políticos desonestos. Uma sugestão: já que ainda deve existir muita gente de bem, honesta, nesses organismos citados, inclusive na OAB, que tal se propugnar por uma mudança na legislação, controlada pelos maus, no sentido de criar rito sumaríssimo para punição pelo STF dos políticos corruptos que ali devem ser julgados? (forma criada pelos interesses escusos de prejudicar o enquadramento dos desonestos). Penas mais duras, com aplicação imediata, diminuição de recursos, demissões sumárias, mandatos cassados, sem fugas. Há uma série de pequenas mudanças que se tornariam grandes, se levadas a efeitos. A questão é: quem vai levá-las adiante, se está tudo dominado? O Congresso Nacional, os partidos políticos, os escalões inferiores do Executivo ( para ser educado) tudo está infiltrado, dominado. O Judiciário... Prefiro não comentar. Vamos lá, patrulhas dos privilegiados encastelados, faturando, que tomaram o lugar dos que antes combatiam, e aperfeiçoaram os métodos de corrupção e ausência de punição: esbravejem. Vociferem. Ataquem em defesa do indefensável. Texto de Paulo Saab, jornalista e escritor, no dcomercio.com Postado por BLOG DO MARIO FORTE
VISITE: http://www.kadoshacacia.blogspot.com/

Marinismo e ONGs a soldo do agronegócio internacional transformam Brasil em réu ambiental.

  Dirceu Ayres

Artigo intitulado "De quintal à reserva legal", publicado por KÁTIA ABREU, 49, senadora e presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil),na Folha de São Paulo "Houve um tempo em que os Estados Unidos se referiam ao Brasil, em tom jocoso, como "o nosso quintal", dito que aqui acatávamos como fatalismo humilhante. Os tempos mudaram, o Brasil prosperou, não obstante exibir ainda imenso contencioso de problemas. Mas já não é quintal. No setor agrícola, por exemplo, o Brasil passou, a partir de meados da década dos anos 1970, de importador de alimentos à auto-suficiência. Duas décadas depois, já disputava na linha de frente o mercado mundial como exportador. Está hoje entre os três maiores exportadores mundiais, com potencial para superar os outros dois. Nessa condição, deparou-se com outro tipo de pressão. Tornou-se réu ambiental. Embora toda a revolução agrícola aqui processada, graças ao uso intensivo de tecnologia, tenha ocorrido praticamente sem expandir a área de plantio -a ocupação produtiva cresceu, em meio século, apenas 5%, de 23% para 28%-, o país está na lista negra das ONGs (organizações não governamentais) ambientais -a maioria estrangeiras. É acusado de predador ambiental, não obstante, nesse período, a área preservada dentro das propriedades tenha aumentado 68,5%, já que nelas passou a ser exigido um percentual de vegetação nativa. Hoje, o Brasil é o único grande produtor de alimentos a ter 61% de seu território intocado.Não há nada semelhante no planeta, e os produtores brasileiros jamais postularam a redução dessa área de vegetação nativa, que, na Europa, é de -pasmem- 0,2% e nos Estados Unidos, de 23%, para citar apenas as duas regiões que sediam as ONGs que mais veemente pressão política e moral exercem sobre nossa produção rural. O termo "reserva legal", que consta do Código Florestal, só existe aqui. É uma jabuticaba jurídica, que não agrega nenhuma função ambiental. Foi-nos imposta por essas ONGs, que não se mostram tão Indignadas com a degradação ambiental em seus próprios países. Se "reserva legal" fosse unanimidade, não existiria só no Brasil. O que está em pauta é uma guerra pelo mercado de alimentos, em que o ambiente é mero pretexto. Alguns nela embarcam de boa-fé, por inocência e desinformação; outros, de má-fé mesmo. Duvidam? Pois leiam o relatório "Farms here, Forest there" ("Fazendas aqui, florestas lá"), da Shari Fem, David Gardiner & Associados, publicado em dezembro do ano passado. Já no título, diz-se o que se pretende: que o Brasil arque sozinho com o ônus ambiental, enquanto os Estados Unidos cuidam da produção de madeira e de alimentos. O documento, disponível no site da ONG Union of Concerned Scientists, faz minucioso estudo sobre os ganhos dos setores agropecuário e madeireiro norte-americanos, se obtiverem o que o relatório propõe: produção, aqui (Estados Unidos); preservação, lá (florestas tropicais -Brasil). Vejam este trecho do relatório: "A agricultura dos Estados Unidos e as indústrias de produtos florestais podem se beneficiar financeiramente com a conservação das florestas tropicais por meio de políticas climáticas, (...), que poderiam aumentar nossa receita agrícola de US$ 190 bilhões para US$ 270 bilhões entre 2012 e 2030".Em outro trecho: "Proteger as florestas tropicais através de financiamentos climáticos permitirá aos produtores de biocombustíveis nos Estados Unidos prosperarem com menos preocupações sobre o impacto ambiental de sua produção". A síntese está nesta frase, de Dwayne Siekman, da Associação de Produtores de Milho de Ohio: "Parar o desmatamento tropical é uma vitória para a competitividade da agricultura dos EUA (...)". Esses interesses estão mais do que nunca exacerbados com a perspectiva de aprovação, no Senado, do novo Código Florestal. Não se trata, porém, de ambiente, mas de luta por mercados. Querem nos passar de quintal a reserva legal. O que é espantoso é a adesão entusiástica, quase religiosa, da militância ambientalista do Brasil, endossando as mesmas teses, mesmo as mais desonestas, em nome de não se sabe bem o quê. “Do interesse da população brasileira é que não é.”

ANGATUBA LINDA CIDADE INTERIORANA DE SÃO PAULO

                                                   Dirceu Ayres
Angatuba é termo indígena que significa abundância de ingás. Do tupi ingá: angá ou ingá, a fruta adocicada do ingazeiro; e tyba: grande quantidade, abundância. Angatuba foi fundada em 1862, quando o capitão José Marcos de Albuquerque comprou por duzentos e cinquenta mil réis, um vasto terreno de matas virgens de propriedade de Maria Genoveva dos Santos, e seus herdeiros João Martins dos Santos e Domingos Leite do Prado. Nessa época, o terreno situado no município de Itapetininga, chamava-se "Bairro Palmital". Esta seria a primeira denominação do município. Ali, José Marcos de Albuquerque juntamente com Teodoro Arruda, Salvador Pereira de Albuquerque, Salvador Rodrigues, Felisberto Ramos, Teodoro Rodrigues, José Vicente Ramos e Dominiciano Ramos iniciaram a construção de uma capela. A construção foi interrompida com o falecimento do Capitão José Marcos de Albuquerque e retomada após a viúva, D. Paula Maria de Camargo, casar-se com o tenente-coronel Tomás Dias Batista Prestes. O coronel Prestes constituiu comissão para retomada da construção com o Alferes José Antônio Vieira, Salvador Ferreira de Albuquerque, Salvador Rodrigues dos Santos, Teodoro José Vieira e Domiciano Ramos. Estes, apoiados pela população do local, concluíram a construção da capela feita em madeira que foi denominada "Capela do Ribeirão Grande do Palmital". E este foi o segundo nome dado a Angatuba: "Capela do Ribeirão Grande do Palmital". Tomás Dias Batista Prestes presenteou a comunidade com um pombo de prata, imagem que representa o Divino Espírito Santo, que se tornou o padroeiro da capela. Em 11 de março de 1872, a lei provincial nº. 7, elevou o povoado à categoria de Freguesia do Espírito Santo da Boa Vista. Em maio de 1873, o tenente Tomás Dias Batista Prestes, consegue a escritura do terreno da capela e em setembro o terreno é anexado ao patrimônio da "Capela do espírito Santo da Boa Vista". Em 1885 a Freguesia teve anexado território desmembrado de Itapetininga e foi elevada a município pela lei nº. 27 de 10 de março do mesmo ano. A instalação efetuou-se em 5 de fevereiro de 1887. Em 1908 a Lei n. 115, alterou o nome para Angatuba que, em tupi-guarani significa "assembleia dos espíritos", "morada dos espíritos" ou "mansão das almas". Existem historiadores que afirmam que Angatuba significa, em tupi-guarani, "fruta-doce", ou Anga= fruta e tuba= doce. O primeiro vigário da paróquia da Vila foi o padre Caetano Tedeschi. A comarca criada pela lei 5285 de 18 de fevereiro de 1959, foi instalada no dia 29 de maio de 1966. Por uma semana, durante os embates da Revolução de 1932, o município de Angatuba foi ocupado por tropas gaúchas. Consta que com a previsão da invasão do "exército-do-sul" e o medo da população devido a fama de que os gaúchos "destruíam casas e atacavam mulheres", os moradores esconderam suas esposas e filhos pequenos em sítios e/ou cidades vizinhas. Fato curioso foi que com a demora da chegada dos soldados, aos poucos o povo foi retornando para suas casas. Os Gaúchos chegaram quando não mais se imaginava que o município seria tomado. Felizmente nenhum incidente foi registrado e os dias de ocupação foram tranquilos. Campina do Monte Alegre Fato importante na história de Angatuba foi o desmembramento de parte de seu território para criação do município da Campina do Monte Alegre. A área assemelha-se a um apêndice situado a sul do centro geográfico e foi criado pela Lei Estadual nº 7.664, de 30 de dezembro de 1991. O município foi instalado em 1993.

terça-feira, 26 de julho de 2011

AMIGA DE GLEISI E BERNARDO AGIU COMO LOBISTA DO DNIT.

  Dirceu Ayres

Franklin de Freitas/Folha No exercício do cargo público, a autoridade achega-se à perfeição quando percebe o valor da solidão da presença –numerosa e invisível— do amigo contribuinte. Inversamente, o pior tipo de solidão é a companhia do amigo com interesses a defender junto ao Estado. É o caso da consultora Teresinha Nerone, amiga do casal de ministros Paulo Bernardo (Planejamento) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil). Contratada pela prefeitura da cidade paranaense de Maringá, Teresinha moveu-se na estrutura conspurcada dos Transportes para obter verbas para uma obra. Graças ao repórter Rebens Valente, os movimentos de Teresinha foram à manchete. A obra em questão é cara aos paranaenses Bernardo e Gleisi: o anel viário de Maringá. A verba saiu. E o empreendimento tornou-se caro também para o Dnit. Ao escavar os borderôs do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, o TCU içou um sobre preço de R$ 10,5 milhões. Nos subterrâneos da crise, Luiz Antonio Pagot, o mandachuva pêérre do Dnit, disse que cumpria ordens de Bernardo, então no Planejamento, ao liberar as verbas de Maringá. Pagot insinuou que, no Paraná, Gleisi acompanhava a obra, tocada pela Sanches Tripoloni, empreiteira que doou R$ 510 mil à vitoriosa campanha dela ao Senado. Sob refletores, como que esperançoso de segurar-se no cargo, Pagot serviu refresco a Bernardo e Gleisi em depoimentos no Senado e na Câmara. Valente em privado, Pagot soou pianíssimo em público. Fustigado, negou que houvesse ameaçado os ministros petistas. É contra esse pano de fundo que vem impressa a notícia sobre a proximidade do casal ministerial com a consultora-lobista de Maringá. Teresinha jacta-se da proximidade. Em outubro de 2009, pendurou no twitter: “Na praia, tomando vinho” com Gleisi e Paulo Bernardo. Inquirido pelo repórter sobre a combinação de amizade, praia e vinho, Bernardo abespinhou-se: "Não é da sua conta." No ano passado, Teresinha organizou evento com 1.200 pessoas para que Gleisi lançasse sua campanha de senadora. Onde? Em Maringá. As duas trocam presentes. "São amigas e, como tal, se encontram em algumas ocasiões”, admitiu a assessorial de Gleisi. Presentes? “Em datas especiais, como Natal e aniversário", disseram os assessores. E Bernardo: "Não que eu saiba." Bernardo e Gleisi negam ter acionado a própria influência em benefício do empreendimento paranaense. Dizem que não trataram do tema com a amiga Teresinha. Como se vê, é nos momentos de crise que a máxima se revela mais útil: No exercício do cargo público, a autoridade achega-se à perfeição quando percebe o valor da solidão da presença –numerosa e invisível— do amigo contribuinte. Escrito por Josias de Souza

QUEM É BREIVIK?

          Dirceu Ayres
Acredito que é assim que nascem os luises das Silvas mesmo sendo ou não pinguço termina por pensar que não é Psicopata se esconde na caninha 51 entre outras bebidas e assume um cargo que os puxa sacos endeusam, desde que levem vantagem e muito dinheiro para si e suas famílias assim como os protegidos e os que protegem, que desgraça!!!. BREIVIK, MAÇON EXTREMISTA? ADMIRADOR DO SIONISMO? NEONAZISTA? FUNDAMENTALISTA CRISTÃO? QUE SALADA É ESTA? Ontem eu assisti a um programa da RAI INTERNATIONAL que fez uma análise sobre o norueguês assassino. O entrevistador fazia perguntas ao embaixador da Noruega Na Itália enquanto um analista internacional explicava que havia equívoco Na informação sobre o terrorista Breivik, pois, estavam dizendo que ele seria um FUNDAMENTALISTA CRISTÃO e NEONAZISTA. Pasmem, ele não é nem uma coisa nem outra. Breivik, no Face book ou no Twitter, afirma ser um a admirador da MAÇONARIA, embora não seja maçom e nem acredito que esta ordem o admitiria jamais.....Além disso, diz ele que os escandinavos fazem parte da tribo perdida de Israel, sendo ele particularmente um grande admirador do Sionismo e do estado de Israel. Diz ele ainda, que Islamismo, Comunismo e Nazismo são obras de bandidos.....Um fundamentaslista cristão jamais seria um admirador da maçonaria. Isto é ponto pacífico. Ele é louco mas não é incoerente. A televisão brasileira deixou de abordar este aspecto confesso de Breivik e se está prendendo a conceitos deduzidos por analistas internacionais que "acham" que a ação de Breivik é obra de grupos neonazistas, que atacam árabes e judeus na Europa. Este não é o caso de Breivik. Parece que a desinformação continua sendo a tônica da TV brasileira, principalmente a Rede Globo que retransmite o que a Mídia Americana expõe Como verdade absoluta. No Twitter ou no Face book Breivik postou uma foto sua usando o avental maçônico.....desde quando um admirador da maçonaria seria um neonazista?  CELIA. COMENTÁRIO DE CERTO, ATÉ AGORA, TEMOS QUE BREIVIK FOI FILIADO AO PARTIDO DO PROGRESSO QUE É COMUNISTA. ENTENDERAM? Postado por GRAÇA NO PAÍS DAS MARAVILHAS

UM ARTIGO ANTOLÓGICO DE XICO GRACIANO

          Dirceu Ayres
Hoje, no Estadão, Xico Graziano publica um artigo que mostra com rara felicidade o aparelhamento do estado brasileiro, focalizando a agricultura. Quem viu o Jornal Nacional de ontem, sobre assentados vendendo os seus lotes, vai saber os motivos reais lendo este texto. O seu título é "Agronegócio Familiar". É um texto que, pela sua clareza e objetividade, deve ser recortado e guardado. Segue um trecho e o link para a íntegra. Funcionam no Brasil, estranhamente, dois Ministérios da Agricultura. Um se dedica ao agronegócio e o outro, ao produtor familiar. Uma invencionice política difícil de entender. Parece jabuticaba, só existe aqui. Uma safra, dois planos. Em Ribeirão Preto (SP), o governo anunciou as regras do financiamento da safra para a agricultura chamada empresarial. Semanas depois, foi a vez do plano da agricultura dita familiar, lançado em Francisco Beltrão (PR). Uma agricultura, dois discursos. No palanque paulista, as lideranças ruralistas aplaudiam Wagner Rossi, ministro da Agricultura e Abastecimento. No Paraná, os camponeses reverenciavam Afonso Florense, ministro do Desenvolvimento Agrário. Presente em ambos os eventos, a presidente Dilma Rousseff seguiu o roteiro lulista, naquele estilo ambíguo que agrada a gregos e troianos. Essa dubiedade na gestão governamental se manifesta em vários outros momentos. Nos fóruns internacionais, como na Organização Mundial do Comércio (OMC), freqüentemente se percebem cadeiras expressando posições distintas, quando não contraditórias. Uma dá prioridade a abrir exportações, outra discute segurança alimentar. Enlouquece o Itamaraty. Tudo começou em 1996, quando o presidente Fernando Henrique Cardoso criou o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Sua idéia básica, inédita, foi carimbar uma fatia dos recursos do crédito rural, obrigando sua aplicação nos pequenos produtores, incluindo os assentados da reforma agrária. Faz sentido. Tradicionalmente, os grandes proprietários abocanham todo o dinheiro para financiamento rural. O Pronaf mudou essa história. Seu sucesso o tornou robusto dentro da política agrícola do País, executada pelo Ministério da Agricultura com apoio do Banco do Brasil. Quando Lula assumiu, porém, achou por bem transferir a gestão do Pronaf, entregando-a ao Ministério que cuida da reforma agrária. Atendeu à gula da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e do Movimento dos Sem-Terra (MST). Entregou o ouro. O Ministério do Desenvolvimento Agrário passou a operar o Pronaf segundo critérios exageradamente ideológicos e partidários. Assim funciona o jogo do poder. Afinal, a oligarquia rural também sempre mandou no Ministério da Agricultura. Um grave problema, porém, surgiu dessa tramóia. Ao apartar o atendimento aos pequenos agricultores em outra pasta, criou-se uma falsa dicotomia. A polarização acirrou a distinção, inexistente, entre agronegócio e agricultura familiar. Gente que se imagina dadivosa combate o agronegócio, como símbolo do mal. Tal pensamento expõe um dos maiores equívocos produzidos pela esquerda brasileira. Por definição, nada opõe o pequeno produtor à modernização tecnológica nem ao mercado. Ao contrário. Investir em qualidade configura caminho único para o progresso no campo.

O DNA DO PETISMO

                                                Dirceu Ayres
LEIAM E AJUDEM A SALVAR O BRASIL Em maio deste ano, divulguei um texto que denominei “A VERGONHA QUE ERA POUCA SE ACABOU”, parafraseando uma conhecida cantiga de rodas e tratando da sucessão interminável de escândalos que povoam a administração petista, desde o primeiro, mais surpreendente, mais escandaloso, mais escabroso de todos – o que ficou conhecido por “mensalão”. Sem sombra de dúvida, aquele episódio se constituiu em uma das mais vergonhosas atuações de um partido político na história republicana brasileira. "Trata-se da mais grave agressão aos valores democráticos que se possa conceber. No momento em que a consciência do representante eleito pelo povo é corrompida em razão do recebimento de dinheiro, a base do regime democrático é irremediavelmente ameaçada", afirmou o Procurador-Geral da República, Dr Roberto Gurgel, nas suas legações finais sobre o caso, enviadas ao STF. Essa monstruosidade cometida contra a ética foi perpetrada, recorde-se bem, pelo partido que subiu ao poder com o discurso de que iria modificar os viciados costumes políticos brasileiros e erradicar, de vez, a corrupção no trato da coisa pública. Mas, infelizmente para os cidadãos honestos que acreditam no bem e no direito, aconteceu o inverso. Foi um dos mais retumbantes casos de estelionato eleitoral de que se tem notícia no país. Após assumir o poder, pouco a pouco, o PT começou a tomar a feição do antigo PTB getulista, em que o peleguismo passa a ser a marca mais visível. Com antigos sindicalistas refestelados em postos importantes em ministérios e estatais, nutridos com polpudos salários, a antiga austeridade moral, que chegou a enganar a muitos, veio por água abaixo. O puritanismo rapidamente cedeu lugar a um peleguismo desenfreado. No artigo acima citado procurei mostrar, relembrando alguns dos males praticados pelo governo petista, que a vergonha ao ver-se nas manchetes dos jornais e revistas, por participar de atos de corrupção, tinha-se acabado completamente entre petistas e aliados. Após a divulgação, alguns amigos me lembraram que se tivesse esperado um pouco mais teria o caso Palocci para relatar. É verdade! E um tanto mais de espera e seria o escândalo do Ministério dos Transportes que estaria à disposição. O enriquecimento estrondoso de Palocci que conseguiu multiplicar por vinte seu patrimônio em escassos quatro anos foi emblemático. Parece que não houve o menor constrangimento para chegar a tal enriquecimento. Mais do que isso, faltou qualquer resquício de vergonha nas tentativas de explicá-lo à opinião pública. Ou consideram-nos perfeitos idiotas, a ponto de acreditarmos em argumentos tão inverossímeis, ou passaram a se considerar acima do bem e do mal e a não ligar mais ao que possa pensar o povo brasileiro. Quanto ao Ministério dos Transportes, poderia alguém afirmar que os fatos oram protagonizados por membros do PR e não do PT. Acontece que todos eles foram escolhidos por Lula e mantidos nos cargos por Dilma. Sem dizer, como não poderia ser ao contrário, que tem petista também envolvido. E pôde-se observar, ainda, a atitude oscilante da presidente. Primeiro, intervém no Ministério dos Transportes, mas diz que o ministro está prestigiado para, pouco tempo depois, demiti-lo. Uma vez destitui liminarmente todos os servidores citados como envolvidos em corrupção pelos órgãos de imprensa, para, logo em seguida, convidar um senador, no mínimo suspeito, para ministro. Inicialmente, afasta o diretor-geral do DNIT, para, no momento seguinte, declará-lo em férias, quando ameaçou contar tudo que sabia e, em nova oportunidade, outra vez declarar intenção de exonerá-lo.Assim, pode-se notar que era falso o discurso exposto à exaustão, colocando o partido como força do bem, enquanto era oposição. O que está no DNA do PT, na realidade, é a fome pelo exercício do poder pelo poder, permitindo a manutenção dos “companheiros” em altos e bem remunerados cargos. Para conseguir tal intento tudo vale, inclusive agredir, seguidamente, os princípios da ética e da honestidade.Gilberto Barbosa de Figueiredo (julho de 2011) General, antigo membro do Alto Comando do Exército e ex-presidente do Clube Militar MAIS UM GRANDE DOCUMENTO DO GENERAL DE EXÉRCITO GILBERTO FIGUEIREDO. LEIAM. O BRASIL PRECISA CONHECER A VERDADE. O GRUPO GUARARAPES AGRADECE AO GENERAL ESTE SEU TRABALHO OBJETIVO, CLARO E QUE PREGA OS PRINCÍPIOS DA ÉTICA E DA HONESTIDADE. GRUPO GUARARAPES Doc. nº 154 – 2011