quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

LESÃO CEREBRAL



       
        Dirceu Ayres

Recentemente chegamos ao fundo do poço. A ausência total de valores, estímulo à mentira e a corrupção. O mínimo de moralidade pública e privada foi corroído no país onde todos são “heróis”. E heróis quase miseráveis que só ganham a insignificância de alguns mil reais por mês, que miséria!!!. Será que o povo brasileiro sofre de lesão cerebral? Não creio, pois isto nos eximiria de qualquer responsabilidade. Prefiro dizer que levamos ao paroxismo a cultura da sem-vergonhice, consentida e consciente, aquela que as mais altas autoridades esbanjam como patrimônio nacional. Na pátria de Macunaíma quem rouba, faz. Quem mata tem seus direito humanos preservados. Afinal, somos como diria aquela autoridade: “éticos” e “não existe pecado do lado de baixo da linha do Equador”. Não há do que se queixar. Atualmente algumas pessoas que se envergonham de serem brasileiras, perguntam: “Será que nosso povo perdeu a vergonha, pois acha natural tudo o que esse governo faz e ainda o reelege” Bem, isto faz parte de uma longa história, a nossa história, e seria necessário escrever um “Tratado de Sociologia da Sem-vergonhice” para formular resposta adequada. Em todo caso, tentarei dá-la, ainda que de modo bastante resumido. Começo lembrando uma interpretação biológica baseada em leitura da Folha de S.Paulo, de /03/07. 06. Segundo o jornal, neurocientistas pesquisaram e levantaram a hipótese de que existe uma parte específica do cérebro, (córtex prefrontal ventromedial) onde se alojam emoções, e que parece ser crítica para certos aspectos da moralidade. As pesquisas feitas com grupos de pacientes que apresentavam lesão nessa região cerebral mostraram que eles exibiam menos empatia, compaixão, culpa, vergonha e arrependimento. Se analisarmos o governo que aí está notaremos “que nunca dantes nesse país”, autoridades, que deveriam dar bom exemplo, tiveram tão pouca empatia ou compaixão com relação ao povo. Vimos idosos de noventa anos ou mais em filas para provar que estavam vivos. A Saúde é um descalabro e nos atendimentos do SUS se observa a crueldade dos funcionários dispensada aos doentes. Rebaixaram os rendimentos da poupança para premiar os grandes investidores, prejudicando os menores. O FGTS poderá ser afetado do mesmo modo e o trabalhador, que sempre votou no Partido dos Trabalhadores, vai perder renda se perder da inflação. O apagão que tanto nos assusta parece divertir o governo que nega a crise, enquanto o presidente da República finge que está tomando providências. A lista de maldades é vasta, sendo impossível enumerá-las todas em curto artigo. Quanto aos sentimentos de culpa, vergonha e arrependimento inexistem. É como se dissessem: Se o Executivo mandar, faremos todos se não mandar, esquece. Quanto à maioria dos brasileiros, se fosse estudada pelos neurocientistas provavelmente seria apontada como portadora da tal lesão cerebral. Mas, como penso que as teorias sobre o cérebro ainda engatinham nos caminhos da ciência, prefiro a opinião de Michael Koenigs que afirmou: “a reação da maquinaria emocional com respeito a questões morais é sem dúvida moldada por forças culturais”. Hoje em dia continuamos a viver atrás de facilidades preferivelmente alcançadas por esperteza ou doação de alguma autoridade paternal. Não temos de modo geral o sentido de conquista no tocante ao esforço pessoal, não nos faltando, porém, a capacidade predatória. Não sabemos exercer o poder, mas tão-somente nos beneficiar do poder. Simulamos democracia, mas somos autoritários. Preferimos sempre culpar alguém ou algo para nos eximirmos de nossas responsabilidades. Somos ufanistas com relação à nossa cultura da malandragem e da sem-vergonhice. Acredito que aqui cabe esse dito encontrado na internet:
“ESTÁ NA HORA DE VOTARMOS NAS PUTAS”...
...”porque nos filhos delas não tem dado certo”! Não quero com isso lembrar as Sanguessugas, Mensaleiros ou até os da “Moda” Cartões de Crédito ou Corporativos, é somente lembrar que no Brasil usando a lei de Gerson, tudo sai melhor, não precisamos dos Neurocientístas para isso.

Amanhã, o mundo pode acabar para José Dirceu e sua quadrilha. Joaquim Barbosa decidirá se prisão será imediata.


        
     Dirceu Ayres

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, vai decidir amanhã o pedido feito, ontem, pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para que réus que foram condenados no mensalão sejam presos. O pedido chegou à Corte, no início da noite. Os carros oficiais da presidência do STF já haviam deixado o edifício do tribunal e, minutos depois, retornaram. Logo em seguida, a assessoria do STF informou que Barbosa só tomará decisão sobre a prisão dos réus na sexta-feira. A assessoria da Procuradoria-Geral não esclareceu em relação a quais dos 25 réus condenados no mensalão foi requerida a prisão. Pelo menos oito réus ingressaram com requerimentos no STF para evitar a prisão antes do julgamento dos recursos que eles pretendem ingressar contra a sentença final da Corte pela condenação. São: o ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu; o ex-presidente do PT José Genoino; o deputado João Paulo Cunha (PT-SP); o deputado Pedro Henry (PP-MT); o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato; a ex-presidente do Banco Rural Katia Rabello e os ex-dirigentes da instituição José Roberto Salgado e Vinicius Samarane. Ontem, na última sessão do ano, Barbosa não pôs esses pedidos em pauta. "Como o Supremo vai julgar algo se a pessoa que havia requerido retirou o pedido?", justificou o presidente do STF, ao fim da manhã. Ele se referiu ao procurador-geral que, depois de ter sustentado a necessidade de prisão imediata dos réus, em 3 de agosto, no primeiro dia do julgamento, afirmou, em 17 de dezembro, na última sessão do mensalão, que pretendia refazer o requerimento de prisão. "Na verdade, o que aconteceu é que eu só poderia pedir (a prisão dos réus) após a conclusão do julgamento", alegou Gurgel, antes da sessão do STF. "O julgamento somente se concluiu na segunda-feira e estou ultimando um estudo mais aprofundado da questão e devo estar requerendo isso nos próximos dias, o mais rapidamente possível", completou. Caso tivesse feito o pedido de prisão, antes da sessão de ontem, a tendência era a de que ele fosse negado pela maioria dos ministros. Isso porque o entendimento que tem prevalecido na Corte é o de que os réus só podem ser presos quando a sentença transitar em julgado e não forem possíveis mais recursos para modificá-la. Mas, com a formalização do pedido depois da sessão, as chances de ele ser aceito aumentam, já que ele será analisado isoladamente por Barbosa. O relator do mensalão foi o autor da maioria dos votos pela condenação dos réus. Horas antes de entrar com o pedido de prisão, o procurador-geral avaliou que há urgência em dar efetividade à decisão do STF. "Esse esforço magnífico que foi feito pelo Supremo no sentido de prestigiar de forma importantíssima os valores republicanos não pode, agora, ser relegado à ineficiência", disse Gurgel. "Nós não podemos ficar aguardando a sucessão de embargos declaratórios. Haverá, certamente, a tentativa dos incabíveis embargos infringentes. E o certo é que o tempo irá passando sem que a decisão tenha a necessária efetividade."Após a última sessão do ano, Barbosa admitiu o cansaço com o maior julgamento da história do STF. Ao todo, o mensalão tomou 249 horas em 53 sessões do tribunal ao longo de quase cinco meses. "Eu nem acredito que encerramos o ano. A Ação Penal nº 470 foi um desafio imenso. Durante sete anos, eu tive minhas dúvidas se encerraríamos ou não." Indagado sobre as palavras que resumem o ano, ele disse: "Cansaço e dor." O ministro lamentou ainda não ter participado do julgamento de outras questões além do mensalão. Ao fim da sessão, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, elogiou a atuação da Corte no julgamento do mensalão. "Creio que expresso a opinião nacional ao dizer que o STF é merecedor da confiança do povo brasileiro." Falando em nome da Presidência da República e da Advocacia-Geral da União (AGU), a advogada Grace Mendonça disse que 2012 vai entrar para a história do STF, pois foi um ano em que a Corte teve três presidentes e realizou "um trabalho intenso no julgamento da Ação Penal nº 470". "Nunca se ouviu falar tanto da Suprema Corte." (Valor Econômico)

Barbosa prenderá mensaleiros a pedido de Gurgel, mas Lewandowski pode soltá-los se assumir no recesso

                                                                                    Dirceu  Ayres
Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net Leia também o site Fique Alerta – www.fiquealerta.net Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net A Profecia Maia, segundo a qual o “fim do mundo” acontreceria neste 21 de dezembro, deve se realizar para os principais “mensaleiros”. O presidente do Supremo Tribunal Federal tende a acatar, nesta sexta-feira, o pedido de prisão imediata para pelo menos 11 dos 25 condenados à prisão, em regime fechado, na Ação Penal 470. Como ministro de plantão no recesso, Joaquim Barbosa será um Papai Noel às avessas para os corruptos. As principais “cabeças” do Mensalão devem passar o Natal, o Ano Novo e pelo menos todo o mês de janeiro na prisão. O “Grupo dos 11” é formado por: José Dirceu; Delúbio Soares, João Paulo Cunha, Marcos Valério, Ramon Hollerbach, Cristiano Paz, Simone Vasconcelos, Kátia Rabello, José Roberto Salgado, Vinicius Samarane e Henrique Pizzolato. Todos receberam penas acima de oito anos de prisão, em regime fechado. Tudo é possível. Barbosa pode poupar, ao menos por enquanto, outros 11 condenados em regime semi-aberto. O que tende a agravar o conflito entre o Legislativo e o Judiciário é a decretação da prisão preventiva de João Paulo Cunha - um parlamentar em exercício de mandato. O caso será inédito. Também será curioso se, no final do mês de janeiro, quando assumir a presidência do STF, o vice-presidente Ricardo Lewandowski revogar uma eventual decisão de Barbosa e mandar soltar os mensaleiros. Apesar das elevadas penas, muitos dos “cabeças” do mensalão não ficarão muito tempo na cadeia, exceto Marcos Valério, que pedará um mínimo de 6 anos, 8 meses e 21 dias na prisão. José Dirceu pegará 1 ano, nove meses e 10 dias. Delúbio: 1 ano, 5 meses e 25 dias. João Paulo Cunha: 1 ano, 6 meses e 20 dias. Henrique Pizzolato: 2 anos, 1 mês e 5 dias. Por isso, o quanto antes começarem a cumprirem as penas, melhor para eles. Além do mais, no caso de Dirceu, ainda poderá usar a prisão como propaganda, propagando a mentira de ser “um preso político” (curiosamente no País governado pelo partido que controla). O Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, cumpriu ontem seu dever de pedir a prisão preventiva dos condenados, antes mesmo da publicação do acórdão do processo e da avaliação pelo STF de todos os recursos que serão movidos pelos advogados dos réus. Gurgel justificou seu pedido pregando que não se pode ficar esperando recursos de advogados de defesa, enquanto existe a grande urgência de dar efetividade à decisão do Supremo. O procurador frisou que o resultado final não será mais mudado pelos eventuais recursos. Barbosa já avisou que sua decisão monocrática será tomada com base na justificativa do Procurador-Geral e não em uma alegada urgência. Gurgel lembrou ontem que o regimento do Supremo prevê que, no recesso, o presidente está autorizado a tomar todas as medidas em nome do tribunal. A Polícia Federal já tem agentes vigiando os passos dos condenados para que não ocorra nenhuma fuga dos mensaleiros. Caso seja determinada a prisão, os mandados serão expedidos imediatamente. O resultado final do Mensalão vai depender da velocidade em que a decisão do STF começa a ser efetivamente cumprida. Por isso, Joaquim Barbosa deseja aproveitar o recesso do Judiciário, até 31 de janeiro, para acelerar o texto final do acórdão do julgamento da Ação Penal 470. O quanto antes for publicado no Diário Oficial da Justiça, mais rápida será a velocidade em que os advogados dos réus apresentarão recursos a serem avaliados pelos ministros do supremo, dando o caso, finalmente, como “transitado em julgado”. Dos 37 réus iniciais, 11 foram condenados com penas de prisão em regime fechado: José Dirceu; Delúbio Soares, João Paulo Cunha, Marcos Valério, Ramon Hollerbach, Cristiano Paz, Simone Vasconcelos, Kátia Rabello, José Roberto Salgado, Vinicius Samarane e Henrique Pizzolato. Outros 12 foram punidos com regime semi-aberto: Pedro Corrêa, Rogério Tolentino, José Genoíno, Pedro Henry, João Claudio Genu, Breno Fischberg, Valdemar Costa Neto, Jacinto Lamas, Carlos Rodrigues, Roberto Jefferson, Romeu Queiroz e Enivaldo Quadrado. Dois foram punidos com penas alternativas: Emerson Palmieri e José Borba. Doze foram absolvidos. Recado para Lula Roberto Gurgel avisou ontem que ainda vai analisar o depoimento prestado por Marcos Valério em setembro, no qual acusa o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ter conhecimento do mensalão e de ter sido beneficiado pelo esquema criminoso. “Nós temos que examinar, e isso ainda não foi feito, em profundidade o depoimento. Com muita frequência, Marcos Valério faz referência a declarações que ele considera bombásticas, etc, e quando nós vamos examinar em profundidade não é bem isso. Mas vamos ver o que existe no depoimento que possa motivar futuras investigações. Como sempre, nada deixará de ser investigado. Quanto especificamente ao presidente Lula, eventual investigação já não compete ao procurador-geral da República, já que o ex-presidente já não detém prerrogativa de foro. Então se tiver algo relacionado ao ex-presidente isso será encaminhado à Procuradoria da República de primeiro grau”. Sem foro privilegiado, é bom Lula botar as barbas de molho, principalmente com o que vem por aí no Rosegate... Numa fria... Lula aproveitou a posse do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques da Silva, para dar seu mal educado recado aos opositores: "Só existe uma possibilidade de eles me derrotarem: trabalhar mais do que eu. Mas se ficar um vagabundo numa sala com ar-condicionado, falando mal de mim, vai perder". O espaço do evento, onde Lula discursou por 42 minutos, foi providencialmente decorado com o novo slogan de peopaganda petista: "Lula é meu amigo. Meu com ele, mexeu comigo". Advogados tentaram... Advogados de alguns réus tentaram ontem, em vão, uma audiência com o Procurador-Geral da República. Além de não dar bola para eles, Gurgel deixou claro que seu pedido de prisão é plenamente justificável: “Esse esforço magnífico que foi feito pelo Supremo no sentido de prestigiar de forma importantíssima os valores republicanos não pode agora ser relegado aos porões da ineficiência. Não podemos ficar aguardando a sucessão de embargos declaratórios. Haverá certamente a tentativa dos incabíveis embargos infringentes. E o certo é que o tempo irá passando sem que a decisão tenha a necessária efetividade”. Resumo objetivo. Indagado sobre como resumiria este ano de 2012, em poucas palavras, Joaquim Barbosa respondeu, na lata:  “Cansaço e dor”. O tratamento de coluna dá mais trabalho a Barbosa que a condenação dos mensaleiros... Papel do Sarney. O Congresso devia ser punido pelos defensores da ecologia, porque detonou 150 mil folhas de papel no fracassado e golpista esforço de fingir que avaliaria mais de 3000 vetos presidenciais em projetos de lei. A papelada – inutilmente impressa para ser jogada fora – deveria ser debitada do salário do Presidente José Sarney... Por essa e outras que o legislativo brasileiro dá cada vez mais provas de que é descartável, por não trabalhar ou por nada fazer direito... Mexidinha. Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento. © Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 20 de Dezembro de 2012.

MISS BUMBUM NO SOFÁ DO PADRINHO



      Dirceu Ayres


Um fim de tarde nunca me pareceu tão melancólico quanto aquele, no dia do meu aniversário de dezoito aninhos. Eu saía da casa do padrinho e me sentia atormentada. Aquela coisa gosmenta que o padrinho colocou dentro de mim, escorria pra fora e me fazia arder o meu anel de couro, já todo ardido de verdade. Quando eu olhei lá pro parquinho e já vi a Bia sumindo, lá pra dentro do trailer... Fui impelida afazer à mesma coisa e meio que sem pensar, lá fui eu também atender um chamado... O padrinho queria muito “falar comigo”...Que loucura!... Caminhando em direção a porta, me deu até tremedeira. Mais ainda, quando eu vi que todo apressado, o padrinho já cuidava de fechar as cortinas da sala. Não tive mais dúvidas, ele queria privacidade pra comer o meu anelzinho outra vez... Oh! Não... Aí... Caiu a ficha. O meu anelzinho ainda doía por causa daquele estrago que ele me fez e, além disso, eu ainda tinha uma virginal gruta de amor pra zelar... Oh! Não!... Na minha grutinha, não. Meu sonho de casar virgem, ainda não tinha morrido, apesar de já ter deixado... Ele me por no anelzinho de couro. Então, fechou e trancou Porta. Quando se voltou pra mim, sem querer bati meus olhos na sua genitália e através daquele tecido fininho, do pijama que ele usava, não pude deixar de ver, que a sua madeira já estava até dura. Naquela hora, já senti o meu rosto enrubescer e toda sem graça, eu lhe disse... Que estava dando uma passadinha, só pra conversar mesmo... Não precisa ter vergonha, não... Viu?... Padrinho é pra isso mesmo... Sabia?... Vem cá, vem... Dá uma pegadinha, dá... Enquanto me enrolava, com aquele cochicho safado... Ficava roçando seu peito contra meus peitinhos e sem ter largado do meu pulso... Fez a minha mão pousar, bem no mastro enorme que estava por baixo do seu pijama... Ah!... Que susto. Meu reflexo foi de tirar a mão, mas ele me segurava tão firme, que logo desisti e já entendi que era pra pegar mesmo. Oh!... Eu não acreditava... Pela primeira vez, estava pegando na madeira de um homem. Eu nem sabia o que fazer com tudo aquilo, mas ele logo me ensinou. Movimentou a minha mão pra cima e pra baixo e me fez entender, que era pra fazer daquele jeito, aí... Timidamente eu fui fazendo. Vendo que eu já tinha entendido, de novo ele pegou no meu pulso e direcionou minha mão pra dentro do pijama... Nossa!... Agora eu já segurava direto na madeira e até sentia o bicho estonteante, que até me fez perder o recato e absurdamente, senti também o desejo de mamar. Minha boca salivava e sem querer, eu me revelava engolindo seco. Percebendo a minha fraqueza, carinhosamente ele segurou aminha cabeça com as duas mãos e sutilmente... Foi fazendo eu me abaixar, até que acabei me ajoelhando e fiquei de cara com Aquela puta madeira dura. Minha Nossa!... Eu já nem raciocinava direito, instintivamente entreabri meus lábios, então... O padrinho só deu uma puxadinha na minha cabeça e... Pronto... Um estranho gosto de madeira quente invadiu a minha boca. Quase me engasguei, mas logo me acostumei e. Comecei a mamar... Igual ele mamou nos meus peitinhos. Que loucura!... Só a grossura da madeira, já me deixava de boca cheia. Não dava pra chupar tudo, mas o que não cabia na boca, eu cuidava com as mãos. Um estranho dever de servidão, novamente me impelia a dar o melhor de mim. Parecia até que eu estava embriagada. Cada vez mais, eu abocanhava mais e mais. Enquanto eu fazia aquela loucura... Fiquei meio que aflita, sem saber o que e fazer, no entanto, ele também não queria, não. Calmamente afastou minha cabeça, foi tirando a madeira da minha boca e já foi me fazendo mudar de posição... Com ele por trás de mim, tive que me ajoelhar no carpete e debruçar no assento do sofá. Daquele jeito, com a blusa toda aberta... Senti sua pegada bem nos peitinhos... Pronto!... Lá estava eu de novo, agarrada por trás e de jeito pra ele colocar outra vez. Oh! Não... Logo pensei no meu anelzinho de couro, todo dolorido e já me apavorei toda. Não ia dar pra agüentar, não. Então, comecei a choramingar e tentei dissuadi-lo... - Não, não... Padrinho! Hoje tá dodói... Outra hora eu deixo, tá?...Entretanto... Suas mãos foram acariciando minhas coxas e levantando minha saia, até chegarem ao elástico da calcinha, aí... Pouco a pouco, minha calcinha foi sendo arriada e eu fui sentindo a bunda ficar toda de fora, enquanto ao mesmo tempo e com a voz até embargada de emoção, ele me cochichava... - Filhinha!... Fica sossegada... Só quero dar um... Beijinho... Vamos baixar sua calcinha... Que coisa mais linda! Do padrinho Naquele instante... Eu já não conseguia dizer mais nada. É como dizem... Quem cala consente. Também, né!... Desconcertada e encabulada, fiquei só sentindo a sua passada de mão na minha bunda, até que de repente... Ele abriu minhas nádegas, escancarou tudo e abismada... Eu senti sua boca chupando e a sua língua profanando, a minha virginal gruta de amor. Nossa!... Dava até pra sentir a sua cara, enfiada na minha bunda. Minha vergonha foi tanta que até escondi o rosto, de cara no almofadão do sofá. Era uma situação de “fhuder”... Sua língua trabalhava na minha gruta de amor e também no meu arinho de couro, mas quando era nele, notei que ficava empurrando saliva lá pra dentro, deixando-o cada vez mais encharcado. Eu até achei, que era só pra curar o meu dodói, mas o meu arinho estava tão dolorido, que nem adiantava nada. Por outro lado, apesar do dodói, até que eu já estava gostando daquela língua safada, que fazia a minha grutinha ficar babando cada vez mais. Só sei dizer, que aquela situação me deixou tão inebriada, que eu já nem me dava conta de mais nada. E só sei que de repente... Já senti a cabeça da madeira, bem na entrada da gruta. Oh! Não... Eu estava pra ser deflorada! Mesmo assim... Já nem reagia mais. O sacana tinha me preparado de tal jeito, que na verdade mesmo... Eu já estava até quase pedindo... Pra ele enfiar a madeira. Meu sonho de casar virgem, literalmente estava indo pro cacete... Só a cabeça já tinha entrado, mas pouco a pouco, senti a madeira me rasgando toda pra entrar mais, até que... Foi tudo!... Meu cabacinho nem teve chance... Foi direto pro cacete. Um misto de dor e espanto tomou conta de mim. Aquele pauzão, já estava todinho dentro de mim. Nossa!... Eu já não era mais moça. O padrinho tinha me feito... Mulher!...Pasmada com tudo aquilo... Fiquei gemendo bem baixinho, enquanto ele se acomodava mais ainda, então... Naquela posição de cadelinha, eu senti o peso do seu corpo me cobrindo toda e... Lentamente... Ele começou a me penetrar. Sua madeira grossa e comprida terminava de me arrombar. Em cada enfiada... A glande me molestava bem fundo, lá no útero. Naquele momento me senti aliviada. Todo cheio de cuidados, ele me tirou a madeira da minha gruta de amor, mas... O meu alivio não durou nada, não. Logo já entendi que o que ele queria mesmo, era o orgasmo no meu anelzinho de couro, já todo ardido. Nossa!... Toda medrosa eu supliquei... – Não, não... Padrinho! Por favor... Não!!!...Mas, ele não me ouvia, não... A cabeça do seu membro já começava a entrar e num último esforço, ainda tentei sair fora me arrastando sobre o sofá, mas... Um dos almofadões acabou em Bolando por baixo do meu quadril e eu fiquei toda Leve, mas dessa vez... Nossa!!!... Senti meus olhos arregalarem e feito uma louca, deixei escapar lá do fundo da minha garganta, um urro desesperado. Maria Alice.... Mexe bastante, mexe... Com toda essa bunda... É disso que você precisa, viu?... Nossa! Custava-me crer, que aquele era o meu padrinho. Ele parecia um tarado me estuprando, mas eu tinha que perdoá-lo, afinal... Eu sempre fui sua queridinha e sempre me aproveitei disso e ali... Era a vez dele. Por fim, eu já estava tão exausta, que acabei ficando prostrada e me entreguei de vez. Na maior tranqüilidade me continuou usando, até que finalmente... Virou minha cabeça de jeito, sufocou meu choro num puta beijo de língua e me apertando mais forte ainda, contra aquela madeira... Começou a ter orgasmo que nem louco. Uma explosão de líquido quente me inundou por dentro. Aquilo me ardeu no arinho e esquentou que nem brasa, nem sei como agüentei. Foi um alívio quando ele tirou e saiu de cima de mim, mas eu estava me sentindo tão acabada, que mal conseguia me mexer. Quando ele me viu seminua, daquele jeito todo... Com a saia erguida pra cima da cintura... De calcinha arriada e de Bundão empinado... Toda largada e toda ardida... Acho que pra tentar me reanimar, o filho da puta me exibiu aquele puto cacete, ainda meio duro e todo lambuzado do líquido quente, pra me dizer... - Minha putinha!... Olha só, o que você já agüenta... Tanto atrás como na frente... Daqui pra frente, nem vai doer mais, viu?... Que raiva!... Que ódio!... Quando ele me falou aquilo, mais que depressa me levantei e corri pro banheiro... Sentei na privada e senti aquela gosma toda que eu tinha levado, escorrendo pra fora. Quando me limpei, senti que o meu arinho de couro machucado e estava todo inchado e devia estar bem usado, porque ardia pra cacete. Já na rua, encontrei minha amiga Bia saindo do parquinho e... Nossa!... Ela também estava com cara de choro, tinha o cabelo meio bagunçado,que nem louca, e, além disso, caminhava toda desengonçada... Tinha perdido o rebolado. Logo já entendi. Certeza, o seu anelzinho de couro também devia estar daquele jeito... Ardendo pra caralho!...Nós nos entendíamos tão bem, que nem era preciso dizer nada, simplesmente nos abraçamos e nos derramamos em lágrimas, como se fosse o dia da nossa coroação... A gente logo entendeu que tinha acabado de levar... O cetro de miss bumbum!

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Luriam ameaça o povo que quer justiça pelo Feicebuqui.


    

     Dirceu Ayres

Agora a briga é familiar. Até a "robusta" filhota bastarda do EX presidente Defuntus Maracutaius, entrou na confusão e na presepada para defender as trampolinages do alcoviteiro papai. Lurian (háháhá, Lurian, mais uma vez a prova que pobre adora misturar nomes para dar à cria) Lulla da Silva, a robusta senhoura da fotinho ao lado, em sua página do feicebuqui, fez ameaças aos que querem ver o traste PTralha batendo com o costado na cadeia. Entre outras baboseiras, a filhota ONGueira do ex presidente disse que: "estão mexendo em um vespeiro" Em seus vômitos de insanidades, a filhota ainda insiste em dizer que mexer com seu amado papai, é mexer com 80% do povo brasileiro.Bem, minha querida e robusta criatura, mesmo que seu papai tivesse 80% de popularidade, nada iria adiantar acreditar que o povo iria para as ruas em defesa do seu trampolineiro "papis". Por dois motivos, O primeiro é porque o povo só vai para as ruas para festejar alguma coisa. Para protestar, ou mesmo para defender quem quer que seja é IMPOSSÍVEL!!! O brasileiro não tem o hábito de sair em passeata para porra nenhuma, e não terá para sair em defesa de um mentiroso e patético parlapatão apedeuta que na vida só aprendeu a levar vantagens sem ter que se esforçar para ganha-la. E o segundo, pelo que temos visto, nem a militontância do partido das ratazanas vermelhas anda motivada para fazer ainda mais papel de palhaço. Veja que o Zé Dirceu berrou aos quatro ventos que o povo iria às ruas em sua defesa e não conseguiram reunir nem cem otários que ainda acreditam nas mentiras e manobras perpetradas pela quadrilha que se formou em Brasília e que o MUNDO sabe quem é o chefe do bando. Tanto sabe, que algumas das palestras que seu papai iria fazer pelaí, já foram canceladas pelas empresas que contrataram. Ninguém mais quer ser visto ao lado do trampolineiro mór da pocilga. Assim que o barco começa a afundar os ratos são os primeiros a fugir, e rato vermelho é o que não falta no PT. Mas em vez de ir ao Feicebuqui para ameaçar uma revolta que nunca acontecerá, porque você não prestou contas dos DEZ MILHÕES que pegou para sua fajuta ONG que simplesmente desapareceu após a entrada dessa grana? E o dinheiro do Fome Zero que sumiu? Ou então abra suas contas para que a população veja o quanto você torrou de grana nos cartões corporativos que seu papai arrumou para seu uso, mesmo você não tendo cargo algum na presidência da república, ou no estado Brasuca. Em vez de ficar pagando de indignada e de aglutinadora de otário para defender bandoleiros, venha à público e abra suas contas e mostre o quanto vocês são honestos e que tudo o que dizem a respeito da sua família é coisa da imprensa golpista e dos reacionários pagadores de impostos da pocilga. Sem contar o quanto sua família PESA no erário público para manter seguranças da PF tomando conta de vocês. Oras, se vocês sabem que o papis tem 80% de popularidade, não há o que temer, portanto não precisam de babás da PF garantindo seu sono. Ainda mais sabendo que o povo Brasuca é de uma covardia e frouxidão estratosférica. E sinceridade, eu nem sei como é que sua família consegue dormir em paz sabendo o quanto vocês se apoderaram dos sofrido povo pobre, burro, e festeiro da pocilga. E devolva a grana da ONG como mostra de que você é uma pessoa séria e impoluta. Pois enfiar dez milhetas no bolso e depois ficar pagando de indignada é fácil. Dificil mesmo é mostrar a verdadeira cara de bolacha e abrir as contas para uma auditoria.. E PHOD@-SE!!! (O Mascate)

                                

    Dirceu Ayres

Mensalão: STF conclui o maior julgamento da sua história; venceu o estado de direito; perderam os chicaneiros. Ou: O que pode este livro!   Joaquim Barbosa, relator do processo do mensalão e presidente do Supremo, lêem o texto que rege o Brasil na sessão de 10 de dezembro (Foto: Fellipe Depois de 138 dias e 53 sessões plenárias, o Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou nesta segunda-feira o maior julgamento criminal da história do país: o mensalão. No total, 25 réus do escândalo foram condenados por participar da mais criminosa trama de corrupção já montada num governo brasileiro, entre eles líderes do PT e do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Na última sessão do julgamento, a corte determinou que os três deputados federais -Valdemar Costa Neto (PR-SP), Pedro Henry (PP-MT) e João Paulo Cunha (PT-SP) - não poderão exercer seus mandatos após o trânsito em julgado da ação penal, o que deverá ocorrer no segundo semestre de 2013. Até o início da sessão de hoje, o placar sobre a perda dos mandatos estava empatado em 4 votos a 4. O voto decisivo foi dado pelo decano do tribunal, ministro Celso de Mello. “Não teria sentido que alguém privado da cidadania pudesse exercer mandato parlamentar”, afirmou. “A perda do mandato parlamentar resultará da suspensão dos direitos políticos, causada diretamente pela condenação criminal do congressista transitada em julgado, cabendo à Casa legislativa meramente declarar esse fato extintivo do mandato legislativo.” Antes de começar a leitura do seu voto, Celso de Mello fez críticas indiretas ao presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), que chegou a defender que a Casa poderia descumprir a decisão do STF. “É inadmissível o comportamento de quem, demonstrando não possui o necessário senso de institucionalidade, proclama que não cumprirá uma decisão transitada em julgado do órgão judiciário incumbido de atuar como guardião da ordem constitucional e quem tem o monopólio de dar a última palavra em matéria de interpretação da Constituição Federal”. “Não se revela possível que, em plena vigência do estado democrático de direito, autoridades qualificadas pela alta posição institucional que ostentam na estrutura de poder dessa república, possam descumprir pura e simplesmente uma decisão irrecorrível do STF”, disse Celso de Mello. “A insubordinação legislativa ou executiva ao comando emergente de uma decisão judicial, não importa se do Supremo Tribunal Federal ou de um juiz de primeira instância, revela-se comportamento intolerável, inaceitável e incompreensível, especialmente ante a definitividade e da peremptoriedade que se reveste a autoridade da coisa julgada. Qualquer autoridade pública que descumpra a decisão transgride a própria ordem constitucional e, assim procedendo, expõe-se aos efeitos de uma dupla e inafastável responsabilidade”, afirmou o magistrado.Prisão e recursos Ao todo, 13 réus, incluindo os petistas José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil, e Delúbio Soares, ex-tesoureiro petista, foram condenados à cadeia. Dirceu recebeu penalidade de dez anos e dez meses por ter coordenado uma quadrilha que, com o braço financeiro do Banco Rural e com a expertise do empresário Marcos Valério, movimentou 153 milhões de reais. Em um dos votos mais emblemáticos do julgamento, Celso de Mello resumiu a audácia, documentada nos autos, de políticos e empresários que atuaram na trama criminosa: “Este processo criminal revela a face sombria daqueles que, no controle do aparelho de Estado, transformaram a cultura da transgressão em prática ordinária e desonesta de poder, como se o exercício das instituições da República pudesse ser degradado a uma função de mera satisfação instrumental de interesses governamentais e de desígnios pessoais. Esse quadro de anomalia revela as gravíssimas conseqüências que derivam dessa aliança profana, desse gesto infiel e indigno de agentes corruptores, públicos e privados, e de parlamentares corruptos, em comportamentos criminosos, devidamente comprovados, que só fazem desqualificar e desautorizar, perante as leis criminais do País, a atuação desses marginais do poder”. Embora o julgamento tenha sido concluído hoje, o tribunal tem 60 dias para publicar o acórdão, que resume todo o julgamento da penal, e, em seguida, é aberto prazo para que os réus possam apresentar recursos. É esperado ainda que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, apresente um pedido formal para a prisão dos condenados. Apesar de ainda ser possível apresentar recursos no próprio STF contra as sentenças do julgamento do mensalão, o Ministério Público argumenta que a prisão é justificável porque os apelos finais dos condenados não deverão mudar o conteúdo das condenações. “Tendo em vista a inadmissibilidade de qualquer recurso com efeito modificativo da decisão plenária, que deve ter pronta e máxima efetividade, a Procuradoria-Geral da República requer, desde já, a expedição dos mandados de prisão cabíveis imediatamente após a conclusão do julgamento”, disse o chefe do Ministério Público logo no início do julgamento, em agosto. O julgamento do mensalão foi o mais longo da história do Judiciário brasileiro. O caso Collor, por exemplo, classificado como histórico pelo próprio STF, demandou apenas quatro sessões plenárias. No recebimento da denúncia do mensalão, em 2007, foi preciso prazo de apenas cinco sessões. Por Reinaldo Azevedo Sampaio/SCO/STF) Por Laryssa Borges, na VEJA.com:

Adeus, mensaleiros corruptos.





     Dirceu Ayres

Com potencial para abrir uma crise com a Câmara, a maioria dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), por 5 votos a 4, determinou nesta segunda-feira (10) a perda do mandato dos três deputados condenados no mensalão. A definição ocorreu com o voto do ministro Celso de Mello afirmando que a decisão terá que ser cumprida pela Câmara. "Não se pode minimizar o papel institucional do Supremo", disse. Isso, no entanto, deve ocorrer apenas quando não houver mais chance de recursos contra a condenação estabelecida pelo Supremo. A medida tem efeito para o deputado João Paulo Cunha (PT-SP), Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP), além de José Genoino que deve assumir uma vaga na Câmara no ano que vem na condição de suplente. O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), já manifestou que em sua avaliação a Constituição prevê que a última palavra é do Legislativo e que uma interpretação contrária a isso representaria uma afronta à autonomia do Congresso. Para ele, a decisão do STF geraria um "impasse sem precedentes na história recente da política nacional". A maioria dos ministros entendeu que uma condenação criminal transitada em julgado leva à cassação de direitos políticos e, consequentemente, à perda de mandato. Com isso, a perda é atribuição do Supremo e cabe à Câmara apenas formalizar a medida. Essa linha foi defendida pelos ministros Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello. Para Ricardo Lewandowski, Rosa Weber, Dias Toffoli e Cármen Lúcia deveria ser aplicado o artigo 55 da Constituição que determina que um deputado ou senador condenado perderá o mandato, mas determina que a decisão cabe à Câmara ou ao Senado, "por voto secreto e maioria absoluta". Na avaliação desses ministros, a cassação é da Câmara a, pois se trata de um juízo político. Eles entendem que a suspensão dos direitos políticos dos três deputados, conforme foi declarada pelo STF, impede apenas que eles disputem a reeleição. A questão foi definida com o voto proferido hoje pelo ministro Celso de Mello, que nas últimas duas sessões ficou afastado do tribunal por uma forte gripe. O ministro chegou a ser internado por dois dias com suspeita de pneumonia, mas, após exames, doença foi descartada. Para o ministro, é incompatível que uma pessoa condenada tenha mandato parlamentar. "Não se pode vislumbrar o exercício do mandato parlamentar por aquele cujo os direitos políticos estejam suspensos", disse. "Não faria sentido que alguém privado da cidadania pudesse exercer o mandato parlamentar", completou. Segundo Celso de Mello, em condenação superior a quatro anos ou em casos de crime contra a administração pública o Judiciário pode decretar automaticamente a perda do mandato. "A interpretação proposta afirma que, nos casos mencionados de improbidade administrativa contida no tipo penal e em condenação superior a quatro anos, a suspensão dos direitos políticos poderá ser decretada pelo Judiciário, por outro lado, permanece às casas legislativas o poder de decidir sobre cassação em diversos outros casos, especialmente em condenações penais menores que quatro anos", disse. Ainda não há consenso entre os ministros sobre uma eventual punição à Câmara caso não cumpra a determinação do Supremo. O ministro aproveitou seu voto para criticar, sem citar o nome do presidente da Câmara, descumprimento de decisões do Supremo. Ele criticou corporativismo. "Equivocado espírito de solidariedade não põem justificar afirmações politicamente irresponsáveis, juridicamente inaceitáveis, de que não se cumprirá uma decisão do STF revestida da autoridade da coisa julgada. As partes interessadas sempre poderão valer-se dos recursos processuais. Para ele, a ameaça de descumprir um entendimento do STF é inadmissível e parte de quem demonstra "não possuir o necessário senso de institucionalidade". "A insubordinação legislativa a uma decisão judicial revela-se comportamento intolerável, inaceitável e incompreensível", disse. Com a voz rouca, Celso de Mello disse que o Supremo ainda não tinha precedente sobre perda de mandato, que classificou de "verdadeiro litígio constitucional". A fala é uma resposta indireta às críticas de advogados de réus do mensalão de que teria mudado radicalmente de posição já que em 1995, quando a corte discutiu a cassação de um vereador, ele votou no sentido de que o parlamentar só poderia ter o mandato cassado "por efeito exclusivo de deliberação tomada pelo voto secreto e pela maioria absoluta dos membros da sua própria Casa Legislativa".VOTOS. Segundo Rosa Weber, um parlamentar não pode perder o mandato por decisão de outro poder, já que foi eleito pela soberania popular. "Parece tentadora a interpretação do texto constitucional que subtraia do Poder Legislativo suas responsabilidades políticas e constitucionais. Mas um regime constitucional democrático imprescinde, a meu juízo, do reconhecimento, se não da soberania, pelo menos da centralidade política e institucional do Poder Legislativo, expressão que é da vontade popular e representa". A ministra disse que "tratando-se de cassação de mandato, a competência é do mandante, daquele que o investiu". A tese de Rosa Weber não prevaleceu. "Se há algo que se pressupõe no exercício do mandato é a liberdade. Nós temos um deputado preso em trânsito em julgado. Veja que tamanha incongruência", disse Gilmar Mendes. "Como alguém condenado a cumprir pena em regime fechado continua com mandato parlamentar? Isso salta aos olhos". Em seu voto, Barbosa disse que era preciso levar em conta " a gravidade deste caso". "O nosso papel é de guardião da Constituição, nosso papel é dizer o que é a Constituição. Causa-me espécie e desconforto a perspectiva de dizermos ao congresso nacional que uma pessoa condenada à privação de liberdade por 10, 14 anos possa exercer o mandato parlamentar", afirmou. Revisor, Lewandowski já questionou em outras sessões entendimento da maioria. "Não estamos acima de outros poderes..Em nenhuma hipótese o Congresso Nacional poderá rever o que nós decidimos aqui quanto à condenação. Mas nós, em contrapartida, também não podemos nos intrometer no juízo político de cassação de mandato", afirmou.
CONDENAÇÕES. Acusado de receber R$50 mil para beneficiar as empresas do empresário Marcos Valério em uma licitação na Câmara, o petista foi condenado a penas que somadas chegam a 9 anos e 4 meses de reclusão, mais multa de R$ 370 mil. Ele foi punido por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. Como a pena é superior a oito anos, ele terá que cumprir a punição inicialmente em regime fechado. Por dois crimes no mensalão, Costa Neto foi punido com 7 anos e 10 meses de prisão, além de multa de R$ 1 milhão. Ele foi punido por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Henry recebeu penas que totalizam de 7 anos e 2 meses, mais multa de R$ 932 mil. Costa Neto e Henry, pelo Código Penal, terão que cumprir a pena inicialmente em regime semiaberto. Réus condenados a penas entre 4 e 8 anos podem trabalhar durante o dia e dormir na prisão, mas a definição dos locais em que a sentença será cumprida dependerá dos juízes que acompanharão a execução das penas. A lei fala em colônias penais e albergues, mas esses estabelecimentos são raros e vivem lotados. Na prática, muitos réus acabam ficando soltos, com algumas restrições, como comparecer em juízo periodicamente. (Folha Poder)