sábado, 21 de julho de 2012

Lei e parecer "convenientes", alivia situação de mensaleiros.



        Dirceu Ayres

Parece piada mas é verdade. Um parecer de Anna Arraes, Ministra do teribunal de Contas da União (e mãe do Governador Eduardo Campos) com base em Lei de autoria de José Eduardo Cardozo( que saiu melhor que a encomenda), alivia a situação de Marcos Valério e de muitos mensaleiros. Vamos ler parte da reportagem de Marta Salomon, no Estadão: O Tribunal de Contas da União considerou regular o contrato milionário da empresa de publicidade DNA, de Marcos Valério Fernandes de Souza, com o Banco do Brasil. O contrato é uma das bases da acusação da Procuradoria-Geral da República contra o empresário mineiro no julgamento do mensalão, marcado para agosto. A decisão referente ao contrato de R$ 153 milhões para serviços a serem realizados pela agência em 2003 foi tomada pelo plenário do TCU no início deste mês, a partir de relatório da ministra Ana Arraes – mãe do governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos. O acórdão do tribunal pode aliviar as responsabilidades de Marcos Valério no julgamento do Supremo Tribunal Federal. Principal sócio da agência DNA, o empresário mineiro é apontado como operador do mensalão. De acordo com a denúncia da Procuradoria-Geral da República, contratos das agências de publicidade de Marcos Valério com órgãos públicos e estatais serviam de garantia e fonte de recursos para financiar o esquema de pagamentos de políticos aliados do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Trata-se da essência do escândalo, revelado em 2005. As denúncias desencadeadas pelo então deputado Roberto Jefferson (PTB) provocaram a queda das cúpulas do PT, do PP e do PL (hoje PR), além da cassação do mandato do denunciante e do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, segundo quem não houve compra de votos, apenas caixa 2 de campanha. Em seu relatório, Ana Arraes argumenta que uma lei aprovada em 2010 com novas regras para a contratação de agências de publicidade pela administração pública esvaziara a irregularidade apontada anteriormente pelo próprio TCU. Um dos artigos da lei diz que as regras alcançariam “contratos já encerrados”. Esse artigo foi usado pela ministra do tribunal para considerar “regulares” as prestações de contas do contrato do Banco do Brasil com a DNA Propaganda Ltda. (Estadão) Vejamos o comentário do Jornalista Reinaldo Azevedo: "De uma coisa essa gente não pode ser acusada: de falta de método. Ao contrário: a determinação com que se organiza para transformar o Brasil num curral é impressionante. Que prova de talento! Sabem quem foi o autor da lei que abriu a brecha para Ana Arraes dar o seu “parecer”? José Eduardo Cardozo, atual ministro da Justiça. Sabem quem a sancionou? Luiz Inácio Lula da Silva, em 2010. O que é a tal “bonificação por volume”? São descontos oferecidos pelos veículos de comunicação às agências para a veiculação de anúncios. Pela lei anterior, eles deveriam ser repassados às estatais . O TCU constatou que a agência de Marcos Valério — o empresário era a fonte dos recursos do mensalão — não fazia o repasse. O prejuízo aos cofres públicos só nessa operação, segundo o TCU, foi de R$ 106,2 milhões. Pois bem, a “lei” inventada por Cardozo mudava a regra: as agências poderiam ficar com o dinheiro do desconto e pronto! Pior: a lei passaria a valer também para contratos já encerrados. Entenderam? José Eduardo assinou um projeto, sancionado de bom grado por Lula, que, na prática, tornava legal a ilegalidade praticada por Valério. José Eduardo Cardozo é magnânimo. Uma lei não pode retroagir para punir ninguém. Mas pode retroagir para beneficiar. E ele fez uma que beneficia Marcos Valério. É por isso que é considerado uma das reservas morais do petismo, ora essa! Dilma o chamava, carinhosamente, de um dos seus “Três Porquinhos”. Os outros dois eram Antonio Palocci, que deixou o governo, e José Eduardo Dutra, que está pendurado numa diretoria da Petrobras. Qual é o busílis? O desenho era óbvio, não? Marcos Valério pegava a dinheirama das estatais e depois fazia “empréstimos” para o PT. Uma das estatais era justamente o Banco do Brasil. Agora Ana Arraes, com endosso de outros ministros, diz que tudo foi regular, entenderam? Quer-se, assim, reforçar a tese de que o dinheiro do mensalão não era público. É evidente que os advogados dos mensaleiros tentarão usar isso a favor dos seus clientes. Eles não tinham uma notícia tão boa desde que o processo começou. Ana Arraes demonstra que não foi nomeada por acaso e que Lula sabia bem o que estava fazendo quando entrou com tudo na sua campanha. Só para registro: Aécio Neves também foi um entusiasmado cabo eleitoral da ministra. Campos é apontado por muitos como uma espécie de novidade e de renovação da política. É mesmo? Eis um episódio a demonstrar que ele é jovem, mas não novo! Nada mais antigo do que o que se viu no TCU. Manobras dessa qualidade fariam corar a República Velha. A 15 dias do início do julgamento do mensalão, uma das operações mais descaradas de desvio de recursos públicos para os mensaleiros recebeu a chance de “nada consta” do TCU. É a nossa elite política “progressista”! Caberá ao STF dizer se existe pecado do lado de baixo do Equador! Se decidir que não há, não vai adiantar Deus ter piedade dos brasileiros." (Reinaldo Azevedo)BLOG DO MARIO FORTES

O MENSALÃO, A DOGMÁTICA JURÍDICA E UMA INDAGAÇÃO: CADÊ O LULA?




          Dirceu Ayres

Transcrevo artigo do incansável e competente jornalista Reinaldo Azevedo postado no seu blog. Como sempre mete o dedo na ferida seguindo o raciocínio lógico. Tem razão quando cataloga o proceso do mensalão como o de maior gravidade na história da República. E aproveito o gancho para uma indagação: Cadê o Lula? Depois que malufou sumiu do mapa, enfurnou-se, desapareceu, evaporou?A partir do dia 2 de agosto a frieza da dogmática jurídica deverá experimentar um certo aquecimento, dado ao contéudo do processo que reabrirá feridas e tirará o sono de muita gente. Os fatos obrigatoriamente serão evocados mais uma vez ao longo do julgamento, relembrando alguns e informando outros. Sem falar em eventuais surpresas. Creio que nestas alturas os "juristas alternativos" do PT, que costumam verberar contra a dogmática jurídica, desta vez estão com a faca nos dentes. Ou não! Aqui o texto impoluto do Reinaldo Azevedo: A ministra Carmen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, fez a seguinte declaração ao site da VEJA sobre o julgamento do mensalão: “Não faremos nada diferente do que fazemos em toda ação penal. Vamos julgar tecnicamente”. Certo. Não quero cometer aqui o erro da superinterpretação, que costuma revelar mais o que quer o analista do que o quis dizer o autor das palavras analisadas. Assim, creio que, quando diz que o julgamento será técnico, a magistrada afirma que ele não estará sujeito a pressões de natureza política. Se for assim, é bom! Afinal, quem pressiona o tribunal para que atue segundo interesses que não são os da Justiça são os acusados, não é? A ação de Lula, por exemplo, para adequar o julgamento ao calendário eleitoral ficou claríssima. Permito-me agregar outras considerações. De fato, esse julgamento é igual a qualquer outro sendo diferente, não é mesmo, ministra? Porque cada caso é, em si, um caso, com suas particularidades. O que deve igualá-los não está em sua própria natureza, mas no que lhes é externo: a isenção dos juízes, o esforço para fazer prevalecer a lei, o apego os autos, essas coisas. Vejam bem: trata-se de um desserviço à verdade — e não estou me referindo particularmente à ministra — essa história de que o mensalão é um caso “como qualquer outro”. Não é, não! No que tem de particular, em sua própria natureza, trata-se da mais grave agressão às instituições havida no país em período democrático. Ignorar essa especificidade é fazer má história, é subestimar a gravidade das transgressões legais, num esforço de, se me permitem a palavra, “corriqueirização” do evento excepcional. Explico-me. Bater a carteira é crime, mas, vamos lamentar, é corriqueiro. Para nossa desgraça, até os homicídios o são. A oposição síria calcula em 17 mil o número de mortos desde o início da guerra civil no país, há um ano e meio — é possível, dada a fonte, que o número esteja superestimado. No período, foram assassinadas no Brasil 75 mil pessoas; mais do que o quádruplo — e não há guerra civil por aqui. Vejam que lástima! Até os assassinatos têm um quê de “corriqueiro”. São um desastre, sim, mas não põem em risco a ordem institucional. O “mensalão”, ministra e ministros, tem algo de particular: trata-se de uma tentativa, ele sim, de golpe branco. Os petistas e seus esbirros na academia — sob a liderança da inefável inteligência de Marilena Chaui — acusam as oposições e a imprensa de tentativa de golpe. Errado! Golpistas eram todos aqueles que recorreram a dinheiro público para comprar partidos e consciências e, assim, constituir, no ambiente do Poder Legislativo, um Congresso paralelo, sempre de joelhos para o Executivo. Que ministro irá negar a farta circulação de dinheiro ilegal no esquema — inclusive aquele que, clara e confessadamente, pagou pelos serviços do marqueteiro Duda Mendonça, que fez a campanha de Lula em 2002? Que ministro irá negar os saques na boca do caixa, em dinheiro vivo, tudo sob o controle da tesouraria do PT, comandada pelo senhor Delúbio Soares, que diz agora ter agido por iniciativa própria? Terão esses crimes sido cometidos sem que, para tanto, tenha concorrido a ação de criminosos? Será essa uma nova modalidade, típica do Brasil: o crime sem criminosos? É claro que, se forem procurar, os ministros do Supremo não irão encontrar um ofício em três vias, devidamente carimbado, em que a autoridade de turno manda cometer os crimes. Para que o criminoso deixe ato de ofício, é preciso que some a burrice ao caráter delinquente, coisa que profissionais não fazem. Quando se diz que o mensalão será um julgamento como qualquer outro, entendo que se está a dizer que os mecanismos normais da Justiça vão operar, sem atentar para a influência dos réus. Isso é, sem dúvida, bom. Mas que não se depreenda daí que o crime do mensalão é uma ocorrência entre outras. Reconhecer a sua particularidade corresponde a reafirmar os fundamentos do estado democrático e de direito. Postado por Aluizio Amorim

Serra compara ação de petistas na internet a tropa nazista



    Dirceu Ayres

Foto:Alexandre Moreira/Brazil Photo Press/Folhapress José Serra em encontro com candidatos a vereador O candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, José Serra, subiu o tom contra o PT nesta sexta-feira. Em palestra para cerca de cem correligionários no diretório estadual tucano, na capital, Serra enumerou atos de “baixaria” cometidos por petistas durante campanhas eleitorais e criticou a forma de governar do partido adversário. A reação de Serra acontece depois de integrantes da Juventude do PSDB terem se feito passar por estudantes de universidades federais e protestado com cartazes em evento de campanha de Fernando Haddad, candidato do PT à prefeitura, na quarta-feira. O coordenador de campanha de Haddad, Antonio Donato, chamou a ação de "fascista". Nesta sexta, Serra revidou. O tucano comparou os ativistas que o atacam nas redes sociais a nazistas. “Basta você olhar o jogo sujo na internet, uma verdadeira tropa de assalto na internet. A SS nazista hoje tem outra configuração no Brasil atual. É via internet”, disse em referência à força paramilitar nazista que perseguia adversário na Alemanha dos anos 30. A plateia era formada, sobretudo, por candidatos a vereador pela coligação e Serra disse que queria alerta-los para o modo de ação dos adversários. Ele rememorou os episódios do Dossiê dos Aloprados, das eleições de 2006, e do vazamento do sigilo fiscal de sua filha, em 2010. Disse ainda ter sido alvo de recorrentes atos de violência dos petistas. “Eles têm tradição na violência e na baixaria.” Serra disse ter sido atacado por um grupo de apoiadores de Aloizio Mercadante nas eleições de 2006, quando concorria ao governo do estado, após um debate na TV. “Na saída de trás do prédio, tinha uma tropa do Mercadante que veio para o tapa, brigaram, teve socos. Vieram simplesmente agredir, empurrar o carro. O troço é violência.” O tucano classificou o PT como um “partido de máquina”. “O PT é um partido de máquina. Tirou do governo acabou. Está inteiramente, de cima a baixo, na máquina.” Acusou ainda os adversário de copiarem suas ideias – motivo pelo qual disse não ter divulgado todas as suas propostas de campanha. “Não coloquei todas as ideias na internet porque os outros passam a mão.” Ele rememorou os exemplos de um programa de assistência a gestantes e outro de educação técnica e profissionalizante que foram “copiados” pela hoje presidente Dilma Rousseff na campanha de 2010. “Na campanha presidencial nós apresentamos a ideia da Mãe Brasileira. Quinze dias depois a Dilma veio com a Mãe Cegonha. Evidentemente, até hoje a cegonha não chocou o ovo.” Serra pediu que os candidatos a vereador estejam atentos para a disseminação de boatos durante a campanha. “É um a cada dois ou três dias, para ver o que pega. A gente tem de estar sempre prevenido.” Aproveitou para rebater a informação de que há crise no PSDB.“Há uma exploração permanente de divisão no nosso partido. Não tem divisão nenhuma. O que tem são dois ou três hortelões que ficam plantando. Como isso gera assunto, vai prosperando.” Logo que apresentou seu nome para concorrer à prefeitura, Serra foi alvo de críticas de um grupo do partido ligado ao secretário estadual de Energia, José Aníbal. Para o candidato, a questão está superada. “Estamos cada vez mais unidos. É todo mundo amigo desde criancinha.” *Texto por Carolina Freitas na Veja online BLOG DO MARIO FORTES

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Ditadura bolivariana: Argentina vai vigiar até conta de luz.


    Dirceu Ayres

A ditadora bolivariana Cristina Kirchner, dá um passo a mais na intervenção na privacidade do cidadão argentino O governo Cristina Kirchner determinou que o fisco seja informado quando o consumidor gastar mais de US$ 220 com telefone, energia, gás e água. O governo da presidente Cristina Kirchner intensificou o controle sobre a vida econômica dos cidadãos argentinos ao publicar a resolução 3.349 da Administração Federal de Ingressos Públicos (Afip), a receita federal local, que obriga as empresas de serviços públicos a informarmensalmente os agentes do Fisco sobre os clientes que gastam mais de 1 mil pesos (US$220) em telefoniafixa, celulares, energia elétrica,gás e água. O governo Kirchner alega que a medida é para "otimizar a função fiscalizadora" da receita federal. Mas os críticos do governo sustentam que a medida deixa, cada vez, mais o governo Kirchne rparecido com uma versão argentina do Big Brother, do escritor inglês George Orwell (uma tirania que observava cada movimento de seus cidadãos). Desde maio, o governo observa de perto os argentinos que compram dólares para viajar ao exterior. Para realizar a compra de dólares, os argentinos devem fazer um pedido à A fip, no qual, além das datas de ida e volta da viagem, precisam explicar detalhadamente os motivos da ida ao exterior, os lugares onde farão escala e onde ficarão. O governo também proibiu os argentinos de comprar dólares par a aplicar nos Estados Unidos, tradição de mais de quatro décadas. Também acabou com as operações imobiliárias na moeda americana (100% das compras eram realizadas em dólares). Os empresários que ousam criticar o governo correm o risco de serem acusados de "golpistas" em rede nacional de rádio e TV pela presidente Cristina. Na quinta-feira, ela voltou a protagonizar o papel policial ao vivo em discurso de inauguração de uma fábrica de máquinas agrícolas. Bruscamente, deixou de lado sua fala sobre tratores para relatar que havia lido no jornal Clarín que o empresário imobiliário Jorge Toselli havia declarado em entrevista que as restrições sobre as compras de dólares haviam provocado uma grande queda nos negócios. Cristina aproveitou para acusar Toselli de estar em situação irregular com o Fisco. Horas depois, o "Cuit" (equivalente ao CNPJ) do empresário foi suspenso. Ontem, o presidente da Câmara Imobiliária Argentina, Néstor Walenten, afirmou que seus colegas expressaram "solidariedade" a Toselli. "Acho que toda a sociedade está com medo. Com esses métodos, até eu tenho." Desde2009, o governo de Cristina Kirchner também obriga as empresas de cartão de crédito a informar sobre os clientes que gastam mais de 3 mil pesos (US$ 655). Por esse motivo, muitos argentinos optam por fazer seus pagamentos em dinheiro. Inflação. Os deputados dos partidos da oposição anunciaram que a inflação em junho, foi de 1,63%. De acordo com os parlamentares que elaboram uma média dos índices estimados pelas principais consultorias econômicas, a inflação acumulada nos primeiros seis meses do ano foi de 11,6%. Dessa forma, a Argentina ocupa o primeiro lugar no ranking de inflação na América do Sul, ultrapassando a Venezuela, onde a inflação foi de 7,5%. Nos últimos 12 meses, a inflação na Argentina alcançou 23,96%. Já o governo da presidente Cristina Kirchner anunciou ontem que a inflação oficial de junho foi de apenas 0,7%, menos da metade do índice calculado pelas consultorias econômicas. * Por ARIEL PALACIOS, correspondente em Buenos Aires, para o estadao.com. br As vítimas da política econômica de Cristina Kirchner

Réus do mensalão usam brecha que livrou Collor para tentar escapar de condenação



    Dirceu Ayres

Quando foi julgado em 1994, ex-presidente não foi condenado pelo crime de corrupção passiva porque não foi provado “ato de ofício”. Processo é citado por acusados no mensalão. Doze réus do mensalão apostam em uma brecha do código penal que livrou o ex-presidente Fernando Collor de Mello para tentar escapar da acusação pelo crime de corrupção passiva. Entre eles, estão o presidente de honra do PTB e ex-deputado federal Roberto Jefferson e os ex-deputados Bispo Rodrigues e João Paulo Cunha. A defesa de Roberto Jefferson cita caso Collor para se livrar do crime de corrupção passiva.Quando o ex-presidente Collor foi julgado em 1994 também pelo crime de corrupção passiva, após ser acusado pela Procuradoria Geral da República (PGR) de ter recebido aproximadamente R$ 5 milhões do chamado “Esquema PC”, ele foi inocentado por falta de provas e porque a PGR não conseguiu comprovar a existência do chamado “ato de ofício”. De acordo com o art. 317 do Código Penal, uma pessoa pratica o crime de corrupção passiva quando “recebe direta ou indiretamente vantagem indevida ou promessa de tal vantagem”. No caso Collor, apesar da comprovação de que o ex-presidente recebeu vantagem indevida, a PGR não conseguiu provar que ele adotou alguma providência que favorecesse o “Esquema PC” (o tal “ato de ofício’). O ministro Celso de Mello é o único integrante da atual corte do STF, que participou do julgamento do caso Collor. Na época, ele afirmou que é necessária a bilateralidade entre ato de corrupção e ato do agente público. “Torna-se imprescindível reconhecer, portanto, para o específico efeito da configuração jurídica do delito de corrupção passiva (...) a necessária existência de uma relação entre fato imputado ao servidor público e um determinado ato de ofício pertencente à esfera de atribuições”. Esses doze réus que respondem pelo crime de corrupção passiva apostam justamente nessa interpretação do STF, de 1994, para também fugir de condenação semelhante. Detalhe: eles citam nominalmente a interpretação dada pelo Supremo Tribunal Federal ao art. 317 durante a Ação Penal 307 (caso Collor). O presidente de honra do PTB, Roberto Jefferson, afirmou em suas alegações finais que a PGR, na acusação, não conseguiu provar a existência do “ato de ofício”. “Quando para formular pedido de condenação no crime de corrupção passiva, louva-se a referência a opinião isolada e, citando parte do acórdão na Ação Penal nº 307-DF (...) diz que na configuração dessa infração é prescindível ato de ofício, que, aliás, não indicou na sua denúncia, praticando ou deixando de praticar”. O bispo Rodrigues, acusado de ter recebido dinheiro do esquema, também cita a “discussão sobre o nexo de causalidade entre a conduta do funcionário público e a realização de ato funcional de sua competência”. “Conforme, aliás, já decidiu o Supremo Tribunal Federal na Ação Penal nº 307-DF, movida pelo Ministério Público Federal contra Fernando Collor de Mello”. Ainda segundo a defesa de Rodrigues, a PGR “deveria apontar na denúncia, portanto, a ocorrência de ao menos um ato – ação ou omissão – necessariamente ligado ao exercício da função”. “Foi porque não houve vinculação do recebimento de vantagem por agentes públicos com algum ato de ofício (..) que a ação penal foi julgada improcedente, em caso de repercussão história em 1994”, emenda a defesa de José Borba, também citando o caso Collor, nas suas alegações finais. Borba era ex-líder do PMDB na Câmara e acusado de ter recebido R$ 2,1 milhões para articular o apoio político ao PT.*Wilson Lima - iG Brasilia, com Agencia Estado BLOG DO MARIO FORTES

E no Brasil da carteirada....


      Dirceu Ayres

E no Brasil da velha e odiosa prática da "carteirada", nada mudou. Em uma Blitz da lei seca na avenida Paulista, os PMs tiveram o azar de parar para fiscalizar justamente o carro de uma "desembargadora" da justiça de São Paulo que era dirigido por sua filha que é "divogada". Durante a abordagem os PMs na atribuição de suas funções pediram para a motorista a "divogada" Roberta Sanchez de Castro que fizesse o teste do bafômetro. Daí começou a baixaria, a "divogada" além de se recusar a fazer o teste ainda disse que isso era uma arbitrariedade, e sua mãe a "Desembargadora"Yara Ramires da Silva de Castro, começou a distribuir "carteiradas". Bem, a situação tomou o rumo da confusão, onde as " nobres" cidadãs foram bater o costado na corregedoria da PM para fazer aquilo que já sabemos que é acusar aos mais "inferiores" para livrar a própria cara. E os PMS foram direto para o 78º DP onde fizeram, registro de desacato e recusa a fazer o teste do bafômetro. Bem, a situação é essa, uma "Desembargadora" de justiça e uma "divogada" que são representantes da lei se recusam a cumpri-la e ainda se sentem ofendidas por haverem sido cobradas no cumprimento da mesma. Se o teste do bafômetro é uma arbitrariedade, não é arrumando confusão com a PM que isso irá mudar. A "desembargadora" que use seu conhecimento jurídico para se defender, ou para fazer lá em Brasília um Lobby contra os bafômetros. E a "divogada" que dirigia o carro...Na minha concepção, uma pessoa que se recusa a fazer o teste é porque está com "algumas" na cabeça e usa essa burrice que a lei criou de não fazer provas contra si mesmo para continuar impune, pois quem não deve..... E o resultado é este, a lei vai continuar sendo desrespeitada e atuando apenas contra os que não tem "carteira" para esfregar na cara dos outros aos berros de "SABE COM QUEM VOCÊ ESTÁ FALANDO?"Em um país que uma "DESEMBARGADORA" se comporta dessa maneira, como é que iremos querer que isto um dia vire uma nação. Ainda vivemos no Brasil colônia com as vantagens da ditadura militar, onde os supostos "poderosos" deitam e rolam para cima das leis e saem de cú lambido. Esse comportamento da "DESEMBARGADORA" e sua filha é vergonhoso para o cargo que ela ocupa, uma afronta a sociedade e um flagrante desrespeito ao trabalho dos policiais, que estavam lá cumprindo ordens e cuidando para que irresponsáveis e idiotas sejam tirados das ruas por dirigirem embriagados. Mas na pocilga, deputado mata por dirigir de fucinho cheio o tempo passa e nada acontece. Os mortos continuam mortos e quem matou levando a vida como se nada tivesse acontecido. O preço de uma vida no Brasil anda em baixa na cotação da justiça. Espero que ao menos a corregedoria da justiça faça seu trabalho de "punir" de alguma forma a "Desembargadora" e a OAB faça o seu de punir a "divogada" arbitrária. E nos mais, toda essa confusão vai dar em porra nenhuma, coisa normal no Brasil da impunidade, e se bobear us "puliça" ainda levarão alguns dias de punição. Enquanto os que acreditam serem poderosos se comportarem dessa maneira. Este país não sai do terceiro mundo. A impunidade começa em uma Blitz da lei seca onde se distribuem "carteiradas" e acaba no julgamento de crimes como o mensalão. E como diz a velha máxima: A justiça só pune os três "Ps" "Pretos" Pobres" e "Putas" . Alguém ainda tem duvidas disso? E no caso da "divogada" ter se recusado a fazer o teste do bafômetro... Com a palavra o Detran. Afinal a lei é igual para todos...ou não? E PHOD@-SE!!!

sábado, 14 de julho de 2012

A ERA DAS MÁQUINAS PARA MEDICINA.



   Dirceu Ayres

É preciso ter muito cuidado com Médicos que não são realmente aplicados a sua profissão, existe aquele que ou só pensa no dinheiro ou não pensa em se atualizar. Aqui cabe a citação de uma estória de Luiz Barreto, O HOMEM QUE SABIA JAVANEZ. Conta ele (Luiz Barreto)—“que um homem que atendia pelo nome de CASTELO e era muito conhecido em sua cidade, fingia saber JAVANEZ. Dava aula para o Barão de JACUECANGA. Por conta disso, Senhor Castelo participou de vários congressos e até congressos Internacionais e se tornou um DIPLOMATA BRASILEIRO EM CUBA. Na verdade, nunca aprendeu JAVANEZ, Fingia e Fingia bem. E assim foi sempre tocando seu Engodo para frente enganando todo mundo, viveu e muito bem”. Observamos aqui que Quando o Psiquismo ultrapassa a medida do que convencionamos chamar de NORMAL, Não há mais retorno ou arrependimento. Muito embora vejamos na televisão a todo instante, pessoas que se fingem de Médicos para ludibriar a boa fé dos incautos, e até Médico de verdade como o Cirurgião Plástico que se encontra na penitenciária de S. Paulo cumprindo pena, más, existe sempre alguém que está vigilante. Más também estão vendo Médicos que não se dão a respeito, inventando que pó de serra é célula tronco. A comunidade científica tem como filosofia aceitar os instrumentos de diagnóstico que foram validados pelo método científico. Métodos não validados tendem a ser agrupados no conjunto das terapias alternativas. Médicos são e devem ser sempre, uma verdadeira classe de profissionais altamente qualificados e portadores de grande sapiência. E quem ganhará com isso... O povo, a Humanidade, basta que sigam o caminho trilhado pelos bons profissionais, alguns aqui já citados.
Sabemos que existem organizações maravilhosas como a AME, Associação de Médicos Espíritas, em Maceió, no Brasil e até em parte do Mundo. Algumas associações Espíritas que em alguns casos procuram fazer o melhor pelos doentes, ou por quem procura ajuda. Alguns Médicos admitem ou praticam a acupuntura, massagem e outras terapias tidas como não convencionais. Alguns já praticam a Hipnose com fins terapêuticos. Alguns dizem que tudo é sugestão; ora, se a sugestão é e tem sido tão forte, porque não usamos essa ferramenta tão preciosa para curar os que nela acreditam?.(O cuidado seria tão somente procurar profissionais capacitados para não correr o risco de “Mascarar” a doença). Na verdade só encontramos quem saiba blasonar muita idiotice.
Em contra partida, temos a extraordinária estória de um negro sul africano que trabalhou na equipe do Doutor CHRISTIANN BARNARD como Cirurgião, mesmo sendo quase analfabeto e Jardineiro.
HAMILTON NAKI, um Negro sul africano em plena época do racismo e de muito preconceito, um negro que só trouxe o bem para a humanidade. Jamais reclamou da situação miserável em que vivia em um barraco de lona preta, sem banheiro sem conforto e sem sanitário.
É A história de uma alma simples, humilde, sem falsidades sem ambições, sem má vontade ou mesmo por algum tipo de maldade, fazer algo errado e prejudicar a equipe Médica.
Era um homem importantíssimo na equipe do Doutor Christian Barnard, más não mudava seu proceder, continuava humilde, atencioso, muito trabalhador, sendo o membro mais versátil da equipe e o único que cuidava também dos instrumentos cirúrgicos e dos equipamentos ainda achava tempo para dar aulas de cirurgia aos alunos.
Aqui temos a História transcrita da revista THE ECONOMIST:
Páginas de OBTUÁRIOS.
Lendo esta notícia da morte de Hamilton Naki, nas páginas de obituários de um Jornal chegamos a conclusões incríveis de que o ser humano é, e sempre foi capaz de proezas incríveis e inimagináveis. Podemos lembrar-nos de Michael Faraday, autodidata e esforçado garoto que trabalhava encadernando livros e nas horas vagas estudando por conta própria se transformou no Homem que dominou a eletricidade e seus campos magnéticos, eletro-magnético baterias e bobinas, o que permitiu que seus trabalhos, anos depois fossem servir para que os trabalhos de Max Well e Einstein desenvolvessem a Física nuclear.
Homens de Espíritos evoluídos, Pensamento avançados ou viveram fora de sua Época ou um portador de Q.I. Entre 180 a 240 que seria o máximo que o ser humano já conseguiu alcançar usando as atuais maneiras de se medir essa capacidade do intelecto do ser humano. Hoje seria considerado um PARANORMAL diante de feitos tão extraordinários. Realmente do que nós vimos até aqui, podemos aquilatar: Ou era mesmo um espírito muito evoluído, ou um abnegado que veio ao mundo para servir a humanidade. Trabalhava mesmo para o benefício de todos. É de se observar que hoje em dia, não sei se por causa do advento dos Psicotrópicos que faz com que as pessoas estudadas e inteligentes ao invés de procurar trabalharem, inventar, construir alguma coisa, dizem que estão com depressão e além de não fazerem nada, quando estão desocupadas, sentindo o vazio do seu eu, tomam logo: um Valium, Tranquil, Tranquilex, Lexotan e tantos outros tranqüilizantes e ou até Soníferos para dormir e esquecer o que tanto a aflige ou afligia. Põe-se a dormir e nada produz ou nada vai produzir durante sua vida que se torna inútil e sem sentido. Sem nada que venha contribuir para a humanidade e nem sequer para si mesmo. Parece-me que as pessoas produzem melhor sob pressão, más estando dopadas não poderiam raciocinar correto. Quando não é isso que acontece, é porque estão mais afim de uma caneca de chop bem gelada, imagine o que produziriam ou poderiam produzir esses que assim estão a proceder!?Podemos observar o procedimento de um homem pobre, negro em um famigerado País racista, (Apartheide), sem cultura, morando em um casebre, sem sanitário, sem conforto, sem Biblioteca e sem um estudo básico, más com uma tremenda força de vontade e como para fazer o bem para a humanidade não se esquivava. Esse senhor semi-analfabeto dava aulas práticas para os alunos de cirurgias cardíacas. Observamos aqui que não é somente o diploma que faz o Médico. É o dia a dia no Hospital com a “mão na massa”. Acredito seriamente no Médico que está sempre executando operações, indo a congressos, estudando, freqüentando cursos visitando enfermarias, olhando seus pacientes, visitando leitos mesmo que seja de um moribundo, também aprendemos com a morte (o ato de estar cataléptico ou catatônico) e muitas outras atitudes que engrandecem sua profissão e beneficiam a humanidade ainda arranja tempo para atender em seu consultório.Sabemos que isto é um maravilhoso acontecimento, desconfiamos que o senhor HAMILTON NAKI tivesse um espírito muito evoluído, praticou o bem, não prejudicou, não atrapalhou e só fez o melhor. Más, sabemos que o certo é ter além de muita experiência, muita habilidade estar sempre acompanhado de sua respectiva HABLITAÇÃO o seu Diploma legal, esse é o agir corretamente.  Agora, para que os Médicos do Hoje possam trabalhar bem e terem um resultado correto e esclarecedor, deveria estudar um pouco sobre o que fizeram os Médicos e cientistas do ONTEM, aí procurar dar sua contribuição da melhor maneira possível.
A BUSCA POR UMA MÁQUINA QUE AJUDE A MEDICINA
O escocês James Clerk Maxwell (1831-1879), no século XIX, previu a existência e a natureza das ondas eletromagnéticas, que incluem até a luz visível. Em 1887, o alemão Heinrich Rudolf Hertz (1857-1894), produziu as primeiras ondas eletromagnéticas artificiais (ondas de rádio), usando conselhos de Hermann von Helmholtz (1821-1894). Entre outras coisas, Helmholtz sugeriu que uma radiação eletromagnética de alta freqüência deveria interagir fracamente com a matéria, à semelhança das ondas sonoras num instrumento de cordas. Sugeriu também que estas ondas poderiam ser muito penetrantes. Helmholtz chegou a indicar o instrumento adequado para produzir essas ondas penetrantes: a ampola de Crookes, chamada na época de tubo de Crookes, onde eram gerados os misteriosos raios catódicos. Muitos cientistas na Europa começaram a procurar esse tipo de radiação. Entre eles, o maior especialista em raios catódicos da Alemanha, Philipp Lenard (1862-1947). A dificuldade na época, é que não ocorreria a ninguém um método de detecção que mostrasse se de fato existiam tais radiações. A descoberta Foi de Wilhelm Conrad Röntgen (1845-1923) quem descobriu e batizou os Raios X, além de fazer a primeira radiografia da história. Isto ocorreu quando Röntgen estudava o fenômeno da luminescência produzida por raios catódicos num tubo de Crookes. Este dispositivo, foi envolvido por uma caixa de papelão negro e guardado numa câmara escura. Próximo à caixa, havia um pedaço de papel recoberto de platinocianeto bário. Conrad Röntgen percebeu que, quando fornecia corrente elétrica aos elétrons do tubo, este, emitia uma radiação que velava a chapa fotográfica, intrigado, resolveu intercalar entre o dispositivo e o papel fotográfico, corpos opacos à luz visível. Desta forma obteve provas de que vários materiais opacos à luz diminuíam, mas não eliminavam a emissão desta estranha irradiação induzida pelo raio de luz invisível, então desconhecido. Isto indicava que a energia atravessava facilmente os objetos, e se comportava como a luz visível. Após exaustivas experiências com objetos inanimados, Röntgen resolveu pedir para sua esposa pôr a mão entre o dispositivo e o papel fotográfico. A foto revelou a estrutura óssea interna da mão humana, com todas as suas formações ósseas, foi a primeira chapa de raios X, Conrad Röntgen, Recebeu o Prêmio Nóbel de Física em 1901. Não sabia ele que esse era tambem o primeiro passo ou o “Pontapé” inicial para o desenvolvimento de outros meios de ver o organísmo; como a ressonância Magnética, Ultra Som/doppler, Medicina Nuclear e outras tecnicas de detecção de Imágens por RAIO X, até encontrar o limite. Esse limite só foi encontrado e até ultrapassado quando o Inglês de nome GODFREY HOUNSFIELD e o Americano AFLAN CORRNA em 1979 criáram a toda poderosa TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA que se tornou uma superevolução do RAIO X. O Paciente fica no interior de um grande Anel que gira em torno dele. O Anel emite e capta a radiação de muitos Ângulos diferentes. O Resultado equivale a cerca de 130.000 Radioghrafías. RÁIO X., foi o nome dado pelo cientísta a sua descoberta. TOMOGRAFÍA COMPUTADORIZADA O NOME que GODFREY E AFLAN deram a máquina na inovação. Em 8 de novembro de 1895 havia nascido o até hoje existente, famoso e muito útil, RÁIO X. A Máquina que na época revolucionaria e ajudaria a Medicina em seus diagnósticos de ossos quebrados e ou fissurados, até mesmo com alguma luxação acabava de ser criada. Em busca de aperfeiçoamento, os cientistas foram aprimorando cada vez mais e hoje temos: A Preciosa máquina de GODFREY e AFLAN o ULTRASON/doppler, ULTRA SONOGRAFIA COMPUTADORIZADA, O FORMIDÁVEM APARELHO DE (TC) TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA ANGIOTOMOGRAFIA, ENDOSCOPIA DIGESTIVA E TANTOS OUTROS.
O ONTEM (1895) O HOJE O ATUAL
CARACTERÍSTICAS DO RAIO X. DA MÃO DA ESPOSA DE RÖNTGEN TENDO AO LADO UMA NOVA FOTO TIRADA COM UM TOMÓGRAFO DE ÚLTIMA GERAÇÃO E O NOVO APARELHO DE ÚLTRA SONOGRAFIA, BEM MODERNO.
O dispositivo que gera Raios X é chamado de tubo de Coolidge. Da mesma forma que uma válvula termiônica, este componente é um tubo oco e evacuado, ainda possui um catodo incandescente que gera um fluxo de elétrons de alta energia. Estes são acelerados por uma grande diferença de potencial e atingem ao ânodo ou placa. O ânodo é oco e confeccionado em tungstênio. A razão deste tipo de construção é a geração de calor pelo processo de criação dos raios X. Para não fundir, o dispositivo necessita de resfriamento através da circulação de óleo. Ao ser acelerados, os elétrons ganham energia e são direcionados contra um alvo, ao atingi-lo são bruscamente freados perdendo uma parte da energia adquirida durante a aceleração. O resultado das colisões e da frenagem é a energia transferida dos elétrons para os átomos do elemento alvo. Este se aquece bruscamente, pois em torno de 99% da energia do feixe eletrônico é dissipada nele. A brusca desaceleração de uma carga eletrônica gera a emissão de um pulso de radiação eletromagnética. A este efeito se dá o nome de Bremsstrahlung, que significa radiação de freio. As formas de colisão do feixe eletrônico no alvo se dão em diferentes níveis energéticos devido às variações das colisões ocorridas. Como existem várias formas possíveis de colisão devida angulação de trajetória, o elétron não chega a perder a totalidade da energia adquirida num único choque, ocorrendo então a geração de um amplo espectro de radiação cuja gama de freqüências é bastante larga, ou com diversos comprimentos de onda. Estes dependem da energia inicial do feixe eletrônico incidente. Este é o motivo pelo qual existe a necessidade de milhares de volts de potencial de aceleração para a produção dos Raios X.