Muito tem se falado sobre os recentes atos políticos imperfeitos do ex-presidente Lula. Ora os tropeços são atribuídos a presumidos efeitos de medicação decorrente do tratamento de um câncer na laringe, ora a uma suposta crise aguda de onipotência pós-Presidência da República. Seja qual for a tese defendida, seus autores partem do princípio de que Lula sempre acertou e de repente começou a errar sem uma explicação plausível para as falhas em seu instinto tido como infalível. Há um assombro geral com a desfaçatez do ex-presidente ao passar por cima de tudo e de todos, da lógica, dos procedimentos institucionais sem a menor preocupação com as circunstâncias de seus companheiros de partido e com a repercussão de suas ações sobre a opinião pública. Da mesma forma que se acha capaz de submeter processos eleitorais à sua vontade, não avalia conseqüências, não dá ouvidos às críticas preferindo enquadrá-las na moldura da conspiração engendrada por adversários políticos dos quais a imprensa seria agente engajado. Falta, nessas análises, um exame mais acurado do ambiente político como um todo e do histórico de ações de Lula. Se olharmos direito, não é de hoje que age assim - fez e disse barbaridades enquanto estava na Presidência - nem é o único a atuar de costas para o contraditório como se qualquer ação estivesse a salvo de reações. O Congresso vem construindo há muito tempo sua crescente desmoralização agindo exatamente da mesma forma: toma decisões que excluem o interesse público, voltadas para seus próprios interesses como se a sociedade simplesmente não existisse. Os escândalos ali produzem no máximo recuos temporários, promessas não cumpridas e recorrentes avaliações de que o Parlamento é um Poder aberto e, por isso, vítima de ataques injustos. Sob essa argumentação os erros se acumulam, mas não cessam. Quando se imagina que deputados e senadores tenham ciência do repúdio que provocam, eis que de novo tentam patrocinar uma farra de salários mal saídos de crises em série decorrentes de farras de privilégios outros. Lula achou que pudesse descartar impunemente a senadora Marta Suplicy, aproximar-se de Gilberto Kassab ao custo do constrangimento da militância e do discurso petista, anular uma prévia reconhecida como legal no Recife, pedir bênção a Paulo Maluf, direcionar a posição de um ministro do Supremo Tribunal Federal e administrar uma comissão de inquérito ao molde de seus interesses como se não houvesse amanhã. E escolheu agir assim por quê? Porque é assim que as coisas têm funcionado na política. Mítica do articulador. Lula não é o espetacular articulador que se imagina. Apenas tinha, e agora não tem mais, todos os instrumentos de poder nas mãos, os quais utilizou com ausência total de escrúpulos. Quem age ao arrepio das regras ganha sempre de quem é obrigado a segui-las. Assim como faz o Congresso quando inocenta parlamentares de culpa comprovada, adapta a Constituição às suas conveniências, adia a reforma política, não acaba com o voto secreto para processos de cassação de mandatos e inventa regras segundo as quais a comprovação de desvios de vida pregressa não serve como critério de avaliação da conduta presente. Nem Lula comete erros novos nem o Parlamento deixa de ser reincidente. Ambos se unem no mesmo equívoco, imaginando que seja possível fazer a opção por atos erráticos acreditando que não chegará o momento em que aquilo que parece sempre certo começa irremediavelmente a dar errado. Borralheiro. Caladinho, o PMDB se ressente do isolamento imposto pelo PT na eleição de São Paulo. Até a volta. Duas semanas de intervalo, antes da eleição e do julgamento do mensalão. DORA KRAMER - O Estado de S.Paulo
sábado, 14 de julho de 2012
SERRA DENUNCIA PT POR USO POLITIQUEIRO E ELEITORAL DA CPI DO LULA-CACHOEIRA
Dirceu Ayres
Serra: denunciando uso eleitoreiro da CPI O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, acusou o PT de utilizar a CPI do Cachoeira como um instrumento político contra partidos de oposição. O tucano reagiu à convocação pela comissão do engenheiro Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, que foi diretor do departamento de estradas do Estado quando Serra era governador. "A CPI está sendo utilizada como instrumento político. É tipicamente petista: usar um aparato de Estado para oprimir e hostilizar adversários", disse Serra. Paulo Preto foi convocado para a CPI para depor sobre contratos entre o governo paulista e a construtora Delta. Serra afirmou que não há irregularidades em obras da empreiteira. "Meu governo não tem nada, nada a esconder", declarou. O candidato do PSDB também criticou a Central Única dos Trabalhadores (CUT), que recebeu em seu congresso na capital paulista, na segunda-feira, 9, o petista Fernando Haddad. "A CUT é uma entidade que vive de contribuições dos trabalhadores, que tem natureza pública, fazendo campanha eleitoral de um candidato. Isso é uma evidente irregularidade", afirmou. Como ato da campanha municipal, Serra fez uma caminhada na região do Jaraguá, zona norte da capital paulista. Lá, conversou com comerciantes, exaltou a construção de um viaduto - iniciada em sua gestão - e prometeu investimentos na iluminação pública. "É se debruçar sobre coisas que parecem pequenas, mas têm um efeito muito grande", disse o tucano. Do site do jornal O Estado de S. Paulo MEU COMENTÁRIO: No site em um destaque em forma de subtítulo, o editor do Estadão afirma: "Candidato acredita que petistas querem 'oprimir e hostilizar adversários'. Na verdade, José Serra não só acredita, mas tem absoluta certeza, com toda razão, que essa CPI fajuta é uma armação vulgar do PT para levar adiante as diretrizes comunistas do Foro de São Paulo. Mas notem como o editor coloca entre aspas a locução de Serra. Todavia não o faz com outro sentido que não ridicularizar a afirmativa do tucano. Quando a isso não há a menor dúvida. Agora, o que José Serra não pode fazer é usar punhos de renda. Tem de dizer com todas as letras que se trata de uma armação essa CPI montada pelo PT.E mais: uma armação comunista, típica dos julgamentos ocorridos em países de regimes totalitários. É a primeira vez na história da democracia que um partido que é poder convoca uma CPI. De cara, é pura jabuticaba. As encrencas dos envolvidos com o bicheiros Cachoeira teriam de ser apuradas pela polícia, aberto inquérito, concluído e os autos remetidos ao Judiciário. A comissão parlamentar de inquérito tem outra dimensão. Portanto aí está a vulgarização do instituto da CPI, erigido para ser um recurso da minoria tendo em vista encontrar um equilíbrio, já que a representação política minoritária é, obviamente, uma representação de parte substancial de eleitores. Mas não adianta a gente explicar isso. O PT é um partido de viés comunista e, portanto, não opera dentro de critérios democráticos. O PT é um partido marginal já que seu programa partidário deseja implantar um regime socialista no Brasil.(Aluizio Amorim)
quinta-feira, 5 de julho de 2012
DESMENTIDO
Dirceu Ayres
- Nossa! Dircinho! Você Torceu a mão? Como foi? –“Disse mina irmã”. E completou: “ Eu soube que você havia torcido alguma coisa”!!!. Lamento ter que dar a mesma resposta a todas as pessoas a quem respondo essa pergunta, mas não, eu não torci nem a mão nem o pé enquanto salvava uma velhinha que ia ser atropelada por uma enorme carreta; não torci nada enquanto segurava um trem que ia passar por cima de uma linda donzela que gritava desesperadamente amarrada aos trilhos; não torci nada quando estava na arquibancada da final do jogo do CSA e CRB; não torci nenhuma parte de meu corpo nem uma junta, enquanto descia o Himalaia numa expedição excepcionalmente radical. Nem voando em minha poderosa asa delta. A minha resposta para a pergunta que abre esse texto é: Eu torci o nariz quando me contaram do aumento de salário dos senhores deputados e senadores, sim, eu torci, torci mesmo o nariz. Se não estou enganado isso fede mesmo a podridão. O resto é lenda, meus amigos. Não acreditem em tudo que se diz a respeito nem no que lemos nos Jornais. Já que muita gente não lembra em quem votou nas últimas eleições e outros querem saber o que anda fazendo o deputado escolhido há uns aninhos atrás, tem saída, existe o ótimo site Transparência Brasil, onde podem conhecer o perfil dos candidatos à Câmara dos Deputados, ao Senado da República e a qualquer cargo público, com projetos aprovados, (ou não), lista de bens, número de faltas, quem andou financiando a campanha do indivíduo que terminou sendo eleito. Vale a pena ver e repassar para pessoas que preza seu dinheiro o que o seu voto está ajudando a fazer. Não faça como os Gringos, interpretações apressadas. Ex. O que você pensaria se encontrasse uma mulher na rua com um tubo de vaselina, uma caixa de fósforos e uma chave de fendas? Nada talvez nem precise responder. Mas de acordo com os americanos e ingleses, é uma terrorista. Para não acreditar no que os Políticos andam dizendo e sabendo que não é verdade, (Desmintam) já sabedor do que eles fazem você está apto para desmentir o referido senhor, pois é com o Desmentido que ajudamos a criarem vergonha e pelo menos maneirar de mentir tanto. E acima de tudo, lembre-se: "A diferença entre o ladrão e o político é que um nós escolhemos, o outro nos escolhe." Se vocês não esquecerem essa regra, já está se ajudando muito. Quanto a dizer que eles trabalham, ajudam socorrem, vão fazer isso ou aquilo pela nossa cidade ou por nós... Ledo engano. Desmintam. Isso poderia acontecer sim, antes de serem eleitos ao cargo que estão ocupando, depois de eleitos sofrem de um surto de Amnésia temporária (para nós), pois jamais ficariam Amnésicos para sempre, só o será até a próxima eleição. Estarão muito ocupados durante todo o período do mandato fazendo um gordo pé de meia para eles e suas famílias e quando disserem que estão fazendo por vocês... Entra o desmentido, vamos deixar de sermos vítimas, sejamos pelo menos coveiros ou o Pedreiro que coloca os tijolos no: Jazigo, Sepulcro ou Sepultura. Seja lá o que for... Más, vítima, nunca mais.
DESAMPARADO NORDESTINO
Dirceu Ayres
Nasci aqui no Nordeste vendo esse povo tão sofrido que eu nunca sei se estão tentando viver ou se querem apenas sobreviver. Diante de tantas dificuldades, tantas adversidades, pobre, mas com dignidade, às vezes eu me pergunto, que fazer?. Sempre vemos os Nordestinos fazendo promessas, pedindo ao “Padim Cirço” para aliviar seu sofrimento sem pão, sem água, sem sabão, como fazer para se manter alimentado, limpo de alma e corpo lavado, ter até alguma dignidade?. Como entender se até colocar no poder, na Presidência da República um Nordestino, isso por mais de uma vez, não deu certo! Quando esses famigerados Nordestinos chegaram ao poder, o infeliz só lembrou de sua turma, sua patota. Um desgraçado churrasqueiro virou autoridade federal, outro completamente sem condições virou diretor do Banco do Brasil, Outros foram ser Ministros de muito peso no Governo, muitos ainda continuam mamando nas têtas do governo federal e o perigo mesmo, é que eles são capazes de tudo para não perder a mamata. E o Nordeste e o Nordestino, como ficam? Amargurado, desdentado, faminto, sem vestimenta, sem saúde para ele e sua família. Para sua tristeza, nada mudou só as promessas tomaram outra conotação, más, continuam sendo as mesmas. Será que isto nunca vai mudar para o Nordeste e para o Nordestino. Diante desse quadro tão antigo e sem jeito, penso em uma parte de uns Poemas, uns versos de um poeta de literatura de cordel que nem lembro o nome e diz assim...
“Meu povo ouve meu verso,
Más não reconhece a voz,
Parado, não vai à luta
Numa atitude atroz
É uma infelicidade
E as mesmas dificuldades
“Sempre pairam sobre nós”.
“Parece com o Elefante”
Que vi no circo outro dia.
Demonstrava tanta força
Que outro ser não conseguia;
Um caminhão sustentava
E o carro acelerava
Mas do lugar não saía “...
“E as pessoas no circo
Fazendo o número final
Subiram em número de quinze
Em cima do animal
E ele no picadeiro
Passeou todo faceiro
Dando adeus ao pessoal”.
“Puxado por um cabresto
Foi entregue ao domador
Que conduziu o gigante
E depressa o amarrou
Em um toquinho pequeno
E o animal sereno,
Parado ali “ficou.”
“Ao observar tudo aquilo
Fiquei querendo saber
Porque o bravo elefante
Estava sem se mover,
Amarrado em quase nada,
Com tanta força guardada
“Não a usava porque”?
“E na oportunidade
Perguntei ao domador
Cadê a força feroz
Que o animal demonstrou?
Porque ficou tão parado?
E para ser libertado
“Nenhuma força botou”!
“Ele me disse: - amigo
Eu vou dizer-lhe a verdade
Amarrei esse elefante
Com cinco dias de idade,
Ele pulou sem parar
Batendo pra se soltar
“E não teve capacidade”.
“Isso já faz quinze anos
E ele preso ai ficou,
O toco ainda é o mesmo,
Sou o mesmo domador,
Tem muita força guardada
Mas está amarrado em nada
Porque nunca mais tentou “...
“Ele me lembrou do meu povo
Que eu conheço e quero bem
E sei que ainda novo
É amarrado também
Pobre e desavisado
Vive sempre encabrestado,
Não sabe a força que tem “...
“Cometendo os mesmos erros
Em época de eleição,
Aceitando a mesma pinga,
A feirinha e o tostão,
Indo ao mesmo comício
E no mesmo sacrifício,
Sem lei, sem casa, sem pão “...
“No planeta em que vivemos
Cada pessoa é um grão De areia cintilante,
Mas não é como a multidão
Que é uma bola de ouro,
Um valioso tesouro
Que é fruto da união “...
O Nordestino precisa muito da força e palavra de um Homem de coragem que não se submeta a vontade de metidos a “cavalo do cão” que não pare de lutar por um Brasil melhor apesar dos traíras que temos na Políticas. Esse homem tem voz forte e é bastante escutado no Brasil todo, o Nordeste precisa dessa voz. Essa também é a imagem que tenho do Nordestino, valente, com força e quando se alimenta tem até saúde. Um bom trabalhador e é requisitado para os serviços mais pesados e que são em sua maioria honestos e é quase sempre um bom pai de família. Más vivem na miséria, esperando o prometido que nunca vai chegar assim esse nobre brasileiro, trabalha o ano inteiro sem sua fome passar.
sábado, 30 de junho de 2012
A BÉLA DESCONHECIDA
Dirceu Ayres
Olhei aquela imagem alongada e bela, o bastante para hipnotizar uma pessoa menos avisada. Com o corpo escultural a se retorcer como uma cobra, cabelos escorridos, castanhos claros! Cabelos que davam sentidos diferentes ao seu rostinho angular, muito formoso e ilustrado por um diferente par de olhos semiamendoados e brilhantes. Tal feição parecia ter vindo do oriente místico de mulheres sexy como se tivesse o rosto escondido em um véu de purificação e consumo interno. Olhos que não diziam nada e pediam tudo. Parecia uma dessas jovens que confundem liberdade com licenciosidade, civilização com modernidade mistura tudo com amor e pecado, pureza com fé. Tentei contratá-la, falei com voz aveludada e calma com muito cuidado para não assustar ou causar alguma desconfiança, quer trabalhar para mim? Não... - “Quero fazer com que você passe comigo algumas horas dulcíssimas praticando o bem Divino” do “crecei e multiplicaivos”; como recusar, mesmo que fosse o Diabo travestido de uma bela mulher? Fácil capitular diante de tal assertiva, o conflito que se impõe à alma, subjuga até o bom senso e a ardência do corpo pede amor, amor e amor, sem preços, sem barreiras, custe o que custar. A mulher parecia um BISCUÍ de adôrno que além de enlouquecer os homens, enfeitaria a casa, o quarto e até as cabeças. Melhor parar e pensar. Depois de uma experiência dessas, as fronteiras da realidade se diluem; quem é quem ou contra quem devemos investir nossa raiva ou condenar por sentir tais desejos. Depois dessa experiência espontaneamente confessada como se fosse à melhor expressão de ingenuidade concedida e mal disfarçada, tomamos banho, nos vestimos e fomos embora, cada um para seu lugar. Agora, depois de vários dias, verifiquei que aquilo que pensava ser mais uma aventura descobri para minha tristeza, que estou sentindo muita saudade da desconhecida de cabelos castanhos e ou cor de mel. Não conhecia nada da moça e nem sabía onde morava, sabía que lá fora, nas esquinas da vida, as pessoas continuavam tendo preconceito contra o que acabávamos de fazer e que por força de alguma razão, teimo em não aceitar. O que havíamos feito naquele dia foi cheio de muito amor e ternura. Acredito que as pessoas são felizes quando são livres para amar sem convenções arcaicas e superadas, para que possa viver sem fronteiras e sem censura. Meu instinto me dizia: Crie coragem, inicie seus casos amorosos e conclua tendo prazer naquilo que está fazendo sem prejudicar a você nem a outrem. Lembrei-me de um trecho do verso de um poeta PERSA... (hoje—o IRAN)
Aproveita a existência fugás
Se morreres, não más,
Nunca mais voltarás.
(Omar Khayyám)
É meu amigo, vou continuar sempre que possível quando encontrando uma desconhecida em meu caminho, tentarei viver a vida como eu conheço e que sempre me fez tanto bem. Não deixarei passar aquela oportunidade que poderá ser a única, pelo menos com aquela pessoa, as oportunidades não se sucedem com tantas facilidades nem com tanta freqüência. Assim sendo, mesmo não encontrando uma mulher espetacular tipo –Biscuí- vou me contentar com uma simplesmente mulher. Sendo carinhosa e sabendo amar já é pedir muito a Deus, mas se ela for... É tudo que eu ando desejando desde que A DESCONHECIDA foi embora, eu jurei que nunca mais faria exigência com nenhuma mulher a não ser com relação à higiene, pois estando limpinha e perfumada... É outra coisa.
Unasul decide suspender Paraguai do bloco
Dirceu Ayres
Suspensão do país ocorreu com base no tratado constitutivo do bloco sul-americano MENDOZA - Os países da Unasul decidiram nesta sexta-feira, 29, aplicar ao Paraguai a mesma suspensão realizada pelo Mercosul. Os representantes do bloco sul-americano determinaram que o novo presidente temporário do bloco será o Peru. Mercosul suspendeu Paraguai nesta sexta-feira Veja também: Sem o Paraguai, Mercosul admite Venezuela como membro pleno 'Paraguai enfrenta déficit democrático', diz especialista A suspensão ocorreu com base no tratado constitutivo Unasul. A Unasul também aprovou a criação de uma comissão para fiscalizar o processo eleitoral paraguaio. Mais cedo, A presidente argentina, Cristina Kirchner, anunciou que a Venezuela será incorporada plenamente ao Mercosul em 31 de julho. A cerimônia que transformará Caracas no quinto sócio pleno do bloco do Cone Sul ocorrerá com toda a pompa no Rio de Janeiro. A entrada da Venezuela só foi possível graças à ausência temporária do Paraguai do Mercosul, já que o país estará suspenso das reuniões do bloco durante os próximos dez meses. Segundo Cristina, as sanções serão aplicadas até que o Paraguai tenha "o pleno restabelecimento da ordem democrática" e volte ao país "a soberania popular". No dia 22, Fernando Lugo foi destituído após um processo de impeachment – rejeitado pelos países do Mercosul, que consideraram o processo uma ruptura da ordem democrática. Cristina referiu-se à destituição de Lugo por parte do Senado e sua substituição pelo vice Federico Franco como "golpe de Estado". No domingo, a chancelaria argentina anunciou a suspensão temporária do Paraguai da reunião de cúpula do bloco, em Mendoza. "Temos de fazer neste semestre o melhor esforço para que as eleições de abril de 2013 sejam democráticas, livres e justas", disse a presidente do Brasil, Dilma Rousseff. Cristina, por seu lado, disse que os países sul-americanos precisam "continuar sustentando a legalidade e a legitimidade, de forma que não sejam permitidos ‘golpes suaves’ que, sob o verniz de legalidade, estilhaçam a institucionalidade". Ariel Palacios, enviado especial a Mendoza 'Paraguai enfrenta déficit democrático', diz especialista Para professoras de Relações Internacionais, organização política não contempla premissas democráticas SÃO PAULO - Um rápido julgamento político e argumentos inconsistentes fizeram do impeachment do ex-presidente do Paraguai Fernando Lugo, há uma semana, motivo de crise política na América do Sul. Suspenso das reuniões do Mercosul até a realização de eleições presidenciais em abril do ano que vem, o contra-argumento do Parlamento para acusações de golpe é o de que o processo foi amparado pela Constituição do país. Manifestação contra governo de Federico Franco Veja também: Paraguai diz que sua suspensão do Mercosul carece de 'validade legal' Sem o Paraguai, Mercosul admite Venezuela como membro pleno Para a pesquisadora em Relações Internacionais da USP e coordenadora do curso de Relações Internacionais das Faculdade Integradas Rio Branco (FIRB) Denilde Oliveira Holzhacker, apesar do artigo 225 da Constituição prever ações do Parlamento com relação ao Executivo, os parlamentares usaram as prerrogativas constitucionais para um julgamento político duvidoso em seus princípios."Assim como outros países democráticos na região, o Paraguai enfrenta o que denominamos de déficit democrático", explicou a pesquisadora. "Embora seja considerado um país de regime democrático, a organização política paraguaia não contempla todas as premissas democráticas, como a alternância de poder entre os partidos e a incorporação das demandas sociais". A professora de Relações Internacionais das FIRB Regiane Nitsch Bressan ressalta que a construção de coalizões partidárias é inconsistente no país porque a alternância de poder é baixa. Ela cita como exemplo o que aconteceu nas eleições de Fernando Lugo em 2008, entre o partido dele (o APC) e o Partido Liberal, do então presidente Federico Franco. "Por sua vez, a situação paraguaia configura-se em grande instabilidade política, dado que após mais de trinta anos de governo autoritário pelo Partido Colorado, o país não teve tempo de construir um arranjo político que equilibrasse o poder interno". Nas eleições parlamentares, por exemplo, o povo não vota diretamente e os representantes são escolhidos por meio de listas partidárias. Uma sociedade civil desmobilizada para se contrapor às forças tradicionais e os anos de ditadura impediram o desenvolvimento e amadurecimento político da sociedade civil, segundo as especialistas. Somadas a essa questão, as professoras também acreditam que o fato de as elites paraguaias serem tradicionais e conservadoras dificulta a ascensão de novos grupos políticos. Bruna Ribeiro, do estadão.com. BR
Ufa! O país recuperou o dinheiro público desviado pelos aloprados do Lula.
Dirceu Ayres
Sem dono, nem quem a reclame, a fortuna dos aloprados do PT vai para a União. A ordem é da Justiça Federal. Vão ingressar nos cofres do Tesouro US$ 248,8 mil e R$ 1,168 milhão. Em decisão de duas páginas, o juiz Paulo Cézar Alves Sodré, da 7.ª Vara Criminal Federal em Cuiabá (MT), assinalou: "Até a presente data não houve qualquer pedido de restituição de tais valores, ressaltando-se que durante a tramitação do inquérito policial ninguém assumiu a responsabilidade do bem em questão". Faz quase seis anos o capítulo dos aloprados. A montanha de dinheiro em espécie foi apreendida pela Polícia Federal na madrugada de 15 de setembro de 2006 de posse de homens do núcleo de inteligência do PT. Planejavam comprar o dossiê Vedoin - família de Mato Grosso que teria reunido denúncias falsas contra José Serra, então candidato do PSDB ao governo de São Paulo. Uma parte da bolada - R$ 758 mil e US$ 109,8 mil - foi encontrada com o engenheiro Valdebran Carlos Padilha da Silva, ligado ao PT de Cuiabá. Outra parte - R$410 mil e US$ 139 mil - estava em poder de Gedimar Passos, agente aposentado da PF. "Não há óbice em dar-se a perda de tal quantia, já que decorrido quase seis anos da apreensão, sem que qualquer pessoa reclamasse a devolução ou comprovasse cabalmente sua propriedade e origem lícita", sentenciou o juiz, que acolheu requerimento da Procuradoria da República. Sodré ressalta que "tendo em vista que dinheiro é bem fungível, caso futuramente alguém comprove sua propriedade, a decisão de seu perdimento não impedirá que a quantia seja reclamada da União nas vias adequadas para tanto". "Caso não haja qualquer manifestação em 90 dias convertam-se tais valores em renda em favor da União", decretou. Após o decurso desse prazo o Banco Central vai fazer a conversão da moeda americana e a Caixa Econômica Federal informar o valor atualizado em reais depositados na instituição. Ele mandou publicar sua decisão para conhecimento de eventuais terceiros interessados e dar ciência à Advocacia-Geral da União. Origem. A PF rastreou a origem de apenas parcela da bolada misteriosa. A Divisão de Combate ao Crime Organizado pediu ao governo dos EUA informações acerca da instituição bancária no Brasil que havia recebido aquele lote específico de dólares. O Departamento de Justiça americano apurou que o dinheiro teve origem na Flórida, enviado ao Commerzbank da Alemanha em 14 de agosto de 2006 e, dois dias depois, remetido ao Banco Sofisa S/A, em São Paulo. Em cooperação internacional, o Federal Bureau of Investigation dos EUA (FBI) e a PF constataram que a parte seriada de US$ 248,8 mil integrava lote de US$ 15 milhões. A PF chegou aos sacadores finais. A análise financeira, efetuada por peritos criminais federais, revelou que pelo menos os dólares recolhidos com Gedimar e Valdebran haviam sido adquiridos em operação de compra na Vicatur Câmbio e Turismo Ltda, de Nova Iguaçu (RJ), em várias operações com utilização de laranjas. (Estadão)
Assinar:
Postagens (Atom)


.jpg)

