terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O DIAGNÓSTICO.

                                     Dirceu Ayres
Já vai longe o tempo, (1951) que para treinar um aluno e torná-lo Médico, dispondo somente e tão somente das macas existentes na Santa Casa de Misericórdia, alguns instrumentos cirúrgicos, lençóis brancos e uma estufa que depois foi trocada por uma pequena autoclave, que graças a Deus existia neste local onde tinha também, duas salas a disposição dos professores de Medicina. O Dr. Paulo de Miranda Neto. Nosso Dr. Paulo Neto, que dava aula de Anatomia sem dispor de nada além de seus livros, sua capacidade, inteligência e a ajuda do “Cadáver Desconhecido” realizava verdadeiro milagre de ensino os seus doze (12) alunos. Também não era diferente para os outros professores: Abelardo Duarte, Sebastião da Hora, Deraldo Campos, João Azevedo, Durval Cortez, Roland Simon, Pedro Reis João Vasconcelos, Aristeu, Reynaldo, Adail e tantos outros que sempre teimaram em levar adiante a faculdade dos sonhos para nosso Alagoas. E assim, depois de tantos esforços, para fundar e manter uma escola de nível superior, tantas vidas desgastadas, tantas noites mal dormidas, tantos estudos, não seria agora que deixariam os Agentes Comunitários ajudando a população mais do que os verdadeiros profissionais da Saúde que são com certeza (Médicos) os mais indicados. Hoje em dia, o Médico conta com uma verdadeira parafernália de Máquinas e equipamentos que o ajuda no que existe de melhor  na Medicina.  Anamnese é o nome dado a entrevista médica ou terapêutica, realizada como ponto inicial no diagnostico de uma doença. Uma anamnese, como qualquer outro tipo de entrevista, possui formas ou técnicas corretas de serem aplicadas. Ao seguir as técnicas pode-se aproveitar ao máximo o tempo disponível para o atendimento, o que produz um diagnóstico seguro e a um tratamento correto. Sabe-se hoje que a anamnese, quando bem conduzida, é responsável por 85% do diagnóstico na clínica médica, liberando 10% para o exame clínico e apenas 5% para os exames laboratoriais ou complementares. As perguntas a serem feitas ao pacientes dividem-se em 3 tipos: abertas, focadas e fechadas. Classicamente, a base do diagnóstico médico é a consulta médica, (anamnese, aquí já citado), mas existe um grande e crescente número de técnicas complementares de diagnóstico máquinas, aparelhos eletrônicos, computadores, etc. A comunidade científica tem como filosofia aceitar os instrumentos de diagnóstico que foram validados pelo método científico. Métodos não validados tendem a ser agrupados no conjunto das terapias alternativas. A origem histórica e a filosofia intrínseca de muitos métodos de terapia, como a Yoga, a Homeopatia e a Acupuntura, dificultam a utilização do método científico em sua análise, o que cria resistência a seu uso em muitos meios. Muitas aquisições recentes da tecnologia também ainda não foram validadas e em especial não foram demonstradas como superiores aos métodos existentes, o que também dificulta sua aceitação geral. Só se faltar uma boa dosagem de compreensão e até atenção do menos estudioso, é que este Médico com pouco estudo (ou experiência) poderá medicar um paciente portador de um distúrbio, como sendo portador de outro tipo de doença. Pura falta de atenção, ou falta de experiência? Isso não se sabe, más, com certeza, algumas vezes encontramos um “profissional” desse fazendo esse “tipo” e não é raridade que atenda muito mal as pessoas que o procuram para se consultar e ao tentar contar sua estória ou explicar sua doença, o paciente escuta.”. O Médico aqui sou eu “!!! Na verdade, não sabe coisa nenhuma, nem tem a capacidade que quer aparentar.
É O SIMULÁCRO DE UM VERDADEIRO MÉDICO. Mesmo que tivesse capacidade, não é onipotente nem está acima do paciente. Também não precisa demonstrar seu materialismo para o doente. Em minha opinião, o verdadeiro Médico, dissemina amor, compreensão, muito atenção ao paciente com boa dosagem de paciência. Um “Midas” alquímico e diferente que converte positivamente em SAÚDE, o negativismo da MOLÉSTIA. Quando não esta estudando está espalhando perdão, disseminando conhecimento, demonstrando o conhecimento e Amor acentuado pela profissão que abraçou. Um tipo que vive sófre, ama, luta e pugna pela ética de sua profissão. Sabe que existem doentes, más, ele é o agente Hospitalar dos enfermos do Mundo, É o grande Médico plantonista do Hospital de DEUS. Sabe que não é e nem se julga melhor que ninguém. Seu pensamento deverá sempre ser: “Enquanto estiver bem de saúde, SERVIREI os outros e quando adoecer, parar, ou morrer, outros tomaram meu lugar para continuar servindo a Humanidade”. Esses sim são os verdadeiros Médicos, conscientes das obrigações e responsabilidades que tem para com o povo e toda a Humanidade. Uma profissão completamente diferente de todas as outras. O Advogado, quando sem ética, pode “fabricar testemunhas” O Engenheiro poderia até errar um cálculo de Edificação. Más o Médico não pode errar nem se descuidar, pois disso depende o fracasso ou o triunfo de suas ações e a saúde do doente. (isso é imediato). Ser Médico não é um cargo, muito menos um encargo, senão responsabilidades que entidades superiores colocarão em seus ombros e não serão “fardos”, Más, se faz necessário carregar por toda a vida. Sabe-se que Alagoas pelo menos em se tratando de Cardiologistas que se estima em mais de cem, estão entre os melhores do Pais. Essas obrigações fazem do Médico um ser diferente cheio de muitas responsabilidades e obrigações. Aqui não cabe o neófito (estudante) que quer ser Médico por ser uma profissão boa e rentável, porque quer ser rico. Não senhor. Ser Médico é uma profissão de muita responsabilidade e muito amor com os pacientes, uma verdadeira prestação de serviços a Humanidade. Acontecendo assim e as escolas providenciando para que assim seja; teremos na próxima geração de Médicos uma verdadeira classe de profissionais altamente qualificados e portadores de grande sapiência. E quem ganhará com isso... O Povo, a humanidade, todos e até ele mesmo.

ALGOZ E ESCRAVO DO POVO

                                    Dirceu Ayres
Todo perseguidor é escravo de seu perseguido. A vida, o emprego, a obra desses personagens que são os perseguidores, estão atreladas a o seu desafeto. Sem o desafeto para bater, o perseguidor perde a força. Tem pessoas assim, físicas e ou mesmo jurídicas, cujo poder emana dos inimigos. Tem gente que só é feliz quando tem um inimigo para odiar, para falar mal, para derrubar, para superar. Algumas pessoas simplesmente não se conformam com suas próprias vidas, se tornam vazias como se viver não fosse suficientemente bom. Os Psiquiatras os conhecem como ICONOCLÁSTAS (Derrubadores de ídolos). Precisam de um antagonista que dê significado para seus enredos. Não sei se elas estão certas ou erradas, sei apenas que elas nem sempre têm consciência de que são escravas de seus desafetos. E que talvez, por não saberem amar, eles, amam odiar. É possível ver isso em alguns políticos que fazem fama, se elegem e se reelegem, vivem em função do inimigo ou desafeto. Observem que se os desafetos se afastarem, morrerem ou forem cassados, o perseguidor ou não se reelege, ou adoece, falta à motivação de viver e trabalhar. Existem deputados, Federais, Estaduais e até Senadores que vivem e sempre viveram em função de difamar seus desafetos, seus opositores, que eu saiba eles estão tão ocupados que nunca apresentaram nem um projeto para a melhoria de seu estado ou de seus correligionários, no máximo arranja a dinheirama de maneira escusa para si e seus puxa saco. Ao assumir essa condição de Congressista ele precisa ou acha que o povo ou Estado que naquele momento estão representando é uma espécie de povo imbecilizado, resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, agüentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, onde deveriam mostrar “seus dentes”, sua força e a energia de um povo, pois que vivem já com as orelhas murchas é incapaz de sacudir as moscas que tem no corpo; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que não luta e nunca se exalta, passa a condição de miserável e se conforma com o que lhe acontece. Porque será que esse povo sofre e é bom?, Guarda ainda os rancores na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional conformado, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta. Às vezes me pergunto se não estaria sofrendo de um estado patológico observado em diversas afecções do sistema nervoso central, como encefalites, tumores, caracterizado por um sono profundo e duradouro do qual só com dificuldade, e temporariamente, pode o paciente despertar, é conhecido também como estado de insensibilidade característico do transe mediúnico, lembra também... Letargia. Isso lembra a figura que está acima. É isso mesmo, um burro, o símbolo da falta de inteligência, o desajeitado, o bronco, o sem alma nem sentimento, sem massa encefálica, não toma atitude, apanha, é mandado, surrado, machucado, sua única reação é quando empanca, só sai quando quer.
Isso é um scaneamento da cabeça de um Político num momento de descuido do referido congressista em seu local de trabalho, acredita-se que o representante do Estado que o elegeu e das pessoas que vivem naquele infeliz estado onde o desgraçado criou seu reduto eleitoral, ainda estão passando fome, sem saúde, sem segurança, sem trabalho, à espera de uma ajuda ou melhora de vida. Às vezes chego a pensar que falar sobre política ou nos políticos me empobrece, faz brotar comichões em todo meu corpo e principalmente nos escrotos, sai feridas pequenas (perebas) nos sacos escrotais, não quero dedicar mais o meu tempo com esse lenga a lenga. São pessoas que em um dia fazem um discurso que mais parece um anjo e em outro aparece à figura do Demônio, um Demônio que sorrateiramente surrupia o dinheiro da nação, dos cofres públicos e até o sangue do povo que outrora ajudou a eleger o desgraçado. Temo que um dia tenha de ser o hagiógrafo de mim mesmo e serei o santificado. Às vezes chego a pensar que eu deveria ser político pois sei que certos políticos despertam em nós instintos malignos, uma espécie de conformismo acompanhado de parasitismo até moral, e, me pergunto: Que Diabos de vida o Brasileiro está passando?. Assistir políticos desonestos serem denunciados e eles dizem que não sabiam que era ilegal, achavam que era normal!!!, Como será que a Justiça vê isso?. O Congresso tem muitos Advogados e até promotores e não deve ignorar que existe nos ordenamentos de Direito o seguinte texto: “Ignorantia legis neminem excusat” é um princípio de direito tão antigo que é mais expressado nas lides forenses em Latim do que em Português. Significa que o desconhecimento da lei não isenta aquele que praticou um ato contrário a ela da pena cabível. Está-se diante de um fato material que não admite interpretações porque ele é. Se existia e existe, a sanção é aplicável, ela está apta a ser aplicada, desde que não esteja prescrita. Entretanto o que se vê é que todos que praticaram atos ilegais estão soltos e ricos, continuam praticando suas malandragens, chegam até a se candidatar outra vez e se eleger, Pais de gente estranha.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A VIOLÊNCIA

 Dirceu Ayres
Alguns Políticos deveriam tomar mais cuidados com os discursos que fazem ou com o que dizem. Certos discursos estimulam muito mais a violência no Brasil aqui tem um bom exemplo que podemos citar. Em seu discurso a um grupo de educadores no Palácio do Planalto, o Presidente mais uma vez vinculou a questão da violência e da criminalidade à precariedade do ensino e destacou a importância da educação de qualidade como elemento de combate ao crime: de certa forma tem razão, mas não no todo. Assim falou o Presidente:
"Nós temos um estoque de 3 milhões de jovens, de 15 a 24 anos, que pararam de estudar e estão à mercê do crime organizado, de cometer barbaridades que vemos na televisão", disse o Presidente. "Ao invés de ficarmos discutindo apenas as exceções que devem ser punidas, precisamos cuidar dos que representam a regra: jovens pobres que precisam estudar".
Ora, o que é verdade é que quem não estuda na maioria das vezes é porque não quer. O brasileiro é um tipo indolente, preguiçoso e que não quer estudar de jeito nenhum. Estudar dá muito trabalho e até aborrecimento. A julgar pelas palavras do ex. Presidente, ele próprio, que não estudou e que vive falando que cresceu na miséria, com a Mãe analfabeta, se o dito do discurso fosse verdade teria sido mais um criminoso para dar trabalho a Polícia. Ainda que não afeito aos livros foi fazer um curso técnico no Senai, que aliás é uma escola que está no Brasil inteiro oferecendo cursos profissionalizantes, sendo a maioria de graça. Há ainda o Senac que também oferece cursos profissionalizantes. Repito. A questão da violência está desligada dessa ladainha de que o crime decorre da falta de educação e da fome. Isso não é verdade. Há escolas e ninguém passa fome no Brasil pois não temos somente o Oceano, mais temos Rios, lagoas e outras fontes de alimento. Enquanto o ex. presidente da República fica falando esse monte de sandices que ouviu de algum desses intelectuais de boteco, a violência continua comendo solta. O Estado tem o dever de zelar pela segurança da sociedade e de promover a exemplar punição de todos os delinqüentes. Seja maior ou menor, não importa, cometeu um delito, de todo jeito, vai para a cadeia. Lá é que é o lugar de quem é criminoso ou ladrão. Todos sabem o tipo que não tem ou não quer recuperação; não é necessário ser um perito ou Psiquiatra para saber que quem comete delito grave e faz tumulto nas cadeias não está a fim de recuperação nenhuma. Estamos sempre a ouvir...Tumulto na Penitenciária tal, revolta na outra Penitenciária qual, e assim, temos sempre pelo menos , senão a fuga, a tentativa. Motins com reféns, incendeiam as camas, os colchões, quebram as telhas e até a Penitenciária quase toda. Como se isso fosse pouco, ainda fazem curso de seqüestro, maltrato, terrorismo e até como torturar tanto a vítima como seus familiares. Nós ficamos sempre a pagar nossos impostos e sustentar os garotinhos que estão na cadeia. Vamos dar viva a violência, pois pelo visto tão cedo ela não acabará às vezes penso que existe alguém com muitos poderes que tem interesse que as coisas continuem assim. Pois de uma hora prá outra poderá precisar dos préstimos dos meninos. É como ter uma reserva de delinqüentes para quando precisar.

QUANTA DEMOCRACIA

Dirceu Ayres
Luiz Inácio decidiu que o Brasil precisa da democracia vigente na Venezuela, um país onde ele afirmou que existe democracia até demais. Já se entendeu com o grande democrata Hugo Chávez, com Franklin Martins e com Dilma. Confiante na vitória da sua Cria já tem tudo pronto. Em primeiro de janeiro acontecerá o seguinte: O Brasil passa a se chamar Brasuela em homenagem ao berço da democracia bolivariana. A nova bandeira de Brasuela vai adotar o vermelho como homenagem aos ícones da democracia: MST Via Campesina, PT e a própria Venezuela. Franklin Martins Propaganda vai publicar o AI-13 que regerá a liberdade de imprensa e opinião. O AI-13 foi redigido com a supervisão do grande democrata Hugo Chávez. Luiz Inácio já listou os líderes democratas que o ajudarão a escrever outros 37 Ais. São eles: Hugo Chaves, Fidel e Raul Castro, Evo Morales, Mahmoud Ahmadinejad, Rafael Correa, Muamar Khadafi, Hassan al Bashir , Manuel Zelaya, Islam Karimov, Paul Biya eTeodoro Obiang Nguema . O mais importante dos Atos Institucionais, segundo Luiz Inácio será o AI-51... Mas esse ele vai cuidar pessoalmente.... Até o fim. Surrupiado um pouco do blog do Guto Cassiano. Será com esses mesmos Políticos que ainda são seus amigos (dele) que pretende fazer tudo a que se propõe?. Observe a última notícia do Jornal de Minas Gerais: POLÍTICA JORNAL DO ESTADO DE MINAS: até vereador recebeu bolsa-família Vereadores e secretários municipais engrossam a lista de 1.327 funcionários públicos que, como revela levantamento do Jornal o Estado de Minas, burlaram em 2010 o programa do governo, destinado a famílias com renda per capita mensal de até R$ 140. Acho que pode mentir com toda vontade, pois pessoas como os Políticos que nós temos podemos dizer assim: LIBERDADE DE EXPRESSÃO SIGNIFICA NADA PARA UM HOMEM QUE NÃO TEM NADA A DIZER.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

BRASIL E BRASILEIRO

                                         Dirceu Ayres
Acho que é da própria Natureza dos Brasileiros que eles são tão “desligados”. Se você perguntar a alguém se conhece tal indivíduo, ele responde, qual?, Aquele que é meio barrigudo?, Ou aquele outro que tem a gravata vermelha?. Ora, isso acontece com a pessoa por mais famosa que seja. Temos lido pesquisas que afirmam com precisão que cinqüenta e um por cento, isso mesmo (51%) dos Brasileiros não sabem o nome do Papa, nem do atual, nem do anterior que já morreu. Convém aqui esclarecer que esse mal não ataca somente as camadas mais pobres. Roberto Pompeu (cronista da revista VEJA) lembra na edição de 18\04\2007 em uma de suas crônicas, Diz que: “uma ex. primeira Dama numa conversa em família, perguntou quem era Fernando Henrique Cardoso? , quando as pessoas estranharam que ela não soubesse, defendeu-se com o argumento de que não era obrigada a conhecer gente que viveu antes dela nascer”. Bem, temos também o atendimento das telefonistas de quase todas as Empresas. A pessoa liga ao telefone e a atendente ou telefonista pergunta: Fernando Henrique de onde?, Se o ex. Presidente Lula ligasse iria acontecer à mesma coisa, ele diria, é da Presidência da República!, Depois do chá de espera, é lógico e quando passar para o Patrão dirá... “Tem um senhor na linha 01, parece que se chama Luiz Inácio da Presidência da República que quer falar, o senhor atende”?. Supõe-se que temos razoável possibilidade de acerto que são milhares de pessoas nesse País imenso que agem assim. Na minha modesta opinião são poucas as pessoas que em nosso País sabem das notícias de mudanças nas leis e nomes das pessoas famosas, ou mesmo algum comunicado das autoridades que são do interesse de todos e de muita importância e que a própria população deve estar sempre informada. É incrível, mas ninguém se interessa mesmo. Quando tem acesso a Internet, não interessa as notícias, vão direto aos sites de bate papo como ORKUT, Face book, Sônicos ou similares, isso se não vão direto aos sites pornôs. Ainda segundo Roberto Pompeu que diz: “Acredito assim como os mais cáusticos, que a popularidade do Presidente Lula e as boas avaliações do seu Governo advêm da falta de conhecimento do povo”. Certa vez, um matuto do interior falou pra mim. “No Brasí tem muta fartura”, e eu repliquei... De que seu Zé?. “É dotô, pruquê farta tudo”. Talvez esse tipo de fartura explique porque falta ou “farta” a famigerada educação com cultura e muito conhecimento. Não é somente falta de escolas e de professores, o Brasileiro não gosta de estudar mesmo, pelo menos ler alguma revista, pois, estudar dá um trabalho danado e ainda tem de afastar a preguiça, mas quando alguém quer mesmo estudar, sai da frente. Estamos sempre vendo meninos andando 14 ou 15 kilômetros para ir estudar em uma pequena escola distante e única na região. Agora imagine, acordar às quatro horas da manhã e caminhar por três ou quatro horas para estudar, deve ser um tremendo sacrifício e muita vontade de sair da ignorância. Que País cheio de desigualdades incríveis, como pode alguns se mandar para estudar no exterior e o outro nem pode estudar em sua cidade porque não tem escola!!. Porca miséria, como endireitar um País assim desse jeito?, Como pelo menos minimizar o sofrimento das crianças que tem vontade de estudar, como podemos fazer para minorar esse sofrimento?, Por enquanto... Ta sem jeito.

LEMBREM-SE DOS 44 MILHÕES DE ELEITORES DO SERRA

                                      Dirceu Ayres
Serra tem razão, embora sacaneado pelos colonialistas da "Pátria Minas" (a turma do barão Aécio das Neves). Na coluna de Dora Kramer: Derrotado na eleição presidencial com um "até breve" que deixou adversários, correligionários e eleitores intrigados, José Serra ainda não definiu seu destino político - que, aliás, não depende só de sua vontade -, mas já resolveu pegar firme no ofício do contraditório. Começa por uma autocrítica partidária: acha que há "uma desproporção imensa" entre o que o PSDB está fazendo e o que deveria fazer. O partido se perde em combates internos referidos em eleições futuras, enquanto, na opinião dele, deveria estar preocupado em "dar uma resposta" aos quase 44 milhões de eleitores que optaram pela oposição em outubro último. "Não podemos deixar esse eleitorado sem representação. Precisamos convencer essas pessoas de que não jogaram seus votos fora. Quem votou em nós queria que ganhássemos, mas sabia que poderíamos perder. Logo, a oposição é tão legítima quanto o governo; expressa a vontade do eleitor e qualifica a democracia." Na concepção de Serra, isso só acontecerá se a oposição não se amedrontar, tiver posições claras, for ativa, não se omitir, resumindo: "Não jogar parada, de olho em 2014, esquecendo-se de que uma eleição presidencial não é um acontecimento de 45 dias de campanha, é resultado de quatro anos de atividades O deputado federal Efraim Filho (DEM-PB), defendeu em entrevista que o salário mínimo seja de R$ 600,00 em 2011. "Entendemos que um reajuste digno para o salário mínimo é uma forma de distribuir renda e fortalecer o mercado interno, aumentando o consumo, a produção e conseqüentemente gerando novos postos de trabalho", disse. O deputado afirmou ainda que pretenda lutar para que o percentual de reajuste seja o mesmo para os aposentados e pensionistas que ganham acima de um salário mínimo, e assim evitar a defasagem salarial nesta classe “A humanidade vive nos tempos atuais um drama muito maior do que o da segunda guerra mundial, porque lá o inimigo era claro, agora não, o inimigo age sorrateiramente como um câncer dentro do corpo da sociedade ocidental.” Exatamente o que Hitler, Mussolini, Franco, Salazar, os generais argentinos, os generais brasileiros da ditadura, Plínio Salgado diziam no passado. E Olavo de Carvalho diz hoje Ontem, hoje e sempre, o discurso da direita, que serve às maiores violências e justificativa a toda truculência.

NOSTALGIA

                                      Dirceu Ayres
Estou nostalgicamente saudoso nos últimos dias. Na semana passada e na anterior, pelo menos dois textos do que andei escrevinhando me ocuparam de recordações da minha infância. Pois ontem bastou irmos ao shopping onde devorei, como um lauto jantar, dois pastéis de frango razoavelmente bons para lembrar os pastéis da minha infância. Eram bem melhores, principalmente os da rodoviária ou da feira no meio da rua. O pastel era frito ali, na sua frente, numa panela de ferro enorme, cheia de óleo que fervia o dia inteiro e nunca era trocado: o pasteleiro apenas ia repondo o que ia sendo gasto ou se evaporando. O supra-sumo da gordura trans, mas ninguém sabia disso. Como ninguém sabia, não fazia mal. Não havia pastel de frango, só de galinha, bem me refiro ao frango de capoeira que são coisas muito diferentes. A carne de galinha (de capoeira também) era gostosa e consistente, dava gosto mordê-los. Hoje, os pastéis de frango parecem feitos de roupa velha desfiada. O de carne não era tão bom. Era quase só massa e no finzinho a gente encontrava um pouco de carne moída com cebolinha verde. Na primeira mordida o pastel, antes inchado como um baiacu esticado que murchava como um pneu furado logo na primeira mordida, era o pastel de ar comprimido que a gente já conhecia. Quando não tinha pastel, o que era raro, a gente pedia pão com nata e lingüiça. Pouco depois começaram a chamar aquilo de sanduíche. Mas o pão com nata e lingüiça era geralmente fresquinho e já preparado numa cestinha de plástico no interior de um armariozinho de vidro sobre o balcão. O armário, que era fechado e deveria servir para proteger os petiscos ali guardados e mantê-los asseados, funcionava exatamente ao contrário: como o bodegueiro não tomava cuidado suficiente ao abrir e fechar as portinholas, as moscas entravam e acabavam presas no seu interior onde ficavam passeando até serem expulsas por alguma alma boa. Por isto quase sempre havia mais moscas dentro do armário do que fora dele. Elas viviam passeando, para lá e para cá, sobre as cucas, paçocas, sonhos, roscas, marias-moles e sobre sanduíches de mortadela-(há só prá lembrar, eu empurrava os toucinhos brancos da mortadela e comia o buraco) também o toucinho da lingüiça, imaginem que até os tarecos, doces e mariolas também tinha moscas. Acaso seus olhos desproporcionalmente grandes para seus corpos, pudessem nos transmitir alguma sensação, certamente seria de saciedade e gula. Eram enormes, gordas e saudáveis, como os porcos que minha tia Quininha irmã de minha mãe yayá, criava em seus chiqueiros em uma das ruas transversais da Praça treze de Maio. Mas aquela comida nunca nos fez mal e sobrevivemos até hoje sem maiores percalços. Muitos anticorpos devem ter sido adquiridos ao ingeri-la. Lembra um e-mail que percorreu a Internet, dirigido especialmente aos que têm mais de quarenta anos e não morreram em razão da qualidade da comida ingerida naquela época. Como disse no início, estou estranhamente melancólico, ultimamente. Mas me invade aquela nostalgia boa, saudosa, repleta de lembranças e recordações de fatos da infância. Acho que estou chegando à idade em que a pessoa de idade avançada vai se tornando criança de novo, fruto do inexorável envelhecimento que faz aproximar sentimentos, atitudes e comportamentos semelhantes aos já vividos. Não se preocupem. Não é ainda o doutor Alois Alhzeimer que está por aqui. O inexorável envelhecimento já chegou, agora é tentar administrar o cotidiano, tomar corretamente os remédios, não fazer o que os antigos chamavam de estripulias, e levar a vida como for possível até a chegada infalível da megera que é chamada de Morte.