quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Patrícia Acioli. Porque as autoridades brasileiras não compareceram ao enterro?

   Dirceu Ayres
Tem algo de podre no judiciário brasileiro. A morte da Juíza Patrícia Acioli não comoveu ninguém de toga neste Brasil. Da presidANTA da república ao ministro da justiça. Os magistrados que chefiam os tribunais do Hell de Janeiro, o governador Sergio Cabral, os membros do STJ, ministros do STF. Alguma comissão de direitos humanos da câmara, ou da assembléia do estado, a OAB. NINGUÉM COMPARECEU ao enterro da juíza. Nem um pio... Nada!!! Ela foi morta por cumprir seu papel na justiça e ninguém no estado brasileiro foi se solidarizar com a família da juíza. Atitudes como essas é que mostra o quanto o Brasil está vazio e sucateado de gente com decência e moral para representar o povo. A juíza foi assassinada e o Sinistro da Justiça dando PITIS por conta de algemas que colocaram nos "parceiros" dele. Infelizmente estamos assistindo a falência do estado brasileiro. E se bobear a juíza morta ainda vai acabar virando vilã nessa história. E seus assassinos indicados para o Nobel da Paz. A CADA DIA SINTO MAIS VERGONHA EM SER BRASILEIRO (O MASCATE) Juíza linha dura é assassinada no Hell de Janeiro. Dizer mais o que? O Hell de Janeiro ainda é povoado por bicheiros, traficantes, milicianos, bandidos de toda ordem e políticos. Não existe justiça que de jeito em um estado onde a segurança deixa que sejam mortos trabalhadores e acima de tudo, representantes da lei como é o caso da juíza Patrícia Acioli. A morte da juíza nos faz refletir, parece que o Hell de Janeiro ainda vive nos tempos dos coronéis que matavam qualquer um que se colocasse em seu caminho. Este é o exemplo que muita coisa ainda não mudou no estado que quer sediar uma olimpíada. Os morros "pacificados" pela propaganda estatal, e no asfalto o alvo agora são os que fazem com que sem cumpram as leis. E de bandoleiros em bandoleiros, quem perde com a morte da juíza é o povo que sempre vai estar entregue à própria sorte, ou nas mãos dos marqueteiros mequetrefes que alavancam a vida política de espertalhões enganando a população. Já passou da hora do Governador do Hell de Janeiro pegar o boné e pedir para sair.Pois o que vemos na imprensa diariamente não é bem aquilo que o governo quer mostrar para o resto do Brasil. Um estado sem lei onde quem manda são os bicheiros, os traficantes e os mafiosos da política. Uma perda para a justiça brasileira, e mais um golaço para a vagabundagem. O assassinato da juíza vaio colocar em xeque a justiça no estado, outros juízes que tem processos contra os bandoleiros e mafiosos, pensarão duas vezes antes de punir com rigor. É esperar para ver. Mas não por covardia, e sim por conta da ausência do estado ou pelo inconsciente instinto de auto preservação. Enquanto isso o Sinistro da Justiça está preocupado que a PF meteu as algemas na rataiada do ministério do turismo. Que merda de país o Brasil está se tornando?

Siro Darlan: 'Do insulto à injúria' Siro Darlan é desembargador da 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio


        Dirceu Ayres

"Pouco mais de 24 horas se passaram desde que a juíza Patrícia Lourival Acioli foi chacinada. Quando se pensava que a covardia desse ato ficaria restrita a ele próprio — um insulto em forma de cusparada de sangue na cara do País —, se vê a ele somada a injúria da empáfia das autoridades públicas, especialmente as do Judiciário do Estado do Rio de Janeiro. O atual presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro se apressa em justificar o injustificável: o motivo para uma juíza que até as paredes do Fórum de São Gonçalo sabiam ameaçada de morte estar completamente à mercê de seus matadores é singelo: ela não requisitara proteção, por ofício. Não obstante, sem ofício, ou melhor, de ofício, sua segurança, conforme avaliação (feita por quem? com base em que critérios?) do próprio tribunal, havia minguado na proporção inversa do perigo a que a juíza diariamente se via submetida. Fica, assim, solucionado o crime: Patrícia cometeu suicídio. Foi atingida por si mesma, 21 vezes, vítima de sua caneta perdida, que se encontrava a desperdiçar tempo mandando para a cadeia milicianos e todo tipo de escória que cresce à sombra do Estado, de sua corrupção e de sua inoperância. Patrícia era uma incompetente, uma servidora pública incapaz de fazer um ofício! Não é isso que o senhor quer dizer, Presidente? Que vergonha, Exa.! Por que no te callas? Melhor: renuncie ao seu cargo. No mínimo será muito difícil seguir à frente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, com a morte de Patrícia em suas costas. Ela está agarrada ao seu corpo e ao do seu antecessor, como uma chaga pestilenta. Sua permanência no ambiente dá asco e ânsia de vômito. Qualquer pessoa que assistisse ao noticiário televisivo, que lesse jornal ou que tivesse acesso a algum outro veículo de imprensa nacional tinha conhecimento da situação de Patrícia e de que sua vida estava em risco. Não a Presidência do TJRJ. Segundo palavras do ex-presidente daquele órgão, seu único contato com a juíza se deu numa ocasião em que esta por ele foi chamada para prestar esclarecimentos a respeito de um entrevero que tivera com um namorado. O fato chegou às folhas e S. Exa., o então Chefe do Judiciário, se sentia no dever de agir logo, chamando às falas (sem ofício) a subordinada que colocava em xeque a imagem do Poder por ele gerido. Mas, para proteger a vida de Patrícia – ah, aí é querer muito! — era fundamental um ofício! E fico a pensar: em quantas vias? 21? As cópias deveriam ser em carbono azul ou seria possível usar um modelo vermelho sangue? Era necessário que a magistrada juntasse ao expediente um mapa com a localização do Fórum de São Gonçalo, talvez? Ou um comprovante de residência? Atestado de bons antecedentes? Declaração dos futures assassinos afirmando que a ameaça era real (a lista encontrada com o ‘Gordinho’ não tinha firma reconhecida, nem era autenticada, afinal).
Não tentem ler a minha mente, sem antes chamar um exorcista. Magistrados de primeira instância, uni-vos! Vossa integridade física está à mercê da fortuna. Vossa vida a depender de uma folha de papel. Vossas famílias nas mãos de mentecaptos. Marginais e milicianos em geral devem estar com a dentadura escancarada num esgar de romance policial. Bastaram duas motos, dois carros, um bando de vermes, 21 tiros e poucos segundos para derrubar o castelo de cartas que era a imagem da Justiça no Estado do Rio. Com tão pouco se revelou a podridão de um reino de faz-de-conta, o que contrasta com o quanto foi necessário para liquidar uma mulher só. Um Poder sem força, sem visão, sem preparo; um setor do serviço público que se transformou, em verdade, numa grande empreiteira; quando não em um balcão de negócios (quebre-se o silêncio!). É inacreditável que a mais alta autoridade judicial do Estado sequer ruborize ao dizer que a proteção de uma juíza comprovadamente listada como alvo da milícia dependia de um pedido escrito. A declaração do magistrado-mor revela aos interessados em seguir matando juízes que o “Poder” por ele administrado não tem a menor ideia da realidade enfrentada pelos julgadores de primeira instância. Precisa ser provocado, cutucado, instado. O pleito de auxílio aos que dele carecem deve passar por um processo, um crivo que, como se viu, é muito eficiente, se o resultado perseguido for a eliminação daquele que precisa ser protegido. O Judiciário não realiza, por sua conta, qualquer controle, não mantém investigação permanente, não monitora seus inimigos: é um Poder-banana. Os juízes de direito, de agora em diante, se transformaram na versão nacional do dead man walking (expressão gritada pelos guardas quando acompanham os sentenciados até o local da execução, nos presídios com corredor-da-morte, nos EUA). Os próximos serão os promotores, os delegados de polícia (os agentes penitenciários já são eliminados de há muito, assim como os jornalistas), os homens de confiança do Secretário de Segurança e este mesmo. Governador, tremei. Quem há-de impedir que isso ocorra? A temporada de caça está aberta. A porta do Judiciário era sem trinco e agora não adianta colocá-lo. Tarde demais. Até que a Justiça se mova e organize um sistema de autodefesa pró-ativo (e não movido à base de papeluchos), muitos perderão a vida. O crime não precisa se organizar. Basta conhecer o endereço do juiz, discando 102. Pior: doravante, será mais do que suficiente um olhar de soslaio do réu para que o juiz assine — trêmulo, mas de pronto — o alvará de soltura. Eu, no lugar de qualquer deles, assinaria. Você não? Bem-vindos a terra sem lei, sem vergonha e sem senso de ridículo. Não se esqueçam de Patrícia Acioli!" O desembargador Siro Darlan enviou artigo ao DIA no fim de semana criticando a chefia do Tribunal de Justiça do Rio na proteção à juíza Patrícia Acioli Gilmar Brunizio Mendes & Brunizio Advogados Associados www.mbadvogados.com.br Tel.: (21) 3535-9491 - 9315-6538 Paulo Henrique Machado adv. OAB-RJ 58.450machado.paulohenrique@gmail.com 21-9547-7384 21-3027-2324

E AÍ DONA DILMA?? VAI ENCARAR MAIS ESTA??

           Dirceu Ayres
Reportagem da edição de VEJA desta semana, (17/08/ que acaba de chegar às bancas, faz um raios-X da atuação de Wagner Rossi à frente do Ministério da Agricultura. Ele é acusado de cobrar propina de 2 milhões de reais em uma licitação, participar de fraude eleitoral que resultou em 8 toneladas de feijão jogadas no lixo e, quando presidia o Porto de Santos, usar dinheiro público para quitar dívidas privadas. Fonte: Veja A presidente Dilma Rousseff em entrevista a revista chapa branca Carta Capital afirmou que o governo que se permite viver com o flagelo da corrupção é altamente ineficiente. Ao manter Ministros corruptos, como Wagner Rossi da Agricultura, ao manter o Ministro do Turismo, ao Manter Ministros que estão sendo processados por improbidade administrativa como Fernando Pimentel e outros Dilma Rousseff permite que seu governo conviva com o flagelo da corrupção. Dilma Rousseff é refém do PMDB. Entre enfrentar o PMDB e realmente demonstrar que não faz um governo voltado para a ética, para a honestidade e pela moralização do Brasil. Não há como conviver com a corrupção e construir uma democracia voltada para a justiça social. Dilma Rousseff e sua quadrilha só pretendem se manter no poder custe o que custar. Só pretendem se locupletar com o dinheiro do povo custe o que custar. A limpeza no DNIT foi só jogo de cena, só para inglês ver, pura demagogia para enganar o povo incauto. Ou o Brasil acaba com o PT ou o PT acaba com o Brasil! Postado por Laguardia. Meu comentário: Temos o exemplo do Japão que em uma semana vemos uma estrada totalmente destruída e na semana seguinte a imagem da estrada completamente boa nos impressiona. Aqui se queremos só recapear uma estrada, na semana seguinte precisamos construir uma nova estrada para tirar mais verba, pois só recapeando não vai dar. Agora Pense:, comida que deveria alimentar os pobres foi jogado fora, pedido de propina, fraudes em licitações, relação com lobista-traficante, denuncia de enriquecimento ilícito. Antes de ser Ministro tinha somente uma casa de classe média baixa e seu carro era um fusquinha já bem baqueado. Agora tem uma Mansão em uma ilha, carros blindados etc. A pergunta que não deixa calar... Esse moço pode ser Ministro. O deputado federal Fernando Chiarelli diz: “Ele sempre viveu da Política e, com ela, ficou milionário”

terça-feira, 16 de agosto de 2011

QUANDO DILMA VAI VARRER ESTE LIXO????

          Dirceu Ayres
QUANDO DILMA VAI VARRER ESTE LIXO? Lobista pinta e borda no Ministério da Agricultura mantêm sala secreta na pasta, paga propina a funcionários, redige contrato em interesse próprio e, confrontado com os fatos, diz ter gravações que comprometem o nº 2 do ministério. E também espanca o jornalista! Parece que o PT desistiu de “controlar a mídia”, conforme reivindica certa canalha de aluguel que anda perdida na Internet. Os aliados do partido, tudo indica, agora querem mesmo é espancar jornalistas (leiam post abaixo) que denunciam as falcatruas dos poderosos. Foi o que aconteceu com o editor de VEJA em Brasília Rodrigo Rangel, que flagrou e denuncia na edição desta semana um esquema criminoso incrustado no Ministério da Agricultura. É aquela pasta comandada pelo ministro Wagner Rossi, do PMDB, homem da estrita confiança de Michel Temer, vice-presidente da República. Na semana passada, Rossi esteve na Câmara e garantiu que em seu feudo vigora a mais estrita legalidade. Então vamos ver. Na quarta-feira, dia 3 de agosto, VEJA pôs um fotógrafo na cola de um sujeito chamado Júlio Froes, que se apresenta como “jornalista, cientista político e professor”, além de amigão do peito do ministro Wagner Rossi. A seqüência de imagens é, como posso chamar?, de uma escandalosa eloqüência. Reproduzo a seqüência narrativa. Dá para entender tudo. Algumas das fotos que revelam Júlio Froes em ação Muito bem! Dirá o leitor, prudentemente cético. “Pô, mas isso não prova nada!” Não se trata de uma prova, mas de um emblema. O editor Rodrigo Rangel, que acabou espancado por Júlio Froes, resolveu apurar a, digamos assim, influência deste senhor no Ministério da Agricultura. Trata-se mesmo de uma coisa espantosa. Reproduzo um trecho da reportagem: “Ali [no Ministério da Agricultura], ele [Júlio Froes] se comporta e é tratado como uma autoridade. Mesmo sem nenhum vínculo formal com a pasta, o lobista cuida dos processos de licitação, redige editais, escolhe empresas prestadoras de serviços - e, ao fim de cada trabalho bem-sucedido, distribui pacotes de dinheiro aos funcionários. Em outras palavras, paga propina aos que o ajudam a tocar seus negócios escusos. O mais impressionante é que o lobista faz tudo isso com o conhecimento e o aval da cúpula do órgão. E. segundo suas próprias palavras, com a autorização de seu amigo, o ministro Wagner Rossi.”Atenção: O “jornalista, cientista político e professor” doutor Júlio usa a entrada privativa do ministério, prerrogativa das autoridades; O “jornalista, cientista político e professor” doutor Júlio tem uma sala no ministério, com computador, telefone e secretária; O “jornalista, cientista político e professor” doutor Júlio tem essa sala clandestina justamente na Comissão de Licitação do ministério; O “jornalista, cientista político e professor” doutor Júlio chegou ao Ministério pela primeira vez escoltado por Milton Ortolon, secretário-executivo da pasta, amigo de Wagner Rossi há 25 anos e segundo homem na hierarquia. TÃO LOGO A EDIÇÃO DE VEJA DESTA SEMANA COMEÇOU A CHEGAR AOS LEITORES, ORTOLON FOI DEMITIDO; O “jornalista, cientista político e professor” doutor Júlio redigiu um parecer dentro do ministério para contratar, sem licitação, uma empresa (Fundasp) da qual ele próprio era o representante; houve parecer técnico contrário; Rossi preferiu a opinião do lobista; O “jornalista, cientista político e professor” doutor Júlio reuniu alguns funcionários da pasta no fim do ano passado para agradecer a colaboração; distribuía envelopes como sinal dessa gratidão. Um dos que recusaram a oferta revela o que havia dentro: dinheiro vivo; O “jornalista, cientista político e professor” chegou a revelar, diante de vários funcionários da pasta, que, falando em nome do Ministério da Agricultura, cobrou 10% de propina da Gráfica Brasil para a renovação de um contrato. A gráfica confirma o achaque e diz que não aceitou a negociata; O “jornalista, cientista político e professor” diz ter feito isso a pedido de Ortolon, o amigão de Rossi e número dois do Ministério até este sábado. E então? VEJA procurou Júlio Froes para ouvir a sua versão. Ele negou que tivesse visitado o Ministério da Agricultura. Tinha. Negou que fosse representante da Fundasp, a tal empresa contratada sem licitação. Até o ministério diz que é. E foi negando, negando… Até que escolheu outro caminho: afirmou ter gravações que comprometem Ortolon, perguntou quanto o repórter pagaria por elas e… partiu para a porrada.A base aliada, liderada pela ala mais radicalmente lulista do PT, cansou dessa história de faxina. Alfredo Nascimento, o ministro defenestrado dos Transportes, disse que o PR não é lixo e que o partido age como todos os outros da base. Para ficar no paradigma escolhido, pode-se afirmar que os aliados de Dilma estão hoje mobilizados para manter o lixo onde está. O descalabro no Ministério da Agricultura chega a tal ponto que representantes da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) pediram 15% de propina para pagar uma dívida de R$ 150 milhões da estatal com uma empresa chamada Spam. Atenção! O pagamento é uma determinação judicial. A “contribuição” serviria para evitar protelações. Boato? A tentativa de achaque é confirmada por Antonio Carlos Simões, advogado da empresa: “O representante da Conab disse que só liberaria o dinheiro se a gente pagasse a eles 15% dos 150 milhões. Isso fere a dignidade de qualquer um”. O presidente da Conab, na época, era Alexandre Magno de Aguiar, hoje assessor de… Wagner Rossi. Aguiar nega tudo. O editor Rodrigo Rangel expôs, num flagrante, os métodos e os modos vigentes no Ministério da Agricultura. Um colunista da Folha Online, comentando a crise americana e fazendo eco à avaliação de um petista (ora essa…), concluiu que o presidente americano, coitadinho, estava em apuros porque lhe faltava um PMDB… É mesmo! O que seria de nós sem o PMDB, especialmente nestes tempos, em que o partido é um aliado dos moralistas do PT? Por Reinaldo Azevedo

ELES SÓ TÊM MEDO DE ALGEMAS.

           Dirceu Ayres
O noticiário político-policial informa que os assaltantes de cofres públicos não se constrangem com nada. Espalhada por todas as ramificações da máquina administrativa, a bandidagem apadrinhada pela aliança governista transforma o clã em quadrilha, ensina o filho a roubar desde criancinha, reduz a mulher a comparsa, carrega pilhas de cédulas em malas, meias ou cuecas, desvia a verba dos flagelados ou o carregamento de remédios, tunga o dinheiro da merenda escolar, pendura o neto em cargos de confiança, passeia de jatinho com a mãe ou a sogra, inventa consultorias, estupra sigilo bancário, curra sigilo fiscal, cria empresas de fachada, usa o jardineiro como laranja, vende gado inexistente, mente compulsivamente e, se o perigo é muito, queima o arquivo. Para viver como o diabo gosta, faz coisas de que até Deus duvida. A turma que tudo se permite só não admite ser algemada. Com os braços provisoriamente imobilizados, punguistas patológicos incorporam a figura do chefe de família respeitável: o que é que vou dizer lá em casa?, Parece perguntar a expressão envergonhada. Não é possível tratar como criminoso comum um delinquent da classe executiva, berram advogados e padrinhos. Não há limites para a roubalheira, mas é preciso impor limites às ações da Polícia Federal. O berreiro dos culpados revela que eles só têm medo de algemas. Bom saber. Já que argolas de metal são a única coisa capaz de reavivar o sentimento da vergonha, já se sabe o que fazer para produzir os mesmos efeitos causados pelo velho e infalível “Olha o rapa!”. Basta que os brasileiros honestos, sempre que toparem com qualquer integrante da multidão de assaltantes gritem a palavra-de-ordem medonha: ALGEMAS PARA TODOS! Augusto Nunes POSTADO POR GRAÇA NO PAÍS DAS MARAVILHAS As entidades de representação dos delegados e peritos da Polícia Federal rebateram as acusações da presidente Dilma Rousseff de que ocorreram abusos na Operação Voucher da PF. Em campanha por reajustes salariais, eles ameaçam convocar paralisações ainda neste mês. As manifestações foram emitidas em nota assinada pela ADPF (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal), pela Fenadepol (Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal) e pela APCF (Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais). Segundo a nota, "as críticas do governo à Operação Voucher, conduzida pela PF em Brasília, repercutiram negativamente entre essas duas carreiras [delegados e peritos da PF]". O presidente da ADPF, Bolivar Steinmetz, afirmou que "a Polícia Federal já está sofrendo com a agenda econômica do governo, não pode ser pautada também pela sua agenda política". De acordo com o texto, as entidades "consideram promover paralisações neste mês agosto para cobrar melhorias na Polícia Federal. Desde outubro de 2009, as duas categorias negociam com o Governo Federal sem sucesso. Assembléias estão sendo convocadas para decidir o que fazer diante da posição da União".

TAMBÉM O MIN. WAGNER ROSSI TEM OS SEUS "RONALDINHOS"

         Dirceu Ayres
Por Reinaldo Azevedo: Entrou para a história a resposta que Lula deu sobre o fantástico desempenho empresarial de Fábio Luiz da Silva, o Lulinha, que era monitor de Jardim Zoológico antes de o pai ser presidente. Um dia a Telemar, hoje Oi, injetou R$ 5 milhões da Gamecorp, e nascia, então, um próspero empresário. Ao responder aos críticos, o Apedeuta afirmou que tinha um “Ronaldinho” na família, sugerindo que o rapaz era mesmo um craque. Nota: a empresa é concessionária de serviço público, da qual o BNDES é sócio. Os Lulas da Silva já estão na terceira geração de gênios. A mesma Oi decidiu patrocinar, com incentivo da Lei Rouanet (nós pagamos) o grupo de teatro a que pertence Bia Lula, neta do Babalorixá. A falta de escrúpulos no país é uma megera indomada. Muito bem! Venceslau Borlina Filho e Leandro Martins informam na Folha Online que também Wagner Rossi tem Ronaldinhos em casa. Sim, o ministro da Agricultura, aquele… Leiam a reportagem. Volto em seguida. Donos de uma produtora em Ribeirão Preto, dois dos cinco filhos do ministro da Agricultura, Wagner Rossi (PMDB), estão faturando com a produção de filmes para prefeituras. A empresa A Ilha Produção foi a autora de vídeos de propaganda para ao menos seis municípios em contratos intermediados por uma única agência. Nos seis casos, a produtora aparece como “terceirizada” da agência Versão BR, também de Ribeirão, que venceu as licitações. A Ilha tem como sócio Paulo Luciano Tenuto Rossi, filho do ministro, e Vanessa da Cunha Rossi, mulher do deputado estadual Baleia Rossi, presidente do PMDB no Estado. Quando a produtora foi fundada, em 1997, Baleia aparecia como sócio. Em 2003, no início de seu primeiro mandato como deputado, ele se retirou da sociedade e passou a parte para a mulher. Porém, em documento entregue à Justiça Eleitoral na eleição de 2010, Baleia declarou entre os seus bens as cotas de capital na empresa, em nome de Vanessa. A Constituição proíbe parlamentares de contratar com órgãos públicos, sob pena de perda do mandato. Mas, na prática, a produtora dos filhos do ministro vem atuando de forma terceirizada para prefeituras. Produziu recentemente para Americana, Altinópolis, Bragança Paulista, Ibitinga, Valinhos e Sertãozinho. Em todos os casos, o vínculo oficial das prefeituras é com a Versão BR, que administra ao menos R$ 23,6 milhões em verbas publicitárias dos seis locais. O maior contrato é o assinado com a Prefeitura de Americana, de R$ 14,1 milhões. Para o especialista em licitações Paulo Boselli, professor da Fatec especializado em direito administrativo e auditoria governamental, o veto constitucional aos contratos de empresas de parlamentares com o poder público vale mesmo em “terceirizações”. Outro lado Baleia disse que, após transferir sua parte para a mulher, se afastou “totalmente” da empresa e nunca teve “função executiva” na A Ilha. Porém, em registros da empresa na Junta Comercial do Estado, ele aparece por um período na função de “sócio-administrador” da empresa. Ainda por e-mail, disse que nunca usou de influência política para beneficiar a empresa. Já o irmão do deputado, Paulo Luciano, também por e-mail, reafirmou que a produtora nunca participou de licitações públicas e que Baleia nunca teve função executiva. Além do caso da Versão BR, ele cita outras cinco agências por meio das quais A Ilha fez vídeos publicitários para prefeituras de Franca, Barueri e Ribeirão Preto. Já o sócio-diretor da Versão BR, Gustavo Henrique Teixeira de Castro, disse por e-mail que a relação com a A Ilha é só comercial. As prefeituras afirmam que todos os negócios estão dentro da lei. Voltei Então… Tudo dentro da lei! Basta passar as cotas para o nome da mulher, e tudo fica certo. É evidente que não se pode proibir a mulher, marido ou filho de políticos de tocar seus próprios negócios, suas empresas etc e tal. Desde que não lidem com dinheiro público. E a lei a respeito desse assunto é bastante clara. Por isso mesmo, nota-se que a “A Ilha” entra na operação de modo triangulado: outra empresa vence a concorrência e contrata os filhos do ministro. Simples, não é mesmo? Eis aí. Dilma agora decidiu — por necessidade ou boniteza, tanto faz — que Wagner Rossi é o seu homem “imexível”. Entrou naquele delírio de fortalecê-lo quanto mais evidências aparecem contra ele, o que a torna cúmplice política de seus métodos.

UMA SOMBRA ATRÁS DE LULA

          Dirceu Ayres
Não, Lula não é uma sombra atrás de Dilma. É exatamente o contrário. A sombra é Dilma. A foto que ilustra a capa do Estadão foi feita ontem, logo após a demissão de mais um ministro, de uma crise abortada junto aos militares e de sinais muito claros de que a base aliada está rachada. A foto é emblemática e repete a mesma estratégia da campanha que elegeu o poste: Dilma é Lula e nada mais. O jogo que está sendo jogado não diferencia mais oposição de base aliada, ou vice-versa. Se trata de tornar o PT um partido hegemônico. Lula volta em 2014 para ficar até 2022. E para, depois, colocar no seu lugar quem ele bem entender e que será, obviamente, um político fabricado do PT, um PT cada vez mais dono dos postos-chave do estado brasileiro. A nomeação de Celso Amorim para o Ministério da Defesa é um sinal muito claro de que quem manda é Lula. Que Dilma é apenas uma sombra atrás dele. Se os políticos brasileiros querem essa realidade para o Brasil, que continuem pensando o país pelo varejinho das conveniências. Assim como Nelson Jobim e como Alfredo Nascimento, chegará a hora de cada um levar um pontapé nos fundilhos. A capa do Estadão não deixa dúvida. O Brasil não precisará dos políticos por muito tempo. Lula volta para ficar até 2022. A não ser que oposição e base aliada se unam para quebrar a espinha do monstro. A hora é agora. Depois será tarde demais, pois só haverá espaço para os que estiverem com ele ou contra o país. Já não foi assim? Chegou a hora de varrer o PT para fora da política brasileira. Este Blog vem antecipando uma decisão que, hora ou outra, será tomada pelos demais partidos: varrer a raça do PT do mapa político do Brasil. Não há porque temer fazer isso nestes próximos três anos, antes que inicie a campanha presidencial e eles tragam o velhaco de volta. O PT sozinho não tem nem 20% dos votos no Congresso. Juntando a nanicagem que o segue, não chega a 25%. Pode ser colocado de joelhos. Facilmente. E, de joelhos, levar um chute no queixo e não levantar mais. O Mensalão é o momento certo para que esta medida profilática seja tomada pelos demais partidos. O PT não é de nada. Ontem, Dilma teve que chamar os militares e garantir que a Lei da Anistia é "imexível". Ou Amorim não assumiria sem crise. Ontem, a Executiva Nacional do partido abandonou de vez o "controle social" da mídia. Agora prega em documento oficial a ampliação da liberdade de imprensa. Estas eram duas bandeiras de ponta do petismo. Acabaram. Foram rasgadas. O PT nunca esteve tão fraco. O PT nunca teve tanto medo. É hora de achar uma CPI contra o PT. Uma CPI forte, apoiada por todos os partidos. A CPI da Minha Casa, Minha Vida. A CPI do BNDES. A CPI do PAC. Já pensaram uma CPI do PAC, para investigar todos os escândalos que surgiram a partir do programa de aceleração de corrupção implantado para eleger a governanta? Está na hora de fazer uma faxina na política brasileira, varrendo o PT para o lixo de onde nunca deveria ter saído. Acorda base faxinada! Acorda oposição! O inimigo é um só: o PT. (coturno noturno)