domingo, 19 de fevereiro de 2012

HOMEM, CRIATURA QUE NÃO PRODUZ.

        

   Dirceu Ayres


“Segundo o livro “A REVOLUÇÃO DOS BICHOS” de George Orwrell, ele entende que: “O Homem é a única criatura que consome sem produzir”“. E esse infeliz animal... “Não dá leite, não põe ovos, fraco demais para puxar o arado, não corre o suficiente para alcançar uma lebre. Mesmo assim, é o senhor de todos os animais”. É evidente que essa interpretação deve ser do próprio Orwrell pensando em políticos e, se é dos próprios homens não sei o que os chamados bichos acham disso. É costume desses “animais” ditos homens usarem um sistema muito valioso (para eles) que: Põe-nos a trabalhar, dá-nos de volta o mínimo de pagamento e na maioria de vezes o famigerado salário mínimo, a título de honorário, para evitar a inanição e a fome e fica com o restante. Nosso trabalho ara o solo, nosso estrume o fertiliza e, no entanto, nenhum de nós possui mais do que a própria pele e a roupa que veste, algumas vezes podem sustentar até uma pequena e muito pobre família a custa de alimentá-la com um alimento a base de farinha de milho chamado quarenta (40). Outros animais, os ditos “homem” têm também o costume de achar que tudo e todos são e terão sempre de ser como escravo que viva para eles e a serviço deles, ou completamente o contrário, não ser amigo e nem sequer passar por perto dele, possivelmente deve usar o sistema: negativo ou positivo, uma espécie de participante da doutrina do: MANIQUEÍSMO, Doutrina do persa Mani ou Manes (séc. III), sobre a qual se criou uma seita religiosa que teve adeptos em boa parte do mundo, segundo a qual o Universo foi criado e é dominado por dois princípios antagônicos e irredutíveis: Deus ou o bem absoluto, e o mal absoluto ou o Diabo. Doutrina que se funda em princípios opostos, bem e mal. Pessoas ou grupos políticos que se beneficiam do dinheiro dos cofres públicos e miseráveis que vivem a míngua, passam um dia com fome e o outro sem comer. Penso e não consigo me acostumar com o sistema que costumeiramente está se usando no nosso Brasil. No Brasil de hoje a sem-vergonhice está institucionalizada em todos os segmentos sociais. Eles nos tratam como idiotas. Fazem-nos de palhaços e, neste caso, vocês acham que eu é que vou me incomodar ou devo me aborrecer com esses animais por tudo de porcaria que eles vêem fazendo pelo Brasil afora, e, para desmanchar o nó que eles indevidamente ataram. Então, amigos, desculpem a instabilidade do meu sistema nervoso. Estou tentando descobrir uma pessoa que seja Paranormal, Médium, benzedeira ou um xangozeiro para espantar esse tsunami de coisas erradas praticadas e que resolveram instalar no Brasil e quando digo Brasil estou dizendo que é em todos os estados da federação. No Blog, - (ALUIZIO AMORIM) Ele enfatiza: “É por tudo isso que certos políticos deitam e rolam e ainda contam com esses jornalistas penas alugadas e comedores de ajudas e ou empregos governamentais. Dentre as verdades insofismáveis estão à vida, a morte e o fato de que a imbecilidade da esmagadora maioria dos humanos é ilimitada”. Acredito honestamente que não é somente ele (Aluízio) que pensa assim. Estamos vendo uma mulher do staff do Governo que orgulhosamente explica como fazer para extrair um feto por sucção mesmo não sendo Médica e explicando como faz para ser Lésbica e ter marido. Quanta desgraça para um Pais, ou melhor... Para um país com certos governos tolerantes.

MANTEGA CONTINUARÁ OMISSO?

                  
       Dirceu Ayres


Investidores minoritários exigem que Mantega tire Josué Alencar e Jorge Gerdau do Conselho da Petrobras Edição do Alerta Total – http://www.alertatotal.netLeia mais artigos no site Fique Alerta – www.fiquealerta.net Por Jorge Serrão e João Vinhosa Nem dá para o governo comemorar, tranqüilamente, a posse da primeira mulher a presidir a Petrobras. O conselho de Administração da empresa, presidido pelo ministro da Fazenda Guido Mantega, é alvo de contundentes críticas dos investidores minoritários. Eles voltam a exigir que deixem de ser “representados” pelos conselheiros Jorge Gerdau Johannpeter e Fábio Coletti Barbosa (ou seu substituto Josué Alencar) – que também atuam no Comitê de Auditoria da Petrobrás. Junto com a nova “presidenta” Maria das Graças Foster – cujo marido Colin Vaughan Foster é maçonicamente ligado à família Real Britânica -, Gerdau e Barbosa são os tentáculos mais fortes da Oligarquia Financeira Transnacional na Petrobrás. Em agosto do ano passado, os acionistas minoritários brasileiros pediram a saída de ambos do Conselho de Administração da “estatal de economia mista” por “conflitos de interesses”. Ambos atuam “indiretamente financiadores e fornecedores de serviços financeiros e materiais metálicos para construção de refinarias e plataformas de petróleo para a Petrobras”. Barbosa pediu para sair em 19 de dezembro, mas foi substituído por Josue Alencar (filho do falecido ex-vice-presidente José Alencar) - o que para os minoritários representou trocar seis por meia-dúzia. Desde 2009, Gerdau integra o conselho consultivo do escritório brasileiro do David Rockfeller Center for Latin American Studies, da Universidade de Harvard, que atua em lobbies do setor petrolífero. Ex-presidente da Febraban e do Santander, Barbosa atuava em outros dois poderosos conselhos de administração: da PIFCo (Petrobras International Finance Company) e da Br Distribuidora – ambas subsidiárias integrais da Petrobrás. Gerdau e Barbosa ainda fazem parte do poderoso Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Governo Dilma Rousseff – que na gestão Lula, além de ministra da Casa Civil, também presidia o Conselho de Administração da Petrobrás. Na Assembléia Geral Extraordinária da Petrobras realizada em 23 de agosto de 2011, o acionista minoritário Romano Allegro apresentou um enérgico manifesto solicitando “à presidência da mesa cientificar o presidente do Conselho da Petrobras, na pessoa do Dr. Guido Mantega” que é inadmissível manter como representante dos acionistas minoritários no Conselho de Administração “os Drs. Fábio Coletti Barbosa e Jorge Gerdau, e no Conselho Fiscal o Dr. Nelson Rocha Augusto”. Só Barbosa "atendeu ao pedido". O acionista Romano também reclama que “que o Dr. Nelson Rocha Augusto, membro efetivo do Conselho Fiscal da Petrobras desde 2003 e reeleito nos últimos cinco anos, de 2006 a 2011, também não tem a independência adequada para ser o representante dos acionistas minoritários ordinaristas”. Romano alega que Nelson é presidente da BB Administração de Ativos – Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S/A. A BB DTVM é subsidiária integral do conglomerado Banco do Brasil. Romano lembra que Nelson também acumula as funções de diretor da BB Securities de Londres e do Banco do Brasil Securities LLL de Nova York. Analisando a perda de credibilidade da Petrobras, em seu manifesto protocolado na Assembléia Geral Extraordinária Romano foi categórico: “A Petrobras, que valia R$ 430 bilhões em 31/12/2007, hoje, dia 19/08/2011, vale exatamente R$ 273 bilhões, já consideradas todas as novas ações subscritas e ‘integralizadas’ em 2010, na maior capitalização de todos os tempos”. Romano avança na crítica: “Se adicionarmos o aumento de capital de outubro do ano passado ao valor da empresa em 31/12/2007, chegaremos a exatos R$ 550 BILHÕES E AO COMPARARMOS COM O VALOR ATUAL DA EMPRESA CONSTATAREMOS UMA DESTRUIÇÃO DE VALOR DE EXATOS 277 BILHÕES DE REAIS, muito mais do que uma VALE INTEIRA, o que é simplesmente inacreditável. E nesse caminho foram dizimados inúmeros minoritários, inclusive eu, e inúmeros trabalhadores brasileiros que confiaram na empresa e nela investiram parte relevante das suas economias”.



CONFUSÃO NO CÉREBRO

                  
       Dirceu Ayres


Fico muitos dias estudando, procurando entender como funciona o cérebro de alguem que era normal e ao se tornar político,foi como se ele se transformasse em outra pessoa. Penso, teria existido algum trauma, acidente ou mesmo um A.V.C. Traumas no córtex préfrontal fazem com que uma pessoa fique presa obstinadamente a estratégias que não funcionam ou que não consigam desenvolver uma sequência de ações corretas. Os lobos parietais, temporais e occipitais estão envolvidos na produção das percepções resultantes daquilo que os nossos órgãos sensoriais detectam no meio exterior e da informação que fornecem sobre a posição e relação com objectos exteriores das diferentes partes do nosso corpo. Seria alguma coisa que nasce na testa bem em frente ao lobo frontal, acho que não, pois O lobo frontal fica localizado na região da testa; o lobo occipital, na região da nuca; o lobo parietal, na parte superior central da cabeça; e os lobos temporais, nas regiões laterais da cabeça, por cima das orelhas. O lobo frontal, que inclui o córtex motor e pré-motor e o córtex pré-frontal, está envolvido no planeamento de acções e movimento, assim como no pensamento abstracto. A actividade no lobo frontal aumenta nas pessoas normais. Fico pensando e até muito nervoso. O que ataca o raciocínio dos novos Políticos, porque O hemisfério dominante em 98% dos humanos é o hemisfério esquerdo, é responsável pelo pensamento lógico e competência comunicativa. Enquanto o hemisfério direito, é responsavel pela pensamento simbólico e criatividade. Nos canhotos as funções estão invertidas. De onde virá essa vontade incontrolável de ser desonesto, ficar com o que não é seu?, Levar do lugar onde trabalha ou trabalhou, tudo que aa vista alcansa. Pequenos invertebrados como insetos podem ter 1 milhão de neurônios no cérebro; já o cérebro de animais vertebrados maiores pode ter mais de 1 trilhão de neurônios. O cérebro humano é constituído por cerca de 100 bilhões de neurônios, que parecem organizados em agrupamentos chamados fibras nervosas, cada uma com 80 a 100 neurônios em um diâmetro de 30-50 µm. Calcula-se que existam 200 milhões de ligações entre ambos os hemisférios cerebrais. A pergunta que não quer calar... Onde e como conseguem modificar a cabeça dos Políticos, como fazem com que homens de bem se transformem em caras de pau?Homens que eram com muito orgulho de bem mesmo. Hoje não tem sensibilidade, não faz caso da desgraça alheia, não tem empatia. É por isso que sitei os milhões de neurônios na cabeça dos humanos, e dos Poíticos? Tem neuronios?, são diferentes?, O que será que acontece com quem se torna um político?. Ora o que sabemos da vida é que... A vida é um conceito com numerosas faces. Pode-se referir ao processo em curso do qual os seres vivos são uma parte; ao espaço de tempo entre o nascimento e a morte dum organismo; a condição duma entidade que nasceu e ainda não morreu; e aquilo que faz com que um ser vivo esteja… vivo. Metafisicamente, a vida é um processo constante de relacionamentos. Precisamos lembrar a certos Políticos que eles tambem morrerão e suas maravilhosas mulheres (Esposas ou não) viverão com ou sem um novo marido gastando essa abundancia de dinheiro e bens que em verdade nem lhes pertencia. Agora pense: Já virando múmia e se recusa a largar o osso, que miséria.

A PERIFERIA

                   

          Dirceu Ayres


Para começar, eu gostaria de dizer que se uma autoridade lesse meus escritos eu ficaria em maus lençóis. Pense, se eu fosse chamado para falar a respeito e ele dissesse: - Defina "Periferia. Bom, ele mandou, mas, vou consultar o Aurélio. Lá diz que periferia é: Urb. Bras. “Numa cidade, a região mais afastada do centro urbano.” Logo, é um vocábulo geográfico e não econômico social. Então, a Barra e o Francês com seus mega condomínios e Vilas luxuosas com suas mansões são considerados periferia. Conclui-se que “periferia” é antes de tudo um termo incorreto que algum bastardo bolou para se referir às localidades pobres. O culto é à pobreza e não à periferia. Isso esclarecido, o jogo é assim. Essa apologia estabelecida pelo estado e pela mídia encerra um aspecto cruel e perverso. A lógica é simples. Já que o país não cresce e as pessoas não melhoram de vida, eles tratam de convencê-las de que isso não é tão ruim. A coisa funciona assim: já que não se pode tirá-los da meleca vamos convencê-los de que é digno estar na meleca. E o pior: dotá-los de orgulho de estarem na miséria. É isso aí: ser pobre é legal, diria qualquer Político Municipal, estadual e ou federal. Quem sabe assim ficam quietinhos, já que o Estado não pode cumprir com sua obrigação de fazer o País evoluir. Até aí nada de novo. Lavagem cerebral é uma coisa usual neste país. O problema é que esta tática comporta efeitos colaterais indesejáveis. O primeiro é o aumento da auto-estima, uma coisa até positiva se não ocorresse um efeito paradoxal. O que está acontecendo, na prática, não é só o contentamento resignado com o “status quo” de não melhorar de vida. Com o orgulho da pobreza, o moral dos “Manos” está inflado de tal forma que, ao invés de proporcionar dignidade, provoca, por ignorância e maldade, uma libertinagem que não respeita o próximo e que, num ponto extremo, culmina com os crimes que vêm acontecendo. O motivo é que esta tática abarca o discurso de vitimização abençoado pela esquerda e carreia a idéia de que existe um salvo Conduto para a postura agressiva e Zagaliana (postura de Zagalo) do: “Vocês vão ter que me engolir. Afinal, são vítimas da sociedade”. Todo o processo, claro, turbinado pela impunidade, essa instituição nacional. Como diria meu filho... “Tá ligado”?. Outra característica do culto à pobreza é a exaltação de Projetos de inclusão sociais geralmente ligados à arte e ao esporte. Não sei se escrevo que é enganoso ou enganador, mas com certeza posso usar que é Politicamente correto ser contra essa vitimização das classes mais pobres. Como se não bastasse explorá-los no Ano de eleição, enganá-los, usá-los e se aproveitar de sua ingenuidade honesta. Agora entenda, morar na periferia não é morar nos bairros luxuosos, quando eles falam periferia, quer dizer Pobreza mesmo. Quando se refere à gente pobre sem nada mesmo, na pior. É da PERIFERIA. Essa de torcer a verdade, modificar para dificultar a compreensão dos menos letrados é digno da maestria deles, Políticos e interesseiros que trabalham com muito afinco, mas... Para ajudar de mesmo, seus parentes, amigos e correligionários, Úfa. Basta, precisa parar e quanto mais rápido melhor. Vou respirar.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

A Lei de Talião para o Brasil.


       Dirceu Ayres


Olho por olho, dente por dente. Esta é a famosa Lei de Talião. Em nossos momentos de revolta pensamos imediatamente em vingança e, ousamos em nossa ira, declamar que “bandido bom é bandido morto”. Ladrão bom é ladrão morto. Poderíamos aqui acrescentar que certos políticos aqui no Brasil se enquadrariam no provérbio. Consideramos a frase acima como um aforismo de desabafo, pois é muito triste acreditar em sã consciência que queiramos ser senhores da vida alheia por mais desprezível que esta nos possa parecer. Os sociopatas, criminosos irrecuperáveis, autores de crimes hediondos, devem ser afastados de forma definitiva do convívio com a sociedade, assim como certos políticos que nunca fazem nada, nada pela sociedade, enriquecendo as nossas custas. Mas seria a pena de morte uma solução ou apenas um paliativo para aplacar a dor das vítimas? Poderíamos também arranjar um jeito para aqui nos defendermos dessa famigerada Lei de Murfy “Se há duas ou mais formas de fazer alguma coisa e uma das formas resultar em catástrofe, então alguém a fará”. Deve ser isso que que está nos acontecendo votando em Políticos que não somente dizem, mas garantem que lutarão pelos nossos interesses e quando chega lá esquece de tudo , só lembra de arranjar, arrecadar e juntar tudo que for vantágem para seu cofre, sua família e seus amigos e correligionários. Diábos, isso deve ser a lei de Gerson. Comenta-se que: A pessoa que "gosta de levar vantagem em tudo", no sentido negativo de se aproveitar de todas as situações em benefício próprio, sem se importar com a ética, isso é a lei de Gerson. A expressão originou-se em uma propaganda, de 1976, para os cigarros Vila Rica, na qual o meia armador Gérson da Seleção Brasileira de Futebol era o protagonista. (Essa lei tem sido copiada por certos Políticos Brasileiros que fazem uso dela todos os dias.) O sr. Gerson Embora tenha sido um dos maiores craques da história do futebol mundial, Gérson sempre foi um jogador polêmico e praticava essa mentira. A propaganda dizia que esta marca de cigarro era vantajosa por ser melhor e mais barata que as outras, e Gérson dizia que era boa e verdadeira embora o cigarro não prestasse. Este ideal subjacente à "lei de Gerson" é, indiscutivelmente, um dos valores mais arraigados à cultura brasileira. Embora nem sempre verbalizado, a valorização e a mitificação desta "lei", do conceito de malandragem, do uso de "pistolões"(Br.) ou de "cunhas" (Pt.) são aqueles dos comportamentos socialmente condicionados que em grande parte levam o Brasil a manter-se tão imaturo cultural, política e socialmente. A forma como se dá a política brasileira, tão mal falada, antes de ser a causa dos problemas brasileiros, é, senão exclusivamente, ao menos simultaneamente conseqüência de valores tão maléficos. Agora imaginem se aplicasse-mos a Lei de talião (T minúsculo) aos nossos polítcos que não sejam ou não consigam ser tão honestos quanto preciso e os fizessemos pagar devolvendo tudo que eles tirara desonestamente da Nação e depois os expurgasse, beleza, com certeza o Brasil iria melhorar muito. A enxurrada de corrupção que está sendo conhecida pelos brasileiros vindos à tona dos subterrâneos enlameados deste país, em denúncias que surgem por vários cantos, mostrados pela imprensa, tem muito a ver com essa ou aquela "Lei de Gerson". Se o leitor examinar a fundo as motivações que levaram as pessoas, envolvidas nessas corrupções, a desejarem cada vez mais dinheiro extra, era à vontade, cheia de ganância, de "levarem vantagem" da função pública que exerciam, ou do cargo político para o qual foram eleitas. "Levar vantagem", desviando recursos públicos ou explorando outros que pagavam as propinas para também eles, "levarem vantagem" em alguma coisa. Chegou-se ao ponto, tempos atrás, de até um suplente de deputado mandar matar a titular para assumir o seu lugar, (Em Maceió-Al) levando vantagem... Felizmente foi cassado. Parecia que ia se safar impune como tantos outros, (Más ta na cadeia) como por exemplo, aquele "Anão do Orçamento" que chegou a ridicularizar a inteligência brasileira, dizendo que a grande fortuna que amealhou era fruto de mais de 200 prêmios ganhos na loteria e aquele tal juiz que teve a coragem de afirmar que a sua fortuna veio de um tio que era alfaiate e não era produto de desvio das verbas da construção de certo prédio do Tribunal em SP... E a sociedade brasileira (ou seja, cada um de nós, você, eu...) assiste estarrecida à escalada gritante de corrupção em muitos lugares, em escalões diversos das administrações do país, em muitas esferas de poder. E o que é mais estarrecedor: quando um corrupto é pego, nega e mente descaradamente... Essa escalada de corrupção parece indicar a disseminação social de um comportamento sem ética que está afetando o relacionamento entre as pessoas, condicionando-as a, também elas, quererem "tirar uma casquinha" de alguma oportunidade levando vantagem, também elas... Isso tudo tem ocorrido porque a sociedade atual incentiva às pessoas a uma busca frenética de "ter" cada vez mais, em detrimento do "ser", com valores de vida distorcidos, valorizando somente o "ter cada vez mais vantagens" sobre os outros (bens financeiros, em especial, bens materiais, etc.) não importando se para isso, elas precisem agir de modo desonesto, utilizando meios escusos e pouco éticos ou lícitos. Em outras palavras, parece ser a disseminação de que "ser desonesto, conseguindo vantagens, é ter mais valor, é ser mais esperto do que os outros". Assim, com esses valores de vida distorcidos, as pessoas começam a olhar para as outras como se elas fossem "lobos que podem devorá-las". Esse estado de coisas leva a refletir se a sociedade humana ainda tem condições de ter seres humanos mais equilibrados e saudáveis e que ajam com caráter, honradez e eqüidade, sem terem a necessidade de "passarem por cima" de Leis, da ética, para levarem vantagem. Uma sociedade onde ser honesto, ter caráter e agir com responsabilidade seja a regra geral para as pessoas e não a exceção. Há muitos anos atrás Rui Barbosa (1849-1923), estadista, jurista, Ministro da Fazenda e embaixador, já alertava em carta aos senadores da época: "A falta de justiça, Srs. Senadores, são o grande mal da nossa terra, o mal dos males, a origem de todas as nossas infelicidades, a fonte de todo nosso descrédito, é a miséria suprema desta pobre nação. A sua grande vergonha diante do estrangeiro, é aquilo que nos afasta os homens, os auxílios, os capitais. A injustiça, Senhores, desanima o trabalho, a honestidade, o bem; cresta em flor os espíritos dos moços, semeia no coração das gerações que vêm nascendo a semente da podridão, habitua os homens a não acreditar senão na estrela, na fortuna, no acaso, na loteria da sorte, promove a desonestidade, promove a venalidade, promove a relaxação, insufla a cortesania, a baixeza, sob todas as suas formas. “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”.

Até Romário reclama da "vagabundagem" no congresso: SERIA CÔMICO, SE NÃO FOSSE TRÁGICO...

                    
     Dirceu Ayres


É constrangedor o cinismo e o pouco caso com que a maioria dos políticos brasileiros tratam o eleitorado. O fato é que, acostumados à resiliência com que o povo encara suas mil e uma presepadas, os políticos perderam o pouco de respeito que ainda tinham em relação aos eleitores, e resolveram que deveriam ser tratados com o mesmo desdém com que os “marajás” tratam seus vassalos. Vejamos esse recente episódio em que o deputado Romário (PSB-RJ) “botou a boca no trombone”, reclamando da ociosidade brasiliense, por conta da falta de trabalho no Congresso, afirmando: “Têm três semanas que venho a Brasília para trabalhar e nada. E olha que estamos em ano de eleição. Espero que na minha próxima vinda tenha alguma ‘porra’ pra fazer. Ou será que o ano só vai começar depois do carnaval?”. Fingidamente ofendidos, alguns deputados resolveram sair em defesa da instituição, como se fosse possível defender o indefensável. Verdadeiros “gigolôs” da atividade parlamentar, alguns “espertalhões do Congresso”, passaram a criticar abertamente o deputado carioca, principalmente usando o falacioso argumento de que por não estar havendo votações no Congresso não significa que não esteja havendo trabalhos. São uns caras de pau, pois basta um leitura rápida na frase dita por Romário para ver que ele não reclamou da “falta de votação”, mas, especificamente, da “falta de trabalho”. Que Romário tome muito cuidado, pois, ao expor a “vagabundagem que grassa no Congresso”, pode acabar sendo vítima de perseguições, correndo inclusive o risco de vir a ser alvo de “retaliações regimentais”, sob o argumento de que poderia estar ferindo o que seus colegas chamam de ética parlamentar. Te cuida Romário! ex-vermelho. Postado por Vindo dos Pampas

Voto de Rosa Weber praticamente define placar de decisão sobre a Ficha Limpa

MIN. ROSA WEBER
                   
     Dirceu Ayres


Caso seja aprovada pelo STF, a nova norma eleitoral deverá ser aplicada na eleição deste ano Felipe Recondo e Mariângela Gallucci, de O Estado de S.Paulo BRASÍLIA - O voto da ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber favorável à constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa praticamente definiu o placar do julgamento iniciado nesta quarta-feira, 15, e que deve ser retomado na quinta-feira, 18. Rosa Weber se junta a pelo menos cinco ministros que em julgamentos anteriores já haviam se manifestado pela constitucionalidade da lei que veda a candidatura de políticos condenados por órgãos colegiados e daqueles que renunciam para fugir de processos de cassação. Com isso, a Lei da Ficha Limpa deverá ser aplicada nas eleições deste ano de forma integral, salvo alguma alteração pontual que pode ser feita até o final do julgamento. A votação foi interrompida ontem quando o placar estava 4 a 1, favorável a declarar a lei constitucional. Recém empossada no STF, Rosa Weber afirmou em seu voto que a Lei da Ficha Limpa não viola o princípio da presunção de inocência ao tornar inelegíveis políticos condenados judicialmente por órgãos colegiados, como um tribunal de Justiça, mesmo que ainda caiba recurso dessa condenação. Em seu voto, a ministra afirmou que a presunção da inocência está vinculada ao direito penal. Impor restrições em caráter eleitoral a políticos condenados em segunda instância não configuraria violação ao princípio da inocência e garantiria a proteção da coletividade e do estado democrático de direito. "A Lei da Ficha Limpa foi gestada no ventre moralizante da sociedade brasileira que está agora a exigir dos poderes instituídos um basta", afirmou a ministra em seu voto. O homem público, acrescentou, submete-se a regras mais severas do que o homem comum. "Entendo que esta Corte não deve ser insensível a essas aspirações populares", disse a ministra. O voto de Rosa Weber vai ao encontro do que já manifestaram publicamente os ministros Luiz Fux, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Carlos Ayres Britto e Cármen Lúcia. O ministro Marco Aurélio, que votou em 2011 por adiar para as eleições deste ano a aplicação da Lei da Ficha, deve se juntar a esses ministros, conforme revelou a ministros da Corte. O ministro Dias Toffoli, que havia pedido vista do julgamento no ano passado, julgou ser inconstitucional barrar a candidatura de políticos condenados em segunda instância, mesmo que ainda possam recorrer da condenação. No entanto, ele entendeu que é legítimo impedir a candidatura de políticos que renunciam para fugir de processos de cassação. Voto de Rosa Weber praticamente define placar de decisão sobre a Ficha Limpa Caso seja aprovada pelo STF, a nova norma eleitoral deverá ser aplicada na eleição deste ano Ao final do julgamento, os ministros podem reduzir os prazos previstos na lei para tornar um político inelegível. De acordo com o texto, o político se torna inelegível a partir da condenação em segunda instância, estendendo-se pelo prazo que for necessário até que seja condenado em última instância, somado o tempo em que estiver cumprindo a pena que foi imposta e mais oito anos a contar do fim do cumprimento dessa sanção. Conforme os contrários à regra, esse dispositivo poderia tornar o político inelegível por mais de 50 anos. Fux sugeriu em seu voto, e essa proposta deverá ser discutida, que seja possível abater do prazo de inelegibilidade de oito anos o período decorrido entre a condenação por órgão colegiado e a decisão definitiva da Justiça. "Com os recursos, o tempo poderia ficar muito dilatado", disse o ministro. Felipe Recondo e Mariângela Gallucci, de O Estado de S.Paulo